terça-feira, 27 de setembro de 2016

Morreu Shimon Peres, o último personagem dos refundadores da nação israelense

Morreu Shimon Peres, ex-primeiro-ministro e presidente de Israel. Ele era o último representante do grupo de grandes líderes que refundaram a nação israelense. Ele morreu aos 93 anos, duas semanas depois de sofrer um derrame. Shimon Peres - em hebraico שמעון פרס - nasceu em , Wiszniew, no dia 2 de agosto de 1923. Foi um membro do Partido Trabalhista e recebeu o prêmio Nobel da Paz de 1994, junto com Yitzhak Rabin e Yasser Arafat. Foi Presidente de Israel entre 2007 e 2014. Peres nasceu Szymon Perski em Wiszniew, então parte da Polónia, hoje denominada Višnieva (em bielorusso Ві́шнева), pequena localidade na província de Minsk. Sua família mudou-se para o Mandato Britânico da Palestina que, desde 1948, constitui o estado de Israel. Ele é parente da atriz norte-americana Lauren Bacall (nascida Betty Joan Perske, que viveu entre 1924 e 2014 e foi mulher de Humphrey Bogart, famoso por sua atuação, entre outros, no antológico filme "Casablanca". Nas eleições de 1984 não houve vencedor entre os dois maiores partidos israelenses. Através de um acordo entre estes dois partidos, foi criado um Governo Unido, com Shimon Peres como primeiro-ministro entre os anos de 1984 e 1986, e como ministro das Relações Exteriores no período de 1986 a 1988. Em 1985, Shimon Peres e o ministro da Defesa, Yitzhak Rabin, retiraram as forças israelenses do Líbano, permanecendo exclusivamente no Sul, na fronteira entre o Líbano e Israel. Em 1993 Israel ainda participava das Conversações em Madrid que não avançavam e não apresentavam quaisquer resultados. Yossi Beilin informou a Peres sobre a existência de negociações secretas com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e este compartilhou a informação com Yitzhak Rabin. Em agosto de 1993, Peres e Mahmoud Zeidan Abbas assinaram o primeiro acordo em Oslo. Em Setembro de 1993 foi assinado na Casa Branca o Acordo de Paz de Oslo. No ano seguinte, Shimon Peres recebeu o Nobel da Paz, juntamente com Yitzhak Rabin e Yasser Arafat. Em 1993, Peres publicou seu livro "O Novo Oriente Médio". Neste livro, ele transmite sua visão sobre o futuro do Oriente Médio, no qual interesses nacionais e econômicos seriam os guardiães da Paz nesta zona. Em 1995 o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, foi assassinado e Shimon Peres, Ministro dos Negócios Estrangeiros, foi nominado a preencher o cargo até meados de 1996, quando perdeu nas eleições para Benjamin Netanyahu. Em 2005 Peres demitiu-se oficialmente do Partido "Avoda" apoiando e tornando-se membro do Partido Kadima. Em 2007, o Kadima anunciou que lançaria Shimon Peres como seu candidato à presidência de Israel. Em 13 de junho do mesmo ano foi feita a eleição no Knesset. Na primeira votação, Peres conseguiu 58 votos, insuficientes para se eleger. Após esta votação, Reuven Rivlin, do Likud (37 votos), e Colette Avital, do Partido Trabalhista (21 votos), retiraram suas candidaturas. Na segunda votação Shimon conseguiu 86 votos a favor (23 contra e duas abstenções), superando o mínimo exigido de 61 votos. Shimon assumiu assim aos 84 anos de idade, a Presidência, em 15 de junho, para um mandato de sete anos. Em maio de 1945, Shimon casou-se com Sonya Gelman, que ele conhecera no acampamento para jovens Ben Shemen, onde seu pai serviu como professor de carpintaria. Os dois se casaram após Sonya terminar seu serviço militar no exército britânico durante a Segunda Guerra Mundial. Ao longo dos anos, Sonya optou por ficar longe da mídia e manter a privacidade de sua família, apesar da extensa carreira política de seu marido. Ela faleceu em 20 de janeiro de 2011, aos 88 anos, de insuficiência cardíaca em seu apartamento em Tel Aviv. Shimon Peres e Sonya tiveram três filhos e oito netos. Em 13 de setembro de 2016, Shimon Peres foi hospitalizado em coma induzido, devido a um derrame cerebral. O estado de saúde dele era até então considerado grave.

Shimon Peres, the last of Israel’s founding fathers, dies at 93

Former president and prime minister passed away Wednesday at Tel Hashomer where he’s been hospitalized since suffering major stroke 2 weeks ago

BY RAOUL WOOTLIFF AND TIMES OF ISRAEL STAFF September 28, 2016, 5:17 am 

Former Israeli president Shimon Peres seen at an event marking 40 years since Operation Entebbe, held at Peres Center for Peace in Tel Aviv. Seven passengers, who were then aged 3-16 and held hostage on the flight, attended the event, on June 27, 2016. (Ben Kelmer/FLASH90)

Shimon Peres, the last of Israel’s founding fathers, died early Wednesday morning at the age of 93. The 93-year-old died at around 3:00 am local time on Wednesday, Rafi Walden, who is also Peres’s son-in-law, told AFP. Family members and doctors will address the media at 7:00 am, according to reports. The former president and prime minister had been “fighting for his life,” doctors said Tuesday as he suffered a rapid deterioration to his condition, two weeks after a major stroke. Peres died overnight Tuesday-Wednesday at Tel Hashomer Hospital, after his family members and those close to him who had been called late Tuesday to say their final goodbyes. Doctors said Tuesday evening that he had suffered irreversible brain damage. Peres was hospitalized at the Sheba Medical Center on September 13 after suffering a major stroke. He had been under sedation since then, with doctors periodically reporting slight progress in his condition until the rapid deterioration Tuesday and into Wednesday.


Head of the Sheba Medical Center, Itzhak Krais, and Professor Raphy Walden, son-in -law and personal physician of former Israeli president Shimon Peres, speak with media at the hospital on September 14, 2016. (Miriam Alster/Flash90)

News of Peres’s stroke earlier this month sent shockwaves through the country, which feared the imminent loss of the last surviving link to its founding fathers. Over a seven-decade career, the elder statesman of Israeli politics and one of the country’s most admired symbols has held virtually every senior political office, including two stints as prime minister and extended terms as foreign, defense and finance minister. He won the 1994 Nobel Peace Prize for his work in reaching an interim peace agreement with the Palestinians. Long a divisive personality in politics, Peres finally became one of Israel’s most popular public figures in his later years. World leaders sent wishes of a speedy recovery to the former president, recalling his achievements and warm personality. Peres had recently undergone surgery to receive an artificial pacemaker after he was diagnosed with an abnormal heart rhythm in July following a series of minor health scares. The implant was recommended by Peres’s doctors, including personal physician Rafi Walden, after he was diagnosed in July with atrial fibrillation. He suffered a mild heart attack in January and underwent a cardiac angioplasty to open a blocked artery. He had been hospitalized twice after suffering chest pains. 

Banco Central projeta inflação de 7,3% este ano e recuo para 4,4% em 2017


O Banco Central aumentou a projeção para a inflação este ano. Na estimativa, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 7,3% em 2016, ante 6,9% previstos em junho. O cálculo está no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (27) em Brasília. A projeção estoura o teto da meta de inflação de 6,5% e fica longe do centro da meta (4,5%), que deve ser perseguida pelo Banco Central. Em 2017, a inflação deve recuar e encerrar o período em 4,4%, ante 4,7% previstos anteriormente. O limite superior da meta no próximo ano é 6%, com centro em 4,5%. Para 2018, a projeção é 3,8%. Essas projeções são do cenário de referência, em que o Banco Central levou em consideração informações disponíveis até o último dia 22 para fazer as estimativas. Nesse cenário, foram considerados o dólar a R$ 3,30 e a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,25% ao ano. O Banco Central também divulga os dados do cenário de mercado que faz estimativas para a taxa de câmbio e a Selic. No cenário de mercado, a previsão para a inflação neste ano também deve ficar em 7,3%, ante a estimativa de 7% divulgada em junho. Em 2017, a projeção é 4,9%, ante 5,5% previstos anteriormente. Em 2018, a estimativa ficou em 4,6%. Neste relatório, o Banco Central também apresentou dois cenários adicionais. Em um deles, para fazer as projeções para a inflação supõe-se que a taxa de câmbio permanecerá constante em R$ 3,30 durante todo o horizonte e que a taxa Selic evoluirá conforme trajetória apurada pela pesquisa Focus, feita pelo BC junto a instituições financeiras. Nesse cenário, a inflação ficará em 7,3%, este ano, 4,8%, em 2017, e 4,5%, em 2018. O segundo cenário supõe que a taxa Selic será mantida inalterada em 14,25% e que a taxa de câmbio evoluirá conforme projeções apuradas pela pesquisa Focus. Neste caso, a inflação também deve ficar em 7,3% em 2016, caindo para 4,5% no próximo ano e para 4%, em 2018. É função do Banco Central fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Sempre que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

Marcelo Crivella (PRB) dispara nas pesquisas no Rio de Janeiro



A menos de uma semana das eleições, a pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (26) reforça o favoritismo do senador Marcelo Crivella (PRB) na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. O candidato subiu quatro pontos percentuais em relação ao último levantamento e chegou a 35% das intenções de voto. Pela primeira vez o candidato do prefeito Eduardo Paes, Pedro Paulo Carvalho (PMDB), ocupa o segundo lugar na pesquisa, com 11% contra 9% no levantamento anterior. O peemedebista está tecnicamente empatado com Marcelo Freixo (Psol), que manteve 9% e Indio da Costa (PSD), que subiu um ponto percentual e chegou a 8%. Em seguida aparecem Jandira Feghali (PC do B) e Flávio Bolsonaro (PSC), com 6% cada. Na pesquisa anterior ambos tinham 8%. Os dois candidatos estão na frente de Carlos Osório (PSDB), com 4%, Alessando Molon (Rede) e Carmem Miguelis (Novo), com 1% cada. Cyro Garcia (PSTU) não chegou a somar 1%. Jandira Feghali passou a liderar a lista dos candidatos mais rejeitados. Dos entrevistados, 37% afirmaram que não votariam na comunista em hipótese alguma, contra 35% do levantamento anterior. Em seguida estão Pedro Paulo (36%), Bolsonaro (28%), Crivella (27%), Freixo (21%), Indio (18%), Osório e Cyro Garcia (17% cada), Carmen Migueles e Thelma Bastos (14% cada) e Molon (13%). Indecisos somaram 4%. O IBOPE simulou cinco situações de segundo turno. Em todas, Crivella venceria as eleições com mais de 50% dos votos. Os candidatos que conseguiram pontuar melhor nesse cenário foram Freixo (22%) e Indio (22%), seguidos de Jandira e Pedro Paulo (20% cada) e Bolsonaro (18%). Entrevistados também responderam sobre a gestão do prefeito Eduardo Paes. O índice de eleitores que avaliou o governo do peemedebista como ótimo ou bom foi de 26%, enquanto 40% consideram a administração regular e 33% ruim ou péssima.

Maior reservatório de água do agreste pernambucano entra em colapso

O maior reservatório de água do agreste de Pernambuco entrou em colapso nesta terça-feira. Depois de operar por dez meses com o volume morto, o nível de água na Barragem de Jucazinho, no município de Surubim, atingiu 0,01% da capacidade e, segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), não oferece mais condições de captação da água para abastecimento humano. De acordo com a Compesa, a falta de chuva na região levou ao colapso da barragem. Já são seis anos de estiagem prolongada. Quando operava normalmente, o manancial chegou a atender 15 cidades. Sua capacidade é de 327 milhões de metros cúbicos de água – é o maior reservatório operado pela companhia. Agora, dez dos 11 municípios atualmente atendidos por Jucazinho receberão água exclusivamente por carros-pipa: Toritama, Vertentes, Vertente do Lério, Santa Maria do Cambucá, Casinhas, Passira, Cumaru, Riacho das Almas, Salgadinho e Frei Miguelinho. Cerca de 200 mil pessoas serão afetadas. A cidade de Surumbim, que também integra Jucazinho, será atendida por uma antiga adutora de 30 quilômetros de extensão que foi reformada emergencialmente. A adutora de Surubim capta água a partir da Barragem de Pedra Fina, em Bom Jardim. O reservatório opera atualmente com 80% de sua capacidade total. Está previsto no planejamento que as cidades de Toritama, Vertentes, Vertentes do Lério e Maria do Cumbucá também recebam água de Pedra Fina, mas o prazo para que isso ocorra não foi divulgado. Outros três municípios já tinham sido desligados do sistema em setembro de 2015, por terem outras fontes de abastecimento: Caruaru, Bezerros e Gravatá. Em novembro do mesmo ano a Compesa passou a explorar o volume morto da barragem, quando atingiu o seu pior índice desde a inauguração, chegando a 2,18% da sua capacidade. Em julho, Santa Cruz do Capibaribe também saiu da relação de municípios atendidos por Jucazinho, quando passou a ser atendida pelo Sistema do Prata. Segundo nota enviada pela assessoria de comunicação da Compesa, desde 2013 a vazão e a retirada de água da Barragem de Jucazinho vêm sendo monitoradas por hidrólogos do Banco Mundial, no âmbito do programa Monitor de Secas. O diretor Regional do interior, Marconi de Azevedo atribuiu o colapso à seca prolongada: “Sempre respeitamos as vazões recomendadas, tirando até menos do que era permitido, a fim de preservar Jucazinho”. A Compesa também argumenta, na nota, que a Adutora do Agreste resolveria o problema da região. A estrutura vai usar água do Rio São Francisco para atender 68 municípios e mais de 80 distritos a partir do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco. O órgão atribui ao governo federal a responsabilidade pelo atraso das obras – praticamente paradas desde 2015 –, por não repassar os recursos necessários. Já foram investidos mais de R$ 500 milhões na adutora. Ainda restam mais R$ 700 milhões para acabar a primeira etapa do projeto. Enquanto isso, outra obra realizada pelo Estado com R$ 60 milhões do Banco Mundial procura atender Toritama, o maior dos municípios afetados por Jucazinho, a partir de janeiro de 2017. A Adutora de Pirangi levará água da Mata Sul para o Agreste, beneficiando Caruaru e outras cidades do entorno que já são atendidas pelo Sistema do Prata. A ligação de Toritama com o sistema será feito por uma parte da Adutora do Agreste.

Banco Central piora inflação para 2016 e aposta em melhora para 2017



O Banco Central espera uma inflação mais longe do teto da meta em 2016 ao mesmo tempo que aposta que ela fique abaixo do centro do objetivo do ano seguinte. A aposta é que o IPCA, índice oficial do País, feche este ano em 7,3%, ante uma previsão de 6,9% três meses antes. A meta a ser perseguida pelo BC em 2016 é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% se considerada a margem de tolerância de 2 pontos percentuais. O número esperado pelo órgão público ultrapassa o estimado por economistas consultados pelo Boletim Focus desta semana, de 7,25%. Em relação a 2017, a estimativa é que ela fique abaixo do centro da meta e feche o período em 4,4%. O objetivo a ser perseguido pelo Banco Central no ano que vem também é de 4,5%, mas com tolerância de 1,5 ponto percentual. Na última previsão, de junho, o Banco Central projetava 4,7%, enquanto no Focus desta semana, os economistas do mercado indicam que será de 5,07%.

Justiça paulista anula júris que condenaram policiais militares por massacre do Carandiru


A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo anulou nesta terça-feira os julgamentos do júri que condenaram 74 policiais militares pela morte de 111 presos no episódio que ficou conhecido como o massacre do Carandiru, ocorrido em outubro de 1992. A turma julgadora – constituída pelos desembargadores Ivan Sartori (relator), Camilo Léllis (revisor) e Edison Brandão – entendeu que a decisão dos jurados contrariou a prova dos autos. Os julgamentos foram cancelados, mas os policiais militares não foram absolvidos. Ou seja, ainda continuam réus no processo e devem ser levados a novo júri. O desembargador relator Ivan Sartori votou para que, além da anulação dos júris, os réus fossem absolvidos. Ele baseou o seu parecer no fato de que três PMs foram inocentados pelos jurados, a pedido do Ministério Público, sendo que respondiam às mesmas acusações dos outros condenados. “Nesse processo não se sabe quem matou quem, quem fez o quê. Como julgador, nunca vi processo tão kafkaniano”, disse em referência ao escritor tcheco Franz Kafka, que na obra "O Processo" conta a história de um homem que se vê preso à burocracia jurídica sem saber pelo que está respondendo. Sartori também defensou a tese dos réus de que houve legítima defesa e não execução sumária. O desembargador revisor Camilo Léllis também votou pela nulidade dos julgamentos, mas discordou em absolver os réus. Segundo ele, a “palavra do júri perante o mérito é soberana”. O juiz também destacou que a perícia do caso foi muito “malfeita” e que os policiais são, “até que se prove o contrário, homens de bem”.“Houve uma situação de confronto e acredito que aconteceram excessos, mas é preciso verificar quem se excedeu, quem atirou em quem. A perícia foi inconclusiva e duvidosa. O juiz é a última esperança de um acusado e não se pode condenar por ‘baciada’”, afirmou Léllis. O desembargador Edison Brandão seguiu o voto do revisor. Por envolver um grande número de réus e vítimas, o julgamento do Carandiru — o maior da história — foi dividido em cinco etapas, que aconteceram entre os anos de 2013 e 2014. Os policiais foram condenados, em primeira instância, a penas que variavam de 48 a 624 anos de reclusão, mas recorrem das sentenças em liberdade. Em 2 de outubro de 1992, 340 homens da Tropa de Choque e da Ronda Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) invadiram o pavilhão 9 do Carandiru com a missão de conter uma rebelião no prédio. Ao chegarem no segundo andar do pavilhão, o foco da revolta, os policiais executaram à queima roupa 111 detentos, segundo denúncia do Ministério Público. A defesa dos policiais alega que eles agiram em legítima defesa.

Morre Sérgio Sombra, acusado de ser o mandante do assassinato do prefeito petista Celso Daniel


Morreu nesta terça-feira o "empresário" Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, aos 59 anos, acusado pelo Ministério Público de encomendar o sequestro e a morte do ex-prefeito de Santo André, o petista Celso Daniel. Ex-segurança do político que se transformou em um fantasma para o PT, Sombra morreu às 6h30, no Hospital Montemagno, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 22 de setembro. Ele fazia tratamento contra um câncer de intestino. O empresário chegou a ser preso durante as investigações do assassinato e foi pronunciado a júri popular em 2010. O processo, no entanto, saiu dos escaninhos da 1ª Vara da Comarca de Itapecerica da Serra (SP) e foi remetido a Brasília por uma série de recursos da defesa de Sombra. Ele sempre negou envolvimento no homicídio. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal anulou de vez parte da instrução processual e determinou que a ação retornasse à fase de interrogatórios, além de conceder a Sombra o direito de responder em liberdade. O advogado Roberto Podval, o mesmo que  defende o bandido mensaleiro José Dirceu no Petrolão do PT, alegou no habeas corpus cerceamento de defesa, porque não pôde fazer perguntas aos corréus durante os depoimentos à Justiça de São Paulo. Podval tentou anular também o processo para os executores do crime. Mas, como a ação penal contra Sombra corria em separado, só ele se beneficiou da regressão do caso. Os comparsas, defendidos por criminalistas menos badalados e defensores públicos, tiveram destino diferente: seis integrantes da quadrilha da Favela Pantanal foram condenados e continuam presos. São eles: Itamar Messias da Silva Santos, Ivan Rodrigues da Silva, José Edison da Silva, Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira, Elcyd Oliveira Brito e Marcos Roberto Bispo dos Santos. Sombra foi sócio de Ronan Maria Pinto, o dono do jornal Diário do Grande ABC e empresário dos ramos de transporte público preso na 27ª fase da Operação Lava Jato, a Carbono 14. Segundo a Justiça paulista, eles também se associaram em outra empreitada: o esquema de corrupção e achaque de empresários de ônibus desvendado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na gestão corrupta de Celso Daniel, que desviava dinheiro da prefeitura para o PT. Ambos foram condenados no ano passado pela 1ª Vara Criminal de Santo André, ao lado do comparsa Klinger Luiz de Oliveira Souza, ex-secretário de Serviços na administração de Celso Daniel. Sombra e Klinger pegaram 15 anos, 6 meses e 19 dias de prisão; Ronan, 10 anos, 4 meses e 12 dias. Ele recorria em liberdade, assim como os demais.

O ocaso do ex-todo-poderoso petista Delcídio do Amaral nas eleições


“Acho que vou me candidatar em Curitiba. Aqui ninguém quer me ver”, ironiza a interlocutores o ex-todo-poderoso senador petista Delcídio do Amaral. Banido da vida pública pelos próximos 11 anos – o ex-petista, que afirmou à Justiça que Lula era o chefe do esquema do petrolão, hoje vive um ostracismo de ocasião. Ou, nas palavras dele, uma imersão para “cuidar do front jurídico pós-delação”. Nas eleições municipais no Mato Grosso do Sul, os políticos não se atrevem a vincular a candidatura ao delator da Lava Jato. Em Curitiba, onde tramita a maior parte dos processos relacionados ao esquema de corrupção na Petrobras, o ex-senador sul-mato-grossense, cassado em maio, acredita poder andar livremente pelas ruas: em 21 depoimentos à justiça, detalhou como funcionava a cobrança de propina na hidrelétrica de Belo Monte, incriminou parlamentares e ministros e, na cartada final, apontou o dedo para Lula, Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante como articuladores para travar a Operação Lava Jato. Diz um advogado que acompanha passo a passo os meandros do petrolão: “Delcídio tem que ficar sentado na beira do rio, com um chapéu chinês na cabeça, fumando um cigarro de palha e vendo os cadáveres boiando”. “Não vai sobrar nada”, diz ele, somando a delação de Delcídio às recentes revelações do ex-bilionário Eike Batista, a prisão do ex-ministro Guido Mantega e a possibilidade de delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Jorge Zelada. Nas eleições, adversários e ex-aliados explicam o motivo da distância do antes poderoso senador petista. Delcídio chegou ao PT pelas mãos de José Dirceu e Lula no início dos anos 2000, surfou na onda de popularidade dos primeiros mandatos petistas e implodiu tudo depois de ser preso em novembro do ano passado. “Ele chegou logo por cima para disputar o primeiro cargo no Estado. Fazia campanha em cima de um cavalo e com chapéu de pantaneiro, mas na verdade era um estrangeiro”, resume um político sul-mato-grossense. Ex-diretor da Petrobras, Delcídio passou boa parte da vida fora do Estado – foi diretor da Petrobras no Rio de Janeiro, secretário-executivo em Brasília, viveu em São Paulo e na Holanda – e se aventurou ao primeiro cargo eletivo em 2002, quando, apoiado pelo então governador Zeca do PT, foi eleito senador com 73.417 votos. “No Mato Grosso do Sul candidatos ou começam do nada ou são de família tradicional. Delcídio não tinha base partidária”, diz uma parlamentar da região ao justificar o ocaso do ex-senador depois da delação premiada. Mesmo longe dos holofotes da política, Delcídio do Amaral continua com o hábito de traçar análises políticas sobre a situação do País. Não poupa os aliados de outrora e prevê que o ex-presidente Lula, réu junto com ele em um processo de obstrução das investigações do petrolão, responderá a todos os processos que tramitam atualmente em Curitiba: além do tríplex no Guarujá, as benesses do sítio de Atibaia e palestras pagas por empreiteiras encrencadas no escândalo da Petrobras. “Não me expus publicamente nos últimos tempos, mas o que a gente percebe é que as pessoas aqui têm um sentimento de perda, de que ‘aconteceu tudo isso com ele supostamente por causa de uma obstrução à justiça’. Mas e os outros? O cenário político nacional continua instável e o quadro pode piorar. É uma pena que por causa de avaliações equivocadas muitas conquistas do PT ficaram para trás”, filosofa o ex-senador. Quase cinco meses depois de ter o mandato cassado, Delcídio começa a retomar a normalidade da vida em Corumbá. No primeiro semestre, a família se mudou temporariamente para Santa Catarina enquanto avançavam no Congresso o processo de cassação dele e o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “Não é uma situação simples, é um recomeço. É uma retomada perto da vida absolutamente hiperativa que eu tinha”, diz.

Palocci e a Sete


O calvário de Antônio Palocci aumentará quando as entranhas da Sete Brasil forem sendo desfiadas. Na Sete, as negociações heterodoxas passavam por João Vaccari, mas eram articuladas por Palocci, incluindo as que passavam pelos fundos de pensão. (Lauro Jardim)

A Barbie petista Gleisi Hoffmann e seu marido petista Paulo Bernardo viram réus na Operação Lava Jato


A Barbie petista e senadora Gleisi Hoffmann e o seu marido, o ex-ministro também petista Paulo Bernardo, se tornaram réus nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A Segunda Turma da corte decidiu por unanimidade, 5 votos a 0, aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Notabilizada pelas defesas acaloradas que fez da mulher sapiens e ex-presidente Dilma Rousseff no julgamento do impeachment, a petista Gleisi se torna a primeira senadora ré pela Lava Jato no STF. Gleisi e Paulo Bernardo são investigados pelo recebimento de 1 milhão de reais de propina de contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobras. O dinheiro foi usado para abastecer a campanha eleitoral dela em 2010. Ministro do Planejamento no governo Lula e ministro das Comunicações no governo Dilma, Paulo Bernardo é acusado de ter orquestrado um esquema milionário de desvio de dinheiro no Ministério do Planejamento quando ocupava a pasta. A Consist, uma empresa de São Paulo, foi escolhida para administrar a lista de funcionários públicos, pensionistas e aposentados endividados que recorriam aos empréstimos consignados, cujas parcelas vêm descontadas automaticamente na folha de pagamento. Quem recorria aos créditos pagava uma taxa de administração — o lucro da empresa. A taxa cobrada dos funcionários e aposentados, claro, era superfaturada. O excedente era dividido, e o PT ficava com 70% de tudo. De acordo com a Polícia Federal, o partido arrecadou mais de 100 milhões de reais em cinco anos com base nesse método. A senadora Gleisi Hoffmann foi fisgada pela Lava Jato logo nos primeiros meses da investigação. Os policiais descobriram que ela recebera 1 milhão de reais em propinas desviadas da Petrobras. Dinheiro repassado por doleiros. Era o fio da meada de um escândalo muito maior para o casal mais poderoso da Esplanada. O escritório de advocacia de Curitiba para o qual o dinheiro era desviado gozava da confiança absoluta de Paulo Bernardo e Gleisi — um de seus sócios, Guilherme Gonçalves, era encarregado de defender a senadora em processos na Justiça. Era o álibi perfeito. A Consist fazia de conta que pagava pelos serviços de advocacia e os advogados pagavam as despesas do casal sem deixar rastros. Descobertos, todos entoaram o mesmo mantra. Paulo Bernardo não sabia de nada. Gleisi não sabia de nada. O advogado Guilherme Gonçalves, que também defendeu a ex-presidente Dilma em processos no Tribunal Superior Eleitoral, não sabia de nada. Mas havia gente que não sabia e tentou descobrir. Acusado de envolvimento no escândalo, um dos sócios da banca, o advogado Sacha Reck, resolveu agir. Pediu a uma empresa independente que fizesse uma auditoria nas contas e nos arquivos do escritório. O resultado surpreendeu. Foi então que ele descobriu aquilo que a Polícia Federal não demoraria a desbaratar: o contrato de serviços jurídicos com a Consist não passava de fachada. Mensagens e planilhas guardadas em pastas secretas registravam o destino final do dinheiro: “Eleitoral — Gleisi”. A defesa do ex-ministro afirmou que provará a inocência de Paulo Bernardo ao longo do processo. “O Supremo Tribunal Federal limitou-se a discutir os aspectos formais da denúncia, sem se aprofundar na análise de provas. Ao longo da instrução restará demonstrada a não participação de Paulo Bernardo nesses fatos”. A Barbie petista Gleisi Hoffmann emitiu uma nota: "Embora nutra respeito pela Justiça de nosso País, é com profunda tristeza que recebo a decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de acatar a denúncia formulada contra mim e meu marido pela Procuradoria Geral da República. Em seu voto, o ministro relator Teori Zavascki concluiu dizendo que não dá para ter certeza de que os fatos ocorreram, mas que nesse momento basta uma dúvida razoável para aceitar a denúncia. Agora, pelo menos terei, no julgamento do STF, o benefício da dúvida. Estou ciente de que o Supremo Tribunal Federal, ao analisar com profundidade o que foi apresentado nos autos, saberá julgar com serenidade, imparcialidade e isenção esse processo. Tais requisitos faltaram em outras instâncias. Por isso, vejo a decisão desta terça-feira como uma nova oportunidade de provar, sem sombra de dúvidas, a nossa inocência. Desde o início desse lamentável episódio, quando injustamente fomos indiciados pela Polícia Federal, insistimos à exaustão que não há uma única prova concreta que aponte o recebimento de recursos ilícitos para minha campanha ao Senado, em 2010. Como o meu advogado Rodrigo Mudrovitsch voltou a enfatizar hoje da tribuna do STF, a denúncia da PGR se baseia unicamente em questionáveis delações do doleiro Alberto Yousseff, do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do sócio do doleiro, Antonio Carlos Pieruccini. Em sua delação, essa pessoa disse que transportou a suposta propina para minha campanha, em dinheiro, de São Paulo para Curitiba, em quatro viagens. Ele afirmou ainda que entregou a quantia para o empresário Ernesto Kugler, que sempre negou o fato. Se Pieruccini esteve realmente quatro vezes com o empresário, por que a Polícia Federal não obteve provas físicas desses encontros? A bem da verdade, a denúncia sequer aponta qualquer ato concreto cometido. Baseia-se apenas em especulações que não são compatíveis com o que se espera de uma acusação penal. São inúmeras as contradições nos depoimentos dos delatores que embasam a denúncia, as quais tiram toda a credibilidade das supostas delações. Um deles apresentou, nada mais, nada menos, do que seis versões diferentes para esses fatos, o que comprova ainda mais que eles não existiram. Tenho certeza que a verdade prevalecerá".

Está no fim a vida do último grande pai da refundação de Israel, o líder Shimon Peres



O estado de saúde do ex-presidente de Israel e ganhador do Nobel da Paz, Shimon Peres, último dos grandes líderes refundadores de Israel, piorou muito e ele luta pela vida, informou a imprensa local nesta terça-feira. Segundo fontes do centro médico Sheba, nas proximidades de Tel Aviv, onde Peres foi internado às pressas semanas atrás, o ex-político enfrenta quadro de falência múltipla de órgãos. Ele também está inconsciente e permanece sedado. Ainda de acordo com o jornal Jerusalem Post, Peres sofreu uma hemorragia cerebral irreversível e seus parentes e amigos mais próximos foram chamados ao hospital para estar ao seu lado neste momento difícil, de desenlace final. Peres se encontra hospitalizado desde o último 13, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Em um primeiro momento, os médicos pareceram otimistas, mas sua situação piorou muito desde então. Aos 93 anos, Peres já havia apresentado complicações cardíacas recentemente, quando recebeu um marcapasso. No último ano, Peres foi internado em diversas ocasiões devido a seu frágil estado. Presidente de Israel entre 2007 e 2014, Peres também ocupou por mais de uma vez o cargo de primeiro-ministro. Em 1994 ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelos Acordos de Oslo junto ao então premier israelense Yitzhak Rabin e o chefe palestino Yasser Arafat, mortos em 1995 e 2004, respectivamente. 

Pesquisa Datafolha aponta disparada do tucano João Doria em São Paulo



O candidato João Doria, do PSDB, ampliou a vantagem e lidera isolado a disputa em São Paulo, com 30% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha realizada nesta segunda-feira e divulgada nesta terça-feira. Em segundo lugar, o deputado federal Celso Russomanno (PRB) se manteve com 22% das intenções de voto, desde o último levantamento, do dia 21. A socialite Marta Suplicy (PMDB) caiu cinco pontos porcentuais e está agora com 15%. Marta está tecnicamente empatada com o Fernando Haddad (PT), que oscilou de 10% para 11%. Luiza Erundina (PSOL) se manteve com 5%. Major Olímpio (SD) e Levy Fidelix (PRTB) registraram 1%. Ricardo Young (Rede), João Bico (PSDC), Henrique Áreas (PCO) e Altino (PSTU) não atingiram 1%. Votos brancos e nulos somam 12% e 4% dos eleitores não opinaram. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O instituto ouviu 1.510 pessoas. Na projeção para o segundo turno, o tucano João Doria está à frente, mas em um cenário apertado. Contra Russomanno, ele ficaria com 42%, ante 37% do candidato do PRB. Se disputasse com a socialite Marta Suplicy, o tucano teria 45% e ela, 36%. Haddad tem a maior rejeição, de 43%. Em agosto, 49% diziam não cogitar votar no petista. Marta é descartada por 32%, Russomanno por 30% e Erundina, 28%. Doria é rejeitado por apenas 17%.

A petista Ideli Salvati anda bem preocupada


A petista Ideli Salvatti contratou Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo, advogados de Eduardo Cunha, para defendê-la na Lava-Jato. Ela anda bem preocupada. Como chefe da Tropa de Choque do PT durante o processo do Mensalão ela tem mesmo com o que se preocupar. Os brasileiros não esqueceram dela. 

Teori compartilha provas para que Ministério Público Federal peça ressarcimento a políticos



O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o compartilhamento de inquéritos envolvendo políticos com a força-tarefa da Lava Jato no Paraná, para que o Ministério Público Federal cobre dos suspeitos a devolução de recursos desviados. Com o material em mãos, os procuradores deverão entrar com ações de improbidade administrativa contra os acusados de participar do esquema de corrupção da Petrobras. O pedido de acesso às provas foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Entre os inquéritos que serão enviados ao Paraná estão os relacionados aos senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fernando Collor (PTC-AL) e Benedito de Lira (PP-AL). Também constarão provas contidas nas investigações que têm como alvo os deputados Aníbal Gomes (PMDB-CE), Vander Loubet (PT-MS), Luiz Fernando Faria (PP-MG), José Otávio Germano (PP-RS), Nelson Meurer (PP-PR), Arhur Lira (PP-AL) e Roberto Britto (PP-PA). Um dos documentos anexados ao pedido é assinado pelo coordenador da força-tarefa de Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol. "[...]o material probatório produzido é extremamente relevante, pertinente e necessário para possibilitar a instauração de apuração na esfera de responsabilização por ato de improbidade administrativa ao fim do enquadramento das condutas de agentes públicos e terceiros envolvidos, notadamente porque complementam e auxiliam na compreensão do complexo esquema de desvio de verbas públicas em detrimento da Petrobras", justifica Dallagnol. Em agosto, a Advocacia-geral da União requereu medida semelhante a Teori, ministro relator da Lava Jato no Supremo. Na ocasião, pediu acesso a informações que podem embasar futuras ações de ressarcimento e contra políticos alvo da Lava Jato. A AGU quer que o Judiciário compartilhe os inquéritos em que a Polícia Federal já concluiu a apuração e apresentou seu relatório final.

Doria já está na liderança em São Paulo enquanto seus adversários seguem caindo


Doria cresce e empata com Russomanno na eleição em São Paulo, aponta Ibope 


A pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (26) aponta um empate entre João Doria (PSDB) e Celso Russomanno (PRB) na liderança da disputa pela Prefeitura de São Paulo. Segundo o instituto, o tucano cresceu e chegou a 28% das intenções de voto – no último levantamento tinha 17%. Já Russomano caiu para 24% – antes tinha 30%. Com a margem de erro de 3 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Marta Suplicy (PMDB), que estava na vice-liderança, caiu de 20% para 15% e está na terceira colocação, também tecnicamente empatada com o prefeito Fernando Haddad (PT), que subiu para 12%, contra 9% anteriormente. Luiza Erundina (PSOL), com 4%, ocupa a quinta colocação na pesquisa – ela obteve 5% das intenções de voto na última pesquisa. Major Olímpio (SD), Levy Fidelix (PRTB) e João Bico (PSDC) ficaram com 1% cada. Henrique Áreas (PCO) e Ricardo Young (Rede) não atingiram 1%. Altino (PSTU) não foi citado. Votos brancos e nulos atingiram 10%; 4% dos entrevistados não sabiam em quem votariam ou não quiseram responder à pesquisa.  A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O Ibope também realizou simulações de três cenários para o segundo turno. A disputa entre Doria e Russomanno também estaria tecnicamente empatada se a eleição fosse hoje. O tucano aparece com 41% dos votos contra 37% de Russomanno. Outros 17% votariam branco ou nulo e 5% não souberam opinar. Marta Suplicy perderia para qualquer um dos dois adversários. Doria ficaria com 45%, enquanto a ex-prefeita teria 33% dos votos. Já Russomanno teria 40% contra 32% de Marta. Haddad continua sendo o candidato com a maior taxa de rejeição entre os eleitores – 47% dos entrevistados dizem que não votaria nele de jeito nenhum. Em seguida vem Levy Fidelix (30%), Erundina (27%), Marta (28) e Russomanno (25%). Terceiro candidato menos rejeitado, Doria tem 17%.

Governo da Colômbia assina acordo de paz com a organização terrorista e narcotraficante Farc, agora a bandidagem será institucionalidade



Logo após uma tempestade que deixou algumas ruas do centro histórico de Cartagena semi-alagadas, teve início às 17 horas desta segnda-feira (19h em Brasília) a cerimônia de assinatura do tratado de paz entre o governo colombiano e a organização terrorista e narcotraficante Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O local escolhido foi o centro de convenções da cidade, mas do lado de fora, aberto ao público. A praça diante do local estava tomada. No palco, alguns dos mandatários latino-americanos convidados, entre eles Michelle Bachelet (Chile) e Nicolás Maduro (Venezuela) –ambos países observadores do processo –, Mauricio Macri (Argentina), Pedro Pablo Kuczynski (Peru), Rafael Correa (Equador), Enrique Peña Nieto (México) e Horacio Cartes (Paraguai), além do mandatário colombiano, Juan Manuel Santos, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e o chefe das Farc, o terrorista e narcotraficante Rodrigo "Timochenko" Londoño.  


Todos, no palco e na audiência, vestiam branco, como pedido pelo protocolo da cerimônia. Depois de um minuto de silêncio dedicado às mais de 250 mil vítimas do conflito, iniciado há 52 anos, houve apresentação de cantores populares e a execução do hino nacional colombiano. Na sequência, "Timochenko" se aproximou da mesa onde estava o texto do acordo e o assinou primeiro. Na sequência, foi a vez do presidente Juan Manuel Santos, levando a multidão presente aos aplausos. Na audiência, algumas pessoas choravam, outras faziam acenos com lenços brancos. Após a assinatura, o chefe terrorista e narcotraficante colocou em sua camisa um broche com uma pomba da paz na camisa, e os dois se cumprimentaram. "Timochenko" disse "que ninguém duvide que entraremos na política sem armas, para conquistar mentes e corações". E encerrou sua fala pedindo uma "paz negociada para os conflitos em Israel, na Síria e no mundo inteiro". Ele levantou o público no momento em que disse, em tom mais alto: "Nós, das Farc, pedimos perdão pela dor que causamos". Depois, Santos afirmou que o pacto era "mais do que um acordo entre um governo e uma guerrilha, e sim uma demonstração de que os colombianos definitivamente não querem mais nenhum tipo de guerra, que foi um freio ao desenvolvimento da Colômbia", ao que foi acompanhado por um coro de "não mais guerra". O acordo foi assinado com um "balígrafo" (uma brincadeira com a palavra "caneta" em espanhol, que é "bolígrafo"), ou seja, uma caneta fabricada com balas de fuzil, que virou uma espécie de símbolo das negociações entre as duas partes. A assinatura do acordo, porém, não significa que ele será imediatamente implementado. Agora, terá de ser aprovado em um plebiscito no próximo domingo (2). Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, havia dito que seu país "ainda não estava pronto" para retirar as Farc de sua lista de organizações terroristas, mas que o assunto seria avaliado de acordo com a implementação do acordo.

Argentina define regime de metas e teto da inflação para 2017 em 17%



O banco central argentino anunciou nesta segunda-feira (26) que passará a adotar o regime de metas de inflação a partir de 2017, quando terá como objetivo um aumento nos preços de 12% a 17%.  Com o sistema, utilizado no Brasil desde 1999, o governo de Mauricio Macri pretende reduzir a inflação — que chegou a 31% nos oito primeiros meses deste ano — a 5% em 2019. "Pela primeira vez, o banco central se comprometerá com um número para a inflação. Nos últimos anos, ele respondia às necessidades do Executivo por financiamento. Isso foi crescendo e se tornou a gênese do processo inflacionário", disse o presidente do banco, Federico Sturzenegger. No ano passado, a autoridade monetária repassou, em recursos, ao Tesouro Nacional o equivalente a 4,5% do PIB — três pontos percentuais a mais que em 2004. Em 2016, a estimativa é que o repasse fique em 2,1%. Através do regime de metas de inflação, o banco central tenta controlar o avanço dos preços alterando uma taxa de juros básica — juros mais altos costumam desaquecer a economia e, consequentemente, os preços. O presidente do Banco Central em 2002, Aldo Pignanelli, diz não acreditar nem que a inflação ficará abaixo dos 17% em 2017 (prevê 25%) nem que o sistema funcionará no país: "Cumprir uma meta é difícil com deficit público, balança comercial deficitária e dólar desvalorizado. Esse regime exige muita disciplina fiscal e monetária". O economista Ricardo Castiglioni, da consultoria C&T, porém, afirma ver um grande comprometimento do Banco Central com a meta. Em relação ao objetivo de 2017, destaca que a inflação deverá ficar mais próxima do teto: "Se o banco conseguir ficar na meta, será excelente, pois ganhará credibilidade". Devido à instabilidade econômica argentina, no próximo ano, o comitê de política monetária se reunirá uma vez por semana, todas as terças-feiras, para estabelecer a taxa de juros. A intenção é que esses encontros se reduzam nos anos seguintes, até chegar a um número entre 8 e 12 por ano. No Brasil, cuja meta de inflação é de 4,5% (com limites de 2,5% a 4,5%), são oito. Sturzenegger havia indicado, em abril, que tinha a intenção de implementar o regime, mas o país estava sem um índice de inflação oficial para poder estabelecer uma meta — no governo muito corrupto da peronista populista incompetente Cristina Kirchner (2007-2015), as estatísticas deixaram de ser confiáveis por órgãos como o FMI. A Argentina tem um novo indicador desde maio, mês em que o banco central sinalizou que pretendia atingir uma inflação mensal inferior a 1,5% no último trimestre do ano. À época, a taxa era de 4,2%. O avanço acelerado dos preços é um dos maiores problemas do governo Macri hoje e a causa de dezenas de manifestações nas ruas do país. A inflação já era alta no período Kirchner, mas se acentuou com a desvalorização de 40% do peso promovida por Macri em dezembro do ano passado e pelo reajuste nas tarifas de serviços básicos, como luz, em cerca de 500%. A adoção do sistema de metas é mais uma atitude do governo em direção ao que Macri chama de "normalização" da economia. As outras medidas adotas foram o fim do controle cambial, a negociação da dívida com os fundos abutres e a redução dos subsídios a luz, gás e transporte.

Presidente da Portela e candidato a vereador é assassinado no Rio de Janeiro


O presidente da escola de samba Portela e candidato a vereador pelo PP, Marcos Vieira de Souza, de 52 anos, conhecido como Falcon, foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira (26) dentro de seu comitê de campanha, em Madureira, zona norte do Rio de Janeiro. Por volta das 16 horas, dois homens encapuzados entraram no comitê e executaram o candidato com diversos tiros. Além de Falcon, estavam no local outras cinco pessoas. Segundo a assessora de Falcon, Simone Fernandes, o corpo foi retirado pelo Corpo de Bombeiros sob uma salva de palmas de moradores. Subtenente da Polícia Militar, Falcon chegou a ser preso em abril de 2011, acusado de pertencer a uma milícia nos bairros de Madureira e Oswaldo Cruz, e foi expulso da corporação. Foi reintegrado em 2012, após ser absolvido, e estava licenciado devido às eleições. A polícia chegou a investigar, em março, um plano para assassiná-lo. Portelense, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), declarou apoio à candidatura de Falcon em julho deste ano. Ou seja, o prefeito apoiou um chefe de milícia. Isso é a política no Rio de Janeiro. Em um evento da escola de samba, Paes falou, ao lado de Falcon: "Seria muito legal poder ter na Câmara um cara como o Falcon, que mostrou, quando entrou no samba, que dá para fazer o samba profissional, que dá pra fazer as coisas sérias, e é isso que gera emprego para esta cidade". Falcon virou presidente da agremiação em maio deste ano. Desde que se tornara vice, em 2013 a Portela voltou a disputar primeiros lugares no Carnaval carioca. Ele era casado com a porta-bandeira da Beija-Flor, Selminha Sorriso, de 45 anos. O velório acontece nesta terça-feira (27) na quadra da Portela. A morte de Falcon vem na esteira de uma série de assassinatos políticos no Estado do Rio de Janeiro. Desde desde novembro de 2015, houve ao menos 14 vítimas envolvidas nas campanhas políticas da Baixada Fluminense. No mesmo período de 2012, registrou-se apenas um caso.

Moro manda soltar executivos presos pela Lava Jato na semana passada



O juiz federal Sergio Moro mandou soltar, nesta segunda (26), os sete investigados que haviam sido presos temporariamente na 34ª fase da Operação Lava Jato. Executivos das empreiteiras Mendes Júnior e OSX, eles são suspeitos de pagar propina para obter um contrato para a construção de duas plataformas na Petrobras. Todos foram presos na última quinta-feira (22), junto com o ex-ministro petista Guido Mantega, acusado de solicitar ao empresário Eike Batista o pagamento de propina para o PT. Ele foi solto poucas horas depois, por ordem de Moro, já que sua mulher passava por uma cirurgia para tratamento de um câncer. No despacho desta segunda-feira (26), Moro afirma que é necessário o "aprofundamento da colheita e do exame de provas, especialmente o rastreamento dos valores" que teriam sido pagos em propina. O magistrado, porém, impôs medidas cautelares, como a proibição de se ausentar do país ou viajar por mais de 30 dias sem autorização da Justiça. O próprio Ministério Público Federal havia pedido a libertação dos investigados, sob o argumento de que ainda precisa analisar detalhadamente as provas colhidas na operação. Foram libertados os executivos Danilo Souza Baptista e Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, da OSX; Ruben Maciel da Costa Val e Luís Cláudio Machado Ribeiro, da Mendes Júnior; Luiz Eduardo Neto Tachard e Francisco Corrales Kindelán, da Tecna/Isolux; e Júlio César Oliveira Silva, apontado como operador da Isolux.

Esperando pela cadeia havia quatro dias, o comunista trotskista Antonio Palocci vai negar que fosse o "Italiano" da contabilidade da corrupção da Odebrecht



O ex-ministro da Fazenda, o comuno-petista trotskista Antonio Palocci Filho (ex-membro da Libelu) se preparava para ser preso havia quatro dias. Desde que viu seu sucessor no Ministério da Fazenda, Guido Mantega, ter a prisão temporária decretada, na manhã de quinta-feira (22), admitiu entre amigos que deveria ser ele o próximo alvo da Lava Jato. A tese inicial de Palocci, porém, não era a de prisão. Acreditava que, depois que Odebrecht começou as tratativas para fechar acordo de delação premiada, em maio, a Polícia Federal o levaria para depor coercitivamente. A partir de então, reduziu seus trabalhos na consultoria e correu para traçar sua defesa. Passou a se reunir semanalmente com seu advogado, o criminalista José Roberto Batochio, e negava as acusações. Mesmo aos mais próximos, Palocci dizia com veemência que não era ele o "italiano", apelido que figura em planilhas de pagamentos de propina apreendidos com executivos da Odebrecht. Apesar disso, reconhecia que tinha bom relacionamento com a família dona da empreiteira. Aos investigadores, seguirá essa linha e usará e-mail escrito em 2010 pelo ex-presidente da construtora, Marcelo Odebrecht, dizendo que o "Italiano não estava na diplomação", referência à cerimônia em que Dilma Rousseff foi reconhecida como presidente eleita, em 17 de dezembro de 2010. Palocci vai dizer que estava no evento e que isso pode ser comprovado com fotos da época. Com 55 anos, o comuno-petista Palocci (ex-militante da organização comunista trotskista Libelu - Liberdade e Luta) foi o grande articulador entre os empresários e o PT durante os governos do poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula e a mulher sapiens Dilma Rousseff e era considerado homem de confiança de Lula. Era quem fazia a ponte do empresariado com os hoje ex-presidentes e foi um dos principais formuladores da política econômica da era petista. Ex-colegas de Esplanada dizem que Palocci foi o último contraponto de Dilma. Como seu ministro da Casa Civil, era quem dava opinião sobre diversas áreas do governo e rebatia a então presidente. Depois dele, a petista se cercou apenas de quem concordava ou dizia que concordava com suas idéias e, segundo aliados, a falta de contraditório foi uma das razões que a fez perder a capacidade de governar e, consequentemente, o mandato. Nunca deixou de aconselhar Lula e até pouco tempo era frequentador do instituto que leva o nome do ex-presidente para reuniões sobre a conjuntura econômica, principalmente durante a crise que acometeu o governo Dilma. Palocci era formado em medicina, foi vereador, deputado estadual, deputado federal e prefeito de Ribeirão Preto. Aprendeu a circular entre os empresários e, como primeiro ministro da Fazenda de Lula, em 2003, idealizou a Carta ao Povo Brasileiro, que deu segurança para os pesos-pesados do PIB (Produto Interno Bruto) apoiarem o petista logo na largada. Sua primeira queda foi em março de 2006, quando deixou o Ministério da Fazenda de Lula após ser acusado pelo caseiro Francenildo Costa de frequentar uma casa mantida por lobistas e conhecida em Brasília como "República de Ribeirão Preto". O caseiro teve seu sigilo bancário estuprado pelo presidente da Caixa Econômica Federal, o comunista trotskista Jorge Matoso, ex-dirigente do POC (Partido Operário Comunista) e também da 4ª Internacional comunista (trotskista), em Paris. O estupro de sua conta bancária seria destina a desacreditá-lo para livrar o comunista trotskista Antonio Palocci das acusações de tráfico de influência na CPI dos Correios. O ex-ministro comuno-petista foi reabilitado politicamente — e publicamente — pelo PT na campanha que elegeu a mulher sapiens Dilma pela primeira vez ao Planalto. Em 2010, era um dos "três porquinhos", apelido dado a ele, José Eduardo Dutra, então presidente do partido, e José Eduardo Cardozo, que compunham a linha de frente da petista. Palocci coordenava a campanha e fazia o primeiro contato com empresários para as doações eleitorais, mesma atuação que teve nas duas campanhas presidenciais de Lula. Depois das reuniões com Palocci, os doadores procuravam o tesoureiro da campanha e acertavam os repasses. A pedido de Lula, Dilma nomeou Palocci seu ministro da Casa Civil em 2011, mas ele perdeu o cargo cinco meses depois, em razão de consultorias prestadas a empresas, inclusive durante a campanha de 2010. Não divulgou seus clientes e o aumento de 20 vezes de seu patrimônio tornou-se, segundo petistas, "injustificável". "O erro de Palocci foi tentar voltar para a vida pública depois de atuar no setor privado, como consultor. Isso nunca dá certo", diz um de seus correligionários. Nesta segunda-feira (26), Palocci foi preso na 35ª fase da Lava Jato, em São Paulo, e levado a Curitiba. Intitulada Omertà, a operação investiga indícios de uma relação criminosa entre o ex-ministro e Odebretch. Segundo o juiz federal Sergio Moro, há provas de que Palocci coordenou o repasse de propinas da empreiteira para o PT.

Petista comunista trotskista Branislav Kontic, da Libeluu, preso na Lava Jato, foi assessor de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo


Um dos assessores de Antonio Palocci preso nesta segunda-feira (26) pela Polícia Federal foi chefe de gabinete interino da então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, em 2003, à época filiada ao PT. Trata-se do sociólogo Branislav Kontic, de origem sérvia, que atuou nos dois últimos anos da gestão de Marta Suplicy – ele entrou em janeiro de 2003 e ficou como assessor especial até dezembro do ano seguinte, quando se encerrou o mandato da prefeita. Ele é um antigo militante da Libelu (Liberdade e Luta), organização revolucionária trotskista que aderiu ao petismo e teve entre entre seus quadros personagens como Antonio Palocci e o jornalista Paulo Moreira Leite (encarregado da operação de liquidação da carreira política e da candidatura presidencial de Ibsen Pinheiro, quando era secretário de Redação da revista Veja). Kontic também foi casado com uma irmã de Marta Suplicy que morreu em 2000 e teve uma empresa em sociedade com o gardelão trotskista revolucionário argentino Felipe Belisário Wermus, vulgo Luis Favre, que foi casado com a ex-prefeita petista. A socialite Marta Suplicy concorre agora à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB. Nas investigações da Operação Lava Jato, Kontic aparece como o assessor de Palocci que servia de intermediário para demandas de Marcelo Odebrecht, o ex-presidente do grupo homônimo que está preso desde julho de 2015 e já foi condenado a 19 anos de prisão. Uma dessas demandas, segundo a Polícia Federal, era a aprovação da medida provisória de número 460, de 2009, a qual reduzia custos fiscais para a Odebrecht. Por intervenção do ministro da Fazenda à época, Guido Mantega, a Medida Provisória foi vetada por Lula. Marcelo Odebrecht tentou transformar o limão em limonada, e sugeriu a edição de uma medida provisória específica para as demandas fiscais da Odebrecht. Em e-mail enviado em 30 de março de 2010, Marcelo diz o seguinte: "Brani, Tudo bem? Diga ao chefe que a única maneira de evitar as idas e vindas e acabarmos perdendo o prazo para uso do PFiscal é realmente uma MP específica. Pagaríamos o saldo com PF durante a vigência da MP, e depois não importa as emendas, a MP poderia caducar". "Se formos continuar via emendas, vai ser esta batalha inglória, onde todos querem sempre enfiar algo que o governo não aceita", continua. O relatório da Polícia Federal não explica o que era o "PFiscal" mencionado na mensagem. Kontic também é apontado como o interlocutor de Marcelo Odebrecht na compra de um terreno pela empreiteira que seria destinado ao Instituto Lula, mas acabou não sendo utilizado para essa finalidade. Em e-mail de 22 de setembro de 2010, Marcelo pergunta a Kontic: "Preciso mandar uma atualização sobre o novo prédio para o Chefe amanhã. Qual a melhor maneira?" Kontic também foi assessor de Palocci quando ele ocupou a chefia da Casa Civil no governo de Dilma Rousseff, de janeiro a junho de 2011. Ele também cuidava da assessoria que Palocci manteve enquanto estava no cargo, a Projeto, que acabou funcionando como o pivô da queda do ministro – Palocci se recusou a revelar quem era os clientes que haviam pago cerca de R$ 35 milhões quando ele era deputado, entre 2007 e 2010. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Dívida pública encerra julho em R$ 2,956 trilhões


A dívida pública federal encerrou o mês de julho em R$ 2,956 trilhões. O número equivale a uma redução de 0,07% em relação ao apresentado em junho, quando o estoque foi de R$ 2,958 trilhões. A divulgação dos dados da dívida de julho ocorreu com mais de um mês de atraso por conta da greve dos servidores do Tesouro. Eles se mobilizaram após os auditores fiscais da Receita Federal terem conseguido, além de um reajuste salarial, um bônus por eficiência. Historicamente, essas duas categorias têm tido tratamento similar em negociações salariais. Os servidores do Tesouro conseguiram negociar com o governo o aumento salarial, mas sem benefícios extras. Os dados de agosto ainda não têm data para serem divulgados. A expectativa do Tesouro Nacional é que, neste ano, a dívida pública fique entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões. A queda do estoque de julho foi puxada por um recuo de 0,20% da dívida interna, resultado de um resgate líquido no valor de R$ 33,5 bilhões, compensado parcialmente por uma apropriação positiva de juros no valor de R$ 27,7 bilhões. Já a dívida externa teve um aumento de 2,97% em razão de uma emissão líquida ocorrida no período, de R$ 1,9 bilhão, e de uma apropriação positiva de juros de R$ 1,69 bilhão. A maior parte da dívida é composta por papéis prefixados (vinculados a taxas definidas na compra), que representam 35,23% do total. Em seguida estão os títulos atrelados a índice de preços (34,25%) e à taxa flutuante (26,16%). Todos eles estão fora do intervalo previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF), definido no início do ano e que fixa qual é o comportamento desejado pela equipe econômica para a composição da dívida. Ele prevê, por exemplo, que os títulos prefixados ficarão, neste ano, entre 31% e 35% do total. Os papéis vinculados ao câmbio estão dentro do intervalo previsto (entre 3% e 7%) e representam 4,36% do total. A maioria dos papéis está nas mãos de fundos de previdência, 24,36%. Em seguida, entre os principais detentores, estão instituições financeiras (22,85%), fundos de investimento (21,22%) e estrangeiros (16,23%). O número de títulos nas mãos de não residentes voltou a cair em relação ao mês anterior. Em relação a dezembro do ano passado, a participação desabou: naquela época os estrangeiros detinham 18,79% da dívida interna. O percentual de títulos que devem vencer nos próximos meses teve um leve aumento: passou de 20,44% em junho para 20,61% em julho. Para o Tesouro, o ideal é que esse percentual seja o menor possível, uma vez que uma dívida mais longa é melhor para o governo. Esses valores, no entanto, são afetados por fatores sazonais, já que há épocas do ano em que há mais vencimentos de um determinado tipo de papel. O prazo médio de todo o estoque da dívida pública aumentou, o que é um bom indicativo de qualidade, e foi de 4,55 anos em junho para 4,62 anos em julho. A vida média – índice calculado utilizando a literatura internacional, para fins de comparação com outros países – passou de 6,46 anos para 6,54 anos. O custo médio, outro medidor de qualidade da dívida, foi de 13,80% ao ano para 13,33% ao ano. Neste caso, uma queda é um indicador positivo porque significa que o governo pode oferecer taxas menores do que em períodos anteriores e, mesmo assim, os investidores têm tido interesse.

TRE indefere registro do candidato a prefeito de Gravataí, Daniel Bordignon, agora do PDT

Por unanimidade, o pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul acatou pedido do Ministério Público Eleitoral de Gravataí e indeferiu o registro de candidatura de Daniel Bordignon (PDT). Autora da ação no MP da cidade, a promotora Ana Carolina Azambuja sustentava que Bordignon abusava do direito de recorrer em um processo de improbidade administrativa que tramita na Justiça há cinco anos. A promotora dizia que, na prática, a ação já transitou em julgado. A defesa do candidato avalia que ainda não se esgotaram as possibilidades de recursos e pediu, há um mês, o afastamento de Ana Carolina. O candidato ganhou a ação na primeira instância, na Justiça Eleitoral de Gravataí. O MP apresentou recurso no TRE, que foi acolhido nesta quarta-feira. O candidato pode recorrer da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nota do MPF contra MP do ensino médio é uma boçalidade autoritária


Sugiro que se extingam os Três Poderes da República e que a gente entregue o Brasil para ser governado pelos procuradores da República. Ele curam tudo! Até espinhela caída! 

Por Reinaldo Azevedo - Outro ente que se manifestou contra a reforma do ensino médio foi o Ministério Público Federal. Ora, por que eu não estou surpreso? Aliás, sugiro que o MPF inicie logo uma campanha nacional — e não faltará imbecis para aplaudi-lo — propondo a extinção dos Três Poderes da República. Entronizaríamos, sem eleições (já que eles sabem tudo!), uma junta de procuradores como um Governo de Salvação Nacional. E que fique claro: o presidente será escolhido entre os procuradores, numa eleição decidida só entre os filiados à Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que é uma entidade… sindical! Afinal, se ela já elege o procurador-geral da República ao arrepio da Constituição e para comandar todo o Ministério Público da União, por que não dar aos rapazes o poder absoluto? Eles são muito sabidos e justos. Podem perfeitamente comandar uma boa ditadura de pessoas virtuosas, certo? Tenham paciência. O MPF divulgou uma nota boçal a respeito da MP proposta pelo governo. Lá se lê, por exemplo: “Por se tratar de tema que envolve milhares de instituições públicas e privadas, centenas de organizações da sociedade civil e milhões de profissionais, imaginar que um governo pode, sozinho, apresentar uma solução pronta e definitiva é uma ilusão incompatível com o regime democrático”. É retórica vazia. Coisa típica de militância política, recém-saída dos cueiros do debate sobre democracia. A solução do governo nem é “pronta nem é definitiva”. A MP estabelece as linhas gerais e pode ser mudada pelo Congresso. Há 120 dias para isso, quatro meses! Que ousadia a dessa turma do MPF — que poderia ser chamado, em muitos casos, de MPFPT: quer dizer que 120 dias não compõem um prazo suficiente para debater medida, mas a seus bravos basta um único dia para dizer “não”? A nota avança na impostura, reconhecendo que o ensino médio precisa de mudanças, sim, e que o debate vem sendo feito “há anos”. Ora, não me digam! Sabem por que vem sendo feito há anos, e nada se fez até agora? Porque se tem seguido a receita do Ministério Público Federal: o eterno debate. Há cretinos que chamam isso de democracia. Na verdade, o MPF está a criticar o uso da Medida Provisória, que não garantiria a estabilidade suficiente para reforma — não se diz por quê. Entendi! O Brasil fez uma das maiores reformas econômicas da história ocidental, o Plano Real, por meio de Medida Provisória. Os brasucas chegaram a conviver com duas moedas. E deu certo! Mas o MPF quer tutelar a sociedade na hora de uma reforma educacional. É ridículo. A Medida Provisória é um instrumento legítimo a serviço do Executivo, que está na Constituição, cujos efeitos só são efetivos com a concordância do Congresso Nacional, outro Poder legítimo da República. Não custa lembrar: presidente da República e Congresso são eleitos pelo povo — sim, Michel Temer também foi. Os procuradores não são eleitos por ninguém. E o procurador-geral da República é eleito por um sindicato, ao arrepio da Constituição. Taí uma briga que eu topo comprar. Mais uma. Ah, sim: o MPF resolve citar H. L. Mencken, jornalista americano, ao afirmar que “Mais que inefetiva, a apresentação de soluções fáceis para problemas complexos é um erro perigoso”. Notável, em menos de 24 horas, o MPF já sabe que a reforma “inefetiva”. Ah, sim: já que o MPF quer brincar de Mencken, eu topo: “Quando os fanáticos tomam o poder, não há limite para a opressão”.

Aparelhismo sindical ataca reforma do ensino médio, que está correta


Entidades ligadas ao sindicalismo mais brucutu e atrasado se mobilizam contra a MP do ensino médio. Por maus motivos, é claro 

Por Reinaldo Azevedo - É impressionante. O governo lançou a proposta de reforma do ensino médio. E o fez por meio de Medida Provisória. Ou as coisas se davam dessa maneira, ou nada andaria, como se sabe. A razão é simples. Nos países capitalistas — e só há sindicatos em países capitalistas, cumpre notar —, organizações sindicais existem para lutar por benefícios para seus associados. No Brasil, a petização do sindicalismo faz com que as máquinas pensem apenas no próprio fortalecimento. É claro que eu apoio o projeto. E não estou aqui a dizer algo como: “Ah, já que, com democracia, a coisa não anda, que se vá pela ditadura”. Uma ova! A Medida Provisória é um instrumento legítimo, observadas urgência e relevância. E essas duas coisas estão dadas. A reação das corporações — e, ora vejam!, do Ministério Público Federal — expõe de maneira clara a ferida: essa gente confunde a democracia, como um valor, com assembleísmo. Ignoram que o regime democrático também é um método de tomada de decisão. Não há ditadura maior do que a reunião eterna, que não chega a lugar nenhum. Nem Dante imaginou um círculo no inferno para tamanha tortura. Mas eu entendo: para a esquerdalha e o MPF, que se confundem (não se deixem enganar pela Lava Jato, que seria antipetista, o que é mentira!), o projeto do governo padece de dois erros graves: 
a) é simples de entender (embora de complexa aplicação, reconheço, já digo por quê);
b) atende a uma reivindicação antiga dos próprios setores ligados à educação: o ensino integral;
c) transfere parte das escolhas para os estudantes.
Tudo isso torna a proposta bem mais democrática, é evidente, do que o que temos hoje e do que o modelo que a esquerda tem na cabeça. Eu disse “modelo”? Mas que modelo ela tem, além de nenhum? Que modelo ela tem, além de tentar aparelhar as instâncias do Estado com seus apaniguados? Já fui professor. Sei do que é capaz o sindicalismo nessa área. Está entre os mais poderosos e atrasados do país. Ora vejam: embora sejam estruturas gigantescas e ricas, as entidades sindicais do professorado pouco conseguiram fazer pela causa. A carreira está entre as mais mal pagas de nível universitário. Verdade ou mentira? Uma das categorias que menos se beneficiam da informatização da economia e das relações sociais é justamente a dos professores. É lamentável que estejam vociferando por aí contra um bom projeto só porque, afinal de contas, não saiu da mente divinal do petismo e das esquerdas. Atenção! Essa gente ficou 13 anos no poder. O período coincidiu com saltos impressionantes da economia da informação. De que maneira a educação se beneficiou disso? O ensino médio, área em que se começou a mexer, andou para trás. Espero que o governo saiba enfrentar a resistência e não recue. Entidades que pensam a área, como o “Todos Pela Educação”, e que não a vêem apenas como palco da militância sindical em favor dos… sindicatos (!) estão apoiando a mudança. E há mais: é espantoso que uma das críticas dos “companheiros” aponte a suposta incapacidade de o estudante fazer a escolha do currículo. Isso é só viés autoritário. Quer dizer que, aos 16 anos, o indivíduo está apto a escolher o presidente da República, mas seria incapaz de saber o que é melhor para si na escola? A argumentação é vergonhosa.

FAB expulsa controladores de vôo que fizeram greve em 2007

Depois de condenados a dois anos de prisão por motim, os controladores de vôo que lideraram o "apagão aéreo" de 2007 foram expulsos da Aeronáutica. A portaria foi assinada há poucos dias pelo brigadeiro Nivaldo Rossato, comandante da FAB.

Banco Central projeta deficit de US$ 18 bilhões para contas externas neste ano


O Banco Central informou nesta segunda-feira (26) que espera um saldo negativo de US$ 18 bilhões para as contas externas do Brasil neste ano. Até o mês passado, a projeção era de um deficit de US$ 15 bilhões. As contas externas são as transações comerciais e financeiras do país com o resto do mundo. Essa mudança ocorreu principalmente devido ao desempenho das importações e das viagens, segundo o Banco Central. "Na importação, tivemos alguma reação nos últimos meses em relação ao que vinha acontecendo ao longo do primeiro semestre. Também teve viagem internacional, que responde mais rápido a mudanças no câmbio", afirmou o chefe do departamento econômico do Banco Central, Tulio Maciel. Em agosto, as contas externas do Brasil tiveram mais um mês de saldo negativo. O deficit no mês passado somou US$ 579 milhões. O rombo é o menor para o mês desde 2007, quando as contas externas tiveram saldo positivo de US$ 1,23 bilhão. Em agosto do ano passado, o deficit foi de US$ 2,6 bilhões. No acumulado do ano, o deficit nas transações correntes soma US$ 13,12 bilhões, o menor rombo desde 2009, quando o deficit do período era de US$ 10,6 bilhões. Nos oito primeiros meses do ano passado, o rombo era de US$ 46,16 bilhões. O Banco Central estima que as transações correntes terão, em setembro, um deficit de cerca de US$ 1,6 bilhão.
Com taxa de câmbio mais favorável, os gastos dos brasileiros em viagens ao Exterior voltou a subir e chegaram a US$ 1,29 bilhão, valor superior à despesa de US$ 1,26 bilhão registrada no mesmo período de 2015. A balança comercial teve um superavit de US$ 3,9 bilhões no mês passado, resultado de US$ 16,9 em exportações e US$ 13 bilhões em importações. No mesmo mês do ano passado, o saldo foi de US$ 2,4 bilhões, com US$ 15,4 bilhões exportados e US$ 12,9 bilhões importados. O Banco Central informou, ainda, que houve um aumento no investimento direto no país, que passou de US$ 5,25 bilhões em agosto de 2015 para US$ 7,2 bilhões no mês passado. No acumulado de janeiro a agosto deste ano, o investimento direto no brasil soma US$ 41,10 bilhões, inferior aos US$ 42,17 bilhões do mesmo período do ano passado. Foi mantida, pelo Banco Central, a projeção de investimento direto no país de US$ 70 bilhões para 2016. Para setembro, a expectativa é de uma entrada de US$ 6,5 bilhões. Até 22 de setembro, os dados parciais do Banco Central indicam um ingresso de US$ 4,6 bilhões.

Polícia Federal investiga pagamento de propina em 2004 na obra da Terceira Perimetral, em Porto Alegre

E-mails interceptados pela Operação Lava-Jato demonstram pagamento de suborno em 2004 durante as obras de construção da Terceira Perimetral, em Porto Alegre. Essa foi a administração Tarso Genro/João Verle. Tarso Genro renunciou em abril de 2002 para concorrer ao governo do Estado, derrotando seu companheiro de partido Olívio Dutra, o Exterminador do Futuro, que era o governador e pretendia se reeleger. Perderam os dois. A informação sobre a corrupção na obra de construção da avenida 3ª Perimetral, em Porto Alegre, comandada pelo comunista trotskista João Verle (já falecido, auditor de contas externo do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, onde foi colega do Grande Mandrake trotskista Arno Augustin) foi dada pela Polícia Federal em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, sobre a 35ª fase da Operação Lava-Jato que prendeu o ex-ministro Antonio Pallocci (também ex-comunista trotskista,  membro do grupo Liberdade e Luta - a Libelu). Em relatório, a Polícia Federal cita uma troca de correspondência entre o então presidente da Odebrecht, o sinhozinho baiano Marcelo Odebrecht, e alguns dos principais executivos da empreiteira. No e-mail, Marcelo Odebrecht autoriza o repasse de R$ 119 mil para dois personagens do esquema, identificados apenas pelos codinomes "Animal" e "Três".


A Odebrecht participou da construção de dois trechos da Terceira Perimetral. Eles somam quase 4,5 quilômetros de extensão, da Avenida Ipiranga até a Avenida Teresópolis. As obras foram realizadas entre 28 de dezembro de 2000 e 2 de março de 2003. O valor dos contratos é de R$ 22,27 milhões. Os e-mails em posse da Polícia Federal foram trocados entre os dias 24 e 26 de março de 2004. A origem da conversa é uma correspondência enviada por João Borba, diretor de desenvolvimento de negócios da construtora, a Benedicto Júnior, antecessor de Marcelo Odebrecht no comando da da empreiteira. Na mensagem, Borba solicita o "cumprimento do acordo", com a liberação de R$ 119 mil. Os pagamentos deveriam ser efetuados no dia 12 de abril de 2004, sendo R$ 29 mil para "Animal", a serem entregues em São Paulo, e R$ 90 mil para "Três", cujo repasse deveria ser feito em Porto Alegre. Borba comunica a Benedicto que "finalmente fechamos a perimetral" e que o último faturamento correspondia a R$ 1,84 milhão, dos quais R$ 840 mil couberam à Companhia Brasileira de Projetos e Obras (CBPO), que à época pertencia ao Grupo Odebrecht. Esse e-mail foi sendo reencaminhado na hierarquia da construtora. Vinte e oito minutos após recebê-lo, Benedicto o repassou a Marcelo Odebrecht e a Isaías Ubiraci Chaves Santos, envolvido na confecção das planilhas e das requisições de pagamentos do setor de propina da empresa. A resposta do presidente viria dois dias depois, 26 de março, às 12h30min. Com um lacônico "ok", Marcelo Odebrecht autoriza a operação. Em Porto Alegre, o empreiteira se valia de um doleiro para fazer o pagamento de propinas. As investigações da Polícia Federaç e uma ex-secretária da empresa, Maria Lúcia Guimarães Tavares, responsável pela agenda de pagamentos secretos, apontam o agrônomo Antônio Cláudio Albernaz Cordeiro como sendo o operador do esquema. Cordeiro foi preso pela Lava-Jato em março e identificado como responsável pelos "pagamentos paralelos" da Odebrecht na cidade. Ele também seria relacionado a empresas offshore panamenhas e já havia sido investigado pela Polícia Federal no Estado por crime contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro. Dois contratos das obras da Terceira Perimetral de Porto Alegre na gestão petista Tarso Genro/João Verle tiveram participação da Odebrecht. Durante a época de vigência dos contratos, a capital gaúcha era governada pelo PT. Tarso Genro venceu a eleição em 2000, renunciando dois anos depois para disputar o governo do Estado. O mandato foi concluído pelo vice, João Verle (PT), que morreu no ano passado. A obra foi financiada pelo BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento. E o secretário de Obras da prefeitura petista na época era Estilac Xavier, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, homem da mais estrita confiança do peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro. 

RADIOGRAFIA DO TROTSKISMO BANDIDO

No início da década de 70, em São Paulo, ficaram famosas as festinhas do grupellho trotskista Libelu. Valia tudo, era a nova esquerda com "novos parâmetros". Faziam parte da Libelu personagens conhecidos do mundo petralha, como Antonio Palocci, estudante de Medicina, e Paulo Moreira Leite (jornalista, que se tornou famoso por seu envolvimento na conspiração petista para liquidar com a candidatura presidencial e carreira política de Ibsen Pinheiro, com a famosa matéria de capa da revista Veja, sob o título "Até tu, Ibsen"). Ambos tinham como "comissário" político da 4ª Internacional o gardelão argentino Felipe Belisário Wermus, vulgo "Louis Favre". Ele fazia a ligação da direção da 4ª Internacional, em Paris, com os grupelhos trotskistas na América Latina. Do grupo de dirigentes da 4ª Internacional trotskista faziam parte Marco Aurélio "Top Top" Garcia e Jorge Mattoso (aquele que ordenou o estupro da conta bancária do caseiro Francenildo dos Santos), a serviço do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e para protegê-lo das investigações da CPI dos Correios. Estes dois tinham sido dirigentes do POC (Partido Operário Comunista). Outro membro do grupo trotskista Libelu era essa figura chamada Branislav Kontic, preso hoje. Ele foi preso como grande operador do comunista trotskista Antonio Palocci. O tal Kontic é grande nome do comunismo trotskista, tanto que já tinha sido importante operador da gestão então petista socialite Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo. Pois bem, o tal comunista trotskista Branislav Kontic foi sócio do gardelão Louis Favre, ex-marido da socialite Marta Suplicy, hoje candidata do PMDB à prefeitura de São Paulo, na Epoke Consultoria Política. No governo de Marta Suplicy na capital paulista, o comunista trotskista Branislav Kontic teve cargos de direção nas empresas Emurb e a Cohab. A Emurb é a que cuida do lixo, da limpeza pública em São Paulo. A licitação do lixo comandada por Marta Suplicy foi denunciada à Justiça como uma gigantesca fraude de mais de 20 bilhões de reais, e os processos tramitam até hoje na Justiça Paulista, não tendo saído sequer da primeira instância. Não tiveram sentença até hoje. Isso diz alguma coisa sobre a Justiça paulista, não é mesmo? E também sobre o comunista trotskista Branislav Kontic e seu alcance.

CSN pode vender 25% de produtora de minério para chineses


A CSN está considerando vender parte de sua participação na Congonhas Minérios, segunda maior produtora de minério de ferro do Brasil, para a China Brazil Xinnenghuan International Investment (CBSteel). De acordo com as fontes, a CBSteel está interessada em comprar cerca de 25% da Congonhas Minérios diretamente da CSN. O grupo brasileiro de siderurgia, que detém 88% da Congonhas Minérios, seguiria no controle da mineradora, disseram as fontes, acrescentando que as negociações estão lentas e podem não render necessariamente em um acordo. A primeira fonte afirmou que qualquer acordo avaliando a Congonhas Minérios como valendo cerca de US$ 20 bilhões tem mais chance de ser bem sucedida. No início do mês, o ministro de Relações Exteriores, José Serra, afirmou que a CBSteel estava avaliando investimento na construção de uma usina siderúrgica no Maranhão, com capacidade inicial para 3 milhões de toneladas de aço por ano. Segundo a primeira fonte, a venda da participação é importante para ajudar a CSN a reduzir a dívida que atualmente é de cerca de R$ 26 bilhões.  As seis companhias asiáticas que têm uma fatia de 12% na Congonhas Minérios vão manter suas posições, afirmaram as fontes. As empresas são as japonesas Itochu Corp, Nisshin Steel, JFE Steel e Kobe Steel, a sul-coreana Posco e a taiuanesa China Steel. A Congonhas Minérios foi criada no final de 2014, por meio da fusão da mina Casa de Pedra com a mineradora Namisa.