domingo, 27 de julho de 2014

EXÉRCITO UCRANIANO AVANÇA CONTRA OS SEPARATISTAS PRÓ-RÚSSIA NA REGIÃO ONDE FOI DERRUBADO AO BOEING 777 DA MALAYSIA AIRLINES

Forças armadas da Ucrânia armaram um forte ataque contra os os terroristas separatistas pró-Rússia neste domingo, em uma tentativa de ganhar o controle da área onde o avião Boeing 777 da Malaysia Airlines foi derrubado por um míssil russo. O conselho nacional de segurança da Ucrânia disse que tropas do governo têm cercado Horlivka, um reduto rebelde que fica a 30 quilômetros ao norte de Donetsk, a principal cidade controlada pelos rebeldes. "As forças armadas têm avançado em territórios detidos pelos mercenários pró-Rússia, destruindo postos de controle e posições, chegando muito perto de Horlivka", informou o conselho, em comunicado. Um representante do grupo separatista em Donetsk confirmou que ocorrem combates em Horlivka, mas disse que os rebeldes mantêm suas posições. O governo da Ucrânia acusa ainda as forças rebeldes de lançar foguetes em uma área residencial de Horlivka neste domingo, em uma tentativa de desacreditar o exército e alimentar o sentimento contra o governo.

SÍRIA RETOMA CAMPO DE PETRÓLEO PERTO DE HOMS DE COMBATENTES RADICAIS

O exército sírio disse neste domingo que retomou o controle sobre um campo de petróleo a leste da cidade central de Homs que fora apreendido por terroristas do Estado Islâmico mais cedo neste mês. A televisão síria mostrou imagens de soldados correndo e se movimentando em uma vasta área desértica que afirmou ser o campo de petróleo Sha'ar. O exército disse em comunicado que retomou o controle sobre o campo depois de uma "operação precisa em que dezenas de terroristas foram mortos". Uma fonte do terrorista Estado Islâmico disse que seus combatentes deixaram o local depois de destruir o equipamento do campo e capturar pelo menos 15 tanques e dezenas de foguetes que eram usados para proteger o campo. "Nós saímos porque já não era bom para nós para ficar. O objetivo era pegar os tanques e foguetes presentes no campo e nós fizemos isso", disse: "Não há nenhum sentido em ficar lá e tornar-se um alvo fácil para o regime e seus aviões de guerra". O Estado Islâmico, anteriormente conhecido como o Estado Islâmico no Iraque e no Levante, avançou na Síria e tomou trechos de território no vizinho Iraque, no que descreveu como uma tentativa de estabelecer um califado islâmico.

NAVIO DE CRUZEIRO COSTA CONCORDIA JÁ ESTÁ ATRACADO NO PORTO DE GÊNOVA PARA DESMONTE

O navio de cruzeiro Costa Concordia, naufragado em 2012 do litoral da ilha de Giglio, na Itália, chegou neste domingo ao porto de Gênova, onde será desmontado. Puxado por rebocadores, o Costa Concordia percorreu 180 milhas náuticas (cerca de 330 quilômetros) e levou quatro dias para chegar à Gênova. A operação de retirada do navio do local de naufrágio começou em setembro de 2013 e a demolição total está estimada em dois anos. O navio Costa Concordia naufragou no dia 13 de janeiro de 2012, quando atingiu um recife próximo a Ilha de Giglio. O acidente deixou 32 mortos. O Costa Concordia já está atracado no estaleiro de Prà Voltri, em Gênova, onde terá peças de mobília que não sejam metálicas retiradas nos próximos quatro meses para depois ser desmontado. Os responsáveis pela operação de atracamento já concluíram as manobras no porto de Gênova. Agora começa um processo de desmontagem que durará 22 meses e que ocorrerá em duas áreas do porto: os estaleiros de Prà Voltri e Sampierdarena. "Me sinto orgulhoso por ter participado desta operação que tem sido realizada com tanto respeito para com as vítimas e seus familiares, e também com muito respeito pelo meio ambiente", afirmou o engenheiro Sergio Girotto, um dos chefes dos trabalhos de desmontagem.

MILHARES DE PESSOAS PARTICIPAM DE MARCHA EM MARSELHA EM APOIO A ISRAEL

Milhares de pessoas foram às ruas de Marselha, no sul da França, neste domingo, para mostrar seu apoio a Israel, na primeira passeata desse tipo no país desde o início dos recentes combates em Gaza. Milhares manifestantes pró-Israel, carregando bandeiras francesas e israelenses, foram separados pela polícia de choque de algumas dezenas de manifestantes pró-palestinos que gritavam frases contra Israel no antigo porto de Marselha, no centro da cidade. "Estamos aqui para mostrar a nossa solidariedade para com Israel, que tem sido atacado e tem o direito de se defender", disse William Labi, chefe do órgão que coordena congregações judaicas em Marselha.

TESOUREIRO DO PT DIZ QUE SKAF, O EMPRESÁRIO SEM EMPRESA, CANDIDATO DO PMDB EM SÃO PAULO, É "MAL ORIENTADO OU INGÊNUO"

O tesoureiro da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), Edinho Silva, ex-presidente do Diretório Estadual do PT de São Paulo, afirmou neste domingo que o candidato do PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf, o empresário sem empresa, "ou é mal orientado ou é ingênuo", ao tentar descolar a sua imagem da petista. As críticas de Edinho são feitas após Skaf afirmar e ratificar que o PT em São Paulo é inimigo do PMDB e relutar em subir no palanque de Dilma no Estado, apesar da aliança dos dois partidos em nível nacional. Segundo Edinho, a candidatura de Dilma independe da candidatura de Skaf em São Paulo e as candidaturas estaduais, como a do peemedebista, vão ter muita dificuldade de se viabilizar se caminharem descoladas da candidatura da presidente da República. "Skaf não pode achar que o quadro irá prosperar sem depender da candidatura da presidente", afirmou o tesoureiro da campanha de Dilma. Na avaliação de Edinho, a tendência é que o candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha, cresça com o início do horário eleitoral gratuito e que, assim como ocorrerá nacionalmente, se torne um pólo de conflito com o PSDB no debate eleitoral. O PT está ficando leproso, ninguém quer chegar perto dele.

O DILEMA DO PT SE LIVRAR DO DEPUTADO-BOMBA, ALIADO DO PCC

Nos últimos anos, o PT conseguiu construir um importante reduto eleitoral na capital paulista. Na populosa Zona Leste da cidade, o partido ganhou força pelas mãos de dois irmãos, o vereador Senival Moura e o deputado Luiz Moura, ambos ex-líderes de perueiros. Os votos da região foram decisivos para os petistas nas últimas eleições, especialmente para a vitória do prefeito Fernando Haddad. Tudo funcionou bem até maio, quando veio a público a informação de que policiais flagraram Luiz Moura, ex-presidiário, em uma reunião com sindicalistas na garagem de uma cooperativa na qual também estavam 18 membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Desde então, o deputado tornou-se um fardo difícil para o partido carregar. E o PT colocou em curso uma desesperada articulação para rifá-lo antes do início da campanha de Alexandre Padilha ao Palácio dos Bandeirantes. Agora, o comando do PT paulista se prepara para enfrentar, na Justiça e nas instâncias do partido, uma semana decisiva para o futuro da legenda nas eleições deste ano. Entra na fase final o processo disciplinar contra Luiz Moura. O partido trabalha para afastar a qualquer custo seu deputado-bomba da campanha – e dos holofotes – para evitar um desgaste ainda maior durante as eleições no maior colégio eleitoral do País. O movimento começou no fim de maio, articulado pelos comandos estadual e nacional do partido. No dia 2 de junho, a Comissão Executiva do PT paulista suspendeu a filiação de Luiz Moura por 60 dias – o que o impediu de participar da convenção estadual. Moura não aceitou e entrou na Justiça, alegando ter sido afastado irregularmente, sem direito à ampla defesa. O deputado foi à tribuna na Assembleia Legislativa e justificou sua presença, em março, no encontro de perueiros onde estavam bandidos do PCC. Segundo ele, era uma tentativa de evitar a adesão dos donos de lotação a uma greve de motoristas e cobradores de ônibus na cidade. Na época, alegou em sua defesa que não havia investigações contra ele. Mas agora há. Há poucos dias, o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, apresentou à Justiça uma representação criminal contra o deputado. O chefe do Ministério Público paulista enxergou indícios de que Moura pode ter cometido sete crimes diferentes: organização criminosa, extorsão, constrangimento ilegal, apropriação indébita, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e abuso de autoridade. Como o petista tem foro privilegiado, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça terá de autorizar a abertura do inquérito – o que também deve ocorrer nesta semana, quando vence o prazo de defesa prévia. A data decisiva para o desfecho do caso Luiz Moura é a próxima sexta-feira, dia 1º de agosto, quando uma reunião do Diretório Estadual deve homologar ou não a punição aplicada pela Comissão Executiva do PT paulista, que notificou o deputado a apresentar sua defesa por escrito no processo disciplinar. A Executiva Estadual aguardará a manifestação de Moura até o dia 31 para emitir parecer sobre a conduta dele. Um dia antes, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidirá sobre a guerra de liminares entre os advogados do deputado e o setor jurídico do partido. O agravo de instrumento do PT contra a candidatura de Luiz Moura está na pauta de julgamento da 5ª Câmara de Direito Privado. Caso seja derrotado, Moura ainda poderá recorrer ao Diretório Nacional do PT, na esfera partidária, e à instância superior da Justiça. O advogado do parlamentar, João de Oliveira, classificou a investigação do procurador-geral de Justiça como "oportunismo político". Oliveira disse desconhecer a notificação do PT para que o parlamentar se explique no âmbito partidário até quinta-feira. É fato que a cúpula petista pretende expulsar Luiz Moura e é pouco provável os integrantes da Comissão Executiva, os mesmos que aprovaram a suspensão por unanimidade, tenham uma interpretação diferente agora, com a campanha em curso. Os dirigentes afirmam que a situação de Moura “agravou-se politicamente” depois que o parlamentar ingressou na Justiça comum contra o partido e anulou, ainda que temporariamente, a suspensão de 60 dias e a convenção estadual do partido. A atitude de Moura chegou a ameaçar a candidatura de Alexandre Padilha ao governo do Estado. "Se dependesse de mim ele já estava expulso há muito tempo", afirmou, no dia em que o PT derrubou a liminar judicial, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT) – homem de confiança escalado pelo ex-presidente e alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista duramte a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) para coordenar o comitê da presidente Dilma Rousseff em São Paulo. O próprio Padilha diz que o Luiz Moura “é caso encerrado no PT”. Mas o partido não esperava que o juiz considerasse a suspensão "ilícita" e autorizasse Luiz Moura a solicitar à Justiça Eleitoral o registro da própria candidatura. O Tribunal Regional Eleitoral ainda não validou a candidatura do deputado. Peça importante na engenharia para montar o reduto eleitoral na Zona Leste, Moura agora é tratado como inimigo e traidor por diferentes setores do partido. O comando da legenda está nas mãos da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), cujos líderes tramam sua expulsão. No início de junho, a tendência minoritária Articulação de Esquerda chegou a alertar seus militantes sobre o “potencial explosivo” do deputado, assim que a participação dele na reunião com integrantes do PCC veio a público. No fim do mês, a corrente publicou uma resolução ainda mais severa sobre o parlamentar, taxado de "integrante da quinta coluna da direita no interior de nossas fileiras". Mas nem sempre foi assim. Durante pelo menos doze anos, o reduto eleitoral montado pelos irmãos Moura, integrantes da corrente PT de Lutas e de Massas (PTLM) rendeu expressivas votações nominais a figurões do partido. Os candidatos do PT beneficiaram-se da influência do deputado Luiz Moura e do seu irmão, o vereador Senival Moura. Ambos são também dirigentes de cooperativas de perueiros. Em anos diferentes, a base política dos Moura em Guaianazes, Cidade Tiradentes e Itaim Paulista serviu, por exemplo, aos deputados federais petistas Jilmar Tatto, atual secretário de Transportes da gestão Haddad, e Arlindo Chinaglia, vice-presidente da Câmara dos Deputados. Em 2010, os comitês de campanha de candidatos como a ministra Marta Suplicy (Cultura) e o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) doaram recursos para Luiz Moura. Ele foi eleito com 104.705 votos em sua primeira disputa eleitoral para a Assembleia Legislativa. Na ocasião, o fato de Luiz Moura ser ex-presidiário, condenado por assalto à mão armada nos anos 1990, não impediu o partido de lançá-lo candidato. Os planos dos irmãos Moura eram mais ambiciosos neste ano. Luiz Moura pretendia concorrer ao segundo mandato na Assembleia Legislativa. Com o impedimento, por enquanto, ele foi substituído na chapa petista pelo ex-chefe de gabinete da Subprefeitura de Guaianazes, Jorge do Carmo, indicado por Senival Moura – o vereador concorrerá a uma cadeira em Brasília, na Câmara dos Deputados. Eleito pelos motoristas de ônibus, o vereador Vavá dos Transportes (PT), recém-aliado a Luiz Moura, permanecerá na Câmara Municipal como representante do grupo. Caso se safe no PT, Luiz Moura ainda poderá ser alvo de mais um processo disciplinar no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa. As chances de cassação, porém, são remotas, dado o histórico de corporativismo da Casa.

O PETISTA PODE TER DE DIVIDIR O ALCAGUETE LULA COM OUTROS CANDIDATOS

O presidente nacional do PT, Rui Falcão (ex-militante do clandestino POC - Partido Operário Comunista), não garante que, no Rio de Janeiro, o ex-presidente e alcaguete Lula (denunciava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) só vá participar da campanha do candidato petista ao governo, o senador Lindbergh Farias. Isso vai depender de como a entrada de Lula na disputa por votos afetará as campanhas locais e a relação destas com a campanha da presidente Dilma, disse Falcão. No Estado do Rio de Janeiro, além de Lindbergh, apoiam Dilma o atual governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão (PMDB), o ex-governador e atual deputado federal Anthony Garotinho (PR) e o senador Marcelo Crivella (PRB). "Aqui no Rio, Lula quer analisar bem o correr da eleição, para não haver nenhum desequilíbrio em relação à campanha de Dilma", afirmou Falcão, que almoçou na sexta-feira com Garotinho no escritório do ex-governador, na Glória (região central do Rio).

INQUÉRITO POLICIAL MOSTRA QUE A BLACK BLOC SININHO QUERIA SE "EXILAR" NA INGLATERRA

A advogada Eloísa Samy, que pediu asilo político ao Uruguai, na segunda-feira, 21, não foi a primeira a cogitar sair do País. A black bloc Elisa Quadros Sanzi, a Sininho, tinha a intenção de se "exilar" na Inglaterra depois da Copa do Mundo. O tema foi discutido com advogados e com outros manifestantes, como mostram ligações telefônicas interceptadas pela polícia, em inquérito que fundamentou a denúncia por associação criminosa contra 23 militantes. Em uma das conversas, em 24 de junho, a black bloc Elisa diz a um homem chamado Igor (provavelmente Igor D'Icarahy, que também deixou a prisão na noite desta quinta-feira), que está "pensando em exílio". "Acho que vou aceitar ir para Inglaterra com Mohamed para fazer as denúncias do que está acontecendo aqui. Porque ia ser uma espécie de caos, né? Eu me exilar agora, depois da Copa, antes das eleições", diz a black bloc Elisa.  Ela ressalta que ouviu advogados em São Paulo e no Rio de Janeiro, que não concordaram com a idéia. Igor também discorda e diz que prefere esperar para saber do que se trata o inquérito policial, que vinha sendo tocado em sigilo pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática. Ele chega a falar que não se confirmaram "prognósticos alarmistas de prisão em massa". "Esperar é meio burrice. Mohamed naquela época falou isso, inclusive na frente do Marino. É melhor eu solta, fazendo as coisas. E exílio tem poder político muito forte. Imagina uma pessoa ser exilada agora, se a gente fizesse uma boa campanha, um escarcéu internacional. A perseguição que eu estou vivendo não vai acabar, Igor. Tinha um policial na porta da minha casa", reagiu a black bloc. Ela completou: "O que é esse inquérito, ele vai até onde? Minha vida está virando uma espécie de inferno. Não estou conseguindo trabalhar, militar, fazer nada. É ameaça em cima de ameaça, ameaça de milícia, ameaça de policial. Se eu não for assassinada por um policial, eu vou ser presa, e aí?"

FORD AVISA QUE MONTADORAS DE VEÍCULOS DEVEM SEGUIR DIMINUINDO A PRODUÇÃO NO BRASIL

As montadoras de veículos instaladas no Brasil devem continuar promovendo ajustes para conter produção, pressionadas por estoques elevados e vendas ainda apontando para baixo, afirmou na sexta-feira um executivo de alto escalão da Ford. Segundo Rogélio Golfarb, vice-presidente de assuntos corporativos da Ford para a América do Sul, as vendas de veículos novos no Brasil em julho até a quinta-feira mostram queda de 14,7% sobre o mesmo período do ano passado, mesmo após o governo ter adiado para o fim do ano aumento da carga tributária do setor. Com isso, no acumulado de janeiro até quinta-feira, as vendas de veículos novos no Brasil mostram queda de 8,5% sobre o mesmo período de 2013. "Até o momento, não há uma clara indicação de retomada, a média diária está em 12.300 a 12.500", afirmou o executivo após evento em que exibiu a nova versão do compacto Ka que pode ser equipada com sistema de pedido de socorro aos ocupantes, em caso de acidente com o veículo. Em maio, por exemplo, a média de vendas por dia útil foi de cerca de 13,7 mil veículos. No primeiro semestre, as vendas de veículos novos no Brasil caíram 7,6%, enquanto a produção recuou 17%. Apenas no segundo trimestre, as vendas tombaram 12% sobre um ano antes e a produção desabou 24%. Apesar da forte queda na produção, gerada por férias coletivas, turnos de trabalho menores e suspensão de contratos de trabalhadores, a indústria terminou junho com estoque praticamente estável sobre maio, a 395,4 mil unidades.

AÉCIO NEVES CHAMA MEDIDAS DO BANCO CENTRAL DE IMPROVISO E APONTA DESCONFIANÇA GERAL NA ECONOMIA

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, classificou na sexta-feira as medidas tomadas pelo Banco Central para estimular o crédito como um "improviso" do governo da presidente petista Dilma Rousseff e disse que a mudança gera um clima de desconfiança generalizada na economia. "Na verdade é o governo do improviso mais uma vez mostrando sua face", disse Aécio Neves durante visita à favela de Vigário Geral, no Rio de Janeiro. "Diminuindo a confiança de investidores não apenas na indústria, mas também no comércio e serviços, essas medidas paliativas são medidas que podem ter um custo alto lá na frente", avaliou.

PREÇO DA ENERGIA DE CURTO PRAZO CAI ABAIXO DE R$ 600,00 EM TODAS AS REGIÕES

O valor da eletricidade no mercado de curto prazo dado pelo Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) caiu para menos de 600 reais por megawatt-hora (MWh) nas cargas pesada, média e leve em todas as regiões do País, informou nesta sexta-feira a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O PLD para a carga pesada caiu para 593,73 reais por MWh em todas as regiões do país na semana entre os dias 26 de julho e 1º de agosto. Nesta semana, o preço na carga pesada estava em 734,87 o MWh. O PLD da carga média caiu para 583,01 reais para a semana que vem, em todas as regiões, ante 731,08 reais nesta semana. No caso da carga leve, o PLD em todas as regiões caiu para 576,78 reais por MWh na semana que vem, ante os 686,20 desta semana.

CHEFE DO HEZBOLLAH PROMETE APOIO AO SEU COMPANHEIRO TERRORISTA HAMAS, APESAR DAS DIVERGÊNCIAS SOBRE A SÍRIA

"Nós, do Hezbollah, daremos todas as formas de apoio, assistência e ajuda que formos capazes de fornecer", declarou o chefe da organização terroristas Hezbollah. Sayyed Hassan Nasrallah, prometeu apoio total na sexta-feira ao grupo terrorista islâmico Hamas em seu confronto com Israel, apesar de um profundo abismo entre as duas organizações militantes sobre a guerra civil na Síria. "Nós, do Hezbollah, daremos todas as formas de apoio, assistência e ajuda que formos capazes de fornecer", disse Nasrallah. "Nós sentimos que somos verdadeiros parceiros nessa resistência, uma parceria da jihad, da fraternidade, da esperança, da dor, do sacrifício e do destino, pois sua vitória é nossa vitória plena, e sua derrota é nossa plena derrota", disse ele. Nasrallah fez seu discurso em público no reduto do grupo no sul de Beirute, um evento raro para o líder do grupo militante xiita libanês, que vive na clandestinidade, temendo por sua segurança depois da guerra do Hezbollah contra Israel em 2006. O Hezbollah enviou milhares de combatentes para a Síria para lutar ao lado das forças do ditador Bashar al-Assad, contribuindo para virar o jogo contra os terroristas muçulmanos, na grande maioria sunitas. Mas a liderança do Hamas, que tinha sua base em Damasco, se recusou a apoiar Assad quando enfrentou as manifestações pacíficas que eclodiram em 2011 e se transformaram em insurgência e guerra civil. Desde então, 160 mil pessoas foram mortas na Síria. "Pedimos que todas as diferenças e sensibilidades sobre outras questões sejam deixadas de lado", disse Nasrallah em referência ao racha na Síria: "Gaza está acima de todas as considerações".

ANP APROVA PLANO DA PETROBRAS VISANDO REDUZIR DECLÍNIO DE PRODUÇÃO DO CAMPO DE MARLIM

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou um novo Plano de Desenvolvimento do campo de Marlim, da Petrobras, com o objetivo de reduzir o declínio da produção de petróleo, disse na sexta-feira o diretor da autarquia, Florival Carvalho. Marlim é um dos principais campos produtores do País, mas enfrenta um declínio na extração, como outros na Bacia de Campos, a mais importante do Brasil. O documento, aprovado em reunião recente da ANP, é resultado de exigência feita pela agência que, preocupada com a redução da produção de petróleo na Bacia de Campos, determinou investimentos adicionais da estatal em algumas áreas. Carvalho explicou que a ANP analisa os planos apresentados pela Petrobras para aumentar a produção de óleo, mas não determina qual o montante de investimentos necessários.

CONSULTORIA SAFRAS APONTA QUE COLHEITA DE SOJA DO BRASIL CRESCERÁ 9%

A colheita de soja do Brasil deverá crescer 9% em 2014/15, para um recorde de 94,45 milhões de toneladas, com um crescimento de plantio e melhores produtividades esperadas, previu na sexta-feira a consultoria Safras & Mercado em sua primeira estimativa para a nova temporada. A safra 14/15, que começa a ser plantada a partir de meados de setembro, crescerá com a soja ganhando área de milho, em meio a preços mais favoráveis para a oleaginosa, explicou a Safras. O aumento no plantio esperado é de 4 por cento ante 13/14, para 31,2 milhões de hectares. "A soja tende a ganhar área do milho na maior parte dos Estados...", disse o analista Luiz Fernando Roque, em nota, acrescentando que muitos produtores também apostam na oleaginosa em novas terras agrícolas, no plantio que substituirá pastagens. Após a seca ter afetado a produtividade em algumas áreas na temporada 13/14, a consultoria também acredita em um rendimento médio por hectare mais alto em 14/15, o que explica o fato de a produção crescer mais do que a área plantada esperada. "O ano é de El Niño, onde normalmente os rendimentos são superiores", afirmou o analista, referindo-se às chuvas mais volumosas que o fenômeno traz para as áreas produtoras. Neste contexto, a área plantada com milho no verão no centro-sul deverá cair 6,1% na comparação com 2013/14, para 5,14 milhões de hectares. Mesmo assim, com a expectativa de uma produtividade melhor, a colheita de milho verão deverá subir 8% na comparação anual, para 28,8 milhões de toneladas. Para a safra de inverno, conhecida como "safrinha", o levantamento indica uma queda de 1% tanto no plantio, para 7,95 milhões de hectares, quanto na produção, para 43,52 milhões de toneladas. A safra total de milho no Brasil em 2014/15 está estimada inicialmente em cerca de 78 milhões de toneladas, aumento de quase 3% ante o ano anterior. No caso do algodão, os produtores brasileiros deverão plantar menos na temporada 2014/15, por preços menos favoráveis. Segundo a Safras, a área plantada deverá ficar em 1,11 milhão de hectares, com ligeira queda sobre a temporada anterior. Mas, se for confirmado o aumento de 4,3% na produtividade, a produção brasileira deverá permanecer praticamente inalterada, em torno de 1,7 milhão de toneladas da pluma.

POLÍCIA LIGA OS BLACK BLOCS DE RIO DE JANEIRO E DE SÃO PAULO

O inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro que investigou vândalos e resultou na decretação de prisão preventiva de 23 pessoas - medida revogada nesta quinta-feira, 24, pelo desembargador Siro Darlan - também reuniu indícios de que black blocs de São Paulo e do Rio de Janeiro trocam informações frequentemente e atuam juntos em pelo menos algumas manifestações. Uma ligação telefônica interceptada com autorização judicial às 12h31 do dia 2 de julho indica que Camila Jourdan procurou uma pessoa de São Paulo chamada Priscila pedindo informações sobre "a vinda de pessoas de São Paulo para as manifestações do dia 13 de julho, final da Copa no Rio de Janeiro". Também é citado um homem identificado apenas como Feijão, até agora não identificado pela polícia. No mesmo dia, às 16h38, Camila pede a outro ativista, Igor D''Icarahy, que confirme a existência de área para hospedar "as pessoas que vêm de São Paulo". A viagem dos ativistas de São Paulo foi descartada devido à prisão de ativistas, no dia 12 de julho.

IBAMA TRAVA O PROJETO DE PORTO PRIVADO MAIS CARO DO BRASIL

O mais ambicioso projeto portuário do País travou no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Porto Central de Presidente Kennedy (ES), que prevê investimentos de R$ 5 bilhões no litoral capixaba, aguardava um sinal verde do instituto para a emissão da licença prévia ambiental, mas teve seus estudos reprovados pela equipe de técnicos do Ibama. Na prática, o relatório entregue pelos investidores terá de ser quase todo refeito, por cometer dezenas de falhas e apresentar itens classificados como superficiais. Ao todo, mais de 40 pedidos de revisão e detalhamento de informações foram feitos pela equipe técnica na conclusão do parecer. O revés ambiental atrasa ainda mais os planos de um grupo de empresários de logística do Espírito Santo, que conseguiu atrair para o negócio uma sociedade inédita com o Porto de Roterdã, companhia que pertence ao governo holandês e que é reconhecida como uma das principais operadoras portuárias do mundo. Na avaliação do Ibama, itens básicos do relatório precisam de esclarecimentos, como a “titularidade da área do empreendimento e as possíveis desapropriações necessárias para sua implantação”, ou seja, falta dizer exatamente que área será usada para as instalações e quem são os donos da terra. A lista de pedidos também inclui a necessidade de detalhar qual o alcance da infraestrutura do porto, suas rotas de acesso e operação. “O estudo também conclui pelo "custo-benefício amplamente favorável" do projeto. No entanto, esta equipe técnica entende que tal afirmação não pode ser realizada, uma vez que não foi elaborado estudo específico sobre o custo-benefício do empreendimento”, afirmam os analistas. A equipe ambiental conclui que o material, “tal como apresentado, impede uma análise adequada do estudo, bem como a manifestação quanto à viabilidade ambiental do empreendimento Porto Central”. Isso é uma gigantesca vergonha para a engenharia brasileira e os tais escritórios de consultoria ambiental. O plano dos investidores capixabas é que a estatal holandesa Porto de Roterdã entre no negócio com uma fatia de 30% do empreendimento. Os outros 70% ficarão com a TPK Logística, empresa do Espírito Santo controlada pelo grupo Polimix, que atua no mercado de concreto.

MILHARES DE EVANGÉLICOS ORARAM POR AÉCIO NEVES

Aécio Neves, candidato à Presidência da República, esteve na noite desta sexta-feira em um encontro de jovens evangélicos da Igreja Sara Nossa Terra, no ginásio de esportes Ibirapuera, em São Paulo. No intervalo entre as apresentações de bandas e cantores gospel, ele subiu ao palco acompanhado do ex-deputado e bispo fundador da igreja, Robson Lemos Rodovalho. O tucano foi apresentado como uma “pessoa conhecida e querida” e recebeu uma oração. "O senador Aécio Neves passou aqui para que nós orássemos por ele. A bispa Lúcia vai fazer uma oração de fé e amor para que Deus possa abençoar a sua caminhada, trajetória e, especialmente, esta nação, dando homens que tenham a missão de amor e de servir a população brasileira", disse o bispo. Aécio Neves retribuiu a oração com um breve pronunciamento em que falou da importância de “valores cristãos e da família”. "Me sinto honrado de estar aqui na confraternização de jovens reunidos nos valores cristãos e da família brasileira fundamentais para que possamos construir um futuro de maior generosidade, amor ao próximo e a Deus. Esses são também os meus valores". É a segunda vez que o tucano participa de um encontro aevangélico nesta campanha. No mesmo evento estiveram presentes no dia anterior o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), e o candidato a senador José Serra.

MENSALÃO II DO PT PARA O PMDB ABRE CRISE ENTRE OS PARTIDOS

Negociação envolvendo o repasse oficial de recursos financeiros do PT para o PMDB abriu uma crise entre os dois partidos, os maiores da coligação pela reeleição da presidente Dilma Rousseff. Sem aval do comando peemedebista, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), costurou o recebimento de uma "ajuda de campanha" de R$ 35 milhões. O PT, que arrecadaria o valor por meio de doações legais de empresas, repassaria a quantia a cinco candidatos do PMDB a governos estaduais em Rondônia, Amazonas, Paraíba, Pará e Alagoas - onde Renan Filho é o nome do partido na disputa. É o Mensalão II do PT. Esse partido não sabe fazer campanha eleitoral sem caixa 2 e coisas do gênero. Em quatro desses Estados o candidato peemedebista tem o apoio oficial do PT (a exceção é em Rondônia). O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), foi informado da exclusão da maioria do partido no repasse e exigiu que fosse feita uma distribuição igualitária para todos os candidatos da sigla. A negociação com Renan foi acertada com o "aloprado" Aloizio Mercadante (PT), ministro da Casa Civil. O mal-estar no PMDB chegou aos ouvidos de assessores de Dilma. Congressistas afirmam que o imbróglio foi o principal motivo da volta de Temer à presidência do partido. Porém, a equipe de Temer nega, alegando que ele voltou ao comando do PMDB para estar à frente da interlocução política na campanha. Pelo desenho acordado entre PT e PMDB, seriam repassados cerca de R$ 8 milhões para Alagoas, Paraíba, Amazonas e Pará. Rondônia, Estado do então presidente do partido, Valdir Raupp, ficaria com R$ 3 milhões. "Eles acharam que ninguém ficaria sabendo. Tem que ser socializado", ironizou um cacique do PMDB. A cúpula do partido quer contemplar, entre outros, os candidatos ao governo de Goiás, Iris Rezende, do Ceará, Eunício Oliveira, e do Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves. Nenhum deles é apoiado pelo PT. Petistas negam a articulação, mas afirmam que "há pressão de aliados", como PMDB, PR e PP, para "ajuda nos Estados". Isso é Mensalão. Um peemedebista da cúpula da legenda explica a "dependência'' da doação intermediada pelo PT: segundo ele, o empresário doa com mais facilidade "para quem manda''. Auxiliares do comitê presidencial afirmam que a ordem é ajudar, mas só depois que conseguirem resolver a campanha nacional. Além disso, a orientação é "endurecer'' com partidos que possuem ministérios, como o PMDB, já que, na avaliação petista, os titulares das pastas têm interlocução com o empresariado.Segundo relato de participantes da negociação, houve acerto e o valor será distribuído de maneira "igualitária''.

sábado, 26 de julho de 2014

EMPRESÁRIO ISRAEL KLABIN ENVIA INCISIVA CARTA DE CRÍTICA AO MINISTRO PETISTA DAS RELAÇÕES EXTERIORES

O empresário brasileiro Israel Klabin, de família judaica, mandou uma incisiva carta de protesto ao ministro das Relações Exteriores, o anão diplomático petista Luiz Alberto Figueiredo Machado, pela indigna e infame nota oficial do Itamaraty contra Israel,  sem qualquer referência ao terrorismo do Hamas, e pela ofensa boçal à nação israelense com a retirada do embaixador brasileiro em Tel Aviv. Klabin mostrou grande coragem, ao contrário de outros empresários anões morais, que renegam sua origem e liberam microfones, câmeras e páginas de veículos de comunicação para a manifestação antissemita de jornalistas petistas antisssemitas. A operação militar atual em curso na Faixa de Gaza diz respeito à democracia e à civilização ocidental e suas bases. Leia a íntegra da carta de Israel Klabin, que Videversus subscreve: "Ao Excelentíssimo Senhor Ministro das Relações Exteriores - Luiz Alberto Figueiredo Machado - Sempre tive, bem como a minha família, íntima relação com o Itamaraty através de dois chanceleres, Horácio Lafer e Celso Lafer, ambos judeus, que honraram não apenas o nome da família, mas o Brasil e sua política externa. Não preciso lembrá-lo também da importância de Oswaldo Aranha, quando Embaixador junto a ONU, na criação do Estado de Israel, trazendo com isso o agradecimento de todos os judeus do mundo. É, portanto, com estranheza que acabei de ler a séria ofensa feita ao Estado de Israel e a todos nós judeus, pelo Itamaraty, quando “chamou o Embaixador para consulta”. Tanto meus pais quanto eu, fazemos parte das gerações que atravessaram o holocausto e herdaram a missão de prestar serviços à humanidade e aos países que agasalharam os judeus na fuga milenar das perseguições oriundas de preconceitos, de ódios raciais e religiosos. A nota do Itamaraty demonstra claramente um retrocesso da política fracassada de levar o Brasil para um envolvimento errado e desnecessário, antagônico ao princípio de não intervenção, o que tem sido um dos pilares da política externa brasileira através dos tempos.

CARVAJAL, O OPERADOR DE CHAVEZ E NICOLAS MADURO NO TRÁFICO DE COCAÍNA E LAVAGEM DO DINHEIRO DO TRÁFICO DAS FARC, PRESO EM ARUBA, JÁ ESTÁ NÃO MÃOS DOS AMERICANOS

Carvajal era um dos principais elementos do núcleo duro do chavismo bolivariano, razão pela qual Nicolás Maduro e seus sequazes estão enlouquecidos.
Na foto acima a empáfia de Carvajal, o ex-poderoso General do Exército da Venezuela, homem de confiança do finado caudilho Hugo Chávez e do tiranete Nicolás Maduro, que operava o narcotráfico em conluio com as FARC, no momento em que foi fichado pela polícia de Aruba.
EN ESPAÑOL - El mayor general retirado Hugo Carvajal, ex director de Inteligencia Militar y uno de los hombres más temidos de Venezuela, fue arrestado la tarde del miércoles en el aeropuerto internacional Queen Beatrix de Aruba por su presunta participación en operaciones de narcotráfico, dijeron fuentes cercanas a la operación. Carvajal, quien en el 2008 había sido incluido en la lista negra del Departamento del Tesoro por su presunta participación en las operaciones de narcotráfico de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), fue detenido tras llegar a la isla en un avión privado. La detención se produjo por solicitud de las autoridades estadounidenses, que esperan trasladarlo a suelo norteamericano a la mayor brevedad posible. Según las fuentes consultadas, Carvajal era uno de los engranajes más importantes en la participación del Ejército venezolano en las operaciones del narcotráfico. “Esta es la joya de la corona. Este es el Pablo Escobar de esta historia”, dijo una de las fuentes vinculadas con la operación que habló bajo condición de anonimato. “Es el hombre que controla los movimientos [del narcotráfico], controla la operación, controla las entregas y controla el lavado de dinero. Tiene el control de todo el proceso”, agregó. Pero el traslado de Carvajal podría demorarse, en vista de los esfuerzos legales para evitarlo emprendidos por el régimen de Nicolás Maduro, que envió un equipo especial a Aruba para que asumiera la tarea de asegurar su liberación, dijeron las fuentes. Desde Caracas, el régimen manifestó su rechazo a la detención del mayor general, conocido en Venezuela con el sobrenombre de “el Pollo Carvajal”. “Venezuela rechaza enérgicamente la detención ilegal y arbitraria del funcionario diplomático venezolano, portador de pasaporte que lo acredita como tal; Hugo Armando Carvajal Barrios, llevada a cabo en la isla de Aruba por parte de autoridades holandesas”, indicó la Cancillería venezolana en un comunicado. “Venezuela hace un llamado firme al Reino de los Países Bajos (del que depende esta zona insular) para que rectifique este hecho injusto e improcedente, y para que sus autoridades en el vecino territorio procedan a la inmediata liberación del funcionario diplomático venezolano Hugo Carvajal”, continuó. La detención de Varela se produce a los pocos días de que el ex juez venezolano Benny Palmeri-Bacchi fuese arrestado en el Aeropuerto Internacional de Miami, cuando se disponía a llevar a su familia a pasar unas vacaciones de dos semanas en Disney World. Palmeri-Bacchi y el ex director de la Interpol en Venezuela, Rodolfo McTurk, son acusados de ayudar a transportar a través de Venezuela miles de kilos de cocaína destinados a Estados Unidos. Palmeri-Bacchi compareció el jueves ante un juez federal de Miami y se declaró inocente. Las autoridades creen que McTurk se encuentra en Venezuela. Los fiscales de Miami dijeron que los casos contra Palmeri-Bacchi, Mc Turck y Carvajal son los primeros que vinculan a funcionarios prominentes del chavismo con operaciones del narcotráfico. Carvajal, jefe de la Dirección de Inteligencia Militar entre el 2004 y el 2009, había sido nombrado cónsul de Venezuela en Aruba en enero pasado. Pero las fuentes dijeron que el mayor general llegó a Aruba con un pasaporte falso. Cuando se dio cuenta de que lo estaban arrestando, Carvajal trató de zafarse del problema entregando el pasaporte diplomático que tenía y negando que el primero que había entregado era suyo, aún cuando también tenía su fotografía. Las autoridades de Aruba lo arrestaron de todas maneras y confiscaron los dos pasaportes. Hombre cercano al fallecido presidente Hugo Chávez, Carvajal enfrenta varios procesos judiciales llevados en paralelo por distintas jurisdicciones legales de Estados Unidos, incluyendo la corte federal de Miami. Según el caso llevado en ese tribunal, Carvajal y “otros militares y funcionarios venezolanos de alto cargo”, asistían las operaciones del narcotraficante colombiano Wilber Arilio Varela Fajardo, también conocido como “Jabón”, antes de que éste apareciera muerto en la ciudad venezolana de Mérida en el 2008. La acusación elaborada contra Carvajal señala que éste y los otros funcionarios del régimen asistían a Varela al permitir que su organización exportara cocaína desde Venezuela, protegiendo a la banda de ser capturada y suministrando información sobre las actividades de las fuerzas armadas y de las organizaciones policiales. “Tras la muerte de Varela, integrantes de su agrupación continuaron pagándole a Hugo Carvajal Barrios, alias “Pollo”, y a otros militares y funcionarios de los cuerpos de seguridad venezolanos de alto nivel para que siguieran asistiéndoles en sus actividades de narcotráfico”, resalta la acusación. El documento de la corte también acusa a Carvajal de vender “cientos de kilos de cocaína a los integrantes de la organización de Varela”. El mayor general retirado fue implicado públicamente en el 2010 por el presunto narcotraficante venezolano Walid Makled, quien en una entrevista concedida a la cadena Univisión declaró que Carvajal formaba parte de su nómina. En la entrevista, Makled aseguró que la participación de las autoridades venezolanas en los envíos es total. “Es de 100 por ciento, hermano, claro, porque es territorio venezolano… En San Fernando de Apure, diariamente de ahí salen cinco o seis aviones cargados con cocaína hacia Honduras, de Honduras hacia México, y de México hacia Estados Unidos”, declaró Makled en la entrevista. 

ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO NA PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO - FLAGRADO EM GRAVAÇÃO, BETHLEM AGORA DIZ QUE SUA EX-MULHER É LOUCA

O deputado federal Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ), ex-secretário do prefeito Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, publicou nota em sua página no Facebook negando denúncias de corrupção feitas por sua ex-mulher, a ex-deputada Vanessa Felippe Bethlem, e reveladas pela revista VEJA. Gravações mostram a participação do deputado, que deixou a Secretaria de Governo da prefeitura do Rio de Janeiro para tentar se reeleger, em um esquema de corrupção na administração municipal. Nos áudios, ele afirma que recebeu mensalmente propina da ONG Tesloo, contratada para administrar o cadastro único de programas sociais da prefeitura, que é usado para pagamento de programas como o Bolsa Família e o Cartão Família Carioca. Na publicação no Facebook, o parlamentar diz que as acusações são infundadas e usa a imagem de um documento, que ele diz ter ser registrado em cartório, no qual Vanessa afirma se arrepender. "São infundadas essas acusações e a própria autora delas adiantou-se em desmenti-las, alegando tê-las feito num momento de grave confusão mental, que resultou em três tentativas de suicídio. A última há poucos dias", escreveu Bethlem. Contudo, as conversas reveladas por VEJA não deixam dúvida de que Bethlem confessa operar o esquema de corrupção. Para tentar se livrar das acusações, o deputado também divulgou imagens de uma declaração assinada pela ex-mulher e um atestado médico assinado pela psiquiatra Rosaria Gomes sobre o tratamento ao qual Vanessa estaria sendo submetida há duas semanas. O atestado, reproduzido no perfil de Bethlem na rede social, afirma que Vanessa sofre de "transtorno de personalidade borderline". A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que vai investigar os contratos assinados por Bethlem. Em nota, a administração afirmou que "não possui mais convênio com a Tesloo". "Apesar de Rodrigo Bethlem não ocupar mais cargo na prefeitura, o município espera que o deputado preste os esclarecimentos necessários sobre as denúncias em questão." A ONG era administrada pelo major da reserva Sérgio Pereira de Magalhães Júnior, suspeito de integrar uma milícia. Em uma das conversas entre Bethlem e Vanessa reveladas por VEJA, depois de relatar que tipo de despesa ele estaria disposto a bancar após o divórcio dos dois, Bethlem afirma que sua principal fonte de renda era um convênio da prefeitura chamado Cadastro Único. "Eu tenho de receita em torno de 100.000 reais por mês", afirma na gravação com a maior naturalidade do mundo, explicando que do contrato retirava entre 65.000 e 70.000 reais por mês. Nomeado secretário de Eduardo Paes, Bethlem ocupou as pastas de Ordem Pública e Assistência Social antes da secretaria de Governo, e optou pelo salário maior de deputado – ou seja, só deveria ter direito a um rendimento bruto de 26.723,13 reais, equivalente a cerca de 18.000 reais mensais líquidos. O deputado era um dos cotados para substituir Paes na prefeitura. Veja a degravação de conversa:
Bethlem - Minha principal fonte de receita hoje na prefeitura, que é um convênio do Cad único... O cara simplesmente não prestou contas...
Vanessa -  Por que você está falando baixo? Não tem ninguém aqui.
Bethlem - Porque eu simplesmente tô (sic) paranoico.
Vanessa - Paranoico por quê?
Bethlem - Telefone. Você sabe que os caras entram no telefone e vira um autofalante
Vanessa - E você tem motivo para ficar paranoico?
Bethlem - Como todo mundo. Você acha que alguém vai te denunciar no MP, por quê?
Vanessa - Por quê?
Bethlem - Porque eu sou alvo, Vanessa.
Bethlem - (...) Este mês infelizmente furou porque o cara não prestou contas e eu efetivamente não vou colocar meu rabo na janela (...) Por isso eu tô (sic) f* desse jeito... É a minha principal receita. (...)
Vanessa - Qual o nome do negócio?
Bethlem - É um convênio que eu tenho, o Cadastro Único.
Vanessa - O que é que tem isso?
Bethlem - É a minha principal fonte de renda hoje. O cara não prestou contas direito, o cara é um idiota, um imbecil. Não pude pagar o cara este mês, não recebi. (...) É uma receita que eu tenho certa até fevereiro, até março. Porque é um convênio de sete meses. (...)
Vanessa - E quanto dá isso?
Bethlem - Eu tenho de receita em torno de 100 mil reais por mês.
Vanessa - Quanto dá o CAD Único por mês?
Bethlem - Em torno de uns 65, 70.000. Depende do que ele receber, entendeu? (...)
Bethlem - Fora isso, tem o lanche e o meu salário.
Vanessa - Lanche? Que lanche?
Bethlem - O lanche que é servido... pelo cara que vende lanche para todos nas ONGs... é meu amigo.
Vanessa - Quanto é de lanche?
Bethlem - Em torno de 15.000 reais. O cara tá vendendo metade do que deveria vender
Vanessa - Até quando?
Bethlem - Até quando existir convênio. (...)
Vanessa - E salário?
Bethlem - Cerca de 18.000 líquido.

MORRE NO RIO DE JANEIRO O ASTRÔNOMO RONALDO MOURÃO

O astrônomo e físico Ronaldo Mourão morreu na sexta-feira, aos 79 anos. Ele estava internado no hospital Quinta D'or, no Rio de Janeiro, com pneumonia. Era considerado o maior nome da astronomia brasileira. Fundou o Museu de Astronomia e Ciências Afins em 1985 e elaborou os verbetes sobre o tema em edições dos dicionários Aurélio Buarque de Hollanda e da Enciclopédia Britânica do Brasil. Trabalhou pela democratização desse campo do conhecimento, produzindo artigos para jornais e programas de rádio.

GERALDO ALCKMIN LEVA AÉCIO NEVES ÀS ZONAS NORTE E LESTE DE SÃO PAULO

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, foi levado neste sábado pelo governador Geraldo Alckmin às zonas Norte e Leste de São Paulo. Em uma agenda tipicamente paulistana – que incluiu cafezinho, pastel e garoa – os tucanos visitaram a Biblioteca de São Paulo, no Parque da Juventude, em Santana, por onde caminharam na sequência. A comitiva conheceu a Feira Tecnológica, promovida pelo instituto social Dom Bosco, em Itaquera. Sempre colado em Alckmin, Aécio fez corpo a corpo, e posou para dezenas de fotos e selfies com o público. Aproveitou, também, para criticar o governo da presidente Dilma Rousseff: “O governo Dilma fracassou”, afirmou, referindo-se à situação econômica no País. A visita à Zona Leste não estava na agenda do presidenciável. O mau tempo, contudo, acabou por abreviar a caminhada pelo Parque da Juventude – em um dia com frio e garoa, o local estava esvaziado. Em meio à crise hídrica que São Paulo atravessa, Alckmin comemorou o tempo chuvoso: “Aécio é mesmo um cara de sorte, trouxe até a chuva”, brincou. A visita ao Parque da Juventude teve ainda a presença do ex-governador José Serra, candidato tucano ao Senado por São Paulo: os três começaram o dia com um café em uma lanchonete. Com a ajuda de Alckmin, Serra apresentou Aécio às obras do PSDB na região – não faltaram menções às Etecs e Fatecs. Lembraram que o local que hoje abriga 1,6 hectare de mata atlântica já foi o presídio do Carandiru. Serra e Alckmin eram reconhecidos pelo público o tempo todo, e traziam consigo Aécio na hora das fotografias. Sem Serra, o presidenciável e o governador seguiram, então, para Itaquera. Lá, finalmente, se deu o corpo a corpo mais efetivo. Ciceroneados pelo padre Rosalvino, à frente da obra social Dom Bosco, Aécio e Alckmin atravessaram os stands da feira e conversaram com os presentes. O governador cumprimentava a todos e, na sequência, introduzia Aécio. Houve até pausa para o pastel. Quando Aécio descolava-se de Alckmin, era recebido em tom menos acalorado. Até que o governador aparecia: “Ah, esse ai eu já conheço”, comemorou a vendedora de fogazza ao avistar Alckmin. Na saída, Aécio e Alckmin concederam entrevista coletiva. O presidenciável elogiou as Fatecs e Etecs, marcas do governo tucano em SP: “Precisamos estender as Fatecs e Etecs para o Brasil. Essas escolas são referência para o País”, afirmou: “Esse é o Brasil que precisa ser construído, o do empreendedorismo”. Questionado sobre as pesquisas de mercado que atrelam a eventual reeleição de Dilma a uma piora no cenário econômico, afirmou: “Essas pesquisas apontam na mesma direção: o fracasso da política econômica do governo Dilma Rousseff”. E prosseguiu: “O governo perdeu a capacidade de gerar expectativas positivas, o que impacta fortemente no crescimento do Brasil”. Sobre a crise diplomática provocada com Israel por uma declaração do Brasil acerca do conflito no Oriente Médio, Aécio afirmou que faltou equilíbrio ao governo – e que o documento deveria ser mais enfático na exigência de um cessar-fogo, sem se esquecer das ações do Hamas contra os israelenses. Esse foi o quarto evento de campanha de Aécio em São Paulo – maior colégio eleitoral do país, com 32 milhões de eleitores.

GERALDO ALCKMIN LEVA AÉCIO NEVES ÀS ZONAS NORTE E LESTE DE SÃO PAULO

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, foi levado neste sábado pelo governador Geraldo Alckmin às zonas Norte e Leste de São Paulo. Em uma agenda tipicamente paulistana – que incluiu cafezinho, pastel e garoa – os tucanos visitaram a Biblioteca de São Paulo, no Parque da Juventude, em Santana, por onde caminharam na sequência. A comitiva conheceu a Feira Tecnológica, promovida pelo instituto social Dom Bosco, em Itaquera. Sempre colado em Alckmin, Aécio fez corpo a corpo, e posou para dezenas de fotos e selfies com o público. Aproveitou, também, para criticar o governo da presidente Dilma Rousseff: “O governo Dilma fracassou”, afirmou, referindo-se à situação econômica no País. A visita à Zona Leste não estava na agenda do presidenciável. O mau tempo, contudo, acabou por abreviar a caminhada pelo Parque da Juventude – em um dia com frio e garoa, o local estava esvaziado. Em meio à crise hídrica que São Paulo atravessa, Alckmin comemorou o tempo chuvoso: “Aécio é mesmo um cara de sorte, trouxe até a chuva”, brincou. A visita ao Parque da Juventude teve ainda a presença do ex-governador José Serra, candidato tucano ao Senado por São Paulo: os três começaram o dia com um café em uma lanchonete. Com a ajuda de Alckmin, Serra apresentou Aécio às obras do PSDB na região – não faltaram menções às Etecs e Fatecs. Lembraram que o local que hoje abriga 1,6 hectare de mata atlântica já foi o presídio do Carandiru. Serra e Alckmin eram reconhecidos pelo público o tempo todo, e traziam consigo Aécio na hora das fotografias. Sem Serra, o presidenciável e o governador seguiram, então, para Itaquera. Lá, finalmente, se deu o corpo a corpo mais efetivo. Ciceroneados pelo padre Rosalvino, à frente da obra social Dom Bosco, Aécio e Alckmin atravessaram os stands da feira e conversaram com os presentes. O governador cumprimentava a todos e, na sequência, introduzia Aécio. Houve até pausa para o pastel. Quando Aécio descolava-se de Alckmin, era recebido em tom menos acalorado. Até que o governador aparecia: “Ah, esse ai eu já conheço”, comemorou a vendedora de fogazza ao avistar Alckmin. Na saída, Aécio e Alckmin concederam entrevista coletiva. O presidenciável elogiou as Fatecs e Etecs, marcas do governo tucano em SP: “Precisamos estender as Fatecs e Etecs para o Brasil. Essas escolas são referência para o País”, afirmou: “Esse é o Brasil que precisa ser construído, o do empreendedorismo”. Questionado sobre as pesquisas de mercado que atrelam a eventual reeleição de Dilma a uma piora no cenário econômico, afirmou: “Essas pesquisas apontam na mesma direção: o fracasso da política econômica do governo Dilma Rousseff”. E prosseguiu: “O governo perdeu a capacidade de gerar expectativas positivas, o que impacta fortemente no crescimento do Brasil”. Sobre a crise diplomática provocada com Israel por uma declaração do Brasil acerca do conflito no Oriente Médio, Aécio afirmou que faltou equilíbrio ao governo – e que o documento deveria ser mais enfático na exigência de um cessar-fogo, sem se esquecer das ações do Hamas contra os israelenses. Esse foi o quarto evento de campanha de Aécio em São Paulo – maior colégio eleitoral do país, com 32 milhões de eleitores.

PETROBRAS AUMENTA SEUS GASTOS EM PUBLICIDADE EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL

Os gastos com publicidade da Petrobras aumentaram 17% no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, saltando de 132 milhões de reais em 2013 para 154 milhões de reais nos seis primeiros meses de 2014. O orçamento médio mensal de propaganda da companhia quase triplicou em maio e junho se comparado ao intervalo de janeiro a abril. A curva ascendente ocorre após a crise envolvendo negócios da companhia e às vésperas do prazo de suspensão das publicidades institucionais das empresas estatais. As médias mensais de gastos com propaganda da Petrobras passaram de 15,5 milhões de reais, de janeiro a abril, para 46 milhões de reais, em maio e junho. Até abril, as despesas eram inferiores às do ano passado – somavam 62 milhões, contra 90 milhões de reais em igual período de 2013. No mesmo mês, a estatal foi contratada pela União para produzir em quatro áreas do pré-sal e também atingiu o pico de extração de petróleo na região. Em período eleitoral, PT e PSDB travam uma luta sobre as publicidades da Petrobras. A marca de produção de 500.000 barris por dia no pré-sal, no início de julho, foi comemorada pela presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, como um ganho pessoal. A conquista motivou uma grande festa na sede da companhia, com a presença de Dilma. As festividades e promoções ocorreram também em sequência a uma série de acusações de corrupção envolvendo ex-diretores, denúncias que levaram à criação de duas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) no Congresso e outras investigações. O PSDB entrou com representações no Tribunal Superior Eleitoral e conseguiu suspender anúncios de divulgação do recorde do pré-sal e de promoção da gasolina de menor teor de enxofre produzida pela empresa, a S-50. "A Petrobras é o ‘calcanhar de Aquiles’ do governo Dilma. Nossa preocupação é que a presidente use a empresa para se promover", afirmou o deputado Carlos Sampaio, coordenador jurídico pela campanha do candidato tucano à Presidência, Aécio Neves. Sobre a gasolina S-50, a estatal argumenta que não se trata de campanha institucional e que, por isso, não contraria a lei, embora a empresa seja a única a produzir o combustível. Ela vai recorrer para veicular o anúncio novamente. Esta publicidade substituiu a do pré-sal após 5 de julho, quando, pelo calendário do TSE, foram proibidos os anúncios institucionais das estatais, a não ser que o foco sejam produtos comercializados em um ambiente de concorrência de mercado. Atualmente, apenas a publicidade do lubrificante Lubrax está sendo veiculada. No site de campanha de Dilma, entretanto, o pré-sal continua sendo exibido como uma ferramenta de marketing. Na página, um vídeo de dois minutos associa diretamente a imagem da presidente à contratação da Petrobras para a produção no pré-sal destacando a geração de "mais recursos para a economia, mais tecnologia no Brasil e milhares de novos empregos". Além disso, informa, será destinado 1,3 trilhão de reais da receita para saúde e educação. O comitê da petista afirma que a estatal não está sendo usada eleitoralmente. Segundo a assessoria da campanha da presidente, o pleito não será pautado pela discussão de empresas específicas. "A proposta é estabelecer um amplo debate com a sociedade sobre as diretrizes que sustentarão o novo ciclo de mudanças. O plano de governo para o segundo mandato aponta o papel que a Petrobras desempenhará no novo ciclo de desenvolvimento do País proposto para o segundo mandato de Dilma Rousseff, que será lastreado pela educação", afirma o texto encaminhado pela assessoria de imprensa da campanha da presidente. A estatal mudou o tom de suas campanhas publicitárias em abril tornando-as mais nacionalistas, quando a estatal passou a adotar o slogan "A gente é mais Brasil", em substituição ao anterior, "Gente. É o que inspira a gente", utilizado em 2013. "A frase ‘A gente é mais Brasil’ é uma assinatura de campanha, que funciona como conceito guarda-chuva. Esta assinatura seguirá acompanhando todos os esforços publicitários institucionais da Petrobras no ano de 2014", informou em nota a empresa petrolífera. A adoção de uma frase que pudesse associar a Petrobrás ao sentimento de nacionalidade e a avanços econômicos decorrentes do pré-sal ocorreu logo após a divulgação de denúncias que envolviam o nome da empresa e sugeriam atos de corrupção cometidos por integrantes de sua antiga diretoria. Logo após a divulgação de detalhes da compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobras - que se tornou o pivô da crise envolvendo a estatal -, o ex-diretor de Abastecimento da companhia Paulo Roberto Costa foi preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, por suspeita de participar de esquema de lavagem de dinheiro. Costa participou da aquisição de Pasadena.

O VALOR DA PROPINA NO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DOBROU SOB O COMANDO DO PR

Em junho de 2011, a presidente Dilma Rousseff reuniu alguns dos principais integrantes da cúpula do Ministério dos Transportes no Palácio do Planalto para passar-lhes uma descompostura daquelas de fazer tremer o chão. Recém acomodada no gabinete mais importante da República, Dilma reclamou dos seguidos aumentos nos custos das obras de rodovias e ferrovias tocadas pelo ministério e, fazendo jus à fama de durona, soltou o verbo contra os responsáveis por gerenciar os contratos — todos eles ligados ao PR, o Partido da República, que ocupava a pasta na ocasião. “Vocês são inadministráveis e estão inviabilizando o meu governo”, sentenciou. Era o primeiro ato da chamada “faxina ética”, durante a qual a presidente demitiu seis ministros acusados de corrupção. O então titular dos Transportes, Alfredo Nascimento, inaugurou a lista após a revista VEJA mostrar que a elevação dos custos das obras do ministério era, na verdade, uma maneira de bancar um esquema clandestino de arrecadação de propina controlado pelo PR: para conseguirem os contratos, os empreiteiros superfaturavam as obras e repassavam 4% do que ganhavam ao partido. Três anos depois da faxina, o mesmo PR, presidido pelo mesmo Alfredo Nascimento enxotado lá atrás, segue firme e forte no comando do mesmo Ministério dos Transportes e envolvido nas mesmas tramóias. Diferente mesmo só a taxa de propina, que dobrou. Pouco antes de deixar o comando dos Transportes, no mês passado, o ministro César Borges recebeu em seu gabinete a visita do empreiteiro Djalma Diniz, dono da Pavotec Pavimentação e Terraplenagem. A empresa, com sede em Minas Gerais, tem contratos no Ministério dos Transportes que, somados, chegam perto de 2 bilhões de reais. O empreiteiro foi ao ministro reclamar que estava sofrendo pressão para repassar a deputados do PR uma parte de seus ganhos — mais especificamente, dos pagamentos relativos a dois contratos, um de 514 milhões e outro de 719 milhões, firmados no começo deste ano com a Valec, estatal encarregada de construir estradas de ferro. Djalma Diniz relatou em detalhes ao ministro o que classificava de achaque escancarado. Parlamentares exigiam dele parte dos lucros sob pena de rescisão dos contratos. Nas duas últimas semanas, com base em conversas gravadas, VEJA reconstituiu o episódio e seus desdobramentos. O autor da pressão, segundo o empreiteiro, era o deputado federal baiano João Carlos Bacelar Filho, um dos mais conhecidos expoentes da bancada do PR na Câmara dos Deputados. Foi o próprio ministro César Borges quem relatou a queixa do empreiteiro. Primeiro, a assessores e a políticos de sua confiança. “O dono da Pavotec me procurou no ministério para dizer que o deputado João Bacelar está cobrando dele uma participação nos contratos com a Valec”, disse a um amigo. A cobrança, segundo o empreiteiro relatara ao ministro, era explícita: em troca dos contratos firmados, o deputado exigia uma participação nos pagamentos. Em outras palavras, propina. O parlamentar dizia falar em nome do PR — e ainda explicava o motivo da cobrança. Segundo ele, o partido ajudara a Pavotec a fechar os contratos no governo e, por isso, o dono da empreiteira tinha de repassar uma parte do valor. Era assim que funcionaria a partir daquele instante. O empreiteiro procurou o ministro para saber se Bacelar falava mesmo em nome do partido. Foi informado de que não, e se recusou a fazer o pagamento. Caso aparentemente encerrado — mas não para o deputado e seu grupo no PR.

PAULO MALUF TEM CANDIDATURA IMPUGNADA PELA PROCURADORIA ELEITORAL

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo impugnou na sexta-feira o registro da candidatura à reeleição do deputado federal Paulo Maluf (PP). O pedido foi apresentado junto com outras 824 impugnações recebidas pela corte eleitoral. O que motivou o questionamento da Justiça foi a condenação do parlamentar em novembro de 2013 no caso de superfaturamento das obras do Túnel Ayrton Senna durante sua gestão na prefeitura de São Paulo, entre 1993 e 1997. Entre as penas a que foi submetido, Maluf teve os direitos políticos cassados por cinco anos, o que o torna inelegível, segundo a Lei da Ficha Limpa. Conforme o procurador Regional Eleitoral, André de Carvalho Ramos, Maluf não apenas não obteve a suspensão de sua condenação no Tribunal de Justiça de São Paulo como ainda deixou de apresentar à Justiça Eleitoral a documentação que atesta que ele está "em pleno exercício de seus direitos políticos", uma das condições necessárias para se candidatar, segundo a lei.

LICITAÇÃO PARA OBRAS NAS ECLUSAS DE TUCURUÍ ESTÁ SUSPENSA

A licitação que prevê a retirada de uma corredeira de pedras da hidrovia do Tocantins, no Pará, emperrou mais uma vez. A situação, que trava a navegação no rio, mantém as eclusas da hidrelétrica de Tucuruí praticamente inutilizadas há quase quatro anos. No mês passado, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) teve de cancelar a sua mais recente tentativa de licitar a obra, depois de o edital ser questionado por empresas interessadas no projeto. O Tribunal de Contas da União também pediu que fosse alterada a modalidade de contratação, que chegou a ter custo estimado em cerca de R$ 520 milhões. Por meio de nota, o Dnit informou que está alterando itens do edital e que a republicação sairá em agosto. A licitação tem previsão de ocorrer 15 dias após a divulgação do novo edital. Em março, a presidente Dilma Rousseff esteve em Marabá (PA) para lançar o edital da obra, com a promessa de acabar com a novela do chamado “Pedral do Lourenço”, um trecho de 43 quilômetros que precisa ser removido do leito do rio. O pedregulho é alvo de licitação do Dnit desde o fim de 2010, quando foram inauguradas as eclusas de Tucuruí. Desde então, o projeto esbarra em questionamentos de empresas, falhas de avaliação e burocracia. O atraso nas obras já fez a mineradora Vale colocar na geladeira um projeto de R$ 5,8 bilhões. As obras da siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa) chegaram a ser iniciadas em outubro de 2010, com execução de serviços de terraplenagem, e o empreendimento acabou suspenso pela empresa, por conta do impasse na hidrovia. A Confederação Nacional da Indústria estima que o País teria uma economia anual de R$ 650 milhões em logística, se a hidrovia estivesse operando. A indiferença com que o transporte fluvial tem sido tratado aparece nas contas oficiais do governo. Em 2012, quando foi criado o Programa Transporte Hidroviário, foi autorizado um orçamento de R$ 619 milhões para o setor, mas apenas 2,9% desse valor foi efetivamente usado, apontam os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), compilados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No ano passado, o orçamento foi reduzido para R$ 311 milhões, com execução de 31%. Neste ano, a cifra autorizada é ainda menor, de R$ 262 milhões. Até julho, somente 9% desse montante havia sido utilizado.

ISRAEL DECIDE ESTENDER CESSAR-FOGO POR MAIS 24 HORAS

O gabinete de segurança de Israel aprovou a extensão do cessar-fogo em Gaza por mais 24 horas, até a meia-noite deste domingo, pelo horário local (18 horas de Brasília). Durante este período, o Exército israelense vai continuar a atacar túneis clandestinos construídos para alcançar o território de Israel e vai responder a violações na trégua. A solicitação para que o período de cessar-fogo fosse ampliado foi feita pela ONU. Uma nova reunião do gabinete será realizada neste domingo para discutir os próximos passos da operação militar destinada a conter o lançamento de foguetes a partir de Gaza. Israel e o Hamas haviam concordado inicialmente com uma pausa de 12 horas nas hostilidades. Quando o período foi encerrado, Israel anunciou que continuaria com a trégua até a meia-noite deste sábado. No entanto, o grupo fundamentalista palestino rejeitou a oferta e voltou a lançar foguetes em direção ao território israelense. O Hamas continua fazendo exigências inaceitáveis para aceitar um cessar-fogo mais duradouro, dizendo que quer uma interrupção total dos ataques e o fim do bloqueio a Gaza.

PAPA FRANCISCO RENOVA ATAQUE À MÁFIA EM REGIÃO ASSOLADA POR LIXO TÓXICO

O papa Francisco pediu neste sábado que a natureza seja protegida de atos criminosos durante visita à cidade de Caserta, no sul da Itália e perto de Nápoles, região há muito prejudicada por despejos ilegais de lixo tóxico e pela penetração da organização mafiosa conhecida como Camorra. Durante uma missa ao ar livre diante de 200 mil pessoas, o Papa Francisco disse que o amor de Deus significa respeito à vida, ao meio ambiente e à natureza. "Sei que vocês sofrem com estas coisas", declarou ele de improviso diante de Reggia di Caserta, o antigo palácio dos reis Bourbon de Nápoles. "É particularmente importante nesta linda região de vocês, que precisa ser protegida e conservada, que nos exige ter coragem de dizer não a toda e qualquer forma de corrupção e ilegalidade", afirmou ele sob aplausos da multidão: "Todos nós sabemos o nome destas formas de corrupção e ilegalidade". Embora menos explícito que em seu ataque contundente à máfia em visita a Calábria no mês passado, quando disse que todos aqueles que seguem o "caminho do mal" da máfia estão "excomungados", o local do pronunciamento do pontífice não deixou dúvidas quanto aos destinatários. Atualmente assolada pelo crime, a corrupção e o desemprego cronicamente alto, a região ao redor de Nápoles deveria ser uma das mais férteis da Itália devido ao rico solo vulcânico do Monte Vesúvio. Ao invés disso, ela tornou-se famosa pela "terra dei fuochi", ou "terra do fogo", poluída há décadas pelo despejo descontrolado e as queimadas de lixo tóxico, aos quais se atribuem os níveis incomumente altos de câncer e outras doenças. A própria Caserta se localiza nos arredores do assim chamado "Triângulo da Morte", onde as taxas de mortalidade estão em seu nível mais elevado, mas é considerada um dos bastiões da Camorra, que está por trás da maior parte dos despejos ilegais. "Esta região magnífica foi especialmente prejudicada pelos muitos depósitos de lixo de outras partes da Itália e da Europa, que causam tanta morte e desgosto", declarou o bispo de Caserta, Giovanni D'Alise, durante a missa.