terça-feira, 26 de agosto de 2014

JUSTIÇA SUSPENDE AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA CONTRA YEDA CRUSIUS

A Justiça Federal suspendeu temporariamente a ação de improbidade administrativa do Caso Rodin contra a ex-governadora Yeda Crusius (PSDB). A decisão, desta terça-feira, é do desembargador Luís Alberto D'Azevedo Aurvalle. De acordo com o juiz federal Loraci Flores de Lima, a ex-governadora Yeda Crusius, que concorre a deputada federal, continua na condição de ré, mas com a ação suspensa. "A defesa da ex-governadora alega não ter tido conhecimento de todas as provas dos autos. Sobre isso, o TRF4 deverá decidir quando do julgamento do mérito do agravo. Vamos prestar essas informações complementares", explicou Loraci Flores de Lima. Conforme a decisão, a ação deve permanecer suspensa ao menos até o julgamento do recurso de agravo de instrumento apresentado pelo advogado de Yeda Crusius, Fábio Medina Osório. Em junho deste ano, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, havia negado seguimento (julgou inviável) à ação ajuizada por Yeda Crusius, que objetivava suspender essa ação civil por improbidade.

IBOPE 4 - VEJAM OS NÚMEROS DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL EM CINCO ESTADOS

Ibope - Estados 1
Ibope Estados 2Iboppe Estados 3Ibope Estados 4Ibope Estados 5Ibope Estados 6

IBOPE 3 - SERRA LIDERA PARA O SENADO, COM 33%; SUPLICY TEM 24%; HORA DE O AINDA SENADOR BOTAR UMA MELANCIA NA CABEÇA

As pantomimas do petista Eduardo Suplicy, que concorre a um quarto mandato no Senado — quer ficar lá 32 anos! —, parecem não estar surtindo o efeito desejado. Depois do banho de água com gelo, talvez seja o caso de o petista posar com uma melancia no pescoço. Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (26) aponta que o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) tem 33% das intenções de voto para o Senado. O petista Eduardo Suplicy (PT) aparece com 24%. O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) tem 7%. No levantamento realizado nos dias 26 e 28 de julho, Serra tinha 30%, Suplicy, 23%, e Kassab, 5%. Por Reinaldo Azevedo

IBOPE NO RIO DE JANEIRO - GAROTINHO SE ISOLA NA LIDERANÇA

Pesquisa feita pelo Ibope, divulgada nesta terça-feira pela Rede Globo, mostra que o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR), se isolou na liderança da corrida pelo governo do Estado, com 28% das intenções de voto. De acordo com o instituto, o atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), tem 18%; Marcelo Crivella (PRB) marca 16%; e Lindbergh Farias (PT) alcança 12%. A sondagem foi feita entre os dias 23 e 25 de agosto, com 1.204 eleitores, em 34 cidades. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. Foi a segunda pesquisa feita pelo Ibope após o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral. Como a distância entre Pezão e Crivella é inferior à margem de erro, eles estão em empate técnico. Na pesquisa anterior do Ibope, feita entre 26 e 28 de julho, Garotinho tinha 21% dos votos; Marcelo Crivella, 16%; Pezão, 15%; e Lindbergh, 11%. Nesta sondagem, brancos e nulos somaram 15% e 6% dos entrevistados estavam indecisos. A pesquisa foi registrada no TSE sob protocolo nº BR - 00418/2014. Em simulação de segundo turno, Garotinho tem 34% das intenções de voto contra 33% de Crivella. Em outro cenário, Garotinho teria 38% contra 31% de Pezão. Na última simulação, Garotinho teria 37% dos votos, e Lindbergh registraria 29%. O instituto levantou ainda as intenções de voto na disputa pelo Senado. Romário (PSB) marca 37%; Cesar Maia (DEM) aparece com 22%; Eduardo Serra (PCB) tem 5%; e Carlos Lupi (PDT) obteve 3% das intenções de voto.

IBOPE EM PERNAMBUCO: PAULO CÂMARA, O HERDEIRO DE EDUARDO CAMPOS, ENCOSTA EM ARMANDO MONTEIRO NETO

Pesquisa Ibope realizada em Pernambuco mostra que a vantagem do senador Armando Monteiro Neto (PTB) para o adversário Paulo Câmara (PSB) caiu 23 pontos porcentuais no período de um mês. Antes com 43% das intenções de voto, Monteiro tem agora 38%. Já Câmara, afilhado político do ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo, subiu de 11% para 29%. Os votos brancos e nulos somam 19%, e os indecisos, 22%. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. As intenções de voto para o Senado também foram analisadas. O candidato do PT, João Paulo, tem 35% das intenções de voto. Na sequência, o socialista Fernando Bezerra Coelho (PSB) aparece com 22%. O porcentual de indecisos é alto: 24%, e os que declaram que vão votar branco ou nulo são 15%. Encomendada pela TV Globo, a pesquisa é a segunda do Ibope após o registro das candidaturas. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) sob o número 00019/2014. As entrevistas foram realizadas entre os dias 23 e 25 de agosto, com 1.512 eleitores, em 69 municípios do Estado.

IBOPE 2 - ALCKMIN VENCERIA NO 1º TURNO COM 22 PONTOS DE VANTAGEM SOBRE A SOMA DOS ADVERSÁRIOS: 50% A 28%; O PETISTA PADILHA TEM 5% E 26% DE REJEIÇÃO

Se alguém conseguisse enxergar as vontades mais recônditas do PT, eu diria que, se o partido tivesse de escolher entre vencer a eleição presidencial e a disputa para o governo de São Paulo, ficaria com a segunda alternativa. Dados os números do Ibope, no entanto, o partido pode ficar sem uma coisa nem outra. Se a eleição fosse hoje, diz o instituto, o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, teria 50% das intenções de voto e seria reeleito no primeiro turno. No levantamento de julho, tinha o mesmo índice. Em segundo lugar, está Paulo Skaf, do PMDB, com 20% — contra 11% no levantamento anterior. Alexandre Padilha, do PT, também segue no mesmo lugar, com 5%. Os brancos e nulos juntam 10%, e 11% dizem não saber em quem votar. Os demais candidatos somam apenas 3%. A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto, ouviu 1.512 pessoas e está registrada no TSE sob o número BR-419/2014.

No voto espontâneo, em que os nomes não são apresentados, a liderança de Alckmin é folgada, com 29%, contra 9% de Paulo Skaf e apenas 3% de Padilha. Embora o tucano vencesse a disputa no primeiro turno com folga, o Ibope fez uma simulação de segundo: o atual governador venceria o candidato do PMDB por 55% a 28%.
Os números não poderiam ser melhores para Alckmin e piores para Padilha. O petista, que tem apenas 5% dos votos, lidera a rejeição: dizem que não votariam nele de jeito nenhum 26% dos entrevistados. Na sequência, vêm Alckmin, com apenas 19%, e Skaf, com 12%. Vale dizer: o saldo positivo do tucano é de 31 pontos, e o do peemedebista, de 10. Já o petista tem um saldo negativo de 21 pontos.
A avaliação do governo Alckmin também segue num patamar bastante apreciável. Para 41%, o tucano faz um governo “ótimo ou bom”; consideram-no regular 36% dos ouvidos, e apenas 19% dizem que é ruim ou péssimo. Aprovam o modo como o governador conduz o Estado 56% dos entrevistados, contra 32% que o reprovam — com saldo positivo de 24 pontos nesse quesito.
O PT, parece claro, não vive um bom momento no Estado e na cidade de São Paulo. Já observei aqui algumas vezes e volto ao ponto: os adversários de Alckmin insistem em responsabilizá-lo, por exemplo, pela crise hídrica do Estado. Ora, a afirmação contraria a experiência das pessoas, que sabem que isso não é verdade. Mais: anuncia-se a existência de um racionamento que não existe. As cidades que padecem com a falta sistemática de água não são servidas pela Sabesp.
Alckmin, tudo indica, vai torcer para que seus adversários continuem nessa toada. Se a eleição fosse hoje, ele venceria a disputa com 22 pontos de vantagem sobre a soma de seus adversários: 50% a 28%. Por Reinaldo Azevedo

IBOPE - MARINA SILVA ENCOSTA EM DILMA NO 1º TURNO E VENCIA PETISTA NO 2º COM BOA MARGEM. OU: PROGRAMAS DO PSDB E DO PT SÃO INADEQUADOS À NOVA REALIDADE

Pois é… Se o PSDB e o PT tinham expectativas negativas sobre a pesquisa Ibope, agora que se conhecem os números, diga-se o óbvio: se estiverem certos, superam qualquer pessimismo de tucanos e petistas. Se a eleição fosse hoje, Marina Silva (PSB), com 29%, está apenas um ponto do empate técnico com a petista Dilma Rousseff (34%). O tucano Aécio Neves aparece com 19%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Em relação à pesquisa anterior do instituto, tanto Dilma como Aécio caíram quatro pontos. No levantamento do Ibope de 3 a 6 de agosto, Eduardo Campos aparecia com apenas 9%. Vejam o quadro.

Ibope números
É evidente que a notícia é péssima para o tucano Aécio Neves. A 40 dias da eleição, uma diferença de 10 pontos para Marina Silva não é fácil de ser superada, especialmente porque é ela que surfa na onda da novidade. Dilma, que dava a reeleição como certa, seria derrotada por Marina no segundo turno por 45% a 39%. A diferença está fora da margem de erro. Vejam outro quadro. Volto em seguida.
Ibope segundo turno
Como se pode perceber acima, a má notícia para Dilma não está apenas no percentual maior de Marina: a sua rejeição segue gigantesca. Hoje, nada menos de 36% dizem que não votariam nela de jeito nenhum. Afirmam o mesmo sobre Marina apenas 10%. Contra o tucano, a presidente alcançaria 41%; ele ficaria com 36%. Vejam que coisa: esse não é um mau resultado para Aécio, não. O problema do candidato do PSDB está mesmo no primeiro turno.
A pesquisa e as campanhas
Tanto o horário eleitoral de Aécio como o de Dilma que foram ao ar nesta terça-feira estavam fora do tom, isto é, em dissintonia com a realidade. O programa do PSDB ainda investe na apresentação de Aécio, desconhecido de parcela significativa do eleitorado. O de Dilma exalta as conquistas do PT e, ora vejam, investe contra o PSDB, contra o governo Fernando Henrique Cardoso, etc… Em suma, aquela cascata de sempre.
Aécio Neves dispõe de pouco mais de quatro minutos e, com efeito, essa fase da campanha deveria estar dedicada a apresentá-lo aos eleitores de todo o Brasil. Ocorre que essa era a escolha adequada antes da morte de Campos. Com a entrada de Marina na disputa, a conversa precisa mudar.
Os petistas seguem reféns de uma tara: só sabem fazer campanha contra o PSDB. É Marina quem daria hoje uma surra em Dilma, não Aécio Neves. Num padrão puramente racional, então, o PT deveria torcer para o tucano passar para o segundo turno. Mas não adianta: a petezada tem a sua natureza.
Aécio Neves pode fazer de conta que Marina não existe. Dilma pode fazer de conta que Marina não existe. Ocorre que o eleitorado acha que existe. Se um quer ser presidente e se a outra quer continuar presidente, é preciso fazer muita gente mudar de idéia e mudar o rumo da prosa no horário eleitoral. Por Reinaldo Azevedo

EM MINAS GERAIS, O PETISTA FERNANDO PIMENTEL LIDERA COM 37%

Ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no governo Dilma Rousseff, o economista Fernando Pimentel (PT) concentra 37% das intenções de voto para o governo de Minas Gerais na pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira. Em segundo lugar aparece o candidato do PSDB, Pimenta da Veiga (PSDB), com 23%. Os votos brancos e nulos somam 11%, e 22% dos entrevistados não sabem em quem votar. A pesquisa mostrou que Pimenta da Veiga é o candidato com maior índice de rejeição no eleitorado mineiro. Indagados sobre nome no qual não votaria de jeito nenhum, 14% dos entrevistados apontaram Veiga, que já foi deputado e ministro das Comunicações na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Uma fatia de 11% dos eleitores apontou Pimentel como o candidato em que não votará. Encomendada pela TV Globo, a pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto junto a 1.806 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) sob o número 00069/2014. Conforme a pesquisa, 3% dos eleitores pretendem votar em Tarcísio Delgado, do PSB. Cleide Donária (PCO), Eduardo Ferreira (PSDC), Fidélis Alcântara (PSOL) e Professor Túlio Lops (PCB) obtiveram 1%, cada, das preferências. Entre estes, Fidélis foi o que teve maior rejeição (9%), seguido de Delgado (8%), Cleide Donária e Professor Túlio Lopes (7% cada) e Eduardo Ferreira com 6%. Os que não rejeitam ninguém somam 28%. E os que não sabem ou não responderam somam 36%. No segundo turno, abre-se a distância entre Pimentel e Pimenta da Veiga. O primeiro ficaria com 42% dos votos, conforme a pesquisa Ibope, enquanto o segundo teria 26%. Uma parcela de 11% do eleitorado votará em branco ou anulará, e 21% não sabem.

DADOS DO BANCO CENTRAL MOSTRAM CRÉDITO EM DESACELERAÇÃO NO PAÍS

Alguns dias após o governo anunciar medidas para injetar recursos no mercado para reforçar o crédito, o Banco Central revelou que esse setor realmente anda em franca desaceleração. A projeção oficial para 2014 é de expansão de 12%, mas no acumulado de 12 meses até julho a taxa de crescimento do estoque de financiamentos chegou a 11,4%, num processo mensal de redução, que atingiu o menor patamar dessa série, iniciada em 2007. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, ressaltou que julho é tradicionalmente um mês mais fraco para os empréstimos. Admitiu, porém, que a acomodação também pode estar associada à moderação da atividade. Para ele, o esfriamento das concessões chega a apresentar aspectos benignos para a economia e, se é influenciado pelo ritmo do crescimento, também pode ser um dos motores da atividade doméstica. Atualmente no Brasil, R$ 2,8 trilhões estão girando em operações de financiamento. Daqui a um mês, o Banco Central revisará suas estimativas para o ritmo de alta do crédito este ano e já deu sinais de que, se houver mudança, será para baixo. “As medidas podem diminuir alguma perspectiva de revisão da projeção de crédito”, considerou Maciel. Segundo ele, no entanto, os desdobramentos do pacote do governo já estão dentro do cenário do crédito de evolução esperada pela instituição. “Claro que as medidas têm algum efeito no crédito, mas é impacto moderado, em alguns segmentos”, disse. O principal responsável por esse desaquecimento do mercado, especialmente para pessoas físicas, conforme o técnico, foi o crédito para veículos. E foi justamente para o setor automóveis que o governo focou as medidas para alavancar o financiamento recentemente. Receberão benefícios os bancos que conseguirem ampliar sua carteira de empréstimos para aquisição de carros em pelo menos 20% na comparação com o desempenho do primeiro semestre do ano. Dados preliminares, adiantou Maciel, apontam para um cenário de recuperação em agosto. Ele, no entanto, não apresentou números. Os bancos públicos continuaram a puxar o aumento do estoque de crédito em 2014, ainda que em um ritmo mais brando do que o visto no ano passado. Conforme o Banco Central, houve avanço de 7,9% no ano até julho nesse segmento, para um total de R$ 1,5 trilhão. Nos bancos privados nacionais, o avanço foi de 1,8% no mesmo período, para R$ 919 bilhões. Já nos bancos estrangeiros, houve queda de 1,4% no acumulado do ano, para R$ 416 bilhões.

DILMA, AÉCIO NEVES E PASTOR EVERALDO PERDERAM NA DISPUTA COM MARINA SILVA, QUE SE ELEGERIA FACILMENTE NO SEGUNDO TURNO

A pesquisa Ibope revelada nesta terça-feira mostra que Marina Silva ganharia a eleição presidencial no segundo turno com grande facilidade.
Dilma Roussef, PT – 34%
Marina Silva, PSB - 29%
Aécio Neves, PSDB – 19%
Dilma e Aécio Neves foram sangrados para valer por Marina Silva, porque na pesquisa do mesmo Ibope, do dia 7 de agosto, a presidente contava com 38% das intenções de votos e Aécio Neves aparecia com 23%. Na mesma pesquisa do início do mês, Aécio Neves estava com 23%. Ele perdeu muito menos. O Pastor Everaldo, que tinha 3%, caiu para 1%.
No segundo turno:
Marina, 45%
Dilma, 36%
O salto espetacular de Marina aconteceu sobretudo em função de votos que buscou nos indecisos e nos eleitores que não iam sufragar nome algum. Marina partiu dos 9% de Eduardo Campos para 28%, tudo isto em menos de um mês. O segundo turno, hoje, estaria mais do que garantido e seria disputado entre Dilma e Marina. A pesquisa Datafolha da semana passada, que foi o primeira a incluir a socialista na lista, apresentou números parecidos com os de agora do Ibope:
Dilma, 36%
Marina, 21%
Aécio, 20%

PESQUISA IBOPE APONTA MARINA SILVA ENCOSTANDO EM DILMA E VENCENDO SEGUNDO TURNO

Pesquisa Ibope divulgada na tarde desta terça-feira aponta o crescimento da candidatura de Marina Silva, do PSB, que aparece com 29% das intenções de voto, cinco pontos porcentuais a menos do que a presidente-candidata Dilma Rousseff, que lidera a disputa com 34%. O tucano Aécio Neves marca 19%. Segundo o levantamento, contratado pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo, Pastor Everaldo, do PSC, e Luciana Genro, do PSOL, têm 1% das intenções de voto cada. Os demais concorrentes somam 1%. A sondagem aponta que o 7% do eleitorado pretende votar em branco ou nulo, e 8% estão indecisos. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Foi a primeira pesquisa feita pelo instituto com a presença de Marina Silva, substituta de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no último dia 13. A entrada da ex-senadora mostra um cenário eleitoral completamente diferente: o número de indecisos e dos que declaravam votar em branco ou nulo caiu. Além disso, os números indicam que o segundo turno é uma realidade: os adversários de Dilma somam 51%, ante 34% dela. A simulação de segundo turno entre Marina Silva e Dilma também confirmam um cenário temido pelo PT desde a consolidação da candidatura da ex-senadora. Segundo a pesquisa, Dilma seria derrotada por Marina por 45% a 36%. Contra Aécio, Dilma ganharia por 41% a 35%. A rejeição à presidente-candidata continua sendo a mais alta entre os três primeiros colocados – 36%. Aécio Neves marca metade desse patamar – 18% –, e Marina tem 10%. Foram feitas 2.506 entrevistas em 175 municípios, de 23 a 25 de agosto. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00428/2014.

BLOQUEIO DOS BENS DA PETISTA GRAÇA FOSTER DEVE SER JULGADO NESTA QUARTA-FEIRA NO TCU

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), João Augusto Nardes, confirmou para esta quarta-feira a análise sobre a possibilidade de bloqueio dos bens da presidenta da Petrobras, Graça Foster, no processo que apura irregularidades na compra da Refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos. “Falei hoje com o relator (ministro José Jorge) e ele deve manter o processo (na pauta)”, disse Nardes após reunião no Ministério do Trabalho. Na semana passada, o tribunal adiou a análise sobre o bloqueio dos bens da presidenta da Petrobras. O ministro José Jorge, relator do caso, manteve o voto apresentado no início do mês, pela indisponibilidade, mas retirou o processo da pauta na reunião da última quarta-feira (20). A reportagem informa que a presidenta e o ex-diretor da Área Internacional da empresa Nestor Cerveró doaram imóveis a parentes após o escândalo sobre a compra da refinaria texana. O presidente do TCU lembrou que o julgamento referente à responsabilização de Graça Foster na aquisição da refinaria é sobre US$ 90 milhões dos US$ 792,3 milhões que o tribunal definiu como prejuízos ao patrimônio da Petrobras. “A questão que envolve Graça Foster não é de todo o processo. É de apenas US$ 90 milhões. Os US$ 700 milhões já estão definidos em relação aos demais diretores da Petrobras”, disse Nardes. Sobre a decisão do ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e de outros ex-diretores da estatal, de recorrerem ao plenário do Supremo Tribunal Federal para tentar desbloquear os bens determinado pelo TCU, Nardes mostrou-se confiante com a manutenção do parecer do ministro Gilmar Mendes, que negou recurso aos ex-diretores. “O Supremo já se manifestou com o ministro Gilmar Mendes, referendando a posição do TCU”, frisou.

STF ABSOLVE DEPUTADO FEDERAL EDUARDO CUNHA DA ACUSAÇÃO DE USO DE DOCUMENTO FALSO

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta terça-feira (26) absolver o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da acusação de uso de documento falso. Por unanimidade, os ministros entenderam que não há provas para sustentar a condenação do parlamentar. De acordo com a acusação do Ministério Público Federal, Eduardo Cunha apresentou documento falso para suspender processo em andamento no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro que apurava sua gestão na Companhia Estadual de Habitação do Estado, entre 1999 e 2000. A apresentação de uma certidão de arquivamento de investigações, no Ministério Público Estadual, levou à suspensão do processo no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro. Na defesa apresentada, o advogado Alexandre de Morais alegou que o parlamentar não tinha conhecimento prévio da falsificação, e sustentou que o responsável pela fraude foi o procurador Elio Fischberg. Além disso, afirmou que o parlamentar colaborou com o processo em andamento no Tribunal de Contas, e tinha interesse em que a questão fosse esclarecida. O Ministério Público aceitou a veracidade da certidão. Apesar de dizer que iria, não a contestou”, disse.

CENIPA RECEBE ANÁLISE DAS TURBINAS DO JATINHO DE EDUARDO CAMPOS QUE CAIU EM SANTOS

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já recebeu resultado da análise laboratorial das turbinas do jato Cessna 560XL prefixo PR-AFA, que caiu no dia 13 de agosto em Santos (SP). A análise foi feita por oficina credenciada pelo fabricante e o laudo encaminhado ao Cenipa para que seja analisado em conjunto com outras informações. Segundo a Aeronáutica, o resultado da análise será apresentado no relatório final, após a integração de todos os dados do processo de investigação. Além disso, outras ações estão sendo feitas para apurar as causas do acidente, como a coleta de informações com testemunhas. No acidente, sete pessoas morreram, entre elas o ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República, Eduardo Campos. O Cenipa apura os fatores do acidente para futuramente emitir recomendações e prevenir novos eventos e melhorar a segurança aérea. Como o acidente envolve uma aeronave norte-americana, o Cenipa teve de acionar a National Transportation Safety Board (NTSB), autoridade norte-americana responsável por investigar acidentes aéreos, conforme prevê a Organização Internacional da Aviação Civil.

ENTRA EM VIGOR UM CESSAR-FOGO POR TEMPO INDETERMINADO ENTRE ISRAEL E A ORGANIZAÇÃO TERRORISTA HAMAS

Representantes de Israel e grupos palestinos concordaram com uma proposta de cessar-fogo por tempo indeterminado, que pode significar o fim do conflito em curso na Faixa de Gaza. depois de 50 dias. O acordo deve reduzir, mas não acabar, com as restrições de circulação e comércio em Gaza, retomando em grande parte os termos do pacto de 2012, que acabou com um conflito de oito dias. Israel permitirá que materiais de construção e ajuda humanitária sejam enviados à região, de forma monitorada, para garantir que sejam utilizados apenas com objetivos civis. “Não estamos interessados em permitir que o Hamas reconstrua sua máquina militar”, disse um oficial israelense ao jornal The New York Times. O Egito, intermediador das negociações, anunciou que a trégua teve início às 19 horas locais (13 horas em Brasília). A informação foi confirmada pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Minutos antes, no entanto, pelo menos 15 foguetes foram lançados de Gaza contra o território israelense e um ataque com morteiro matou um israelense em Eshkol e deixou outros seis feridos. Moradores relataram terem ouvido explosões na região de Tel Aviv e o grupo Hamas reivindicou a responsabilidade pelo lançamento de um foguete contra a área. Sirenes alertando sobre ataques continuaram a ser ouvidas no sul de Israel mesmo depois do início do cessar-fogo. Segundo a imprensa israelense, o acordo de cessar-fogo não inclui nenhuma das demandas do grupo terrorista palestino, como a de construção de um porto e um aeroporto em Gaza, a libertação de prisioneiros ou a transferência de recursos para a região. Essas questões devem ser discutidas depois de um mês, se a trégua for respeitada. Também neste período, Israel vai insistir na desmilitarização da Faixa de Gaza. A ministra da Justiça, Tzipi Livni, disse que “nenhuma conquista política significativa foi garantida ao Hamas, que é uma organização terrorista que não aceita nossa existência”. Acrescentou que o fim da operação militar israelense deve fazer parte de um “acordo mais amplo com os que buscam a paz”, segundo informação do jornal Haaretz. Para Israel, o fim das restrições de circulação na região significaria caminho livre para os terroristas terem acesso a armamentos do exterior. Durante o atual conflito, o Hamas havia colocado o fim do bloqueio como condição para respeitar um cessar-fogo. Porém, nos últimos dias, Israel intensificou os ataques a Gaza, derrubando arranha-céus com escritórios, apartamentos e lojas. Mesmo sem ter suas demandas atendidas, o Hamas aproveitou para fazer propaganda e falar em “vitória” sobre Israel. O negociador do grupo nas conversas intermediadas pelo Egito, Moussa Abu Marzouk, afirmou que o acordo “encarna a resistência de nosso povo e é uma vitória para a resistência”. Um porta-voz em Gaza alegou que o Hamas impôs um “bloqueio aéreo” em Israel, em referência àsuspensão de vôos para o aeroporto Ben Gurion anunciada por várias companhias aéreas internacionais durante dois dias no mês passado. Disse ainda que israelenses que moram perto de Gaza e tiveram de deixar suas casas só podem voltar porque o grupo terrorista permitiu. Assim que o cessar-fogo entrou em vigor, milhares de pessoas foram às ruas em Gaza em resposta a mensagens de texto enviadas pelo Hamas pedindo que a ‘vitória’ do grupo fosse celebrada. Israel iniciou no dia 8 de julho uma operação para conter o lançamento de foguetes contra seu território. Desde então, mais de 2.100 pessoas foram mortas do lado palestino, a maioria civis. Do lado israelense, 64 soldados e cinco civis foram mortos, incluindo a vítima desta terça-feira. O governo americano declarou seu apoio ao acordo. “Esperamos muito que esse cessar-fogo seja durável e sustentável e coloque um fim aos ataques de foguete e morteiros e ajude a alcançar um fim duradouro ao conflito em Gaza”, anunciou o secretário de Estado americano, John Kerry, em comunicado.

VEREADOR DO PT ACUSADO DE MATAR TORCEDOR DO PALMEIRAS É PRESO

Raimundo César Faustino, vereador de Francisco Morato (PT) e membro da Gaviões da Fiel, foi preso na tarde desta terça-feira (26), em Francisco Morato, na grande São Paulo, pelos policias da delegacia seccional de Franco da Rocha. Ele é acusado de ligação com a morte do torcedor palmeirense Gilberto Torres Pereira. Pereira, de 31, foi agredido na cabeça durante briga entre torcedores ligados à Mancha Alviverde, do Palmeiras, e à Gaviões de Fiel, do Corinthians, no domingo (17), em frente à estação Franco da Rocha da CPTM. Sofreu traumatismo craniano e morreu na madrugada de quarta para quinta. Segundo a Polícia Militar, Faustino - conhecido como Capá - fugiu do local da briga e, por isso, não foi detido em flagrante. Mas foi indiciado por crimes de homicídio, rixa qualificada e lesão corporal. Ele havia prestado depoimento na segunda-feira (18) e sido liberado. A Justiça decretou prisão preventiva de Faustino. Ele foi capturado em uma de suas residências em Francisco Morato pelos policias da delegacia de Franco da Rocha, às 15 horas. Por unanimidade, a cúpula do PT paulista aprovou na última segunda-feira (25) a suspensão de Faustino dos quadros do partido por 60 dias. A decisão também foi aplicada aos filiados Leonardo Gomes dos Santos e Gentil Chaves Siani, igualmente investigados por envolvimento na briga que provocou a morte de Pereira. A Executiva estadual do PT decidiu encaminhar o caso para análise da Comissão de Ética que terá 60 dias para apresentar um relatório sobre o futuro político do vereador. Segundo petistas, caso a Justiça determine a prisão de Faustino, ele deve ser expulso do PT. Se isso ocorrer, ele não poderá tentar a eleição em outubro. Na reunião do partido, Faustino, conhecido como Capá, negou que estivesse no local durante a briga. Ele manteve sua versão de que foi chamado ao local após a confusão. Outras seis pessoas -dois corintianos e quatro palmeirenses- foram detidas em flagrante. Os palmeirenses responderão em liberdade. É isso aí, o PT está minado, #13MATA

ARGENTINA APLICA MEDIDA DE RETALIAÇÃO A BANCO AMERICANO

A Argentina revogou a autorização legal para que o Bank of New York Mellon opere em seu território, após a instituição financeira acatar decisão da corte norte-americana de não pagar parte de seus credores internacionais, situação que levou o país ao calote. "A Superintendência de Entidades Financeiras e Cambiais (do Banco Central) revogou a autorização para a representação do banco na República Argentina", disse nesta terça-feira o chefe de Gabinete de Ministros, Jorge Capitanich. O Banco Central da Argentina informou que revogou a representação legal da instituição porque ela não cumpriu uma série de requerimentos técnicos para operar no país. Uma fonte da entidade, entretanto, afirmou que a revogação não impedirá de transferir para o Exterior os 539 milhões de dólares que a Argentina depositou em suas contas locais para o pagamento do vencimento de um bônus aos credores. A medida foi tomada na esteira da discussão sobre um projeto de lei, enviado pela presidente peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner, que prevê que o Banco de la Nación Argentina substitua o banco como agente de pagamento dos títulos argentinos reestruturados sobre leis estrangeiras. A instituição se negou a finalizar em julho o pagamento dos juros de um bônus aos credores, após o juiz norte-americano Thomas Griesa determinar o cumprimento das obrigações da Argentina com os fundos de hedge que não aceitaram a reestruturação da dívida em 2002. A Argentina, por sua vez, não aceitou a decisão de pagar 1,33 bilhão de dólares mais juros aos chamados "fundos abutres". O país acusou o Bony de não ter cumprido com seu dever de agente de pagamento e ameaçou processá-lo.

AÉCIO NEVES PROMETE PROGRAMA PARA JOVENS QUE VOLTEM A ESTUDAR

Na sétima agenda no Rio de Janeiro desde o início da campanha – o Estado é seu segundo destino preferido depois de São Paulo –, o candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, anunciou nesta terça-feira a intenção de criar um novo programa social para a área de educação, batizado de "Mutirão de Oportunidades". A proposta é criar uma espécie de bolsa de estudos, no valor de um salário mínimo, para jovens de 18 a 29 anos que voltem a estudar depois de ter abandonado o ensino fundamental ou o ensino médio. Aécio Neves informou que os recursos para o programa sairão dos royalties do petróleo na camada pré-sal e do Plano Nacional de Educação (PNE), pelo qual a União terá de aplicar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação até 2024. "O trabalho desses jovens vai ser estudar. Espero que em até dez anos possamos atingir o contingente de 20 milhões de jovens. Vai começar nas regiões de maior vulnerabilidade social", disse.

NA SEMANA DO PIB, A PALAVRA É RECESSÃO

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deve ser divulgado na sexta-feira, em meio a um cenário de pessimismo, de certa forma, inédito. Não que a economia brasileira nunca tenha passado por percalços — longe disso — mas, pela primeira vez desde a estabilização econômica, há a expectativa de recessão por razões majoritariamente domésticas. Não há uma turbulência desestabilizando os emergentes, como foi o caso das crises do México, da Rússia ou dos Tigres Asiáticos, nos anos 1990; os Estados Unidos mostram recuperação cada vez mais consistente; e os países europeus já atravessaram o pior de sua crise fiscal, que teve seu ápice em 2011. A China passa por mudanças em seu modelo econômico que continuam lhe garantindo crescimento de 7% e não são suficientes para colocar em perigo o resto do mundo. Apesar disso, no Brasil, a expectativa é de crescimento próximo de zero, com cada vez mais analistas aderindo à possibilidade de recessão. A economia brasileira tem se comportado como um doente acometido por várias pequenas infecções, umas graves, outras menos, e que, por falta de tratamento adequado, caminha para uma falência múltipla. O governo vem atribuindo o cenário ruim ao mercado externo e tem desferido críticas públicas aos analistas que dizem o contrário, conforme mostra o episódio lamentável com o banco Santander. Tal incapacidade em reconhecer a má condução da economia apenas acentua a descrença de investidores e empresários no Brasil. Eles pararam suas máquinas e congelaram decisões de investimento no aguardo por dias melhores. Resultado da pouca confiança do setor privado no País é que a projeção para a taxa de investimento da economia em 2014, medida pela Formação Bruta de Capital Fixo, mostra queda de 2,4% na comparação com o ano anterior. Os investimentos só devem ser destravados após o pleito eleitoral. Aécio Neves, do PSDB, mantém-se como favorito do mercado, seguido por Marina Silva, que tem demonstrado ao menos a intenção de montar uma equipe disposta a recuperar o tripé econômico. Já a presidente Dilma parece continuar vivendo no mundo de faz de conta. Em entrevista ao Jornal Nacional na última semana, como candidata à reeleição, afirmou que os indicadores antecedentes da economia apontavam uma recuperação do PIB no segundo semestre. Tais índices são compostos pela produção de indústrias de embalagens e papelão, e que apontam a tendência das encomendas da indústria. Já nesta segunda-feira, Dilma voltou atrás e disse a jornalistas em Brasília que não tem "expectativa" quanto aos novos dados do PIB. "Não faço estimativa prévia, não. Nunca fiz expectativa. Não force a barra", desconversou a presidente. Os números, contudo, mostram o contrário do que a presidente quer acreditar. O País já está, sim, em recessão técnica, segundo o monitor do PIB do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). O levantamento, divulgado na segunda-feira, acompanha os mesmos indicadores econômicos que o IBGE e aponta que a riqueza gerada no país recuou 0,45% no segundo trimestre deste ano, após ter diminuído 0,12% nos primeiros três meses de 2014. Outros indicadores mostram diagnóstico similar. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, recuou 1,2% no segundo trimestre ante o primeiro e permaneceu praticamente inalterado, com avanço de apenas 0,08%, no acumulado do ano. Já a produção industrial caiu 6,9% em junho ante igual período do ano anterior, consolidando o quarto mês consecutivo de queda e o pior resultado desde setembro de 2009, quando o indicador recuou 7,4%. No acumulado do ano, houve retração de 2,6%. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) no Brasil teve variação negativa de 3,2% em julho ante junho, para 84,4 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Trata-se do menor nível desde abril de 2009, quando o indicador atingiu 82,2 pontos. Já as vendas no varejo caíram 0,7% em junho ante maio, afirmou o IBGE. Em 12 meses, a alta é de 4,9%, número bem distante das variações de dois dígitos que costumavam ser registradas até 2012. Diante de tantas variáveis, o diagnóstico feito por especialistas é ruim — e realista. A deterioração do cenário econômico entre abril e junho pode contribuir para que o desempenho da economia brasileira entre janeiro e março seja revisado para patamares negativos. Caso, além da revisão, o resultado do segundo trimestre também venha no vermelho, como apontam alguns analistas, configura-se recessão técnica. A economia brasileira expandiu somente 0,2% no primeiro trimestre 2014 na comparação com os três últimos meses de 2013. "Com a economia paralisada desde o segundo trimestre do ano passado, acho inevitável falar em recessão. Temos certeza de que o resultado do PIB será negativo, e uma desaceleração intensa pode acabar puxando o resultado do trimestre anterior para baixo. Com uma expansão próxima de zero, há grandes chances de ser confirmada a retração no primeiro trimestre", afirma o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. "Temos uma economia que está há quatro anos em profunda desaceleração, desde o pico de crescimento em 2010, fragilizada por questões domésticas. O ponto é que tivemos um governo muito intervencionista nos últimos anos, que protagonizou uma queda de braço com o setor privado. Investidores sentiram-se desmotivados, esperando a situação melhorar", completa. Ainda que a expectativa ruim não tenha oficialmente se convertido em recessão, pelo menos não até a próxima sexta-feira, já existe o clima recessivo — que é tão nocivo quanto. "É como se o mercado enxergasse, na prática, um clima de recessão econômica. Precisamos de um governo que crie um novo ciclo de reformas que reduza o custo Brasil e aumente a taxa de investimento”, diz o economista-chefe da INVX Global Partners, Eduardo Velho. Segundo Velho, caso nenhum dos candidatos de oposição vença, a única forma de tentar dissipar a atmosfera de descrença é uma mudança brutal na equipe econômica petista — algo pouco provável, diante da própria incapacidade dos gestores em questão de reconhecer a lambança feita no país. “A convocação de profissionais pró-mercado e sensíveis às necessidades de ajustes para elevar a produtividade poderá trazer efeitos positivos para a economia brasileira", diz. Estimativas do relatório Focus do Banco Central apontam para um crescimento de apenas 0,70% em 2014. O economista-chefe do Santander, Maurício Molan, confirma que, diferentemente de 2008, quando houve a crise financeira, o atual período de estagnação econômica é explicado por razões internas. “Os motivos da recessão de 2008 foram totalmente externos. Desta vez, estamos vendo um desempenho mais fraco e uma falta de confiança na economia por fatores predominantemente domésticos, como inflação próxima do teto da meta, falta de controle das contas públicas e elevados custos de produção". A previsão para o próximo ano é de que a economia se mantenha fraca, pressiona pela necessidade de reajustes na política fiscal. Economistas apontam para expansão de 1,2% em 2015. "A previsão para 2015 é de baixo crescimento econômico, dada a necessidade de reajuste fiscal. Os reajustes contribuirão para uma menor expansão da economia, já que o governo será obrigado a cortar gastos e investimentos", afirma o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. De acordo com Rostagno, o mercado de trabalho deverá sofrer os impactos da contração econômica a partir do ano que vem: “O mercado de trabalho passará a refletir o ambiente de baixo crescimento econômico e inflação alta. A expectativa é de que ano que vem o mercado de trabalho comece a dar sinais mais consistentes de enfraquecimento com a deterioração do cenário econômico".

FICA DRAMÁTICO LOBBY PARA FORÇAR A PETROBRAS NA AJUDA AO GRUPO BRASKEM, QUE AMEAÇA FECHAR O PÓLO DE TRIUNFO

Aumentou muito nas últimas horas o lobby do grupo Braskem para forçar a Petrobrás a renovar em bases mais favoráveis o contrato de fornecimento de nafta para seus  pólos ´petroquímicos de SP, Bahia e RS. O contrato atual, que é um aditivo ao acerto encerrado em fevereiro, vencerá neste final de semana e se não for renovado, a falta do principal insumo de todos eles impedirá que prossigam suas operações. O contrato atual é de US$ 6 bilhões/ano. Ele poderá ser prorrogado novamente, para vencimento que ultrapasse as eleições. O que acontece é que a Petrobrás quer cobrar os preços que passou a pagar pela nafta importada que redireciona para a Braskem, mas o grupo baiano alega que a estatal somente começou a importar nafta depois que passou a usar o produto nacional para produzir gasolina, atendendo a maior demanda, decorrente em grande parte do represamento dos preços do combustível, já que o governo não admite qualquer aumento antes das eleições. No primeiro semestre, as compras externas de nafta cresceram 15,23%, somando US$ 2,5 bilhões. Isto significa que o contrato anual de US$ 6 bilhões poderia crescer pelo menos US$ 2 bilhões. No Rio Grande do Sul, a Braskem ameaça fechar o Pólo de Triunfo, o que causa temor e espanto ao governo estadual e também à Fiergs, levando ambos a apelar diretamente para a presidente Dilma Roussef. A carta ao lado é da Fiergs. Ela foi divulgada exatamente para pressionar o governo a assumir ele mesmo os prejuízos. A Abiquim prefere que a Petrobrás aumente o preço da gasolina, poupando a Braskem e punindo os consumidores em geral. No Rio Grande do Sul, governo e Fiergs não vão tão longe na transparência, mas o fato é que alguém terá que pagar a conta enfrentada pela Petrobrás. No caso de paralisação do Pólo de Triunfo, as resinas produzidas ali saem para 1,3 mil companhias industriais, que empregam 30,5 mil trabalhadores. O imbroglio também já afeta as intenções do grupo polonês Synthos, que quer investir R$ 380 milhões no RS, mas que precisa dos insumos de Triunfo. (Políbio Braga)

INSTITUTO VERITÁ DÁ MARINA SILVA NA FRENTE EM BRASÍLIA

Marina Silva, PSB - 43,8%
Dilma Roussef, PT - 26,6%
Aécio Neves, PSDB - 25,8%
Governador
José Roberto Arruda, PR - 44,5% (pode ser definitivamente cassado a qualquer momento)
Rodrigo Rollemberg, PSB - 23,2%
Agnelo Queiroz, PT - 22,9% (atual governador)

QUEM CONHECE AVIAÇÃO FAZ AS CONTAS DO CUSTO DO AVIÃO SEM DONO DO PSB

Gonçalo Osório, leitor do blog, que conhece aviação, faz as contas do custo do avião sem dono do PSB. Leiam:

“Para sua informação: esse avião, quando voava para a área de São Paulo, ficava “hangarado” no Japi Aeronaves, no aeroporto de Jundiaí. O aluguel mensal de espaço para um avião desse porte, nesse aeroporto, é de cerca de 15 mil por mês, mas talvez só pagasse fração. Quando pousava em Congonhas e outros aeroportos maiores, como Pampulha, Brasília, Recife, Santos Dumont etc, esse avião era servido pela Líder, que presta serviços como coordenação de abastecimento, plano de voo, catering, reboque etc (conhecido pela sigla, em inglês, FBO: Forward Based Operator). O “atendimento” de aeronaves pequenas pela Líder custa, no mínimo, R$ 500 por vez. Para um jato executivo midsize, como o Excel, calcula-se o triplo pelo menos, dependendo do contrato com a Líder.
Os sites especializados americanos dão o custo/hora de um avião como aquele na base dos US$ 1.500 — o que é muito mais barato do que no Brasil, considerando-se ainda tripulação, hangaragem, seguro (que a Andrade pagou, mas só o obrigatório…) e o combustível, que, lá, é mais barato que aqui.
No Brasil, um avião como aquele que conduzia Eduardo Campos deve voar por uns US$ 3 mil a US$ 4 mil a hora, no mínimo. O normal é uma campanha voar umas 40 horas por mês (é bastante). Continha simples, por baixo: o custo desse avião é da ordem de US$ 120 mil por mês, mais a parcela do leasing, que era, se não me falha a memória (li em algum lugar), em torno dos US$ 70 mil mensais. Pode-se assumir uns US$ 200 mil dólares por mês de campanha. Resta a pergunta: com que caixa? O um ou o dois?” Por Reinaldo Azevedo

NOTA DO PSB É UMA ADMISSÃO OBLÍQUA DE CRIME ELEITORAL

O PSB prometeu explicar nesta terça-feira o imbróglio do avião. Não explica nada e, na prática, admite caixa dois. Não é verdade que a prestação de contas só deveria ser feita ao fim da campanha. Leiam o primor:
"O Partido Socialista Brasileiro esclarece: A aeronave de prefixo PR-AFA, em cujo acidente faleceu seu presidente, Eduardo Henrique Aciolly Campos, nosso candidato à presidência da República, teve seu uso — de conhecimento público — autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira. Nos termos facultados pela legislação eleitoral, e considerando o pressuposto óbvio de que seu uso teria continuidade até o final da campanha, pretendia-se proceder à contabilização ao término da campanha eleitoral, quando, conhecida a soma das horas voadas, seria emitido o recibo eleitoral, total e final. A tragédia, com o falecimento, inclusive, de assessores, impôs conhecidas alterações tanto na direção partidária quanto na estrutura e comando da campanha, donde as dificuldades enfrentadas no levantamento de todas as informações que são devidas aos nossos militantes e à sociedade brasileira. Brasília, 6 de agosto de 2014 - Roberto Amaral, presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro". Por Reinaldo Azevedo

ANEEL APROVA REAJUSTES PARA CLIENTES DO PIAUI, ALAGOAS E MARANHÃO

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira a aplicação de reajustes médios de 25,81% nas tarifas da distribuidora da Eletrobras no Piauí, a Cepisa, e de 32,36% nas tarifas da Eletrobras Distribuição Alagoas. A Aneel ainda aprovou um reajuste médio de 24,12% nas tarifas da distribuidora maranhense Cemar, do grupo Equatorial Energia. As novas tarifas entram em vigor a partir do dia 28 de agosto nos três Estados. Para os clientes de alta tensão do Piauí, como as indústrias, o aumento será de 29,14%, enquanto para as residências, que recebem a energia em baixa tensão, a acréscimo será de 24,93%. Já em Alagoas, os clientes de alta tensão terão aumento de 37,08%, enquanto as residências terão reajuste de 30,02%. No Maranhão, as tarifas de alta tensão subirão 24,16%, enquanto as residências pagarão 24,11% a mais. Na última terça-feira, a Aneel, aprovou o reajuste tarifário anual da Companhia Energética de Brasília (CEB), com aumento médio de 18,88% nas contas de luz para 960 mil de unidades consumidoras no Distrito Federal, que vale a partir desta terça-feira. Ainda na semana passada, a agência aprovou o reajuste tarifário anual da Elektro, com aumento médio de 37,78% nas contas de luz para 2,4 milhões de unidades consumidoras dos estados de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. No começo do mês, a agência ainda aprovou reajustes da ordem de 30% para três distribuidoras de Santa Catarina: Empresa Força e Luz João Cesa, Empresa Força e Luz Urussanga e Cooperativa Aliança. No início do mês, o diretor-geral da Aneel, Romeu Donizete Rufino, disse, após se encontrar com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, que os reajustes nas tarifas não vão ocorrer como as empresas desejam. "O reajuste tarifário é tratado de maneira exaustiva. O que importa não é o que as distribuidoras pedem. A Aneel vai avaliar os pedidos e vai dizer de quanto será", disse. (Veja)

IBOPE NO PARANÁ APONTA MARINA SILVA NA FRENTE, DILMA EM SEGUNDO, AÉCIO EM TERCEIRO

Pesquisa Ibope, contratada pela RPC TV, afiliada da Rede Globo no Paraná, mostra Marina Silva (PSB), Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) em situação de empate técnico no Estado. Marina Silvac aparece com 29% das intenções de voto, Dilma com 28%, e Aécio Neves tem 24%. A margem de erro da pesquisa, a primeira feita pelo instituto no Estado depois do registro das candidaturas, é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. Pastor Everaldo, do PSC, tem 2%. Os sete demais candidatos, juntos, marcam 2%. Brancos e nulos somam 8%. Outros 8% não responderam à sondagem. Foram ouvidos 1.008 eleitores em 59 municípios do estado entre os dias 21 e 25 de agosto. O registro na Justiça Eleitoral é BR-00411/2014.

TERRORISTAS JIHADISTAS ISLÃMICOS QUEREM MATAR O PAPA FRANCISCO

O papa Francisco está na mira do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), reporta nesta segunda-feira o jornal Il Tempo, citando fontes do serviço secreto italiano. Segundo o jornal, o papa é apontado pelos jihadistas como “portador de falsas verdades” e pode ser vítima de um atentado. Até o momento, o Vaticano não se pronunciou sobre esta possível ameaça ao sumo pontífice. "O grupo fundamentalista Estado Islâmico, liderado por Abu Bakr Al-Baghdadi, tenta elevar o nível do confronto golpeando a Europa e a Itália", relata o jornal Il Tempo. O texto também afirma que fontes israelenses acreditam que o papa seja um potencial alvo dos jihadistas sunitas. “A Itália é um trampolim para os radicais islâmicos”, afirma Mario Mori, diretor do Serviço de Informações Civis, um órgão de inteligência do governo italiano. Mori crê que os jovens aliciados pelo Estado Islâmico formam a “base para a distribuição de jihadistas no Ocidente". Pelo menos 50 jovens italianos foram para a Síria e o Iraque se juntar aos jihadistas sunitas do Estados Islâmico. A Itália, assim como outros países europeus, consideram esses jovens como um enorme risco, pois, como eles têm passaporte legal de um membro da União Européia, eles passam pelos controles alfandegários nos aeroportos com muita facilidade. Uma vez em território europeu, os jovens poderiam formar células terroristas e planejar atentados dentro de países ocidentais. Desde que o papa Francisco assumiu o comando da Igreja Católica, em março de 2013, o Vaticano tem ampliado as medidas para prevenir o terrorismo. A segurança da santa Sé recrutou vários especialistas em inteligência e trabalha em colaboração com os serviços secretos de vários países, relata o jornal. Ghaffar Hussain, diretor-gerente da Quilliam Foundation, organização britânica que atua contra o extremismo religioso, disse que é "quase inevitável" que os jihadistas europeus atuando na Síria e no Iraque voltem para planejar ataques terroristas na Europa. "É preocupante que as pessoas nascidas e criadas na Grã-Bretanha, que foram para a mesma escola que nós, podem ter sido doutrinadas a ponto de justificarem o estupro de mulheres e decapitações", disse ele. Quatro muçulmanos britânicos – dois dos quais tinham passado um período em campos de treinamento da Al Qaeda no Paquistão – mataram 52 pessoas em ataques suicidas no metrô e em um ônibus de Londres, em julho de 2005. Em sua estratégia de expansão, o Estado Islâmico usa como arma de propaganda a barbárie, por meio de decaptações, crucificações e execuções sumárias. Com isso, aterroriza os inimigos, garante a obediência das populações das cidades conquistadas e atrai desajustados do mundo todo. No final de junho, o Estado Islâmico proclamou um califado em parte do território do Iraque e da Síria sob seu controle. Em suas fileiras lutam cerca de 12.000 combatentes estrangeiros, apontam especialistas. A maioria dos jihadistas estrangeiros que foram para a Síria e Iraque nestes três anos e meio de conflito são oriundos, principalmente, da Tunísia, Arábia Saudita e Marrocos, mas também de países ocidentais como Grã-Bretanha, Austrália, Itália e França e outros.

PMDB SEU CANDIDATO PAULO SKAF DE CONVITE PARA COMÍCIO DA PETISTA DILMA ROUSSEFF EM SÃO PAULO

O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, ficou de fora do convite que o partido distribuiu para o comício da presidente-candidata Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer no sábado, em Jales, interior do Estado. O “encontro estadual do PMDB” na pequena cidade é uma articulação direta de Temer para alavancar a candidatura de Dilma, que enfrenta 47% de rejeição no eleitorado paulista. A resistência de Skaf a se associar a Dilma causa conflito no partido – ele também esconde a sigla PMDB em seu programa de TV e não cedeu cargos de comando da campanha a dirigentes e parlamentares do diretório paulista. Skaf diz “não estará no palanque do PT, nem o PT estará em seu palanque”, mas admitiu nesta segunda-feira que “vai se esforçar para dar uma passadinha” no comício de Dilma: “Se eu for, será uma passada meio rápida porque tenho intenção de ir também na Festa do Peão de Barretos”. Temer, que deu a legenda a Skaf mesmo contra a vontade de setores do partido na capital paulista, faz intensa pressão para que ele suba no palanque montado para Dilma encontrar prefeitos do interior. Se não aparecer, Skaf corre o risco de “perder o PMDB”, segundo o próprio vice-presidente.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ESTADÃO ANTECIPA RESULTADO DE PESQUISA IBOPE E DIZ QUE MARINA SILVA SURFA "ONDA DE PROPORÇÕES HAVAIANAS"

Há data e hora marcados para todo mundo ficar sabendo o que a turma diferenciada já vislumbrou desde suas coberturas: a candidatura de Marina Silva (PSB) está surfando uma onda de opinião pública de proporções havaianas. Será nesta terça-feira, às 18 horas, quanto o Estadao.com divulgar a pesquisa Ibope que está em campo. O que ninguém sabe é quão longe a onda vai chegar. Por força da legislação eleitoral, o eleitor indiferenciado só tem acesso às pesquisas registradas pelos institutos. A divulgação dos números de pesquisas não registradas e das sondagens telefônicas diárias é punível com multa alta pela Justiça eleitoral - para jornal, jornalista e instituto. A lei provocou um oligopólio informativo dos mais excludentes. Uma quantidade anormal de pesquisas foi encomendada mas não divulgada desde a morte de Eduardo Campos e a assunção de Marina Silva. Só candidatos, partidos e operadores do mercado financeiro já conhecem os resultados - e estão assombrados. As mudanças são diárias e na mesma direção. Indicam uma tendência que vai além do impacto emocional provocado pela morte de Eduardo Campos e de seus auxiliares. A tragédia foi o despertador do público para a eleição, mas não só. Também catalisou um sentimento difuso de insatisfação com a política, com a polarização PT x PSDB.

PSDB QUER SABER POR QUE O MINISTRO PETISTA DA JUSTIÇA ABAFOU DEPOIMENTO DE MARCOS VALÉRIO QUE RESSUSCITA O CASO CELSO DANIEL

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antônio Imbassahy (BA), vai pedir explicações ao ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, sobre as providências adotadas pelo órgão após depoimento de 2012 do empresário Marcos Valério, condenado no processo do Mensalão do PT. Na ocasião, Marcos Valério afirmou que dirigentes do PT pediram a ele R$ 6 milhões que seriam destinados ao empresário Ronan Maria Pinto. Segundo o depoimento de Marcos Valério, em 2012, o dinheiro serviria para encerrar suposta chantagem sobre o ex-presidente e alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar), o então secretário da Presidência, Gilberto Carvalho, e o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Por meio de nota, o PSDB informou que pedirá requerimento de informações, dia 25, por meio da Lei de Acesso à Informação, questionando detalhes sobre as medidas adotadas após a denúncia.