segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Olívio Dutra, o fundador do PT no Rio Grande do Sul, não reconhece filhos uruguaios

Ines Graciela com seus filhos Ana Ines Abelenda Buzo e Rodrigo Alberto Abelenda Buzo
Videversus recebeu documentos, testemunhos e fotos sobre o não reconhecimento de paternidade do petista gaúcho Olívio Dutra, fundador do partido no Rio Grande do Sul, de dois filhos uruguaios, nascidos em Porto Alegre no início da década de 80, cuja mãe é uma ex-militante tupamara. Ana Ines Abelenda Buzo nasceu no dia 5 de abril de 1983, filha da tupamara Ines Graciela Abelenda Buzo, que a registrou somente no dia 25 de abril, no cartório de registros civis da 4ª Zona de Porto Alegre, localizado na Avenida Oswaldo Aranha, no bairro Bonfim. A criança era filha dela com Olívio Dutra.
Ines Graciela, a mãe das crianças 
IA uruguaia Ines Graciela Abelenda Buzo chegou com nome falso a Porto Alegre em 1982. Era militante do  Partido de La Voluntad Del Pueblo (tupamaros) e veio suibstituir a Lilian Celiberti, que foi sequestrada pelo DOPS gaúcho em 1979. Sua tarefa era a de dar instrução revolucionária a sindicalistas. Ines Graciela também dava aulas particulares de inglês e, desta forma, conheceu e aproximou-se de Olívio Dutra, então presidente do Sindicato dos Bancários/RS.  Os dois iniciaram um relacionamento ardoroso. Os dois se conheceram e tiveram um intenso romance quando Ines Graciela, como militante dos Tupamaros, dava curso de formação política para sindicalistas brasileiros. Quando Ana Ines Abelenda Buzo foi concebida, no início de julho de 1982, Olívio Dutra já estava em campanha eleitoral para o governo do Estado do Rio Grande do Sul pelo PT. No dia da eleição ela já tinha de cinco para seis meses de gravidez.  Para registrar a filha, Ines apresentou-se à Policia Federal com sua identidade uruguaia verdadeira e solicitou que fosse regularizada sua situação do Brasil , já que tinha uma filha brasileira. Com a regularização, levou a filha a um cartório e a registrou. Após essa gestação, Ines Graciela engravidou novamente de Olívio Dutra, provavelmente em dezembro de 1983. O segundo filho, um menino, nasceu no dia 9 de outubro de 1984. Rodrigo Alberto Abelenda Buzo foi registrado novamente de maneira solitária por sua mãe Ines Graciela no dia 18 de outubro de 1984. Ele leva o nome (Alberto) de seu avô materno. Ambos, ele e a irmã, têm suas certidões de nascimento com o espaço vazio na área reservada ao nome do pai. Veja as certidões e confira https://docs.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUTG9ESUVjXzJWLTg/edit .
Ana Ines, a primogênita
Ainda no ano de 1984 começou o período de redemocratização do Uruguai, saindo da ditadura militar. O poder retornou aos civis em 1985. Ines Graciela Abelenda Buzo resolveu retornar ao Uruguai. Para fazer isso, ela foi junto com amigos ao consulado uruguaio em Porto Alegre, onde solicitou carteiras de identidade para seus dois filhos, para reconhecimento dos dois como uruguaios. Obtidos esses documentos, o pai de Ines Graciela, Alberto Abelenda, veio a Porto Alegre em seu carro, um Chevette, e buscou sua filha e os dois netos. Ainda em 1986, Olívio Dutra voltou a concorrer a um mandato e se elegeu deputado federal constituinte. Em 1988, concorreu e se elegeu prefeito de Porto Alegre. No tempo em que esteve na prefeitura, recebia periodicamente a visita de mensaleiros tupamaros do Partido de la Voluntad del Pueblo que vinham a Porto Alegre e o procuravam em seu gabinete, para trazer notícias das crianças e fotos das mesmas. Hoje, Ana Ines Abelenda Buzo é Coordenadora do Programa de Economia, Justiça e Financiamento para os Direitos das Mulheres da AWID (Associação para o Direito das Mulheres em Desenvolvimento). Ana tem seis anos de experiência no trabalho com movimentos da sociedade civil no Instituto do Terceiro Mundo (ITeM) sediado no Uruguai. Inicialmente, exerceu a função de editora do portal Choike.org, cobrindo temas relacionados ao financiamento, desenvolvimento e direitos humanos das mulheres. Mais recentemente,passou a atuar no Secretariado do Observatório Social Internacional, como membro da equipe de Advocacia e Networking. Seu ativismo a fez colaborar com vários movimentos feministas da América Latina, tanto no treinamento de ativistas como na elaboração de artigos sobre os direitos das mulheres. Teve,
Os irmãos Abelenda Buzo, à esquerda; Ana Ines está ajoelhada
inclusive, trabalho publicado na Conferência Pequim+15, realizada em Nova Iorque. Atualmente, está concluindo seu mestrado em Relações Internacionais na Universidade da República do Uruguai. É uma grande ironia que seja uma defensora e ativista na área de desenvolvidos da defesa dos direitos da mulher, porque até hoje não tem um dos seus direitos primários, o reconhecimento de sua paternidade, de sua origem, de sua história pessoal. O irmão de Ines, Rodrigo Alberto Abelenda Buzo, estuda na Universidade Nacional do Uruguai, em Montevidéu, onde ela também se formou. A mãe, Ines Graciela, trabalha em uma escola particular no bucólico e sofisticado bairro de Carrasco, em Montevidéu. A escola é vinculada à “Christian Brothers”. É de uma ordem católica irlandesa criada dor Edmund Rice, aprovada pelo Papa nos anos 1800. Chama-se Congregação dos Irmãos Cristãos, os “Christian Brothers”, e tem escolas nos cinco continentes. A foto dela nesta reportagem é recente, de 2013, quando ela fez uma viagem à India. Já o político petista gaúcho Olívio Dutra sempre manteve silêncio sobre esta história, a existência dos filhos sem reconhecimento de paternidade, embora o assunto não seja nenhum segredo para alguns petistas. Nos últimos anos, com
Ana Ines, quando pequena
a sua mania particular de construir uma biografia como sendo o grande Catão dos bons costumes na política e na vida petista, com sua obsessão orgulhosa em ostentar pobreza e costumes espartanos, Olivio Dutra amealhou uma rede de inimizades no mundo petista, tanto no plano nacional quanto no regional. Desagradou toda a alta direção nacional do PT e suas correntes majoritárias, dizendo em repetidas entrevistas que os bandidos petistas deveriam ir para a cadeia, chegando mesmo a se referir diretamente ao ex-presidente do partido, José Dirceu. Chegou inclusive a despertar uma manifestação expressa do deputado federal André Vargas, um dos desancados por ele, o qual retrucou dizendo que os companheiros tinham sido chamados a defendê-lo quando ele foi acusado de associação com a bandidagem da jogatina durante o seu governo no Rio Grande do Sul. O petista André Vargas fez questão de deixar clara a ingratidão de Olívio Dutra. Também no Estado ele atingiu companheiros do partido, como o deputado estadual Adão Villaverde, muito ligado ao governador Tarso Genro. Villaverde foi o coordenador de campanha de Tarso Genro à prefeitura de Porto Alegre. Durante esse período, tinha como local de comando da campanha um escritório pertencente ao argentino Cesar de la Cruz Mendoza Arrieta, acusado na época de ser o maior fraudador do Previdência Social no Brasil, localizado na rua Fernando Gomes, bairro Moinhos de Vento. Estes "companheiros" sempre se consideraram atingidos pelas manias de pobreza orgulhosa de Olívio Dutra e de seus hábitos de Catão querendo ditar comportamento ético para todos. Agora o fogo amigo está aberto.

domingo, 21 de setembro de 2014

Dilma diz que imprensa não produz provas para a Justiça

A presidente Dilma Rousseff aproveitou sua entrevista neste domingo, 21, para explicar a frase dita na última sexta-feira que "não é função da imprensa investigar, mas divulgar informações". Segundo Dilma, o que ela quis dizer é que "o jornalismo investigativo pode até fornecer elementos", mas quem tem de produzir a prova judicial é a investigação oficial, feita pela Polícia Federal e Ministério Público. "Ela (investigação oficial) tem de fazer a prova porque se ela não fizer a prova, você não consegue condenar ninguém. Assim é o processo", justificou a presidente Dilma, ao citar como exemplo, o caso Watergate, uma denúncia de corrupção realizada por jornalistas no governo norte-americano, na década de 70, que levou à renúncia do presidente Richard Nixon. Com uma "cola" em mãos, em cartões impressos, para orientar seus argumentos, Dilma disse:  "Vocês fizeram uma confusão danada", queixou-se ela, voltando a defender as provas dos órgãos oficiais e falando em "maior rapidez da investigação". Dilma quer que os crimes sejam "muito mais claramente tipificados", porque, segundo ela, "têm muitos crimes que não estão no código, como o de caixa 2", o que dificulta o seu enquadramento e a punição dos criminosos, gerando a impunidade. "A imprensa investiga. Investiga para informar, investiga para até fornecer prova, que não é prova, né gente, o nome certo é indício", comentou Dilma, ao pedir "aperfeiçoamento institucional e legal". A presidente Dilma Rousseff defendeu também o direito de dar entrevistas no Palácio da Alvorada, repetindo um procedimento que seus antecessores, Fernando Henrique Cardoso e Lula, já faziam e considerou "estranha" esta discussão. O presidente do Tribunal Superior, José Antônio Dias Toffoli, classificou o uso do palácio residencial como "vantagem indevida" para servir de cenário de entrevistas e programa eleitoral, infringindo a legislação. "Eu respeito muito a posição do presidente do Tribunal, mas todos os meus antecessores usaram o palácio porque, caso contrário, serei uma sem teto, eu não terei onde dar entrevista", desabafou a presidente Dilma, lembrando que não tem casa em Brasília: "Senão irei pra rua dar entrevista. Eu não tenho outro local". Questionada se não poderia fazê-lo no comitê de campanha, a petista insistiu: "Todos os presidentes que antecederam usaram o Alvorada, deram entrevista aqui e isso não causou problema pra ninguém. Então, espero ainda uma posição do TSE esclarecendo sobre este assunto". Dilma observou que ela, por ser presidente e candidata desempenha os dois papéis. Em seguida, justificou que fica no Alvorada porque "não pode fazer nada no Palácio do Planalto durante a semana". Dilma ficou 25 dias sem ir ao gabinete de trabalho e foi na sexta-feira, pela primeira vez este mês, para receber atletas. "Por isso, quando estou aqui, trago vocês pra cá (Alvorada), para eu não ficar me deslocando", comentou, dizendo que o seu "dia não é igual a um dia normal" e desempenha as duas funções. "Eu trato sistematicamente de problemas de governo. Eu não parei de fazer isso", declarou avisando que "é óbvio" que vai acatar a decisão da Justiça eleitoral em relação ao tema.

O petista Tarso Genro bota até comandante da Brigada Militar para fazer campanha pelo PT no Brique da Redenção

O coronel araponga Fábio Duarte Fernandes, comandante geral da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, surgiu em pessoa na manhã deste domingo em pleno Brique da Redenção, em Porto Alegre, fazendo a campanha eleitoral de seu superior, o governador petista Tarso Genro, e do candidato ao Senado, Olívio Dutra, ambos do PT. De jaqueta de couro preta, com adesivos de campanha colados no peito direito, junto com o coronel estava seu outro superior hierárquico, o secretário da Segurança, Airton Michels. Nunca se viu, antes, a participação do comandante da Brigada Militar em atos públicos de rua por mais segurança no Rio Grande do Sul. As pessoas continuam encurraladas nas suas casas, sem poder sair às ruas. É até possível entender a presença do secretário, mas o ativismo do coronel Fábio Duarte Fernandes é algo jamais visto antes na história deste Estado, porque o comandante da Brigada Militar é oficial da ativa da corporação, e responde pelos cargo e função 24 horas por dia, sete dias por semana. Não se sabe o que dirá sobre isto o governador em exercício, o desembargador José Aquino Flores, um decidido legalista. O coronel, que atuou como subchefe de operações da Casa Militar, é conhecido militante do PT, com serviços prestados à bancada petista por cerca de cinco anos na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ele foi atuante na campanha de Tarso Genro.

Ministério Público e Polícia Federal investigam agora na Operação Lava-Jato os bancos que fizeram vista grossa a transações do doleiro Alberto Youssef

Depois de concluir a primeira etapa das investigações sobre as suspeitas relações de Alberto Youssef com políticos e empreiteiras com contratos com a Petrobras, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal deverão apurar as responsabilidades de bancos com a movimentação ilegal de dinheiro da organização do doleiro. Investigadores da Operação Lava-Jato têm indícios de que alguns bancos, entre eles dois dos maiores do País, fizeram vistas grossas a transações financeiras do doleiro e de suas empresas. Dirigentes de bancos serão chamados a dar explicações sobre falhas dos departamentos de "compliance" na fiscalização que são obrigados a fazer sobre movimentações financeiras de seus clientes. Segundo um dos investigadores, fiscais de um banco chegaram a fazer uma visita a um endereço de uma das empresas do grupo de Youssef e, mesmo com todas as evidências de se tratar de um caso típico de empresa de fachada, não tomaram qualquer providência para coibir irregularidades e nem avisaram as autoridades monetárias. "Alguns bancos acham que basta enviar para o Coaf comunicados sobre movimentação acima de R$ 10 mil ou de R$ 100 mil. Não é assim. O banco tem a obrigação de conhecer os clientes e se cercar de alguns cuidados", disse um procurador. Os bancos serão chamados para explicar ações que, para os investigadores, ajudaram Youssef a reconstruir uma das maiores máquinas de lavagem de dinheiro ilícito no País. O doleiro, que teve os negócios destroçados pelos processos que respondeu no caso Banestado na década passada, voltou a operar no mercado clandestino e montou uma estrutura de lavagem mais abrangente que a anterior sem ser incomodado pelos bancos nos quais movimentava parte de seu dinheiro. Na época, o juiz Sérgio Moro concedeu delação premiada ao doleiro. Como ele voltou a praticar crimes, Moro, que coordena os processos sobre a Lava-Jato, anulou o benefício e condenou na semana passada o doleiro por crime de lavagem. Pela lei, os bancos devem conhecer a fundo seus clientes e alertar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras e o Banco Central sobre movimentações suspeitas, como recebimentos ou pagamentos fora do padrão ou acima da capacidade financeira do titular da conta. Esta é uma tarefa que cabe aos chamados departamentos de "compliance", que os bancos criaram na esteira de uma campanha internacional contra lavagem de dinheiro. Mas o sistema financeiro clandestino do doleiro, que já teria se gabado de ter US$ 150 milhões em conta, vicejou e só foi descoberto de forma casual em uma investigação da Polícia Federal sobre uma transação entre Youssef e o doleiro Carlos Habib Chater. Para mostrar as facilidades do grupo de Youssef, o Ministério Público Federal deverá destacar, de cada ação por lavagem contra o doleiro e seus cúmplices, casos de descuidos dos bancos. Em uma das dez ações transformadas em processos, os procuradores descrevem parte da movimentação de empresas como a CSA Project e Angel Serviços Terceirizados. Para o Ministério Público Federal, as duas empresas não tinham estrutura operacional, mas puderam ser usadas para movimentações bancárias de Youssef e do ex-deputado José Janene (PP-PR). Em um depoimento à Polícia Federal, o advogado Carlos Alberto Pereira disse que a GFD Investimentos, uma das principais empresas de Youssef, foi criada em uma operação internacional com a colaboração do banco americano Merryl Lynch. Foram abertas duas contas, uma para receber um empréstimo do banco. A outra para receber uma remessa de mesmo valor que Youssef faria do Exterior como garantia do empréstimo. “O dinheiro teria ingressado com uma titularidade e saído com outra”, explicou Pereira. O advogado foi administrador da GFD até ser preso em 17 de março deste ano na Lava-Jato. Nas investigações, procuradores e delegados identificaram pagamentos de grandes empreiteiras para empresas de Youssef e dele para outras pessoas. Só entre junho de 2011 e março deste ano, o grupo do doleiro teria mandado R$ 444,6 milhões para o Exterior. "O grupo movimentava muito dinheiro em espécie. De onde vinha esse dinheiro? — questiona um dos investigadores. Para eles, não há dúvida que bancos fizeram vista grossa. Os procuradores reclamam das facilidades de empresas de fachada para simular importação e mandar dinheiro para o exterior. Só o Labogen, ligado a Youssef, teria remetido R$ 130 milhões. Pela lei, a empresa pode enviar dinheiro para o exterior sem especificar o produto a ser adquirido e prazo de chegada ao país. A empresa teria cinco anos para completar a operação. A força-tarefa deve sugerir que as CPIs da Petrobras tenham propostas para dificultar fraudes no câmbio.

Campanha do petista Tarso Genro, em desespero, tenta enlamear Ana Amélia Lemos

Em queda livre, 10 pontos atrás de Ana Amélia Lemos (PP), o petista Tarso Genro apela novamente para o jogo sujo, usando linhas auxiliares. Ele não gosta de mostrar as unhas quando as manobras políticas e midiáticas fuçam no lamaçal. O PT horroriza-se com a idéia de ficar a menos de dois dígitos, como aconteceu há dois anos com o candidato à prefeitura em Porto Alegre pelo partido, o deputado estadual Adão Villaverde. A candidatura da senadora Ana Amélia Lemos ao governo do Rio Grande do Sul está sendo alvo de mais uma investida do governador Tarso Genro, que tenta repetir no Estado a campanha de assassinatos de reputação que conduz o PT na campanha de Dilma Roussef. Tarso Genro tenta estancar a sangria registrada pelas pesquisas de intenções de votos, que o colocam até 14 pontos atrás de Ana Amélia Lemos nas simulações de segundo turno.  É uma velha tática que o PT usou no Rio Grande do Sul. Desta vez, usando fonte de um blog  registrado há 30 dias, intitulado Sociedade Politica, o site petista Sul21 ataca novamente a senadora gaúcha. A “denúncia” diz respeito a bens que não teriam sido declarados pela atual senadora à Justiça Eleitoral, referentes ao espólio de seu falecido marido Octávio Omar Cardoso.  A propriedade rural, no município de Formosa (GO), sempre foi pública e sempre esteve nas declarações do marido, Octávio Omar Cardoso. Como eram casados pelo regime de comunhão de bens, o patrimônio comum pode ser declarado integralmente por apenas um dos cônjuges. Com o falecimento de Octávio Cardoso, em 2011, o patrimônio (a fazenda) passou a integrar o espólio, que era composto pela senadora Ana Amélia Lemos e mais três herdeiras. A propriedade rural passou a ser declarada, então, pelo Espólio de Octávio Cardoso, de qual faz parte a senadora Ana Amélia Lemos e mais três filhas do ex-senador. Na declaração do Espólio, prestada em 2014, esse bem continuou registrado. O Espólio era o proprietário do bem, até que foi realizada a partilha. Com o fim do inventário e a respectiva partilha de bens entre as quatro herdeiras, já em 2014, a parte pertencente à senadora e finalmente de sua propriedade, constará na declaração de bens ano-base 2014, exercício 2015, dentro do que manda a legislação brasileira. No caso do Requerimento de Registro de Candidatura (RRC), no sistema do TSE, é obrigatória a juntada da declaração de renda do ano anterior, 2013, na qual não constou a propriedade rural porque estava na declaração do Espólio de Octávio Cardoso e nem estava de posse da senadora. Somente com a partilha dos bens entre as quatro herdeiras e a venda da propriedade rural, ocorrida em 2014, esse patrimônio será incorporado na declaração da senadora em 2015, ano-base 2014, conforme a legislação em vigor.

Marina Silva compara IBGE à Petrobras após erro em pesquisa

Mais que governar, Aécio Neves venceu em Minas Gerais três eleições de forma arrebatadora. Duas vitórias no primeiro turno para o governo do Estado - com 57% e 77% dos votos - e uma eleição para o Senado, quando Aécio Neves teve 7,5 milhões de votos e ele elegeu também seu aliado Itamar Franco, deixando o petista Fernando Pimentel fora da disputa. "Ele superestimou a capacidade dele em Minas, subestimou a capacidade do próprio governo e não olhou adequadamente para 2012. A eleição de 2012 já mostrava sinais de desgaste, o PSDB perdeu prefeituras importantes no Estado", explica o cientista político. A esperança do PSDB no Estado é que a reação esboçada por Aécio Neves nas últimas pesquisas em território nacional traga de volta para o tucano, oposição mais tradicional ao PT, os eleitores que migraram para Marina Silva no chamado voto útil. "Há um sentimento majoritário em Minas Gerais contra o PT. Quando a Marina despontou em segundo lugar, as pessoas migraram", afirma Pestana, que tem a esperança de que uma reação de Aécio Neves traga de volta para o tucano, oposição mais tradicional ao PT, os que migraram para Marina  no chamado voto útil. Desde que perdeu espaço para Marina Silva, Aécio passou a se dedicar mais a Minas Gerais. Sua presença no Estado e no programa eleitoral de Pimenta da Veiga se intensificaram e sua irmã, Andréa Neves, considerada estrategista importante para os tucanos, passou a se dedicar mais ao Estado. "Agora o Aécio está mais presente no programa do Pimenta, nas publicidades do Pimenta e do Anastasia. Há um momento novo e, dependendo das próximas pesquisas, na hora que o pessoal perceber a chance da virada do Aécio, isso vai ser uma grande motivação aqui em Minas", disse Pestana.

Aliados admitem que Aécio não atingirá votação prevista em Minas Gerais

Sem liderar as pesquisas em seu Estado natal, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, refaz as contas para chegar ao segundo turno. Aliados mineiros do senador, como o presidente do PSDB mineiro, Marcus Pestana, admitem que não será possível atingir a votação prevista anteriormente. A intenção sempre foi abrir grande vantagem sobre Dilma Rousseff em Minas Gerais - segundo maior colégio eleitoral do País e governado pelo PSDB há doze anos - para garantir as chances na votação nacional. "Não é possível, mudou o cenário, é outra eleição. A previsão era com o Eduardo (Campos) na disputa, ele teria em Minas o que o Aécio tem em Pernambuco (3%)", justifica Pestana, que lembra que Marina Silva venceu em Belo Horizonte nas eleições de 2010. Mesmo com a recuperação nas últimas pesquisas, os números ainda são modestos se comparados com os planos feitos pelos tucanos. A última pesquisa Datafolha no Estado mostra Aécio com 26%, enquanto Marina Silva tem 25% e Dilma 33%. O Ibope desta semana mostra um quadro um pouco melhor para o ex-governador de Minas Gerasis, que aparece com 29%, atrás apenas de Dilma (33%); Marina tem 22%. No primeiro semestre de 2014, era comum ouvir de tucanos mineiros que o Estado - principal vitrine de Aécio Neves e que foi governado pelo PSDB por 16 anos nas últimas duas décadas - era o trunfo para a vitória do neto de Tancredo. Projetava-se uma diferença de 3 milhões de votos para Dilma Rousseff, que significa cerca de 20% dos mais de 15 milhões de eleitores.

Doleiro Alberto Youssef enviou R$ 1 bilhão para o Exterior

A primavera de 2010 começou promissora para os negócios no segundo andar do 778 da rua Renato Paes de Barros, bairro do Itaim, zona sul de São Paulo. Depois do almoço de terça-feira, 21 de setembro, a caixa postal de paulogoia58@hotmail.com recebeu mensagem confirmando quatro remessas para contas no Exterior. Somavam US$ 2,7 milhões. O e-mail era assinado por Ann Smith, que anunciava em tom cordial: "Amanhã vou te visitar, abs". Nada mal para um ex-presidiário. Aos 43 anos, Alberto Youssef estava cada dia mais distante da vida pobre em Londrina (PR). Filho de imigrante libanês e brasileira, construiu com habilidade no mercado de câmbio paralelo um acesso ao lucrativo submundo de negócios de empresários e políticos. No final dos anos 90 fora flagrado em traficâncias de recursos do banco estatal do Paraná (Banestado) para campanhas eleitorais. Amargou meses na cadeia, fez um acordo de delação premiada e saiu da prisão em 2003. Fora das grades se associou ao deputado federal José Mohamed Janene, de Londrina, líder da bancada do PP na Câmara. Janene personificava promessa de lucros com imunidade — administrava o caixa 2 do partido, na época recheado por US$ 2 milhões repassados pelo operador do Mensalão, Marcos Valério. Além disso, integrava o condomínio de líderes partidários que partilhava o controle das áreas-chave das empresas estatais no governo Lula. Seu patrocínio, por exemplo, foi decisivo para Lula promover o então gerente Paulo Roberto Costa à diretoria de Abastecimento da Petrobras, com poder de influenciar contratos da estatal no aluguel de navios e plataformas marítimas, na manutenção de gasodutos e na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A refinaria deve ser inaugurada em novembro, ao custo de US$ 20,1 bilhões, nove vezes mais que o previsto. Janene, cardiopata, morreu indiciado no processo do Mensalão do PT, antes da sentença. Quando foi enterrado no Cemitério Islâmico de Londrina, na terça-feira, 14 de setembro de 2010, seus negócios com Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef já estavam fracionados entre caciques do PP, do PT e do PMDB. Todos enriqueciam rapidamente. Youssef até planejou a compra simultânea de um avião e de uma mansão em São Paulo. Numa de suas caixas postais (paulogoia58@hotmail.com) encontraram-se evidências de negociações para a aquisição de um Lear Jet, por U$ 6,9 milhões, e de uma cobertura de 405 metros quadrados em Vila Nova Conceição, valorizado bairro paulistano. A dimensão de seus negócios surpreendeu peritos e promotores federais. Ele fez transferências ilegais de US$ 444,6 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) do Brasil para contas em instituições financeiras de 24 países (China, Hong Kong, Estados Unidos, Coréia do Sul, Malásia, Nova Zelândia, Formosa/Taiwan, Reino Unido, Costa Rica, Cingapura, Bélgica, Holanda, Índia, Uruguai, Itália, Ucrânia, Liechtenstein, Costa Rica, Suíça, Espanha, Alemanha, Panamá, Paraguai e Canadá). Para comparação, esse valor é equivalente ao custo do novo Maracanã. O dinheiro saiu do País sob o disfarce de contratos de comércio exterior. Foram 3.649 operações fictícias, realizadas por seis das suas empresas de fachada — três de informática e três de química. E, segundo a Justiça Federal, isso foi apenas parte do movimento de propinas pagas no circuito de fornecedores de bens e serviços da Petrobras. Durou cerca de 50 meses, de 2008 até março passado quando Youssef, Paulo Roberto Costa e mais duas dezenas de colaboradores foram presos. A engrenagem funcionava assim: ao receber um pedido de transferência para uma conta específica em Toronto, no Canadá, Youssef forjava um contrato de importação ("Câmbio Simplificado") entre duas das suas empresas — uma no Brasil (Labogen Labogen S.A. Química Fina e Biotecnologia) e outra registrada em Hong Kong (RFY Ltd). O cliente pagava em reais. Os dólares saíam da Labogen e chegavam à RFY, em Hong Kong. Na sequência, faziam escala em outras empresas, em outros países, até aportar na conta do beneficiário, indicada pelo pagador no Brasil. As bases do negócio eram discrição e confiança. Sabia-se, por exemplo, que a Indústria Labogen S.A. estava inativa há mais de duas décadas. Desde 2010 seu endereço no interior paulista (Rua Frederico Magnusson, 247, Distrito Industrial, Indaiatuba-SP) passou a abrigar duas Labogen — uma de Química Fina e Biotecnologia e outra de Comércio de Medicamentos. E ambas contavam com uma única funcionária, a faxineira. Juntas, essas empresas transferiram US$ 113,3 milhões, por meio de 1.945 operações baseadas em contratos fraudulentos. O comerciante paulista Pedro Argese Júnior, de 53 anos, assinava como presidente das Labogen, mediante 0,5% de comissão sobre as remessas. Em juízo, confirmou as fraudes. No final do ano passado, o governo federal deu às Labogen um contrato de US$ 60 milhões. Forneceriam citrato de sildenafila, usado em tratamentos de impotência sexual e hipertensão arterial pulmonar. A negociação teria sido mediada pelo deputado André Vargas (PT-PR), amigo de Youssef. Ele nega. A cerimônia de assinatura do convênio foi solene, com a participação do ex-ministro da Saúde, o petista Alexandre Padilha, candidato ao governo de São Paulo pelo PT. Três meses depois, Youssef foi preso e o compromisso anulado. Enquanto esteve solto, ele administrou mais de cinco dezenas de empresas de fachada a partir de uma sala nos fundos do seu escritório no bairro do Itaim, em São Paulo. Com entrada independente, era frequentada semanalmente por parlamentares federais — testemunharam no tribunal sua contadora e seu advogado. Ali ficava a GFD Investimentos, nave-mãe do conglomerado de papel. Raros foram os negócios reais de Youssef. E esses poucos também acabaram transformados em papel. Foi o caso das empresas de energia eólica. Nasceram em 2008 por iniciativa do ex-deputado José Janene, que decidiu criar a CTSul sob controle de duas empresas de prateleira, CSA Project e Focus Participações. No mesmo ano surgiu a Energio, em Fortaleza, controlada pela Focus e capitaneada por Rubens de Andrade Filho, colaborador de Janene e Youssef. No final de 2009, a Energio tinha oito subsidiárias e um único ativo: um contrato de venda de energia (481.800 Megawatts/hora) para a estatal mineira Cemig. Quando completou dois anos de existência, a Energio acumulava três dezenas de subsidiárias e coligadas, além de um prejuízo operacional de US$ 2 milhões — em parte decorrente de um empréstimo de US$ 30 milhões. Em janeiro de 2012 todas as eólicas já estavam vendidas para um dos principais clientes de Youssef, a empreiteira Queiroz Galvão.

Terroristas do Estado Islâmico cercam cidade curda da Síria e provocam fuga em massa

Terroristas do grupo Estado Islâmico (o Califado) cercaram neste domingo a cidade Ain al-Arab (Koban), terceira localidade curda mais importante da Síria, perto da fronteira com a Turquia, em uma ofensiva rápida que provocou a fuga de dezenas de milhares de pessoas. A tomada do local permitirá ao grupo jihadista controlar sem descontinuidade uma ampla região da fronteira da Síria com a Turquia. Com 35.000 homens recrutados em vários países, muitos deles ocidentais, o grupo sunita terrorista continua conquistando regiões na Síria e no Iraque, apesar do anúncio do governo dos Estados Unidos de que pretende destruir o Estados Islâmico com uma ampla coalizão internacional. O grupo terrorista jihadista  já ocupa quase 60 localidades na região de Koban e está, em alguns pontos, a cerca de dez quilômetros da cidade, anunciou o diretor do Observatório Sírio dos Direitos (OSDH), Rami Abdel Rahman. Se conseguirem tomar a cidade, poderão em seguida iniciar uma ofensiva contra as regiões de fronteira mais ao leste no território curdo, como Qamichli. Desde o início das ações do Estado Islâmico na terça-feira, 39 combatentes islamitas e 27 curdos morreram, assim como 11 civis executados pelos jihadistas. Os civis curdos de Koban e seus arredores — 450 000 habitantes antes do conflito —, que temem represálias dos islamitas, iniciaram um movimento de fuga em massa. Quase 70 000 curdos da Síria buscaram refúgio na Turquia nas últimas 24 horas para fugir do avanço do Estado Islâmico, anunciou o Alto Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas (Acnur). “O Acnur reforça sua ação para ajudar o governo da Turquia a socorrer os 70.000 sírios que fugiram para a Turquia”, afirma um comunicado do organismo da ONU divulgado em Genebra. “O governo turco e o Acnur se preparam para a possível chegada de centenas de milhares de refugiados nos próximos dias”, completa a nota. Refugiados contaram que os jihadistas bombardearam e destruíram casas. Além disso, decapitaram os moradores que permaneceram nas áreas ocupadas. Milhares de pessoas, incluindo idosos, crianças e mulheres, foram obrigadas a fugir com seus pertences e seguiram para o posto de fronteira de Mursitpinar, sul da Turquia. Os soldados abriram o alambrado que separa os dois países em vários pontos para facilitar a entrada dos refugiados. No sábado, 300 combatentes curdos da Turquia entraram no território sírio para apoiar os curdos da Síria, segundo o OSDH. Abdel Rahman afirmou que permanecia sem informações sobre o destino de 800 habitantes das localidades ocupadas pelo Estado Islâmico. O presidente americano Barack Obama afirmou na semana passada que estava preparado para ampliar os ataques à Síria e às posições do Estado Islâmico neste país, como já acontece no Iraque. Porém, até o momento as forças americanas não efetuaram nenhum ataque ao local. Obama descartou o envio de tropas terrestres, tanto à Síria como ao Iraque. Até o momento, os bombardeios americanos no Iraque ajudaram as tropas iraquianas a conter o avanço dos jihadistas no norte do país, onde controlam várias regiões. Obama afirmou que mais de 40 países manifestaram a disposição de participar em uma campanha contra o Estado Islâmico.

Ministério Público vai investigar desvios em ONG petista

O Ministério Público da Bahia vai abrir uma nova investigação sobre o desvio de verbas de uma ONG abastecida com dinheiro público no Estado. Como VEJA revelou, a ex-presidente do Instituto Brasil admitiu que a entidade era usada para abastecer os caixas e os bolsos de petistas baianos. Na lista revelada por Dalva Sele Paiva estão o senador Walter Pinheiro, o candidato do PT ao governo da Bahia, Rui Costa, os deputados federais Afonso Florence e Nelson Pelegrino e o presidente da Embratur, Vicente José de Lima Neto. O esquema movimentou cerca de 50 milhões de reais. A entidade recebia recursos por meio de um convênio com o governo de Jaques Wagner (PT), mas parte do dinheiro era desviada. A promotora Rita Tourinho já havia iniciado uma investigação em 2010, mas os trabalhos não avançaram por falta de elementos que comprovassem o destino do dinheiro. A suspeita inicial surgiu por causa do método usado para repassar o dinheiro. "Nós questionamos por que não se fez um contrato, e eles disseram que foi um programa apresentado pela ONG", explica a investigadora. Com a confissão de Dalva Sele Paiva, um novo procedimento de investigação será aberto já na segunda-feira. A investigação inicial era por improbidade administrativa, mas agora o caso deve incluir acusações criminais. "Está claro que há um crime", diz a promotora. A depender do resultado das eleições, o caso pode ser enviado à Procuradoria-Geral da República devido ao foro privilegiado dos parlamentares. O presidente do DEM na Bahia, José Carlos Aleluia, afirmou que já havia suspeitas dos desvios há anos, mas se disse surpreso com a dimensão do esquema delatado pela dona do instituto. "Os deputados de oposição sabiam e alertaram o Ministério Público, mas faltavam os nomes”. Para Aleluia, a engrenagem funcionou com o aval da cúpula do governo: "Não se faria algo de tanta dimensão se não houvesse o consentimento de quem está no comando".

Aécio Neves afirma, "Irregularidades na Petrobras são crime de lesa-pátria"

O candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, disse no sábado, em ato público na cidade mineira de Ipatinga, que a sucessão de irregularidades na gestão dos negócios da Petrobras "é um crime de lesa-pátria". De acordo com o tucano, as novas revelações de que o ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras, Renato Duque, e o ex-diretor da área Internacional, Nestor Cerveró, também tinham nacos de poder na estatal para praticar desvios indicam que as autoridades que investigam a estatal "estão chegando perto do grande núcleo de corrupção da empresa". Aécio Neves, porém, evitou ligar os ex-diretores ao ex-presidente Lula e ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que tiveram influência direta nas duas indicações. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo deste sábado revelou que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, citou os dois colegas de trabalho em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público, ligando-os a possíveis irregularidades na estatal. "Agora, sim, estão chegando perto do grande núcleo de corrupção daquela empresa. Essa investigação tem de ser aprofundada. O ex-diretor Paulo Roberto Costa (que acordou uma deleção premiada com o Ministério Público Federal do Paraná para revelar desvios de dinheiro e corrupção na Petrobras) já está deixando muita gente com dor de cabeça e sem dormir. Quando se aproximarem do Duque, muita gente vai ter uma grave insônia. O que fizeram com nossa maior empresa pública é um crime de lesa-pátria e não tem mais história malfeita", disse o candidato tucano, em referência ao costume da presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, de classificar as irregularidades de "malfeitos". "Isso é crime e crime tem de ser punido. Aqueles responsáveis pela condução, direção e governança da maior empresa pública brasileira devem ter sua parcela de responsabilidade", completou. De acordo com Aécio Neves, pesquisas internas do partido começaram a detectar o início do crescimento do candidato em Estados do Nordeste do País e apontaram que, em São Paulo, ele teria obtido mais 4 pontos porcentuais em intenções de voto. Em visita ao Vale do Aço, em Minas Gerais, onde fez carreata por Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo, Aécio Neves voltou a criticar o que classifica como "a irresponsabilidade da atual política econômica que levou o país à recessão, desindustrialização e alta inflacionária". Se eleito, ele disse que vai atrair novos investimentos, desenvolver uma política industrial e criar políticas de simplificação tributária.

Senador petista culpa o partido em novo caso de corrupção

O senador Walter Pinheiro  sempre se orgulhou de estar do lado certo nas disputas políticas. Quando o PT mergulhou no mar de lama do Mensalão, ele foi uma das poucas vozes petistas a falar contra a prática, batendo de frente inclusive com a cúpula mensaleira e seu próprio partido. Na edição desta semande VEJA, porém, o senador aparece no lado oposto do enredo. Dalva Sele, a presidente do Instituto Brasil, uma ONG criada por petistas para desviar recursos públicos, disse que parte da campanha dele foi financiada com dinheiro roubado dos pobres – recursos do Fundo de Combate à Pobreza que deveriam ter sido usados para construir casas para a população carente da Bahia. Segundo Dalva, a campanha de Walter Pinheiro à prefeitura de Salvador, em 2008, foi bancada com o dinheiro sujo. Os móveis do comitê, as refeições dos cabos eleitorais, os carros de som, faixas, panfletos e o aluguel de uma Parati que transportava o candidato – tudo foi pago pelo Instituto. Atual vice-líder do PT no Senado, Pinheiro nega as acusações, diz que foi enganado e culpa seu partido, o PT, pelo escândalo. A presidente do Instituto disse que a mulher de Pinheiro era quem buscava o dinheiro durante a campanha. Em entrevista a VEJA, ao reconhecer a montagem do esquema, ele condenou o próprio partido por tê-lo atirado num clássico esquema de caixa dois eleitoral: “Essa mulher (Dalva) pertencia às correntes do PT, as mesmas correntes que nacionalmente viviam se estapeando comigo por causa do negócio do Mensalão. Ela não veio para a minha campanha pelas minhas mãos, ela veio a partir das relações delas dentro do PT".

Petista Fernando Pimentel pode entrar para o rol dos fichas sujas

Na reta final do primeiro turno das eleições de 2014, o ex-ministro Fernando Pimentel, candidato do PT ao governo de Minas Gerais, recebeu uma péssima notícia do Tribunal de Justiça do Estado. No dia 2 deste mês, os desembargadores sepultaram a tentativa de Pimentel de anular um processo criminal que investiga as responsabilidades por uma fraude em licitação e desvio de R$ 5 milhões dos cofres da prefeitura de Belo Horizonte, em 2004, quando o atual candidato a governador era o prefeito da capital. O desvio dos recursos públicos para interesses privados teria ocorrido na implantação do projeto Olho Vivo, feito em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Belo Horizonte, visando a instalação de 72 câmeras para reduzir a criminalidade no centro da capital. Além de jogar luz sobre um episódio que há dez anos o ex-ministro não consegue explicar aos eleitores de forma satisfatória, a decisão do Tribunal de Justiça mineiro mantém o petista na condição de um dos candidatos a cargo majoritário com o maior número de problemas judiciais. Pimentel é alvo de três ações por improbidade administrativa e duas ações civis públicas movidas pelo Ministério Público. Para o Ministério Público, o convênio da prefeitura com a CDL foi um “ardiloso estratagema”, que contou com uma ilegal dispensa de licitação, notas fiscais frias e serviços superfaturados. O prejuízo ao município teria sido de R$ 5 milhões e parte do dinheiro desviada para contas no Exterior. Além de Pimentel, estaria envolvido no esquema o ex-procurador-geral de Belo Horizonte e atual tesoureiro da coligação do PT na disputa estadual, Marco Antônio de Resende Teixeira. Os dois também são investigados em outro processo que investiga o superfaturamento na construção de 1,5 mil casas populares. Nesse caso, o então prefeito Pimentel fez sem nenhum tipo de licitação uma parceria com a antiga Ação Social Arquidiocesana (ASA), uma ONG, para a construção dos conjuntos residenciais. O problema é que para atender à parceria, a ASA contratou, também sem concorrência, as construtoras HAP Engenharia e Andrade Gutierrez. Os laudos em poder da Justiça mostram um superfaturamento de R$ 9,1 milhões. O custo inicial da obra era de R$ 12,7 milhões, mas aditivos irregulares fizeram com que a prefeitura desembolsasse R$ 26,7 millhões e metade das casas não foi entregue.

Odebrecht Ambiental planeja IPO em 2015

A Odebrecht Ambiental, parte do conglomerado Odebrecht, planeja listar algumas de suas ações no próximo ano ou em 2016, em um momento em que busca crescer para se tornar uma fornecedora global de água e tratamento de esgoto. O Grupo Odebrecht, maior grupo de engenharia da América Latina, tem 70% da Odebrecht Ambiental e o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) tem os 30% restantes. "Estamos planejando um IPO para 2015, no mais tardar até 2016, dependendo das condições de mercado", disse o presidente-executivo da Odebrecht Ambiental, Fernando Santos-Reis, em Paris, na sexta-feira. Ele disse que os fundos levantados serão usados para novos investimentos e aquisições. Santos-Reis acrescentou que o Grupo Odebrecht quer manter o controle majoritário e que o FI-FGTS ainda não tinha decidido se venderá parte de suas ações. No ano passado, o FGTS avaliou a Odebrecht Ambiental em 6,4 bilhões de reais (2,7 bilhões de dólares) em suas contas, o que significaria que um IPO de 25% do capital da empresa - um nível visto frequentemente em listagens iniciais no Brasil - poderia levantar cerca de 700 milhões de dólares. A empresa - que emprega sete mil funcionários - conversou com alguns bancos sobre a operação, mas ainda não concedeu nenhum mandato. Nenhuma nova listagem foi realizada na Bovespa desde dezembro de 2013 e o mercado de IPOs no Brasil está caminhando para seu pior ano em pelo menos uma década. Com cerca de 20 milhões de pessoas atendidas por sua divisão de água e esgoto, a Odebrecht é uma das dez maiores empresas de água do mundo, mas a maioria de seus clientes está no Brasil. A Odebrecht já tem presença em Angola, México e Estados Unidos e está considerando fazer uma proposta por uma concessão em Maputo, em Moçambique. "Na próxima década, queremos fazer uma empresa de água global baseada na América Latina", disse Santos-Reis. A Odebrecht Ambiental já é a maior empresa de água e esgoto privada do Brasil. Do lado internacional, a Odebrecht ainda tem que alcançar rivais em alguns pontos. Em 2013, as líderes do mercado global Veolia e a Suez Environment atenderam 124 milhões e 118 milhões de pessoas, respectivamente, das quais 80 a 90% no Exterior, segundo a Global Water Intelligence (GWI). No Brasil, que tem uma população de cerca de 203 milhões de habitantes, cerca de 80% do mercado de água ainda está nas mãos de governos. Do restante, a Odebrecht tem uma participação de mercado de cerca de 50% após comprar uma série de rivais menores nos últimos anos. Seus competidores locais incluem o Grupo Águas do Brasil, Aegea e CAB Ambiental. A empresa também compete com a Sabesp, quarto maior grupo de água e tratamento de esgotos do mundo, atendendo quase 29 milhões de clientes. No ano passado, a Odebrecht Ambiental teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 450 milhões de reais e receita de 2,8 bilhões, dos quais 50% vieram de serviços de água e esgoto municipais, 30 por cento de tratamento de efluentes industriais e 20% de resíduos sólidos.

Ministra não descarta demissão de presidente do IBGE

A ministra do Planejamento, a petista Miriam Belchior, disse na sexta-feira que o governo está chocado com o erro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos cálculos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). Como o IBGE é subordinado ao Planejamento, a ministra foi instada a responder se o caso pode resultar a demissão da presidente do IBGE, Wasmália Bivar. Belchior não descartou a demissão, mas ponderou que o governo ainda está tentando entender o episódio e que vai aguardar o resultado de uma sindicância para tomar decisões administrativas. “O governo está chocado com esse erro cometido pelo IBGE. Como disse a presidente do IBGE, é um erro gravíssimo. O governo decidiu duas coisas: constituir uma comissão de especialistas para avaliar a consistência da Pnad e criar uma sindicância para encontrar as razões dos erros e, eventualmente, as responsabilidades funcionais", afirmou.

PT da Bahia desviou milhões de programa habitacional

Desde 2010, o Ministério Público investiga o Instituto Brasil, uma ONG criada pelos petistas da Bahia. Em 2008, a entidade foi escolhida pelo governo do estado para construir 1?120 casas populares destinadas a famílias de baixa renda. Os recursos, 17,9 milhões de reais, saíram do Fundo de Combate à Pobreza. Os investigadores já tinham reunido provas de que parte do dinheiro desaparecera, mas não havia nada além de suspeitas sobre o destino final dele. O mistério pode estar perto do fim. Em entrevista a VEJA, a presidente do instituto, Dalva Sele Paiva, revela que a entidade foi criada para ajudar a financiar o caixa eleitoral do PT na Bahia, um esquema que funcionou por quase uma década com dinheiro desviado de “projetos sociais” das administrações petistas. A engrenagem chegou a movimentar, segundo ela, 50 milhões de reais desde 2004. O golpe era sempre o mesmo: o Instituto Brasil recebia os recursos, simulava a prestação do serviço e carreava o dinheiro para os candidatos do partido. Como os convênios eram assinados com as administrações petistas, cabia aos próprios petistas a tarefa de fiscalizar. Assim, se o acordo pagava pela construção de 10000 casas, por exemplo, o instituto erguia apenas 100. O dinheiro que sobrava era rateado entre os políticos do partido.

Museu judeu de Viena devolve pintura tomada pelos nazistas a herdeiros

Um museu de Viena devolveu uma pintura tomada pelos nazistas em 1938 às bisnetas do artista na sexta-feira, como parte de uma iniciativa mais ampla da Áustria para lidar com obras de arte adquiridas ilegalmente depois que a Alemanha anexou o país naquele ano. O quadro de 1922 "The coffee hour. Fanny, the sister of the artist", do artista judeu Jehudo Epstein, foi entregue à bisneta da mulher retratada, Anne Starkey, que viajou à Grã-Bretanha para receber a peça, informou o museu. A pintura foi dada ao Museu Judeu em 2010, e um inquérito da própria instituição a respeito de sua proveniência revelou que ela deveria ser devolvida aos herdeiros do pintor. Epstein viajou à África do Sul em 1934, deixando muitas de suas posses, incluindo o quadro, com um amigo em Viena. Quando os nazistas anexaram a Áustria, Epstein permaneceu exilado em solo sul-africano e a pintura foi confiscada pelos nazistas. Epstein morreu na África do Sul em 1945. No ano passado, o jornal austríaco Der Standard relatou que centenas de livros e obras de arte atualmente no Museu Judeu podem ter sido roubados pelos nazistas. O museu está tratando com outros herdeiros de Epstein a respeito de um caso separado de restituição, informou seu porta-voz.

ANA decide sair de grupo de gestão do Sistema Cantareira

A Agência Nacional de Águas (ANA) decidiu deixar o Grupo Técnico de Assessoramento para a Gestão do Sistema Cantareira (GTAG-Cantareira), informou na sexta-feira o órgão regulador federal. Segundo a ANA, a decisão foi comunicada por ofício do presidente da agência, Vicente Andreu, ao superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), Alceu Segamachi. A ANA propõe, inclusive, a revogação de resolução conjunta com o DAEE que criou o GTAG-Cantareira. A ANA afirma que a decisão de deixar o grupo "baseia-se nas manifestações do secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Mauro Arce, na qual ele nega acordo sobre a proposta de novos limites de retirada de água do Sistema Cantareira para a Região Metropolitana de São Paulo e na ausência de recomendações de vazões a serem praticadas desde o dia 30 de junho".

Ministério Público pede ao TCU abertura de inspeção dos Correios

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu que a corte abra uma inspeção nos Correios para apurar o envio de santinhos da presidente Dilma Rousseff a eleitores sem chancela ou comprovante de postagem. A estampa oficial serve para comprovar que o material foi pago e enviado de forma regular e nas quantidades contratadas. Na representação, baseada em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada na sexta-feira, o procurador Júlio Marcelo de Oliveira diz que a situação, se comprovada, "afronta o processo democrático" e impõe duras penas aos responsáveis. "A 'má utilização' de empresas públicas por agentes do Estado para finalidades político-partidárias é fato atentatório à res pública. No período eleitoral, a utilização dos Correios nos moldes citados constitui afronta ao processo democrático e impõe severa apenação dos responsáveis e pronta recomposição do erário", justifica o procurador. Segundo ele, o TCU, com a expertise de sua área técnica, tem condições de esclarecer o episódio rapidamente e, caso necessário, adotar as medidas corretivas e sanções cabíveis. O pedido foi enviado ao ministro Benjamin Zymler, que relata processos relacionados aos Correios.

Preço de genéricos tem variação de até 875,84%

A Fundação Procon realizou pesquisa comparativa de preços de medicamentos, de 5 a 8 de agosto, e constatou que há enorme diferença de preços de medicamentos genéricos, de referência e entre um mesmo produto das  duas categorias. A pesquisa envolveu 15 drogarias, distribuídas pelas 5 regiões do município de São Paulo, e 56 medicamentos – destes, 28 são de referência e 28, genéricos. O  Procon orienta que os consumidores confiram se o número do lote, o prazo de validade e a data de fabricação que constam na caixa do produto são iguais aos marcados nas cartelas ou frascos.

PPS pede à Procuradoria Geral da República investigação sobre distribuição de panfletos de Dilma

O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PR), encaminhou na sexta-feira, 19, pedido para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, instaure inquérito civil público para investigar a entrega de material de campanha da presidente Dilma Rousseff pelos Correios. O Estado revelou que foram distribuídos 4,8 milhões de panfletos da campanha da petista sem chancela. A estampa, prevista em norma da própria estatal, serve para demonstrar que houve pagamento para o envio, de forma regular, da propaganda eleitoral. Sem ela, é difícil atestar que a quantidade de material distribuído corresponde ao que foi contratado pelo partido. A representação protocolada pelo deputado se baseia na Lei de Improbidade Administrativa. "A entrega de panfletos da candidata Dilma pelos Correios sem chancela ou comprovante de postagem oficial demonstra uma ilegal utilização de bens e serviços públicos prestados pela empresa estatal, além de ofender o princípio da legalidade inscrito na Constituição Federal", argumenta o líder no documento. Para Bueno, o PT "aparelha" os Correios em benefício da candidata governista. "O aparelhamento das estatais é evidente no governo do PT, motivo pelo qual estamos pedimos ao procurador-geral, Rodrigo Janot, a instalação de inquérito civil público para apurar as irregularidades na entrega da propaganda de campanha da presidente", disse o líder em nota divulgada pela assessoria de imprensa da bancada.

Para Skaf, aposta em decisão no 1º turno é precipitada

O candidato do PMDB ao governo do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, disse na sexta-feira que a aposta numa decisão da eleição estadual no primeiro turno é precipitada. "Quem está cantando vitória antes da hora vai ter uma surpresa. Já vi muita eleição ser decidida na última semana. É precipitado dizer que não vai ter segundo turno em São Paulo", afirmou, numa referência ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição. As últimas pesquisas indicam que o tucano pode ser reeleito no primeiro turno. Em reunião com lideranças comunitárias numa churrascaria da rodovia Anhanguera, ele fez um apelo para um esforço final da militância: "Temos muito material de campanha, levem para os bairros, distribuam para os amigos que são do PMDB e digam a eles para pedir votos". Para estimular os aliados, Skaf contou que, em suas andanças, um jovem que sempre havia votado no PSDB pegou em sua mão e declarou o voto: "As pessoas estão cansadas desse governo no Estado, por isso tem eleitor do PSDB vindo com a gente".

Dilma volta a atacar Marina Silva sobre propostas para o pré-sal

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, criticou, mais uma vez, na sexta-feira (19), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a adversária Marina Silva (PSB), e insinuou que ela não prioriza, no plano de governo, a extração do petróleo do pré-sal. Dilma reiterou o compromisso de não mudar os contratos já firmados de distribuição de royalties de petróleo: "Os royalties do petróleo são devidos ao Rio porque assim decidimos anos atrás. Os contratos firmados não serão mudados". Em meio a denúncias de um esquema de desvio de dinheiro na Petrobrás que envolvia empresários e políticos, a presidente prometeu combate à corrupção e punição dos culpados.

Santo Antônio Energia convoca novo aporte para pagar operações na CCEE

A Santo Antônio Energia, concessionária da hidrelétrica Santo Antônio (RO), anunciou na sexta-feira que não conseguiu obter junto a instituições financeiras garantias de 266 milhões de reais exigidas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A empresa, porém, informa que convocou assembleia geral de acionistas para aprovação de novo aporte de capital para que possa quitar a liquidação das operações do mercado de curto prazo de energia realizadas em agosto, prevista para ocorrer em 6 de outubro. No início do mês, os acionistas da usina aprovaram aporte de 850 milhões de reais para a empresa fazer frente aos pagamentos das operações de julho do mercado de curto prazo. A empresa tem entre seus acionistas Caixa FIP Amazônia Energia (20%), a SAAG Investimentos (12,4%), a Odebrecht Energia (18,6%), Furnas (39%) e Cemig Geração e Transmissão (10%).

JBS adia IPO de R$ 4 bilhões de unidade de alimentos processados

A JBS, maior produtora global de carnes, adiou um plano para levantar 4 bilhões de reais com uma oferta pública inicial (IPO) de ações de sua unidade de carne de suína, aves e alimentos processados. A JBS e os bancos estão receosos de que aumento da incerteza sobre o resultado da eleição de outubro poderia afetar a confiança antes das reuniões com potenciais investidores. A decisão marca a segunda vez que a JBS suspende o negócio desde junho. A unidade, que será cindida sob o nome de JBS Foods, responde por quase 10% do faturamento da JBS, de 40 bilhões de dólares no ano passado. A JBS pretende listar a empresa no Novo Mercado da Bovespa, onde as regras de governança cooperativas são mais rígidas. Itaú BBA, Bradesco BBI e Bank of America Merrill Lynch estão no grupo de pelo menos cinco bancos que receberam mandato para a transação da JBS Foods. Outros IPOs potenciais sob ameaça no Brasil incluem os da operadora de torres de celular T4U Holding Brasil e da fabricante de produtos veterinários Ouro Fino Saúde Animal, que anunciou no mês passado seus planos. As operações devem acontecer no próximo mês, entre os primeiro e segundo turnos da eleição presidencial mais imprevisível do Brasil em 12 anos. Uma série de fundos de pensão bem como empresas de gerenciamento de ativos estão cautelosos sobre o impacto de riscos relacionados com as eleições, redução da liquidez global e uma economia fraca sobre os IPOs. As empresas foram empurrando para a frente os negócios na esteira de uma recuperação do mercado desencadeada pela especulação de que a presidente Dilma Rousseff poderia perder uma eleição para um candidato mais favorável ao mercado.

Para Aécio Neves, PT põe credibilidade do IBGE em xeque

Ao comentar o erro assumido na sexta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, classificou de "impressionante o dano que o governo federal vem causando às instituições do País". Em nota, o candidato diz que "na ânsia de se manter no poder, o governo não hesita sequer em colocar em xeque instituições que são guardiãs da memória e da sociedade brasileira". No início da noite desta sexta-feira, o IBGE confirmou "erros extremamente graves" em dados de sete Estados na Pnad, divulgados na quinta-feira, 18.

Beto Richa, do PSDB, lidera corrida pelo governo do Paraná

O candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, tem 47% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira, 19. Na sequência, aparecem Roberto Requião (PMDB), com 30%, Gleisi Hoffmann (PT), com 12%; Ogier Buchi (PRP), com 1%. Os outros quatro candidatos somados não chegam a 1%. No levantamento anterior, Beto Richa tinha 44%, Requião, 28%, e Gleisi, 14%. Os votos em branco e nulos passaram de 5% para 4% e a taxa de indecisos saiu de 7% para 5%. A pesquisa, encomendada pela RPC TV, foi realizada entre os dias 16 e 18 de setembro, com 1.204 eleitores em 67 municípios do Paraná. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Em um eventual segundo turno entre Beto Richa e Requião, o tucano venceria por 54% a 36%. Entre Richa e Gleisi, ele venceria por 60% a 27%. Na eventualidade de uma disputa entre Requião e Gleisi, o candidato do PMDB venceria por 51% a 30%. A candidata Gleisi Hoffmann, segundo a pesquisa, tem o maior índice de rejeição, de 24%, seguida de perto por Requião, com 23%. Beto Richa tem apenas 15%.

Petrobrás reforça pedido para acessar delação premiada de Paulo Roberto Costa

A Petrobrás reforçou nesta sexta-feira, 19, o pedido à Justiça Federal do Paraná para ter acesso a trechos da delação premiada do ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa. O ex-diretor teria admitido em depoimento ao Ministério Público que recebeu propina na negociação de Pasadena e operou esquema de distribuição de comissão a partidos aliados do governo federal. Segundo a estatal, o pedido de acesso aos depoimentos tem por objetivo apurar as possíveis irregularidades nos seus contratos. O pedido abrange apenas os trechos em que são citados funcionários, ex-funcionários e empresas com as quais a Petrobrás tem contratos. A compra da refinaria de Pasadena, iniciada em 2006, causou prejuízo de US$ 1,2 bilhão à estatal, segundo relatório do Tribunal de Contas da União. Em março, o Estado revelou que a compra recebeu aval da presidente Dilma Rousseff, à época, presidente do conselho de administração da companhia. Segundo a presidente, ela se baseou em um relatório técnico "falho" para aprovar a compra.

Contadora revela como operava fábrica de contratos fictícios de doleiro

A contadora Meire Poza, que trabalhou para o doleiro Alberto Youssef durante três anos e está colaborando com a Justiça Federal na Operação Lava Jato, relatou na sexta feira, 19, detalhes sobre o esquema de emissão de notas fiscais frias e contratos para dar aparência lícita ao fluxo de recursos entre construtoras e a empresa GFD Investimentos – controlada pelo doleiro. Meire depôs à Justiça Federal por vídeo conferência, desde São Paulo para Curitiba, onde correm 10 ações penais da Lava Jato. A Polícia Federal apreendeu centenas de cópias de contratos de serviços e de notas fiscais, acervo que, para os investigadores, comprovam como agia o doleiro Youssef, personagem chave da Lava Jato – ele está preso desde 17 de março. Meire Poza afirmou que os contratos de prestação de serviços não existiam. “Os contratos de prestação de serviços (eram elaborados) como se os serviços fossem prestados. Um, especificamente, que me chamou a atenção tinha alguma coisa em relação a plataformas petrolíferas". A contadora não é acusada em nenhum processo. Ela já fez inúmeros depoimentos nos autos da Lava Jato, sempre como testemunha arrolada pelo Ministério Público Federal. Ela apontou nomes em seu relato de sexta feira, 19, nos autos do processo do Labogem, laboratório controlado pelo doleiro. “Esse primeiro contrato, que foi o da Mendes Jr, foi um contrato que prestei bastante atenção e li. E a partir do momento que nós entendemos qual era o real objetivo desses contratos aí ficou numa situação que a gente só copiava e colava, não prestava mais atenção na emissão do contrato". Meire declarou que no caso da construtora Mendes Jr quem lhe pediu que preparasse um contrato foi João Procópio de Almeida Prado, apontado pela Polícia Federal como operador do doleiro Youssef. Ao falar sobre os contratos da GFD Investimentos com a Sanko Sider, fornecedora de tubos e conexões da Petrobrás nas obras da refinaria Abreu e Lima (PE) – empreendimento sob suspeita de superfaturamento – ela apontou para um personagem do Mensalão do PT, Enivaldo Quadrado: “Os contratos da Sanko Sider quem pediu foi o Enivaldo Quadrado". Meire afirmou que a GFD Investimentos era uma empresa de fachada usada por Youssef para captar recursos ilícitos. “Grande parte dos recursos veio da emissão de notas da GFD contra algumas construtoras. Os serviços não foram prestados, nunca houve. A GFD não tinha funcionários.” Segundo ela, quem ia à sede da GFD, na rua Renato Paes de Barros, no Itaim, São Paulo, eram João Procópio de Almeida Prado, apontado como operador do esquema do doleiro, o advogado Carlos Alberto Pereira da Costa e o investidor Enivaldo Quadrado, réu do Mensalão do PT. “Além deles, a secretária e a copeira”, contou Meire Poza. Sobre as atividades da GFD, a contadora afirmou. “O Beto (Alberto Youssef) operacionalizava, ele acertava com a construtora. Não sei como era feito esse acerto. O Enivaldo fazia o caixa financeiro, como se fosse o gerente financeiro".

Romário terá de pagar indenização a vice da CBF por danos morais

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o ex-atacante Romário a pagar uma indenização de R$ 20 mil ao vice-presidente da CBF, Marco Polo del Nero, por danos morais. O dirigente processou o deputado federal por causa de declarações publicadas nos sites UOL e Terra, nas quais Romário disse que Del Nero "deveria ser preso e merecia passar pelo menos cem anos na cadeia". O juiz entendeu que a imunidade parlamentar não se aplica ao caso, já que o ex-jogador fez as declarações fora do universo da Câmara Federal e não estava no exercício da função. "As declarações do requerido nos sites do Uol e do Terra passaram do limite do direito de informar e criticar, ainda mais considerando que nos presentes autos não se encontram elementos hábeis a demonstração de que os fatos narrados pelo requerido contra o autor são verídicos", escreveu o juiz Rodrigo Peres Servidone Nagase. A decisão foi da 37ª Vara Cível de São Paulo. Romário ainda terá de arcar com as custas do processo: ou seja, mais R$ 2 mil. Existe um segundo processo de Del Nero contra Romário, que corre na 39ª Vara Cível paulista, protocolado em agosto deste ano. Ainda não houve uma decisão sobre o tema.