segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PT aprova aumento do teto de gasto da campanha de Dilma

A executiva nacional do PT aprovou na manhã desta segunda-feira a elevação em R$ 40 milhões do teto de gastos das campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição. De acordo com a decisão aprovada pelo PT, o limite de gastos da campanha de Dilma vai de R$ 298 milhões para R$ 338 milhões. Antes do aumento, a previsão de gastos da campanha petista já era a maior entre os candidatos a presidente. Aécio Neves (PSDB) registrou teto de R$ 290 milhões e Eduardo Campos (PSB), substituído por Marina Silva, estipulou um limite de R$ 150 milhões. Segundo fontes petistas, a elevação do teto de gastos é uma manobra contábil. O objetivo é incluir nas contas de Dilma gastos com material produzidos por candidatos a governador que estamparam a imagem da presidente em seus panfletos e santinhos. Algumas campanhas estaduais, como a do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em São Paulo, registraram despesas muito acima dos valores arrecadados. Os números ainda não foram fechados mas o prejuízo é dado como certo. Transferir parte das dívidas para a campanha nacional é uma forma de reduzir a pressão financeira sobre os candidatos estaduais. Além disso, o PT terá que cobrir os gastos assumidos por candidatos a cargos legislativos que, a pedido da direção nacional, mantiveram suas estruturas funcionando no segundo turno em benefício da campanha de Dilma. Em São Paulo, por exemplo, cabos eleitorais que trabalharam para candidatos a deputado federal e estadual continuam nas ruas carregando bandeiras do PT. Os militantes engajados nas campanhas proporcionais têm rodado o chamado cinturão vermelho, formado por bairros que historicamente votam majoritariamente do PT, batendo de porta em porta para distribuir material e pedir votos para a petista. O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, citado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, como operador de um esquema de propinas para o PT na estatal, participou da reunião da executiva. Depois de aprovado, o aumento do limite de gastos deve ser registrado no Tribunal Superior Eleitoral.

Obama planeja ignorar Congresso no caso de um acordo com Irã

Com o prazo para o fim das negociações perto do fim sem que haja sinais de que um acordo sobre o programa nuclear do país será alcançado, o governo americano faz planos para tentar minimizar os entraves, caso um pacto seja fechado. Segundo reportagem do jornal The New York Times, Barack Obama fará tudo o que estiver ao seu alcance para evitar que o assunto tenha de ser discutido no Congresso. O presidente tem poder para suspender a maioria das sanções impostas ao Irã sem a necessidade de aprovação do Legislativo. No entanto, não pode manter a suspensão por tempo indeterminado – para isso, é necessário passar pelo Congresso, que terá eleições de meio de mandato no dia 4 de novembro. Mesmo que os democratas consigam manter a maioria no Senado, contudo, é provável que a Casa Branca perca uma votação sobre o assunto, diz o The New York Times. Uma forma de contornar isso seria não apresentar nenhuma legislação sobre um eventual acordo. Membros do governo afirmaram ao jornal que o Congresso não deve ficar surpreso com o plano de Obama. Há semanas negociadores vêm afirmando que a melhor maneira de fazer com que o Irã cumpra com suas obrigações é estabelecer uma suspensão das sanções por etapas, com o entendimento implícito de que elas podem voltar a valer se o país desobedecer aos pontos estabelecidos. O prazo – que já foi estendido uma vez – termina no dia 24 de novembro. Até lá, os negociadores vão tentar resolver “diferenças significativas” sobre um acordo que acabe com o programa de enriquecimento de urânio do Irã. O país persa defende que seu programa tem fins pacíficos – argumento que não convence as potências ocidentais. Participam das negociações Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, China e Rússia. Segundo o governo americano, qualquer acordo com o Irã não vai caracterizar um tratado formal, o que pode dispensar a aprovação do Congresso. O temor de vários congressistas, no entanto, é que as sanções sejam retiradas permanentemente – visão compartilhada por Israel, que também suspeita dos planos do presidente. O senador republicano Mark S. Kirk, por exemplo, disse que o Congresso deve reagir para impedir que Obama aja de "maneira unilateral" para derrubar os pacotes de sanções, entre eles um que foi aprovado por 99 dos 100 senadores em 2010. A resistência de membros do Congresso é apenas uma das negociações que a administração Obama deverá enfrentar, junto com a negociação com o regime iraniano e também no cenário que envolve iranianos favoráveis ao acordo e os radicais do país.

Mulher de prefeito do PT obriga funcionários a virarem cabos eleitorais da Dilma, em flagrante crime eleitoral

Primeira-dama de São Bernardo, a secretária de Orçamento e Planejamento Participativo, Nilza de Oliveira (PT), obrigou, por e-mail, que todos os comissionados do Paço trabalhem na campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) durante a semana, sábado e domingo. Dos 13,8 mil funcionários do governo Luiz Marinho (PT), 585 são servidores comissionados. A cúpula petista proibiu folgas e férias no período ao determinar atividades eleitorais diárias até dia 25. No dia 8, três dias após primeiro turno do pleito, Nilza encaminhou documento ao endereço particular, a secretários e diretores, pressionando todo o funcionalismo a atuar ativamente na empreitada de pedir voto para Dilma, medida que força os indicados a trabalhar além do horário de expediente. O e-mail relata que Marinho instituiu comissão, formada por integrantes do primeiro escalão, incluindo a primeira-dama, para organizar mutirão. “Vamos começar nossas atividades adesivando todos os carros dos comissionados”, notifica. Após esse episódio, o documento de cunho eleitoral foi protocolado junto à Procuradoria-Geral do Município. Nilza agenda série de atividades por regiões da cidade, como porta de entrada de creches no período da manhã, universidades, parques e centros comerciais na hora do almoço. Com a determinação, a chefe de Gabinete, Teresa Santos, solicita que todos reprogramem férias e folgas, que estejam planejadas para outubro. “Este procedimento é extensivo a todos os comissionados”, conclui a notificação. O e-mail coloca também dados comparativos entre os 12 anos de governos do PT e a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002). A postura impositiva do Executivo serve como tentativa de reverter situação desfavorável a Dilma na primeira etapa do páreo, quando a petista perdeu em São Bernardo, base do ex-presidente Lula e Marinho, coordenador da campanha no Estado. Foram 159 mil votos para Aécio Neves (PSDB) contra 144 mil à presidente na cidade. O jurista Tito Costa afirmou que esse “procedimento de coação” indica abuso de autoridade e poder. “Não se justifica. Usar funcionário neste sentido caracteriza ação de improbidade administrativa. É moralmente condenável e legalmente proibida”, disse, considerando que nenhum servidor é obrigado a atuar fora do horário de trabalho. Segundo o especialista, a conduta também infringe a Lei 9.504/97. “A legislação proíbe ceder servidor público do Executivo para campanha eleitoral de candidato durante o horário de expediente normal, salvo se estiver licenciado.” (Diário do Grande ABC)

Pezão abre 12 pontos de vantagem sobre Crivella, aponta Ibope

O governador do Rio de Janeiro, candidato à reeleição pelo PMDB, Luiz Fernando Pezão, abriu vantagem de 12 pontos porcentuais sobre o candidato do PRB, Marcelo Crivella (PRB), na pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira, pela TV Globo. Na pesquisa anterior, a diferença entre os dois era de oito pontos porcentuais. Pezão está com 56% dos votos válidos e Crivella, com 44%. Em votos totais, ou seja, considerando brancos, nulos e indecisos, Pezão teve 46% das intenções de voto e Crivella, 36%. Brancos e nulos são 13% e indecisos, 5%. O Ibope também ouviu os eleitores sobre a avaliação do governo de Pezão. Segundo 33%, a atual gestão é ótima ou boa. Para 37%, é regular, e para 18%, ruim ou péssima. Metade dos eleitores (50%) aprova a gestão do governador. Na pesquisa anterior, o índice de aprovação era de 47%. A desaprovação oscilou de 32% para 34%. Não souberam ou não responderam 16% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, eram 21%. Foram ouvidos 2002 eleitores de 46 municípios fluminenses entre 17 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o índice de confiança, de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número RJ-00073/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR 00073/2014.

Tarso Genro já gastou R$ 400 milhões em propaganda, o dobro das despesas de Yeda Crusius no mesmo período de quatro anos

Até outubro deste ano, o governo Tarso Genro já gastou R$ 55,8 milhões em publicidade, sem contar os valores gastos pelas suas empresas estatais, sobretudo Banrisul, BRDE, CEEE e Badesul, que somam outro tanto e não paralisaram as despesas três meses antes das eleições, conforme manda a lei eleitoral. Isto significa que o governo atual do PT já entregou R$ 110 milhões para rádios, jornais, revistas, TVs, blogs e sites até o momento. O ano nem terminou. Tarso Genro vem aumentando geometricamente seus gastos com propaganda:
2011- R$ 21,3 milhões
2012 – R$ 46,4 milhões
2013 – R$ 70,6 milhões
2014 (até outubro) - R$ 55,9 milhões
Em quatro anos, foram R$ 200 milhões em números redondos, que somados aos R$ 200 milhões de Banrisul, BRDE, Badesul e CEEE, somam R$ 400 milhões. O valor é mais do que o dobro do total gasto por Yeda Crusius:
2007 – R$ 4,5 milhões
2008 – R$ 22,2 milhões
2009 – R$ 28,8 milhões
2010 – R$ 24,6 milhões

Licença para início da construção da ponte do Guaíba foi fraudada

Videversus recebe a seguinte denúncia: "Os trâmites da terceira ponte do Guaiba não foram legais. A Dilma ligava todo dia pressionando a FEPAM que liberou a LI (licença de instalação) sem passar pelo conselho deliberativo da APA (Área de Proteção Ambiental) estadual Delta do Jacui! O conselho vai ao Ministério Público contra isto e atrás das medidas compensatórias que lhe furtaram!"

Petistas usam foto fraudada de Neymar em campanha. É o vale-tudo!

No dia 24 de agosto, Neymar publicou uma foto nas redes sociais com uma mensagem em que dava os parabéns a seu filho, Luca, comemorando seu aniversário. Pois é… Partidários da petista Dilma Rousseff fraudaram a imagem. Em lugar na homenagem ao filho, aparece uma falsa declaração de voto a Dilma. Vejam.

foto fraudada
Pior: um site da campanha de Dilma publica a foto como se verdadeira fosse. Vejam.
site petista com Neymar
A 9ine, a empresa que cuida da imagem de Neymar no Brasil, divulgou uma nota oficial a respeito. Leiam.
“A 9ine vem por meio deste comunicado esclarecer a todos que nos últimos dias tem circulado, em diversas redes sociais, uma imagem do jogador de futebol Neymar indevidamente alterada. A verdade é que o atleta postou uma foto sua segurando um cartaz com mensagem de parabéns ao filho, por quem ainda declara o seu amor. O que aconteceu é que a frase foi maldosamente alterada em beneficío de um partido político. A 9ine, como parceira da NR Sports, que é a empresa responsável pelo gerenciamento de imagem de Neymar, esclarece, a pedido de seu atleta, que Neymar não divulga o voto e que qualquer imagem partidária envolvendo opção de voto do jogador é falsa". Por Reinaldo Azevedo

Aécio Neves defende Geraldo Alckmin ao falar sobre falta de água em São Paulo

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, começou nesta segunda-feira a última semana de campanha fazendo uma visita ao Santuário Nossa Senhora da Piedade, na Serra da Piedade, em Caetés, interior de Minas Gerais, local onde ele começou e terminou todas as suas campanhas anteriores. Ele reagiu à tentativa do PT de colar a crise hídrica em São Paulo ao aliado Geraldo Alckmin para desgastá-lo. O presidenciável defendeu o governador e, repetindo seu argumento, culpou a "maior estiagem dos últimos 80 anos" pela falta d''água. Por outro lado, acusou o governo
federal de não fazer parcerias com o governo paulista para resolver a questão: "Vi a água sendo discutida em São Paulo na campanha e vimos o resultado. O Estado fez algo adequado, que foi bônus para quem economizar. Talvez tenha faltado uma parceria maior com o governo federal". O candidato do PSDB também insinuou haver aparelhamento político na Agência Nacional de Águas (ANA), órgão do governo federal. "Quem sabe se a ANA tivesse servido para outros fins... Nós lembramos quais eram os critérios para ocupar seus cargos", disse Aécio Neves. Sobre o debate na Rede Record, que teve menos ataques entre os rivais que os anteriores do SBT e Bandeirantes, o tucano disse que sua adversária "não é um inimigo a ser atacado a qualquer custo". E concluiu afirmando que prefere "esse tipo de debate". Aécio Neves chegou ao Santuário acompanhado do ex-governador Antonio Anastasia (PSDB), eleito senador, e do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), que fez sua primeira aparição na campanha do tucano. Aécio Neves participou de uma missa na cripta São José, celebrada por dois padres. Um deles, o pró-reitor do santuário, Carlos Antônio, afirmou não ver na visita um ato de campanha, e sim um retorno "às origens": "Assim como fez o saudoso Tancredo Neves, que sempre veio". Em seguida, o reitor do santuário, padre Fernando César, chamou o candidato para fazer a pausa do silêncio, momento em que o tucano ficou sozinho, ajoelhado, à frente do altar.

PT adota estratégia de "casa em casa" em São Paulo

O PT prepara uma ofensiva em São Paulo nesta semana que antecede a eleição para tentar atrair os votos que Marina Silva obteve no primeiro turno. A idéia é fazer campanha à moda antiga, indo de casa a casa, parar tentar convencer o eleitor da então candidata do PSB a votar na presidente Dilma Rousseff. "A nossa estratégia é conversar olho no olho, ir para a rua, sobretudo naqueles bairros e cidades que tiveram uma grande votação na Marina, nulo ou branco", disse o ex-ministro Alexandre Padilha, o poste petista que perdeu a disputa pelo governo de São Paulo. Na avaliação dos petistas, o problema enfrentado pelo partido no maior colégio eleitoral do País não foi motivado pelo número de votos obtidos pelo tucano Aécio Neves, mas sim pela votação expressiva de Marina Silva nas urnas. "Nós vamos disputar voto a voto. A gente sabe que o avanço aqui em São Paulo vai ajudar na eleição nacional", afirmou Padilha. O PT registrou no primeiro turno um dos seus piores resultados em São Paulo, berço político da sigla. Enquanto Aécio Neves ficou com 44,2% e Marina Silva com 25,1%, Dilma obteve 25,8% dos votos válidos. Além disso, Padilha teve um desempenho abaixo da média da sigla no Estado e o senador Eduardo Suplicy não conseguiu se reeleger. Dilma perdeu, por exemplo, ir em cidades simbólicas para o PT, como São Bernardo, Santo André, Osasco e Guarulhos e em bairros da periferia da capital. São nesses locais que o PT vai concentrar as suas fichas, esta semana para tentar resgatar um eleitor que historicamente vota no PT. No fim de semana, o PT recebeu o reforço do governador da Bahia, Jaques Wagner, e do governador eleito pelo Piauí, Wellington Dias, para fazer campanha em São Paulo. Eles visitaram bairros da zona leste e sul da capital, regiões que concentram um grande número de nordestinos. Na segunda-feira, Dilma e o ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma) participam de um encontro com jovens da periferia, em Itaquera, para um evento sobre cultura.

Turquia permitirá passagem de curdos do Iraque para reforçar defesa de cidade síria

A Turquia afirmou nesta segunda-feira, 20, que permitirá a passagem de combatentes curdo-iraquianos para ajudar seus companheiros curdos na cidade síria de Kobani, ao passo que os Estados Unidos entregaram armas pela primeira vez aos defensores de Kobani, para ajudá-los a resistir ao avanço do Estado Islâmico (EI). Washington explicou que as armas haviam sido fornecidas por autoridades curdo-iraquianas e tinham sido entregues por aviões perto de Kobani, que vem sofrendo intenso ataque do Estado Islâmico desde setembro e agora está cercada pelo leste, oeste e sul. A cidade faz fronteira ao norte com a Turquia. A Turquia estacionou tanques nas colinas de frente a Kobani, mas se recusa ajudar as milícias curdas em solo se não houver um acordo mais amplo com seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre intervenção na guerra civil da Síria. O governo turco quer que sejam tomadas ações contra o presidente sírio, Bashar Assad. No entanto, o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, disse que a Turquia estava facilitando a passagem de forças curdo-iraquianas, os chamados soldados peshmergas, os quais combateram o Estado Islâmico quando o grupo militante atacou a região autônoma curda no Iraque há alguns meses. A recusa da Turquia para intervir na batalha contra o Estado Islâmico, que tomou grandes áreas da Síria e do Iraque, tem levado a uma crescente frustração por parte dos Estados Unidos. Essa atitude também provocou manifestações violentas no sudeste da Turquia de curdos furiosos com a recusa do governo turco em ajudar Kobani ou pelo menos abrir um corredor para que combatentes voluntários ou reforços se dirigissem para lá. O governo turco vê os curdos-sírios com grande suspeita por causa de seus laços com o PKK, um grupo militante que há décadas trava uma campanha pelos direitos curdos na Turquia.

Taxa de aprovação do ditador bolivariano Nicolas Maduro cai para 30%

A taxa de aprovação do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, caiu para 30,2% em setembro, contra 35,4% em julho, de acordo com pesquisa do instituto Datanalis, em meio a uma crise econômica e política que liquidou a sua popularidade. O país, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), enfrenta a maior inflação anual do hemisfério ocidental, de 63,4%, desabastecimento crônico de bens de consumo e uma economia que, segundo líderes empresariais, entrou em recessão. A pesquisa realizada entre 25 de setembro e 7 de outubro mostrou que 80,1% dos entrevistados têm uma percepção desfavorável do modelo econômico do país, baseado no petróleo e criado pelo falecido chefe socialista Hugo Chávez. O ditador Nicolas Maduro ganhou a Presidência no ano passado, após a morte de Chávez por conta de um câncer, por uma margem estreita e sua popularidade vem caindo desde então. A situação geral do país é vista negativamente por 81,6% da população, de acordo com a pesquisa. O apoio a Henrique Capriles, candidato à Presidência pela oposição por duas vezes e governador do Estado de Miranda, o segundo mais populoso do país, é de 42,1%. Esse número fica um pouco abaixo do apoio ao líder oposicionista preso Leopoldo López, que é de 45,6%. Ele está sendo julgado por ter liderado manifestações neste ano que duraram três meses e frequentemente tornaram-se violentas em busca da renúncia de Maduro.

Entidade pede auxílio-moradia para juízes aposentados

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que inclua os juízes aposentados no auxílio-moradia. Em petição ao ministro Luiz Fux, relator da Ação Originária 1946, movida contra a União e os Estados, a entidade de classe apresentou dois argumentos para justificar a extensão do benefício: vitaliciedade e paridade entre os ativos e os inativos da toga. “A garantia constitucional da vitaliciedade da magistratura permanece intacta e inalterável por toda a vida do magistrado, mesmo que tenha se aposentado de suas funções judicantes”, assinala a AMB. O auxílio moradia ganhou repercussão quando o ministro Fux, no dia 15 de setembro, mandou estender o benefício a todos os juízes federais do País que não possuem residência oficial na localidade em que trabalham. No dia 7 de outubro, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por 13 votos a dois, regulamentou o benefício a todo o Judiciário brasileiro. Pela decisão do colegiado, criado em 2004 em emenda à Constituição, todos os membros da magistratura nacional têm direito a receber até R$ 4.377,73. O Conselho Nacional de Justiça determinou que todos os juízes passem a receber o auxílio-moradia, restringindo o benefício apenas ao juízes que possuírem residência oficial à disposição, ainda que não utilizem; aos inativos; licenciados sem receber o subsídio ou àqueles que já possuem em casa alguém que receba o mesmo benefício de qualquer órgão da administração pública. Não há restrição para que juízes que possuem casa própria ou já residam no local onde trabalham recebam o benefício. Os números mais recentes do Conselho Nacional de Justiça apontam a existência de um total de 16.429 magistrados no País. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) entrou com pedido de aditamento da Ação Originária 1946 para inclusão dos aposentados. São cerca de 3 mil juízes aposentados no País. Em nota, a presidente interina da entidade, Maria Madalena Telesca, esclareceu o pedido de extensão do pagamento.

Coordenador da campanha do petista Tarso Genro diz que seu governo não aumentou impostos; aumentou, sim, e assim tirou os aumentos dos funcionários

Carlos Pestana, coordenador da campanha do governador do Rio Grande do Sul, o peremptório petista grilo falante Tarso Genro, não hesitou em contar uma mentira em debate com o coordenador da campanha de José Ivo Sartori. Afirmou, sem sequer ficar com a cara vermelha, que o governo do seu chefe não aumentou impostos nos últimos quatro anos. Pois bem, mentiu. O governo do grilo falante Tarso Genro aumentou, sim, impostos. E fez isso quando elevou a alíquota da contribuição previdenciária dos servidores públicos. O governo Tarso Genro aumentou a alíquota da contribuição previdenciária - tributo -  de todos servidores públicos do Estado de 11% para 14%, majoração tributária que restou suspensa pelo Tribunal de Justiça em razão de seu caráter confiscatório e de onerosidade, conforme constou expressamente na ADIN nº 70045262581, segundo emenda do acórdão transcrito a seguir. Não obstante a suspensão pelo Tribunal de Justiça, o governo do petista Tarso Genro não desistiu do aumento da exação tributária sobre os servidores públicos e elevou de 11% para 13,25% a alíquota previdenciária por intermédio da Lei Complementar 14.016, de 21 de junho de 2012, VIGENTE E QUE ESTA SENDO COBRADA, embora penda decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade de sua cobrança. Veja o acórdão do Tribunal de Justiça:
ADIN 70045262581 - SUSPENDEU O AUMENTO DA LEI 13.758/2011 - de 11% PARA 14%
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 11 E 12 DAS LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS Nº 13.757 E 13.758, DE 18 DE JULHO DE 2011, QUE DISPÕEM, RESPECTIVAMENTE, SOBRE O REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DOS SERVIDORES MILITARES E CIVIS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. FIXAÇÃO DA ALÍQUOTA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA EM 14% PARA OS INTEGRANTES DO REGIME FINANCEIRO DE REPARTIÇÃO SIMPLES, COM DEDUÇÕES DIFERENCIADAS NA BASE DE CÁLCULO. APRECIAÇÃO DO PEDIDO LIMINAR PELO COLEGIADO. ART. 213, CAPUT, DO REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LIMINAR DEFERIDA, COM EFEITO EX TUNC. SUSPENSÃO DOS EFEITOS DOS REFERIDOS DISPOSITIVOS LEGAIS. OFENSA AOS ARTs. 19 E 140, CAPUT, DA CONSTITUIÃO ESTADUAL C/C ARTS. 150, ii E iv, E 195, § 9º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
I - Em que pese tenha sido estabelecida uma alíquota única de 14%, as deduções diferenciadas na base de cálculo acabaram por instituir um regime de contribuição progressiva, fazendo com que sejam mais onerados os servidores que recebem remuneração mais alta.
II - O tratamento diferenciado dado aos integrantes de uma mesma categoria jurídica, sob o argumento de que quem ganha mais tem que contribuir com mais, como se isso já não ocorresse na sistemática de percentual único incidente sobre uma base de cálculo variável, implica violação ao princípio constitucional da igualdade, do qual é derivado o princípio da isonomia tributária.
III - O caráter confiscatório do tributo há de ser avaliado em função do sistema, ou seja, deve ser levada em consideração toda a carga tributária incidente sobre o contribuinte. Além dos descontos efetuados na folha salarial (contribuição previdenciária e IR), anualmente, paga-se IPTU e IPVA, além dos repasses indiretos de ICMS, II, IPI, IOF, PIS, COFINS, CSL, CIDE, COSIP, ISS e outros tributos incidentes sobre produtos, mercadorias, bens e serviços.
IV – O aumento da exação tributária deve observar padrões de razoabilidade e ser estabelecido em bases moderadas, o que não ocorre no caso em apreço, já que não demonstrada a efetiva necessidade da elevação para o percentual de 14% para os servidores civis e militares integrantes do Regime Financeiro de Repartição Simples.
LIMINAR DEFERIDA. UNÂNIME.
ATRIBUÍDO EFEITO EX TUNC, POR MAIORIA.
Ação Direta de Inconstitucionalidade
Órgão Especial
Nº 70045262581
Porto Alegre
PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA,
PROPONENTE;
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL,
REQUERIDO
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
REQUERIDA;
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO
INTERESSADO;
UNIÃO GAÚCHA EM DEFESA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL E PÚBLICA
INTERESSADA
FEDERAÇÃO DAS ENTIDADES REPRESENTATIVAS DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA ESTADUAIS DO BRASIL- FOJEBRA
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos os autos.
Decidem os Desembargadores integrantes do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado, à unanimidade, em deferir a liminar, para o fim de determinar a suspensão dos efeitos dos artigos 11 e parágrafo único e 12 das Leis Complementares Estaduais nº 13.757/2011 e 13.758/2011, por afronta aos artigos 19 e 140, caput, da Constituição Estadual c/c os arts. 150, II e IV, e 195, § 9º, da Constituição Federal, mantendo-se o desconto de 11%. Por maioria, atribuíram o efeito “ex tunc”, vencido o Desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, que atribuía o efeito “ex nunc”.
Participaram do julgamento, além do signatário, os eminentes Senhores DESEMBARGADORES LEO LIMA (PRESIDENTE), ARISTIDES PEDROSO DE ALBUQUERQUE NETO, ARMINIO JOSÉ ABREU LIMA DA ROSA, MARCELO BANDEIRA PEREIRA, MARCO AURÉLIO DOS SANTOS CAMINHA, ARNO WERLANG, VICENTE BARROCO DE VASCONCELLOS, MARCO ANTÔNIO RIBEIRO DE OLIVEIRA, NEWTON BRASIL DE LEÃO, SYLVIO BAPTISTA NETO, MARIA ISABEL DE AZEVEDO SOUZA, VOLTAIRE DE LIMA MORAES, AYMORÉ ROQUE POTTES DE MELLO, RICARDO RAUPP RUSCHEL, JOSÉ AQUINO FLÔRES DE CAMARGO, CARLOS RAFAEL DOS SANTOS JÚNIOR, LISELENA SCHIFINO ROBLES RIBEIRO, GENARO JOSÉ BARONI BORGES, ORLANDO HEEMANN JÚNIOR, ALEXANDRE MUSSOI MOREIRA, ALZIR FELIPPE SCHMITZ E CLÁUDIO BALDINO MACIEL.
Porto Alegre, 19 de dezembro de 2011.
DES. FRANCISCO JOSÉ MOESCH,
Relator.
Como se não bastasse ter aumentado imposto, no caso a contribuição previdenciária, o governo do petista Tarso Genro impõs aos servidores públicos a maior alíquota de todos Estados da Federação. Essa forma, os aumentos salariais tão exaltados por Tarso Genro foram concedidos com a mão direita e tomados na mão esquerda. Já foram "zerados" com a tomada de recursos dos salários por meio da contribuição previdenciária. Ao invés de enfrentar questões estruturais do Estado, como a da dívida mobiliário, ele fez uso de uma solução simplista, de aumento de imposto sobre os servidores publicos. Ele poderia ter criado a contribuição com o Regime de Previdência Especial e não o fez. Estados como São Paulo e vários outros já o criaram e no Rio Grande do Sul nada foi feito até agora.

Pesquisa inconfiável da CNT/MDA mostra empate técnico entre Dilma e Aécio

A primeira pesquisa CNT/MDA divulgada após o primeiro turno da eleição presidencial mostrou nesta segunda-feira empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT, e o candidato do PSDB, Aécio Neves, e apontou vantagem numérica da petista dentro da margem de erro. Segundo o levantamento, Dilma tem 45,5% das intenções de votos, enquanto Aécio Neves aparece com 44,5% na pergunta em que os dois nomes são apresentados aos entrevistados. A pesquisa aponta que Dilma tem 50,5% dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), contra 49,5% de Aécio Neves. A margem de erro da pesquisa, realizada nos dias 18 e 19 de outubro, é de 2,2 pontos percentuais. A sondagem indica ainda altos índices de rejeição aos dois candidatos. Dos entrevistados, 41,0% declararam que não votariam em Aécio Neves "de jeito nenhum", enquanto 40,7% não votariam em Dilma. Para 46,7% entrevistados, Aécio Neves sairá vencedor das urnas, enquanto para 42,5% Dilma será reeleita. A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de cinco regiões do País nos dias 18 e 19 de outubro. Essa é uma pesquisa totalmente inconfiável, em todos os aspectos, e que deveria ser denunciada ao Ministério Público para ser investigada sobre os critérios utilizados. Pesquisa para Presidência da República, em segundo turno, para começar, não poderia ser realizada sem que o público pesquisado fosse inferior a 30 mil pessoas.

Banco usado por Maluf vai indenizar São Paulo em US$ 20 milhões

O deputado Paulo Maluf durante sessão da comissão especial da Câmara dos Deputados

O deputado Paulo Maluf durante sessão da comissão especial da Câmara dos Deputados (Pedro Ladeira/Folhapress /VEJA)
Em decisão inédita, a Justiça de São Paulo homologou acordo firmado entre o Ministério Público do Estado com o Deutsche Bank, da Alemanha, que se comprometeu a pagar 20 milhões de dólares, cerca de 48 milhões de reais, para evitar uma ação judicial. Foram movimentados em contas da instituição na Ilha de Jersey valores que, segundo promotores, foram desviados da prefeitura de São Paulo na gestão de Paulo Maluf (1993-1996), atualmente deputado federal pelo PP. De acordo com o Ministério Público, o dinheiro foi desviado das obras da avenida Água Espraiada e do Túnel Ayrton Senna, na Zona Sul da cidade de São Paulo. O objetivo do banco com esse acordo, segundo promotores de São Paulo, é “evitar qualquer discussão” sobre transações bancárias feitas pela família de Maluf entre 1996 e 2000. Parentes do ex-prefeito teriam movimentado cerca de 200 milhões de dólares em contas de empresas de fachada (offshores) na Ilha. Os investigadores constataram que, deste montante, 93 milhões de dólares foram posteriormente investidos na Eucatex, empresa da família Maluf, entre 1997 e 1998. Dos 20 milhões de dólares, 18 milhões serão depositados no Tesouro Municipal, 1,5 milhão de dólares ficará com o governo do Estado e mais 300.000 dólares com o Fundo Estadual de Interesses Difusos. Os 200.000 dólares restantes pagarão custos de processos na Justiça relativos aos desvios nas obras, como perícias e inspeções judiciais. O acordo prevê que a prefeitura invista os recursos na construção de creches, hospitais, escolas ou parques. A destinação final será definida, porém, pela prefeitura. A promotoria, a Polícia Federal e a prefeitura tentam resgatar no Exterior e no Brasil cerca de 340 milhões de dólares desviados da construção da Avenida Água Espraiada, a atual Avenida Jornalista Roberto Marinho, e do Túnel Ayrton Senna. A Justiça paulista autorizou em 2004, 2009 e 2013 bloqueios que atingem cerca de 2 bilhões de dólares em contas vinculadas à família de Maluf. Em novembro de 2012, duas offshores controladas por filhos de Maluf foram condenados em Jersey a devolver cerca de 28 milhões de dólares à prefeitura – dos quais cerca de 5 milhões de dólares já foram repatriados para os cofres municipais.

The New York Times diz que escândalo na Petrobras tumultua eleições

O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, delator de um esquema de corrupção na empresa, é tema central de uma reportagem de página inteira na edição desta segunda-feira, 20, do principal jornal dos Estados Unidos, o The New York Times. As denúncias do esquema de proporções "épicas" de Costa estão contribuindo para aumentar a incerteza na reta final da corrida presidencial, destaca o texto. A reportagem, assinada pelo correspondente do jornal no Brasil, Simon Romero, começa contando a história de Paulo Roberto Costa, que vivia o sonho que todo homem de petróleo tem. Era dono de um iate, um carro blindado e tinha mais de US$ 25 milhões em bancos no Exterior. Mas com ele envolvido no esquema de corrupção da Petrobras, o sonho acabou recentemente e o engenheiro e ex-diretor da empresa pode perder tudo isso, destaca o Times. O texto cita as denúncias de Paulo Roberto Costa envolvendo o pagamento de até 3% do valor de contratos da Petrobras para o Partido dos Trabalhadores (PT). A reportagem também destaca a denúncia mais recente, de que o ex-presidente do PSDB também recebeu propina da petroleira. "O depoimento de Costa está tumultuando uma já tumultuada corrida presidencial", destaca o jornal. "O caso tem sido um importante desafio para a presidente Dilma Rousseff", afirma o Times, destacando que ela presidiu o conselho da Petrobras durante o período em que Paulo Roberto Costa disse que montou o esquema de corrupção e ainda escolhe quem vai comandar a empresa. O Times ressalta ainda na reportagem que o escândalo na Petrobras traz à tona duas visões diferentes de como a petroleira, "que fez uma das maiores descobertas de petróleo deste século", deve ser gerenciada. Desde que assumiu a presidência do Brasil, Dilma aumentou o controle estatal na empresa. Já o candidato do PSDB, Aécio Neves, declarou que as denúncias de corrupção na empresa mostraram que sua administração ficou muito politizada, de acordo com o jornal.

O bandido petista mensaleiro José Dirceu pede prisão domiciliar

A defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu protocolou no Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira, 20, pedido para o mensaleiro cumprir o restante da pena de 7 anos e 11 meses de prisão em regime domiciliar. O Código de Processo Penal dá aos presos com bom comportamento o direito de progredir de regime após cumprirem um sexto da pena.
Além do bom comportamento, o ex-ministro do alcaguete Lula trabalha durante o dia, o que também reduz o tempo. Acusado de ser mandante do Mensalão do PT, José Dirceu está há 11 meses e 6 dias na cadeia, após ser condenado por corrupção ativa no julgamento. O relator das execuções penais do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, vai decidir se autoriza ou não a progressão de regime. Até agora, o ministro tem autorizado todos os pedidos da defesa dos condenados quando a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal calcula que o réu já cumpriu os requisitos para cumprir a pena em casa. Outros quatro condenados do chamado “núcleo político” do Mensalão do PT já conseguiram progredir do regime semiaberto para a prisão domiciliar: o ex-presidente do PT, José Genoino; o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares; o ex-tesoureiro do extinto PL, Jacinto Lamas, e o ex-deputado federal Bispo Rodrigues. Todos passaram menos de um ano na prisão.

Turma do PT e da Dilma transportava o dinheiro vivo da propina da Petrobras em jatinhos e carros forte, denuncia doleiro.

Uma parte significativa da propina paga a parlamentares com recursos desviados de contratos superfaturados de empreiteiras com a Petrobras foi transportada em jatinhos e em voos domésticos, segundo a investigação da operação Lava-Jato e informações do doleiro Alberto Youssef. Desde o dia 24 de setembro ele presta depoimentos diários de até seis horas a um delegado da Polícia Federal e a um procurador da República no âmbito da delação premiada celebrada com o Ministério Público Federal. A Lava-Jato já tinha conhecimento de que a prática era comum e que Youssef era o responsável pela logística de distribuição da propina a agentes políticos. As interceptações telefônicas judicialmente autorizadas permitiram aos investigadores identificar os responsáveis pela entrega de malas de dinheiro. Os diálogos captados nas escutas telefônicas mostram que o doleiro preocupava-se em assegurar que as "encomendas" chegassem a seus destinatários. Ouvido na condição de testemunha de acusação em ação penal resultante da investigação federal na Petrobras, um agente da Polícia Federal detalhou como os executores do esquema Youssef transportavam o dinheiro vivo: "Ocultado no corpo ou, nós temos conhecimento, que por algumas vezes eles tinham disponibilidade de aviões particulares. Mas por algumas vezes a gente conseguiu identificar que esse dinheiro era embarcado em um voo doméstico, um voo comum, provavelmente no corpo, em alguma valise e era transportado por eles". A testemunha também contou que parte da propina era entregue com o uso de veículos blindados."Eu ouvi relatos de que eles disponibilizavam de um veículo blindado na cidade de São Paulo e que por diversas vezes foi transportado em malas, maletas dentro do carro. Dinheiro em espécie", afirmou. O policial disse também que a investigação indicou que os pagamentos eram feitos em dólares e reais, sempre em dinheiro vivo, para "ocultar a transferência" e dificultar o rastreamento da propina.A PF deverá cruzar dados sobre decolagens e pousos de jatos no eixo São Paulo - Brasília com informações obtidas pelos inquéritos da Lava-Jato e relatadas por Youssef em seu termo de delação premiada. O pedido sobre a frequência das operações com aviões particulares terá de ser encaminhado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com os detalhes esmiuçados pelos relatos de Youssef, a Polícia Federal espera obter novas evidências sobre o volume de propina pago a políticos. Com o detalhamento de informações, a expectativa é que a possibilidade de identificação de políticos subornados se multiplique. No entanto, eventuais quebras de sigilos fiscais e bancários só poderão ser consideradas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, já que senadores e deputados federais contam com privilégio de foro. A homologação da delação premiada de Youssef, assim como a de Paulo Roberto Costa, será ser conduzida pelo ministro relator do caso no STF, Teori Zavascki. Ainda não se sabe como o relator dará prosseguimento à Lava-Jato na Corte. Em sua delação, Costa teria nominado e indicado provas do recebimento de propinas por pelo menos 32 parlamentares.(Valor Econômico)

O debate entre Aécio e Dilma não teve pancadaria, mas isso não quer dizer que a petista não tenha espancado a verdade

O debate entre os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) rendeu uma média de 13 pontos no Ibope, o que é muito bom para o horário. O encontro, desta feita, foi um pouco mais frio do que o das outras vezes, embora não tenha deixado de ser tenso. A menos que eu tenha perdido, não se ouviu a palavra “mentira”, ainda que os dois candidatos tenham concordado em discordar sobre todos os assuntos. Mais uma vez, Dilma quis falar de um Brasil que já passou, citando números conforme lhe dava na telha, e Aécio, de um país que pode ser. Assim, de novo, ela investiu na política do medo, e ele, na da esperança de dias melhores. Dilma repetiu a relação absurda estabelecida no debate da Jovem Pan-UOL-SBT: afirmou que o país só conseguiria chegar a uma inflação de 3% com um choque de juros e triplicando o desemprego. É espantoso que uma presidente da República trate de assunto tão sério com tamanha ligeireza. Dá para entender por que os mercados entram em pânico se acham que sua situação eleitoral melhora? Mais: se, no sábado, ela admitiu que houve roubalheira na Petrobras, no domingo, já ensaiou um recuo. Basta rever o embate para que se constate que essa não é uma leitura que manifesta boa vontade com ele e má vontade com ela.

Um debate, a rigor, para ser sério, tem de contar com honestidade intelectual. A fala final de Dilma foi, de fato, a síntese de suas intervenções: segundo ela, estão em confronto dois modelos: um que teria proporcionado “avanços e conquistas” (o seu), e outro que teria condenado o povo ao desemprego e ao arrocho salarial” (o da oposição). Resumir os oito anos de governo FHC a esses dois termos nem errado chega a ser; é apenas estúpido.
Pela enésima vez foi preciso ouvir Dilma a afirmar que o governo FHC proibiu a criação de escolas técnicas: falso! Que apenas 11 foram construídas na gestão tucana. Falso. Que seus adversários tentaram privatizar a Petrobras. Falso. Que eles pretendem cortar direitos trabalhistas. Falso. Que são contra a participação dos bancos públicos na economia. Falso. O problema do PT na propaganda e no debate é responder a um adversário que o partido inventou, que não existe.
PetrobrasO debate deste domingo serviu para evidenciar como é realmente sensível o caso Petrobras. Se, no sábado, ela admitiu que houve desvios na Petrobras, no debate deste domingo, já foi mais ambígua, falando que há apenas “indícios de desvios”. Uau! Só os “indícios” que foram parar no bolso de Paulo Roberto Costa somam admitidos R$ 70 milhões. João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, é apontado por Costa e Alberto Youssef como um dos chefões do esquema. O partido ficaria com 2% de todos os grandes contratos. O tucano quis saber se Dilma confia em Vaccari, já que o homem é até conselheiro de Itaipu. Ela não respondeu.
Dilma apelou, mais uma vez, ao Mapa da Violência para afirmar que, em Minas, o número de homicídios cresceu mais 50% na gestão de Aécio. E ainda pediu que ele fosse ver a tabela. Eu fui. Ele governou o Estado entre janeiro de 2003 e março de 2010 — logo, os números que lhe dizem respeito são aqueles desse período. Vejam as tabelas abaixo, que trazem os mortos por 100 mil habitantes dos Estados brasileiros e das capitais.
Mapa da Violência - Minas
Mapa da Violência - capitais
Os homicídios no Estado entre 2003 e 2009 tiveram um crescimento de 14%, não de mais de 50%, e os da capital caíram 13,7%. Agora olhem este outro quadro:
Mapa da Violência Minas - ranking
Minas Gerais tem a segunda maior população do Brasil, mas está em 23º lugar no ranking dos Estados em que há mais mortes. Vejam lá o que se deu na Bahia do petista Jaques Wagner: ele chegou ao poder com 23,5 mortos por 100 mil, e a taxa saltou para 41,9 em 2002, um crescimento de 78,2%. Que tal analisar o Piauí? Os petistas pegaram o Estado com taxa de homicídios de 10,2; em 2012, era de 17,2, com aumento de 58,2%. A tragédia da incompetência petista na área se repetiu em Sergipe: os petistas assumem em 2007 com taxa de 29,7, e esta se elevou para 41,8 dez anos depois, com crescimento de 40,7%. Mas o PT se comporta como professor de segurança pública. Se deixar, eles dão aula até para São Paulo, que hoje tem a menor taxa do País.
O debate deste domingo não teve pancadaria, mas isso não quer dizer que a verdade não tenha sido severamente espancada. Por Reinaldo Azevedo

domingo, 19 de outubro de 2014

TSE determina retirada de acusações contra Aécio na propaganda de Dilma

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu na noite de sábado que trechos da campanha da presidente e candidata à reeleição do PT, Dilma Rousseff, devem ser retirados do programa de televisão. O tribunal determinou a suspensão do trecho em que a campanha petista cita a recusa de Aécio Neves (PSDB) em fazer o teste do bafômetro, durante uma blitz da polícia do Rio de Janeiro. O TSE acatou o pedido de Aécio Neves, que acusou o PT de atacar sua honra ao insinuar que ele tenha recusado o bafômetro por estar embriagado. O ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, do TSE, afirmou que o horário eleitoral deve ser usado para a apresentação de idéias e propostas e não para ataques pessoais. Segundo Vieira, os horários gratuitos de rádio e televisão são "holofotes que devem estar direcionados para o candidato e para as suas idéias, não para pirotecnia ou artifícios técnicos que produzam imagens artificiais e enganosas". A campanha petista também foi proibida de veicular trecho de propaganda afirmando que o PSDB recebeu dinheiro do esquema de desvios da Petrobras para partidos, coordenado pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa. O programa de Dilma também não poderá questionar "onde estão os corruptos do metrô de São Paulo". Segundo o ministro do TSE, "ataques deste tipo prestam desserviço ao debate eleitoral fértil e autêntico e, em maior escala, à própria democracia, por isso foi preciso fixar novos parâmetros para a propaganda em rádio e televisão e, em especial, para o balizamento do trabalho dos juízes auxiliares, em tema de direito de resposta". O TSE proibiu, ainda, a propaganda petista com a frase "Oh, Minas Gerais, oh, Minas Gerais, quem conhece Aécio não vota jamais...", parodiando trecho de uma música clássica sobre o Estado.

Representantes da comunidade LGBT anunciam apoio a Aécio Neves

José Serra participa de carreata de Aécio Neves em campanha no Rio de Janeiro (RJ)

José Serra participa de carreata de Aécio Neves em campanha no Rio de Janeiro (RJ) (Ricardo Moraes /VEJA)
Representações partidárias ligadas ao movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) divulgaram uma carta de apoio ao candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves. As representações são de partidos da base do tucano e do próprio PSDB: Diversidade Tucana (PSDB), PV Diversidade (PV), PPS Diversidade (PPS), PTB Diversidade (PTB), LGBT Socialista (PSB) e Rede Diversidade (Rede) - este último, do projeto de partido da ex-ministra Marina Silva. No documento, são ressaltados pontos do programa de Aécio Neves considerados como avanços pela comunidade LGBT, além de retrocessos recentes na pauta de igualdade para pessoas com diferentes orientações sexuais. Apesar do apoio, as representações criticam a aproximação do candidato de figuras políticas consideradas conservadoras e homofóbicas. "Gostaríamos de cobrar do candidato uma posição mais firme de comprometimento com nossas reivindicações e uma fala decisiva anti Levy Fidelix, Malafaia, Bolsonaro e Feliciano em seu possível governo", disse Vanderlei Fernandes, da Rede Diversidade. O candidato à Presidência derrotado em primeiro turno Levy Fidelix declarou apoio a Aécio. Em debates do primeiro turno, Levy fez declarações consideradas homofóbicas que geraram uma série de protestos. O líder evangélico pastor Silas Malafaia, o deputado e também pastor Marco Feliciano (PSC), representante do Ministério Madureira, braço da Assembléia de Deus, e o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), campeão de votos no seu Estado, também apoiam o candidato do PSDB à Presidência. Entre os principais pontos elogiados pelas representações partidárias estão os compromissos do programa de Aécio Neves com a ampliação dos direitos de LGBT e do Programa Brasil sem Homofobia. Em relação aos retrocessos recentes, o documento cita o recuo na propaganda de prevenção à aids para casais gays, apesar de o governo atual ter registrado elevação de 11% nos casos de contaminação; além do que chamam de "enterro" da lei que criminaliza a homotransfobia, por iniciativa da Secretaria de Relações Institucionais. A carta também critica as diretrizes de governo da campanha à reeleição de Dilma Rousseff (PT) por usar o termo "opção sexual". "É um claro aceno às forças que lutam contra os avanços da cidadania LGBT, já que o termo é notoriamente rechaçado pelos movimentos sociais", diz o texto.

Ex-diretor da Petrobras diz que campanha da petista Gleisi Hoffman recebeu R$ 1 milhão

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, anuncia o novo salário mínimo

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, anuncia o novo salário mínimo (Alan Marques/Folhapress/VEJA)
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou na delação premiada ao Ministério Público Federal que, em 2010, o esquema de corrupção na estatal repassou 1 milhão de reais para a campanha ao Senado da petista Gleisi Hoffmann (PR). Em 2011, no início do governo da presidente Dilma Rousseff, ela se licenciou do mandato para assumir o cargo de ministra-chefe da Casa Civil, posto que ocupou até fevereiro deste ano. O ex-diretor da Petrobras disse que recebeu pedido para "ajudar na candidatura" de Gleisi. A solicitação, afirmou o ex-diretor da Petrobrás, foi feita pelo doleiro Alberto Youssef. Paulo Roberto Costa e Youssef são alvo da Operação Lava Jato, deflagrada em março pela Polícia Federal para combater o que considera uma organização criminosa que se instalou na Petrobrás para promover corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-diretor da estatal lembrou ainda que, em 2010, o marido de Gleisi, Paulo Bernardo, ocupava o cargo de ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste ano, a petista concorreu ao governo do Paraná e terminou a disputa na terceira colocação, com 14,9% dos votos.  Em resposta, Gleisi afirmou que os repasses para sua campanha em 2010 foram todos declarados à Justiça Eleitoral. A ex-ministra chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff foi taxativa: "Todas as doações para minha campanha estão na prestação de contas fornecidas ao Tribunal Superior Eleitoral". Gleisi ainda  afirmou que "não conhece Alberto Youssef nem Paulo Roberto Costa". O ministro Paulo Bernardo (Comunicações), também citado por Youssef na delação, negou qualquer possibilidade de ter ocorrido esse pedido e pagamento de propina na campanha de 2010 da senadora. "Eu estive com esse Youssef uma única vez quando eu era deputado e membro da CPI do Banestado. Ele estava preso e foi depor, e pelo que me lembre ele se valeu do direito de ficar calado", afirmou o ministro: "Chance zero disso ter acontecido, em hipótese alguma". Bernardo garantiu que a senadora e sua mulher não conhece e nunca conheceu Youssef: "Nunca estive em outra ocasião com ele. Nunca falei com ele por telefone, ou e-mail. Não sei porque ele falaria em ajudar a campanha da Gleisi e precisa ver se é mesmo a campanha dela", afirmou o ministro das Comunicações.

O Rio de Janeiro dá um grande abraço em Aécio Neves neste domingo

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse na manhã deste domingo em uma entrevista coletiva no clube Marimbá, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, que pretende dedicar a última semana a debater propostas. Dizendo estar "com a alma mais leve", o tucano evitou fazer novos ataques a presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT. A campanha para o segundo turno tem sido marcada por duros ataques entre os dois presidenciáveis, e no último debate, promovido por SBT/UOL/Joven Pan, predominou o clima hostil, com intensas acusações dos dois lados. "Quero nessa última semana fazer aqui um convite a nossa adversária para que nós possamos debater propostas e falar do futuro do Brasil para que os brasileiros conheçam de forma mais clara e profunda aquilo que nos separa", disse Aécio Neves: "Sou de uma escola política do meu avô (Tancredo Neves) que diz que quem deve brigar são as idéias, e não as pessoas". Aécio Neves disse ainda achar uma "evolução" e um"avanço" a atitude da presidente Dilma de admitir desvios de recursos na Petrobras. "É uma evolução, um avanço. Foi isso que eu cobrei dela em todos os debates. Quando eu pedi uma CPI no senado, o PT disse que era um factóide. Quantas vezes eu ouvi que o 'Aécio Neves queria denegrir a imagem da nossa maior empresa'. Pois bem: as investigações avançaram. A delação premiada mostra a extensão desta rede. Mas é um avanço a presidente pelo menos admitir que isso aconteceu. Talvez um pouco tarde, mas essa admissão é algo positivo", declarou o tucano. No entanto, o candidato do PSDB cobrou de Dilma alguma atitude em relação ao tesoureiro do PT, João Vacari Neto: "Não vi nenhuma atitude da presidente em relação àquele que é denunciado pelo delator como receptor da parcela (de dinheiro) que pertencia ao PT, que é o tesoureiro do partido". Aécio Neves repetiu aos jornalistas que não vai acabar com programas sociais com o Bolsa Família caso seja eleito: "Tem pessoas pagas pelos nossos adversários que estão andando de porta em porta nas regiões mais pobres do Brasil dizendo que se eu for eleito, vou acabar com os programas sociais. Isso não é contra nós, isso é falta de generosidade". Acusada de estar envolvida de nepotismo no governo de minas pela presidente Dilma nos últimos debates, a Irmã do tucano, Andrea Neves, emocionada, atacou o PT: "O que me impressiona, a nós e a milhões de brasileiros, é o absoluto descompromisso com a verdade. Como é que dados são falseados, números são alterados, informações são dadas sem nenhum compromisso com a verdade? Cabe a nós, que estamos próximos ao Aécio, manter o coração firme. Essa campanha tem tanta mentira patrocinada pelo PT que vai acabar alertando a população brasileira", disse Andrea, com voz embargada e negando que vá ter qualquer cargo público caso Aécio seja eleito. Aécio Neves chegou ao clube acompanhado da mãe, Inês Maria Neves, além de celebridades e políticos. Na lista, a mulher dele, Letícia Weber, os atores Milton Gonçalves, Ney Latorraca e Maitê Proença, o senador Francisco Dornelles (PP), candidato a vice-governador na chapa de Luiz Fernando Pezão (PMDB), o presidente do PPS Roberto Freire, o senador eleito José Serra, o deputado federal Alfredo Sirkis, o deputado federal eleito Indio da Costa, o deputado federal reeleito Otavio Leite, a deputada federal Andreia Zito (PSDB-RJ) a cantora Fafá de Belém, o dançarino Carlinhos de Jesus e o filho do ex-governador Sérgio Cabral, Marco Antônio Cabral. Em seguida, Aécio Neves seguiu em carreata pela orla de Copacabana, onde políticos, celebridades, esportistas e dezenas de pessoas vestidas de azul se concentram na manhã deste domingo. Os simpatizantes do tucano carregavam bandeiras do Brasil e o número do candidato. Entre os presentes estava o deputado federal reeleito Jair Bolsonaro, o mais votado no Estado, e o técnico da seleção brasileira de vôlei, Bernardinho. O objetivo da investida de Aécio Neves no Rio de Janeiro é capitalizar os votos da agora aliada Marina Silva, candidata derrotada do PSB à Presidência. Aécio Neves também está prestes a firmar aliança com o deputado federal Romário (PSB), eleito senador no Rio de Janeiro com 4,6 milhões de votos. Integrantes do movimento Aezão, criado pelo PMDB fluminense, que apóia a candidatura de Aécio Neves e a reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) também estiveram no evento.

Oposição diz que "confissão de culpa" joga Dilma no vértice do furacão do Petrolão

O senador José Agripino Maia (DEM-RN), coordenador da campanha do presidenciável Aécio Neves (PSDB) afirmou no sábado (18) que a declaração da presidente Dilma Rousseff (PT) de que houve desvio de recursos na Petrobras é um reconhecimento do escândalo e uma “confissão de culpa do petismo”. “Todos os posicionamentos do governo e da presidente em relação a esse tema são sempre tardios, como foi a demissão de Paulo Roberto Costa. Demissão que se deu nos termos que o Brasil inteiro sabe, com o reconhecimento dos grandes serviços prestados por ele”, disse Agripino Maia. O deputado federal paranaense Rubens Bueno (PPS) criticou Dilma por uma suposta blindagem da Petrobras. Para ele, Dilma deve ser responsabilizada, já que ao longo de 12 anos ela teve alguma ligação com a empresa, seja como ministra de Minas e Energia, da Casa Civil, presidente do Conselho de Administração da Petrobras ou presidente da República. “Nesses 12 anos, só agora admite desvios na Petrobras? Por que não tomou providências na época? Todos queremos que ela seja responsabilizada por isso”, disse. O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), foi além. Ele qualificou a atitude de Dilma de “esperteza” e disse que “o PT se especializou em corrupção”. “Nenhum brasileiro minimamente informado acredita na declaração que ela deu alguns dias atrás, dizendo que não sabia de nada. É uma esperteza na véspera de uma eleição, que vai consagrar o fim melancólico de um governo e da decadência de um partido que abandonou suas bandeiras”, disse Imbassahy.

sábado, 18 de outubro de 2014

O alcaguete Lula critica a imprensa: a brasileira e a estrangeira

O ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.) comparou neste sábado a trajetória que levou à eleição de Fernando Collor em 1989 como presidente da República à situação do candidato do PSDB, Aécio Neves. Lula disse que a imprensa instigou o povo contra sua candidatura e a favor de Collor na época, e que agora adota o “mesmo comportamento”. "Esse País muitas vezes comete equívoco. Em 1989, com medo de mim, do Ulysses Guimarães, do Leonel Brizola, do Mário Covas, muitas vezes instigado pela imprensa, esse País escolheu o (Fernando) Collor como presidente da República, dizendo que era o novo. E vocês sabem o que aconteceu nesse País. E o que a gente está vendo? É o mesmo comportamento. A imprensa brasileira, possivelmente na mão da elite, não admite nenhum governante que olhe para os mais pobres", disse o X9 Lula, aos gritos, sem mencionar o fato de que Collor hoje apóia o governo Dilma. "Eu era muito radical na época, nem a barba eu aparava. O povo até poderia ter medo de mim, mas o Ulysses era um homem de bem, o Brizola e Mário Covas tinham história, tinham tantos outros, mas, instigado pela imprensa, que tentava negar a política naquela época, o povo elegeu o Collor", disse o alcaguete Lula. Ele ainda fez duros ataques à imprensa internacional, citando a revista inglesa “The Economist”: "Se não bastasse a imprensa brasileira, é a revista The Economist pedindo voto para o adversário. É a revista mais importante do setor financeiro internacional, daqueles achacadores e que são exploradores. Essa revista que defende os bancos não quer a Dilma e sim o Aécio. Que o Aécio seja o candidato dos banqueiros, ótimo, mas a Dilma é a candidata do povo brasileiro. Não vai ter banqueiro brasileiro ou estrangeiro para dizer quem é bom para a gente votar. Eles têm que saber que o povo brasileiro não é gado". Logo ele, que há pouco tempo exaltava os ganhos que os bancos tinham tido nos governos do regime petralha, os maiores de toda a história. E logo ele, cujo partido recebeu as maiores doações dos bancos.

Dilma admite desvios no esquema de corrupção da Petrobras: ‘Houve, viu?’

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, admitiu neste sábado, pela primeira vez, que houve desvio de dinheiro público no esquema de corrupção na Petrobras citado em depoimentos de delação premiada pelo ex-dirigente da estatal Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef. Em entrevista coletiva no Palácio da Alvorada, Dilma afirmou que faria “o possível” para que os valores desviados sejam devolvidos aos cofres públicos. A presidente também demonstrou que o tom da campanha até o segundo turno da eleição continuará sendo de ataques contra o adversário Aécio Neves (PSDB). "Eu farei todo o meu possível para ressarcir o País. Se houve desvio de dinheiro público, nós queremos ele de volta. Se houve, não; houve, viu?" — afirmou a presidente, que não costuma admitir erros. Ela, no entanto, disse não saber estimar o valor do desvio. "Daqui para frente, a não ser que eu seja informada pelo Ministério Público ou pelo juiz, não tenho medida nenhuma a tomar, não é o presidente que processa. Eu tomarei todas as medidas para ressarcir tudo e todos, mas ninguém sabe ainda o que deve ser ressarcido, porque a chamada delação premiada, onde tem os dados mais importantes, não foi entregue a nós. Até eu pedi, como vocês sabem, tanto ao Ministério Público, quanto para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, mas ambos disseram que estava sob sigilo", disse Dilma. O órgão regulador do mercado americano, a Segurity Exchange Comission, abriu investigação para saber se o escândalo na Petrobras prejudicou acionistas. Beneficiado pela delação premiada, Paulo Roberto envolveu políticos do PT, do PMDB e do PP, base aliada do governo. As denúncias começaram a partir da Operação Lava-Jato, deflagrada em março pela Polícia Federal, para investigar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões ilegalmente. Sobre a citação do ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, morto em março deste ano, na delação premiada de Paulo Roberto Costa, como receptor de propina para que esvaziasse a CPI da Petrobras em 2009, Dilma disse que não iria “comemorar” o vazamento seletivo, que antes havia atingido apenas partidos da base aliada, inclusive o PT. A presidente defendeu que todos os integrantes de partidos que tenha praticado “mal feitos” têm de pagar. "É interessante notar que os vazamentos seletivos acontecem para todos os lados. Isso não é bom, não vou aqui comemorar nada, só acho que o pau que bate em Chico, bate em Francisco. Essa é uma lei, né?" - pontuou Dilma. "Não acho que alguém no Brasil tenha a primazia da bandeira da ética. O retrospecto do PSDB não lhe dá essa condição, acho que não dá a partido nenhum. Todos os integrantes de partido que tenham cometido crime, delito, mal feito, têm de pagar por isso. Ninguém está acima de qualquer suspeita no Brasil", completou. De acordo com o jornal “O Estado de S.Paulo”, Paulo Roberto Costa afirmou na delação que o esquema de corrupção na estatal repassou R$ 1 milhão à campanha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em 2010. O marido da senadora, o atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e na época ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Lula, foi quem teria recebido o dinheiro. Questionada se pretende amenizar os ataques contra o adversário tucano após ações no Tribunal Superior Eleitoral e críticas nos bastidores de integrantes da Corte em relação ao tom bélico da campanha, a presidente negou que o TSE tenha feito qualquer intervenção em sua campanha, alegando que as ações ainda não foram julgadas e, apesar de dizer que o baixo nível deve ser “superado”, deu demonstrações de que devem prevalecer os ataques a Aécio Neves nessa reta final. "Eu não concordo que o TSE teve qualquer intervenção na minha campanha. Gostaria de saber onde e quando. Acho que isso ainda será julgado. Eu acredito que o que é baixo nível da campanha é algo que deve ser completamente superado", disse Dilma.

Volume de água do São Francisco é o pior desde o início das medições, há 83 anos

O volume de água do rio São Francisco - tecnicamente chamado de vazão. A baixa está em relatórios estatísticos e fica clara quando se estuda o volume de água despejado no rio pelas represas das usinas. Na hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, por exemplo, o volume devolvido ao rio caiu 23% na comparação da média dos anos entre 1931 e 1992 com a média entre 1993 e 2012. Não se pode dizer com certeza a causa: se pelo uso da água para abastecimento de uma população crescente, pela irrigação - a autorizada e a clandestina - ou pela terra que desliza das encostas desmatadas. Quando se olha o estado de degradação do rio, a sensação é que ele é vítima de tudo isso ao mesmo tempo. A estiagem dos últimos três anos é um agravante: acentua a evaporação nos seis Estados por onde passa. O rio corre hoje com 49 metros cúbicos de água por segundo. Trata-se do pior volume nos 83 anos de medição em seu leito e uma fração do volume normal, que é de 2,8 mil metros cúbicos por segundo. Os mineiros, especialmente os que vivem no norte do Estado, estão alarmados com os efeitos da estiagem no rio. Quem bem sintetiza a dimensão do estranhamento que tomou conta das pessoas é a empresária Janice Fiúza Figueira. Ela tem 80 anos e está impressionada: “Os antigos, quando eu era criança, falavam de uma seca que deixou o rio coberto de areia. Eu mesma nunca tinha visto nada assim”. Com a água se esvaindo, um cenário de desolação se instala. Não há trecho que escape. Na cidade de Iguatama, que se intitula a primeira a ser banhada pelas águas do "Velho Chico", nível do rio é tão baixo que forma poças. Em São Roque de Minas, quase ao sul do Estado, a nascente no Parque Nacional da Serra da Canastra secou. O ponto de partida do São Francisco não é um único veio de água, mas a reunião de vários nascedouros que se encontram para formar um córrego. A primeira nascente, mais robusta, que desce de uma serra, secou no fim de setembro pela primeira vez. O fenômeno foi um duro golpe no meio ambiente combalido. Entre julho e agosto, um incêndio consumiu 70% da vegetação nativa do parque. O silêncio na reserva, as árvores carbonizadas, as cinzas na vegetação rasteira e o ir e vir assustado de animais raros - do lobo-guará, do tamanduá-bandeira, do gavião do Chile - dão mais dramaticidade à nascente seca. A 150 quilômetros dali, em Iguatama, que se autointitula primeira cidade banhada pelo São Francisco, a cena é estarrecedora. No alto da ponte que corta o rio há uma imensa carranca - careta simbólica, esculpida em madeira, que é colocada nos barcos do São Francisco para espantar os maus espíritos da natureza. Sob a ponte, porém, percebe-se que o amuleto de pouco adiantou. O rio se transformou numa extensa poça barrenta, intercalada por ilhas de terra, lixo e galhos secos. Na tarde de quarta-feira, 8 de outubro, depois de ver uma foto do local no Facebook, o funcionário público Enilson Antônio da Silva, 49 anos, dirigiu 40 minutos de Lagoa da Prata, onde mora, à ponte de Iguatama. Lá, ficou perambulando, atônito. “Pensei que fosse montagem de computador e quis ver com meus olhos”, disse. “Como pode um rio desse tamanho ficar assim?” Um dos cenários mais impressionantes fica escondido na estrada de terra que liga os municípios de São Francisco, Pedra de Maria da Cruz e Januária, no extremo norte. Nas margens da estrada há uma floresta de árvores totalmente secas. Não há uma gota de água sob as pontes, incluindo na do Córrego Arrozal, afluente do São Francisco. O córrego virou estrada. “Ele é perene, nunca secou”, diz o agricultor João Gonçalo da Silva, o João Novelo, 56 anos: “Se não fossem as cisternas, a criação morreria de sede".

No ponto mais baixo da campanha, Lula comanda show de baixarias em Minas Gerais

Em um comício realizado em Belo Horizonte neste sábado - sem a presença de Dilma Rousseff -, o ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) ultrapassou os limites da inconsequência e comandou um show de baixarias e ofensas desmedidas contra Aécio Neves. Foi o ponto mais baixo da campanha até aqui. E não apenas desta campanha: desde 1989 o Brasil não assistia a um festival de ataques como os que o PT hoje protagoniza em uma campanha. Lula não apenas se utiliza das mesmas armas de que foi alvo na campanha contra Collor, como vai ainda mais longe. No comício, o ex-presidente citou o nome de Aécio Neves muito mais que o de Dilma, que se tornou personagem secundário dos discursos. A ordem era atacar, sem tréguas. Em um discurso precedido por insultos pessoais ao tucano, Lula disse que Aécio Neves usa violência contra as mulheres, por "experiência de vida", e a tática de "partir para cima agredindo". Ao comentar a estratégia do tucano contra Dilma Rousseff, o ex-presidente insinuou que Aécio Neves costuma bater em mulheres. "A tática dele é a seguinte, vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo", afirmou Lula. O ex-presidente também classificou Aécio Neves de "filhinho de papai" e "vingativo". E o comparou a Fernando Collor. O mesmo Fernando Collor que hoje divide palanques com Dilma, como há uma semana, em Alagoas. Lula ainda voltou a mencionar o episódio em que o adversário deixou de soprar o bafômetro em uma bliz no Rio de Janeiro. O ato deste sábado deixou claro que a tática do PT na reta final da campanha, após o revés de Dilma Rousseff no debate do SBT, na quinta-feira, será a de expor a presidente Dilma como uma vítima das "grosserias" de Aécio Neves. Foi o que fez Lula neste sábado. "O comportamento dele não é o comportamento de um candidato. É o comportamento de um filhinho de papai que sempre acha que os outros têm de fazer tudo para ele, que olha com nariz empinado. Eu não sei se ele teria coragem de ser tão grosseiro se o adversário dele fosse um homem", disse o presidente. O ex-presidente comparou Aécio Neves a Fernando Collor porque, segundo ele, a eleição do ex-presidente (aliado do PT) foi fruto da pressão da mídia e de um falso discurso do "novo". "Em 1989, com medo de mim, com medo do Ulysses, do Brizola, com medo do Mário Covas, muitas vezes instigado pela imprensa, este País escolheu o Collor como presidente da República dizendo que era o novo. E vocês sabem o que aconteceu neste País". Lula também disse que Aécio Neves age como Carlos Lacerda, o estridente líder da oposição a Getúlio Vargas, ao mencionar o "mar de lama" para "esconder o próprio rabo". O petista afirmou que, quando governou Minas Gerais, o tucano perseguiu professores de forma mais intensa do que a ditadura. "Não conheço, em nenhum momento da história, nem no regime militar, um momento em que os professores foram tão perseguidos como foram em Minas Gerais", afirmou Lula. No vale-tudo, Lula tentou até subverter o tempo: indagou o que Aécio Neves fazia quando Dilma foi presa por enfrentar a ditadura - ignorando que, na época, o tucano tinha apenas dez anos de idade. Inacreditavelmente, Lula tentou definir o adversário com uma frase que resume de forma precisa a tática do PT: "É muito grave, porque as pessoas se acham no direito de desrespeitar os outros com muita facilidade e depois ir para a imprensa se passar de vítima. Não é possível". Mais cedo, antes de Lula entrar no palanque, o mestre de cerimônias do comício leu uma carta de uma psicóloga petista que atribui a Aécio Neves a prática de espancar mulheres e de uso de drogas, além de classificá-lo como "ser desprezível", "cafajeste" e "playboy mimado". Ela afirma que o tucano tem um "transtorno mental". Depois, o rapper Flávio Renegado, que discursou já na presença de Lula, do governador eleito Fernando Pimentel e de parlamentares petistas, disse que Aécio Neves costumava fazer festinhas regadas a "pó royal", uma gíria para cocaína. Durante o discurso de Lula, grande parte da militância presente emplacou um grito de "Aécio cheirador", sob a complacência de Lula - o mesmo que, minutos antes, se orgulhara de nunca ter agido de forma desrespeitosa em nenhuma das campanhas eleitorais das quais participou.

Pela primeira vez, a petista Dilma se vê obrigada e admite desvios monumentais de recursos públicos na Petrobras

A presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, viu-se obrigada e admitiu neste sábado que "houve desvio" na Petrobras, conforme denúncias do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa. Foi a primeira vez que a presidente petista confirmou a existência de desvio. A confirmação pela candidata ocorreu durante entrevista coletiva na tarde deste sábado, no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, transformado em comitê eleitoral. "Se houve desvio de dinheiro público queremos ele de volta. Se houve não, houve, viu?", afirmou ela. Dilma afirmou também que o governo pretende pedir o ressarcimento de todos os recursos desviados pelo esquema comandado por Paulo Roberto Costa, com recursos desviados por meio de construtoras para financiar partidos políticos - entre eles, o PT, o PMDB e o PP. "Eu tomarei todas as medidas para ressarcir tudo e todos", disse: "Farei todo o possível para ressarcir o País". Se ela não fez nada durante 12 anos, o que iria fazer agora?

Aécio Neves critica campanha do PT em Porto Alegre e vai acionar Justiça para desmentir acusações

O candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, voltou a criticar neste sábado o tom adotado pela campanha da presidente Dilma (PT) e disse que o seu partido vai acionar a Justiça Eleitoral para desmentir acusações veiculadas na propaganda petista. Aécio cumpriu agenda em Porto Alegre junto com José Ivo Sartori (PMDB), que disputa com Tarso Genro (PT) o governo gaúcho. Ninguém desconstrói com mentiras algo que é concreto. Na verdade, a presidente, lamentavelmente, talvez pelo desespero que tem tomado conta da sua candidatura, infelizmente, talvez também pela distância que tem das questões de Minas Gerais, a cada momento solta dados absolutamente incorretos", afirmou o tucano, acrescentando ainda que a presidente se esquiva das discussões em torno gestão do PT no governo federal. "O fracasso na gestão do Estado Nacional, com as obras como sempre inacabadas ou paralisadas, muitas com sobre preço, e várias sob denúncia de pagamento de propinas". Aécio Neves falou também a respeito dos indicadores sociais que, segundo o tucano, pararam de crescer. “O governo fracassou também na melhoria dos nossos indicadores sociais. O inimaginável aconteceu. O analfabetismo voltou a crescer no Brasil, são coisas inimagináveis. Existe hoje uma crise no Ipea [Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas] em relação aos dados que vêm sendo divulgados pelo governo, que, segundo algumas denúncias, não correspondem exatamente aos dados do próprio Ipea".