sábado, 21 de outubro de 2017

Caetano Veloso processa MBL e ator Alexandre Frota por ter sido chamado de pedófilo, o esquerdismo está incomodado



Caetano Veloso e Paula Lavigne, empresária e mãe dos filhos do cantor, estão processando o MBL (Movimento Brasil Livre) e o ator Alexandre Frota. As ações foram apresentadas à Justiça no dia 10 de outubro, após o grupo postar nas redes sociais que Caetano Veloso teria cometido pedofilia ao manter relação com Paula Lavigne - ambos se "casaram" quando ela tinha 13 anos e ele, 40. 

Segundo a advogada Simone Menezes, cada processo pede R$ 100 mil de indenização para Caetano Veloso e R$ 100 mil para `Paula Lavigne - as duas ações totalizam R$ 400 mil. Em nota, Paula Lavigne explica: "O processo é de indenização, e diz respeito aos ataques e às ofensas que essa turma está fazendo por discordar da opinião em relação ao que entendemos como tentativa de impor censura à liberdade de expressão". Ela, Caetano e outros artistas como Fernanda Montenegro, Adriana Varejão e Nathalia Dill se manifestaram a favor do grupo #342Artes, em defesa da liberdade de expressão e contrário à censura. O esquerdismo nacional resolveu escancarar atitutdes e provocar a fé do povo brasileiro. Durante 50 anos a "classe artística" dominou o pensamento brasileiro, Mas, agora, a magia dessa relação se rompeu e esses artistas esquerdistas são por uma parcela majoritária do povo brasileiro e eles não estão gostando disso. 

A iniciativa surgiu após polêmicas envolvendo as artes nos últimos dois meses, principalmente o cancelamento, em setembro, da exposição do "Queermuseu", após campanha capitaneada, entre outros grupos, pelo MBL, acusando artistas e obras de arte de incitar a zoofilia e a pedofilia. 

"Se querem debater, estamos disponíveis. Mas não vamos aceitar ofensas e incitação ao ódio, como tem sido feito pelo MBL, Alexandre Frota, Kim Kataguiri e outros", diz Paula Lavigne. De acordo com a advogada Simone Menezes, "quem vier, vai receber sua contrapartida". Segundo ela, "não se pode ofender, incitar algo ou fazer com que as pessoas ofendam outras pessoas". Procurado pela reportagem, Kim Kataguiri, coordenador do MBL, afirmou que soube do processo pela internet. "Vamos aguardar a citação e responder na Justiça", disse. 

Após o MBL divulgar que está sendo processado, a hashtag #CaetanoPedofilo passou a liderar a lista de trending topics do Twitter com mais de 30 mil citações, que está sendo usada, sobretudo, para atacar Caetano. No Twitter, Frota afirmou: "o juiz vai me chamar e perguntar porque Caetano é pedófilo? Vou responder: ele com 40 anos tirou a virgindade de uma menor de 13. Simples". 

À época do casamento de Caetano e Lavigne, em 1986, contudo, não havia a atual previsão de crime nas relações sexuais entre maiores e menores de 14 anos -a discussão era caso a caso, a cargo do juiz, com base no comportamento do/da menor. Em 2009, o Código Penal recepcionou o que já se tornava comum na jurisprudência e passou a prever como estupro de vulnerável a relação entre um/uma maior de idade e um/uma menor de 14 anos, mesmo que com consentimento.

Jonas Suassuna, o sócio de Lulinha, acusado de ter usado empresa de fachada para receber os repasses da OI ao filho do poderoso chefão

 

Ex-diretor do grupo empresarial de Jonas Suassuna, que é sócio de um dos filhos do poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula, e um dos proprietários do sítio de Atibaia (SP) atribuído ao petista, Marco Aurélio Vitale afirmou, ao jornal "Folha de S.Paulo", que a empresa de Suassuna foi usada como fachada para receber recursos da Oi. Vitale disse que os recursos eram direcionados a Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula, e seus sócios. O ex-diretor declarou ainda que os repasses eram justificados por meio de contratos "sem lógica comercial". De acordo com a Polícia Federal, as empresas receberam R$ 66,4 milhões da Oi entre 2004 e 2016.

Vitale contou que Grupo Gol, de Jonas Suassuna, conseguiu um tratamento que não existe dentro da Oi. O único objetivo do contrato entre ambos era o repasse de recursos da empresa de telefonia para as firmas de Suassuna. O Grupo Gol atua nas áreas editorial e de tecnologia.  Jonas Suassuna é "dono" de metade do sítio em Atibaia (SP), que o Ministério Público Federal diz ser de Lula, e tornou-se sócio de Fábio Luís e Kalil Bittar (irmão de Fernando Bittar, dono da outra metade do sítio) e da Oi na Gamecorp em 2007. Fábio Luís é sócio de empresas do Grupo Gol. 

Questionado sobre qual era o motivo dos contratos do grupo de Suassuna com a Oi, Vitale disse que "muitos dizem que seria uma contrapartida pela mudança da lei da telecomunicação para permitir a compra da Brasil Telecom": "Nunca ouvi falarem disso. Esse assunto não era tratado dessa maneira. Mas Jonas e suas empresas foram utilizadas, na minha opinião, como uma fachada necessária para que o Fábio e Kalil realizassem seus negócios através da ligação familiar. Nesse movimento, os negócios não eram o mais importante. O importante era a entrada de dinheiro". 

O ex-diretor afirma que a receita do grupo era da Oi e que diretores sabiam da existência de contratos e receitas milionárias: "Mas nunca ficou claro quanto e pelo quê a Oi pagava". Na entrevista, Vitale afirma que Suassuna não falava sobre os contratos. "O modelo de gestão sempre foi muito centralizado. Qualquer assunto era tratado de forma fechada com Fábio, Kalil e Fernando Bittar. Esporadicamente se encontravam com Lula em São Paulo". Questionado se o nome de Lula era usado, Vitale afirma que existia na Oi "uma noção clara de que a Gol só estava lá por causa do então presidente": "No caso da Oi, não se falava o nome do ex-presidente porque eles queriam buscar outros negócios e existia dentro da Oi uma noção clara de que a Gol só estava lá por causa do então presidente. As pessoas da Oi não se sentiam à vontade de falar sobre isso. Mas, em almoços que Jonas fazia com empresários, ele sempre se posicionava como sócio do filho do presidente, amigo do presidente". 

De acordo com o ex-diretor, Lula não frequentava a empresa. Vitale disse ter visto o ex-presidente apenas uma vez, quando já ele tinha deixado o Palácio do Planalto, porque Suassuna queria mostrar as instalações da companhia. Sobre o sítio de Atibaia, o ex-diretor disse que sabia da propriedade, mas ela "era do Lula": "Nunca foi dito que era do Jonas. Ele nunca tratou sendo como dele, sempre tratou como sítio do Lula. Após a divulgação do caso, ele fala, em almoço na empresa, que tinha um sítio ao lado, que comprou como investimento". 

Vitale conheceu Suassuna entre 1997 e 1998, quando era gerente de marketing da "Folha de S.Paulo". Em 2009, foi chamado pelo empresário para trabalhar com ele. A sociedade entre Suassuna e o filho de Lula, segundo ele, sempre foi colocada como lícita "que não traria benefícios diretos para o Jonas": "Exceto o fato de ser sócio do filho do presidente, o que te dá uma visibilidade natural". 

Marco Aurélio Vitale da Costa, que atualmente trabalha como fotógrafo e é presidente da ONG "Instituto de Percepções de Responsabilidade Social", disse ter sido intimado a prestar esclarecimentos à Receita Federal há cerca de um ano, no Rio de Janeiro, em uma investigação sobre a empresa de Suassuna. Naquele depoimento, ele afirmou ter relatado episódios e apresentado documentos que comprovariam que o Grupo Gol teria sido usado como fachada para o repasse de dinheiro da operadora Oi para o filho de Lula. Seu último contato que teve com Suassuna, contou ele, foi naquela época, quando recebeu a intimação da Receita. "Eu disse ao advogado dele (Suassuna) que tinha sido intimado pela Receita e iria dizer tudo que sabia. Depois disso, nunca mais falei com ninguém". 

Vitale explicou que foi chamado pela Receita assim como outros executivos que trabalharam ou continuam na Gol, e negou que tenha chantageado Suassuna: "Nunca pedi nada a eles. Isso é absurdo. Eu não estou envolvido em nenhum desses contratos suspeitos. Quando entrei na empresa, eles já haviam sido assinados. Mas sei de muita coisa, como muita gente lá dentro sabe. Só quero compartilhar a verdade".

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Se a eleição fosse hoje, Esperidião Amin seria o novo governador do Santa Catarina


O ex-governador Espiridião Amin, do PP, venceria facilmente a disputa do primeiro turno das eleições de Santa Catarina, caso o pleito ocorresse ainda hoje. Ele teria 30% dos votos. Em seguida viria o senador Paulo Bauer, PSDB, com 20,3%. Os candidatos aferidos por pesquisa do Instituto Paraná são os seguintes: Não sabe, 5,7%; Nenhum, 16%; Amin, PP, 30%; Paulo Bauer, PSDB, 20,3%; Mauro Mariani, PMDB, 9,9%; Décio Lima, PT, 8,5%; Jorginho Melo, PR, 5,1%; Gelson Merisio, PSD, 4,5%. Gelson Merisio, o pior colocado, é o candidato do governador Raimundo Colombo, PSD, que aparece tremendamente envolvido nas falcatruas investigadas na Operação Lava Jato.

Caixa Econômica Federal, quebrada, precisa de R$ 10 bilhões do FGTS para manter empréstimos


Sem contar com recursos da União, a Caixa Econômica Federal pediu ao Conselho Curador do FGTS R$ 10 bilhões em empréstimos sem prazo para pagar. A operação, que ainda está sob avaliação, deve ser feita por meio de Letras Financeiras que serão adquiridas pelo FGTS. O fundo receberá anualmente uma correção corresponde aos juros da Selic (hoje em 8,25%) mais 1,20%. Sem esse dinheiro, a Caixa Econômica Federal não terá como cumprir as regras regulatórias de "segurança" bancária para concessão de empréstimos.

Atualmente, para cada R$ 100,00 em empréstimos, os bancos têm de entrar com pelo menos R$ 11,00 de capital próprio. Esse índice vai ficar mais rígido a partir deste ano e do próximo, podendo a chegar, em alguns casos a R$ 13,00. O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, chegou a pedir ao presidente Michel Temer um aumento de capital do Tesouro no banco. Mas diante da crise e das restrições orçamentárias, o presidente negou o pedido.

Por isso, o banco passou a estudar medidas alternativas. A operação com o FGTS é uma das alternativas. Mas ela só resolverá o problema de capitalização do banco até o próximo ano. Paralelamente, a Caixa Econômica Federal aposta em outra alternativa: a venda de cerca de R$ 10 bilhões da carteira de infraestrutura. O BNDES, que tem folga de recursos, seria o comprador. Mas a Caixa Econômica Federal mantém conversa com outros interessados. Pessoas que participam das conversas afirmam que as duas medidas devem ser tomadas.

Essas medidas serão tomadas no momento em que a Caixa Econômica Federal passa por uma reestruturação interna. O novo estatuto do banco definirá regras para dificultar as indicações políticas na instituição que, justamente por interferências de governo, esteve no centro das operações das "pedaladas fiscais" que levaram ao impeachment da mulher sapiens, a petista Dilma Roussef. A ingerência de partidos, que indicaram representantes para oito das 12 vice-presidências da Caixa Econômica Federal, também colocou o banco nas investigações da Lava Jato.

O conselho de administração do banco discute mudanças nas regras de governança para enquadrar a instituição na Lei das Estatais. A legislação determina que todas as empresas públicas devem se adequar às novas regras até junho do próximo ano.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O neocoronel Ciro Gomes, de Sobral, fala sobre Marina Silva e diz que ela tem falta de "testosterona"


Pré-candidato do PDT à Presidência, o neocoronel de Sobral, Ciro Gomes, disse nesta quinta-feira (19), em evento no Rio de Janeiro, que o "momento é muito de testosterona". Ele falava sobre a estratégia política de Marina Silva (Rede), também disposta a se candidatar ao Planalto. "Não tô vendo a Marina com apetite de ser candidata, ou então é uma tática extraordinariamente nova que nunca vi na minha vida pública, que é o negócio de jogar parado", afirmou: "Não vejo ela com energia, e o momento é muito de testosterona. Não elogio isso. É mau para o Brasil, mas é um momento muito agressivo e ela tem uma psicologia avessa a isso. Não sei, eu tô achando que ela não é candidata".

Na última pesquisa Datafolha, divulgada no início de outubro, o neocoronel pedetista registrou 10% das intenções de voto no primeiro turno, caso o PT não tenha um candidato na disputa. Nesse mesmo cenário, Marina Silva lidera: foi apontada como a opção por 22% (com Alckmin) ou 23% (com Doria) dos entrevistados pelo instituto de pesquisa.

Com Lula (35%), Marina Silva fica em terceiro lugar (13%) e Ciro em quinto, com 4% das intenções de voto. Caso sua candidatura se confirme, a eleição de 2018 será a terceira do neocoronel  Ciro Gomes, ex-ministro de Itamar Franco (Fazenda) e de Lula (Integração Nacional) e ex-governador do Ceará (1991-1994).

Suas declarações em campanhas renderam ao pedetista a fama de que tem "língua solta". Em 2002, então casado com a atriz Patrícia Pillar, foi questionado qual era a importância da atriz em sua campanha. Respondeu que ela tinha "um dos papéis mais importantes, que é dormir comigo". A assessoria de Ciro Gomes afirmou que não iria comentar as declarações desta quinta-feira (19), quando participava de um almoço com empresários na Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). No evento, também criticou Aécio Neves, que chamou de "cadáver político", e Jair Bolsonaro, também pré-candidato à Presidência. 

Na segunda-feira (16), em uma palestra a estudantes em São Paulo, o ex-governador cearense afirmou que a sua fama de fazer declarações fortes seria uma tentativa de desqualificá-lo porque, segundo afirmou, não é investigado por ter praticado corrupção.

Tasso Jereissati garante a aliados que deixa presidência do PSDB se Aécio Neves não renunciar ao cargo


O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse a aliados que vai deixar o comando do partido caso Aécio Neves (PSDB-MG) não renuncie definitivamente ao posto na semana que vem. Em conversas reservadas nos últimos dias, Tasso Jereissati afirmou que chegou "ao limite" na queda de braço interna e que não pretende continuar brigando pelo poder com o colega mineiro –que está licenciado da presidência do PSDB desde maio.

O movimento do senador cearense foi interpretado como um ultimato. Tasso Jereissati fez cobranças públicas na quarta-feira (18) para que Aécio Neves deixe definitivamente a cúpula tucana, mas o mineiro ainda resiste. A ameaça de Tasso Jereissati de deixar a presidência interina do PSDB é, segundo seus aliados, uma pressão adicional sobre o grupo de Aécio Neves.

Aécio Neves pediu até a próxima terça-feira (24) para apresentar uma solução para a bancada, mas dirigentes da sigla enxergam risco de que ele continue postergando uma decisão sobre o caso. Predomina entre os tucanos o sentimento de que a permanência de Aécio Neves como presidente do partido, ainda que licenciado, prejudica a imagem do PSDB para as eleições de 2018.

Eles esperavam que Aécio Neves deixasse o posto de comando depois que o Senado derrubou, na terça-feira (17), duas medidas cautelares que haviam sido impostas a ele pelo Supremo Tribunal Federal no fim de setembro. Ele estava proibido de exercer o mandato e de deixar sua residência à noite. Senadores do partido se reuniram na noite de quarta-feira (18) para discutir o assunto. O encontro foi marcado por um ambiente de tensão. Aécio fez um apelo "emotivo" e disse se sentir "expulso" da sigla com a pressão para que abandone o cargo de presidente.

O episódio acirrou a divisão interna no partido na disputa pela presidência da sigla pelos próximos dois anos, que deve ser definida em dezembro. Irritados, aliados de Aécio Neves vão ampliar um movimento de resistência interna a Tasso Jereissati, que era considerado favorito na eleição para o controle da legenda. Mesmo tucanos que defendiam a permanência do senador cearense no posto acreditam que a pressão de Tasso Jereissati pela renúncia de Aécio Neves vai ampliar essa cisão, o que pode fortalecer a candidatura do governador goiano, Marconi Perillo.

Airbus lança novo avião de grande alcance, o A330neo



A fabricante aeronáutica europeia Airbus voou, pela primeira vez, nesta quinta-feira (18), com seu novo avião de grande alcance, o A330neo, com a ambição de superar sua concorrente Boeing e se tornar "líder inclusive nos jumbos", segundo o número dois da empresa. Atualmente, a americana Boeing domina o mercado de aviões comerciais grandes, com ampla capacidade de pasageiros, com o 777 e o 787 Dreamliner.

"O lançamento do A330neo vem complementar esse avião fantástico que é o A350", para que a Airbus, líder no mercado de aviões de um único corredor, domine "inclusive os jumbo", garantiu à imprensa o diretor-geral da Airbus, Fabrice Bregier.

Nesta quinta-feira, no primeiro vôo de um Airbus A330neo, o avião decolou às 07H58 GMT (05H58 em Brasília) do aeroporto de Toulouse-Blagnac (sul da França), sob aplausos de centenas de pessoas reunidas. O aparato fez, com sucesso, seu voo de quatro horas e meia. Ele foi lançado em 2014 para responder ao 787 Dreamliner da Boeing.

A Airbus repetiu a receita que lhe garantiu o sucesso do A320neo: a aeronave está equipada com novos motores Rolls-Royce, que devem permitir reduzir em 10% seu consumo de combustível e em 14% os custos de exploração. Também tem novas asas equipadas com dispositivos "sharklet" em material compósito para otimizar sua aerodinâmica e uma cabine modernizada.

Segundo o fabricante europeu, "os custos operacionais diretos por assento do A330neo serão inferiores em 15% aos do B787". Esse modelo - que já teve 212 exemplares encomendados por 12 clientes - está disponível em duas versões, o A330-800, com 257 assentos e um rádio de 7.500 milhas náuticas (cerca de 13.900 km), e o A330-900 com 287 assentos e 6.550 mn (12.100 km). As versões substituem os atuais A330-200 e A330-300.

Segundo a Airbus, "o A330neo oferece o nível de flexibilidade necessário para receber de 200 a 440 passageiros se for necessário". O primeiro aparato deve ser entregue à companhia aérea portuguesa TAP durante o verão (no Hemisfério Norte) de 2018.

Sérgio Cabral e Carlos Arthur Nuzman agora já são réus no processo por compra de votos para escolha da Rio-2016


O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, aceitou uma nova denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro,  Sérgio Cabral (PMDB). Com a decisão de Bretas, Sérgio Cabral acumula 16 ações penais na Justiça Federal, todas abertas a partir de esquemas de corrupção durante sua gestão no governo fluminense, entre 2007 e 2014. 

Além do peemedebista, serão julgados por corrupção o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), o cartola Carlos Arthur Nuzman; o ex-diretor de marketing e operações do COB, Leonardo Gryner; o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, conhecido como “Rei Arthur”; o presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), Lamine Diack, e o filho dele, Papa Massata Diack, ambos senegaleses. Em relação aos Diack, que vivem no Exterior, Bretas desmembrou o processo.

Carlos Nuzman e Leonardo Gryner foram presos temporariamente na Operação Unfair Play, que apura compra de votos pela candidatura do Rio de Janeiro a sediar as Olimpíadas de 2016. Gryner havia sido solto na semana passada e, nesta quinta-feira, o Superior Tribunal de Justiça aceitou liminarmente um habeas corpus da defesa de Nuzman e determinou que a prisão dele seja convertida em medidas cautelares, ou seja, alternativas ao encarceramento. 

Nuzman e Gryner são apontados pelas investigações da Lava Jato no Rio de Janeiro como intermediários do pagamento de 2 milhões de dólares a Lamine Diack entre o fim de 2009 e o início de 2010. Em troca do dinheiro, o senegalês votaria pela escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica e ainda influenciaria outros membros africanos do Comitê Olímpico Internacional (COI) a fazerem o mesmo. Com a escolha da cidade, diz o Ministério Público Federal, o grupo político de Sérgio Cabral teria novos meios de arrecadar propina, por meio de obras ou contratos de prestação de serviço. 

Conforme as apurações, o pagamento a Papa Diack no Exterior foi feito por Arthur Soares, cujas empresas chegaram a ter 3 bilhões de reais em contratos com o governo do Rio de Janeiro durante a gestão de Sérgio Cabral. Também alvo da Unfair Play, “Rei Arthur” vive em Miami e é considerado foragido pelas autoridades brasileiras. 

A quebra de sigilo bancário de Papa Diack pelo Ministério Público da França mostra que sua conta no Senegal Génerale Banques recebeu outros quatro depósitos, que variaram entre 50.000 dólares e 80.000 dólares e totalizaram 250.000 dólares. Os aportes foram feitos pelo doleiro Willy Kraus, que tinha uma casa de câmbio no Rio de Janeiro e morreu em novembro de 2015. 

Na denúncia aceita pelo juiz Marcelo Bretas, os ex-dirigentes do COB são equiparados a funcionários públicos, já que geriam recursos públicos na instituição e no comitê organizador das Olimpíadas e representavam o Brasil em eventos esportivos internacionais. “Onde existe verba pública, existe dever de probidade e existe a responsabilidade daqueles que a gerem, podendo, portanto, ser responsabilizados quando atuarem em contrariedade ao que determina a lei”, afirmam os procuradores do MPF. 

Além do crime de corrupção, Carlos Arthur Nuzman será julgado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As acusações são baseadas em uma declaração retificadora dele à Receita Federal, na qual o dirigente incluiu valores em euros, dólares, libras esterlinas e francos suíços, além de 16 barras de ouro de um quilo cada, avaliadas em 1,4 milhão de reais e depositadas na Suíça. Leonardo Gryner também é acusado do crime de organização criminosa.

Ex-gerente da Petrobras diz ao juiz Sérgio Moro que não consegue devolver propina porque os bancos não aceitam

Ex-gerente da Petrobras, Demarco Jorge Epifânio disse ao juiz Sérgio Moro não estar conseguindo fazer a operação bancária para devolver mais de US$ 188 mil que estão em uma conta no Panamá. Segundo os advogados do ex-gerente da área internacional da Petrobras, vários bancos brasileiros não autorizam a operação “por ordem da gerência”. A defesa de Epifânio pediu ao juiz Sérgio Moro que envie ofício à Caixa Econômica Federal ordenando que realize o depósito do cheque administrativo para o pagamento do valor.

Ministro Edson Fachin manda soltar o advogado aliado de Geddel, é o primeiro passo para soltar Geddel também


O ministro Luiz Edson Fachin, um dos quatro do Quarteto do Direito Achado na Rua, da 1ª Turma do do Supremo Tribunal Federal, mandou soltar o advogado Gustavo Ferraz, preso junto com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) na Operação Tesouro Perdido, no dia 8 de setembro. Ferraz é suspeito de ter envolvimento na lavagem de dinheiro apurada no caso dos 51 milhões de reais descobertos em um apartamento em Salvador. Fachin determinou que ele permaneça em regime domiciliar e pague fiança estimada em 100 salários mínimos. Geddel segue preso em Brasília. 

A Polícia Federal encontrou digitais do advogado em uma parte do material encontrado no imóvel que abrigava a fortuna na capital baiana. À Polícia Federal, Gustavo Ferraz disse que, em 2012, recebeu dinheiro em espécie em São Paulo, destinado ao peemedebista. Ele presumiu que o montante seria destinado a campanhas do PMDB da Bahia. Ferraz afirmou que “se sentiu traído por Geddel, por ele ter ficado com o dinheiro que serviria para ajudar a campanha de inúmeros candidatos do PMDB nas eleições de 2012 da Bahia”. 

No depoimento, Gustavo Ferraz negou ter detalhes sobre o local e a pessoa que lhe entregou o dinheiro. Ele relatou ter se dirigido a um hotel na capital paulista, ter caminhado algumas quadras até um escritório sem identificação e lá ter recebido uma mala. Segundo o advogado disse à Polícia Federal, em nenhum momento abriu a mala, mas percebeu que se tratava de uma grande quantia de dinheiro. “Que ficou até com medo, pois achou que seria um valor de contribuição pequeno e, pelo peso e tamanho da mala, percebeu que seria um valor alto ou maior do que imagina”, mostra o relatório da oitiva. 

Ainda conforme Ferraz, um motorista o levou ao aeroporto de Congonhas, de onde ele teria pegado um vôo privado (jatinho) a Salvador. Gustavo Ferraz disse que não recebeu valores para prestar o serviço e levou a mala à casa do ex-ministro, onde admite ter ajudado Geddel Vieira Lima a tirar os pacotes plásticos com dinheiro. Segundo o advogado, eram pacotes com notas de 100 reais e 50 reais, mas ele não soube dizer aos investigadores a quantia total de dinheiro. 

Merda in natura jogada no mar na praia do Campeche, no sul da ilha, em Florianópolis


A maré alta do mês passado fez o poluído Rio do Noca alterar o curso d'água e abrir um caminho pela areia da praia do Campeche, em Florianópolis, escancarando o lançamento de dejetos in natura na maior praia do Sul da Ilha de Santa Catarina. A situação está tão grave que o Ministério Público de Santa Catarina instaurou um inquérito civil em que cobra fiscalização pela Fundação Municipal de Meio Ambiente (Floram) e Vigilância Sanitária da prefeitura da capital catarinense. O prazo para esclarecimentos vai até 5 de novembro. "É uma situação não só de crime ambiental, mas de saúde pública. Aqui temos quatro tipos de doenças que podemos pegar com essa água poluída. A gente está entrando na temporada, mas a questão do saneamento é muito mais problema para quem mora no local do que para o turista", reclama o presidente da Associação dos Moradores do Campeche, Alencar Vigano.

Na terça-feira (17) a praia já apresentava grande fedor de esgoto. A areia está preta e contaminada. Segundo frequentadores, em dias de sol crianças brincam neste curso de água poluída. Ironicamente, uma placa da Fundação de Meio Ambiente (Fatma) indica que ali as condições são próprias para banho. Em março, a ONG SOS Campeche Praia Limpa ingressou com uma ação no Ministério Público, que instaurou o inquérito. O promotor Rogério Ponzi Seligman solicitou que a a prefeitura autuasse moradores e comerciantes que estão jogando esgoto in natura na rede pluvial e providencie o lacramento desses pontos. Conforme o promotor, como ainda não há rede de esgoto na região, o tratamento deve ser feito por estações individuais. "É uma região que ainda depende de investimento do poder público. De toda a forma, o fato de haver indicativo de lançamento de esgoto nos cursos d'água já representa que há falta de fiscalização. Isso não poderia estar acontecendo", salientou ele. 

Lucas Arruda, superintendente de Saneamento e Habitação da prefeitura de Florianópolis, afirma que solução mais rápida certamente é lacrar as residências, mas que a medida é paliativa. Segundo ele, o que irá resolver a situação do Campeche e de todo o sul da Ilha é a Estação de Tratamento de Esgoto. O superintendente explica que a obra está embargada a pedido do ICMBio, que exige a construção de um emissário submarino. No entanto, essa obra, que levaria os efluentes através de uma tubulação subaquática até o fundo do mar, demoraria mais 10 anos para ficar pronta, ao custo superior a R$ 200 milhões. "Nós estamos lá no Campeche com rede de esgoto instalada, as estações elevatórias também estão concluídas. A gente tem contrato assinado, empresa vencedora, licença ambiental, mas em função dos embargos, só falta a estação de tratamento".  

Em 2006, a Casan começou a obra da ETE, mas quando iniciaram as estações elevatórias, maricultores e moradores procuraram o Ministério Público, e o empreendimento foi embargado pela primeira vez. A Agência de Fomento Japonesa (Jica) que financiava a obra, aguardou até 2015. Para que a companhia não perdesse os recursos, o dinheiro foi usado para ampliar a estação dos Ingleses, no norte da Ilha. Um novo projeto foi executado. Em março deste ano, a obra recomeçou. Poucos dias depois foi embargada novamente em função da falta do emissário submarino. 

A conclusão da ETE estava prevista para março de 2019, considerando o começo das obras em março de 2017. Já está sete meses parada. A empresa responsável se chama Infracon Engenharia e Comério LTDA, de Minas Gerais.

De acordo com relatório técnico do ICMBio, a instalação da ETE-Campeche em local inapropriado poderá vir a causar danos "irreparáveis" ao meio ambiente (manguezal do Rio Tavares) e prejudicar o sustento de dezenas de famílias humildes, cuja fonte de renda vem da extração de berbigão.

Os estudos e os pareceres técnicos do instituto apontam que, caso venha a ser implantada a Estação de Tratamento de Esgotos no local, haverá considerável aumento na concentração de compostos inorgânicos nitrogenados e de fósforo total, além da redução da salinidade no Rio Tavares. Apesar do "risco evidente" ao meio ambiente, um Estudo Prévio de Impacto Ambiental, obrigatório por lei, não foi apresentado, nem exigido pela Fatma. Santa Catarina é um faroeste na questão ambiental.

Economia brasileira criou mais 34,4 mil vagas de emprego em setembro, na sexta alta seguida


O Brasil teve criação de 34.392 vagas de emprego formal em agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho. O saldo no mês é a diferença entre 1.148.307 admissões e 1.113.915 demissões no período. É o sexto mês consecutivo de criação de vagas formais. Foi também o primeiro resultado positivo para setembro desde 2014, quando houve criação de 123.785 vagas. Em 2015 e 2016, houve fechamento de 95.602 e 39.282 vagas em setembro, respectivamente. O saldo acumulado no ano atéa agora é de 282.481 vagas.

Pesquisa do Instituto Paraná mostra Bolsonaro dando surra em todos em Santa Catarina



Uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná mostra o presidenciável Jair Messias Bolsonaro, em Santa Catarina, dando uma surra em todos os outros candidatos. Ele aparece com 24,7% dos votos no Estado, enquanto Lula tem 18,3%; João Doria, 10,8%; e Marina Silva, 9,6%. Quando o adversário é Geraldo Alckmin, sua vantagem aumenta. Jair Bolsonaro tem 26,2%; Lula, 18%; Marina Silva, 9,3%, e Geraldo Alckmin, 8,2%.

STJ solta o cartola Carlos Arthur Nuzman


A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu soltar o cartola Carlos Arthur Nuzman, O ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil está preso no Rio de Janeiro desde o início deste mês. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal de participar de um esquema de compra de votos para a escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016. É um grande escândalo internacional, mesmo assim o Superior Tribunal de Justiça não viu periculosidade no cartola e mandou soltá-lo. Mais um exemplo do funcionamento da Justiça no Brasil. É por isso que o País nunca sai do estado de esperança.

Camara de Porto Alegre vai votar projeto para acabar com o memorial ao assassino Luiz Carlos Prestes


O vereador Wambert Di Lorenzo, presidente do PROS no Rio Grande do Sul, conseguiu na reunião de hoje do colégio de líderes partidários da Câmara Municipal de Porto Alegre a inclusão na pauta para discussão e votação do projeto apresentado pelo vereador Tarciso Flecha Negra, que destina o espaço do Memorial Luiz Carlos Prestes para a instalação de um centro de homenagem ao Povo Negro. O memorial será inaugurado neste final de semana. Ele está localizado na Avenida Beira Rio, ao lado do prédio da Federação Gaúcha de Futebol, que bancou sua construção. O desenho da edificação é do arquiteto comunista Oscar Niemayer e leva as formas de uma foice e martelo. 

O vereador e professor universitário Wambert Di Lorenzo fez uma emenda ao projeto de Tarciso Flecha Negra, oferecendo a opção de destinar todo o prédio para a instalação da Academia Riograndense de Letras. Na melhor das hipóteses, o projeto será votado após a inauguração do memorial em homenagem ao comunista assassino e grande traidor do Brasil. Wambert Di Lorenzo acrescenta: "Se aprovarmos a lei, trataremos de desalojar os comunistas do local".