terça-feira, 30 de setembro de 2014

Estados Unidos confirmam primeiro caso de ebola no país

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmou nesta terça-feira o primeiro caso de transmissão de ebola do país. Na segunda-feira, o Hospital Presbiteriano de Dallas, no Texas, informou que havia admitido um paciente com suspeita de ebola. O paciente foi internado em uma área de isolamento. A atual epidemia de ebola na África infectou até agora mais de 6.500 pessoas, das quais pelo menos 3.000 morreram, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Guiné, Libéria e Serra Leoa são os países mais afetados. A agência alerta que o número de casos pode crescer exponencialmente, com mais de 20.000 infectados até o começo de novembro, se novas medidas não forem adotadas para conter o vírus. Na semana passada, a OMS informou que milhares de doses de vacinas experimentais contra o ebola devem estar disponíveis nos próximos meses a profissionais da saúde e outras pessoas que tiveram contato com doentes. Nenhuma vacina ainda se mostrou segura ou eficiente em humanos, por isso, mais testes têm sido feitos para garantir que as substâncias não são prejudiciais às pessoas. A OMS tem priorizado o uso de sangue de sobreviventes do ebola e diz que novos estudos são necessários para determinar se a medida pode ajudar pessoas infectadas pelo vírus. Essas transfusões de sangue já foram feitas em escala menor, como em um médico americano que se infectou na Libéria e foi curado.

Após delação premiada, Paulo Roberto Costa deixa a prisão em Curitiba nesta quarta-feira

A 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba (PR) concedeu nesta terça-feira o benefício da prisão domiciliar ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, após ele ter cumprido um acordo de delação premiada no qual revelou nomes de autoridades que participaram de um esquema de desvio de recursos da estatal. O acordo de delação foi homologado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. Com a prisão domiciliar, Paulo Roberto Costa deixará a cidade de Curitiba, onde está preso, e passará a ser monitorado pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde mora sua família. Paulo Roberto Costa foi apontado como homem-bomba capaz de detalhar os meandros de um esquema de corrupção que envolvia PT, PMDB e PP na Petrobras. Reportagem de VEJA revelou que, no acordo de delação, que pode reduzir sua futura pena ou mesmo lhe render o perdão judicial, ele afirmou que políticos da base aliada da presidente Dilma Rousseff, o ministro Edison Libão (Minas e Energia) e governadores receberam dinheiro do esquema. De acordo com depoimento de Paulo Roberto Costa, o esquema funcionou nos dois mandatos do ex-presidente Lula e continuou na atual gestão de Dilma. Entre os nomes elencados por Paulo Roberto Costa estão os ex-governadores Sergio Cabral, do Rio de Janeiro, Eduardo Campos, de Pernambuco – morto em acidente aéreo em agosto –, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Em outro depoimento do ex-diretor à Justiça, também revelado por VEJA, Paulo Roberto Costa disse que a campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff, em 2010, pediu dinheiro ao esquema de corrupção que ele liderava na Petrobras. Os nomes das autoridades com foro privilegiado já foram encaminhados ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável por levar o caso ao Supremo Tribunal Federal.

Dilma pede voto contra "aventura e retrocesso", em Santos, e leva vaias e água dos edifícios

A presidente Dilma Rousseff (PT) tachou nesta terça-feira seus adversários Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) de candidatos da “aventura” e do “retrocesso”. Sem citá-los nominalmente, Dilma também fez um apelo aos eleitores de Santos, no litoral paulista, para que não votem “contra o pré-sal”. “Nós vamos votar no domingo e temos de pensar: vou votar para consolidar o que se conquistou, avançar e mudar aquilo que for preciso ou votar para o Brasil ter um retrocesso?”, disse em referência ao tucano. “Eu vou votar em quem tem experiência de governo ou vou votar numa aventura? Aqui para Santos, é muito importante: vou votar a favor do desenvolvimento do pré-sal ou vou votar contra o pré-sal?”, disse, em alusão a Marina Silva. Em mais um ato de campanha em São Paulo, Estado onde Dilma ainda tenta reverter seus elevados índices de rejeição, a petista promoveu uma caminhada – ela a bordo do "dilmamóvel" – com cabos eleitorais no centro histórico de Santos. No percurso, chegou a ser hostilizada por funcionários de escritórios que vaiaram e jogaram água da janela.

Governo petista arrecada 36% menos que o esperado em leilão do 4G

O leilão da faixa de 700 megahertz (MHz), que permitirá o uso da frequência 4G, terminou como começou: com sorrisos entre os representantes das operadoras de telecomunicações. Os três lotes principais, de abrangência nacional, foram levados facilmente e sem surpresas pelas três grandes empresas que protocolaram suas propostas na terça-feira passada junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel): Claro, Tim e Telefônica/Vivo. Mas, o governo não ficou tão satisfeito, arrecadou 36% menos do que o esperado. A Claro foi a primeira a arrematar um lote por um pouco mais de 1,947 bilhão de reais. A TIM foi a segunda, ao oferecer exatos 1,947 bilhão de reais. A Telefônica/Vivo levou o terceiro lote de 10 MHz por quase 1,928 bilhão de reais. O mínimo a ser ofertado por cada um deles era de 1,927 bilhão. É evidente que isso foi qualquer coisa, menos um leilão. Está na cara que as empresas acertaram suas ofertas. Leilão é para promover concorrência. Nesse leilão não houve concorrência algu.a Os três lotes nacionais foram arrecadados por 5,85 bilhões de reais – apenas 0,66% acima do valor mínimo (5,78 bilhões de reais). O montante é quase 30% inferior aos cerca de 8 bilhões de reais em receita extraordinária com o leilão de 4G esperada pelo Ministério da Fazenda, que conta com isso para ajudar a fechar as contas públicas deste ano. Nenhum dos três certames teve disputa, como já era esperado por analistas da área depois que a Oi desistiu de participar da licitação, alegando alto endividamento. Além dos lotes principais (três nacionais e três regionais), mais um foi arrematado. Com cobertura limitada aos Estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo (lote 5), a Algar Telecom levou a área, a qual já opera em outras frequências, por aproximadamente 29,57 milhões de reais – o mínimo era de 29,56 milhões. Do valor total arrecadado (5,85 bilhões), só vão para os cofres públicos aproximadamente 5 bilhões de reais porque sairá da conta das outorgas pagas o valor da limpeza das faixas que não foram arrematadas e as compensações das radiodifusoras que deixarão a frequência. O lote 4 (nacional menos as áreas dos lotes 5 e 6) e o lote 6 (municípios de Londrina e Tamarana, no Paraná) não tiveram propostas – somados, eles poderiam ter rendido, no mínimo, 1,95 bilhão de reais aos cofres públicos. O presidente da Anatel, João Rezende, considerou o leilão “um sucesso”, argumentando que três das quatro principais operadoras participaram, ainda que a ausência da Oi tenha prejudicado a disputa. Esse sujeito tem uma estranha noção de sucesso. “É um resultado positivo a meu ver porque três das quatro principais companhias do País participaram e é uma faixa importantíssima”. Mas, em seguida, ponderou: “É claro que a Anatel não fica totalmente satisfeita porque queria que todos os lotes tivessem sido leiloados”. A agência ainda não definiu se fará outro leilão, mais adiante, com as sobras. O prazo da licença será de 15 anos, prorrogáveis por igual período, mas as empresas interessadas reclamam do calendário de início da operação da faixa. O edital da Anatel determina que a vencedora só poderá utilizar comercialmente a faixa depois de limpá-la, ou seja, tirar todas as interferências que podem aparecer porque a frequência era usada por operadoras de TV. Isso, segundo especialistas, poderá levar alguns anos, o que permitiria que elas usufruíssem do direito de ofertar 4G na faixa de 700 MHz apenas a partir de 2018. Além disso, os custos dessa limpeza também deverão ser custeados pelas vencedoras, a um preço aproximado de 3,6 bilhões de reais. Tantos os representantes da TIM e da Claro falaram da importância de acelerar os processos de limpeza da faixa para começar o quanto antes a operá-las. Nenhuma empresa comentou sobre a forma de pagamento das outorgas e nem sobre a possível compra de frequências pequenas a que teriam direito por terem vencido os lotes nacionais. O nome correto para esse leilão seria "fracasso". E foi qualquer coisa, menos um "leilão".

Argentina cumpre prazo e paga dívida de US$ 161 milhões a credores

A Argentina depositou nesta terça-feira 161 milhões de dólares na entidade financeira local Nación Fideicomissos, do Banco de la Nación Argentina, para o pagamento dos credores da dívida reestruturada, informou o Ministério da Economia do país. "A Argentina depositou os valores correspondentes aos juros dos títulos emitidos nas reestruturações da dívida soberana dos anos 2005 e 2010 sujeitos à legislação de Nova York e à legislação da Inglaterra e de Gales pelo equivalente a 161 milhões de dólares", informou o ministério. Com isso, o governo da peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner evita um novo calote. O pagamento acontece um dia depois que o juiz Thomas Griesa, de Nova York, declarou que o país entrou em desacato por ignorar uma decisão que o obriga a pagar 1,3 bilhão de dólares, acrescidos de juros, pelos títulos em moratória desde 2001 aos fundos de investimentos que não aceitaram as renegociações de 2005 e 2010. O pagamento desta terça-feira foi feito apenas aos credores que aceitaram a reestruturação da dívida. O dinheiro depositado no vencimento anterior, em 30 de junho, foi bloqueado por ordem de Griesa, que impediu que os agentes fiduciários internacionais repassassem os recursos depositados pela Argentina até que o país cumpra com a decisão judicial favorável aos fundos que não aceitaram a renegociação. Com isso, o país entrou em calote técnico. Para driblar o bloqueio, o parlamento argentino aprovou no início deste mês uma lei para oferecer aos credores a possibilidade de receber o pagamento da dívida através de entidades da Argentina e da França.

Aécio Neves ataca Marina Silva no Rio de Janeiro: "Só olha o terreno vizinho"

A cinco dias das eleições, Aécio Neves escolheu o Mercadão de Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para reforçar sua preocupação com o futuro da economia brasileira. O candidato do PSDB lembrou que a importância do tema o fez antecipar a formação de parte de uma eventual equipe de governo - incluindo o economista Armínio Fraga como ministro da Fazenda – e criticou as adversárias Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) por não agirem da mesma maneira. Segundo ele, isso mostra despreparo de ambas. “O máximo que a atual presidente soube fazer foi anunciar seu futuro ex-ministro da Fazenda”, alfinetou, referindo-se a Guido Mantega que, segundo declarações de Dilma, deve deixar a pasta no caso de um novo governo do PT. “Ninguém sabe o que esperar desse governo, que perdeu a capacidade de governabilidade do ponto de vista gerencial, deixando obras inacabadas; econômico, permitindo que a inflação saísse do controle e o País entrasse em recessão; e do ponto de vista moral, com inúmeros escândalos de corrupção”, completou. Ao se voltar contra Marina Silva, criticou o discurso de querer governar com os melhores de cada lado – ela já disse ter muito respeito por Armínio Fraga. “A impressão que se tem é que ela está a olhar sobre a cerca da sua propriedade para tentar enxergar no terreno vizinho algum fruto mais vistoso que possa fazer parte do seu pomar”, comparou Aécio Neves, contendo um riso que tentava escapar. “Nós, sim, temos quadros extremamente qualificados e prontos para administrar o Brasil, com a complexidade dos desafios que temos pela frente. Não improvisamos”, enfatizou. De concreto, o candidato do PSDB prometeu enviar ao Congresso Nacional uma proposta para simplificar o sistema tributário. “Ele é oneroso não só no nível de impostos que cobra, mas também na complexidade do pagamento. O conjunto das empresas nacionais gasta mais de 40 bilhões de reais apenas na manutenção da máquina pagadora. Isso não tem lógica”, declarou, firmando como prazo para colocar em prática esse compromisso a primeira semana de um eventual governo. Afirmou ainda que pretende unificar os impostos indiretos em um de valor agregado. Voltando-se diretamente às micro e pequenas empresas, Aécio Neves disse que vai trabalhar pela desburocratização, simplificação e pelo crescimento. “Essa é a receita para o Brasil empregar mais, gerar mais renda e melhorar a vida das pessoas”, destacou. “Em resumo, se você quer empreender, eu garanto que o Estado não vai te atrapalhar. E, se não atrapalhar, já vai estar fazendo uma grande coisa”, acrescentou. Contra a inflação, que definiu como “a maior perversidade” para as famílias brasileiras, garantiu tolerância zero. O candidato prometeu, ainda, papel de destaque ao Rio de Janeiro, caso seja eleito. “Tenho um compromisso muito especial com essa terra que me acolheu de forma tão generosa. Vamos trabalhar para atrair investimentos e voltar a gerar empregos”, falou, em entrevista à rádio do Mercadão de Madureira. Por fim, afirmou ter confiança de que vai chegar ao segundo turno. “Quem tem condições de derrotar o PT somos nós, pela clareza do nosso discurso e pela força das nossas alianças. Essa é a oportunidade de iniciar um novo ciclo no Brasil, de eficiência, decência e compromisso com quem mais precisa".

Presidente da OAB-DF pede rejeição de registro de advogado para Joaquim Barbosa

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal, Ibaneis Rocha, pediu a rejeição do registro de advogado do ex-presidente do Superior Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Aposentado desde o final de julho, Joaquim Barbosa solicitou a reativação do documento no último dia 12. Em parecer encaminhado na última sexta-feira para a comissão de seleção, que julgará se concede ou não o registro, Ibaneis Rocha afirmou que Joaquim Barbosa “não atende aos ditames do Estatuto da Advocacia”. O colegiado é formado por doze conselheiros e deve julgar o pedido até a próxima terça-feira. Ao longo das quatro páginas do documento, Ibaneis Rocha enumerou uma série de desentendimentos entre Joaquim Barbosa e advogados. Um dos casos citados se deu em março do ano passado durante votação no Conselho Nacional de Justiça, do qual Joaquim Barbosa também era presidente. Após os conselheiros decidirem aposentar um juiz acusado de relação indevida com advogados, Joaquim Barbosa afirmou que havia “muitos juízes para colocar para fora”. E continuou: “Esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso. Nós sabemos que há decisões graciosas, condescendentes, absolutamente fora das regras”. A afirmação provocou manifestação conjunta Conselho Federal da OAB, da Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Joaquim Barbosa também bateu de frente com os magistrados ao se opor à criação de novos Tribunais Regionais – projeto que acabou sendo aprovado após uma manobra no Congresso Nacional. Ao criticar os gastos desnecessários com a criação de tribunais, Joaquim Barbosa afirmou que os locais serviriam “para dar empregos para advogados”, e que seriam criados “em resorts” ou em “alguma grande praia”. Essa OAB, tanto em Brasília quanto no resto do Brasil, virou um grande aparelhão explícito do PT. Esse presidente que agora pede a não concessão do registro de advogado para Joaquim Barbosa é o mesmo que não dá prosseguimento à representação para cassação do registro de advogado do bandido petista mensaleiro José Dirceu, que cumpre pena no presídio da Papuda, em Brasília.

Grã-Bretanha inicia ataques contra a organização terrorista Estado Islâmico no Iraque

A Grã-Bretanha realizou nesta terça-feira os primeiros ataques aéreos contra alvos do grupo terrorista Estado Islâmico no Iraque. Caças Tornado bombardearam uma “posição com grande quantidade de armas pesadas” e uma caminhonete com armamentos no noroeste iraquiano, segundo informação do Ministério da Defesa. "Posto de artilharia terrorista do Estado Islâmico destruído por uma bomba guiada Pavewai IV quando estava atacando tropas curdas", publicou o ministério em sua página em uma rede social. Os bombardeios ocorreram quatro dias depois de o Parlamento britânico aprovar o envolvimento do país na coalizão que combate os terroristas em território iraquiano. O governo britânico considerou os ataques “precisos” e “bem-sucedidos”. Fontes ligadas às tropas curdas disseram que os ataques aéreos ajudaram a recuperar uma “importante passagem fronteiriça” em Rabia, perto da fronteira com a Síria. As aeronaves estavam em uma “operação armada de reconhecimento” quando foram direcionadas para os bombardeios. O secretário de assuntos estrangeiros da Grã-Bretanha, Philip Hammond, afirmou que a Força Aérea britânica analisará cuidadosamente os alvos terroristas, evitando áreas onde civis possam ser atingidos para não provocar “o efeito oposto ao desejado”. No dia em que o Parlamento aprovou os ataques, o primeiro-ministro britânico David Cameron deixou em aberto a possibilidade de ampliar os ataques para a Síria, o que os Estados Unidos já fizeram. Apesar dos bombardeios realizados pela coalizão internacional em território sírio, no entanto, os jihadistas seguem avançando em direção à cidade curda de Ain al-Arab. Se conseguir tomar essa localidade, o Estado Islâmico passará a controlar uma longa faixa territorial contínua ao norte da Síria, ao longo da fronteira com a Turquia, que reforçou as tropas na região fronteiriça. A Turquia estava reticente em participar de uma intervenção militar contra os terroristas, mas o Parlamento vai debater nesta quinta-feira se autoriza ou não a entrada do país na coalizão. Uma coalizão internacional de aproximadamente 40 nações tem atuado para impedir o avanço da organização terrorista Estado Islâmico no Oriente Médio. Além dos britânicos e dos Estados Unidos, que chefiam a aliança militar, a Bélgica e os Emirados Árabes também tem colaborado em operações aéreas contra os terroristas.

Bandido petista mensaleiro Delúbio Soares passa a cumprir pena em regime aberto

Condenado no processo do Mensalão, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, deixou na tarde desta terça-feira audiência na Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas do Distrito Federal. A partir de agora, o bandido petista mensaleiro Delúbio Soares passa a ter direito a cumprir em casa o restante da punição a ele imposta pela prática de corrupção passiva. Ele cumpriu cerca de 10 meses da pena de 6 anos e 8 meses, no regime semiaberto, com a possibilidade de sair da prisão durante o dia para trabalhar. Na segunda-feira, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a progressão de Delúbio Soares para o regime aberto por considerar presentes os dois requisitos necessários: o cumprimento do tempo mínimo de um sexto da pena e o bom comportamento do condenado. No regime aberto, o preso deve trabalhar durante o dia e permanecer em uma casa do albergado no período noturno. Como em Brasília não existe este tipo de estabelecimento, Delúbio Soares e os demais presos nesta situação são autorizados a passar o restante da pena em casa. Na audiência na Vara de Execuções Penais, que oficializa a progressão de regime, o bandido petista mensaleiro Delúbio Soares recebeu orientações sobre as condições que deverá respeitar. A Justiça estabelece, por exemplo, a necessidade de permanecer em casa das 21 horas às 5 horas, a proibição de frequentar bares e realizar encontros com outros condenados que estejam cumprindo pena, entre outros requisitos. Já foram beneficiados com a progressão para regime aberto o ex-deputado José Genoino (PT), o ex-deputado Bispo Rodrigues e o ex-tesoureiro do PL, Jacinto Lamas, também condenados no processo do Mensalão. Em todos os casos, o ministro Luis Rberto Barroso considerou o cumprimento do mínimo exigido da pena e o comportamento. Até o final do ano, devem ter direito a requerer o benefício o ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu e o ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).

O petista Tarso Genro sacou do caixa único do Estado quase o triplo do que sacaram somados os governos de Germano Rigotto e Yeda Crusius

Nunca na história do Rio Grande do Sul um governador gastou tanto dinheiro alheio - valores bilionários e sem prazo para devolver. A Lei de Responsabilidade Fiscal tentou apanhar na sua rede todos os governantes perdulários – presidentes, governadores e prefeitos  – mas não conseguiu alcançar os mais espertos. A idéia do governo Fernando Henrique Cardoso, ao aprovar a Lei de Responsabilidade Fiscal, foi reconduzir o setor público ao equilíbrio fiscal, o que justifica o dispositivo que estabelece níveis de endividamento, ou seja, aquele limite até onde o administrador público pode tomar dinheiro emprestado e pagar. Mas não foram cobertos todos os furos. No Rio Grande do Sul, governos se sucedem com a alternativa de tomar “empréstimos” disfarçados, como são os casos do dinheiro que é sacado sem controle algum dos chamados depósitos judiciais e caixa único. Em ambos os casos, não existe um só dispositivo legal que obrigue o governador a devolver o dinheiro sacado, a não ser quando eventualmente um órgão público que deslocou dinheiro para o caixa único ou alguma decisão judicial tomada, obrigam o desembolso. O governador Tarso Genro é de longe o que mais se atreveu. Além de ter chegado ao limite da capacidade de endividamento do Estado, ele também bateu todos os demais governos no saque a descoberto sobre depósitos judiciais e caixa único. Tarso Genro sacou valores bilionários para cobrir despesas correntes do seu governo gastador. Veja a sangria feita por cada um dos últimos três governos sobre o caixa único:
Governo Rigotto (2003/2006) - R$ 1,5 bilhão
Governo Yeda Crusius (2007/2010) - R$ 615 milhões
Governo Tarso Genro (2011/2014) - R$ 5,4 bilhões
A fonte são os Balanços do Estado e os Pareceres Prévios do Tribunal de Contas do Estado. Em algum momento da história, algum governador terá que pagar a conta. O governo que for eleito em outubro, iniciará o ano com o caixa único e com a conta de depósitos judiciais sem um tostão. Tarso Genro sacou todos os R$ 5,4 bilhões deixados por Yeda Crusius no Caixa Único do Estado do Rio Grande do Sul.

Em apenas oito meses, governo do petista Tarso Genro já acumulou déficit orçamentário de R$ 3,5 bilhões, a projeção para 2014 emplaca R$ 5,2 bilhões de déficit

O governo do PT, do peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro joga o Rio Grande do Sul literalmente no abismo. Foi publicado nesta terça-feira o resultado orçamentário do governo Tarso Genro referente ao 4° bimestre. São números desoladores e assustadores. As finanças estaduais caminham apressadamente para o precipício. O governo atual joga o Rio Grande do Sul para o fundo do poço. É o pior dos mundos. Considerando a despesa empenhada, o déficit já está em R$ 3,472 bilhões. Se em oito meses o governo petista alcançou este montante, prosseguindo a tendência, o resultado final  alcançará R$ 5,2 bilhões em 2014, mas como deverá ocorrer alguns estornos, o déficit deverá baixar, mas nunca para menos de R$ 4 bilhões. A receita corrente cresceu 8,76% em relação a igual período do ano passado e a despesa com pessoal, 15,88%, quase o dobro. Isso tudo chama-se de selvagem irresponsabilidade fiscal. E a projeção para 2015 é a pior possível. (Polibio Braga)

Haverá amanhã! Ou: Chega de especulação!

As contas do governo central — que é composto pelas contas do Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social —, registraram um déficit primário de R$ 10,423 bilhões de reais. É o pior resultado fiscal para meses de agosto em 18 anos. Segundo a série histórica do Tesouro Nacional, que começa em 1997, foi a primeira vez que o governo central teve resultado negativo em um mês de agosto. Dá para ser otimista assim? Não dá! Aliás, nem otimista nem pessimista. Cumpre ser realista.

Está na cara que o governo Dilma estourou com as contas públicas; estourou, como disse o ex-presidente FHC, com a boa governança na economia. Mas, atenção!, vamos com calma! Haverá ainda um país no dia 27 de outubro, pouco importa quem seja o eleito.
De fato, quero deixar claro que acho, sim, que há especulação exagerada. Embora eu entenda os motivos — e também os aponte — que fazem os agentes econômicos desconfiar de Dilma, não dá para fazer de conta que o país está à beira do abismo. Porque isso também não é verdade.
Vocês sabem o quanto lastimo a campanha eleitoral terrorista que o PT vem fazendo. Ainda na segunda-feira, Dilma afirmou que um de seus adversários, Aécio Neves, é o retrocesso; a outra, Marina Silva, seria a aventura. Só ela própria, Dilma, seria a opção segura. Opção segura de quê? De crescimento perto de zero, de inflação no teto da meta e juros cavalares? Ora, tenha paciência, presidente. Assim, a senhora não consegue pôr os pingos nos is.
Se abomino o terrorismo dilmista, também repudio a especulação desenfreada, que dá a entender que não haverá amanhã se Dilma for reeleita. É claro que haverá. Pessoalmente, acho que, dos três amanhãs possíveis, esse é o pior. Mas o Brasil seguirá ainda como uma das maiores economias do mundo, com um empresariado operoso — embora vivendo dificuldades terríveis — e com uma agropecuária entre as mais competitivas do mundo.
Eu não estou aqui a dizer um “senta que o leão é manso”. Não é manso nada! Ele é até bem rabugento. Mas o Brasil vai superar as dificuldades. Uma coisa importante é a seguinte: qualquer que seja o futuro presidente, que a gente não abandone a política, a crítica permanente e a cobrança de resultados. Dilma só estourou com os fundamentos da economia porque, durante muito tempo, nós todos, inclusive a imprensa, fomos condescendentes com ela.
Nunca um País se beneficiou do amortecimento do espírito crítico. Quem gosta de ditadura de opinião é Lula. Nós gostamos é de pluralidade. O Brasil é maior do que a eventual reeleição de Dilma — que, de resto, está longe de ser garantida. É preciso, em suma, parar com as especulações de um lado e de outro. Por Reinaldo Azevedo

Governo de Santa Catarina demora de novo para agir; onda criminosa já resultou em uma morte e o terror espalha-se pelo Estado

O governo Raimundo Colombo (o governador pediu licença do cargo para concorrer à reeleição) enfrenta nova onda de violência e mais uma vez demora para agir e se acovarda diante dos criminosos. Um agente penitenciário aposentado foi assassinado e 17 novos ataques foram registrados na segunda-feira (29), quarta noite da nova onda de violência em Santa Catarina. Esta foi a primeira morte registrada desde que as ações orquestradas pela facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense) contra alvos policiais e transporte urbano começaram, na sexta-feira (26). Até agora são oito as cidades atingidas: Florianópolis, São José, Palhoça, Tijucas, Criciúma, Chapecó, Navegantes e Itapema.A Polícia Militar informou que cinco ônibus estacionados no pátio de uma escola em Tijucas, 50 km de Florianópolis, foram incendiados durante a madrugada de terça-feira (30). Além disso, mais três ônibus incendiados em outros pontos do Estado, sendo um em Florianópolis, perto da Base Aérea, um em Navegantes (111 km de Florianópolis) e um em Itapema (60 km da capital). Segundo o delegado Akira Sato, que comanda a repressão à facção criminosa, os ataques podem ter sido motivados pela repressão policial ao narcotráfico e também por uma briga entre gangues rivais. Para enfrentar a atual onda de violência, a Secretaria Estadual de Segurança recriou a "sala de situação", usada em 2012 e 2013, um centro de controle informatizado no QG da Polícia Militar, em Florianópolis. Ali militares e policiais civis monitoram e comandam a resposta às ações dos criminosos. O crime organizado ataca ônibus porque é interessado no controle das empresas de transporte urbano, para a lavagem de dinheiro das atividades criminosas.

Levy Fidelix e a suposta homofobia: na democracia, dizer besteira é diferente de praticar crime. Ou: Uma OAB covarde vai à Justiça contra Fidelix; uma OAB corajosa iria à Justiça contra Dilma Rousseff. Ou: De Gays e cabeças cortadas

Imaginem se, um dia, se votasse uma lei no Brasil ou em qualquer parte do mundo proibindo as pessoas de ser imbecis e de dizer imbecilidades. Quanto tempo vocês acham que demoraria para que se chegasse a uma tirania das mais odiosas? Levy Fidelix (PRTB), o eterno candidato do aerotrem, disse uma porção de sandices sobre homossexualidade no debate da Record? Disse. É a única tolice que afirmou nessa campanha? Não! Justiça se faça, ele nem chega a ser o campeão das asnices — Luciana Genro, do PSOL, vence essa disputa com todos os pés nas costas, num confronto acirrado com Eduardo Jorge, do PV. A maior de todas, ainda que dita em solo estrangeiro, é a de Dilma Rousseff: pregou a negociação com terroristas que cortam cabeças e praticam fuzilamentos e estupros em massa.

Muito bem. No debate da emissora, Luciana perguntou a Fidelix por que defensores da família se recusam a reconhecer como família um casal do mesmo sexo. O homem do PRTB afirmou o que segue no vídeo:
Trata-se de um apanhado de bobagens? Não resta a menor dúvida. Mas há crime? Ora, tenham a santa paciência! Tanto os demais debatedores não entenderam assim que ninguém reagiu — nem a própria Luciana. Na democracia, reitero, existe espaço para as opiniões idiotas. Leiam o que disse Fidelix Reproduzo aspas:
– “dois iguais não fazem filho”;.
– “aparelho excretor não reproduz”;
– “como é que pode um pai de família, um avô, ficar aqui, escorado (?), com medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô, que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto.”
– “eu vi agora o papa, o Santo Padre, expurgar, fez muito bem, do Vaticano um pedófilo”.
– “que façam um bom proveito se quiserem fazer de continuar como estão, mas eu, presidente da República, não vou estimular. Se está na lei, que fique como está, mas estimular, jamais!, a união homoafetiva”.
– “Luciana, o Brasil tem 200 milhões de habitantes. Se começarmos a estimular isso aí, daqui a pouco vai reduzir para 100 (milhões). Vai para Paulista, anda lá e vê. É feio o negócio, né?”
– “esses que têm esses problemas, que sejam atendidos no plano afetivo, psicológico, mas bem longe da gente, porque aqui não dá”.
Observem que ele nem mesmo diz que pretende mudar a legislação se eleito — coisa que nunca será. Apenas assegura que, se presidente fosse, não estimularia a união homoafetiva. Cadê o crime? Fidelix também entende que sexo tem como fim a procriação. Eu acho que ele está errado, mas me parece que tem direito a uma opinião, não é mesmo? Fidelix também tece considerações sobre as funções do, como ele diz, “aparelho excretor”. E daí? Revejam o vídeo. Os presentes riram de escárnio. Ninguém reagiu como se ele estivesse cometendo um crime. E, de fato, não estava.
Mas aí entra em cena a militância gay. Olhem, até acho admirável a prontidão dessa turma. Não há grupo no Brasil tão organizado e tão presente na imprensa. Teve início o processo de demonização de Fidelix. Os presidenciáveis, que se calaram quando ele disse as suas sandices, foram unânimes, depois, em condená-lo. A campanha de Marina Silva diz que estuda até mesmo recorrer à Justiça. Ou por outra: tenta usar a questão para se livrar da pecha de homofóbica que lhe pespegou o PT. Dito ainda de outro modo: os marineiros acham que Fidelix pode ser a sua Marina da hora. Dilma vai se encontrar hoje com lideranças do movimento LGBT. Eduardo Jorge, que defende a descriminalização do aborto e das drogas, já entrou com uma representação contra Fidelix. A OAB pede a cassação da candidatura do homem por homofobia.
Não dá! A fala de Fidelix é imbecil, sim, mas é criminosa? Gostaria de ler a argumentação da OAB e saber em que lei se ampara, especialmente porque Fidelix disse que, se eleito, deixaria tudo como está.
Acho esse um péssimo caminho da militância — de gays ou quaisquer outras. Vejam o quanto a causa avançou nesses anos, inclusive com o reconhecimento da união civil contra a letra da Constituição — fato inédito na nossa história e na história das democracias. E ninguém precisou ser levado aos tribunais por crime de opinião para que isso acontecesse.
Sim, ouçam de novo ou releiam a fala de Levy. Dizer uma bobagem tem de ser diferente de praticar um crime. Uma fala como essa não geraria celeuma em nenhuma democracia do mundo, mesmo naquelas severamente patrulhadas pelos politicamente corretos. A razão é simples: a liberdade de expressão é um valor intocável. A menos que seja usada para incitar a prática de crimes. Não me parece que seja o caso deste senhor.
De resto, que país este, não? A candidata-presidente, que, segundo os institutos de pesquisa, está na faixa dos 40% dos votos no primeiro turno e lidera a disputa para o segundo, pede que a ONU sente com terroristas facinorosos para negociar. A OAB se calou. Não deve ter visto nada de errado. O candidato do traço, que tem muito folclore e nenhuma história, emite uma opinião infeliz, e todos avançam contra ele tentando tirar uma casquinha.
Não contem comigo para criminalizar opiniões. Até que alguém me prove o contrário com a Constituição nas mãos, um brasileiro é livre para fazer digressões sobre o aparelho excretor ou para dizer que, se eleito, não promoverá o casamento gay. Já o presidente da República Federativa do Brasil NÃO É livre para pregar a negociação com terroristas. Sabem por quê? O mesmo Artigo 5º que assegura a liberdade de expressão — e lá não está escrito que as pessoas são livres apenas para dizer coisas certas e com as quais concordamos — repudia o terrorismo.
Uma OAB covarde recorre à Justiça contra o nanico Levy Fidelix. Uma OAB que fosse corajosa teria recorrido à Justiça contra a gigante Dilma Rousseff. Eu ainda acho que progressista mesmo é enfrentar os fortes, não fazer fama contra os fracos. Por Reinaldo Azevedo

Governo registra o pior resultado fiscal para agosto em 18 anos

O governo central, composto por Tesouro, Banco Central e Previdência Social, terminou o quarto mês seguido sem conseguir economizar receita para pagar os juros da dívida. Em agosto, registrou um déficit primário de 10,423 bilhões de reais, informou o Tesouro Nacional nesta terça-feira. É o pior resultado fiscal para meses de agosto em 18 anos. Segundo a série histórica do Tesouro Nacional, que começa em 1997, foi a primeira vez que o Governo Central teve resultado negativo em um mês de agosto. O resultado veio pior do que as expectativas do mercado, que projetava um resultado negativo de cerca de 9,5 bilhões de reais. No acumulado do ano, a economia feita para o pagamento de juros ficou positiva em 4,675 bilhões de reais ou 0,14% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta era de uma economia de R$ 39,215 bilhões. O valor acumulado no ano é 87,8% menor que no mesmo período de 2013, que foi de R$ 38,416 bilhões (1,22% do PIB). Com o resultado de agosto, fica praticamente impossível o cumprimento da meta de superávit primário para 2014 de R$ 80,774 bilhões, ou 1,55% do PIB. Isso porque o governo teria de economizar em quatro meses 76,1 bilhões de reais a mais do que conseguiu fazer em oito meses.

Receitas e despesas
Em agosto, as receitas líquidas do governo ficaram em 82,465 bilhões de reais, 6,4% abaixo na comparação com julho, mesmo reforçadas por 5,399 bilhões de reais em dividendos pagos sobretudo pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal e pelo recebimento de 7,13 bilhões de reais do parcelamento de débitos tributários (Refis). No acumulado do ano, as receitas líquidas somam 661,754 bilhões de reais até agosto, com alta de 6,4% sobre igual período de 2013. O Tesouro informou ainda que as despesas atingiram 92,888 bilhões de reais em agosto, com alta de 2,9% frente ao mês anterior. De janeiro a agosto, elas somaram 657,079 bilhões de reais, 12,6% acima de igual período de 2013.
12 meses
O superávit primário do governo central acumulado em 12 meses caiu para 43,3 bilhões de reais, o equivalente a 0,9% do PIB. Em agosto de 2013, o superávit em 12 meses estava em 73,1 bilhões de reais, ou 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

Fernando Henrique Cardoso ironiza Dilma: “Merece o Nobel de Economia; conseguiu arrebentar com tudo ao mesmo tempo”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ironizou a presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira, em Fortaleza, ao falar para 1.200 empresários. “Ela merece o Prêmio Nobel da Economia, pois conseguiu arrebentar tudo ao mesmo tempo. Isso é muito difícil de fazer em economia”, disse para aplausos dos empresários cearenses. Outra crítica a Dilma foi a passagem dela na Organização das Nações Unidas (ONU) na semana passada. “É triste quando a presidente do Brasil diz que vamos negociar com quem quer degolar”, afirmou, referindo-se à sugestão de Dilma de estabelecer um diálogo com os terroristas do Estado Islâmico.

Acompanhado do candidato ao Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), Fernando Henrique Cardoso pediu votos para o presidenciável Aécio Neves, mas admitiu que é muito difícil ele ir para um 2º turno. “Se fosse pelas qualidades dele, iria, mas a máquina federal está muito organizada para reeleger a presidente e o apelo de Marina é forte”, destacou. Fernando Henrique Cardoso disse que “infelizmente, o que vale agora nas eleições é o marquetismo que confunde tudo e acaba elegendo presidente”.
O ex-presidente fez referências à corrupção como mal maior hoje no País. “Temos que abrir o jogo da corrupção, mas a crise política é muito maior que a dificuldade econômica“. Fernando Henrique Cardoso esteve em Fortaleza para participar do Fórum Brasil em Debate, promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) e pela Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon-CE).

STF nega recurso e Google mantém fotos de Xuxa

O Supremo Tribunal Federal deu fim às tentativas da apresentadora Maria da Graça Meneghel, a Xuxa, de exigir que o Google não gere resultados que associem a sua imagem a pedofilia. Em sua maioria, as imagens e vídeos exibidos pertenciam ao filme Amor Estranho Amor (1982), de Walter Khouri, no qual Meneghel interpretava Tamara, uma prostituta que se relaciona com um jovem. A disputa data de 2010, quando Xuxa obteve uma decisão favorável na 1ª Vara Cível da Barra da Tijuca, julgando procedente sua intenção de proibir o Google de veicular resultados que ligassem a apresentadora a pedofilia, ou exibisse imagens suas “sem vestes”. Na época, a juíza em exercício concedeu a liminar sob o argumento de que as imagens causavam danos “de difícil reparação” à apresentadora e que, portanto, teriam de ser retiradas. Em 2012, o caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça, que decidiu em favor do Google, rejeitando ação da apresentadora Xuxa Meneghel. Segundo o órgão, o Google não tem responsabilidade sobre o conteúdo encontrado por sua ferramenta de busca. Desta vez, na última instância possível para o caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, seguiu decisão do STJ e rejeitou recurso da modelo.

Conselho da Eletrobras aprova redução da garantia física de usina no Rio Grande do Sul

O Conselho de Administração da Eletrobras aprovou nesta segunda-feira a redução da garantia física da termelétrica Candiota 3, de sua subsidiária Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) e vai substituir a diferença com contratos da Eletronorte, disse o presidente da empresa, José da Costa Carvalho Neto. Segundo ele, devido a problemas técnicos na caldeira a carvão da usina, Candiota 3 não estava conseguindo atingir a geração prevista em sua garantia física contratual, de 303 megawatts (MW) médios. A medida aprovada pelo Conselho, que ainda tem de passar pelo aval da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê que a garantia física seja reduzida para 267 MW médios. No desenho aprovado pela Eletrobras, a redução da garantia física da usina será coberta por contratos de outra subsidiária do grupo, a Eletronorte. "Com isso, esperamos que a CGTEE volte ao equilíbrio financeiro no ano que vem", disse Carvalho Neto, após a reunião do Conselho. No primeiro semestre deste ano, a CGTEE deve prejuízo líquido de cerca de 200 milhões de reais, causado principalmente pela compra de energia no mercado de curto prazo, para compensar o não atendimento da garantia física na usina de Candiota 3. Questionado sobre as dificuldades enfrentadas pela Santo Antônio Energia, concessionária da usina de Santo Antônio, da qual a Eletrobras é sócia por meio da subsidiária Furnas, Carvalho Neto disse que, da parte de Furnas, não vai faltar recursos poara fazer frente às obrigações junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Na semana passada, a Santo Antônio Energia não conseguiu aprovar aporte adicional de 1,4 bilhão de reais por parte de seus acionistas por falta de quorum na assembleia extraordinária de acionistas. O dinheiro seria necessário para que a empresa continuasse a honrar os pagamentos ao Consórcio Construtor Santo Antônio de forma a manter as obras da usina em andamento. "Estamos falando com os sócios para chegar a um ponto comum", disse Carvalho Neto. O presidente da Eletrobras disse que os sócios da usina e o consórcio construtor da obra estão buscando um "encontro de contas" e admitiu que "eles (os construtores) têm uma grande parte da responsabilidade" na frustração da antecipação do cronograma da obra. Sobre o desempenho das ações da estatal, que nesta segunda-feira estavam em queda, o executivo disse que, desde janeiro, as ações da empresa vêm se valorizando, mas "ainda estão longe do valor patrimonial".

Justiça proíbe saques acima de R$ 10 mil em Roraima para evitar compra de votos

Para prevenir a compra de votos por meio de pagamento em dinheiro, uma prática comum em Roraima, saques acima de R$ 10 mil estão proibidos a partir desta segunda-feira, 29, e até o dia da eleição. A determinação foi do juiz da 1ª Zona Eleitoral, Elvo Pigari, a pedido do Ministério Público Eleitoral. Na sentença, o magistrado observou que o "certame eleitoral deve-se pautar pela isonomia entre os concorrentes e pela lisura dos métodos empregados nas campanhas eleitorais, inibindo privilégios em favor de determinadas candidaturas, preservando-se, por corolário, a normalidade e legitimidade das eleições, com a repressão de eventual abuso do poder econômico". Com a decisão, todas as instituições bancárias que atuam no Estado (Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Itaú, HSBC, Banco da Amazônia, Caixa Econômica Federal e Unibanco), estão proibidas de permitir saques em espécie, que, somados, ultrapassem o valor fixado, sem autorização da Justiça. Na ação cautelar inominada, o Ministério Público defendeu que a limitação de saques vultosos na semana que antecede a eleição é necessária para coibir a compra de votos. Na periferia de Boa Vista, os eleitores costumam passar as madrugadas anteriores à votação na frente de suas casas, aguardando os candidatos que passam distribuindo dinheiro. O pagamento também chega às mãos dos eleitores junto com materiais impressos de campanha. Permitir a fixação de placas e faixas em casa também rende dinheiro aos eleitores. O "aluguel" do espaço chega a custar R$ 400,00 mais R$ 100,00 por cada votante. O envelopamento de veículos chega a render R$ 1.500,00. Para garantir a correta realização dos gastos eleitorais, o Ministério Público Eleitoral recomendou aos candidatos, partidos e comitês o pedido antecipado de talonário de cheques às instituições bancárias, principalmente para o pagamento dos cabos eleitorais que atuam no interior do Estado. A legislação eleitoral determina que os gastos eleitorais de natureza financeira sejam efetuados por meio de cheque nominal ou transferência bancária, ressalvadas as despesas de pequeno valor, que não ultrapasse o limite de R$ 400,00.

Aécio diz que Marina é "cheia de contradições"

Em campanha em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), distribuiu ataques a suas principais concorrentes: Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). A primeira acabou sendo a mais visada, mas a outra também não foi poupada. "Ela (Marina) é bem intencionada, mas cheia de contradições", afirmou. Aécio Neves chegou à cidade por volta das 15h30 e concedeu entrevista no aeroporto local, antes de partir em carreata pelas ruas centrais. "Hoje ela fala que se preocupa com a inflação e vai tratar de enfrentá-la, mas há pouco tempo estava dentro do PT combatendo o Plano Real, que acabou com a inflação" afirmou ainda sobre Marina Silva. Ele falou também que hoje Marina Silva acena para o agronegócio, mas ontem tentou inviabilizá-lo. "Hoje ela demoniza o PT e antes estava dentro dele e não foi pouco, foram 20 anos". Os ataques do tucano também foram direcionados à Dilma Rousseff e sua política econômica. "Eu anunciei com antecedência quem será o ministro da Fazenda para mostrar para onde nós vamos. A presidente Dilma, o máximo que conseguiu foi mostrar ao Brasil quem será seu ex-futuro ministro da Fazenda ", disparou. Questionado sobre as declarações de um diretor do Banco Central que, ao contrário de Dilma, defende a autonomia da instituição, Aécio aproveitou para ir ao ataque outra vez. "No nosso governo, o Banco Central terá liberdade para fazer a política adequada", garantiu. Para ele, estamos tendo de conviver com uma "visão patrimonialista atrasada do governo do PT. "A Polícia Federal investiga porque é esse o seu papel constitucional, mas infelizmente ela está hoje sucateada", afirmou se referindo às declarações de Dilma de que a polícia nunca investigou tanto. "O governo do PT acha que o Estado lhe pertence, por isso, temos de encerrar esse ciclo que tão mal faz ao Brasil". Segundo ele, as obras prometidas agora por Dilma são as mesmas de quatro anos atrás. "Essas obras não acabaram porque o governo não tem capacidade de gestão".

Escala de navios para exportar milho do Brasil cai 66% ante 2013

A escala de navios para embarcar milho nos portos brasileiros nas próximas semanas está dois terços menor que a registrada um ano atrás, mostram dados de uma agência marítima, indicando uma menor demanda pelo cereal em um momento em que o país precisa escoar um grande excedente do mercado interno. Atualmente, a programação de embarques tem 24 navios previstos para carregar 1,28 milhão de toneladas de milho em outubro, incluindo dois navios ainda sem data marcada, segundo dados da agência Williams. No fim de setembro de 2013, a escala tinha 69 navios, totalizando 3,73 milhões de toneladas, incluindo embarcações sem data marca, e com agendamento para outubro e até para novembro. "Este ano a fila está menor. O carregamento de milho foi mais que o dobro nesse mesmo período do ano passado. Isso indica que a procura de milho está sendo menor", disse o analista de mercado da Williams, Tiago Cardoso. A escala ainda deve receber mais embarcações e não representa as exportações defintivas do mês. Mesmo assim, indica que o país pode ter dificuldades para escoar todo o volume disponível. O país acaba de colher uma safra de inverno recorde que, somada ao volume da colheita de verão, totalizou 79,9 milhões de toneladas em 2013/14, apenas 2 por cento abaixo do recorde de 2012/13. Como o mercado doméstico não tem capacidade de absorver boa parte deste milho, o Brasil precisaria repetir nos últimos meses de 2014 uma performance de exportações semelhante à vista no fim de 2013, período em que o mundo ainda se recuperava de uma quebra de safra nos Estados Unidos, maior produtor e exportador global. Só assim seria possível enxugar os grandes suprimentos domésticos, que, em parte, pressionam os preços e afetam a rentabilidade dos produtores. "Esse cenário segue preocupando vendedores, já que, com o fim da colheita, os silos estão cheios, compradores estão abastecidos e a demanda externa apresenta ritmo muito lento", disse o Cepea, órgão de pesquisa da Universidade de São Paulo, em um relatório. Um dos maiores entraves para o Brasil no momento é ampla oferta global, já o mundo deverá terminar a safra 2014/15 com um dos maiores estoques de passagem dos últimos anos, com a ajuda de duas safras recordes consecutivas nos Estados Unidos.
A colheita da nova safra norte-americana está na fase inicial e deverá chegar ao mercado nos próximos meses. Nas primeiras três semanas de setembro, o Brasil exportou 121 mil toneladas por dia do cereal. O ritmo ficou abaixo do visto uma ano atrás, de 164 mil toneladas/dia. Considerando-se o ano comercial estabelecido pelo governo federal, que para o milho começa em 1º de fevereiro, o Brasil já embarcou na temporada 7,28 milhões de toneladas do cereal. Para que seja cumprida a projeção de embarque de 21 milhões de toneladas na temporada feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), seriam necessários embarques de cerca de 3,4 milhões de toneladas entre outubro e janeiro, um ritmo semelhante ao registrado na temporada passada. Na sexta-feira, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetou que o país deverá deverá embarcar entre 2 milhões e 2,7 milhões de toneladas de milho nos próximos meses até o fim do ano. Há fatores que podem contribuir para uma aceleração do fluxo de embarques nos próximos meses, disse o analista Marcos Rubin, da Agroconsult. "No momento o milho brasileiro é o mais competitivo do mercado, mais barato que o americano, argentino e ucraniano. O câmbio também tem ajudado nos últimos dias, disse o especialista em no chat Trading Brazil, da Thomson Reuters, nesta segunda-feira. "É claro que o milho norte-americano deve ficar mais barato conforme o andamento da colheita, mas atá lá temos oportunidade de aumentar o 'line-up'." A Agroconsult estima exportações de 21 milhões de toneladas de milho no ano de 2014 (janeiro a dezembro). Com pouco mais de 10 milhões de toneladas embarcadas de janeiro a setembro, restariam cerca de 10 milhões a 11 milhões de toneladas para exportação nos três últimos meses do ano.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Justiça rejeita transferência de ex-senador para prisão em Brasília

A Justiça Federal em São Paulo rejeitou nesta segunda-feira, 29, pedido de transferência para Brasília do ex-senador Luiz Estevão, condenado por falsificação de documento contábil das obras do Fórum Trabalhista da Capital. O juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal, decidiu que compete à Vara de Execuções Penais deliberar sobre o caso. Mazloum determinou que o nome do ex-senador “seja lançado no livro de rol dos culpados”. O juiz também mandou regularizar a “situação do acusado, anotando-se ‘condenado’”. Estevão pegou pena de 3 anos e meio em regime semi aberto. O processo é desdobramento do escândalo de desvio de R$ 1 bilhão das obras da Justiça do Trabalho. O ex-senador foi preso em Brasília sábado, 27, e removido para a Custódia da Polícia Federal em São Paulo. O advogado Marcelo Bessa, que defende o ex-senador, pondera que Estevão mora em Brasília, “sendo de rigor o cumprimento da reprimenda no local de sua residência”. Marcelo Bessa, experiente criminalista, argumenta. “Como se sabe, o preso, ainda que provado de liberdade, continua titular de direitos, de modo que, salvo situações excepcionais contraindicadas, o cumprimento da pena há de ocorrer preferencialmente em seu meio social, para que se efetive a garantia de assistência da família, assegurada pelo inciso LXIII da Carta da República, e também para que a terapêutica penal de reinserção na sociedade se materialize”.

Bancários decidem fazer greve nacional por tempo indeterminado em pleno período de eleições

Os bancários rejeitaram na noite desta segunda-feira mais uma proposta de reajuste salarial e aprovaram o início de greve nacional por tempo indeterminado para esta terça-feira. A última paralisação dos bancários ocorreu entre setembro e outubro do ano passado e durou mais de 20 dias. Confirmaram adesão à greve os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Paraná, Bahia, Pernambuco, Ceará, Alagoas, Sergipe e alguns municípios do Rio Grande do Sul. Entre outras reivindicações, eles defendem um aumento de 12,5%, com ganho real de 5,8%. Para o cálculo da inflação foi utilizado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou alta de 6,35% no período de 12 meses encerrado em agosto. A data-base dos bancários para renegociar os contratos coletivos de trabalho é 1º de setembro. Após os bancários rejeitarem proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na quinta-feira da semana passada, a instituição retomou as negociações na sexta-feira e apresentou novos números no sábado. A federação ofereceu um reajuste de 7,35% nos salários, na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e nos valores dos vales e auxílios. Para o piso da categoria, o reajuste oferecido foi de 8%. O Comando Nacional dos Bancários considerou a proposta insuficiente e orientou os 134 sindicatos que representa no País a votarem pela greve nas assembléias desta segunda-feira. Os bancários se reuniram no início desta noite em todo o País para votar a proposta da Fenaban e para organizar a greve, após oito rodadas de negociações. Os sindicalitas reivindicam, além do reajuste salarial de 12,5%, PLR de três salários mais parcela adicional de 6.247 reais. Os bancários também querem gratificação de caixa de 1.042,74 reais, gratificação de função de 70% do salário do cargo efetivo e vale-cultura de 112,50 reais.

Deputado federal devolve doação de R$ 200 mil do grupo JBS Friboi

O deputado federal Ricardo Izar (PSD-SP) devolveu R$ 200 mil que foram repassados pelo diretório estadual do partido para ajudar na campanha de reeleição do parlamentar. O montante foi originalmente doado pela JBS, controladora da Friboi. Izar é presidente do Conselho de Ética da Câmara e presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais e sofreu duras críticas de ativistas cobrando a devolução do dinheiro. O deputado agradeceu a doação, mas recusou o valor e devolveu ao diretório paulista do PSD. No recibo, Ricardo Izar disse que não usaria o recurso “por motivos de convicção política”. Isso é um gesto raro, raríssimo, na política brasileira.

Lula - imaginem!!! - adverte eleitores sobre a "semana da mentira". Este Brasil está mesmo virado de ponta cabeça

O ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) afirmou, durante comício em Franco da Rocha, município 40 km ao norte da cidade de São Paulo, que essa semana que antecede as eleições será “a semana da mentira”. Ao lado do candidato Alexandre Padilha (PT), o ex-presidente disse que o eleitor precisa escolher bem todos os candidatos e voltou a citar a ordem da votação: deputado estadual, federal, senador, governador e presidente. No início do seu discurso, Lula exaltou a situação econômica atual, assim como fez antes do comício, quando participou de um desfile em carro aberto, debaixo de chuva, pelo centro de Franco da Rocha. “Eles reclamam da inflação, mas se esquecem que no tempo deles a inflação era de 80% ao mês”, disse. Lula voltou a exaltar os 12 anos do PT no governo e disse que o Pais não pode permitir retrocesso. “Não foi fácil chegar até aqui e fazer o povo brasileiro acreditar em nós”, disse, lembrando que muitos trabalhadores tinham receio de votar em alguém sem diploma. Usando seu próprio exemplo, Lula disse que a inteligência não está ligada a um diploma e ressaltou que passou a ser uma pessoa respeitada no mundo. O ex-presidente voltou a defender a escolha da presidente Dilma Rousseff como sua sucessora e reafirmou que ela é a mais preparada. Ele observou que muita gente diz a Marina (Silva, PSB) é tão parecida com ele, tão amiga, foi fundadora do PT e se pergunta porque ele está apoiando a Dilma. “Escolher sucessora é como escolher um padrinho para seus filhos”, respondeu Lula a esses questionamentos. Antes, Falando com os comerciantes das lojas e com os populares, o ex-presidente destacou a geração de empregos no governo petista e disse que antes o povo não tinha dinheiro para comprar as coisas. Ele também dedicou boa parte do seu discurso para apresentar Padilha. Lembrou que o cadidato ao governo do estado de São Paulo foi seu ministro e ministro da presidente Dilma. O ex-presidente disse ainda acreditar que em São Paulo essa será a eleição da virada, já que Padilha está na terceira colocação, com apenas 9% das intenções de voto. Ao destacar que Padilha era ministro quando o programa mais médicos foi implantado, Lula observou que é preciso garantir cada vez mais tratamentos de qualidade para todas as pessoas. Ele disse ainda conhecer muito bem os médicos, pois era atendido quando metalúrgico e quando presidente. Segundo o ex-presidente tem gente que diz que é bem tratando porque paga um plano médico. Segundo ele, isso mentira, pois as pessoas que pagam um plano médico, descontam o que pagam no imposto de renda e quem termina pagando é o povo. Mais uma vez usando seu próprio exemplo, Lula disse que quando é atendido no Sírio Libanês, deduz as despesas no imposto de renda. “Quem paga o bom tratamento que eu tenho é o povo que não tem o mesmo tratamento que deveria ter”, disse. O ex-presidente, sem citar o governador Geraldo Alckmin, disse que São Paulo não pode ter esse descaso. “Ele não garante nem mais água para as pessoas”, observou. Lula focou também seu discurso na caminhada para tentar pegar os indecisos e disse que quem ainda está em dúvida em quem votar não pode esquecer o que era esse país antes do PT”, disse.

Aécio Neves critica a forma como o PT concede subsídios para as montadoras de veiculos

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta segunda-feira, 29, que se eleito pretende discutir os subsídios concedidos pelo governo federal às montadoras. Em evento na Praça da Matriz, em São Bernardo do Campo, no ABC, berço de criação de seu maior adversário, o PT, o tucano criticou a forma como a gestão petista concedeu esses benefícios. “Se eleito vou discutir todos os subsídios, os positivos que tiverem efeito na vida do trabalhador obviamente têm de ser mantidos, mas não da forma como vem sendo feito hoje. Onde os amigos do poder são beneficiados, enquanto o trabalhador e os cidadãos são penalizados". Beneficiado por 21 pacotes de ajuda durante o governo Dilma, o setor automobilístico é o que mais remete lucros ao Exterior, mesmo quando alega “crise”. Somente este ano, segundo o Banco Central, já foram remetidos mais de R$ 1,8 bilhão para suas matrizes. No ano passado, foram R$ 13,5 bilhões. O presidenciável tucano disse que reiterava seu compromisso com a retomada do crescimento para levar de novo confiança à classe trabalhadora e resgatar os empregos que estavam indo embora. “Apenas no ABC ocorrem 100 demissões por dia e, nos últimos 12 meses, a indústria nacional demitiu mais de 80 mil trabalhadores porque o atual governo perdeu a capacidade de fazer o Brasil crescer”, criticou. Segundo ele, sua plataforma é a que tem as melhores condições de gerar emprego porque é baseada, dentre outras premissas, na transparência fiscal e pelo absoluto respeito às regras. Nas críticas à gestão petista, principalmente o governo da adversária nessas eleições, a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff, Aécio Neves disse que o Brasil não pode se contentar em ser o País do pleno emprego de dois salários mínimos. “O País não pode continuar com essa equação perversa de inflação alta e baixo crescimento, nossa proposta é a única que pode encerrar este ciclo perverso de um governo que está deseducando os brasileiros com relação à ética e aos valores”, disse, emendando: “Estamos prontos para dar ao Brasil um governo honrado, decente e eficiente, não podemos viver no País da terceirização das responsabilidades, o atual governo se omite criminosamente na questão da segurança".

A petista Gleisi Hoffmann, ex-poderosa no governo Dilma, tem desempenho pífio e vexatório no Paraná

A senadora e ex-ministra da Casa Civil, a petista Gleisi Hoffmann, registra desempenho vexatório na campanha do Paraná: ela caiu de 12% para 9%, na pesquisa do Ibope divulgada nesta segunda-feira, e se mantém em terceiro lugar, bem distante do segundo colocado, Roberto Requião (PMDB), que caiu de 30% para 28%, e 5,2 vezes menos que o atual governador Beto Richa (PSDB), que soma 47% das intenções de voto e poderá ser reeleito no primeiro turno. Além disso, com 22%, está empatada com Requião (23%) em rejeição.

Governo reduz IR sobre lucro de empresas no Exterior

O governo ampliou a lista de setores de empresas controladas no Exterior que podem utilizar créditos de Imposto de Renda (IR). Foram incluídos os segmentos de indústria da transformação, extração de minério e de exportação, sob concessão, de bem público localizado no País de domicílio da controlada. As empresas contarão com um crédito presumido de IR de até 9% sobre o lucro real que incide sobre o investimento de controladas no Exterior. Na prática, a medida reduz de 34% para 25% a alíquota do IR lá fora. A portaria do Ministério da Fazenda foi publicada no Diário Oficial da União, desta segunda-feira. No último dia 15 deste mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia anunciado a redução da alíquota do IR sobre lucro de empresas brasileiras no exterior a todos os setores manufatureiros exportadores.  Esse benefício já é aplicado às empresas de construção, serviços e alimentos e bebidas. Na ocasião, Mantega defendeu que, agora, as companhias contempladas pela medida terão uma competitividade maior. “As empresas pagarão menos imposto, pois poderão usar 9% de crédito”, disse, acrescentando que a iniciativa não terá impacto fiscal.

Consumo de energia das indústrias cai 5,1% em agosto

O consumo de energia elétrica das indústrias no Brasil caiu 5,1%, para 15.066 gigawatts-hora (GWh), em agosto ante igual período do ano passado, mostraram dados divulgados nesta segunda-feira pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O resultado foi puxado principalmente pelos setores metalúrgico, químico e automotivo. Os dados de consumo da indústria confirmam a queda ainda acentuada e de forma disseminada por vários setores, porém com taxas menos negativas que no mês anterior. A EPE informou que as montadoras no Estado de São Paulo consumiram 12% menos de energia em agosto, em linha com estatísticas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) que apontaram queda de mais de 20% na produção de veículos no último mês. Em outros dois Estados com presença do setor automotivo, Paraná e Rio Grande do Sul, o consumo de eletricidade recuou 10% e 14%, respectivamente. A indústria foi o único setor que mostrou queda no consumo de energia em agosto, já que residências e comércio tiveram alta de 2,4% e 6%, respectivamente. O consumo de eletricidade como um todo no Brasil recuou 0,1%, para 38.601 GWh, em agosto ante igual período do ano passado. No Sudeste/Centro-Oeste (principal centro industrial do País), houve queda de 1,4%. No Norte, houve retração de 3,8%. Já no Nordeste e no Sul, houve alta de 5,1% e 1,6%, respectivamente.

Republicanos são favoritos para controlarem o Senado

Os republicanos têm uma leve vantagem nas pesquisas, a cinco semanas das eleições legislativas de 4 de novembro nos Estados Unidos. As projeções, no entanto, destacam a imprevisibilidade da votação, que definirá a maioria do Congresso nos próximos dois anos. O Senado dos Estados Unidos, atualmente dominado pelo Partido Democrata do presidente muçulmano Barack Obama, tem 60% de possibilidades de passar ao controle republicano, de acordo com o site de projeção estatística FiveThirtyEight.com, atualizado no domingo com as pesquisas mais recentes. Segundo o levantamento estatístico do jornal New York Times, que combina diferentes pesquisas e faz uma projeção, a probabilidade de uma vitória republicana é de 67%. Pelo sistema estatístico do site Huffington Post, a chance de vitória do Partido Republicano chega a 58%. O Senado tem 100 cadeiras (duas vagas por estado), sendo que 36 serão renovadas em novembro. Os republicanos devem ganhar seis vagas para passar de 45 a 51 senadores e obter a maioria absoluta. Três delas já estão garantidas, segundo todas as pesquisas de opinião: nos estados de Virginia Ocidental, Montana e Dakota do Sul. A batalha se concentra em outros dez estados, que devem ter disputas acirradas, segundo as pesquisas. A futura maioria depende da resistência dos democratas em sete estados (Colorado, Iowa, Louisiana, Alasca, Arkansas, Carolina do Norte, New Hampshire) e da capacidade dos republicanos para manter outros três estados (Kentucky, Geórgia, Kansas). Segundo analistas, a disputa é um pouco mais difícil para os democratas, que precisam superar a impopularidade de Barack Obama e estabelecer sua independência nos estados mais conservadores, como Arkansas e Louisiana. Na Câmara dos Deputados, os republicanos devem manter a maioria, segundo todas as previsões. O novo Congresso eleito em novembro iniciará a legislatura em janeiro, para os últimos dois anos de mandato do presidente Obama.