quinta-feira, 25 de maio de 2017

Deputado federal Rocha Loures devolve R$ 35 mil que faltavam em mala de propina


Flagrado em imagens correndo com uma mala recheada com 500.000 reais em propina, o deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal que depositou, em uma conta judicial do STF, o valor de 35.000 reais. O valor é exatamente a cifra que estava faltando quando a defesa do parlamentar procurou a Polícia Federal, na segunda-feira, para devolver todo o conteúdo da mala. Segundo as apurações da Procuradoria-Geral da República, a quantia de 500.000 reais representava a primeira parcela da propina a ser paga pela JBS. Conforme a delação do empresário açougueiro bucaneiro caipira Joesley Batista, a empresa enfrentava problemas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) envolvendo uma disputa entre a empresa e a Petrobras no fornecimento de gás para uma termelétrica em Cuiabá, que pertencia à holding, e queria pagar para que o Executivo defendesse seus interesses no órgão antitruste. Na noite desta segunda-feira, a defesa de Rocha Loures devolveu a mala de propina aos policiais federais, mas, conforme documento da Polícia Federal, na sacola de dinheiro devolvida às 21h20 havia 9.300 cédulas de 50 reais, o que totaliza 465.000 reais. Trinta e cinco mil reais simplesmente haviam sumido. Em ações monitoradas pela Polícia Federal e que embasam o inquérito em que o presidente Michel Temer é investigado, o deputado foi gravado tratando da propina com o diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, e depois recebendo o dinheiro numa pizzaria de São Paulo no dia 24 de abril. Nas imagens, ele aparece saindo do restaurante às pressas arrastando a mala de rodinhas e a colocando no porta-malas de um táxi — ele havia entrado no estabelecimento de mãos vazias. O vídeo foi feito depois de o empresário açougueiro bucaneiro caipira Joesley Batista ter gravado Temer em uma reunião fora da agenda oficial no Palácio do Jaburu. No encontro, o presidente indicou Loures como seu interlocutor para tratar de assuntos de interesse do empresário no governo federal. O deputado, que era suplente até março deste ano, trabalhava como assessor do presidente desde 2011. Naquele mês, deixou o Planalto para assumir a cadeira na Câmara deixada por Osmar Serraglio (PMDB-PR), nomeado ministro da Justiça.

Moro condena Jorge Zelada a quatro anos de prisão


O juiz Sergio Moro condenou Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da área internacional da Petrobras, por corrupção passiva. O juiz fixou uma pena de quatro anos e seis meses de reclusão. “A prática do crime corrupção envolveu o pagamento de cerca de um milhão e quinhentos mil dólares, o que é um valor bastante expressivo, atualmente de cerca de R$ 4.800.000,00”, explica Moro na sentença. “Além disso foi direcionada a um parlamentar federal, comprometendo a integridade da função legislativa. Consequências também devem ser valoradas negativamente, pois os vícios procedimentais na aquisição do Bloco 4 em Benin geraram um prejuízo estimado à Petrobrás de cerca de 77,5 milhões de dólares, conforme cálculo realizado pela Comissão Interna de Apuração da Petrobrás”, disse. “A corrupção com pagamento de propina de um milhão e quinhentos mil dólares e tendo por consequência prejuízo ainda superior aos cofres públicos merece reprovação especial”, completa.

Ex-ministro do STF é consultor de escritório usado para propina



Ricardo Saud, o diretor de Relações Institucionais da JBS, que disse à Procuradoria Geral da República ter pago propina por meio de mais de 100 escritórios de advocacia, entregou contrato assinado com o escritório Erick Pereira Advogados, que tem como consultor o ex-ministro do Supremo e seu ex-presidente, Cezar Peluso. Segundo Ricardo Saud, o contrato de R$ 1,2 milhão foi forjado para justificar repasse de propina a Fábio Faria, que também recebeu dinheiro por meio do Supermercado Boa Esperança, em Natal. Dono do escritório, o advogado Erick Pereira integrou a lista tríplice de candidatos ao TSE no ano passado. (O Antagonista)

Juiz Sérgio Moro absolve a jornalista Claudia Cordeiro Cruz em processo da Lava Jato


O juiz federal Sérgio Moro absolveu a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz dos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas no âmbito da Lava Jato. O juiz entendeu que não há prova suficiente de que a mulher de Eduardo Cunha agiu com dolo ao manter conta na Suíça com mais de US$ 1 milhão, dinheiro que seria de propina paga ao seu marido. Claudia Cordeiro Cruz foi jornalista da Rede Globo e apresentadora do Jornal Nacional, onde foi colega da jornalista Leilane Neubarth, hoje na Globo News, uma célula jornalística esquerdóide. A absolvição de Claudia Cordeiro Cruz também poderá ser um forte indicativo de que Eduardo Cunha tenha feito um acordo de delação premiada na Lava Jato. 

Marchezan veta aumento do teto municipal para R$ 30,4 mil mensais

O prefeito Nelson Marchezan vetou ontem o aumento do teto salarial dos servidores municipais aprovado no dia 11 pela Câmara Municipal.O limite havia passado de R$ 19,4 mil para R$ 30,4 mil. O aumento do teto foi incluído como emenda em um projeto da prefeitura que estipula gratificação aos servidores públicos de quaisquer poderes que exercem a função de secretário municipal: eles terão 70% do subsídio de secretário acrescido às remunerações dos órgãos de origem. O veto será apreciado pela Câmara. Isso é Brasil. Isso é Rio Grande do Sul, Isso é Porto Alegre. O Rio Grande do Sul está falido, Porto Alegre está nas mesmas condições, e esses deploráveis vereadores ficam votando coisa desse tipo. 

Donos de rádios e televisões protestam contra quebra de sigilo de fonte por parte de Janot

A Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão - FENAERT manifesta preocupação com a divulgação, pelo Supremo Tribunal Federal - STF, de conversa com jornalista Reinaldo Azevedo e Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves. Para a entidade, que representa as emissoras de rádio e TV de todo País, a violação do sigilo de fonte pela Procuradoria Geral da República - PGR, quebra direitos fundamentais como a proteção ao sigilo da fonte, garantido pela Constituição Federal. De acordo com o Presidente da Fenaert, Guliver Leão, o conteúdo dos áudios jamais poderia ser divulgado publicamente.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Polícia Federal prende irmã, filho e braço direito de Fernandinho Beira-Mar


A Polícia Federal prendeu a irmã, um filho e um homem de confiança do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, em uma operação na manhã desta quarta-feira com equipes cumprindo mandados em cinco Estados e no Distrito Federal. Segundo as investigações, mesmo preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, ele expandiu sua área de atuação e tem lucro mensal de R$ 1 milhão com os crimes. Ele comandava a quadrilha por meio de bilhetes e mensagens de celular. A investigação começou há um ano, quando agentes penitenciários apreenderam um bilhete em pedaços dentro de uma marmita. Por esse motivo, a operação foi batizada de Epístolas (cartas). Após a reconstituição e exame grafotécnico do bilhete, atestou-se ter sido escrito por Beira-Mar. Foram apreendidos cerca de 50 bilhetes redigidos ou endereçados ao traficante. Pelo documento, foi possível identificar ordens a outros integrantes da quadrilha em liberdade. Já estão presos Luan Medeiros da Costa, filho de Beira-Mar, capturado na Paraíba; Felipe da Costa Lira; homem de confiança do traficante, no Ceará; além da advogada Alessandra da Costa, irmã do traficante. Os agentes visam a cumprir outros 22 mandados de prisão, 27 de condução coercitiva e 85 de busca e apreensão emitidos pela 3ª Vara Federal. A ação acontece simultaneamente no Rio, em Rondônia, no Mato Grosso do Sul, na Paraíba, no Ceará e no Distrito Federal. Equipes da Polícia Federal foram despachadas para Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde estão os principais redutos de Fernandinho, que são as favelas Beira-Mar, Parque das Missões e Parque Boavista. Um dos focos da ação foi um condomínio de luxo em Caxias, onde mora a irmã de Beira-Mar, Alessandra Costa. Ela é apontada pelo Ministério Público Federal como conselheira do traficante e acusada de formação de organização criminosa e de lavagem de dinheiro. Para tentar comprovar a origem dos rendimentos, foi montado um forte esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e estabelecimentos como casas de shows e bares, além de aquisições e reformas imobiliárias. Segundo a Polícia, a organização chega a movimentar mensalmente valores superiores a R$ 1 milhão com as atividades ilícitas. Foram identificados inicialmente bens do grupo avaliados em cerca de R$ 30 milhões. A quadrilha chegou a movimentar R$ 9 milhões nos últimos anos. Beira-Mar também é investigado por influência política, porque teria indicado nomes para a Câmara de Vereadores de Caxias. De acordo com a Polícia Federal, além do tráfico, Beira-Mar também explora caça-níqueis, a venda de botijões de gás, de cestas básicas, de cigarros, a circulação de mototáxis e até mesmo o abastecimento de água. Beira-Mar foi condenado 15 vezes pelos crimes de tráfico de drogas, homicídio, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. As penas, juntas, são de mais de 300 anos de prisão. Ele está na cadeia há 11 anos. 

Terroristas do PT, CNBB, centrais sindicais, MST e MTST incendeiam e quebram tudo na Esplanada dos Ministérios


Terroristas do PT, CNBB, centrais sindicais, MST e MTST causaram depredação e tocaram fogo em vários prédios da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta quarta-feira (24). Houve registro de incêndio na área interna dos ministérios da Agricultura, do Planejamento e da Cultura. A peleguissima Central Única dos Trabalhadores (CUT), mesmo com a grande quantidade de mortadela e ônibus gratuito, não conseguiu mais do que 20 mil manifestantes durante todo o dia. O primeiro prédio a ser atingido pelo fogo foi o do Ministério da Agricultura, por volta das 15 horas – as chamas foram extintas cerca de 40 minutos depois. Segundo o Corpo de Bombeiros, o tumulto dificultou o acesso dos carros para combater as chamas. O fogo atingiu o auditório no andar térreo, e fotos de ex-ministros foram quebradas. A Tropa de Choque entrou no prédio para evitar o avanço da depredação. O ministro Blairo Maggi chegou a Brasília nesta terça-feira (23) e estava no interior do prédio no momento do incêndio.


O térreo do Ministério do Planejamento também foi atingido pelas chamas. Uma sala da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que fica no edifício, também foi destruída. Segundo os bombeiros que atuaram no local, havia risco de desabamento do forro do teto.
 

No Ministério da Cultura, terroristas também atearam fogo em estruturas da área interna. O prédio também é sede do Ministério do Meio Ambiente. As chamas foram contidas por brigadistas e, até as 17 horas, não havia informações sobre a extensão do dano.



Temer aciona tropas federais para proteger Planalto e ministérios após vandalismo, anuncia Jungmann


O ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou nesta quarta-feira (24) que o presidente Michel Temer decretou a "ação de garantia da lei e da ordem" e, com isso, tropas federais passarão a reforçar a segurança na região da Esplanada dos Ministérios. O decreto assinado por Temer foi publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União e prevê o emprego das Forças Armadas entre 24 e 31 de maio. A ordem é assinada pelo presidente, por Jungmann e pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen. "O senhor presidente Michel Temer decretou, por solicitação do senhor presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a ação de garantia da lei e da ordem", disse Jungmann. "Nesse instante, tropas federais se encontram neste palácio do Planalto, no Palácio do Itamaraty e logo mais estarão chegando tropas para assegurar que os prédios dos ministérios sejam mantidos incólumes", completou o ministro da Defesa. Raul Jungmann não respondeu a perguntas de jornalistas, mas acrescentou que a manifestação na Esplanada dos Ministérios estava prevista como pacífica, mas "degringolou na violência, no vandalismo, no desrespeito, na agressão ao patrimônio público e na ameaça às pessoas". Logo após o pronunciamento de Jungmann, deputados da oposição começaram a criticar no plenário da Câmara a convocação das Forças Armadas. Houve confusão e um empurra-empurra generalizado. A sessão chegou a ser suspensa. Então, o presidente da Câmara decidiu falar sobre o assunto no plenário e chamar líderes ao seu gabinete para explicar o que ocorreu. "Eu pedi o apoio das Forças Nacionais, sim. Agora, qual foi o instrumento que Raul Jungmann usou foi uma decisão do governo", disse o frouxo Rodrigo Maia. Ele também justificou o seu pedido. "Agora, de fato, o ambiente na Esplanada era grave e, para garantir a segurança tanto dos manifestantes quanto daqueles que trabalham na Esplanada e no Congresso, eu fui ao presidente que a Força Nacional pudesse colaborar neste momento junto com a Polícia do Distrito Federal". Mais cedo, durante a sessão da Câmara, já havia ocorrido outro episódio com muita gritaria, troca de empurrões e acusações entre parlamentares contra e a favor do governo Temer. 


A decisão de Temer foi criticada por deputados e senadores de oposição e até mesmo da base aliada do presidente. O decreto também repercutiu no Supremo Tribunal Federal. "Voto um pouco preocupado com o contexto, e espero que a notícia não seja verdadeiro. O chefe do Poder Executivo teria editado decreto autorizando uso das Forças Armadas no Distrito Federal no período de 24 a 31 de maio", disse o ministro do Supremo, Marco Aurélio Mello. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu uma reunião conjunta do Congresso para que os parlamentares discutissem e sustassem o decreto de Temer. Mas a convocação foi rejeitada por Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado. “Manifestação, repressão, black blocks é polícia que resolve. Chamar as Forças Armadas num momento grave da vida nacional. Isso é um crime de lesa-pátria, isso sim é que é contra a Constituição”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues. Realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República, as missões da garantia de lei e ordem (GLO) ocorrem nos casos em que há, segundo o Ministério da Defesa, "o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem". Ainda de acordo com o ministério, nessas ações, as Forças Armadas "agem de forma episódica, em área restrita e por tempo limitado, com o objetivo de preservar a ordem pública, a integridade da população e garantir o funcionamento regular das instituições". De acordo com o manual de aplicação da GLO publicado pelo governo em 2014, para a Copa do Mundo, o foco de atuação é contra os chamados Agentes de Perturbação da Ordem Pública (APOP), e "ameaças". Ainda segundo este manual, APOP "são pessoas ou grupos de pessoas cuja atuação momentaneamente comprometa a preservação da ordem pública ou ameace a incolumidade das pessoas e do patrimônio". Por "ameaças", acrescenta, entende-se "atos ou tentativas potencialmente capazes de comprometer a preservação da ordem pública ou ameaçar a incolumidade das pessoas e do patrimônio". 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Contiuem sentadinhos ai, na frente da televisão, com a boca aberta cheia de moscas, enquanto os centuriões liquidam a sua liberdade


Quando os brasileiros estavam todos sentados em frente à televisão, com a boca bem aberta, cheia de mosca, deliciando-se com as bobagens da telinha, encantados com as maravilhas do regime petista de pleno emprego, de ampla distribuição de renda, ninguém se importou enquanto Olavo de Carvalho era impiedosamente perseguido, tirado de todos os empregos, tendo todas as portas e janelas fechadas, reduzindo ele, a mulher e os filhos à miséria, à fome. Ele precisou ir embora do País. Os brasileiros, abestalhados com as supostas maravilhas do pensamento econômico petista, do keynesianismo caboclo, não se importaram em preservar o que de melhor havia no pensamento brasileiro. Já nem vou falar dessa imensa escrotidão reunida nas universidades nacionais, esses antros de lacaice intelectual especializados em distribuição de criminosos títulos, entre os quais os de doutor honoris causa para Lula. O que fazer? Agora explodem Reinaldo Azevedo. Tiram-lhe os empregos, tiram-lhe os espaços na imprensa. Silenciam uma voz incômoda na imprensa nacional que alcançava repercussão. Eu estava reticente com Reinaldo Azevedo nos últimos meses, por suas críticas desfechadas à suposta direita no Brasil, Suposta porque não existe direita. O que não existe organizado, não existe. Criminalizar quem se opunha à maior corrente criminosa da história da humanidade no Ocidente, em toda a história mundial (excluído, é claro, o Holocausto, e excluindo os inigualáveis crimes do regime soviético, porque são eslavos e não ocidentais), era um excesso que me desagradava profundamente na produção intelectual de Reinaldo Azevedo. Suas brigas e desaforos distribuídos a Olavo de Carvalho e Joice Hasselmann me deixaram profundamente desiludido. E sua inconfundível simpatia com o tucanato, com sua crença na suposta crença desses bandidos com o estado democratico de direito, incomodava-me ainda mais. O resultado foi seu isolamento, que ele talvez não percebesse. Tornou-se um alvo fácil do estamento burocrático estatal, dos centuriões que agora estão consumando o seu golpe branco no País. E tudo passará, e o grande ladrão, o grande bandido, o grande criminoso, Lula, escapará ileso, sem prisão. E a Reinaldo de Azevedo talvez não mais reste senão um exílio. Acho que ele pode se reconstruir, mas será à custa de muito esforço. É um sujeito honesto, sem dúvida, pobre, que vive do seu trabalho. Pois agora os centuriões tiraram dele a única coisa que o sustentava, o seu trabalho. É assim que agem centuriões. Os brasileiros verão a novela da noite, em poucos minutos, com a boca cheia de mosca, enquanto a ditadura se instala no País. E nem perceberão. E não perceberão porque não há mais homens de pensamento que pensem, estudem, concluam e mostrem as suas conclusões para os comedores de mosca deste País. Os poucos que pensam..... preparem-se para o exílio.

MEU ÚLTIMO POST NA VEJA


Por Reinaldo Azevedo - Andrea Neves, Aécio Neves e perto de uma centena de outros políticos são minhas fontes. Trechos de duas conversas que mantive com Andrea, que estava grampeada, foram tornados públicos. Numa delas, faço uma crítica a uma reportagem da VEJA e afirmo que Rodrigo Janot é pré-candidato ao governo de Minas e que estava apurando essa informação. Em outro, falamos dos poetas Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto. Fiz o que deveria fazer: pedi demissão — na verdade, mantenho um contrato com a VEJA e pedi o rompimento, com o que concordou a direção da revista. Abaixo, segue a resposta que enviei ao BuzzFeed, que vai fazer ou já fez uma reportagem a respeito. Volto para encerrar. Mesmo!
Comecemos pelas consequências.
Pedi demissão da VEJA. Na verdade, temos um contrato, que está sendo rompido a meu pedido. E a direção da revista concordou.
1: não sou investigado;
2: a transcrição da conversa privada, entre jornalista e sua fonte, não guarda relação com o objeto da investigação;
3: tornar público esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas;
4: como Andrea e Aécio são minhas fontes, achei, num primeiro momento, que pudessem fazer isso; depois, pensei que seria de tal sorte absurdo que não aconteceria;
5: mas me ocorreu em seguida: “se estimulam que se grave ilegalmente o presidente, por que não fariam isso com um jornalista que é crítico ao trabalho da patota?”;
6: em qualquer democracia do mundo, a divulgação da conversa de um jornalista com sua fonte seria considerada um escândalo. Por aqui, não;
7: tratem, senhores jornalistas, de só falar bem da Lava Jato, de incensar seus comandantes;
8: Andrea estava grampeada, eu não. A divulgação dessa conversa me tem como foco, não a ela;
9: bem, o blog está fora da VEJA. Se conseguir hospedá-lo em algum outro lugar, vocês ficarão sabendo;
10: o que se tem aí caracteriza um estado policial. Uma garantia constitucional de um indivíduo está sendo agredida por algo que nada tem a ver com a investigação;
11: e também há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo.
Encerro
No próximo 24 de junho, meu blog completa 12 anos. Todo esse tempo, na VEJA. Foram muitos os enfrentamentos e me orgulho de todos eles. E também sou grato à revista por esses anos. Nesse tempo, sob a direção de Eurípedes Alcântara ou de André Petry, sempre escrevi o que quis. Nunca houve interferência. O saldo é extremamente positivo. A luta continua.

Justiça bloqueia R$ 150 milhões de investigados no Distrito Federal


No despacho que deu origem à Operação Panatenaico, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, determinou também o bloqueio de 155,1 milhões de reais das pessoas e empresas investigadas. A Panatenaico investiga a “hiperfaturada”, segundo a denúncia, construção do estádio Nacional Mané Garrincha, a obra mais cara entre todos as arenas utilizadas na Copa do Mundo de 2014. Prevista para custar cerca de 600 milhões, a reforma do estádio acabou ficando em 1,5 bilhão de reais, 2,5 vezes o imaginado inicialmente – um desvio estimado, portanto, em 900 milhões de reais. A maior parte do valor bloqueado – 100 milhões – foi proveniente da construtora Via Engenharia, que executou a obra em consórcio com a Andrade Gutierrez. A operação foi baseada no acordo de colaboração de Rogério Nora de Sá, Clóvis Renato Numa Peixoto e Flávio Gomes Machado Filho, executivos da empresa. Alguns dos principais políticos do Distrito Federal, como os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), hoje assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB), foram presos temporariamente por cinco dias. Arruda e Agnelo tiveram bloqueados dez milhões de reais, enquanto Filipelli não poderá movimentar seis milhões. Segundo o despacho do juiz, o esquema de corrupção nas obras do estádio foi iniciado em 2009, quando começaram os procedimentos para a execução do projeto. Planejado e combinado durante a gestão de Arruda, o esquema foi mantido em 2011, quando os eleitos Queiroz e Filippelli foram empossados como governador e vice-governador. Os demais acusados são Francisco Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete de Agnelo, Maruska Lima e Nílson Martorelli, ex-executivos das estatais Terracap e Novacap, e os operadores financeiros Sérgio Lúcio Andrade, Jorge Luiz Salomão e Afrânio Roberto de Souza, todos alvos de mandados de prisão temporária. Os executivos tiveram bloqueados quatro milhões cada; os operadores Andrade e Salomão, quatro milhões; e Afrânio, três milhões. Monteiro teve bloqueados 100 mil reais – todos os acusados foram alvos de mandados de busca e apreensão. Segundo o juiz, durante seu governo no DF, Agnelo Queiroz articulou junto à Assembleia Legislativa para que, “a qualquer custo” segundo o juiz Vallisney, fossem alteradas as finalidades da Terracap. O objetivo era que o Legislativo permitisse a participação da empresa nas obras do estádio, o que acabou ocorrendo. O despacho aponta que o envolvimento da Terracap na obra gerou um “incomensurável” prejuízo contábil de 1,3 bilhão de reais, impactando as contas públicas distrital e federal. Entre os acusados, Maruska Lima teria sido uma das participantes da comissão que avaliou e homologou a licitação da obra, sendo posteriormente indicada para a presidência da empresa.

Veja apresenta em prova de encontro secreto de Lula e Renato Duque


A imagem publicada acima implode uma das principais teses de defesa apresentadas pelo ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro sobre uma das tantas acusações que o atormentam na Operação Lava-Jato. Em depoimento no dia 5 deste mês, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque afirmou que Lula tinha total conhecimento do petrolão, recebia propinas do esquema e era o comandante da estrutura criminosa. Duque disse que se reuniu três vezes com o petista para tratar de assuntos de interesse da quadrilha e, em pelo menos uma ocasião, discutiu a eliminação de provas que pudessem levar a Lava-Jato até o ex-presidente. Sentado diante de Sergio Moro, Lula negou as acusações e disse que sequer conhecia o ex-diretor da Petrobras quando esteve com ele no único encontro pessoal que tiveram num hangar do Aeroporto de Congonhas, em julho de 2014. Em sua versão para a conversa, Duque disse a Moro que ouviu de Lula um pedido para eliminar contas de propina no Exterior. Lula, por sua vez, disse que apenas apurava denúncias de corrupção envolvendo diretores da estatal. Em meio a essa guerra de versões, a foto apresentada por Duque é uma bomba. Segundo o diretor, ela prova que Lula conhecia muito bem Duque quando esteve com ele no hangar do aeroporto. Prova também que Duque já frequentava o Instituto Lula em meados de 2012, quando a fotografia foi tirada. Apresentada nesta terça-feira, a imagem é o registro histórico de uma conversa, ocorrida durante o pleno funcionamento do petrolão, em que Duque e Lula discutiram assuntos de interesse das empreiteiras que comandavam o cartel bilionário na Petrobras. No encontro, o “grande chefe”, como Duque descreve Lula, chega a rasgar elogios ao ex-diretor por seus competentes e relevantes serviços prestados. Como a Lava-Jato já demonstrou, Duque foi um eficiente arrecadador do PT na diretoria de Serviços da Petrobras. Ele atravessou oito anos de governo Lula e metade do primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff recolhendo 1% de propina sobre cada contrato milionário da sua área. Preso em 2014, já foi condenado a 57 anos de prisão por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Incluída na proposta de delação premiada que o ex-diretor negocia com a força-tarefa da Lava-Jato, a foto é um dos elementos apresentados por Duque para provar que desfrutava, de fato, de prestígio dentro da hierarquia petista que saqueou a Petrobras. Duque encontrou Lula ainda no período em que o ex-presidente se recuperava de um câncer na garganta. Na imagem, o ex-presidente usa bigode. Mais tarde, voltaria a ostentar a barba. Em depoimento a Moro, Duque revelou ter mantido três encontros com Lula para discutir assuntos relacionados ao petrolão. A foto registra o primeiro deles. “Nessas três vezes, ficou muito claro para mim que ele tinha pleno conhecimento de tudo e detinha o comando”, disse Duque. Um dos encontros secretos com o ex-presidente se deu já durante as investigações da Lava-Jato, no qual recebeu do petista ordens para fechar as contas que mantinha no exterior para receber propina de contratos da Petrobras. Cinco dias depois, também falando a Moro, o ex-presidente admitiu a conversa, mas disse que sequer conhecia Renato Duque, tanto que precisou pedir ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto para intermediar a reunião no aeroporto. “O Vaccari conhecia o Duque e eu não conhecia. Que tipo de relação eles tinham, eu não sei. Tinha conhecimento de que o Vaccari conhecia o Duque, só isso”, disse Lula. O ex-diretor contou a Sergio Moro que Lula monitorava pessoalmente o fluxo de pagamentos de contratos que renderiam propinas posteriormente. O petista era tão envolvido que chegava a ter informações antes mesmo do próprio ex-diretor. Ao dar sua versão sobre a conversa no aeroporto, Duque disse que o ex-presidente relatou que a então presidente Dilma Rousseff havia lhe repassado a informação de que diretores da Petrobras estavam recebendo propina de fornecedores da estatal, como a multinacional SBM, em contas no exterior. Lula queria saber se Duque estava entre os beneficiários da propina. Como o ex-diretor negou, Lula insistiu querendo saber se a propina de contratos de sondas da Sete Brasil estava sendo paga no exterior. Duque voltou a negar. Lula então fez questão de advertir para a necessidade de eliminar rastros no exterior que pudessem levar as autoridades até a propina. “Ele me perguntou se eu tinha uma conta na Suíça com recebimentos da empresa SBM, dizendo que a então presidente Dilma tinha recebido a informação que um ex-diretor da Petrobras tinha recebido dinheiro numa conta da Suíça da SBM. Eu falei: ‘Não, não tenho dinheiro da SBM nenhum. Nunca recebi dinheiro da SBM’. Aí, ele vira para mim e fala assim: ‘Olha, e das sondas? Tem alguma coisa?’. Falei… e tinha, né? Eu falei: ‘Não, também não tem’”, relatou Renato Duque. Lula, nas palavras do ex-diretor, replicou: “Olha, presta atenção no que vou te dizer: se tiver alguma coisa, não pode ter. Não pode ter nada no teu nome, entendeu?”, contou. O petista também deu a sua versão para a conversa. Lula disse que procurou Renato Duque porque viu na imprensa denúncias de corrupção na Petrobras envolvendo o nome do ex-diretor. “Tive uma vez no Aeroporto de Congonhas, se não me falha a memória, porque tinha vários boatos no jornal de corrupção e de contas no exterior. Eu pedi para o Vaccari, que eu não tinha amizade com o Duque, trazer o Duque para conversar”, disse Lula. “Eu sei que foi num hangar em Congonhas e a pergunta que eu fiz para o Duque foi simples: ‘Tem matéria nos jornais, tem denúncias de que você tem dinheiro no exterior, que está pegando da Petrobras. Você tem contas no exterior? Ele falou: ‘Não tenho’. Falei: ‘Acabou’. Se não tem… Sabe, mentiu pra mim. Mentiu para ele mesmo”, disse Lula. Em meados de 2014, Duque sequer mantinha vínculo com a Petrobras. Mas, para Lula, isso pouco importou. Questionado por Moro se tinha procurado outros diretores da estatal, igualmente enrolados na Lava-Jato, Lula disse que só procurou Duque. Moro quis saber o motivo. Lula justificou que Duque havia sido indicado pela bancada do PT. (Veja)

Morre aos 89 anos Roger Moore, um dos maiores 007 do cinema


O ator britânico Roger Moore, famoso por interpretar James Bond sete vezes no cinema e por seu papel na série de TV O Santo, morreu nesta terça-feira na Suíça, aos 89 anos. Moore, que vivia no país há muitos anos, morreu após uma curta batalha contra o câncer. “Com grande pesar, anunciamos que nosso querido pai, Sir Roger Moore, morreu hoje na Suíça após a uma batalha breve, mas corajosa contra o câncer”, afirmou a família em uma nota divulgada no Twitter. “O amor que o cercou em seus últimos dias é tão grande que não pode ser medido em palavras”, acrescenta a nota, assinada por seus filhos Deborah, Geoffrey e Christian. Ao longo de doze anos, entre 1973 e 1985, o londrino Roger Moore protagonizou alguns dos maiores clássicos da franquia de James Bond, como "007 Viva e Deixe Morrer" (1973), que teve música de Paul McCartney (Live and Let Die); "007 – O Espião que me Amava" (1977), outro com música-tema inesquecível (Nobody Does It Better, de Carly Simon); "007 contra o Foguete da Morte" (1979); "007 contra Octopussy" (1983) e "007 – Na Mira dos Assassinos" (1985). O ator tornou o agente 007 um cavalheiro inglês com mais fleuma, após a fase viril do escocês Sean Connery. Humilde, embora seja um dos 007 preferidos do público, Moore declarou uma vez que, para ele, o maior de todos era Daniel Craig, que ainda não foi substituído no papel. Além de Moore e Craig, James Bond já foi interpretado por atores como Sean Connery e Timothy Dalton. Ao lado da defesa de Craig, se escondia o que para muitos era racismo: Moore era contra um ator negro no papel de James Bond. “James Bond já foi interpretado por um escocês, um galês e um irlandês. Acho que o próximo intérprete deveria ser um inglês-inglês. É uma ideia interessante, mas pouco realista”, disse à revista francesa Paris Match. Depois, contudo, o ator disse que suas colocações foram mal traduzidas. “Uma entrevista que eu dei à Paris Match sugere que eu disse algo racista sobre Idris Elba. Simplesmente, não é verdade”, escreveu no Twitter. “Quando um jornalista pergunta ‘se Bond deveria ser inglês’ e você concorda, não quer dizer que você tenha dito algo contra Idris Elba. A frase foi tirada do contexto”, acrescentou. Roger Moore também interpretou detetives. Ele foi Sherlock Holmes no telefilme "Sherlock Holmes in New York", de 1976, e deu vida ao inspetor Jacques Clouseau no filme "A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa" (1983). Na TV, o ator londrino participou de séries como "Ivanhoé" (1958-1959) e "O Santo" (1962-1969), seu papel televisivo de maior destaque, que o projetou pelo mundo, já que o programa, em que interpretou Simon Templar, foi exibido em diversos países. No início dos anos 1970, ele ainda participaria de outra série de grande sucesso, "The Persuaders", uma parceria com o americano Tony Curtis. O ator estava escalado para "Summer Night, Winter Moon", atualmente em pré-produção. 


Roger Moore se casou no total quatro vezes e em uma entrevista contou que apanhava das duas primeiras mulheres, já falecidas. No primeiro, com a patinadora Steyn Doorn Van, Moore chegou a ser atingido com uma chaleira. “Ela me arranhava. Minha mãe ficava gelada sempre que eu voltava para casa com novas cicatrizes”, contou o ator em um programa da TV. O casal se divorciou em 1953. Moore se casou em seguida com a cantora Dorothy Squires, que também batia nele. Segundo o ator, a jovem tinha “muito temperamento” e uma vez acertou sua cabeça com um violão.


O ator Roger Moore nasceu em 1927 em Londres e já imaginava ser artista desde pequeno. Serviu no exército militar durante a Segunda Guerra Mundial e foi morar nos Estados Unidos aos 26 anos. Com um talento excepcional, além de grande beleza, Roger logo assinou um contrato com a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), produtora de filmes e séries de Hollywood. Então, o ator começou a participar de filmes como "Melodia Interrompida" (1955) e "A Última Vez que Vi Paris". Moore também começou a atuar em programas na televisão e obteve reconhecimento pela série de faoreste "Maverick", em 1957.


A sua fama internacional começou com a participação em "O Santo", em 1962 e cresceu ainda mais com o protagonista no filme "O Homem que Não Era", em 1970. Roger considerava esse último o seu personagem favorito e havia afirmado que tinha sido o seu melhor desempenho na tela. Três anos depois, Moore apareceu como o novo James Bond em "Com 007 – Viva e Deixe Morrer", substituindo Sean Connery. Depois disso, o ator protagonizou mais seis filmes sobre o agente secreto. No seu último, "007 – Na Mira dos Assassinos", Roger tinha 57 anos e foi considerado velho demais para o papel. Timothy Dalton passou a interpretar Bond na sequência.


Nesse período, o ator ainda trabalhou em filmes como "Selvagens Cães de Guerra" e "Resgate Suicida". Em 1981, Moore participou da comédia "Quem Não Corre Não Voa", junto com Burt Reynolds. Depois disso, o ator apareceu em filmes menores, incluindo "Desafio Mortal", o primeiro filme dirigido por Jean-Claude Van Damme.






JBS perde R$ 16,3 bilhões em valor de mercado desde a Carne Fraca - é muito pouco, esses corruptos deveriam perder 130 bilhões de dólares, no mínimo


A JBS, maior processadora de carne do mundo, perdeu 16,3 bilhões de reais em valor de mercado desde que a Operação Carne Fraca foi deflagrada pela Polícia Federal, em 17 de março. Os cálculos são da consultoria Economatica. É muito pouco, esses bandidos corruptos deveriam ter perdido no mínimo 130 bilhões de dólares de valor dos seus negócios monopolísticos. Na véspera da operação, em 16 de março, o valor de mercado da companhia era de 32,6 bilhões de reais. Desde então, a companhia – que já era investigada em outras operações da Polícia Federal – se viu envolvida em mais um escândalo. Seu donos, Joesley e Wesley Batista, gravaram o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), além de delatarem um esquema de doações ilegais a políticos de diversos partidos. Às vésperas do conteúdo das gravações e delações virem à tona, a empresa comprou uma quantidade enorme de dólares, lucrando com a valorização da moeda norte-americana provocada pela crise política. A empresa informou que “tem como política e prática a utilização de instrumentos de proteção financeira visando, exclusivamente, minimizar os seus riscos cambiais e de commodities provenientes de sua dívida, recebíveis em dólar e de suas operações”. Mesmo assim, a CVM abriu cinco processos para investigar a atuação da JBS no mercado financeiro. Um deles tenta esclarecer se houve uso de informação privilegiada para negociação (insider trading) de ações e dólar no mercado futuro. Ontem, o valor de mercado da JBS no encerramento do dia foi de 16,3 bilhões de reais. Os papéis da companhia continuam com queda hoje (-3,01%), cotados a 5,80 reais. Sobre a desvalorização de suas ações, a JBS “informa que as operações continuam em ritmo normal, dentro do plano de negócios”. “A empresa tem uma situação financeira robusta e confia na qualidade de seus produtos e serviço". Além da Carne Fraca, que investiga um esquema de corrupção envolvendo fiscais da agricultura e frigoríficos, a JBS também é alvo de outras operações – a Bullish, que investiga contratos de 8 bilhões de reais uma subsidiária do BNDES com a JBS; a a Greenfield, que investiga o uso irregular de dinheiro de fundos de pensão para a JBS; a Sepsis apura liberação indevida de recursos do fundo de investimentos do FGTS; a Cui Buono, que investiga fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica Federal.