sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Costa, peixe pequeno na compra de Pasadena, diz ter levado R$ 1,5 milhão. Imaginem quanto não levaram os tubarões

O Jornal Nacional levou ao ar, na noite de ontem, 18 de setembro, reportagem informando que, no curso da delação premiada que faz, Paulo Roberto Costa revelou ter levado R$ 1,5 milhão de propina pela compra da refinaria de Pasadena. Reportagem da VEJA que veio a público no dia 6 deste mês já trazia a informação de que, segundo o engenheiro, a compra havia sido fraudulenta. Segundo o TCU, o prejuízo da Petrobras com a operação foi de US$ 792 milhões. A novidade agora é o valor da bolada embolsada pelo engenheiro, que está preso.

Entre 2004 e 2012, Costa foi diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras. Ocupou, portanto, esse cargo, em sete dos oito anos do governo Lula e em quase dois do governo Dilma. Ao longo desse tempo, comandou o que pode ser chamado de “Petrolão” — ou o mensalão da Petrobras. As empreiteiras que faziam negócio com a estatal pagavam propina ao esquema e o dinheiro era repassado a políticos. A quais? Paulo Roberto já entregou à Polícia Federal e ao Ministério Público, num acordo de delação premiada, os nomes de três governadores, de um ministro de estado, de um ex-ministro, de seis senadores, de 25 deputados e de um secretário de finanças de um partido. Segundo o engenheiro, Lula sempre soube de tudo. E, até onde se pode perceber por seu depoimento, talvez a presidente Dilma — que era a chefona da área de energia do governo Lula e presidente do Conselho da Petrobras — não vivesse na ignorância.
VEJA teve acesso a parte do depoimento de Paulo Roberto e trouxe, na reportagem do dia 6, alguns dos políticos citados. Entre eles, estão cabeças coroadas da política brasileira, como o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que morreu num acidente aéreo no dia 13 de agosto, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e Sérgio Cabral, ex-governador do Rio (PMDB). Paulo Roberto acusa ainda Edison Lobão, atual ministro das Minas e Energia, e atinge o coração do Congresso: o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
PT, PMDB e PP seriam os três beneficiários do esquema, que teria também como contemplados os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR), e os deputados João Pizzolatti (PP-SC) e Cândido Vaccarezza (PT-SP), que já havia aparecido como um dos políticos envolvidos com o doleiro Alberto Youssef, que era quem viabilizava as operações de distribuição de dinheiro. O secretário de finanças do PT, João Vaccari Neto, está no grupo, segundo Paulo Roberto.
Pensem um pouco: na compra de Pasadena, Paulo Roberto era peixe pequeno. Mesmo assim, diz ter levado R$ 1,5 milhão. Imaginem quanto não levaram os tubarões. Por Reinaldo Azevedo

Nove anos depois de reportagem de VEJA denunciar lambança nos Correios, que trouxe à luz escândalo do mensalão, empresa continua a ser usada como quintal do petismo

A CPI do Mensalão, caros leitores, vocês devem se lembrar, foi oficialmente chamada de “CPI dos Correios”. Foi nessa estatal que reportagem da revista VEJA identificou, em 2005, e denunciou um esquema de corrupção que acabaria desaguando no maior escândalo da história republicana do país — até virem à luz os escândalos da Petrobras ao menos. Tudo indica que este é ainda maior do que aquele. Eles sempre podem se superar, como sabemos.

Pois bem: carteiros descobriram algo do balacobaco e botaram a boca no trombone, como informou reportagem do Estadão. Os Correios, um feudo do PT, empresa subordinada ao ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, admitiu ter distribuído, sem a devida chancela, como exige a lei, 4,8 milhões de folders da campanha da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff. Vocês entenderam direito: o material entrou na empresa, não recebeu nenhuma forma de carimbo — e, portanto, não estava sujeito a nenhum controle —, foi repassado aos carteiros e entregue aos paulistas.
Os Correios têm seus próprios funcionários e também contam com uma rede de franqueados, que são remunerados pelo trabalho. Isso significa que essa mão de obra foi empregada para distribuir os panfletos do PT. A própria candidata Dilma Rousseff, que também é a presidente Dilma Rousseff, veio a público para tratar do assunto. Segundo disse, não houve irregularidade nenhuma, está tudo registrado, e o partido tem as provas de que pagou pelo serviço.
Disse a presidente, com uma habilidade muito característica quando se trata de lidar com questões de natureza legal e com a língua portuguesa: “Me deem as provas. Não adianta me dizer que é ilegal se não me mostrar onde falta a nota fiscal”. Segundo ela, sua campanha pagou “uma barbaridade pelo serviço”. Indagada sobre o valor, ela respondeu: “Não tenho a ideia aqui de quanto pagou, mas nós temos recibo”. Entendi. Ela chegou à conclusão de que é uma barbaridade sem nem saber quanto custou.
Com a devida vênia, a presidente age como o homicida que dá sumiço no corpo e, ainda que todas as evidências e provas apontem para a existência do crime, desafia: “Me mostrem onde está o corpo”. Pois é, presidente… Existe.
Ora, como os Correios não chancelaram o material, ninguém jamais saberá quanto material foi entregue. A Diretoria Regional Metropolitana, responsável pela ordem para a distribuição irregular, atribui a medida a um problema na impressão dos quase 5 milhões de peças: precisamente, 4.812.787. O responsável por essa diretoria é Wilson Abadio, afilhado político de Michel Temer, vice-presidente da República.
Como não há prova nenhuma, leitores, ninguém jamais saberá se foram distribuídos 5 milhões, 10 milhões ou 15 milhões de folders da campanha dilmista. Uma coisa é certa e inequívoca: quando menos, uma empresa estatal abriu uma exceção para a campanha da companheira. Mas resta a suspeita óbvia — já que as regras não foram seguidas — de que, mais uma vez, uma empresa que pertence ao estado brasileiro foi usada em benefício dos petistas.
Pois é… Cumpre uma vez mais lembrar o que disse Talleyrand sobre os Bourbons, aplicando a frase aos petistas: “Eles não aprenderam nada nem esqueceram nada”.
Talvez sejam vítimas de uma natureza. O diabo é que o país é que paga o pato. Por Reinaldo Azevedo

Após derrota em plebiscito, premiê da Escócia renuncia

Na VEJA.com: O primeiro-ministro da Escócia, Alex Salmond, anunciou nesta sexta-feira que vai entregar o cargo após a vitória do ‘não’ no plebiscito sobre a independência do território. Salmond foi o maior apoiador e promotor da campanha pela separação do Reino Unido. Ele estava no poder desde 2007. O político também afirmou que vai entregar a presidência do Partido Nacional da Escócia. A renúncia significa que Salmond não vai buscar a nomeação de seu partido em novembro. Ele continua nas duas funções até lá.

“Como líder, meu tempo está praticamente no fim, mas para a Escócia a campanha vai continuar e o sonho não vai morrer”, disse, ao anunciar sua saída. “Estou imensamente orgulhoso da campanha que o ‘sim’ fez e particularmente dos 1,6 milhão de eleitores que abraçaram a causa”, acrescentou.
Os escoceses decidiram na quinta-feira manter a união de 307 anos com o Reino Unido e rejeitaram a independência do país em um plebiscito histórico. O resultado final, anunciado na madrugada desta sexta-feira, apontou para uma vitória mais folgada do “não” do que o previsto nas últimas pesquisas: 55,3% a 44,7%. Ou 2 milhões de votos, contra 1,6 milhão. Dos 32 distritos eleitorais da Escócia, apenas quatro deram a vitória ao “sim”, entre eles Glasgow, a maior cidade do país. A capital Edimburgo votou em peso pelo “não”: 61% a 39%.
Diante dos números nada animadores que foram surgindo ao longo da contagem, Salmond foi rápido em reconhecer a derrota, antes mesmo do fim da apuração. “A Escócia decidiu que, neste momento, não quer se transformar em um país independente e eu aceito esse veredicto”. O político também elogiou o processo democrático e exaltou a participação de 85% dos eleitores no referendo.

DATAFOLHA E A PROPAGANDA INÚTIL DO PT: EXATAMENTE UM MÊS DEPOIS DO INÍCIO DO HORÁRIO ELEITORAL, MESMO COM UM LATIFÚNDIO, DILMA NEM GANHOU VOTOS NEM VIU DIMINUIR A SUA REJEIÇÃO; INSTITUTO TAMBÉM APONTA EMPATE TÉCNICO NO SEGUNDO TURNO COM MARINA SILVA; AÉCIO NEVES MELHORA SEU DESEMPENHO

A edição desta sexta-feira da Folha de S. Paulo traz a mais recente pesquisa presidencial feita pelo Datafolha. O instituto ouviu 5.340 pessoas nos dias 17 e 18 em 265 municípios. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos e está registrada no TSE sob o número BR 665/2014. Alguma divergência substancial em relação ao que registrou o Ibope na terça-feira, com levantamentos feitos entre os dias 13 e 15? A resposta é negativa. E que fique claro: não estou comparando pesquisas de institutos diferentes, mas apenas partindo do princípio de que ambos espelham a realidade. Para números que apontam para o mesmo lugar, a mesma análise: Marina Silva, do PSB, mostra resistência impressionante ao massacre petista. Vejam o primeiro turno.

Datafolha 19.09.2014
Se a eleição fosse hoje, segundo o Datafolha, a petista Dilma Rousseff teria 37% dos votos, contra 30% de Marina e 17% do tucano Aécio Neves. No Ibope de dois dias antes, esses números eram, respectivamente, 37%, 30% e 19%. Em ambos os institutos, 7% não sabem, e 6% dizem que votarão nulo ou em branco.
Primeiro turno do Ibope
Ibope-16.09-1º-TV-Globo
Quando se olha a curva do Datafolha, pode-se ter a impressão de que Dilma está numa ascensão meteórica, e Marina numa queda brutal. Pois é… Há um mês, quatro dias antes do início do horário eleitoral, a petista tinha 36%; agora, tem 37%. A peessebista tinha 21%; agora, 30%. Aécio tinha 20% e aparece com 17%. Podemos dizer isso de outro jeito: desde a queda do avião que conduzia Eduardo Campos, é agora que Dilma obtém a sua melhor marca: 37%. Acontece que a sua pior era 34% — a oscilação está na margem de erro. Marina, nesse período, tem agora o seu pior desempenho: 30% — mas o seu melhor era apenas 34%.
Segundo o Datafolha, Aécio pode ter recuperado eleitores que tinham migrado para Marina já no primeiro turno. Quando olhamos o desempenho por região, isso fica mais claro. Vejam.
Datafolha 19.09 região
Dilma conserva no Sudeste os mesmos 28% de duas pesquisas anteriores. Marina, no entanto, teve uma oscilação negativa de quatro pontos na região com o maior eleitorado: no dia 1º de setembro, tinha 37%; agora, está com 33%. Aécio foi de 18% para 20%. No Sul, a petista se mantém estacionada em 35%, mas a peessebista caiu 5 em duas semanas: de 30% para 25%. Já o tucano subiu 6 pontos: de 16% para 22%. No Nordeste, a candidata do PT segue estável, com 49%; a do PSB se mantém nos 32%, e o do PSDB variou de 5% para 8%. A Região Norte, com o menor eleitorado, é a que verifica as maiores mudanças em 15 dias: Dilma subiu de 38% para 49%; Marina oscilou de 32% para 28%, e Aécio caiu de 14% para 9%.
Segundo turno
É no segundo turno que se registram as maiores diferenças entre os dois institutos: de números, não de distância. Segundo o Datafolha, Marina e Dilma estão empatadas, com a peessebista na dianteira numérica em ambos: 46% a 44% no Datafolha e 43% a 40% no Ibope. Os dois institutos divergem mais na hipótese de a petista disputar a etapa final com os tucanos: 49% a 39% para ela no Datafolha e 44% a 37% no Ibope.
Datafolha 19.09 2º turno
RejeiçãoVejam a evolução da rejeição dos candidatos. Aqueles que não votam em Dilma de jeito nenhum continuam no mesmo patamar desde julho. O latifúndio que o PT detém no horário eleitoral não trouxe votos para Dilma até agora — afinal, a petista tinha 36% das intenções de voto antes de ele começar e está agora com 37% — e também não contribuiu para baixar a sua rejeição: era de 35% e está em 33% — variação dentro da margem de erro. Nesse quesito, Marina teve uma aparente má notícia: era rejeitada por 11% na pesquisa de 15 de agosto, e o índice saltou agora para 22%. Ocorre que ela tinha 21% dos votos e agora tem 30% — tornou-se mais conhecida e, pois, mais rejeitada.
Datafolha 19.09 rejeição
Conclusão
Na pesquisa Ibope, em uma semana, Dilma deu uma pequena murchada; no Datafolha, seguiu no mesmo lugar. Nos dois institutos, há uma recuperação de Aécio: no Ibope, há uma indicação de que ele pode tirar votos da petista; no Datafolha, a migração viria do eleitorado de Marina.
De todo modo, a pancadaria que o PT promoveu contra Marina, com lances explícitos de baixaria, não conseguiu tirá-la do jogo. Hoje, os números indicam que as candidatas do PT e do PSB disputarão o segundo turno. Até agora, o tempo gigantesco de que dispõe a presidente-candidata não pôde fazer nada por ela (olhem os gráficos; a propaganda começou no dia 19, exatamente há um mês): nem aumentou a sua votação nem diminuiu a sua rejeição. Qualquer um que dispute com a petista a etapa final terá, finalmente, tempo para confrontá-la. Por Reinaldo Azevedo

Greve de alfandegários paralisa exportação de grãos da Argentina

As exportações de grãos e derivados da Argentina foram paralisadas nesta quinta-feira devido à greve nacional de quatro dias dos trabalhadores alfandegários, informou a Câmara de Atividades Portuárias e Marítimas (CAPyM). "Não há atividade nos portos de grãos. Tudo o que é exportação e importação pelo oceano vai esperar quatro dias", disse o gerente da Câmara, Guillermo Wade. A greve do Sindicato Único Aduaneiro da Argentina por salários melhores ocorre enquanto agricultores continuam a enviar grandes quantidades diárias de soja e milho para os portos. A paralisação afeta particularmente a zona portuária de Rosário, que inclui os distritos de San Lorenzo, Puerto General San Martín e Timbúes, em que são embarcados cerca de 80% das exportações agrícolas do país. A Argentina é o principal fornecedor de óleo e farelo de soja e o quarto maior exportador de milho do mundo. As reivindicações por melhores salários tornaram-se comuns no setor de exportação agrícola em meio a alta taxa de inflação no país, causando sucessivos atrasos nos embarques de produtos. Analistas estimam que o aumento dos preços pode chegar a 40% este ano.

Marina Silva e Aécio Neves prometem liberar preço da gasolina se eleitos

Prejudicado pelo intervencionismo nos preços da gasolina, o setor sucroalcooleiro espera que uma mudança de governo na próxima eleição traga algum alívio. Pelo menos é o que os candidatos da oposição, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), estão tentando passar de mensagem aos usineiros.  Ambos falam em diminuição da interferência do governo com a volta da cobrança da Cide sobre o combustível. Isso elevaria os preços da gasolina e do óleo diesel e tornaria o etanol mais competitivo do que está hoje. As respostas da campanha de Aécio Neves, dadas pelo especialista em energia Adriano Pires, que está assessorando o candidato, foram mais "assertivas" do que as de Marina Silva. Desde julho de 2013 a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis está zerada, o que diminui o repasse do aumento de preços para o consumidor final. Mas, com o preço da gasolina represado, a competitividade do etanol é prejudicada, assim como o caixa da Petrobras, que não pode repassar o aumento de custos ao mercado. O candidato tucano defende uma volta gradual da cobrança da Cide - imposto sobre o combustível que deixou de ser cobrado no ano passado como um mecanismo para conter a inflação: "Teremos de adotar uma política para escalonar a retomada da cobrança ao longo do tempo. Se voltar tudo, haverá impacto terrível na inflação". O candidato defende também o fim do controle de preços e incentivos à energia de biomassa. Já Marina Silva é a favor de um diferencial tributário para o biocombustível, e se mostrou também contra o controle do preço dos combustíveis fósseis e considera inaceitável o não aproveitamento da energia da biomassa da cana. Ela propõe, já no primeiro mês de mandato, uma reforma tributária para diferenciar a tributação de combustíveis fósseis de renováveis. "Não vamos recorrer a intervencionismo para controlar os preços. Será a boa governança macroeconômica e os marcos regulatórios claros que se encarregarão de manter a inflação no centro da meta", disse a candidata do PSB.

Delator do Petrolão, o Mensalão do PT II, desmente Dilma e diz que houve corrupção na compra da refinaria de Pasadena

O Jornal Nacional, da Rede Globo, informou na noite desta quinta-feira que o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso na operação Lava-Jato, disse a investigadores que houve pagamento de propina na compra de refinaria americana de Pasadena (Texas), desmentindo a presidente petista Dilma Rousseff, que declarou que o negócio foi apenas mal feito. Paulinho foi nomeado pelo Conselho de Administração da Petrobrás quando Dilma era presidente. Nesta condição, Dilma e o Conselho aprovaram a compra da refinaria de Pasadena, operação que novamente é indicada como negócio corrupto. É a primeira vez que denúncia concreta de corrupção envolve a compra da refinaria de Pasadena, porque até agora surgiram apenas informações sobre negócio mal feito. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na operação Lava-Jato, disse a investigadores que houve pagamento de propina na compra da refinaria americana de Pasadena. E que ele recebeu R$ 1,5 milhão. Paulo Roberto Costa deixou Brasília no início da tarde de quarta-feira (17). Em Curitiba, foi levado à carceragem da Polícia Federal. Segundo investigadores, a primeira fase da delação premiada foi concluída. Os depoimentos do ex-diretor da Petrobras ao Ministério Público e à Polícia Federal terminaram na semana passada. Paulo Roberto decidiu colaborar com as investigações em busca de uma redução de pena. Os interrogatórios começaram no dia 29 de agosto na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, onde ele está preso. As revelações foram feitas a um delegado, a um procurador e a um escrivão. A defesa acompanhou tudo. Os depoimentos foram gravados em vídeo, anotados e criptografados - transformados em códigos para evitar a leitura por pessoas de fora da investigação. O material foi guardado em um cofre.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pnad aponta que há três anos o país não consegue reduzir a desigualdade

Na VEJA.com: A redução da pobreza foi, ao longo dos últimos vinte anos, não só uma conquista da sociedade brasileira, mas também resultado da estabilidade econômica e de investimentos em educação e saúde feitos desde a década de 1990. Mas os limites desses esforços começam a aparecer. Dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) de 2013, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, pelo terceiro ano consecutivo, o indicador que mede a desigualdade de renda, chamado Índice de Gini, não mostra melhora significativa.

O índice, que é usado mundialmente, leva em conta o número de pessoas em um domicílio e a renda de cada um, e mostra uma variação de zero a um, sendo que quanto mais próximo de um, maior é a desigualdade. O IBGE calculou em 2013 que o Brasil marcou 0,498 no indicador que leva em conta a renda de todo os membros de cada família. Em 2012, o resultado havia ficado em 0,496, enquanto em 2011, era de 0,499. A leve oscilação não permite ao órgão concluir que houve uma piora significativa na distribuição de renda no Brasil. Contudo, ela é clara em mostrar que os efeitos da desaceleração econômica já fazem com que a barreira entre ricos e pobres pare de ceder.
Tal piora é explicada não só pelo baixo crescimento da economia, mas também pela menor oferta de vagas de trabalho, ambas mostradas pelo IBGE por meio do levantamento das Contas Nacionais, que calcula o Produto Interno Bruto (PIB), e da própria Pnad, que mede a taxa de desocupação no país.
Segundo dados divulgados nesta quinta, a taxa de desemprego passou de 6,1% em 2012 para 6,5% em 2013. Percebe-se, portanto, uma situação em que a economia cresce pouco (o avanço em 2013 foi de 2,3%) e o mercado de trabalho sente o impacto. Diante isso, até mesmo as políticas de transferência de renda consolidadas no governo Lula mostram perda de vigor. Como seu impacto no PIB é limitado (de apenas 0,5%), tais mecanismos não são suficientes para estimular o crescimento em momentos de crise. Para 2014, a previsão é de que o PIB fique muito próximo de zero e que o mercado de trabalho avance, no mínimo, 30% menos que em 2013. Com isso, economistas esperam impacto mais significativo na medição da distribuição de renda para o ano que vem. Por Reinaldo Azevedo

Datafolha: Richa, provavelmente, levaria no 1º turno; no segundo, venceria Requião por 51% a 36%

O Datafolha divulgou a pesquisa eleitoral no Paraná. Se a eleição fosse hoje, Beto Richa, do PSDB, poderia ser eleito no primeiro turno. Ele aparece com 44% dos votos, mesmo índice da semana passada, seguido por Roberto Requião (PMDB), que está com 30% — contra 28% na semana passada. A petista Gleisi Hoffmann tem apenas 10%. Os demais candidatos somam apenas 1%. Dizem que votarão em branco ou nulo 6%, e 9% afirmam não saber.

O Datafolha testou o cenário de segundo turno: Richa venceria Requião por 51% a 36%. Na semana passada, a diferença era de 20 pontos: 53% a 33%. O peemedebista segue sendo o mais rejeitado, com 25%, seguido pela petista, com 20%. Só 18% afirmam que não votariam no tucano de jeito nenhum.
Na disputa pelo Senado, Álvaro Dias mantém uma brutal vantagem sobre os segundos colocados: 59% contra 6% de Ricardo Gomyde (PCdoB) e Marcelo Almeida (PMDB).
A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 18 de setembro. Foram entrevistados 1.256 eleitores em 46 municípios do Estado. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-665/2014.
Richa manteve a liderança mesmo num momento complicado. Na semana passada, o governador enfrentou duas rebeliões numa mesma penitenciária, e agentes anunciaram uma greve. Tanto Requião como Gleisi tentaram atribuir os problemas à má gestão do governador.
Como vocês sabem, tendo a achar que esse tipo de exploração não surte o efeito desejado. Fica parecendo que os que recorrem a esse expediente acabam fazendo uma aliança objetiva com bandidos. Se petistas e peemedebistas do Paraná, no entanto, acham que isso é bom, que sigam adiante. Por Reinaldo Azevedo

Ibope: há o risco de Agnelo nem disputar o 2º turno no DF

Pois é… A situação do PT no Distrito Federal é de tal sorte ruim que, pela primeira vez na disputa, há o risco efetivo de o atual governador, Agnelo Queiroz, não disputar nem mesmo o segundo turno. Por que é assim? Enquanto José Roberto Arruda, do PR, era candidato, tinha uma folgada liderança, seguido, bem atrás, por Agnelo. O candidato Rodrigo Rollemberg, do PSB, sempre ficava em terceiro lugar. Sim, nas simulações de segundo turno, Agnelo perderia para qualquer adversário, mas, ao menos, disputava o segundo lugar.

Segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta, Rollemberg saltou para o primeiro lugar na disputa e marca 28%. Com Arruda fora da disputa, assumiu a candidatura da frente que o apoiava Jofran Frejat, que marca 21%, mesmo índice de Agnelo.
O Ibope ouviu 1.204 eleitores em todo o Distrito Federal nos dias 16 e 17 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-672/2014.
Tudo caminha, já escrevi aqui, para a eleição de Rollemberg. É o que aponta o levantamento sobre o segundo turno. Se ele disputasse com Agnelo, venceria por 53% a 24%; contra Frejat, levaria por 45% a 29%. Caso a etapa final seja disputada pelos candidatos do PR e do PT, o petista seria derrotado por 43% a 29%. Vale dizer: a esmagadora maioria do eleitorado prefere qualquer nome que não seja Agnelo.
A coisa é mesmo impressionante: Agnelo tem uma das mais altas rejeições do país: 45%, contra apenas 13% de Frejat e 6% de Rollemberg. Ah, sim: nada menos de 63% reprovam a gestão de Agnelo. Por Reinaldo Azevedo

Datafolha aponta que Ana Amélia Lemos está a um ponto de ganhar a eleição no primeiro turno

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira aponta que a candidata ao governo do Rio Grande do Sul, a senadora Ana Amélia Lemos (PP) está a um ponto de ganhar a eleição já no primeiro turno. A pesquisa apontou os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para o governo do Rio Grande do Sul – (realizada nos dias 17 e 18 de setembro com 1.300 eleitores em 50 municípios):
Ana Amélia Lemos (PP) – 37% (37% na pesquisa anterior)
Tarso Genro (PT) – 27% (28%)
José Ivo Sartori (PMDB) – 13%
Vieira da Cunha (PDT) – 3%
Brancos/nulo/nenhum – 5%
Não sabe – 14%
Segundo turno:
Ana Amélia - 48% (49%)
Tarso Genro - 34% (36%)
Em branco/nulo/nenhum - 7%
Não sabe - 11%
Rejeição:
Tarso Genro (PT) – 24%
Ana Amélia Lemos (PP) – 13%
Vieira da Cunha (PDT) – 10%
José Ivo Sartori (PMDB) – 6%
Como se vê, o peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro tem o mais alto índice de repúdio do eleitorado gaúcho, quase o dobro do índice de rejeição (baixo) de Ana Amélia Lemos. Isso é um poderoso indicativo de que ele não tem por onde crescer para ameaçar a liderança da senadora na corrida ao governo do Rio Grande do Sul.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Janot pede 35 anos de prisão para filho de Maluf

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal que condene Flávio Maluf, filho do deputado federal Paulo Maluf, a uma pena de 35 anos e 15 dias de reclusão no regime fechado por suposto envolvimento com desvios nas obras das Águas Espraiadas, em São Paulo. Janot concluiu que não é mais possível punir Paulo Maluf porque, segundo ele, já teria ocorrido a prescrição. No documento enviado ao Supremo no qual apresentou suas alegações finais sobre o caso, o procurador afirmou que a pena para Paulo Maluf poderia ser de 23 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão. No entanto, de acordo com ele, nenhuma punição poderá ser aplicada. Janot disse que houve demora na instrução da ação e, como o deputado tem mais de 70 anos, a prescrição já teria ocorrido. Apesar disso, o procurador pediu que o Supremo determine a devolução de R$ 32,5 milhões aos cofres públicos. Em tramitação no Supremo, o processo apura supostas irregularidades e desvios da obra durante as gestões de Paulo Maluf como prefeito e governador. Conforme a acusação, teriam sido cometidos os crimes de corrupção passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha durante os anos de 1997 a 2001. Além do deputado e do filho, são réus na ação Simeão Damasceno, ex-diretor da empresa Mendes Junior, e  o operador de valores Vivaldo Alves. Segundo informações divulgadas pela Procuradoria Geral da República, em 1994, durante o mandato de prefeito, foram contratadas as empresas Mendes Junior Engenharia S/A e Construtora OAS Ltda para a execução das obras de canalização do córrego Água Espraiada. Uma investigação do Ministério Público de São Paulo concluiu que ocorreram irregularidades na obra. Entre elas, a emissão de notas fiscais e recibos que não correspondiam à prestação de serviços ou fornecimento de materiais relacionados nos documentos. Para o Ministério Público, parte dos recursos era transferida a doleiros e encaminhada a contas no Exterior.

Alemão de 93 anos era responsável pela triagem de objetos roubados das vítimas transportadas para o campo de concentração

O Ministério Público da Alemanha denunciou um homem de 93 anos como cúmplice no assassinato de 300.000 pessoas durante o período em que serviu como guarda no campo de concentração de Auschwitz. Oskar Gröning, ex-membro da SS, trabalhou no campo entre 1942 e 1944, mas os promotores decidiram concentrar as acusações nas atividades que ele cumpriu entre maio e julho de 1944. À época, sua função era separar objetos valiosos entre os pertences roubados das pessoas levadas ao campo e se livrar dos que não tinham valor antes que mais prisioneiros chegassem. Também foi nessa época que Auschwitz recebeu 425.000 prisioneiros húngaros (a maioria deles judeus). Cerca de 300.000 morreram e é por cumplicidade nessas mortes que a promotoria quer condenar o ex-guarda. "Ele ajudou o regime nazista a se beneficiar economicamente e apoiou os assassinatos sistemáticos", afirma a denúncia da promotoria. Nas seis décadas após a II Guerra Mundial, Oskar Gröning levou uma vida relativamente tranquila na região de Hanover, na Alemanha. Ele chegou a ser denunciado pelo Ministério Público na década de 80, mas as acusações foram logo arquivadas porque não foi possível ligá-lo a algum assassinato específico. Em 2005, o ex-guarda apareceu em um documentário dando detalhes sobre o que viu em Auschwitz. No mesmo ano, ele deu uma entrevista para a revista Der Spiegel relatando episódios brutais que testemunhou no campo, como o assassinato de um bebê por um colega da SS. Gröning disse que decidiu falar sobre o que acontecia no local ao ver a disseminação de panfletos que negavam o holocausto nazista e sentir que era sua responsabilidade falar a verdade. “Eu vi as câmaras, eu vi os fornos", ressaltou. O ex-guarda afirmou, contudo, que pessoalmente não cometeu atrocidades: "Cúmplice é um pouco demais para mim. Eu descreveria meu trabalho como um pequeno parafuso em uma engrenagem. Se você descrever isso como culpa, então eu sou culpado, mas não voluntariamente. Falando legalmente, eu sou inocente". Uma reforma judicial em 2011 permitiu que funcionários que ocupavam posições menores no regime nazista também pudessem ser processados. Um escritório do governo responsável por investigar crimes cometidos no período indicou 30 nomes de antigos guardas de Auschwitz que poderiam ser eventualmente processados. A maioria está em más condições de saúde. Outros três casos chegaram a ser abertos, mas até agora o de Gröning foi o único em que o denunciado apresentou condições para ir a julgamento.

Médica francesa contrai ebola na Libéria

Uma médica francesa foi infectada pelo vírus ebola enquanto trabalhava na Libéria e será enviada de volta para França, de acordo com informações da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF). Em declaração feita nesta quarta-feira, a organização afirmou que a sua funcionária desenvolveu febre na terça-feira e foi diagnosticada com o vírus. A doença é transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas doentes, o que deixa os profissionais de saúde especialmente vulneráveis a infecção. Mas, segundo o MSF, apenas seis dos seus funcionários que trabalham nos locais afetados contraíram a doença. A organização tem mais de 2.000 pessoas trabalhando na região, incluindo 200 estrangeiros.

FMI diz que Brasil precisa de reformas para crescer e juros podem subir ainda mais

O Brasil deve crescer menos que o previsto este ano e em 2015 e precisa de reformas para resolver os gargalos da infraestrutura e estimular a atividade econômica. Além disso, o País pode ter que voltar a elevar os juros, caso a pressão inflacionária persista, recomenda o Fundo Monetário Internacional (FMI) em um documento chamado "Perspectiva Global e Desafios de Políticas", preparatório para a reunião de ministros e banqueiros centrais do G-20, grupo formado pelos países mais ricos do mundo, que ocorre nos próximos dias 20 e 21, na Austrália. Diante dos números fracos da atividade econômica apresentados até o segundo trimestre, o FMI ressalta que o Brasil e a América Latina devem crescer menos que o esperado em 2014 e 2015, mas não cita projeções. A instituição já rebaixou as estimativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no relatório de previsões divulgado em abril, durante a sua reunião de primavera em Washington. Em julho, fez uma atualização das estimativas e voltou a reduzir os números brasileiros. O próximo relatório será divulgado dia 7 de outubro, às vésperas da reunião anual do Fundo. A estimativa do FMI para o Brasil divulgada em julho previa expansão de 1,3% este ano e 2% no ano que vem, números bem acima das apostas mais recentes. O boletim Focus, divulgado esta semana pelo Banco Central, que reúne a média das previsões do mercado, em avanço de 0,33% este ano. A falta de investimento e de consumo tem contribuído para números decepcionantes no Brasil, ressalta o FMI no documento de hoje, destacando que a confiança de empresários e dos consumidores vem caindo em meio às eleições. "O crescimento na América Latina permanece abaixo do potencial, principalmente no Brasil", diz o FMI. Os países emergentes como o Brasil, alerta o FMI, precisam se adaptar a um ambiente internacional em transformação que terá juros mais altos em países como os Estados Unidos. Para isso, estes mercados têm que resolver vulnerabilidades. Uma das recomendações é fortalecer o arcabouço de políticas em locais onde a credibilidade está abalada. No caso do Brasil, o texto diz que a fraca atividade econômica vai dificultar o cumprimento das metas orçamentárias em 2014. Mesmo assim, o FMI ressalta que trabalhar para entregar a meta de superávit primário com políticas sustentáveis é importante para o Brasil colocar a dívida bruta em trajetória de queda e assim estimular a confiança dos agentes. Com a inflação ainda elevada, o documento destaca que um novo aperto monetário, ou seja, alta dos juros, pode ser necessário caso as expectativas para a inflação piorem.

"Acho que Marina Silva ficará no PSB", diz Beto Albuquerque

Para o vice na chapa de Marina Silva (PSB), Beto Albuquerque, Marina ficará no PSB pelos quatro anos de mandato, caso seja eleita em outubro, mas ressalva que essa não foi uma exigência da sua legenda. "Acho que Marina fica como presidente no PSB, ajuda seu partido (Rede Sustentabilidade) a ser organizado, a ser fundado, mas acho que ficará no PSB, embora isso não seja uma obrigação", afirmou ele. Beto ponderou que, até pelo compromisso já assumido de Marina Silva em não concorrer à reeleição, esse será o desfecho mais provável caso ela chegue ao Palácio do Planalto. "Mas se ela tomar decisão contrária, será uma posição absolutamente leal conosco", ressaltou o vice, que disse também considerar "legítimo" o esforço para criação da Rede. Questionado se o PSB poderia lançar um candidato para suceder Marina, em 2018, Beto disse que seria uma discussão precipitada e afirmou que esse não será o foco do governo de Marina e seu, caso sejam eleitos. "Nosso governo não vai pensar em 2018", afirmou.

TCU repudia crítica do Ministério do Desenvolvimento a análise sobre Bolsa Família

O colegiado do Tribunal de Contas da União repudiou, nesta quarta-feira, 17, uma nota do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome criticando relatório do órgão fiscalizador divulgado na semana passada que apontou "fragilidades" em programas sociais como o Bolsa Família. "Não houve qualquer equívoco, ignorância ou preconceito com a análise produzida pela mais alta corte do País", afirmou o presidente do TCU, ministro Augusto Nardes. "Na qualidade de presidente, cabe registrar o inconformismo e o repúdio às difamações que atacaram a honra desta Casa", disse. O Tribunal de Contas da União apresentou na semana passada o relatório sistêmico da assistência social no Brasil (FISC Assistência Social), no qual afirma ter identificado erros "como a auto declaração dos dados da renda e o não cruzamento dos dados com outras bases" no fornecimento do benefício. Na ocasião, o ministro-relator Augusto Sherman disse que dados levantados no Bolsa Família sinalizavam o "risco de pessoas estarem recebendo o benefício sem o devido direito". O tribunal identificou também falhas nos cadastros dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e nos Centros de Referência Especializados de Assistência social (CREAS), indicando "deficiência no controle e gestão de riscos, baixo nível de eficiência dos CRAS e dos CREAS e baixo nível de vigilância socioassistencial da Rede SUAS". O Tribunal de Contas da União recomendou ao Ministério a realização de estudos para promover e incentivar a "emancipação dos beneficiários do programa Bolsa Família, assim como incentivar os CRAS e os CREAS a buscarem maior eficiência de atuação".

Clérigos sauditas declaram terrorismo "crime hediondo"

O principal conselho de clérigos da Arábia Saudita emitiu, nesta quarta-feira, um fatwa - decreto religioso e legal islâmico - declarando o terrorismo "crime hediondo". O órgão também afirmou que os que cometem atos de terrorismo, inclusive militantes do Estado Islâmico, devem ser punidos de acordo com a lei islâmica. O Conselho dos Sábios Religiosos anunciou apoio aos esforços da Arábia Saudita para rastrear pessoas que seguem não só o grupo Estado Islâmico, mas também a Al-Qaeda e o grupo rebelde xiita Hawthi, que atua no Iêmen. Os clérigos afirmam que as autoridades têm de punir os que instigam conflitos, pois eles cometem "o maior dos pecados". Os conselheiros são nomeados pelo governo saudita e são vistos como guardiães da escola conservadora do Islã, Wahhabi. O rei saudita Abdullah já havia pedido que o conselho se posicionasse mais fortemente contra o terrorismo.

Banco Central dos Estados Unidos reduz mais uma vez estímulos à economia

O Federal Reserve (Fed) decidiu nesta quarta-feira, 17, cortar mais uma vez seu programa de estímulos à economia. Assim, ficou decidido que a compra mensal de títulos públicos será reduzida em mais US$ 10 bilhões, para US$ 15 bilhões. A nova dose começa a vigorar em outubro. As taxas de juros básicas da economia americana seguem inalteradas: entre zero e 0,25%. Trata-se do mesmo número estipulado em 2008, no auge da crise financeira mundial.  Em comunicado, foi feita a promessa de que eles sejam mantidos nesse patamar por "período considerável". De acordo com o documento, quando ficar decidida a mudança dos juros nos Estados Unidos, será adotada "uma abordagem equilibrada, consistente com suas metas para o prazo mais longo, de emprego máximo e inflação a 2%".  Sobre expressão "tempo considerável", de acordo com a presidente do Fed, Janet Yellen, a intenção de não tocar nos juros é condicional. Dependente de leituras futuras sobre os indicadores econômicos. Alguns economistas e operadores de mercado esperavam que o Fed mudasse a orientação futura que tem fornecido desde março. Mas a autoridade monetária americana não levou em conta a melhora geral nos indicadores de desempenho da economia. A retirada dos estímulos dos Estados Unidos preocupa os países emergentes por reduzir a liquidez internacional e pode trazer turbulências aos mercados financeiros. Diante desse cenário, os bancos centrais de economias emergentes subiram suas taxas de juros para conter a fuga de capitais. Estes quase seis anos de afrouxamento monetário e juro (quase) zero nos Estados Unidos tiveram três fases. Até dezembro de 2013, cerca de US$ 3,8 trilhões foram injetados nos mercados. A primeira fase começou em novembro de 2008. Despejou US$ 1,7 trilhão na economia em dois anos na compra de "investimentos podres" e títulos do Tesouro americano. De novembro de 2010 a setembro de 2011, a segunda fase aumentou em US$ 600 bilhões a liquidez mundial. Na sequência, começou uma operação de troca de títulos de até três anos por papéis de 6 e 30 anos. O plano foi até junho de 2012 e alcançou volume acima de US$ 400 bilhões. A terceira fase vigora desde setembro de 2012. Primeiro, instituiu recompras de ativos de US$ 40 bilhões mensais e, depois, subiu a dose para US$ 85 bilhões, que foi gradualmente reduzida até os US$ 15 bilhões anunciados nesta quarta-feira.

Beto Albuquerque, o vice de Marina Silva, agora admite: "Ninguém governa sem o PMDB"

O deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), candidato a vice na chapa de Marina Silva (PSB), afirmou nesta quarta-feira, 17, que "ninguém governa sem o PMDB" e indicou que, caso eleita, Marina Silva também "dialogará" com a sigla que vem sendo criticada por ela devido às alianças feitas com o governo Dilma. "Ninguém governa sem o PMDB, mas não é preciso entregar o governo para ter governabilidade. Se queremos fazer a mudança, não podemos nos curvar nem achar que será fácil.", afirmou Albuquerque. Ele ainda voltou a afirmar que a ex-ministra governaria com os melhores de cada sigla, incluindo o PMDB no rol de partidos com o qual um eventual governo do PSB manteria contato. "A Marina Silva e eu queremos governar o Brasil com os melhores. E é claro que existe gente boa no PT, PSDB e até no PMDB", explicou. Albuquerque também comentou outro ponto delicado à campanha do PSB que é a relação candidata com o agronegócio. Ele afirmou que Marina Silva, se eleita, será sensível ao setor e reafirmou que o posicionamento da ex-ministra do Meio Ambiente não é contrário ao agronegócio. "Ela não é a radical ou a ecochata que se plantou em 2010", disse. A confirmação de Marina Silva como candidata à Presidência, após a morte do ex-governador Eduardo Campos, preocupou representantes do agronegócio, resistentes à ex-ministra em razão de sua ligação à causa ambiental. Desde que assumiu a chapa, Marina Silva participou de eventos com lideranças do setor e prometeu conciliar investimentos com a defesa do meio ambiente. "Não há dicotomia entre sustentabilidade e desenvolvimento", afirmou Beto Albuquerque. Apesar de não integrar a bancada ruralista do Congresso, Beto Albuquerque mantém bom diálogo com o setor e sua indicação para a vice foi considerada um aceno ao setor.

Aécio Neves sinaliza rever relações com produtores de droga

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nesta quarta-feira, 17, que deverá rever as relações diplomáticas com países produtores de droga, destacando que o principal alvo da estratégia deve ser a Bolívia, mas citando também Colômbia e Paraguai. A sinalização foi feita em encontro com mulheres tucanas, no diretório estadual da legenda em São Paulo. "Nós sabemos que as drogas e as armas que matam no Brasil não são produzidas aqui, são produzidas aqui ao lado, tem uma coisa que ninguém tocou ainda que eu estou tocando e no primeiro momento que falei isso as pessoas se surpreenderam, que é a Bolívia. Vamos por o dedo na ferida", afirmou, destacando que a Bolívia produz hoje quatro vezes mais cocaína do que consome: "E produzem com a complacência, conveniência e vistas grossas do governo de lá". Ao afirmar que poderá rever as relações com os países produtores de droga, Aécio Neves criticou o governo do PT, dizendo que a gestão petista assiste ao crescimento da violência e criminalidade e financia obras nesses países. "Não faremos parceria e nem daremos financiamento a países que não tenham programa de inibição da produção de drogas", disse, reiterando que não se pode fazer vistas grossas a este tema e dizendo que no governo petista, "o BNDES está volta e meia dando financiamento a esses países". O tucano reconheceu que existe uma relação de solidariedade com essas nações, mas que só será mantida a partir do momento em que tenham responsabilidade: "No meu governo só vai haver relação com esses países quando eles tiverem a responsabilidade de inibir o cultivo, seja da matéria prima, da maconha ou da própria droga". O tucano disse que se eleito não concederá financiamento e nem estabelecerá parcerias com países que não tiverem internamente um programa confiável de diminuição e inibição da produção de drogas: "Estou sinalizando de forma muito clara, nós vamos ter uma conversa no nível diferenciado com os países que aceitam a produção ou de drogas ou de matéria prima de drogas em seu território. Chega de fazermos vistas grossas". Segundo ele, o número de dependentes do crack chega a 1 milhão. "A matéria prima disso tudo não é feita no Brasil, vamos conduzir uma política externa não para ser gostado pelos países vizinhos, como fez o PT, pelos menos em relação a alguns deles, mas para ser respeitado por esses países." E voltou às críticas ao governo petista: "Não irei terceirizar responsabilidades, o atual governo assiste ao crescimento da criminalidade, da violência, terceirizando responsabilidades e não executando o orçamento de segurança pública. No meu governo vai ser diferente".

Dilma não comenta provocação de Aécio Neves sobre pesquisa Ibope

A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff evitou comentar nesta quarta-feira, 17, as declarações do seu adversário Aécio Neves (PSDB), que disse na terça-feira acreditar em uma "onda da razão" na reta final na campanha. "Acredito que durante a campanha se faz muito marketing. Não dou atenção para esse tipo de tentativa", disse ela em Campinas, antes de uma caminhada de campanha. A presidente reafirmou ainda que tem por princípio não comentar pesquisas. "Eu não comento pesquisa, nem a minha, nem a dos outros", afirmou. Aécio Neves citou essa "onda da razão" após subir para 19% na pesquisa Ibope divulgada na terça. Segundo o levantamento contratado pelo Estado e pela Rede Globo, Dilma caiu de 39% para 36%, enquanto Marina Silva oscilou de 31% para 30% e Aécio Neves subiu de 15% para 19%. Dilma participou de comício no centro da cidade, onde reafirmou que a verdade vencerá a mentira nessas eleições. "Tem muito ódio e mentira nessa eleição. Quando vocês virem mentiras, respondam com a verdade", afirmou, para um grupo de militantes.

Petrobras prevê perfurar mais de 200 poços no pré-sal até 2019, diz executivo

A Petrobras deverá perfurar mais de 200 poços no pré-sal de hoje até 2019, previu nesta quarta-feira o gerente-executivo do Pré-Sal da estatal na área de Exploração e Produção, Carlos Tadeu da Costa Fraga.

GE assina contrato de mais de US$ 300 milhões com Petrobras

A GE Oil & Gas informou nesta quarta-feira a assinatura de um contrato de mais de 300 milhões de dólares com a Petrobras para o fornecimento de sistemas de câmaras tubulares (manifold) para águas ultraprofundas, segundo nota da empresa. Serão os primeiros equipamentos do tipo da GE utilizados em campos do pré-sal, a cerca de 2.500 metros de profundidade. O contrato prevê o fornecimento de oito manifolds de injeção modular alternada de água e gás, além dos equipamentos de controle das máquinas. "A GE Oil & Gas tem um relacionamento de longa data com a Petrobras para desenvolver equipamentos e soluções essenciais para suportar as operações offshore no Brasil, especialmente do pré-sal", disse em nota a presidente-executiva da GE Oil & Gas para a América Latina, Patricia Vega. Os equipamentos serão produzidos no Brasil, segundo a companhia.

CPI aprova convocação de contadora de doleiro

A CPI mista da Petrobras aprovou nesta quarta-feira a convocação de Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Yousseff, pivô da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Ela deve dar informações sobre o funcionamento do esquema criminoso operado com recursos públicos desviados pelo esquema do doleiro. Os parlamentares também aprovaram um requerimento que pede a cópia dos depoimentos prestados por ela à Polícia Federal e ao Ministério Público. "Ouvir a contadora vai ser importante para que a gente possa confrontar com o depoimento de Alberto Yousseff", diz o relator da comissão, o deputado Marco Maia (PT-RS). Ainda não há data para o depoimento de Meire Poza. Por causa da proximidade das eleições, a ida dela à CPI pode ficar para depois do primeiro turno – dia 5 de outubro. Para a VEJA, Meire Poza revelou como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro do doleiro. Ela também afirmou que parlamentares, como Luiz Argôlo (SD-BA) e André Vargas (PT-PR), foram beneficiados pelo esquema. Meire já compareceu ao Congresso para depor no processo de cassação de Argôlo. Na ocasião, ela confirmou as acusações contra o parlamentar. O requerimento de convocação de Meire Poza foi aprovado ao fim da reunião em que os parlamentares tentaram, sem sucesso, ouvir Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e o delator do esquema de corrupção que funcionou por quase uma década na companhia.

Oposição usa silêncio de Paulo Roberto Costa contra Dilma

Parlamentares da oposição usaram o silêncio do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em audiência na tarde desta quarta-feira na CPI mista do Petrolão, como palanque para criticar a presidente Dilma Rousseff. Os oposicionistas responsabilizaram Dilma pelo que consideram ser um fracasso na gestão da companhia petrolífera, comparando o esquema com o do Mensalão do PT. O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy, disse que a presidente demonstrou incapacidade para conduzir o País, fracassou na gestão da Petrobras e cobrou uma mudança na conduta ética. Mas reconheceu que a audiência com o ex-diretor "definitivamente não produziu os resultados esperados pela população brasileira". O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), coordenador jurídico da campanha presidencial de Aécio Neves, disse que a população quer saber quem são os nomes de quem "assaltou" a Petrobras. "A agilidade nisso é para atender o sentimento da nação e descobrir quem são esses marginais antes da eleição", afirmou Sampaio, que defendeu que se realize já nesta quinta-feira uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, para tentar ter acesso à integra da delação premiada. Desde o dia 29 de agosto, Paulo Roberto Costa tem prestado depoimentos à Justiça Federal do Paraná nos quais revela o envolvimento de políticos no esquema de recebimento de propina em contratos da estatal no período em que foi diretor (2004-2012). O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), afirmou que "lamentavelmente o Brasil assiste a mais um caso gravíssimo de corrupção envolvendo a gestão do PT". "Uma empresa orgulho para povo brasileiro se transformou numa casa de negócios, num organismo para financiar de forma ilegal partidos políticos", criticou. O ex-diretor, que chegou até a ser chamado de "bandido" pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), permaneceu calado durante todo o depoimento.

Justiça condena doleiro Youssef a 4 anos e 4 meses de prisão por corrupção

A Justiça Federal no Paraná condenou o doleiro Alberto Youssef, nesta quarta-feira, 17, a 4 anos e 4 meses de prisão, pelo crime de corrupção ativa no âmbito do caso Banestado – escândalo de evasão de divisas nos anos 1990. Alvo da Operação Lava Jato – investigação sobre lavagem de R$ 10 bilhões e corrupção na Petrobrás – Youssef sofria ainda acusação por seu vínculo com o caso do antigo banco do Estado do Paraná. Neste caso, ele foi condenado porque obteve, em agosto 1998, empréstimo fraudulento de US$ 1,5 milhão para a Jabur Toyopar Importação e Comércio de Veículos Ltda. no Banestado, agência de Grand Cayman, mediante pagamento de propina de US$ 131 mil ao então diretor de Operações Internacionais da instituição financeira. A sentença é do juiz Sérgio Moro. Na mesma sentença, o doleiro foi absolvido da imputação do crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. O juiz condenou Youssef ao regime fechado – o doleiro está preso desde 17 de março por sua ligação com a Lava Jato. A ação contra Youssef havia sido suspensa em 2004, quando o doleiro fez delação premiada e revelou bastidores de um grande esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio do Banestado. Com a descoberta da participação de Youssef nos crimes de lavagem e corrupção no âmbito da Lava Jato, deflagrada em março pela Polícia Federal, a Justiça reabriu duas ações penais contra o doleiro, ainda da época do caso Banestado. A condenação hoje imposta ao doleiro é oriunda de ação penal originariamente proposta em 2003 pelo Ministério Público Federal – ela foi suspensa em decorrência daquele acordo de colaboração premiada celebrado pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Estado do Paraná com Alberto Youssef. Em decorrência dos fatos apurados na Operação Lavajato, o acordo, a pedido do Ministério Público Federal, foi declarado rompido e a ação penal retomou o seu curso agora.

Ministro do STF concede progressão de regime ao mensaleiro Bispo Rodrigues

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu nesta quarta-feira progressão de regime ao ex-deputado federal Carlos Alberto Pinto Rodrigues (Bispo Rodrigues). Com a decisão, Rodrigues passará para o regime aberto, por ter cumprido um sexto da pena, requisito exigido pela Lei de Execução Penal. No processo do Mensalão do PT, ele foi condenado a seis anos e três meses de prisão em regime semiaberto. O ex-deputado cumprirá o restante da pena em casa. De acordo com o Código Penal, o regime aberto deve ser cumprido em uma casa de albergado, para onde os presos retornam somente para dormir. No Distrito Federal, pela inexistência do estabelecimento no sistema prisional, os juízes determinam que o preso fique em casa e cumpra algumas regras, como horário para chegar ao domicílio, não sair da cidade sem autorização da Justiça e manter endereço fixo. O ex-deputado José Genoino e o ex-tesoureiro do antigo PL (atual PR), Jacinto Lamas, já foram beneficiados com o regime de prisão domiciliar. Eles também cumpriram um sexto da pena no semiaberto.

Justiça Federal do Mato Grosso suspende licenciamento de usina

O Ministério Público Federal anunciou nesta quarta-feira, 17, que a Justiça Federal no Mato Grosso suspendeu novamente o licenciamento da usina São Manoel, no rio Teles Pires. A decisão atende ao pedido do Ministério Público Federal que alegou descumprimento da obrigação da consulta prévia prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). "A mera divulgação da decisão de realizar a obra aos povos afetados não se confunde com o direito de consulta previsto na Convenção 169 da OIT. Houve violação do direito fundamental de consulta prévia, livre e informada dos povos indígenas afetados pela UHE São Manoel", afirmou o juiz Ilan Presser, da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, de acordo com o Ministério Público Federal. Essa é a quinta vez que a usina é paralisada por desrespeitar direitos das populações atingidas, de acordo com o Ministério Público Federal. A ordem judicial dá prazo de 90 dias para que o governo realize a consulta, que deve abranger os povos indígenas Kayabi, Apiaká e Munduruku.

Dilma ensaia agora um novo ataque terrorista contra Marina Silva: "Não mexo em 13º e férias"

Um dia depois de a candidata Marina Silva (PSB) afirmar que, se eleita, pretende fazer mudanças na legislação trabalhista do País, a presidente Dilma Rousseff (PT) já ensaiou nesta quarta-feira mais uma versão do discurso do medo que pontua sua campanha: “Décimo terceiro, férias e hora extra não se mudam nem que a vaca tussa”, disse, durante agenda em São Paulo. Na terça-feira, Marina Silva apontou as leis trabalhistas como um dos entraves ao empreendedorismo e disse que sua equipe irá buscar mudanças – mas, já temerosa da interpretação de adversários, disse que seu objetivo é trazer melhorias tanto para empregadores quanto para trabalhadores, sem abrir mão dos ganhos da atual legislação. Dilma reuniu-se com empresários acompanhada do ministro Guilherme Afif Domingos, da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Também participaram do encontro o deputado Guilherme Campos (PSD), líder da frente parlamentar mista da pequena empresa e vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo. Depois do encontro, a presidente se reuniu com professores da Unicamp, entre eles Rogério Cerqueira Leite, físico que criticou Marina Silva em artigos na imprensa. Na sequência, seguiu em carreata pelas ruas da cidade. Ao longo do percurso, um carro de som afirmava que Dilma é a presidente do Minha Casa Minha Vida, do ProUni e do Pronatec, algumas das principais bandeiras eleitorais da petista. No palanque, Dilma fez críticas genéricas aos adversários. Embora sua campanha seja justamente a que lidera a artilharia pesada nesta corrida eleitoral, afirmou: “Tem muita mentira e ódio nessa eleição. Quando ouvirem mentiras, respondam com a verdade, que é uma só – o País mudou, e mudou para melhor".