terça-feira, 21 de abril de 2015

Ministério Público suspeita da existência de dinheiro do petista Vaccari em paraíso fiscal e Polícia Federal já investiga viagem da cunhado do tesoureiro do PT


Marice Corrêa de Lima faz depósito na conta da irmã e mulher de Vaccari, Giselda Rousie de Lima, em agência do Itaú, em São Paulo 

O Ministério Público e a Polícia Federal suspeitam que o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso preventivamente, e seus familiares, mantiveram dinheiro sujo em paraísos fiscais. A mulher de Vaccari, Giselda Rousei de Lima, e a filha, Nayara Vaccari de Lima, já são investigadas por lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito. Agora a recente viagem da cunhada do petista, Marice Corrêa de Lima, ao Panamá, na América Central, será investigada pela força-tarefa da Operação Lava Jato. Ela viajou no início deste mês, às vésperas de ser presa pela Polícia Federal. Nesta segunda-feira, Marice foi questionada pelo delegado da Polícia Federal, Eduardo Mauat da Silva, se sua irmã Giselda ou seu cunhado Vaccari mantêm dinheiro, ativos ou investimentos no Exterior. "Acredito que não", ela respondeu. Além de operadora de propinas para Vaccari e o PT, Marice agora é apontada como uma auxiliar para que o ex-tesoureiro petista recebesse "vantagens pessoais indevidas". Segundo o Ministério Público Federal, a mulher de Vaccari recebia uma mesada paga pela irmã. Os investigadores já encontraram na conta bancária da mulher de Vaccari uma série de depósitos não identificados entre 2008 e 2014, que somam 583.400 reais. A maior parte dos depósitos (322.900 reais) foi feita de maneira fracionada (abaixo de 2.000 reais cada), uma forma de despistar os órgãos de controle. Os 260.500 reais restantes foram parar na conta de Giselda em valores maiores que 10.000 reais. Câmeras de segurança do Banco Itaú flagraram Marice fazendo depósitos do tipo para Giselda em duas ocasiões no mês passado, embora ela tenha declarado à Polícia Federal que não transferiu dinheiro para a irmã ou a sobrinha neste ano. Durante o interrogatório, o delegado interpelou Marice sobre o motivo do deslocamento ao Panamá. Ela já havia sido monitorada pela Imigração no ano passado, mas estava fora do País quanto a Polícia Federal deflagrou a 12ª fase da Lava Jato, na última quarta-feira. Uma das missões dos agentes era prendê-la e fazer buscas no apartamento de Marice em São Paulo, cujo endereço aparece em documentos e interceptações telefônicas como uma espécie de central de propina, ou money delivery (entrega de dinheiro, em inglês), conforme anotado em uma planilha apreendida. À Polícia Federal, Marice disse que estava em um compromisso profissional. Formada em Administração, ela trabalha desde 2006 como coordenadora financeira na Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA) e recebe 9.000 reais brutos, segundo declarou. Marice afirmou ao delegado que viajou no dia 5 de abril ao Panamá para "participar de uma reunião do conselho da CSA e de um Fórum Sindical das Américas". Ela disse "não ter realizado nenhuma atividade ou contato no país a pedido de sua irmã Giselda ou de Vaccari". Marice disse também que, assim que tomou conhecimento da decretação da sua prisão temporária, retornou imediatamente ao País, para se apresentar à Superintedência da Polícia Federal, em Curitiba (PR), onde está presa. A versão não convenceu os procuradores da República. "Nunca é demais agregar que Marice estava no Panamá, conhecido paraíso fiscal da América Central. Em que pese a sua viagem por si só não seja ilícita, este fato associado ao contexto das atividades de Marice, aparentemente operadora de recursos ilícitos, merece no mínimo aprofundamento investigativo, pois levanta suspeitas da manutenção de depósitos ocultos no Exterior, como por diversas vezes se verificou com outros investigados nesta operação", disseram os responsáveis pela força-tarefa da Lava Jato, no pedido de prisão preventiva de Marice enviado ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba.

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DIZ QUE CUNHADA PAGAVA MESADA À MULHER DE VACCARI


A força-tarefa da Operação Lava Jato pediu nesta segunda-feira a conversão da prisão temporária de Marice Corrêa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, em prisão preventiva - o prazo se encerraria nesta terça-feira. Os procuradores da República encontraram uma série de depósitos fracionados, realizados até o mês passado, feitos por Marice na conta da irmã Gisela Rousie de Lima, mulher de Vaccari. O Ministério Público Federal diz que se trata de uma mesada com recursos ilícitos. O pedido ainda precisa ser analisado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba (PR). Se for aceito, Marice ficará presa por tempo indeterminado. "Tudo indica que Giselda (mulher de Vaccari) recebe uma espécie de "mesada" de fonte ilícita paga pela investigada Marice, sendo que os pagamentos continuam sendo feitos até março de 2015. Nesse contexto, a prisão preventiva de Marice é imprescindível para a garantia da ordem pública e econômica, pois está provado que há risco concreto de reiteração delitiva", escrevem os procuradores. A quebra do sigilo bancário de Marice revelou que ela depositou 322.900 reais, de maneira parcelada, sem origem identificada na conta da irmã, entre 2008 e 2014. Segundo o Ministério Público Federal, entre 2008 e 2012, ocorreram diversos depósitos acima de 10.000 reais, e também não identificados. Eles somam ao todo 260.500 reais. O uso de depósitos divididos em valores menores é um expediente comum em crimes de lavagem de dinheiro para não despertar suspeita das autoridades de controle do sistema financeiro nacional (Sistema de Investigação de Movimentação Bancárias - Simba), que monitoram transações bancárias de grande monta. Como os depósitos eram feitos nos caixas eletrônicos, os valores ficavam restritos ao limite de 2.000 reais, para os quais não há necessidade de identificação do depositante. No Brasil, os depósitos em dinheiro vivo acima de 10.000 reais só podem ser feitos nos caixas convencionais, que exigem o registro de quem efetua o crédito. A pedido do Ministério Público Federal, o Banco Itaú enviou imagens de Marice em agências bancárias da capital paulista realizando os depósitos na conta da irmã. As imagens foram feitas em março por câmeras de segurança em agências bancárias nos bairros Saúde e Planalto Paulista, que ficam próximas à casa de Vaccari. Questionada pela Polícia Federal durante interrogatório nesta segunda-feira, Marice negou ter feito quaisquer depósitos para Giselda neste ano. No pedido de prisão preventiva, os investigadores descreveram os depósitos de Marice flagrados pelo videomonitoramento. "O primeiro depósito foi efetivado no dia 2 de março de 2015. Das imagens enviadas pelo banco, é possível verificar Marice esperando na fila da agência. No exato momento da operação bancária identificada, as câmeras de segurança capturaram a imagem de Marice realizando o depósito em um dos caixas automáticos da agência. O segundo depósito foi efetivado no dia 6 de março de 2015. Analisando as imagens enviadas pelo banco, também restou possível identificar Marice realizando um depósito em favor de Giselda". Marice Corrêa de Lima era apontada como uma operadora auxiliar de propinas para Vaccari e o PT. Ela recebia remessas de dinheiro até em casa, conforme documentos apreendidos pela Polícia Federal e depoimento do doleiro Alberto Youssef. Mas agora os procuradores já indicam que suas atividades iam além disso: Marice também era a responsável por receber vantagens pessoais indevidas destinadas a Vaccari. A mulher do petista e a filha do casal, Nayara Vaccari de Lima, já eram investigadas por lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Dom Sergio da Rocha é o novo presidente da CNBB - a ong Conferência Nacional dos Bispos Bolivarianos


Dom Sergio da Rocha, o arcebispo de Brasília, foi eleito presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ong mais apropriadamente conhecida como Conferência Nacional de Bispos Bolivarianos, uma organização civil esquerdopata. A eleição foi nesta segunda-feira, em primeiro turno, com 215 de 294 votos, durante a 53ª Assembleia Geral da entidade, que acontece na cidade de Aparecida (SP). Aos 55 anos, o clérigo paulista tem sólido conhecimento teológico e conhece os meandros da Igreja no Brasil como poucos. Com doutorado pela Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, a maior referência internacional nos estudos de teologia, ele foi ordenado bispo em 2001, durante o pontificado de João Paulo II. No cargo, passou por Fortaleza e Teresina. Em 2011, tornou-se arcebispo de Brasília. Sergio da Rocha substitui o cardeal vermelho Raymundo Damasceno, que ocupou a presidência da CNBB durante quatro anos. O novo presidente da CNBB é o que se define como um clérigo de centro-esquerda, ou seja, é mais um petista, bolivariano. Nascido na minúscula Dobrada, cidade com apenas 8 mil habitantes no interior de São Paulo, dom Sergio no dia a dia dispensa o serviço de motorista. Gosta de ouvir notícias pela rádio, de manhã e a noite, em casa. A CNBB foi fundada por direta influência da KGB comunista.

FOCUS ELEVA PREVISÃO DO IPCA PARA 2015 DE 8,13% PARA 8,23%


Os analistas de mercado ouvidos para o boletim Focus voltaram a elevar a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, que passou de 8,13% para 8,23%, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 20, pelo Banco Central. Na semana passada, essa projeção havia sido reduzida pela primeira vez em 14 semanas (de 8,20% para 8,13%). Há um mês, essa expectativa estava em 8,12%. O próprio Banco Central, responsável pela divulgação do Focus, espera uma inflação de 7,9% este ano, acima, portanto, do teto da meta, que é de 6,5%. No Top 5 de médio prazo, que é o grupo dos economistas que mais acertam as previsões, o movimento foi contrário. A mediana para o IPCA deste ano passou de 8,73% para 8,67% esta semana. Quatro semanas atrás, estava em 8,33%. Para o fim de 2016, a mediana das projeções para o IPCA foi mantida em 5,60%. Quatro semanas atrás estava em 5,61%. Também no Top 5, a projeção para a inflação ao final do ano que vem foi mantida em 6,40% - um mês antes estava em 5,64%. De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central divulgado no mês passado, a taxa ficará em 4,9% pelo cenário de mercado - que considera juros e dólar constantes - ou em 5,1%, levando-se em consideração as estimativas da Focus imediatamente anterior ao documento. A expectativa para a inflação suavizada 12 meses à frente também subiu, de 5,09% para 6,04%. Há um mês estava em 6,49%. No curto prazo, depois da alta de 1,24% de janeiro, revelada pelo IBGE, de 1,22% em fevereiro, e de 1,32% em março, a projeção para a taxa em abril continua em alta, mas ainda está em um porcentual abaixo de 1%. De acordo com o boletim Focus, a mediana das estimativas passou de 0,65% para 0,62% - um mês antes, estava em 0,62%. Em maio, o índice deve ter alta de 0,49%, acima da previsão passada de 0,48% e dos 0,45% estimados quatro edições da Focus atrás.

PT TEME PUNIÇÕES DA LAVA JATO; PARTIDO PODE SER CASSADO


As investigações da Operação Lava Jato podem levar o PT a ser cassado ou ter o registro ‘inviabilizado’. E esse é o maior temor da cúpula petista. Dirigentes afirmaram terem sido informados por pessoas que acompanham os desdobramentos da operação de que o partido deve sofrer sanções financeiras para ressarcir os cofres públicos pelo Petrolão. As multas podem chegar a “valores astronômicos”.  O Ministério Público Federal já sinalizou que pedirá punições aos partidos. O maior problema para o PT, caso as multas se concretizem em R$ 200 milhões, segundo petistas, é que a fonte do partido “secou”, o que vai “destruir” o PT.

MP ANALISARÁ 2.300 HORAS DE GRAVAÇÃO PARA APURAR CRIMES


A força-tarefa que atua na Operação Zelotes deverá analisar 230 mil e-mails e 2.300 horas de gravação para desvendar o suposto esquema de corrupção no Conselho de Recursos Administrativos Fiscais (Carf), órgão que funciona como uma espécie de "Tribunal da Receita Federal". Os números foram mencionados pelo procurador da República que coordena as investigações, Frederico Paiva, ao Conselho Superior do Ministério Público. Ao apresentar os dados, Paiva submeteu ao Conselho um pedido de afastamento por 60 dias de um cargo que ocupa no 6º ofício de Combate à Corrupção sob a justificativa do grande volume de trabalho acumulado com a Operação. O pedido do procurador foi aprovado pelos membros do Conselho, presidido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. De acordo com Paiva, a análise do material é referente a 43 investigados. No início do mês, o Conselho Superior do Ministério Público aprovou a criação de uma força-tarefa para cuidar exclusivamente da Operação Zelotes. Paiva é o coordenador do grupo, que conta com mais três procuradores da República. Além do coordenador, compõem a força-tarefa os procuradores José Alfredo de Paula Silva e Raquel Branquinho, os dois da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, e Rodrigo Leite Prado, da Procuradoria da República em Minas Gerais. A Operação Zelotes investiga 74 processos que somariam R$ 19 bilhões em fraudes contra o fisco. Segundo a PF, foram constatados prejuízos de, pelo menos, R$ 6 bilhões aos cofres públicos - valor três vezes maior do que o desviado da Petrobras por meio do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato (R$ 2,1 bilhões).

Suspeita da Receita

gasene
A inauguração do Gasene, com Lula, Wagner e Gabrielli
Entraram na mira da Receita Federal gastos atípicos feitos pela Sinopec, a gigante do petróleo chinesa contratada pela Petrobras para construir um trecho do gasoduto Sudeste Nordeste. Em abril de 2007, os chineses despejaram 8,4 milhões de reais em uma empresa chamada Hutton Equipamentos criada dias antes dos repasses. Por Lauro Jardim

7,5 milhões de brasileiros mais pobres pagam R$ 33,5 bilhões de IR injustamente porque Dilma não corrige a tabela


A correção integral da tabela do Imposto de Renda (IR) pela inflação traria forte alívio financeiro aos trabalhadores formais. Estudo da PUC-RS e do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-RS) mostra que metade dos assalariados do País simplesmente deixaria de pagar IR sobre os rendimentos do trabalho formal se a defasagem histórica fosse corrigida. Segundo o levantamento, o número de contribuintes com desconto de IR nos salários cairia de 15,1 milhões para apenas 7,6 milhões no ano de 2013. No recorte do Estado de São Paulo, essa redução no contingente de pagadores seria ainda maior: de 5,3 milhões para 2,6 milhões. Se esse porcentual tivesse sido aplicado às faixas de cobrança, o valor da isenção saltaria de R$ 1.711,00 para R$ 2.760,00 em 2013. “Essa diferença de mil reais já tiraria metade do contingente de assalariados do alcance do Fisco”, explica Gustavo Inácio de Morais, professor da PUC-RS. O estudo, segundo ele, teve como base os microdados da Rais, um banco de informações do Ministério do Trabalho e Emprego. Além dos celetistas, a Rais reúne informações sobre temporários e avulsos e servidores públicos estatutários. Essa correção abaixo da inflação equivale a uma alta de alíquotas sem a correspondente alta da renda – o que reduz o poder de compra. Em 1996, a faixa de isenção da tabela beneficiava quem recebia até oito salários mínimos – relação que despencou para 2,5 em 2014. Nesse caso, no entanto, o número também sofre influência dos ganhos reais concedidos ao piso da remuneração nos últimos doze anos. Mas há outros exemplos: em 1996, era possível comprar quase 12 cestas básicas com o valor da isenção, contra seis atualmente. Ou 1,4 mil litros de gasolina, ante 656 hoje. “O ideal seria vincular a correção da tabela à inflação mais um porcentual, assim a defasagem seria gradualmente reduzida. Mais ou menos como foi feito com o mínimo”, diz Diogo Chamun, presidente do Sescon-RS. Para os cofres públicos, os efeitos dessa prática tributária são significativos. Apenas em 2013, a defasagem significou um incremento de 60% na arrecadação de IR retido na fonte sobre os rendimentos do trabalho e os chamados outros rendimentos (que incluem, entre outros, benefícios por vantagem trabalhista e FGTS). Segundo o estudo, o governo recolheu R$ 88,8 bilhões no período – R$ 33,5 bilhões a mais do que teria arrecadado se a tabela tivesse sido reajustada pelo IPCA desde 1996. E isso representa apenas uma fatia de toda a arrecadação do IR retido na fonte em 2013, que somou R$ 140 bilhões. Se fossem considerados os rendimentos do capital e as remessas ao Exterior, o impacto na arrecadação federal seria ainda maior. De acordo com o estudo, mesmo que o contribuinte receba parte do imposto de volta na forma de restituição no ano seguinte à retenção, esse valor da ordem de R$ 30 bilhões ainda se manteria. Isso porque o limite do desconto simplificado também está defasado – o que reduz o valor das devoluções. Segundo os cálculos, o teto do desconto deveria passar de R$ 15,2 mil para R$ 24,5 mil, em 2013, para dar conta de toda a defasagem.

Diário Filosófico de Olavo: o 12 de Abril e a falsa existência de líderes – Parte 2

Essa "Aliança dos Movimentos" é armadilha tucana.
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A revolta do povo não é só contra a Dilma, o PT ou o Foro de São Paulo: é contra TODO O ESTABLISHMENT que os protege. O povo saiu às ruas precisamente porque NÃO TEM A QUEM APELAR, exceto a si mesmo. Não faz sentido mostrar força nas ruas e depois ir pedir favores a quem sempre se recusou a cumprir o seu dever. É URGENTE entender isso e largar de vez toda esperança ilusória. Ou derruba-se o castelo de merda inteiro, ou não se derruba nada.
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POR QUE o povo foi às ruas? Porque durante anos pediu, implorou e exigiu, e os políticos fizeram ouvidos moucos. Agora que o povo mostrou força, intimidando os canalhas, não é hora de ir até eles pedir nada. Eles que primeiro peçam desculpas ao povo e implorem por uma chance de cumprir o seu dever, ainda que com atraso obsceno.
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Se alguns líderes de protestos querem mesmo ir a Brasilia, devem tomar algumas precauções:
1) NÃO ENTREM NO CONGRESSO, SE CONVIDADOS. Exijam que os deputados e senadores venham a vocês do lado de fora.

2) Não reivindiquem menos do que o impeachment (ou cassação) da Dilma, a suspensão do registro do PT e uma auditoria no Foro de São Paulo.
Brinquem de bons meninos agora, e serão servidos no café da manhã de Suas Excrescências.
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Em vez de ir mendigar atenção dos políticos, é preciso RECUSAR-LHES TODA ATENÇÃO.
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NÃO VÃO atrás dos políticos. Eles que venham.
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Com duas ou três exceções, é preciso deixar claro a cada um dos canalhas do Congresso: NÃO ADIANTA TENTAR SE FAZER DE BONZINHO AGORA. É TARDE DEMAIS. VOCÊ NUNCA, NUNCA, NUNCA MAIS TERÁ O NOSSO VOTO.
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Quem quer que vá a Brasília pedir favores a políticos NÃO ME REPRESENTA.
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É a ESSES CANALHAS que a molecadinha de terno e gravata vai "apresentar reivindicações"?
Mesa rejeita denúncia contra ministro Dias ToffoliA Mesa do Senado rejeitou a denúncia de crime de responsabilidade protocolada na última quinta-feira (9) contra o ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão foi comunicada ao Plenário na abertura da sessão desta terça (14) pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que presidia os trabalhos.
— A presidência determinou o arquivamento por inépcia da petição — informou Raupp.
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Atenção líderes dos protestos: Ser badalado pela mídia e recebido pelos políticos é tão bom para a saúde quanto um tiro de 45 na testa.
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Conheci anos atrás um líder estudantil que vinha fazendo enorme sucesso e ia se tornando uma liderança regional promissora. Veio um espertalhão de Brasília e o convidou para ser chefe de gabinete de alguma Excrescência. O boboca topou, todo contente, e ficou desativado por anos a fio. Agora voltou à`sua cidade e está recomeçando a luta desde o ponto em que estava antes.
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Brasília é o esgoto por onde a soberania popular escorre para o meio da merda.
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Olavo comenta imagem divulgada por petistas nas redes sociais:

pride

Sim, nós somos a vergonha nacional: Nós criamos o Mensalão, o Petrolão e o rombo no BNDES. Nós fizemos empréstimos ilegais a Cuba e Angola. Nós governávamos o pais enquanto o número de homicídios crescia de 8 mil a 70 mil por ano. Nós éramos ministros da Educação quando nossos estudantes passaram a tirar os últimos lugares nos testes internacionais. Nós até atiramos cabides numa camareira. Nós enviávamos nossas amantes ao Exterior com dinheiro escondido. Nós nos gabamos de enrabar cabritas e de tentar estuprar um companheiro de cela. Nós somos UNS FILHOS DA PUTA.
https://www.facebook.com/olavo.decarvalho

LEIAM ISTO - É MUITO IMPORTANTE PARA SE ENTENDER O QUE É O PT HOJE, QUEM SÃO OS PETISTAS, O QUE ELES PRETENDEM

POVO E RALÉ
ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO - 17 ABRIL 2015
Karl Marx podia ter todos os defeitos do mundo, desde a vigarice intelectual até as hemorróidas, mas ele sabia que a palavra “proletário” significa “gente que trabalha” e não qualquer Zé-Mané. Ele combatia o capitalismo porque achava que os ricos enriqueciam tomando o dinheiro dos pobres, o que é talvez a maior extravagância matemática que já passou por um cérebro humano, mas, reconheça-se o mérito, ele nunca confundiu trabalhador com vagabundo, povo com ralé. Alguns discípulos bastardos do autor de “O Capital”, uns riquinhos muito frescos e pedantes, fundaram um instituto em Frankfurt com o dinheiro de um milionário argentino e resolveram que valorizar antes o trabalho honesto do que os vícios e o crime era uma deplorável concessão de Marx ao espírito burguês. Usando dos mais requintados instrumentos da dialética, começaram ponderando que o problema não era bem o capitalismo e sim a civilização, e terminaram tirando daí a conclusão lógica de que para destruir a civilização o negócio era dar força aos incivilizados contra os civilizados. Os frankfurtianos não apostavam muito no paraíso socialista, mas acreditavam que a História era movida pela força do “negativo” (uma sugestão de Hegel que eles tomaram ao pé da letra), e que portanto o mais belo progresso consiste em destruir, destruir e depois destruir mais um pouco. Tentar ser razoável era apenas “razão instrumental”, artifício ideológico burguês. Séria mesmo, só a “lógica negativa”. A destruição era feita em dois planos. Intelectualmente, consistia em pegar um a um todos os valores, símbolos, crenças e bens culturais milenares e dar um jeito de provar que no fundo era tudo trapaça e sacanagem, que só a Escola de Frankfurt era honesta precisamente porque só acreditava em porcaria – coisa que seu presidente, Max Horkheimer, ilustrou didaticamente pagando salários de fome aos empregados que o ajudavam a denunciar a exploração burguesa dos pobres. Isso levou o nome hegeliano de “trabalho do negativo”. A premissa subjacente era:
- Se alguma coisa sobrar depois que a gente destruir tudo, talvez seja até um pouco boa. Não temos a menor idéia do que será e não temos tempo para pensar em tamanha bobagem. Estamos ocupados fazendo cocô no mundo.
No plano da atividade militante, tudo o que é bom deveria ser substituído pelo ruim, porque nada no mundo presta e só a ruindade é boa. A norma foi seguida à risca pela indústria de artes e espetáculos. A música não podia ser melodiosa e harmônica, tinha de ser no mínimo dissonante, mas de preferência fazer um barulho dos diabos. No cinema, as cenas românticas foram substituídas pelo sexo explícito. Quando todo mundo enjoou de sexo, vieram doses mastodônticas de sangue, feridas supuradas, pernas arrancadas, olhos furados, deformidades físicas de toda sorte – fruição estética digna de uma platéia high brow. Nos filmes para crianças, os bichinhos foram substituídos por monstrengos disformes, para protegê-las da idéia perigosa de que existem coisas belas e pessoas boas. Na indumentária, mais elegante que uma barba de três dias, só mesmo vestir um smoking com sandálias havaianas -- com as unhas dos pés bem compridas e sujas, é claro. A maquiagem das mulheres deveria sugerir que estavam mortas ou pelo menos com Aids. Quem, na nossa geração, não assistiu a essa radical inversão das aparências? Ela está por toda parte. Logo esse princípio estético passou a ser também sociológico. O trabalhador honesto é uma fraude, só bandidos, drogados e doentes mentais têm dignidade. Abaixo o proletariado, viva a ralé. De todos os empreendimentos humanos, os mais dignos de respeito eram o sexo grupal e o consumo de drogas. De Gyorgy Lukacs a Herbert Marcuse, a Escola de Frankfurt ilustrou seus próprios ensinamentos, descendo da mera revolta genérica contra a civilização à bajulação ostensiva da barbárie, da delinqüência e da loucura. Vocês podem imaginar o sucesso que essas idéias tiveram no meio universitário. Desde a revelação dos crimes de Stálin, em 1956, o marxismo ortodoxo estava em baixa, era considerado coisa de gente velha e careta. A proposta de jogar às urtigas a disciplina proletária e fazer a revolução por meio da gostosa rendição aos instintos mais baixos, mesmo que para isso fosse preciso a imersão preliminar em algumas páginas indecifráveis de Theodor Adorno e Walter Benjamin, era praticamente irresistível às massas estudantis que assim podiam realizar a coincidentia oppositorum do sofisticado com o animalesco. Com toda a certeza, a influência da Escola de Frankfurt, a partir dos anos 60 do século passado, foi muito maior sobre a esquerda nacional que a do marxismo-leninismo clássico. Sem isso seria impossível entender o fenômeno de um partido governante que, acuado pela revolta de uma população inteira, e não tendo já o apoio senão da ralé lumpenproletária remunerada a pão com mortadela e 35 reais, ainda se fecha obstinadamente na ilusão de ser o heróico porta-voz do povão em luta contra a “elite”. Dois anos atrás, já expliquei (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/140209dc.html) que uma falha estrutural de percepção levava a esquerda nacional a confundir sistematicamente o povo com o lumpenproletariado, de tal modo que, favorecendo o banditismo e praticando-o ela própria em doses continentais, ela acreditava estar fazendo o bem às massas trabalhadoras, as quais, em justa retribuição de tamanha ofensa, hoje mostram detestá-la como à peste. O Caderno de Teses do V Congresso do PT é um dos documentos mais reveladores que já li sobre o estado subgalináceo a que os ensinamentos de Frankfurt podem reduzir os cérebros humanos.

domingo, 19 de abril de 2015

Grupo Pão de Açúcar tem comitê para investigar pagamentos ao advogado Marcio Thomaz Bastos e ao "porquinho" petista Antonio Palocci

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou neste domingo, 19, por meio de nota, que irá investigar as informações publicadas na imprensa sobre realização de pagamentos pela companhia ao criminalista Márcio Thomaz Bastos. Reportagem da revista Época afirma que o grupo varejista fez "repasses" em dinheiro para o advogado e que os valores mais tarde foram entregues ao ex-ministro da Casa Civil, o "porquinho" petista Antonio Palocci, um dos investigados na operação Lava Jato da Polícia Federal. O GPA afirmou na nota que seu Conselho de Administração se reuniu hoje e deliberou por unanimidade solicitar ao Comitê de Auditoria que dê início a uma investigação sobre "a suposta existência e a origem dos pagamentos realizados; caso se verifique que ocorreram, os serviços que a eles corresponderam, e a cadeia de aprovações de tais pagamentos". A companhia afirma que, até a publicação da reportagem, o Conselho de Administração não tinha informação sobre a existência dos pagamentos nela referidos. A empresa destaca que as informações da revista dão conta de que tais pagamentos ocorreram antes da aquisição do controle da Companhia pelo Grupo Casino, ocorrida em julho de 2012. Ou seja, o Pão de Açucar informa que isso é responsabilidade do empresário Abilio Diniz, que controlava antes a empresa. De acordo com a reportagem da revista, os pagamentos teriam sido feitos pelo GPA depois da vitória da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2010 e da indicação de Palocci à Casa Civil. A revista afirma que os pagamentos existiram para que Palocci ajudasse na fusão entre o grupo, então controlado pelo empresário Abílio Diniz, com as Casas Bahia. A nota do GPA diz ainda que, uma vez encerrada a análise dos fatos, a companhia voltará a informar ao mercado e, se for o caso, às autoridades.

Pagamento de propina virou sistemático em 2007, diz executivo da Camargo Corrêa

O vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, afirmou em sua delação premiada, nos processos da Operação Lava Jato, que o esquema de corrupção e pagamento de propinas em troca de contratos na Petrobrás passou a ser sistemático a partir de 2007. “A partir de 2007 se instalou uma sistemática de pagamentos de propina pela Camargo Corrêa em favor da Diretoria de Serviços e de Abastecimento da Petrobrás, por conta de cada contrato firmado entre a construtora e a estatal”, afirmou Leite, em um dos termos de delação tomados pela força-tarefa da Lava Jato, entre os dias 6 e 13 de março. Com 32 contratos fechados com a estatal, Leite apontou que em dez deles houve corrupção. O pagamento era a garantia de que representantes da Camargo Corrêa seriam recebidos pelos diretores e que a empreiteira não seria prejudicada em suas contratações. A afirmação do vice-presidente da Camargo Corrêa confirma o que disse outro executivo que aceitou fazer delação premiada, Augusto Ribeiro Mendonça, da Setal Engenharia e Toyo Setal, no ano passado. Ele havia apontado atuação efetiva do cartel de forma sistematizada a partir de 2007. Leite afirmou que entre 2007 e 2012 foram pagos R$ 110 milhões referentes a dez contratos assinados com as diretorias de Serviços e Abastecimento – braços do PT e do PP, respectivamente, no esquema de corrupção desbaratado pela Lava Jato. Um dos medalhões da área de Óleo e Gás da Camargo Corrêa – que mantém relações institucionais com a Petrobrás – Leite especificou que além das obras nas refinarias Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Henrique Lage (Revap), em São Paulo, já sob apuração, houve esquema em outras obras. Listou a ampliação de um oleoduto entre São Sebastião e Cubatão (OSBAT 24), em São Paulo; a Usina Termo Elétrica Ezébio Rocha em Cubatão, Gasoduto Caraguatatuba-Taubaté (SP), uma unidade de tratamento de gás em Caraguatatuba e obras da sede administrativa em Vitória (ES). “Esses contratos geravam uma obrigação contra a Camargo Corrêa no sentido de que a construtora pagasse vantagens indevidas às diretorias”, registraram Ministério Público Federal e Polícia Federal no termo 1, prestado pelo vice-presidente da Camargo Corrêa, no dia 6 de março. “Eram cobrados percentuais sobre o valor dos contratos, sendo que 1% para a área de Serviços e, quando fosse da área de Abastecimento, mais 1% para a área”, explicou Leite. Questionados pelos investigadores da Lava Jato, o vice-presidente da empreiteira confirmou que o que chama de “compromissos e obrigações” eram “solicitações de vantagens indevidas (‘propinas’)”, que partiam da áreas de Serviços, cujo diretor era Renato Duque – preso em Curitiba -, e de Abastecimento, cujo diretor era Paulo Roberto Costa – delator e em prisão domiciliar. Parte dos termos de delação foi anexada aos processos criminais da Lava Jato de primeira instância – sem sigilo – nesta sexta-feira. Presos em 14 de novembro de 2014, Leite e o presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, cumprem pena em regime domiciliar, desde o começo do mês, após os acordos. Eles concordaram em pagar multa de R$ 5 milhões, cada um. Questionado pelos investigadores da Lava Jato os motivos que levavam a Camargo Corrêa a efetuar os pagamentos, Leite explicou que a corrupção “era fundamental para o relacionamento com a Petrobrás”. “Senão não eramos sequer recebidos pelos diretores e para que futuras discordâncias com relação ao andamento do contrato fossem corretamente apuradas, sem eventual penalidade ou desequilíbrio". O executivo foi enfático ao afirmar que “caso a Camargo Corrêa não pagasse a propina, isso poderia impactar no não recebimento de valores contratados e no não reconhecimento de novos valores devidos, refletidos diretamente no aspecto financeiro da construtora”. Por isso, Leite diz que em “nenhum momento a Camargo Corrêa deixou de efetivar os pagamentos de propina, embora sempre os atrasasse”: “Dificilmente a Camargo Corrêa honraria as obrigações. A dívida das propinas somente aumentava por conta das obras estarem em execução". Leite e Avancini são réus por corrupção ativa, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Um terceiro dirigente da Camargo Corrêa, João Ricardo Auller, presidente do Conselho de Administração, também está preso na Polícia Federal pela mesma acusação. Mas ele ficou de fora do acordo. Ao ser peguntado qual era o benefício da empreiteira, Leite disse que “efetuando os pagamentos de propina a construtora se matinha no mercado e tornava-se mais fácil ‘performar’, isso é, atingir o resultado desejado na fase de execução”.

Empreiteiro Ricardo Pessoa, chefe do Clube do Bilhão, recebeu ameaças de morte na cadeia do Paraná; se falar, morre

Bandidos que a Polícia Federal tenta identificar desde a semana passada, enviaram três cartas ameaçadoras para o presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, fazendo-se passar por "sobrinhos" do chefe do cartel da Petrobrás. Ricardo Pessoa está para o escândalo do Petrolão como o maçarico está para um barril de pólvora, avisa a revista Veja, que esta semana denuncia as ameaças e publica os fac similes dos envelopes e de trechos das cartas, endereçadas da região do ABC e de São Paulo. Os remetentes foram falsamente atribuidos aos donos da Engevix, preso com o empreiteiro, e da Camargo Corrêa, que fez delação premiada e cumpre prisão domiciliar. As ameaças visam intimidar o empreiteiro, já que ele está novamente prestes a falar tudo que sabe. E ele sabe muito, porque era o chefe do cartel. O próprio destinatário entregou as cartas para a polícia, temendo pela vida. Em fevereiro, quando esteve na iminência de fazer delação premiada, o próprio ministro da Justiça chamou os advogados da UTC para avisar que o governo resolveria em seguida os problemas das empreiteiras. Na ocasião, o governo ficou em pânico com revelações de Ricardo Pessoa para Veja: 
- Em 2014, repassei R$ 30 milhões para o PT e a campanha de Dilma.
- Ajudei José Dirceu a ´pagar despesas pessoais por meio da simulação de pagamentos por contratos de consultoria.
- O tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, está preocupadíssimo, já que todas as empreiteiras acusadas de esquema criminoso doaram para a campanha.
Agora as pressões voltaram, já que o dono da UTC promete falar para os federais. Se falar, o dono do Clube do Bilhão chegará diretamente ao gabinete de Dilma e até a sala de Lula.
Nas cartas que recebeu, as ameaças são veladas:
- Titio, me ajude a resolver esse quebra-cabeça, peça a ajuda de seus novos amigos doentes. Eu também já estive doente, fiz uma cirurgia e saí vivo. E a clínica ainda está aberta.
A linguagem e a letra imitam autoria de criança, mas ficou claro para Ricardo Pessoa que as ameaças contidas nas cartas fazem referências até a hábitos pessoais que só investigadores poderiam levantar.

Ela "pedalou" o nosso PIB: primeiro trimestre pode ter queda de 3,5%!

Projeções de bancos e consultorias vão de 1,2% a 3,5% de recuo em relação ao mesmo período do ano passado; se o número mais pessimista se confirmar, será a maior queda desde o primeiro trimestre de 1992, no governo de Fernando Collor de Mello. As previsões econômicas para o primeiro trimestre indicam que o desempenho da economia brasileira foi muito pior do que o esperado. A rápida deterioração dos indicadores econômicos pode ter levado o Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todas as riquezas produzidas no País - a ter a maior queda trimestral em duas décadas. Nas projeções de bancos e consultorias, a economia deve ter uma retração de 1,2% a 3,5% entre janeiro e março na comparação com o mesmo período de 2014. Se o resultado mais pessimista for confirmado, será a mais brusca queda trimestral do PIB em bases anuais desde o primeiro trimestre de 1992. Naquela época, com o País envolvido nas denúncias de corrupção que tirariam do poder o presidente Fernando Collor de Mello, a economia brasileira encolheu 3,2% (ver quadro). Na sexta-feira, 17, o diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alejandro Werner, disse, em Washington, que o Brasil está passando pela mais séria desaceleração da economia desde o começo dos anos 90. “Embora faltem alguns dados econômicos de março, todos os indicadores mostram um comportamento bastante negativo no primeiro trimestre”, afirma Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria Integrada. Ela estima uma retração de 3,5% no primeiro trimestre ante o mesmo período de 2014. Há uma combinação perversa que tem levado a essa retração: a economia brasileira enfrenta um duro ajuste fiscal, a inflação está elevada - em abril, o IPCA-15 chegou a 8,22% em 12 meses, nível mais alto desde janeiro de 2004 -, o mercado de trabalho começou a dar sinais de piora, o investimento se tornou anêmico e o desempenho da indústria e dos serviços piorou. O que já era ruim foi agravado pelos desdobramentos da Operação Lava Jato, que investiga contratos da Petrobrás e levou grandes construtoras à recuperação judicial, agravando o cenário do emprego. “Os problemas da Petrobrás e de toda a cadeia da construção pesada dão um quadro dramático para a economia brasileira no primeiro trimestre”, diz Julio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Na avaliação dele, a economia pode ter recuado mais de 3% no primeiro trimestre: “Espera-se que o ajuste beneficie as expectativas lá na frente, mas ele deixa o crescimento ainda mais deprimido à medida que reduz o poder de compra da população com o aumento de impostos e promove o corte de gastos". O tamanho da piora econômica pode ser mensurado pelo setor de serviços. Em fevereiro, a receita nominal do setor cresceu apenas 0,8% na comparação com o mesmo mês de 2014, segundo o IBGE. Foi o menor avanço registrado desde o início da série histórica, em janeiro de 2012. “O encolhimento do setor de serviços é a grande novidade”, diz o diretor de Pesquisas da GO Associados, Fabio Silveira. Para o primeiro trimestre deste ano, ele projeta retração de 2,5% no PIB em relação a igual período de 2014. O setor de serviços costumava ter uma inércia que atenuava a retração da atividade, mas agora não é possível contar com esse motor para retomar o crescimento da economia brasileira. “Além da desaceleração da indústria, estamos vendo na parte de serviços uma piora que não era comum no passado recente. O desempenho mais negativo ocorre tanto na parte de comércio como na de serviços ligados à indústria, transporte, e prestados à família”, diz Rodrigo Miyamoto, economista do Itaú. O banco projeta uma retração de 1,9% entre janeiro e março na comparação com o primeiro trimestre de 2014. Na avaliação do diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, o primeiro trimestre foi marcado por uma queda acentuada do consumo das famílias e uma forte retração dos investimentos, afetados pela construção civil e pela produção de bens de capital. Do lado da oferta, o PIB industrial deve mostrar estabilidade em relação ao trimestre anterior, enquanto o de setor de serviços deve seguir o comportamento do consumo das famílias, com queda de 1%. “Os dados recentes de atividade apontam para uma desaceleração profunda da economia brasileira nesse primeiro semestre”, diz Barros. Ele projeta queda do PIB de 2,1% no primeiro trimestre em relação a igual período de 2014. A piora apurada no setor de serviços ampliou a expectativa de retração da economia e turvou o cenário para os próximos meses, segundo Thiago Biscuola, economista da RC Consultores - a consultoria prevê uma queda de 1,2% do PIB no primeiro trimestre. “O cenário deve piorar”, afirma. Barros acredita que a retração do primeiro trimestre deverá ser seguida por outra mais intensa no segundo trimestre, que, na projeção dele, deve marcar o pior momento do desempenho do PIB no ano. A avaliação de piora no quadro econômico no segundo trimestre é compartilhada por Silveira, da GO: “Será um primeiro semestre doloroso".

Estado Islâmico divulga vídeo que mostra a execução de cristãos etíopes

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) publicou neste domingo (19) um vídeo com imagens de cerca de 30 homens, cristãos etíopes, sendo executados na Líbia. O vídeo, que tem 29 minutos de duração, foi postado em sites jihadistas e mostra um grupo de pelo menos 16 homens decapitados em uma praia e um outro grupo de 12 pessoas baleadas à morte em uma área de deserto. Eles são identificados como membros da "Igreja etíope inimiga".


A execução, segundo o vídeo, ocorreu em alguma parte do sudeste da Líbia, região conhecida tradicionalmente pelo nome de Fazan. Antes dos assassinatos, um homem vestido de preto falou em inglês — afirmando que o Estado Islâmico mantém uma batalha entre "a fé e a blasfêmia" e "a verdade e a falsidade" —, enquanto os outros algozes, um atrás de cada prisioneiro, aparecem completamente vestidos em trajes militares, e permanecem em silêncio. Todos estão mascarados. Em meados de fevereiro, o EI divulgou um vídeo que mostra a decapitação de 21 homens em uma praia, a maioria de confissão copta egípcia, com uma produção semelhante ao vídeo divulgado neste domingo. O EI controla áreas inteiras da Síria e do Iraque, onde proclamou um califado, em que multiplica assassinatos e execuções. Alguns desses atos são filmados em vídeo e transmitidos —como o deste domingo — como forma de propaganda para os jihadistas.

KEVIN KRIEGER ASSUMIRÁ LIDERANÇA DE FORTUNATI NA CÂMARA. ELE É TAMBÉM CANDIDATO À SUCESSÃO DO PREFEITO.

Será na quarta-feira a indicação do vereador do PP, Kevin Krieger, para a liderança do governo na Câmara de Porto Alegre. Ele substituirá Airto Ferronato, PSB. Kevin não quer disputar a reeleição no ano que vem, porque pretende apresentar-se pelo PP para a disputa sucessória de Fortunati.

Gravação contradiz versão da CGU sobre investigação

LEANDRO COLON - DE LONDRES
A contribuição do executivo britânico Jonathan Taylor para as investigações sobre os negócios da empresa holandesa SBM Offshore com a Petrobras no Brasil foi mais decisiva do que as autoridades brasileiras reconheceram nos últimos dias. Como a Folha revelou na terça-feira (14), Taylor, um ex-diretor da SBM, entregou a três funcionários da CGU (Controladoria-Geral da União) um dossiê completo sobre a relação entre as duas empresas durante a campanha eleitoral do ano passado. O órgão de controle interno do governo só abriu processo contra a SBM em novembro, após a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Ao justificar a demora, a Controladoria afirmou que precisava de tempo para analisar todas as informações e minimizou a contribuição de Taylor.


Mas uma gravação que registra o encontro do executivo com a CGU, obtida pela Folha, mostra que a Controladoria teve dificuldade para obter ajuda na Holanda e ainda não tinha nenhuma prova de corrupção vinda da Europa quando foi procurada por Taylor. A CGU abriu uma investigação sobre os negócios da SBM em abril. Taylor ofereceu seu dossiê ao governo em agosto e recebeu os funcionários brasileiros no Reino Unido no dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil. O executivo informou aos visitantes que o Ministério Público holandês achara havia quatro meses provas de que a SBM pagara propina para garantir contratos com a Petrobras. Os funcionários da Controladoria não tinham recebido a informação daquele país. "Os holandeses me disseram pessoalmente que propinas foram pagas pela SBM para funcionários da Petrobras. Eles não falaram isso para vocês?" - perguntou o executivo. Um dos funcionários da CGU respondeu: "Não, ainda não". Os brasileiros pareciam achar que as autoridades holandesas desconfiavam da CGU: "São promotores, mas são holandeses", explicou um dos funcionários: "A SBM é uma grande empresa holandesa. Acho que, como holandês, há uma preocupação com o que pode acontecer". De acordo com a gravação, o governo brasileiro também não tinha obtido nenhum tipo de colaboração da SBM até então. "Fomos para a Holanda, não foi uma conversa profunda, não saiu nada novo", disse um funcionário da CGU. Na sexta (17), a Controladoria admitiu à Folha que até hoje não recebeu da SBM ou das autoridades da Holanda nenhuma informação oficial sobre o assunto, e reconheceu que o dossiê fornecido por Taylor foi a única coisa que conseguiu da Europa. Em entrevista à Folha, o executivo britânico acusou o governo brasileiro de esperar a reeleição da presidente Dilma para abrir processo contra a SBM, evitando danos políticos que novas revelações sobre corrupção na Petrobras poderiam causar a Dilma. A CGU negou que tivesse agido por motivação política e afirmou que nenhum dos documentos fornecidos por Taylor foi usado para "embasar conclusões dos trabalhos" antes da abertura do processo contra a empresa holandesa. Na terça-feira, o chefe da CGU, Valdir Simão, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deram uma entrevista para rebater as acusações feitas por Taylor ao governo na entrevista à Folha. Ambos ressaltaram o fato de que a investigação da CGU foi aberta meses antes de Taylor aparecer e citaram os contatos feitos com o Ministério Público da Holanda e a SBM como exemplos de seu empenho para investigar o caso. "Fizemos várias reuniões entre a CGU e o MP da Holanda", disse Simão. "As providências no plano internacional foram inteiramente tomadas em junho de 2014, e já estávamos em pleno debate eleitoral", afirmou Cardozo. Taylor trabalhou por mais de oito anos para a SBM na Europa e é apontado pela empresa como responsável pelo vazamento de informações sobre o caso publicadas na Wikipedia em outubro de 2013. O vazamento lançou suspeitas sobre a atuação da SBM no Brasil e na África. Os documentos indicam que a empresa pagou US$ 139 milhões ao lobista brasileiro Julio Faerman para que ele a ajudasse a obter contratos na Petrobras. O dossiê entregue por Taylor às autoridades brasileiras inclui contratos e mensagens eletrônicas do lobista, apontado como o operador que distribuiu a propina a políticos e funcionários da estatal. Em 12 de novembro, o Ministério Público da Holanda confirmou que encontrara provas de corrupção nos negócios da SBM no Brasil e anunciou um acordo com a empresa, pelo qual ela aceitou pagar multa de US$ 240 milhões para encerrar o caso. Horas depois, a CGU anunciou que decidira abrir processo contra a empresa. No encontro em que tomaram o depoimento de Taylor, em outubro, os funcionários brasileiros disseram ao executivo que levariam mais três ou quatro meses para fazer isso. A CGU afirmou na semana passada que Taylor pediu uma recompensa financeira em troca de sua colaboração. A gravação do encontro mostra que, antes de perguntar se isso seria possível, o executivo disse que continuaria colaborando "inteiramente", independentemente da resposta. 

MINISTRO AUGUSTO NARDES DIZ QUE A PETISTA DILMA DEVE SER RESPONSABILIZADA PESSOALMENTE PELAS PEDALADAS FISCAIS DO MANDRAKE ARNO AUGUSTIN, É CASO DE IMPEACHMENT

O jornal O Globo ouviu no sábado, em Comandatuba, Bahia, o ministro do Tribunal de Contas da União, o gaúcho Augusto Nardes, que afirmou que a presidente Dilma Rousseff pode ser responsabilizada legalmente pelas "pedaladas" nas contas do governo. Nardes considera ainda que caso o governo entre com recursos contra o relatório do TCU, eles terão caráter protelatório, apenas para retardar o julgamento pelo colegiado. Se o caso for a decisão final contra Dilma, a presidente tomará impeachment. "Existem várias situações de ilegalidade em relação às pedaladas. Já no ano passado havíamos encontrado uma situação muito crítica pelo fato de o Ministério da Fazenda não ter contabilizado algumas operações. E agora constatamos que houve uma série de empréstimos feitos pela Caixa Econômica Federal e outras instituições que somam mais de R$ 40 bilhões sem uma sustentação legal", afirmou Nardes, que participa do 14º Fórum de Comandatuba, promovido pelo empresário João Dória Jr. As "pedaladas fiscais" fazem parte do repertório do Mandrake petista gaúcho Arno Augustin, ex-chefe do Tesouro Nacional, um membro do partido revolucionário trtotskista clandestino DS (Democracia Socialista), que parasita o corpo do PT. Esse é o modo tradicional dos trotskistas da DS de conduzirem política econômica. Foi repetido também no governo do peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro. O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), o petista Luís Inácio Adams, rebateu as declarações de Nardes. Ele disse ao GLOBO que o recurso não é protelatório e negou novamente que a presidente DIlma Rousseff possa ser responsabilizada pelo caso. Segundo Adams, o recurso tem por objetivo levantar elementos que afastarão o entendimento de que houve irregularidades. "O que nós fizemos é que entendemos que existe uma necessidade de se submeter esse processo, essa análise ao contraditório, inclusive admitindo a própria mudança de compreensão do TCU sobre o tema com os elementos que vão ser apresentados", explicou Adams, negando também eventual crime de responsabilidade pela presidente: "Não existe nenhum elemento fático que aponte ou indique que envolva a atuação pessoal da presidente. Para atribuir esse tipo de coisa tem que haver esse tipo de situação. Agora o debate do TCU vai ser aprofundado ainda. Nesse aprofundamento, vamos levar esses elementos inclusive para afastar a própria configuração dessa compreensão". Na sexta-feira, Adams e o ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, já tinha dado uma entrevista coletiva para defender a presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, frisaram que ela não é "imputável" na decisão do TCU. Na sexta-feira, a presidente Dilma ordenou que o ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo; o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e o procurador-geral do Banco Central, dessem entrevista para contrapor o argumento. Cardozo chegou a classificar a proposta de impeachment, ventilada pela oposição, de "patética" e de "desespero compulsivo". Dezessete pessoas, entre ministros e autoridades, serão ouvidos para determinar responsabilidades pela manobra fiscal. A expectativa é que o relatório sobre as contas seja concluído em junho. As contas são referentes ao último ano do primeiro mandato de Dilma. Caso ela seja apontada como responsável pela pedalada, a oposição estuda entrar com um pedido de impeachment contra a presidente.

SENADORES DO PDT ARTICULAM DESEMBARQUE DA BASE GOVERNISTA

Há seguras informações de que os seis senadores do PDT articulam o desembarque em bloco da base do governo petista no Congresso Nacional. Há pequena resistência, a única, de Acir Gurgacz, o líder, de Roraima. Os outros senadores já estão decididos: Lasier Martins (RS), Cristovam Buarque (DF), Regufe (DF) e Telmário Mota (Roraima).

sábado, 18 de abril de 2015

Baiano evita receber família na prisão, para escapar das pressões da delação premiada

baiano
Baiano: família pede, mas operador não adere à delação
Fernando Baiano, o operador do PMDB na Petrobras, proibiu os advogados de defesa de levarem sua mulher para visitá-lo na carceragem em Curitiba. Ela insiste que o marido tem que fechar o acordo de delação premiada para sair da prisão. Baiano, por enquanto, resiste ao apelo dela e da família. Por Lauro Jardim

Denúncia ignorada

PRC
PRC: denúncia desde 2009
Por que os procuradores do Paraná conseguiram desmantelar o esquema de corrupção da Petrobras e os investigadores do Rio de Janeiro, sede da estatal, nunca avançaram? O que foi feito com uma carta anônima entregue ao Ministério Público Federal do Rio no dia 17 de fevereiro de 2009 pode ser a resposta. O documento de 11 páginas denunciava em detalhes a roubalheira em curso na diretoria de Abastecimento, então comandada por Paulo Roberto Costa. Tudo foi comprovado pela operação Lava-Jato cinco anos depois. No Rio, nenhum inquérito levou o caso adiante. Por Lauro Jardim

Dilma pode ter que demitir funcionários públicos por "pedaladas" fiscais, afirma TCU


O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, afirmou neste sábado (18) que a presidente Dilma Rousseff pode ser responsabilizada pelas manobras fiscais feitas pelo governo para arrumar suas contas no ano passado, conhecidas como "pedaladas" fiscais. "Poderá, sim, ser responsabilizada a presidente, se ficar comprovado. Vai depender do relator e dos depoimentos dos 17 ministros e autoridades envolvidos", declarou o ministro, que participa do 14º Fórum de Comandatuba, na Bahia. Nardes, que é relator das contas de Dilma em 2014, disse que os recursos apresentados pelo governo contra a decisão do TCU que considerou as "pedaladas" irregulares são "manobras para tentar adiar a decisão" do tribunal. Segundo o ministro, não haverá prorrogação do prazo para ouvir as explicações de 17 autoridades envolvidas no caso. "Os embargos fazem parte do jogo democrático e portanto nós vamos analisar os recursos. Mas vamos fazer todo o possível e, por isso, demos 30 dias de prazo improrrogáveis", disse Nardes.  O ministro afirmou que, apesar dos recursos, mantém para 17 de junho a previsão de apresentação de seu relatório sobre as contas de 2014 de Dilma. Ele pretende usar nesta análise os dados sobre o processo das "pedaladas" fiscais. Com essas manobras, o Tesouro segurou repasses de R$ 40 bilhões devidos a bancos oficiais que executam programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida e pagam benefícios sociais como o seguro-desemprego. Nardes classificou como "um absurdo" a decisão do governo de não contabilizar determinadas despesas e acrescentou que as manobras podem obrigar a União a fazer cortes na máquina pública no curto prazo. "Se nós não crescermos acima de 4% ou 5%, se o País continuar crescendo 0,1% ou 0,2%, talvez em cinco anos tenhamos de fazer cortes de salários de boa parte da estrutura do Estado brasileiro, como aconteceu com Espanha, Grécia e Portugal", declarou.

Época disseca o cadáver Palocci.


Em 3 de dezembro de 2010, a petista Dilma Rousseff, eleita havia poucas semanas para seu primeiro mandato como presidente da República, mandou anunciar o nome do ministro mais poderoso de seu governo. Dali a dias, Antonio Palocci – ex-ministro da Fazenda, ex-deputado federal, ex-prefeito de Ribeirão Preto e hoje alvo ilustre da Operação Lava Jato – assumiria a chefia da Casa Civil. Era a improvável ressurreição política de Palocci, ceifado do governo Lula anos antes, quando, após resistir a toda sorte de acusações de corrupção, acabou por não resistir ao escândalo da quebra dos sigilos do caseiro Francenildo. Perdeu o cargo, mas não a influência. Palocci ressurgiu na eleição de Dilma. Coordenou a campanha e atuou como arrecadador informal da petista, ao lado do tesoureiro do PT, João Vaccari, hoje preso. A nomeação para a Casa Civil, na qual sucederia a Erenice Guerra, premiava seus bons serviços na campanha. Nas palavras de Dilma, Palocci fora “um dos artífices da jornada vitoriosa” que a elegera. Estava claro quem mandaria em Brasília no terceiro mandato petista. No mesmo dia do anúncio, Palocci recebeu R$ 1 milhão do escritório do criminalista Márcio Thomaz Bastos, segundo documentos da empresa do petista, em poder do Ministério Público Federal e obtidos por ÉPOCA. MTB, como era conhecido o advogado, morreu no ano passado. Em 2010, após uma longa passagem pelo Ministério da Justiça do governo Lula, na qual fez muitas tabelinhas com Palocci, resistia como principal conselheiro jurídico da cúpula do PT. O dinheiro foi repassado sem que houvesse sequer contrato formal. Era um contrato de boca. Duas semanas depois, Palocci recebeu mais R$ 1 milhão de MTB. Os R$ 2 milhões somavam-se aos R$ 3,5 milhões repassados durante a campanha e a pré-campanha de Dilma. No total, 11 pagamentos. Sempre sem contrato. Sempre em valores redondos – R$ 500 mil, no auge das eleições, e R$ 250 mil, antes. Sempre depositados, segundo o próprio Palocci, na conta da Projeto, a empresa de consultoria criada por ele após deixar o governo Lula. No dia em que foi anunciado como ministro de Dilma, Palocci recebeu R$ 1 milhão em sua consultoria. Qual a origem do dinheiro? O Pão de Açúcar, dizem os advogados de Palocci e do escritório de MTB. Por que o Pão de Açúcar pagaria uma pequena fortuna a Palocci? Para que o petista, um médico sanitarista que passava aqueles dias de 2010 na intensa faina de uma campanha presidencial, ajudasse na fusão entre o grupo de Abilio Diniz e as Casas Bahia. Não se sabe como Palocci poderia ser tão valioso numa negociação dessa natureza – nem por qual razão o Pão de Açúcar não o contratara diretamente. Mas ele prestou algum serviço? A renomada consultoria Estáter, contratada de forma exclusiva pelo Pão de Açúcar para tocar a fusão, informou ao Ministério Público Federal que, por óbvio, não – Palocci não prestou qualquer serviço, o que despertou suspeitas entre os investigadores. Fontes que participaram das negociações confirmaram a ÉPOCA que Palocci não participou de qualquer reunião, conversa informal ou troca de e-mails durante o negócio. Em ofício ao Ministério Público Federal, o Pão de Açúcar disse que “em função da relação de confiança desenvolvida” é comum que os “serviços de assessoria jurídica sejam contratados de modo mais informal”. Palocci não é advogado. Procurado por ÉPOCA, o Pão de Açúcar informou que não vai se pronunciar. Palocci não tardou a cair novamente. Pouco após assumir a Casa Civil, o jornal Folha de S.Paulo revelou que ele comprara um apartamento avaliado em R$ 6,6 milhões, antes de voltar a Brasília. Palocci, que não tem herança e sempre foi político, se recusou a explicar a origem do dinheiro. Disse apenas que provinha dos clientes que contratavam a Projeto, sua empresa de consultoria. Preferiu deixar a Casa Civil a revelar os nomes deles – e a declinar para que fora exatamente contratado. Agora, ÉPOCA teve acesso a documentos internos da empresa de Palocci, a uma investigação sigilosa do Ministério Público Federal sobre ela e a uma lista com 30 nomes de empresas que pagaram o ex-ministro. Os papéis oficiais, assim como a investigação dos procuradores, revelam que a prosperidade da empresa de Palocci coincidiu com o momento em que ele assumiu as tarefas de coordenar a campanha de Dilma – e de arrecadar para ela. Em 2010, Palocci recebeu, ao menos, R$ 12 milhões em pagamentos considerados suspeitos pelo Ministério Público Federal. Além dos pagamentos do escritório de Márcio Thomaz Bastos, supostamente em nome do Pão de Açúcar, os procuradores avaliaram como suspeitos os pagamentos do frigorífico JBS e da concessionária Caoa. Eles somam R$ 6,5 milhões. São suspeitos porque, na visão do Ministério Público Federal, Palocci, mesmo depois de ouvido, não conseguiu comprovar que prestou serviços às empresas – ou foi desmentido por quem estava envolvido, como no caso da consultoria Estáter e do Pão de Açúcar. Ademais, para o Ministério Público Federal, a inexistência de contratos para muitos dos pagamentos reforça os indícios de que as consultorias foram, na verdade, de fachada. Por que grandes empresas gastaram tanto com Palocci? E qual o destino final do dinheiro? Ninguém sabe ainda. A investigação à qual ÉPOCA teve acesso corre em Brasília, mas será requisitada por procuradores que trabalham nos dois maiores casos de corrupção sob investigação no País: a Lava Jato. No Petrolão, a Procuradoria-Geral da República abriu inquérito para apurar a acusação de que o petista arrecadou R$ 2 milhões – para a mesma campanha de Dilma em 2010. A denúncia foi feita pelo delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Como Palocci não tem foro privilegiado, o processo contra ele corre no Paraná, sob a guarda do juiz Sergio Moro. Com base no trabalho dos procuradores de Brasília, a Força-Tarefa de Curitiba espera avançar mais rapidamente no rastro do dinheiro que circulou pelas contas associadas ao ex-ministro. Eles preparam o pedido de quebra dos sigilos de Palocci, entre outras medidas.


O procurador da República Frederico Paiva, responsável pela investigação e coordenador do núcleo de combate à corrupção no Distrito Federal, não quis dar entrevista, porque o caso corre sob sigilo. Com o avanço em Palocci, que também está sob investigação em outras frentes da Lava Jato, a Força-Tarefa do Paraná atinge a tríade responsável pela arrecadação de dinheiro no PT desde a queda de Delúbio Soares. Além de Palocci, a tarefa cabia ao ex-ministro José Dirceu e ao tesoureiro João Vaccari. No caso de Vaccari, já preso, as evidências de participação no esquema são abundantes. Os procuradores também abriram uma investigação específica para José Dirceu. À semelhança de Palocci, Dirceu enriqueceu como consultor, após sair do governo em desgraça. Ele é suspeito de forjar contratos de consultoria para receber propina das empreiteiras. Ele e as empresas negam. No total, José Dirceu recebeu como consultor pouco mais de R$ 29 milhões entre 2006 e 2013. “Uma das principais sistemáticas para o pagamento de propina para agentes públicos era justamente a celebração de contratos simulados com empresas de consultoria. Há suspeita de que a JD assessoria tenha sido utilizada para essa finalidade”, escreveram os procuradores ao pedir a quebra de sigilo da empresa de José Dirceu. O ano de 2010, quando Dilma foi eleita, também foi próspero para o petista. Sua empresa de consultoria faturou R$ 7,2 milhões. Para os procuradores, as operações de José Dirceu e Antonio Palocci são siamesas no método e, suspeitam, na finalidade. Há uma proliferação de consultorias petistas. Também preso na Operação Lava Jato, o ex-deputado André Vargas é mais um deles. Valeu-se de contratos de consultoria de fachada para ganhar dinheiro. Por meio da empresa Limiar, ele recebeu R$ 200 mil da JBS em agosto de 2010, às vésperas da eleição. Questionada sobre o repasse, a empresa afirmou que contratou em 2010 os serviços de “consultoria de marketing” prestados por Vargas, técnico de nível médio em administração de empresas. Não colou. No despacho que decretou a prisão de Vargas, o juiz Sergio Moro disse que “há prova de que a empresa teria recebido remuneração por serviços não prestados”. Segundo os documentos obtidos por ÉPOCA, a consultoria de Palocci recebeu R$ 2 milhões da JBS entre 2009 e 2010. É um caso para lá de estranho: embora Palocci tenha admitido que recebeu da JBS, a JBS informou a ÉPOCA, por e-mail, que nunca teve qualquer negócio com o petista. Em 2010, a JBS foi a campeã de doações oficiais à campanha de Dilma, com R$ 13 milhões – foram quase R$ 70 milhões em 2014. No caso de Palocci, a JBS fez sete depósitos em cinco meses. Os pagamentos se dividiram em dois de R$ 250 mil e outros cinco de R$ 300 mil, segundo notas fiscais obtidas pela reportagem. Embora a JBS negue, a justificativa para esses pagamentos está num contrato com metas e tarefas inverossímeis para um consultor como Palocci. O contrato foi assinado antes da eleição, no dia 1º de julho de 2009. Previa o assessoramento do ex-ministro na aquisição que a JBS faria nos Estados Unidos da multinacional Pilgrims Pride, segunda maior produtora de aves do mundo. A JBS fechou o negócio logo depois, em 16 de setembro daquele ano. Aos procuradores, Palocci descreveu os serviços que a JBS diz não ter contratado: “Apoio decisório que passa pela análise das perspectivas do mercado de carnes de frango nos mercados americano e global e pela avaliação do valor de mercado da companhia e as sinergias passíveis de serem auferidas com a globalização do grupo em outras áreas de proteína animal, além da carne bovina”. Mesmo que Palocci entendesse profundamente do mercado avícola americano e global, um documento enviado ao BNDES pela dona da Friboi em 5 de agosto daquele ano – um mês, portanto, após a contratação de Palocci – põe ainda mais em dúvida a veracidade dos serviços, segundo o Ministério Público Federal. Na nota técnica AMC/DEPAC 028/2010, a que ÉPOCA teve acesso, a JBS informa ao BNDES que “já estava em fase adiantada de negociação com a Pilgrims”. O próprio dono da JBS, o empresário Joesley Batista, que já era dono nos Estados Unidos da multinacional Swift, disse, em outubro daquele ano: “Começamos a negociar com a Pilgrims Pride há um ano, antes que pedisse concordata”. Dez meses antes, portanto, da assinatura do contrato com Palocci. Nele, aliás, Palocci assinalou que ajudaria a JBS “no processo de negociação” e na “avaliação do empreendimento”. Executivos envolvidos nessa negociação disseram a ÉPOCA que a JBS foi assessorada por uma equipe de cerca de 20 especialistas em fusões e aquisições, formada por representantes dos bancos JP Morgan e Santander – e de dois tradicionais escritórios de advocacia, o brasileiro Pinheiro Neto e o americano Shearman & Sterling. Segundo essas fontes, que pediram anonimato, Palocci em nenhum momento se agregou ao grupo ou foi mencionado como um dos analistas da operação comercial. É, portanto, o mesmo relato que se fez no caso de Marcio Thomaz Bastos e do Pão de Açúcar. Palocci, portanto, nada fez? Não há certeza, novamente. Mas, em setembro de 2009, dois meses depois da contratação do petista, a JBS anunciou a aquisição do frigorífico brasileiro Bertin e da americana Pilgrim’s Pride numa só tacada. Para fechar o negócio com a Pilgrim’s, a JBS contou com o apoio do BNDES, que, segundo suspeita o Ministério Público Federal, só topou financiar essa aquisição internacional se a companhia adquirisse o endividado Bertin. Assim foi feito. Em dezembro, o banco adquiriu R$ 3,47 bilhões em debêntures (papéis de dívida) do frigorífico Bertin. Um mês depois, Palocci emitiu sua última nota de consultoria para a JBS, no valor de R$ 300 mil. O financiamento da operação do banco estatal desencadeou uma investigação em andamento no Ministério Público Federal no Rio de Janeiro. O BNDES se recusa a fornecer informações sobre a operação de financiamento da JBS.


Meses depois, em 1º de julho de 2010, já no auge de suas atividades na campanha, Palocci fechou um contrato com a rede de concessionária de automóveis Caoa. No papel, o petista foi contratado para ajudar o empresário Carlos Alberto Oliveira Andrade, dono do grupo automotivo, na avaliação de oportunidades de negócios com a China e na ampliação de produção de veículos. Palocci deveria ajudar a explorar uma nova marca e uma nova linha de veículos com preços competitivos em relação às montadoras chinesas que estavam chegando ao Brasil. O ex-ministro foi então recrutado para negociar uma parceria com a Great Wall, maior fabricante de utilitários esportivos da China, e a BYD, fabricante chinesa de carros elétricos. Novamente: era isso que o contrato previa. Nele, consta a definição do que seria o serviço. Há expressões como “no intuito de analisar e assessorar a concretização de investimentos em projetos na área de produção” e procurar “definição de investimento em nova planta”. Conforme o próprio grupo Caoa admitiu, as consultorias de Palocci não vingaram – nenhum acordo relevante foi fechado. Mesmo assim, o ex-ministro levou uma bolada. De julho a dezembro de 2010, ele recebeu da Caoa R$ 4,5 milhões. Durante o período em que o ex-ministro era seu consultor, o grupo Caoa pleiteava no Congresso a aprovação da Medida Provisória 512, que estendeu até 2020 as isenções fiscais para montadoras do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País – a Caoa tem uma fábrica da Hyundai em Goiás. Sem a medida, o benefício se encerraria em janeiro de 2011. A MP foi transformada em lei em abril de 2011, quando Palocci era chefe da Casa Civil. O grupo Caoa afirmou: “Não temos e nunca tivemos nada com a consultoria do Palocci. O grupo não se manifesta sobre assuntos relativos a contratos privados e acrescenta que não possui parceria e nem contrato com nenhuma das duas empresas citadas”. Procurado, Palocci não quis falar. Pronunciou-se por meio de nota. “A empresa de consultoria Projeto não pode divulgar cláusulas e condições dos contratos que celebra com seus clientes, os quais se revestem de cláusula de confidencialidade, inclusive por conterem segredos comerciais das contratantes. Todas essas informações, todavia, estão – e sempre estiveram – à inteira disposição dos órgãos estatais de fiscalização e controle. Sobre os questionamentos formulados, esclarecemos que rigorosamente tudo o quanto se indagou já foi respondido ao Ministério Publico Federal, há tempos, inclusive com envio de todas as informações contratuais, contábeis, financeiras e tributárias – e a respectiva documentação –, as quais foram encaminhadas à Procuradoria da República no Distrito Federal, onde tramita, desde o ano de 2011, procedimento a respeito dos fatos e que se reveste de caráter sigiloso, que nada tem a ver com a Operação Lava Jato". A nota prossegue. “Afirmamos, categórica e peremptoriamente, que as atividades e recursos da Projeto não têm nem nunca tiveram qualquer relação com a referida campanha eleitoral ou com qualquer outra, como demonstra a documentação que se acha em poder do Ministério Público Federal, repita-se, desde o ano de 2011. Repudiamos, assim, com indignação, qualquer insinuação ou ilação gratuita nesse sentido. A despeito de a Projeto prestar serviços para empresas de diferentes ramos de atividade, Engevix e UTC jamais foram suas clientes. Nada obstante, no ano de 2006, depois de ter deixado o Ministério da Fazenda e antes da constituição da Projeto, Antonio Palocci Filho proferiu palestras, enquanto pessoa física, para diversas empresas, por solicitação dessas, uma das quais na UTC". Se Palocci teve, ao menos, 30 clientes, qual a natureza da relação do petista com as demais 27 empresas? Um exame dos pagamentos conhecidos e uma análise do Ministério Público Federal mostram que havia dois Paloccis à frente da Projeto. Um conseguia milhões de grandes empresas, sem, segundo o Ministério Público Federal, prestar qualquer serviço – é o caso de Marcio Thomaz Bastos e Pão de Açúcar, JBS e Caoa. O outro Palocci dava palestras e fazia análises de cenários, por valores muito mais modestos. Nesses casos, tudo indica que os serviços – as palestras e as análises de cenário político – foram prestados. Trata-se, portanto, de uma relação comercial corriqueira. Nesses casos, o valor de mercado do ex-ministro, quando contratado por uma grande empresa, é de R$ 30 mil a R$ 50 mil por mês. Nas palestras, a fatura não fica muito longe disso. Em 12 de novembro de 2013, Palocci fez uma palestra para um grupo de empresários, a convite do banco BR Partners. Cobrou R$ 30 mil. Como menciona em seu comunicado, Palocci fez palestra até para a UTC, empreiteira apontada como líder do cartel do Petrolão. Foi em 2006, logo após deixar o governo Lula. Cobrou R$ 27 mil. Procurada, a UTC disse que “foi efetuado pagamento registrado e tributado no valor de R$ 27 mil, compatível com o que era cobrado na época por palestrantes de primeira linha, caso do senhor Palocci”.

O arrecadador Palocci e seus 12 milhões de reais



Antonio Palocci, em 2010, quando era arrecadador da campanha de Dilma Rousseff, recebeu 12 milhões de reais em pagamentos suspeitos. As contas da empresa de Palocci, obtidas pela Época, colocam-no com um pé na cadeia porque, ouvido pelo Ministério Público Federal, ele não conseguiu comprovar que prestou serviços às empresas pagadoras. Três casos, em particular, chamaram a atenção dos procuradores:
1 – Márcio Thomaz Bastos deu 5,5 milhões de reais a Palocci. Os primeiros 3,5 milhões de reais foram-lhe repassados durante a campanha eleitoral. Os outros 2 milhões de reais ele recebeu depois de se tornar ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff. No total, foram 11 pagamentos, sempre em valores redondos, sempre sem contrato.
Antonio Palocci disse aos procuradores que ele foi remunerado por um trabalho para o Pão de Açúcar. O Pão de Açúcar desmentiu-o.
2 - Palocci recebeu 2 milhões de reais da JBS. Embora ele tenha admitido que recebeu da JBS, a JBS informou a Época, por e-mail, que nunca teve qualquer negócio com o petista.
Dois meses depois de contratar Palocci, porém, a JBS comprou o frigorífico Bertin, que estava praticamente quebrado, e ganhou 3,47 bilhões de reais do BNDES para poder financiar sua dívida.
O BNDES se recusa a fornecer informações sobre o caso, que está sendo investigado pelo Ministério Público Federal. Mas a suspeita é que Palocci tenha intermediado a transação.
3 – Durante a campanha eleitoral, Palocci ganhou 4,5 milhões de reais da Caoa, que tem uma montadora da Hyundai em Goiás.
O grupo queria obter isenções fiscais para sua fábrica. Foi o que conseguiu em 2011, quando Palocci já era ministro da Casa Civil.

Márcio Thomaz Bastos e o abismo moral brasileiro



O aspecto mais surpreendente das contas de Antonio Palocci obtidas pela revista Época são os 5,5 milhões de reais que lhe foram dados via Márcio Thomaz Bastos, morto no ano passado. Foram 3,5 milhões de reais durante a campanha eleitoral de Dilma Rousseff, em 2010, e outros 2 milhões depois que Antonio Palocci se tornou ministro-chefe da Casa Civil. Onze pagamentos redondos, sem qualquer formalidade. Todas as evidências indicam, portanto, que Márcio Thomaz Bastos era repassador de propinas. Que o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça funcionava como pit stop de bola para malandro. É um dos pontos mais baixos da história brasileira, tão pródiga em abismos morais.


PT CONVOCA MILITÂNCIA PARA "TEMPOS DE GUERRA" - É A ARMAÇÃO DO GOLPE DE ESTADO EM ANDAMENTO


Resolução da facção Articulação de Esquerda revela os planos do PT para o próximo Congresso Nacional do partido. Dividido em cinco tarefas, o documento batizado de “Um partido para tempos de guerra” define como “golpe” a crise de corrupção que engoliu o partido e ainda defende a “reocupação das ruas”. Segundo o documento petista, o objetivo máximo é “derrotar a direita, mesmo sem a ajuda do governo”. Segundo a Articulação, os protestos de 15 de março foram uma forma de “criminalizar o PT, os movimentos de esquerda, os sem-terra” etc. Para a facção, o PT deve lutar pela “mídia democrática” e “engajar e orientar seus quadros e militantes” a brigar pela imprensa monitorada. O documento admite que o PT foi incapaz de “retirar do grande capital” o controle da economia e da política. E convoca militantes para a briga. Mencionado sete vezes no documento do PT, Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara, é acusado de liderar a “ofensiva da direita”.

O HOSPÍCIO PETISTA – UMA RESOLUÇÃO ALOPRADA - PT EM DESESPERO PREPARANDO UM GOLPE DE ESTADO

O PT divulgou uma resolução absolutamente aloprada nesta sexta. Leiam abaixo a íntegra do documento. Aí está a evidência de por que não existe, para Dilma, saída virtuosa para a crise. Os delirantes do PT querem preparar um 24 de agosto para Dilma, tudo para preparar um retorno para si mesmos. Eles não aprenderam nada com Marx, especialmente aquela parte do 18 Brumário que fala da primeira vez como tragédia, e da repetição da história, a segunda vez, como farsa. Leia o documento delirante do Diretório Nacional do partido divulgado na noite desta sexta-feira. Tem contornos de preparação de um golpe de estado. 
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RESOLUÇÃO POLÍTICA
O País assiste há semanas uma escalada das forças conservadoras. Esse movimento, de profundo caráter reacionário, se estende das instituições à disputa das ruas, da batalha de ideias e informações à manipulação de investigações policiais, da agenda econômica aos direitos civis. Seu propósito é indisfarçavel: derrotar a administração da presidenta Dilma Rousseff, revogar conquistas históricas do povo brasileiro e destruir o Partido dos Trabalhadores.
Esta ofensiva engloba os interesses políticos e de classe dos setores que perderam o comando do Estado em sucessivas batalhas eleitorais desde 2002, mas agora rearticulados para interromper o processo de mudanças iniciado pelo ex presidente Lula. Para tanto, tentam impor seu programa ao governo e ao país, banir a esquerda como alternativa de poder e criminalizar os movimentos sociais.
A oposição de direita, liderada pelo PSDB, busca fundir sua tática à ação dos grupos reacionários de caráter extraparlamentar, responsáveis pela convocação das camadas mais abonadas à mobilização contra o mandato constitucional da presidenta Dilma Rousseff. Cada dia fica mais clara a intenção golpista dessa política, encarnada por politicos aventureiros e bacharéis de plantão, que ensaiam processo de impeachment sem qualquer base jurídica ou legal.
A maioria conservadora no parlamento empenha-se na aprovação de contra-reformas que retiram direitos dos trabalhadores, preservam mazelas do atual sistema político e impõem retrocesso a avanços com relação a direitos civis, políticos e sociais. Além do caráter regressivo dessas medidas, revela-se a intenção de emparedar o governo e deixá-lo de mãos atadas em momento de gravidade da situação nacional.
Importantes empresas de comunicação, que efetivamente exercem o monopólio da produção e veiculação de informações, ocupam a linha de frente da empreitada restauradora. Abertamente, comandam a onda reacionária, estimulam o terrorismo econômico, convocam a ocupação das ruas contra o governo e procuram criar clima de condenação moral contra o PT a partir de notícias distorcidas sobre investigações de corrupção na Petrobrás. Corrupção nunca dantes combatida como nos governos do PT, que deve ser enfrentada implacavelmente nos marcos do Estado de Direito, mas não de forma seletiva, facciosa e espetaculosa. Por isso é que também exigimos a mais ampla e transparente investigação dos episódios envolvendo o HSBC e a chamada Operação Zelotes, de combate à corrupção e à sonegação fiscal.
Não faz parte da nossa história, da nossa tradição democrática, de nossa ética pública e de nossa prática na democracia brasileira a convivência e a conivência com a corrupção. Se algum dirigente ou filiado praticou corrupção não foi em nome dos petistas. E, se comprovadamente algum filiado incorreu em corrupção será expulso.
O PT liderou entre 2003 e 2014 as maiores e mais importantes iniciativas no combate à corrupção na história brasileira mais recentemente a Presidenta Dilma sintetizou e propôs ao parlamento cinco novas propostas que buscam cercar a impunidade dos corruptos no Brasil. Daí porque o PT luta pelo fim do financiamento empresarial das eleições, que renova na base os circuitos da corrupção no Brasil.
Ao mesmo tempo que lutamos pelo fim do financiamento empresarial decidimos que os Diretórios Nacional, estaduais e municipais não mais receberão doações de empresas privadas, devendo essa decisão ser detalhada, regulamentada e referendada pelos delegados(as) ao 5º. Congresso Nacional do PT.
O Partido revitalizará a contribuição voluntária, individual dos filiados, filiadas, simpatizantes e amigos. Tais definições são coerentes com nosso Estatuto, segundo o qual “arrecadação básica e permanente do Partido é oriunda de seus próprios filiados”. Ao mesmo tempo, condizem também coerentemente com a nossa defesa de uma reforma política democrática que ponha fim à interferência do poder econômico nas decisões políticas.
A prisão do companheiro João Vaccari, nas condições em que ocorreu, demonstra que o clima de ódio e revanche envolve também fatias da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário. Vamos assistindo, aos poucos, a transformação de indispensável processo de apuração e punição, relativo a desvios na principal estatal brasileira, em espetáculo de atropelos legais, politicamente manipulado a serviço das forças antipetistas. Mais que tudo, conforma-se um embrião de estado de exceção, violador dos mais elementares direitos fundamentais, cuja existência indigna, enoja e ofende a consciência democrática do País. E, por isso mesmo, antes que prospere, exige resposta corajosa da nossa militância.
O Partido dos Trabalhadores, diante deste cenário, concentrará o melhor de suas energias para construir, ao lado de outras correntes progressistas, junto com movimentos do campo e da cidade, uma frente político-social para a defesa da democracia, das pautas dos trabalhadores e das reformas estruturais.
Um novo pacto do campo democrático-popular é indispensável para disputar as ruas e as instituições contra o bloco conservador.
O Partido dos Trabalhadores reafirma que o programa para a unidade popular deve ter como eixos básicos a reforma política, com proibição do financiamento empresarial de campanhas; com a firme defesa dos direitos humanos com a criminalização da homofobia e a rejeição da PEC 215, que versa sobre a transferência da FUNAI para o Legislativo da responsabilidade pela demarcação das terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação; bem como da PEC 371, que pretende reduzir a maioridade penal; a defesa da Petrobrás e do regime de partilha e de conteúdo nacional; a reforma tributária de caráter progressivo, com adoção de impostos crescentes sobre renda, patrimônio e
ganhos financeiros; a democratização dos meios de comunicação, com o restrição dos monopólios de mídia; a expansão da reforma agrária; uma reforma urbana, com investimentos em mobilidade, moradia e saneamento; a adoção de um amplo programa de ampliação e melhoria dos serviços públicos.
Diante da tramitação da contra-reforma política (PEC 352), o PT reafirma sua posição congressual – em defesa de uma Assembléia Constituinte Exclusiva e Soberana, do financiamento público exclusivo, do voto em lista com paridade de gênero e da participação popular – e de sua objeção à constitucionalização do financiamento empresarial.
O Partido dos Trabalhadores apoia o empenho da presidenta Dilma Rousseff para enfrentar os problemas fiscais do Estado brasileiro, mas considera vital que a política econômica esteja voltada para impedir que os efeitos desse ajuste recaiam sobre as costas dos trabalhadores e tenham caráter recessivo. O Diretório Nacional, nesse sentido, considera fundamental o mais amplo diálogo do governo com a sociedade (sobretudo com os movimentos sociais e centrais sindicais).
O DN também orienta nossas bancadas no Congresso Nacional, que já vêm trabalhando nessa direção, a ajudar no aprimoramento das medidas propostas pelo Ministério da Fazenda, a partir do princípio de que o custo de retificação das contas públicas deve ser assumido pelos mais ricos. A este respeito orientamos todas nossas bancadas nos estados e municípios a serem porta-vozes desta política.
O Partido dos Trabalhadores considera que a principal batalha da conjuntura é a que está sendo travada contra o Projeto de Lei nº 4330, que expande a terceirização do trabalho para todas atividades econômicas, e se constituiu em um dos principais núcleos da política neoliberal. Sua aprovação definitiva representaria o mais rude golpe contra a classe trabalhadora desde a consolidação dos direitos trabalhistas em 1943. O Diretório Nacional recomenda, assim, que os parlamentares petistas continuem seu trabalho de resistência contra essa medida, buscando unidade com representantes de outros partidos, para impedir a aprovação deste projeto de lei.
O Diretório Nacional também considera fundamental a ampliação da mobilização sindical e popular contra a terceirização, nas ruas e nas redes, até que a pressão seja suficiente para estabelecer nova relação de forças nas duas casas legislativas.
A militância petista, em suas entidades ou através dos diretórios partidários, nos locais de estudo e trabalho, deve participar ativamente da organização e realização de todas as jornadas de luta convocadas pela CUT e demais organizações sindicais. Sobretudo, o engajamento e participação no 1o. de Maio unificado em todo o País, em defesa dos direitos da classe trabalhadora e da democracia. É um momento de cada diretório e núcleo do PT se organizarem para realizar discussões sobre a conjuntura e preparar cada militante para o debate e ação política.
É também o momento da militância participar das conferencias nacionais convocadas pelo nosso governo.
O Diretório Nacional conclama a presidenta Dilma Rousseff a assumir o papel de liderança na campanha contra a terceirização, como já tem agido na disputa contra a redução da maioridade penal, ao mesmo tempo que recomenda o veto presidencial caso o projeto de lei 4330 venha a ser acolhido pelo parlamento.
O Partido dos Trabalhadores reafirma apoio firme e decidido ao governo da companheira Dilma Rousseff, ressaltando que continuará, dentro do gabinete de coalizão, a representar os interesses das camadas populares e suas aspirações por mudanças. O Diretório Nacional convoca todos os companheiros à enérgica mobilização contra os agrupamentos empenhados em virar a mesa do jogo democrático e regredir ao modelo neoliberal.
O Diretório Nacional, ciente da necessidade de uma profunda avaliação sobre a orientação política praticada desde o governo Lula e da urgência de uma ampla reflexão sobre os desafios para a continuidade das reformas, conclama todos os militantes e amigos do PT ao máximo empenho nos debates do 5º Congresso Nacional e a transformá-lo em um grande momento de reafirmação da identidade e do vigor do principal partido da esquerda brasileira.
São Paulo, 17 de abril de 2015
Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores”