sábado, 29 de agosto de 2015

A blindagem da VTPB

O pedido de providências de Gilmar Mendes sobre a VTPB, de 12 de maio, foi encaminhado a Rodrigo Janot na condição de PGE e de PGR. Mendes também cobrou medidas da Receita Federal, da Fazenda de São Paulo e do Coaf. O Coaf, num ofício secreto, alegou que só poderia fornecer informações sobre movimentação financeira atípica da VTPB no caso de instauração de procedimento investigativo e com autorização judicial. A Fazenda paulista alegou precisar de mais tempo para o aprofundamento das investigações devido ao grande volume de dados e a Receita Federal não respondeu. Gilmar Mendes também cobrou providências da Polícia Federal depois que surgiram indícios de que parte dos R$ 7,5 milhões doados pela UTC, de Ricardo Pessoa, foram usados para pagar os supostos serviços da VTPB. A PF até hoje não respondeu.

Técnicos do TSE apontaram irregularidades da VTPB

Se as denúncias feitas pelo Antagonista e outros órgãos de imprensa não foram suficientes para Janot abrir uma investigação sobre a VTPB, ele poderia ao menos ter considerado as irregularidades identificadas pela área técnica do TSE. Mesmo a análise feita sob pressão do curto prazo para a diplomação de Dilma encontrou diversos indícios de que algo não estava certo. Abaixo, valores divergentes de repasses à VTPB na campanha da petista.

"Gráfica fantasma" serviu ao PT e ao PSDB

Ao arquivar o pedido de providências de Gilmar Mendes, sem ao menos instaurar uma investigação preliminar, Rodrigo Janot privou os eleitores do PT, mas também do PSDB, de tirarem a dúvida sobre a licitude dos serviços prestados pela VTPB. Como o Antagonista denunciou em abril, com ampla repercussão em toda a mídia, a "gráfica fantasma" de Beckembauer Rivelino embolsou um total de R$ 27,9 milhões nas eleições de 2014. A maior parte (R$ 22,9 milhões) saiu da campanha de Dilma; outros R$ 3,5 milhões foram pagos pelos petistas Arlindo Chinaglia e Rui Costa. Outro R$ 1,1 milhão foi desembolsado pelas campanhas dos tucanos Aécio Neves (R$ 577 mil) e José Serra (R$ 521 mil). O restante do valor foi pulverizado em serviços a outros candidatos menores.

Joaquim Barbosa diz que TCU é um playground de políticos fracassados e sem estatura para desencadear impeachment


O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, disse, neste sábado, 29, que não acredita que o Tribunal de Contas da União (TCU) seja um órgão desencadeador de um processo tão grave como o impeachment. “Não acredito no Tribunal de Contas da União como um órgão sério desencadeador de um processo de tal gravidade, o Tribunal de Contas é um playground de políticos fracassados”, disse. 


Joaquim Barbosa disse que alguns políticos que não têm a expectativa de se eleger buscam uma “boquinha” na Corte de Contas. “(O TCU) não tem estatura institucional”, afirmou no 7º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, organizado pela Bovespa. “Uma das características da prática jurídica brasileira é a dualidade entre o que está escrito nas normas, nas leis e a sua execução prática. Uma coisa é eu dizer que sim, é viável juridicamente uma pedalada fiscal conduzir ao impeachment de um presidente da República regularmente eleito. Outra coisa é eu saber como realmente funcionam as instituições e acreditar nisso”, disse. Joaquim Barbosa disse que, para prosseguir com um processo de impeachment, é preciso que as provas sejam “incontestáveis” e que envolvam diretamente o presidente da República. Ele lembrou que esse movimento é algo que precisa ser muito bem pensado, já que ele representa um “abalo sísmico” para as instituições do País. O que Joaquim Barbosa disse é uma bobagem, porque o processo de impeachment é essencialmente político, portanto diferente, seguindo outros ritos e outras considerações.

Aécio Neves e Geraldo Alckmin se declaram contra a recriação da CPMF

Os principais quadros do PSDB nacional se manifestaram neste sábado, 29, em Cuiabá (MT), contra a recriação da CPMF durante o ato político de filiação do governador Pedro Taques, que deixou o PDT. "Somos contra o aumento de impostos desse ajuste rudimentar do governo, Nós, do PSDB, não apoiaremos nenhuma proposta que puna os contribuintes", disse Aécio Neves. 


O governador Geraldo Alckmin também se disse contra a medida. "Cabe ao governo federal buscar soluções para o subfinanciamento da saúde, mas não será com a criação de impostos", afirmou. Já o governador de Goiás, Marconi Perillo, foi mais cuidadoso: "Vamos esperar para ver a proposta formal do governo". Em uma tentativa de demonstrar unidade entre os tucanos, o senador Aécio Neves (MG), que estava sentado ao lado do governador Geraldo Alckmin (SP), negou que existam divergências internas sobre a estratégia do partido diante da crise política que desgasta a presidente Dilma Rousseff. “Vejo essa divergência apenas nos jornais. Não cabe ao PSDB prever cenários”, disse o senador mineiro ao se referir sobre a proposta de parte de oposição que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O governador paulista, por sua vez, lembrou que votou pelo impeachment de Fernando Collor e esclareceu que não tem nada contra essa possibilidade, mas ressaltou: “É preciso ter base jurídica e cumprir a Constituição”. Além dos cinco governadores tucanos, estavam presentes o senador José Serra, a senadora Ana Amélia (PP-RS) e deputados tucanos de vários Estados.Os tucanos foram recebidos com um ato político que reuniu cerca de 400 pessoas em um hotel fazenda de Cuiabá. Em seguida, foram almoçar em um restaurante tradicional da cidade. O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, apresentou no dia 10 de agosto o seu pedido de desfiliação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), sigla pela qual se elegeu senador em 2010 e governador em 2014. Ex-procurador da República, Pedro Taques obteve 708.440 votos na candidatura ao Senado, em 2010. Em 2014, ao disputar o governo de Mato Grosso, ele obteve outros 833.788 votos (57,25% dos votos válidos). Antes do ato político, o senador Aécio Neves disse que o arquivamento da investigação contra o senador Antonio Anastasia (MG) no âmbito da Lava Jato "corrigiu um equívoco" e foi um "gesto de justiça".

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Procuradoria pede condenação do petista André Vargas por "comandar" organização criminosa


Procuradores que atuam na Lava Jato pediram à Justiça, nesta sexta-feira (28), a condenação do ex-deputado petista André Vargas, do irmão dele, Leon Vargas, e do publicitário Ricardo Hoffmann, acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. O pedido, feito no âmbito de uma ação penal em que os três são réus desde maio, destaca que André Vargas exercia o comando de uma organização criminosa que "agia de forma estruturalmente ordenada, caracterizada pela divisão formal de tarefas com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem indevida derivada dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro". Segundo a denúncia, André Vargas usou sua influência no Ministério da Saúde e na Caixa Econômica Federal para obter um contrato para a agência de publicidade Borghi Lowe, cuja filial em Brasília era comandada pelo publicitário Ricardo Hoffmann.  Para receber as propinas por ter intermediado o contrato, segundo a Procuradoria, o deputado petista cassado André Vargas abriu duas empresas, a Limiar e a LSI, tendo como sócio seu irmão, Leon. "A Limiar e a LSI eram e sempre foram empresas de 'fachada', criadas exclusivamente para a prática imediata de infrações penais", afirma o Ministério Público. Os pagamentos às empresas do petista André Vargas seriam feitos por Hoffmann por meio de produtoras que sua agência de publicidade subcontratava. De acordo com a Procuradoria, as propinas somaram R$ 1,1 milhão entre 2010 e 2014. Como nesse período André Vargas ocupou o cargo de vice-presidente da Câmara dos Deputados, o Ministério Público entendeu que ele utilizou o prestígio do cargo em benefício próprio para influenciar órgãos públicos a contratarem a Borghi Lowe. Por isso, os procuradores pedem que a pena do ex-deputado seja aumentada. Pedem ainda o confisco de R$ 1,1 milhão para reparação de danos à administração pública. "Como representante do povo e do próprio Congresso Nacional, André Vargas tinha o dever de promover a defesa do interesse público e da soberania nacional; exercer o mandato com dignidade e respeito à coisa pública e à vontade popular, agindo com boa-fé, zelo e probidade; respeitar e cumprir a Constituição Federal, as leis e as normas internas da casa e do Congresso Nacional, dentre inúmeros outros", diz a peça. "Não obstante, (ele) simplesmente desprezou o total apoio conferido por seus eleitores, vindo a influenciar na tomada de decisões da Administração Pública em seu benefício próprio", conclui. O advogado Michel Saliba, que defende o réu Leon Vargas, disse que "confia na Justiça" e entende "que há elementos para a absolvição de Leon". "Confio no discernimento e no senso de justiça do juiz Sergio Moro", disse o advogado. 

Janot pede ao Supremo que arquive investigação sobre o senador tucano Antonio Anastasia


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal pedido de arquivamento da investigação do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) no âmbito da Operação Lava Jato. Este é o primeiro caso de pedido de arquivamento entre os 50 políticos investigados pela Procuradoria Geral da República perante o Supremo Tribunal Federal por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. Os indícios iniciais apontados pela procuradoria no início do ano para pedir a abertura do inquérito contra o tucano não se confirmaram. Os investigadores entendem, contudo, que no caso de surgimento de dados objetivos relativos ao senador o caso pode ser reaberto. Para abrir o inquérito, a Procuradoria Geral da República considerou fala do agente federal Jayme Alves Oliveira Filho, conhecido como Careca e entregador de malas do doleiro Alberto Youssef. Ele disse ter entregue, em 2010, 1 milhão de reais a uma pessoa que não se identificou. Tempos mais tarde, disse ter ficando sabendo que ela tinha ganhado a eleição em Minas Gerais. Ao ser confrontado com uma foto de Anastasia pelos investigadores, Careca afirmou que o parlamentar se parece com quem recebeu o dinheiro enviado por Youssef. O doleiro, porém, negou em depoimento ter enviado propina ao ex-governador de Minas Gerais. Até o momento, contando com o caso de Anastasia, a Procuradoria Geral da República já apresentou solução para três dos 25 inquéritos existentes no Supremo contra políticos. No caso das investigações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do senador Fernando Collor (PTB-AL), Janot ofereceu uma denúncia, ou seja, acusação formal. O arquivamento do inquérito de Antonio Anastasia exclui o PSDB do grupo de partidos com parlamentares investigados na Lava Jato pela Procuradoria Geral da República, ao menos entre as apurações conhecidas atualmente. Há pedidos de investigação feitos pela equipe de Janot com base em delações recentes, como a do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, mas permanecem sob segredo de Justiça no Supremo e aguardam decisão do relator do caso, o ministro Teori Zavascki. A Procuradoria Geral da República tem até o dia 31 deste mês para apontar caminhos que devem ser seguidos em cada um dos inquéritos. Podem ser propostas novas denúncias, arquivamentos ou pedidos de prorrogação da investigação. O advogado de defesa de Anastasia, Maurício Campos, disse que o pedido de arquivamento era a "única solução" para o caso. Na avaliação do advogado o pedido veio "tardiamente, mas é bom que tenha chegado". Campos classificou ainda as declarações de Careca como "esdrúxulas" e afirmou que Youssef foi categórico ao negar que não havia pagamento a Antonio Anastasia.

Acordo com a Petrobras

Sem saída
Sete: acordo para tirar a corda do pescoço
As duras renegociações com a Petrobras tiveram um final feliz para a encrencada Sete Brasil. Uma reunião entre Aldemir Bendine e os acionistas da Sete hoje, em São Paulo, terminou com um acordo para a construção das dezenove sondas de exploração de petróleo do pré-sal, ao contrário das 28 previstas no acordo anterior. O contrato deve ser assinado na semana que vem. Por Lauro Jardim

A Zenith e a Estrela

estrela
15% da Estrela pertencem à Zenith
A  gaúcha Zenith Asset Management aumentou sua participação na Estrela. Detém agora 15% da companhia de brinquedos. Por Lauro Jardim

Cobrança ao TCU

Júlio: apelo por recursos para o TCU atuar
Oliveira: apelo por recursos para o TCU atuar
O procurador do Ministério Público junto ao TCU Julio Marcelo Oliveira cobrou que Aroldo Cedraz  - o presidente do TCU cujo filho é suspeito de atuar no tribunal a favor de Ricardo Pessoa – designe mais auditores de controle externo para cuidar dos processos da Lava-Jato no tribunal. Julio comparou a situação da equipe encarregada de Lava-Jato no TCU com os procuradores e delegados com a mesma missão no MPF e na PF, respectivamente. Segundo Oliveira, enquanto a Polícia Federal alocou 50 policiais para examinar a documentação obtida com a operação e o MPF designou 20 membros dedicados a ela, o TCU montou grupo de trabalho com apenas seis auditores. No momento, o grupo está reduzido a dois. Por Lauro Jardim

Um leilão fracassado

energia solar
Outro leilão de energia malsucedido
O leilão de energia solar que o governo promoveu hoje foi um fracasso. Apenas 7,5% do total de energia ofertada foi negociada (talvez o governo avalie que foi um avanço sobre os 7% negociados no outro malsucedido leilão de energia da semana passada). Por Lauro Jardim

STF nega liminar e CPI do Futebol terá acesso ao sigilo de Del Nero

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, perdeu a primeira disputa contra a CPI do Futebol. Ele teve negado nesta sexta-feira pelo Supremo Tribunal Federal o mandado de segurança em que pedia que a comissão fosse impedida de ter acesso ao seus dados bancários e fiscais. A decisão negando o pedido de liminar foi do ministro Edson Fachin. A CPI havia aprovado a quebra do sigilo do presidente da CBF na semana passada. Na última quarta-feira, a defesa de Del Nero, comandada pelo advogado Carlos Eduardo Caputo Bastos, recorreu ao STF em busca do bloqueio do acesso. Alegou, entre outros motivos, que se tratava de uma vingança pessoal do senador Romário, presidente da comissão, contra ele. Segundo o recurso apresentado pela defesa de Del Nero, o pedido de quebra de sigilo baseou-se apenas "em informes jornalísticos desprovidos de confirmação idônea''. Invocou também a condição de entidade privada da CBF e que Del Nero sequer figura como indiciado (nas investigações encabeçadas pelos Estados Unidos sobre pagamento de propinas a cartolas ligados à Fifa, Conmebol e CBF em contratos comerciais e de direito de transmissão de vários torneios). O ministro Fachin, então, pediu a Romário que justificasse o pedido do acesso às movimentações financeiras e fiscais. Romário alegou em documentação enviada no final da tarde quinta-feira ao STF que o fato de haver suspeitas, levantadas pela investigação do FBI, de envolvimento do dirigente nas irregularidades, justificava o interesse da CPI pela quebra do sigilo. Fachin, então, decidiu por negar a liminar.


Em sua decisão, o ministro do STF considera que "os atos praticados na esfera privada não são imunes à investigação parlamentar, desde que evidenciada a presença de interesse público potencial em tal proceder''. Fachin também entendeu que "mesmo que se admita que o impetrante não figure como investigado formal, diante da condição de alto dirigente da CBF, ao que parece, encontra-se em situação de íntima ligação aos fatos em apuração''. Há no Supremo Tribunal Federal contra a CPI do Futebol, esta de autoria da CBF. Por meio dela, a entidade tenta impedir o acesso aos repasses feito às federações estaduais e a seus dirigentes. No mesmo pedido, procura evitar que a CPI que os senadores recebam os contratos referentes aos amistosos da seleção brasileira e aos direitos de transmissão. O processo está nas mãos do ministro Marco Aurélio Mello, que ainda não emitiu sua decisão.

Boneco inflável de Lula 13-171 inicia tour e irá priorizar cartões-postais do País inteiro


Recuperado de um furo no peito, primeiro revés desde que ganhou fama momentânea, o boneco inflável do ex-presidente #LulaX9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"), apelidado de "Pixuleko" durante as manifestações pró-impeachment de Dilma Rousseff do dia 16, iniciou nesta sexta-feira (28) um tour pelo País. O destino escolhido para sua segunda aparição pública foi a capital paulista, cidade que tem reunido o maior número de pessoas nas manifestações contra a presidente. Com uma bola de presidiário no tornozelo e olhos grandes e arregalados, a alegoria de plástico que fez sucesso no ultimo protesto em Brasília chamou a atenção de quem passou na manhã desta sexta-feira (28) pela Ponte Estaiada, na Marginal Pinheiros. Como a maioria dos turistas que visitam São Paulo, a rápida passagem de "Pixuleko" deverá priorizar os cartões-postais da capital paulista, estratégia do Movimento Brasil que será replicada em outras cidades do País para dar maior visibilidade à sua criação de plástico. Nesta sexta-feira (28), a nova celebridade da internet, que já tem mais de 8.500 seguidores no Twitter, deverá visitar o Viaduto do Chá, no centro de São Paulo, após ser visto nesta manhã na ponte Octavio Frias de Oliveira. No domingo, aproveitará para passear pela av. Paulista. "O Pixuleko não resiste e vai pegar sol na praia do prefeito Fernando Haddad", brinca Cilene Carvalho, do Movimento Brasil em São Paulo. A intenção na av. Paulista é que ele seja colocado em frente ao prédio onde funciona em São Paulo o escritório do Tribunal de Contas da União, em um esforço para pressioná-lo a agilizar a análise de supostas irregularidades nas contas do governo federal de 2014. Na sequência, a idéia é de que o boneco inflável faça aparições públicas em cidades do interior de São Paulo, que ainda não foram definidas. Com pedidos de visitas em todo o País, o Movimento Brasil ainda decide se "Pixuleko" deve continuar no próximo mês na Região Sudeste, em Estados como Minas Gerais e Espírito Santo, ou trilhar caminhos mais longos: viajando à Região Nordeste. A alegoria de plastico foi batizada em referência ao termo usado pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para se referir a propina, segundo o empreiteiro Ricardo Pessoa, delator da Operação Lava Jato. Com as suas aparições o boneco Pixuleco consuma a tarefa de dessacralização da imagem do criador da organização criminosa, o partido mais bandido de toda a história brasileira, como nunca antes tinha sido visto neste País. 

Michel Temer diz "não" à búlgara sobre intenção de recriação da CPMF, o governo petralha está sem saída

Comunicada de que havia irritado o vice-presidente ao deixá-lo de fora das tratativas sobre a recriação da CPMF, a presidente Dilma Rousseff telefonou nesta quinta-feira (27) para Michel Temer e pediu ajuda para defender a volta do imposto. O vice, porém, criticou a proposta e disse que não faria "absolutamente nada" para levar a idéia adiante. A conversa foi bastante dura e classificada por aliados como "o primeiro embate direto" entre Dilma e Temer. Até agora, os dois mantinham uma relação distante, mas cordial. A discussão sobre a volta do tributo sobre transações financeiras, extinto em 2007 e agora visto pela equipe econômica do governo como essencial para equilibrar as contas públicas, pegou Temer de surpresa. Em viagem a São Paulo, o vice afirmou na manhã de quinta (27) que o tema era só "um burburinho", sem saber que Dilma estava reunida no Palácio da Alvorada com os ministros de sua equipe econômica e Arthur Chioro (Saúde) para discutir a real viabilidade de recriar o imposto. A reação dos peemedebistas ligados ao vice foi imediata. Deputados e senadores afirmam que, se o PMDB precisava de algo concreto para se afastar do governo, encontrou: a CPMF. A repercussão negativa do principal aliado, além de políticos e empresários que se opõem à recriação do tributo, assustou integrantes do governo. No Palácio do Planalto há quem defenda enviar a recriação da CPMF ao Congresso na segunda-feira (31), junto com a proposta Orçamentária para 2016. Ministros do núcleo político do governo, no entanto, ainda tentam dissuadir a equipe econômica. O martelo será batido até este domingo (30). Na noite desta terça, Temer se reuniu com empresários em jantar na Fiesp e disse que quer ser o "advogado" do setor produtivo na superação da crise. Durante o encontro, ouviu críticas ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e, segundo relatos, não fez nenhum defesa enfática da presidente. Nesta sexta-feira (28), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ironizou a proposta do governo : "Acho que o governo pode unir o PMDB novamente com a nova CPMF. Todos contra: eu, Michel Temer e Renan Calheiros".

Pesquisa – Na melhor das hipóteses para ele, Lula é um fantasma; na pior, alguém que terá de se entender com a Justiça

Lula Inflado, d'après "O Grito", de Munch
Lula Inflado, d’après “O Grito”, de Munch
Os petistas podem acender a luz e cuidar de outros assuntos. O bicho-papão Lula nem seduz nem assusta mais ninguém. Já era! Ele já saiu da vida política para entrar na história. É preciso, agora, que se cuide dessa narrativa para que as mentiras petistas não triunfem.  O Instituto Paraná Pesquisas fez um levantamento nacional para saber em quem os brasileiros votariam se a eleição fosse hoje. Foram entrevistadas 2.060 pessoas, entre os dias 24 e 27 de agosto, em 154 municípios, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Os companheiros certamente não vão gostar do resultado. Vamos lá. No cenário em que o senador Aécio Neves (MG) é o candidato do PSDB, este aparece com 36,2% dos votos. Marina Silva (Rede) e Lula (PT) surgem tecnicamente empatados, com respectivos 20,4% e 19,6%. Jair Bolsonaro (PP) marca 4,6%; Eduardo Cunha (PMDB), 3,2%, e Ronaldo Caiado (DEM), 1,3%. Notem que a lista é elaborada pensando no nome de um possível candidato para cada um dos grandes partidos. É pouco provável que PP e DEM tenham candidaturas próprias. Dizem não saber 7,2%, e 7,4% afirmam que não votariam em ninguém.
Presidencial agosto 1
Nesse cenário, o melhor desempenho de Aécio se dá no Norte/Centro Oeste (41%) e no Sudeste (40%), e o pior, no Nordeste (27,1%). Lula, ao contrário, obtém entre os nordestinos a sua melhor marca, mas, ainda assim, modesta: 26,8%, e seu pior desempenho está no Sul (13%) e no Norte/Centro-Oeste (16,7%).
Presidencial agosto 2
O Paraná Pesquisas simulou mais dois cenários, substituindo os candidatos tucanos. Se o nome do PSDB for Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, ele empata tecnicamente com Marina Silva: 25,4% e 26,6% respectivamente. Lula fica praticamente no mesmo lugar, com 20,5%. Os demais candidatos sofrem uma variação irrelevante.
Presidencial agosto 3
Quando a alternativa tucana é o senador José Serra (SP), Lula se mantém no mesmo terceiro lugar, com 20,1%, e o candidato do PSDB empata na liderança com Marina: 27,2% para ele a 26,2% para ela.
Presidencial agosto 4
Numa simulação de segundo turno entre Aécio e Lula, o tucano venceria o petista por 54,7% a 28,3%; contra Marina, o peessedebista levaria a disputa por 49,2% a 35,2%. Os demais cenários não foram testados.
Presidencial agosto 5
Presidencial agosto 6
DesaprovaçãoO governo Dilma segue batendo todos os recordes negativos. Nada menos de 83,6% dizem desaprovar a sua gestão, contra apenas 13,7% que a aprovam. Também o Paraná Pesquisas constatou um fenômeno já identificado por outros levantamentos: não existem mais bolsões de repulsa a Dilma ou de resistência do petismo: a desaprovação bate recorde no Sudeste, com 86,7%. Na sequência, está o Norte-Centro-Oeste, com 85,2%. No Sul, esse índice é de 83,9%. No Nordeste, que os petistas tinham como o seu reduto, desaprovam o governo nada menos de 77,8%.
Presidencial 7
Presidencial 8
Cai ou não cai?
Indagados se a presidente encerra ou não o seu mandato, os ouvidos se dividem ao meio: 48,8% acham que ela consegue se segurar até 31 de dezembro de 2018, mas 48,5% creem que não. A pesquisa investigou se as pessoas sabem exatamente o que acontece caso Dilma sofra um processo de impeachment. A maioria relativa ainda está um tanto confusa: 41,5% acham que haverá nova eleição. Acertaram a resposta 37,3%, que disseram que o vice assume a Presidência. Acreditam que o candidato que chegou em segundo lugar tomaria posse 9,9% dos entrevistados.
A vida das pessoas melhorou ou piorou nos últimos seis meses? Os números ajudam a entender a avaliação que se faz do governo Dilma: 68,4% afirmam que piorou (48,9%) ou piorou muito (19,5%). Só 7,1,% dizem ter melhorado (6,3%) ou melhorado muito (0,8%). Mesmo com esses dados, boa parte do país ainda está otimista ou muito otimista: 38,9%. A maioria, no entanto, se mostra pessimista ou muito pessimista: 48,2%.
Presidencial 9
É claro que esse é um retrato do momento. Pode mudar? Pode. Salvo uma cassação da chapa vencedora em 2014, as eleições ainda estão bastante distantes. O problema é que o governo Dilma, ainda que sobreviva, não terá boas notícias a dar aos brasileiros por muito tempo. De resto, ninguém sabe o que pode acontecer, não é mesmo? O impeachment, hipótese cada vez mais presente, implicaria uma significativa alteração no cenário político.
Mas que se fique com a síntese das sínteses: o PT pode parar de brandir a ameaça Lula. Hoje, essa ameaça é o que é: na melhor das hipóteses para ele, um fantasma; na pior, alguém a dar explicações à Justiça. Por Reinaldo Azevedo

Presidente do STJ diz que anulação de Lava Jato é "improvável"

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Francisco Falcão, disse nesta sexta-feira, 28, considerar "improvável" que a Operação Lava Jato seja anulada pelo Judiciário. "Acho improvável (a anulação) pelos fatos que me estão postos", afirmou. Ele ressaltou, no entanto, que a delação premiada deve ser acompanhada de provas para verificar a veracidade do que foi dito pelos colaboradores. O STJ já anulou operações policiais consideradas importantes nos últimos anos como a Castelo de Areia e a Satiagraha, por considerar que escutas telefônicas ou coletas de provas foram feitas de maneira ilegal. O ministro Luís Felipe Salomão, relator no STJ de investigações da Lava Jato que envolvem autoridades com prerrogativa de foro no Tribunal, como governadores, preferiu não fazer avaliações sobre a possível nulidade da operação. "Ainda é muito cedo para fazer qualquer juízo", afirmou, concordando com Falcão sobre a importância de a delação ser um dos elementos de prova, que precisa vir "sufragada" pelo conjunto de indícios. De acordo com ele, a Lava Jato "seguramente vai aprimorar a forma com que o Judiciário olha para a delação". 


Além dos políticos investigados perante o Supremo Tribunal Federal (STF), há autoridades alvo de inquéritos que correm no STJ em razão do foro especial. Atualmente, tramitam na Corte ao menos quatro investigações relativas ao possível envolvimento de autoridades no esquema de corrupção da Petrobras. Uma investigação tem como alvo o governador do Acre, Tião Viana (PT), outra investiga o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e o ex-governador Sérgio Cabral. Há ainda inquérito sobre o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte e uma apuração sigilosa sobre um desembargador de Santa Catarina. De acordo com Salomão, as investigações da Lava Jato na Corte estão avançadas. "Ainda estamos em fase de inquérito e imagino estarem as investigações prestes a serem concluídas", afirmou o ministro. Com a conclusão das apurações, a Procuradoria-Geral da República pode oferecer denúncia - acusação formal - contra os governadores ou pedir o arquivamento das investigações. "A partir de breve espaço de tempo seguramente o Ministério Público vai se posicionar - ou oferecer denúncia, ou arquivar ou solicitar novas diligências", afirmou Salomão. O presidente do STJ e o ministro relator da Lava Jato divulgaram nesta sexta-feira, 28, a realização de um seminário internacional de combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado, a ser organizado pelo tribunal na próxima semana. De acordo com o presidente do STJ, ministro Francisco Falcão, a nova legislação de combate à corrupção, desde 2012, permite um "Brasil mais transparente". Ele afirmou que o seminário pode debater propostas de que a execução da pena tenha início antes do trânsito em julgado - ideia encampada pelo juiz federal Sérgio Moro, condutor da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná. "Dei exemplo dos Estados Unidos, onde a legislação permite isso, no nosso sistema é diferente. Vamos debater o assunto", afirmou Falcão.

Juiz Sérgio Moro convoca a sociedade brasileira a impedir o surgimento de um "aventureiro" ao estilo Itália, onde despontou Berlusconi

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos em primeiro grau da Operação Lava Jato, alertou que nem a operação nem o Poder Público bastam para acabar com os problemas da corrupção no Brasil, durante palestra na manhã desta sexta-feira, 28, em São Paulo, na sede da Procuradoria da República. Moro comparou a Lava Jato com a Operação Mãos Limpas, na Itália – maior ofensiva contra a corrupção das autoridades italianas que varreu do mapa partidos e políticos, a partir da década de 90. Pela plateia, foi questionado se não haveria riscos de o Brasil ver surgir um “Sílvio Berlusconi” no pós-Lava Jato. O controverso ex-premier da Itália envolto em escândalos, que consolidou seu poder político após a Mãos Limpas, deflagrada em 1992. “Não acho que é inevitável que ocorra como aconteceu na Itália, que algumas dessas conquistas tenham sido perdidas e que tenha sido propiciado ali um aventureiro assumir o cargo de primeiro-ministro”, afirmou Moro.


O juiz Sérgio Moro parece estar impregnado de um sentimento de grande herói ao estilo "Mãos Limpas", da Itália, e imaginando um mesmo papel no Brasil. Aos brasileiros já basta que ele realize bem o seu serviço. As soluções políticas no Brasil não cabem a ele. O magistrado foi convidado pela Procuradoria da República, em São Paulo, para a palestra “Aspectos Controvertidos do Crime de Lavagem de Dinheiro”. O evento aconteceu na sede do órgão, na manhã desta sexta-feira, 28. “O futuro não está escrito e se algumas oportunidades forem perdidas na Itália, não necessariamente devem ser perdidas aqui no Brasil, depende mais da sociedade do que propriamente do Poder Público”, alertou Moro. Juiz federal da 13ª Vara Federal, em Curitiba, ele costuma comparar a Lava Jato com a Mãos Limpas em palestras e mesmo em sentenças. Na Itália, a operação durou quatro anos, com 2.993 mandados de prisão e 1.300 réus, dos quais 150 absolvidos. O juiz chegou a brincar, ao dizer que havia um “saldo” ao se comparar as mais de 800 prisões italianas com os decretos expedidos por ele, no Brasil. Moro é alvo de críticas por parte das defesas e investigados pelo excesso de medidas cautelares nos processos. “Não vamos esperar que a Justiça criminal ou o Poder Público vão resolver o problema da corrupção no Brasil”, afirmou o juiz da Lava Jato: “O que precisa é não nos acomodarmos seja como agente publico, privado e cidadãos". Na Itália, a Operação Mãos Limpas varreu partidos tradicionais da política, que estavam envolvidos com a corrupção sistematizada desbaratada pela Procuradoria local, como a Democracia Cristã (DC) , o Partido Socialista (PSI) e o Partido Comunista (PCI). Dessa transformação vivida na Primeira República Italiana surgiu Berlusconi, um magnata dono de emissoras de TV e presidente do time de futebol Milan, que virou o primeiro-ministro que mais tempo ficou no poder da Itália no pós-guerra. Conhecido como "O Cavaleiro", ele ficou nove anos no poder, em três mandatos seguidos, entre 1994 e 2011. O juiz comentou ainda os acordos de cooperação que as empresas têm buscado: “Se as empresas querem fazer acordo, têm que indenizar completamente o Poder Público, reconhecer suas faltas, não só as que o Poder Público já conhece". 

Juiz Sérgio Moro convoca a sociedade a impedir


Moro convoca sociedade a impedir um ‘aventureiro’ como Berlusconi

REDAÇÃO

28 Agosto 2015 | 14:19


Juiz da Lava Jato cita Operação Mãos Limpas, na Itália, e alerta que Justiça e Poder Público não bastam para resolver problema da corrupção no Brasil; magistrado deu palestra em São Paulo

Por Fausto Macedo

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos em primeiro grau da Lava Jato, alterou que nem a operação nem o Poder Público bastam para acabar com os problemas da corrupção no Brasil, durante palestra na manhã desta sexta-feira, 28, em São Paulo, na sede da Procuradoria da República.

Moro comparou a Lava Jato com a Operação Mãos Limpas, na Itália – maior ofensiva contra a corrupção das autoridades italianas que varreu do mapa partidos e políticos, a partir da década de 90. Pela plateia, foi questionado se não haveria riscos de o Brasil ver surgir um “Sílvio Berlusconi” no pós-Lava Jato. O controverso ex-premier da Itália envolto em escândalos, que consolidou seu poder político após a Mãos Limpas, deflagrada em 1992. 

“Não acho que é inevitável que ocorra como aconteceu na Itália que algumas dessas conquistas tenham sido perdidas e que tenha sido propiciado ali um aventureiro assumir o cargo de primeiro-ministro”, afirmou Moro.

Ex-primeiro ministro da Itália Sílvio Berlusconi

O magistrado foi convidado pela Procuradoria da República, em São Paulo, para a palestra “Aspectos Controvertidos do Crime de Lavagem de Dinheiro”. O evento aconteceu na sede do órgão, na manhã desta sexta-feira, 28..

“O futuro não está escrito e se algumas oportunidades forem perdidas na Itália, não necessariamente devem ser perdidas aqui no Brasil, depende mais da sociedade do que propriamente do Poder Público”, alertou Moro.

Juiz federal da 13ª Vara Federal, em Curitiba, ele costuma comparar a Lava Jato com a Mãos Limpas em palestras e mesmo em sentenças. Na Itália, a operação durou quarro anos, com 2.993 mandados de prisão e 1.300 réus, dos quais 150 absolvidos.



O juiz chegou a brincar, ao dizer que havia um “saldo” ao se comparar as mais de 800 prisões italianas com os decretos expedidos por ele, no Brasil. Moro é alvo de críticas por parte das defesas e investigados pelo excesso de medidas cautelares nos processos.

“Não vamos esperar que a Justiça criminal ou o Poder Público vão resolver o problema da corrupção no Brasil”, afirmou o juiz da Lava Jato. “O que precisa é não nos acomodarmos seja como agente publico, privado e cidadãos.”

Na Itália, a Mãos Limpas varreu partidos tradicionais da política, que estavam envolvidos com a corrupção sistematizada desbaratada pela Procuradoria local, como a Democracia Cristã (DC) , o Partido Socialista (PSI) e o Partido Comunista (PCI).

Dessa transformação vivida na Primeira República Italiana, surgiu Berlusconi, um magnata dono de emissoras de TV e presidente do time de futebol Milan, que virou o primeiro-ministro que mais tempo ficou no poder da Itália no pós-guerra. Conhecido como O Cavaleiro, ele ficou nove anos no poder, em três mandatos seguidos, entre 1994 e 2011.



Privado. “A iniciativa privada tem condições de mudanças mais rápidas porque não tem os mecanismos burocráticos que o poder público tem, como liderar um movimento contra a corrupção de maneira muito mais direta e clara.”

É o que defendeu o juiz federal Sérgio Moro. “Porque na corrupção, tem quem paga e quem recebe a propina.” O magistrado é o titular da 13ª Vara Federal, em Curitiba, sede das investigações da Lava Jato, e um dos maiores especialistas do País em crimes de lavagem de dinheiro.

O juiz comentou ainda os acordos de cooperação que as empresas têm buscado. “Se as empresas querem fazer acordo, têm que indenizar completamente o Poder Público, reconhecer suas faltas não só as que o Poder Público já conhece.”

Delfim Netto parou de pedalar

Delfim Netto disse há pouco, em Campos do Jordão, que o "limite de sua tolerância" com Dilma Rousseff foi quando o governo transformou a dívida pública em superávit primário: “Ali eu parei. Era inútil”. Nem Delfim Netto resistiu às pedaladas fiscais.

PIB recua 1,9% no 2º trimestre e Brasil entra em recessão


O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve queda de 1,9% no segundo trimestre de 2015, em relação aos três meses anteriores, fazendo a economia do país entrar oficialmente em recessão, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre do ano, o PIB caiu 0,7% (dado revisado). Na comparação com o segundo trimestre de 2014, a queda foi de 2,6%. Foram os piores resultados desde o primeiro trimestre de 2009 tanto na comparação trimestral como na anual. Pesquisa Reuters apontava que a economia teria queda de 1,7% entre abril e junho na comparação trimestral e de 2% na comparação anual. O PIB é analisado pelos economistas sob duas óticas distintas: a da oferta, representada pelo setor produtivo (agropecuária, indústria e serviços) e a da demanda, representada por investimentos, consumo das famílias, gastos do governo e balança comercial (exportações menos importações). Do lado da oferta, o destaque do desempenho pífio no ano foi para a queda de 4,3% da indústria na comparação com o primeiro trimestre. Já a agropecuária recuou 2,7%. O setor de serviços mostrou baixa de 0,7%. Essa fatia da economia do país é altamente influenciada pelo mercado de trabalho. Com o desemprego em trajetória de alta, o setor de serviços é penalizado porque há menos capital disponível para consumo. Sob a ótica da demanda, os investimentos tiveram baixa de 8,1% e o consumo das famílias caiu 2,1%. Já os gastos do governo subiram 0,7% em relação ao trimestre anterior. No setor externo, as exportações de bens e serviços tiveram aumento de 3,4%, enquanto as importações recuaram 8,8%, em relação ao primeiro trimestre de 2015. A taxa de investimento no segundo trimestre de 2015 foi de 17,8% do PIB, abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (19,5%). A taxa de poupança foi de 14,4% no segundo trimestre de 2015 (ante 16,0% no mesmo período de 2014). Com o dado divulgado hoje, o PIB recuou 2,1% no primeiro semestre deste ano, em relação a igual período de 2014, e acumula queda de 1,2% em 12 meses até o segundo trimestre de 2015. Ainda segundo o instituto, o PIB do segundo trimestre do ano totalizou 1,428 trilhão de reais.

O Rio Grande do Sul tomou emprestado R$ 9,7 bilhões, já pagou R$ 21 bilhões e deve R$ 49,3 bilhões

Leia este artigo de Claudio Lamachia, vice-presidente nacional da OAB: "O Estado do Rio Grande do Sul contraiu R$ 9,7 bilhões, já pagou mais de R$ 21 bilhões e ainda deve R$ 49,3 bilhões. Ao longo de 16 anos, o Rio Grande pagou mais do que o dobro do débito inicial e, mesmo assim, a dívida aumentou cinco vezes. Não há maior evidência de equívoco do que fazer a mesma coisa, dia após dia, e esperar resultados diferentes. O ensinamento parece não ter qualquer efeito prático para alguns gestores que tem a responsabilidade de cuidar da administração pública no Brasil. Regras básicas, como gastar menos do que se arrecada, cortar gastos questionáveis e implementar ferramentas de gestão modernas, capazes de gerenciar de maneira eficiente os recursos públicos, são, infelizmente, ignoradas. Um exemplo contundente do equívoco no trato dos recursos no Rio Grande do Sul é o pouco caso dado pelos governantes à absurda dívida que temos com a União. O Estado contraiu R$ 9,7 bilhões, já pagou mais de R$ 21 bilhões e ainda deve R$ 49,3 bilhões. Ao longo de 16 anos, o Rio Grande do Sul pagou mais do que o dobro do débito inicial e, mesmo assim, a dívida aumentou cinco vezes. Mesmo com a atuação da OAB-RS, que ajuizou a Ação Civil Originária (ACO) 2.059 para alterar as cláusulas do contrato firmado com a União em 1998, visando à revisão dos valores da dívida do Estado estabelecidas pelo contrato, nenhum gestor público realizou qualquer gesto de mobilização em prol da ação. Parecem não conhecer os números. Hoje gastamos 13% da arrecadação para amortizar a dívida, enquanto não conseguimos investir na saúde sequer os 12% determinados por lei. Agora, diante da situação absurda de não conseguir honrar sequer a folha de pagamento, o governo estadual se movimenta por meio de mais um pacote, atingindo o pobre cidadão, que já trabalha cinco meses durante o ano apenas para pagar tributos. Enquanto isso, a sociedade gaúcha aguarda atendimento nos corredores dos hospitais ou está trancada nas suas casas por medo de sair às ruas e, mesmo assim, os governos querem aumentar ainda mais a carga tributária! Verdadeiro desrespeito com o cidadão! As saídas devem ser outras: cortar despesas, revisar a dívida com a União, reduzir e melhorar a gestão pública. Vamos aceitar mais um tarifaço? A União trabalha pela elevação da carga tributária para as empresas. O Estado segue o mesmo caminho. Quem vai pagar esta conta? Nós, os contribuintes que já pagamos uma carga tributária das mais altas do mundo! Por quê? Porque obviamente os reajustes serão repassados para o consumidor. Ninguém aguenta mais um aumento de impostos, especialmente quando vê, cotidianamente, seu dinheiro se esvaindo no ralo da corrupção. Nos últimos dias, a OAB nacional, juntamente com confederações, apresentaram uma Carta à Nação, com propostas e sugestões para a superação da crise ética, política e econômica que o País enfrenta". 

Dirceu por dentro e por fora

Laudo da Polícia Federal reproduzido pelo Estadão "aponta que 80% dos rendimentos declarados por José Dirceu não transitaram por suas contas bancárias e que, dos 4 milhões de reais que ele declarou ter obtido como consultor na JD Assessoria e Consultoria, apenas 1 milhão de reais passou por suas contas". O resto? O resto foi por fora. Como aquele "Depósito avião (Lula)" que consta do caderno vermelho de seu irmão e que O Antagonista não consegue esquecer.

Por dentro ou por fora?

Quem Fernando Baiano vai entregar

Fernando Baiano, segundo a Folha de S. Paulo, prometeu entregar à Lava Jato Renan Calheiros, Henrique Alves e Eduardo Cunha. Seu companheiro de cela Alberto Youssef disse que ele pode entregar igualmente Antonio Palocci e a propina na campanha de Dilma Rousseff. Embora Fernando Baiano ainda não tenha assinado os termos de sua delação, o que deve ser feito na próxima semana, o acordo com o Ministério Público já está praticamente fechado.

Dois anos de vermelho

Dois anos de Dilma Rousseff, na tabela da Folha de S. Paulo:

Vermelho, vermelho, vermelho

Ainda pior

A queda de 1,9% do PIB no segundo trimestre tem de ser somada à queda no primeiro trimestre. Inicialmente, o IBGE anunciou uma queda de 0,2% do PIB no primeiro trimestre. Hoje o número foi revisado para 0,7%. Daqui a alguns meses, saberemos se a queda de 1,9% do PIB terá de ser igualmente rebaixada pelo IBGE petista.

Estamos no segundo ano de recessão

O Brasil já está em recessão desde o segundo trimestre de 2014. Foi o que concluiu a FGV, em relatório citado pela Veja: "No período que vai do início da recessão até o primeiro trimestre de 2015, observou-se uma taxa média de contração de 1,1% em termos anualizados, algo similar ao observado nas recessões de 1998-1999 e de 2001".

O pesadelo da corrupção

"Brasil assombrado por mais um pesadelo da corrupção". É a manchete do Financial Times, que associa Dilma Rousseff a Fernando Collor: 


Impeachment Já

Lula é candidato à presidência

Lula, entrevistado pela rádio Itatiaia, acaba de anunciar sua candidatura à presidência da República. Ele disse: "Não posso dizer que sou nem que não sou candidato. Sinceramente, espero que outras pessoas sejam candidatas. Agora, uma coisa é certa: se a oposição acha que vai ganhar, que não vai ter disputa, e que o PT está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário, eu vou para a disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições". Por enquanto, Lula está trabalhando para escapar da cadeia. (O Antagonista)


O número dele é 13-171

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Petrobras pode adiar abertura de capital da BR Distribuidora


A Petrobras avalia adiar a abertura de capital da BR Distribuidora, que estava prevista para ocorrer no fim deste ano. Segundo uma fonte, o adiamento está em avaliação. A ideia da estatal é vender até 25% das ações de sua subsidiária na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovepa). A BR é a maior rede de combustíveis do País. Em meados deste mês, a Petrobras discutiu o assunto durante reunião do Conselho de Administração. Na ocasião, o presidente do Conselho, Murilo Ferreira, que é presidente da Vale, foi contra, assim como o representante dos trabalhadores da Petrobras, Deyvid Bacelar. Segundo fontes, o principal entrave seria a mudança, em andamento, no comando da BR, que hoje é presidida José Lima de Andrade Neto.

CPMF: Essa gente do PT não tem cura porque tem uma natureza

Não é possível! Como os leitores estão cansados de saber, acho que o melhor lugar para Dilma Rousseff é o conforto do lar, lendo seus livrinhos de antropologia, deixando esse papo de governo para quem tem mais vocação, mais talento, mais paciência para ouvir. Mas não sou inimigo da presidente, obviamente. A inimizade é uma expressão da intimidade, ainda que vivida pelo avesso. A inimizade é o amor negativo, né? Na origem, podem procurar, está a inveja, o afeto não correspondido, a traição, o ressentimento… Notem que todos eles são expressões de uma admiração destrambelhada. O que eu sinto por Dilma? Nada. Mas há, certamente, quem a odeie por um daqueles motivos acima elencados. Quem? Bem, não sei o nome da pessoa. Mas sei que ela existe e o que ela quer: no caso, sugeriu à presidente que deixasse correr a ideia de que o governo planeja recriar a CPMF — e não com alíquota pequena, não: 0,38% sobre qualquer transação bancária. Desta feita, já escrevi aqui, nem mesmo se pretexta a necessidade meritória de dar verba para a saúde. É que o governo está com um rombo no caixa, está fabricando déficit primário e precisa dar um jeito de tapar o buraco. Então, o tal inimigo íntimo pensou: “Por que a gente não tunga de novo o contribuinte?” É espantoso! Bem, tão logo a notícia começou a circular, os protestos pipocaram de todo lado. Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, mesmo na sua condição de neoconvertido, advertiu que será difícil a proposta passar pelo Senado. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que não se converteu, fez advertência idêntica. A Folha ouviu algumas opiniões. Robson Andrade, da Confederação Nacional da Indústria, classificou a ideia de “absurda”: “Mais um imposto para a sociedade pagar, enquanto o caminho ideal seria o governo promover uma redução de gastos públicos para deixar a economia se recuperar”. “É um total retrocesso na economia do país. Os gastos do governo é que devem ser reduzidos e mais bem-administrados, enxugando a máquina pública”, disse Kelly Carvalho, assessora econômica da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). Não é diferente a estupefação do presidente da CNS (Confederação Nacional de Serviços), Luigi Nesse: “É uma loucura criar novo imposto no Brasil em um momento de crise e fragilidade das empresas”.
Só tubarões?
Já andei nas ruas hoje. A revolta é imensa — e não creio que seja só em São Paulo, onde, com efeito, o PT não é um partido muito popular. Cada vez mais, experimenta-se a sensação de um governo contra a sociedade. Foi tal o desarvoramento que o vice-presidente, Michel Temer, mesmo fora da coordenação política, tachou a ideia, por enquanto, de “burburinho”. Neste momento, ele participa de um jantar com empresários na Fiesp, onde um novo imposto não deve ser, assim, uma ideia muito popular… Não! Eu não sou inimigo de Dilma porque, reitero, a inimizade é uma forma de intimidade desde, ao menos, a Ilíada, de Homero. Vejam lá o confronto entre Heitor e Aquiles. Sou apenas um duro crítico do governo. Mas não tenho dúvida de que Dilma vive cercada de pessoas que querem vê-la pelas costas. CPMF agora? A esta altura do campeonato? Talvez alguém lhe tenha proposto algo, assim, toscamente maquiavélico: “Presidente, arranque o couro do povaréu enquanto a senhora está com 7% de popularidade e use o dinheiro da brasileirada para tentar melhorar a sua reputação”. É um jeito de ver o mundo. Eu tendo a achar que o novo imposto esgarçaria a já frágil sustentação que o governo conseguiu junto ao empresariado. Já disse aqui: essa gente do PT não tem cura porque tem uma natureza. Por Reinaldo Azevedo