sábado, 30 de agosto de 2014

CANDIDATO A GOVERNADOR DO CEARÁ REVELA SUA HOMOSSEXUALIDADE NA PROPAGANDA ELEITORAL

O candidato ao governo do Ceará, Aílton Lopes (PSOL), revelou que é homossexual e mostrou um beijo gay em propaganda eleitoral na televisão na sexta-feira, 29. A campanha, que foi ao ar no Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, exibiu dois casais do mesmo sexo se beijando. No vídeo, com duração de 1 minuto e 44 segundos, o candidato defendeu que assumir a luta pela diversidade sexual é um "ato político" em defesa dos direitos. "Eu sou gay e sei como foi difícil me aceitar, me assumir. Enfrentei o medo da rejeição, a desconfiança se eu era normal, o medo de ser alvo de piadas. Há quem esteja chocado com um beijo ou com qualquer troca de afeto entre pessoas do mesmo sexo. É impressionante como o amor tem causado mais choque do que a guerra, do que a violência e a desigualdade", diz o candidato no vídeo. No programa, Lopes caracterizou a sociedade brasileira como machista, racista e homofóbica, apresentando dados sobre a violência contra homossexuais. O candidato prometeu defender direitos dos gays, como a adoção de filhos, o casamento civil e a adoção de nome social. De acordo com o último levantamento Datafolha, encomendado pelo jornal O POVO, de Fortaleza (CE), e divulgado em 14 de agosto, o candidato do PMDB, Eunício Oliveira, segue na liderança com 47% da preferência dos entrevistados. Camilo Santana (PT), aliado do governador Cid Gomes, vem na sequência com 19%. Eliana Novais (PSB) tem 7% e Ailton Lopes (PSOL), 4%.

MARINA SILVA DIZ QUE ALTERAÇÃO EM PROGRAMA SOBRE LGBT É PARA DEIXAR TEXTO "COMO ACORDADO"

Um dia depois de apresentar o programa de governo na sede do partido, em São Paulo, o PSB divulgou nota de esclarecimento com novo texto no que se refere ao capítulo LGBT e menção ao programa de energia nuclear. "Porque o texto que foi publicado não era o texto que havia sido acordado. O que fizemos é apenas retornar ao texto da mediação, da mesma forma que aconteceu com a questão nuclear", justificou Marina Silva. Na nota da campanha de Marina Silva, a mudança foi justificada por uma “falha processual na editoração”. Marina Silva negou que o programa tenha sido corrigido. "Não foi uma revisão. Na verdade, nós tivemos dois problemas no programa", disse a jornalistas após caminhada na Rocinha, no Rio de Janeiro. Segundo Marina Silva, no que se refere ao trecho de energia nuclear, era "uma questão que não havia sido acordada com Eduardo". A ex-senadora vinha reiterando que o programa que apresentaria já havia sido revisado com Campos e seria respeitado. "Na parte do LGBT, a parte que foi para redação foi a parte apresentada pelos movimentos sociais" , disse, acrescentando que todos fizeram propostas e foram contempladas todas as propostas. “O que fizemos é apenas retornar ao texto da mediação". Evangélica, Marina tem sido questionada sobre suas posições em relação ao aborto e ao casamento entre homossexuais, mas voltou a dizer que defende um Estado laico.

TERRORISTAS DO ESTADO ISLÂMICO (CALIFADO) VENDEM MULHERES YAZIDIS PARA JIHADISTAS NA SÍRIA

Dezenas de mulheres yazidis capturadas no Iraque pelos terroristas do Estado Islâmico (EI) foram obrigadas a se converter ao Islã e vendidas para se casar à força na Síria com combatentes do grupo terrorista, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos. De acordo com a ONG, cada mulher yazidi foi negociada por cerca de 1.000 dólares. Segundo o Observatório, o Estado Islâmico (Califado) dividiu entre seus combatentes cerca de 300 meninas e mulheres sequestradas no Iraque nas últimas semanas. "Dessas 300 mulheres, ao menos 27 foram vendidas" a membros do Estado Islâmico nas províncias de Aleppo, Raqa e Hasaka (nordeste), informa a ONG, que conta com uma rede de informantes civis, militares e médicas na Síria. O OSDH não sabe se as demais mulheres capturadas também foram forçadas a se casar. Ainda de acordo com a ONG, representantes árabes e curdos da província de Hasaka tentaram há três semanas comprar a liberdade das mulheres, mas os jihadistas rejeitaram a oferta.

A PETISTA DILMA ROUSSEFF MUDA O ALVO E PARTE PARA O ATAQUE CONTRA MARINA SILVA

A resposta veio rápido. Em um comício na cidade de Jales, no interior de São Paulo, a presidente-candidata Dilma Rousseff deixou de lado a artilharia contra o PSDB e dirigiu suas críticas a Marina Silva (PSB), seguindo à risca a orientação do PT para centrar fogo na nova rival direta pela disputa ao Palácio do Planalto. "Numa democracia, quem não governa com partidos está flertando com o autoritarismo. No mundo, não há um único lugar em que se governa sem partidos", disse a petista. Filiada ao PSB somente para disputar as eleições, Marina Silva é idealizadora da Rede Sustentabilidade, partido que foi barrado pela Justiça Eleitoral, e crítica das agremiações regidas pelo que chama de "velha política". Uma das linhas de ação traçadas pelo PT é martelar que, se eleita, Marina Silva não terá respaldo dos partidos no Congresso Nacional que hoje apóiam Dilma. Sem citar nominalmente Marina, a petista disse que as propostas da adversária são “fundamentalistas, obscurantistas e retrógradas”: “Sabe o que acontece com propostas aventureiras, obscurantistas e atrasadas? Elas fazem parte de uma proposta aparentemente avançada, mas que é demagógica e que, sobretudo, não sei a que interesse serve. Por isso fiquem atentos, olho aberto. Vai afetar a vida de todos nós". O comício no Oeste paulista foi uma tentativa de atrair prefeitos e lideranças regionais do PMDB para minimizar a rejeição à presidente no Estado de São Paulo. "O Brasil precisa, nesta eleição, conhecer a verdade que existe aqui em São Paulo e que é oculta", afirmou Dilma, sugerindo que o governo estadual, administrado pelo PSDB, esconde parcerias com a administração federal.

AÉCIO NEVES DIZ QUE MARINA SILVA PREGA "VERSÃO GENÉRICA" DO MODELO ECONÔMICO TUCANO

A arrancada de Marina Silva (PSB) na última pesquisa Datafolha também provocou mudança no discurso do candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves. A exemplo da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT), o tucano ampliou a artilharia contra Marina Silva, no sábado, e afirmou que a adversária lançou uma versão genérica das propostas econômicas historicamente defendidas pelo PSDB. Na sexta-feira, Marina Silva apresentou seu plano de governo cuja agenda econômica resgata a ortodoxia perdida nos governos petistas. No centro da cartilha, a candidata do PSB e sua equipe econômica – capitaneada pelo economista Eduardo Giannetti – reafirmaram o compromisso com o chamado "tripé econômico" – sistema composto por meta de inflação, câmbio flutuante e rigor fiscal — e a independência do Banco Central garantida por lei. "Entre o original e aquele que se apresenta agora, talvez como uma marca um pouco genérica, eu fico com o original", afirmou Aécio Neves, em campanha na cidade de Ribeirão Preto, no interior paulista. "O programa da candidata Marina é a maior homenagem que nós poderíamos receber neste momento. Porque, na verdade, ela consagra as teses que nós defendemos ao longo da nossa existência", disse o tucano.

MARINA SILVA BUSCA APOIO DE EMPRESÁRIOS DO AGRONEGÓCIO IGNORADOS POR DILMA ROUSSEFF

Vista com desconfiança pelos empresários do agronegócio por sua defesa a causas ambientais e posição contrária ao Novo Código Florestal, a candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva, jantou com representantes do setor na noite de sexta-feira num intento de costurar apoio com aqueles que teriam motivos para virar-lhe as costas. Um dos principais alvos da investida peessebista é justamente o segmento tratado com maior desdém pelo governo Dilma: o sucroalcooleiro. O encontro foi organizado por João Paulo Capobianco, um dos coordenadores da campanha e nome de confiança de Marina Silva, e pelo presidente da consultoria Datagro, Plínio Nastari. O jantar, realizado na casa de Nastari, em Alphaville, justamente na noite em que Marina foi apontada pela pesquisa Datafolha como vitoriosa num eventual segundo turno contra Dilma, teve duração de mais de quatro horas e contou com a presença de 50 empresários. Entre os presentes estavam a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), Elizabeth Farina, Marcos Jank (diretor executivo da BR Foods e ex-presidente da Única), Francisco Matturo, vice-presidente da Abag, além de nomes da Sociedade Rural Brasileira (SRB), da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) e da Cutrale, empresa exportadora de suco de laranja. A avaliação dos participantes é de que Marina passou uma mensagem de confiança aos empresários. Um dos presentes no jantar disse que Marina, quem diria, se mostrou "extremamente aberta" para ouvir as demandas do setor e que foi bastante coerente em sua fala. Segundo ele, Marina destacou a importância do diálogo e reforçou que, em um eventual governo, não tomará nenhuma decisão sozinha. "Marina está passando as mãos nas costas do setor, sim, pois sabe que o agronegócio tem suas resistências contra ela", afirmou. Sobre o Código Florestal, ele disse que Marina não se estendeu muito, justamente para não levantar pontos de discussão que pudessem criar atrito e desconforto no evento. Apesar do interesse especial pelo setor sucroalcooleiro, Marina não restringiu seu discurso ao tema da bioenergia. Em relação à demarcação de terras indígenas, por exemplo, a candidata reforçou a necessidade de se fazer um "arranjo inteligente" e disse que não é possível imaginar que não haja espaço para todos em um país de 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Marina ainda frisou a importância da segurança jurídica para os produtores e do equilíbrio entre produção agrícola, tecnologia e meio ambiente.

MEDIDA PROVISÓRIA QUE REAJUSTA TABELA DO IMPOSTO DE RENDA NÃO É VOTADA PELO CONGRESSO E PERDE VALIDADE

O reajuste da tabela do Imposto de Renda (IR), prometido pelo governo para o ano que vem, depende agora da edição de uma nova medida provisória (MP) ou do envio ao Congresso de um projeto de lei com pedido de urgência constitucional para ser apreciado pela Câmara e pelo Senado antes do final deste ano. Isso porque perdeu a validade na sexta-feira, sem ser votada pelo Congresso, a MP 644/14, que previa reajuste de 4,5% na tabela do IR a partir de janeiro de 2015. Outra alternativa para o reajuste da tabela do Imposto de Renda, de acordo com a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, é a apresentação de uma emenda por algum parlamentar reajustando a tabela do IR. A emenda só pode ser apresentada a uma medida provisória que tenha correlação com a questão de impostos. O reajuste da tabela do Imposto de Renda foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff por ocasião do Dia do Trabalhador e, posteriormente, foi encaminhado pelo governo ao Congresso a MP reajustando a tabela do IR. Pela MP, a faixa de isenção do IR passaria de R$ 1.787,77 para R$ 1.868,22. A alíquota de 7,5% seria paga por trabalhadores que ganham de R$ 1.868,23 a R$ 2.799,86; a de 15%, pelos que recebem entre  R$ 2.799,87 e R$ 3.733,19; a de 22% por trabalhadores que ganham de  R$ 3.733,19 a  4.664,68 e a alíquota de 27,5% seria paga pelos que ganham acima de R$ 4.664,68. A MP não chegou a ser apreciada e votada pela Câmara dos Deputados em função das convenções partidárias, dos jogos da Copa do Mundo, do recesso branco no Parlamento nos meses de agosto e setembro em função do período pré-eleitoral e também pela falta de entendimento para a apreciação da proposição.

E-MAILS DE MINISTRO DO TCU EXPÕEM FLAGRANTE DE FISIOLOGISMO

Mensagens da Casa Civil da Presidência da República revelam como funciona a troca de favores entre autoridades e seus padrinhos políticos. Ministro do Tribunal de Contas da União conseguiu indicar a esposa para o Superior Tribunal de Justiça e o irmão para o Tribunal Superior do Trabalho com a ajuda de Dilma Rousseff. No organograma dos poderes, o Tribunal de Contas da União exerce o papel de guardião dos cofres públicos. Do superintendente de uma repartição federal na Amazônia ao presidente da República, ninguém está livre de prestar contas ao órgão. É do TCU a missão de identificar e punir quem rouba e desperdiça dinheiro público, seja um servidor de terceiro escalão, um ministro de Estado ou uma dezena de diretores da Petrobras. Enfrentar interesses poderosos é da natureza do trabalho do tribunal. Por isso, seus ministros gozam de prerrogativas constitucionais, como a vitaliciedade no cargo, destinadas a lhes garantir autonomia no exercício da função. No mundo ideal, o TCU é plenamente independente. Na prática, troca favores com o governo, sujeita-se às ordens do Palácio do Planalto e, assim, contribui para alimentar a roda do fisiologismo, mal que a corte, em teoria, deveria combater. A revista VEJA teve acesso a um conjunto de mensagens que mostram que há ministros dispostos a servir aos poderosos de turno a fim de receber generosas contrapartidas, como a nomeação de parentes para cargos de ponta. Trocadas durante o segundo mandato do presidente Lula, as mensagens revelam o ministro Walton Alencar, inclusive quando comandava o TCU, no pleno gozo de uma vida dupla. Nos julgamentos em plenário e nas manifestações públicas, Walton era o magistrado discreto, de perfil técnico, que atuava com rigor e independência. Em privado, era o informante, os olhos e os ouvidos no TCU de Dilma Rousseff, à época chefe da Casa Civil, e de Erenice Guerra, então braço-direito da ministra. Walton pôs o cargo e a presidência do tribunal a serviço da dupla. E o fez não por mera simpatia ou simples voluntarismo. Em troca, ele recebeu ajuda para emplacar a própria mulher, Isabel Gallotti, no cargo de ministra do Superior Tribunal de Justiça. A trama toda ficou registrada em dezenas de mensagens entre Walton e Erenice, apreendidas em uma investigação da Polícia Federal. Com a colaboração das mulheres mais poderosas do Palácio do Planalto no segundo mandato de Lula, Walton conseguiu mobilizar um espantoso generalato de autoridades para defender a indicação da esposa.

JOSÉ ROBERTO ARRUDA ENTRA COM PEDIDO DE LIMINAR NO STJ

O ex-governador José Roberto Arruda entrou na sexta-feira com pedido liminar no Superior Tribunal de Justiça para suspender os efeitos da condenação por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Após a decisão do Tribunal de Justiça, o Tribunal Regional Eleitoral negou o registro de candidatura da Arruda ao governo federal e o TSE optou por manter a decisão e deixar o político inelegível nas eleições deste ano. Arruda pretende recorrer da decisão do TJ-DF por meio de recurso especial no STJ, que permitiria eventualmente alterar sua condenação. Como o trâmite na instância regional, contudo, ainda não acabou, o ex-governador entrou com medida cautelar na Corte pedindo desde já efeito suspensivo para o recurso que ainda será apresentado. Também foi feito pedido liminar, que será apreciado de forma monocrática pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho.

IDENTIFICADOS OS RESTOS MORTAIS DE DESAPARECIDO POLÍTICO EM BRASÍLIA

Os restos mortais do desaparecido político Epaminondas Gomes de Oliveira, morto em 1971 durante o governo militar, foram localizados na capital federal. O anúncio foi feito pela Comissão Nacional da Verdade, em sua reunião de sexta-feira. A confirmação de que o corpo exumado em 24 de setembro de 2013 do cemitério em Brasília era mesmo de Epaminondas veio com o laudo do Instituto Médico Legal (IML) da capital federal, solicitado pela comissão da verdade. Apesar de o então líder comunista maranhense estar enterrado em Brasília, a família nunca teve acesso aos seus restos mortais até então. Epaminondas teria sido morto aos 68 anos, quando estava sob custódia do Exército, no antigo Hospital de Guarnição de Brasília, no Setor Militar Urbano, em Brasília, em 20 de agosto de 1971. Epaminondas é o primeiro desaparecido político identificado pela Comissão Nacional da Verdade. O guerrilheiro maranhense foi preso em um garimpo paraense, em 7 de agosto de 1971, durante a Operação Mesopotâmia, realizada para tirar de circulação lideranças políticas da oposição na região do Bico do Papagaio (divisa tríplice entre Pará, Tocantins, então Goiás, e o Maranhão), com o objetivo de tentar detectar focos guerrilheiros na região. De acordo com depoimentos colhidos pela Comissão da Verdade, Epaminondas foi torturado numa área do extinto Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), localizada na estrada entre Porto Franco, cidade onde vivia à época, e Imperatriz, ambas no Maranhão. De lá, foi levado para Brasília, onde permaneceu preso e, depois, novamente torturado no Pelotão de Investigações Criminais (PIC), e morreu em 20 de agosto de 1971, no Hospital Militar de Área de Brasília.

VICE-PRESIDENTE DO PT PEDE "ENFRENTAMENTO" COM MARINA

Vice-presidente do PT, o deputado federal José Guimarães (CE) defendeu na noite de sexta-feira, 29, após a divulgação do resultado da pesquisa Datafolha, o fim da fase de "boa moça" e o enfrentamento político com a candidata do PSB à Presidência. Pela primeira vez, Marina Silva apareceu em empate técnico no primeiro turno com a presidente Dilma Rousseff (PT). Dilma e Marina obtiveram 34% cada uma e o candidato do PSDB, Aécio Neves, caiu para 15%. No segundo turno, aumentou a vantagem de Marina sobre Dilma, saindo de um empate técnico de 47% a 43% para 50% a 40%.
Ressalvando que se trata de uma "opinião pessoal", Guimarães afirmou que a campanha precisa fazer o confronto de projetos de País com Marina Silva. Para o petista, o PSDB, com a queda de Aécio Neves, está se "deixando levar" pela ascensão de Marina Silva, "fazendo corpo mole". "Os tucanos estão pegando carona na bolha dela. As propostas são muito parecidas e os principais assessores de Marina são do PSDB. Ela fala em nova política, mas é cercada da velha política", criticou. O vice-presidente do PT disse que Dilma continua estabilizada e que Marina está "tomando o lugar de Aécio". "Vamos comparar os legados e mostrar o que pensamos para o País", afirmou. "Temos todas as condições de vencer o pleito no segundo turno", completou ele, ao avaliar que os dados do Datafolha divergem das sondagens internas do PT, que mostram Dilma ainda vencendo Marina no primeiro turno.

MARINA SILVA TIRA DUAS VEZES MAIS DE AÉCIO NEVES DO QUE DE DILMA

Marina Silva (PSB) parou de tirar eleitores de Dilma Rousseff (PT), mas continua a sangrar a candidatura de Aécio Neves (PSDB). Nos três últimos levantamentos – MDA, Ibope e Datafolha – a presidente manteve-se estável, com 34% das intenções de voto. Ao mesmo tempo, Marina foi de 28% a 34%. Ela cresceu às custas, principalmente, do tucano. Antes da morte de Eduardo Campos, Aécio Neves tinha 23%. Agora tem 15%. Perdeu oito pontos diretamente para a candidata do PSB. Além deles, Marina Silva capturou quatro pontos de Dilma, que tinha 38% antes de o jatinho Cessna Citation cair em Santos. O outro ponto veio do Pastor Everaldo (PSC), totalizando 14 pontos a mais para Marina Silva em um intervalo de menos de duas semanas. Em resumo, Marina Silva fez um buraco duas vezes maior na candidatura de Aécio Neves do que na de Dilma, por enquanto. Mas o estrago é maior do que os pontos perdidos pelo tucano. Ela ameaça inviabilizar a candidatura do PSDB ao mostrar-se uma rival muito mais forte para enfrentar a petista no segundo turno. Aécio Neves está em processo de cristianização. Nada a ver com referências religiosas, apenas uma reedição do que aconteceu com a candidatura de Cristiano Machado em 1950. O então candidato a presidente do PSD foi abandonado por seu partido no meio da disputa, que passou a apoiar Getúlio Vargas (PTB). Acrescente-se um “B” e a história não é muito diferente. Aécio Neves não perdeu o apoio formal de seu partido, mas está vendo mais de um terço de seu eleitorado virar casaca. Dilma parece ter batido no seu piso eleitoral: o terço de eleitores formado por uma mistura de petistas históricos e beneficiários de programas federais, principalmente o Bolsa Família. É um núcleo mais duro e difícil de Marina Silva corroer. O problema da presidente é que seu teto está cada vez mais baixo também. Ela pode não perder, mas tem dificuldades para ganhar.

AÉCIO NEVES INTERVÉM EM CAMPANHA PARA TENTAR "SALVAR" MINAS GERAIS

O comitê nacional do PSDB fez uma intervenção na coordenação da campanha de Pimenta da Veiga, candidato do partido ao governo de Minas Gerais, principal reduto eleitoral do presidenciável tucano, Aécio Neves. O ex-secretário estadual de Governo, Danilo de Castro, principal articulador político de Aécio Neves no Executivo mineiro, assumiu a coordenação política da campanha de Pimenta em substituição ao deputado federal Alexandre Silveira (PSD).  Andrea Neves, irmã do senador e encarregada da comunicação da campanha nacional, também dedicará mais atenção à disputa local. Para os planos futuros de Aécio Neves - que está em terceiro lugar na disputa presidencial, 19% atrás de Marina Silva (PSB) e da presidente Dilma Rousseff (PT), que estão empatadas com 34% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem - , o controle do governo mineiro é considerado fundamental. Danilo de Castro, que já coordena o comitê de Aécio Neves em Minas Gerais , foi o coordenador das duas campanhas de Aécio e da de seu sucessor, Antonio Anastasia, ao governo. A apreensão tomou conta do grupo de Aécio Neves após a divulgação da mais recente pesquisa Ibope sobre a disputa estadual, que mostrou o petista Fernando Pimentel liderando com 37% das intenções de voto, 14 pontos porcentuais à frente de Pimenta. O candidato do PT cresceu 12 pontos porcentuais em relação ao levantamento divulgado no fim de julho. O Ibope mostrou também Aécio com 34% da preferência do eleitorado, em empate técnico com a presidente Dilma Rousseff, que aparece com 31% dos votos, enquanto Marina Silva (PSB) foi apontada como preferida por 20% dos pesquisados.

TESOUREIRO DO PSB DIZ QUE PARTIDO VAI REGISTRAR JATINHO COMO "DOAÇÃO"

Coordenador financeiro da campanha de Marina Silva à Presidência e candidato a vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, o deputado federal Márcio França anunciou na sexta-feira, 29, que seu partido, o PSB, vai registrar na Justiça Eleitoral o jatinho que era usado por Eduardo Campos e caiu em Santos no dia 13 de agosto matando o presidenciável e outras seis pessoas como “doação de pessoa física”.  Os “doadores” do serviço de vôo serão os três empresários que se apresentaram, após o acidente, como os verdadeiros proprietários da aeronave. “É legal”, justificou França: “Na segunda-feira o comitê financeiro prestará contas dessa parte". Segundo França, na segunda-feira as contas ligadas a Campos serão fechadas e as de Marina Silva, que substituiu o ex-governador pernambucano, abertas. O jatinho Cessna Citation que caiu com Campos está no nome de uma empresa de Ribeirão Preto. O aparelho foi repassado, porém, para outros donos sem que as autoridades aeronáuticas fossem informadas. A Polícia Federal diz que a aeronave foi paga por um “consórcio” de seis empresas, algumas sem endereço ou lastro financeiro. A suspeita é que a própria campanha do PSB seja a compradora, algo que o partido nega. Três empresários pernambucanos assumiram a compra, João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, Apolo Santana Vieira e Eduardo Freire Bezerra Leite.

FILHA DE CHICO MENDES DIZ QUE DISCURSO DE MARINA SILVA "É MUITO RADICAL"

A filha mais velha de Chico Mendes, Ângela Mendes, não adotou a campanha de Marina Silva para presidente. Ao contrário. "Marina tem o discurso preservacionista muito radical", disparou Ângela Mendes: "Sou também pela preservação, mas não podemos negar que o agronegócio é um componente importante do nosso PIB". Acrescentou Angela: "Dentro da retórica da Marina, quais critérios ela vai utilizar para fazer um 'governo dos melhores'?" Outra dúvida da filha do ex-líder seringueiro transita por um tema delicado: "Ela é protestante e como é que ela vai governar para um País tão plural se essa questão carrega tantos dogmas. Ela hoje está atendendo ao que pensa uma população insatisfeita". Em uma rede social, Ângela Mendes se posiciona também de forma enfática: "Marina, para mim, é um enorme ponto de interrogação. Pra começar: desistiu do PT (utopia do passado) quando poderia ter resistido". Ângela Mendes hoje é assessora parlamentar do senador petista Aníbal Diniz (PT/AC).

O PETISTA GILBERTO CARVALHO AGORA DIZ QUE MARINA SILVA É A VOLTA À "ERA FHC"

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, o petista Gilberto Carvalho, afirmou em entrevista, na sexta-feira (29), no Recife, que o programa de governo de Marina Silva "é uma cópia do PSDB" e uma volta à era Ferrnando Henrique Cardoso. "Estou assustado, esperava um programa mais progressista, um programa que não falasse em voltar ao que era a era FHC", avaliou: "Estou profundamente decepcionado". Segundo ele, até a apresentação do programa de governo, Marina Silva era tida como um adversário mais difícil. "Marina começa a perder aura de candidata mais difícil de bater", observou ao indagar: "a nova política é um retorno ao passado?" Para o ministro, "além das questões vagas e imprecisas, o resto é cópia do PSDB". Ele criticou a falta de prioridade ao pré-sal, quando a candidata do PSB sabe que "o pré-sal está sendo usado para a saúde e para a educação" e também "a coisa da autonomia do Banco Central, as medidas anunciadas que se prevê para a economia, tudo numa linha de retomada". Sobre as indefinições da candidata, comentou ter visto uma brincadeira na Internet na qual diante da pergunta "crédito ou débito?" Marina diz "nem um nem outro". "Não pode ser isso, tem que fazer uma escolha, tem um limite esta história", complementou. Ele defende que a campanha do PT não deve mudar de estratégia diante do crescimento de Marina, que já aparece empatada com Dilma. "Não temos que começar a querer atacar Marina, desconstruir a Marina", frisou. "Vamos deixar isso para o Aécio, quem está desesperado é ele porque, se nós estamos preocupados porque a Marina cresce, nós estamos no jogo, o Aécio está ficando fora do jogo, então, ele vai ter que ir para o ataque". "Acho que não nos compete, sinceramente, nenhuma mudança e também não ficar muito nervoso", afirmou ao antever "um segundo turno duríssimo": "Creio muito na vitória da Dilma, mas vai ser suado".

SETOR PÚBLICO APRESENTA TERCEIRO DÉFICIT PRIMÁRIO CONSECUTIVO EM JULHO, DE R$ 4,7 BILHÕES

O setor público brasileiro teve déficit primário de 4,715 bilhões de reais em julho, registrando pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2001, três meses consecutivos de déficit primário e escancarando a dificuldade do governo de manter as contas equilibradas em meio a uma economia em recessão. O déficit de julho, que foi impactado pela piora do resultado dos Estados e municípios, mais que dobrou em relação a junho, quando o resultado ficou negativo em 2,1 bilhões de reais, mostraram dados divulgados na sexta-feira pelo Banco Central. Em julho do ano passado, o setor público tinha registrado superávit primário de 2,3 bilhões de reais. O resultado primário também veio pior do que o projetado por analistas, cuja mediana apontava saldo positivo de 200 milhões de reais. O governo brasileiro tem como meta fiscal para este ano um superávit primário de 99 bilhões de reais, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado do ano até julho, o superávit primário do setor público soma para 24,7 bilhões de reais, 65% menor que o superávit de 71,2 bilhões de reais no mesmo período do ano passado. Com isso, ficou ainda mais distante a possibilidade do governo cumprir a meta fiscal do ano. Em 12 meses até julho, o superávit primário recuou para 1,22% do PIB. A deterioração das contas públicas nos últimos anos abalou a confiança dos investidores na economia brasileira, levando a agência de classificação de risco Standard & Poor's a reduzir o rating do Brasil.

ALOYSIO NUNES FERREIRA DIZ QUE PIB FRACO ELEVA O DESEJO DE MUDANÇA NO BRASIL

O candidato a vice-presidente da República, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) afirmou na tarde de sexta-feira, 29, que o contraste entre Produto Interno Bruto (PIB) negativo no primeiro e no segundo trimestre de 2014 e a previsão do governo de alta de 3% para o PIB em 2015 mostram que a presidente Dilma Rousseff (PT) vive em "um universo paralelo". "Além do PIB fraquíssimo, tivemos o envio ao Congresso da proposta orçamentária, prevendo o crescimento de 3% para 2015. Isso mostra que o governo está absolutamente desconectado da realidade e que a presidente Dilma infelizmente vive num universo paralelo do mundo real", afirmou o tucano. "O PIB fraquíssimo não fortalece a oposição, mas fortalece o desejo de mudança no Brasil", concluiu o candidato a vice-presidente e também senador.

BRASIL PODE TER NOTA REBAIXADA APÓS ENTRAR EM RECESSÃO E DÉFICIT PÚBLICO INCONTROLÁVEL

A contração mais forte do que analistas e investidores esperavam do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deste ano, além da divulgação do terceiro déficit primário consecutivo das contas do setor público, coloca sob forte pressão de rebaixamento o rating soberano brasileiro. O IBGE divulgou que o PIB do segundo trimestre deste ano contraiu-se 0,6%, mais do que a mediana das estimativas, de queda de 0,4%. E o PIB do primeiro trimestre foi revisado de expansão de 0,2% para contração de 0,2%, confirmando as expectativas de uma recessão técnica no Brasil. As agências internacionais de rating vêm colocando grande peso no crescimento econômico para avaliação da qualidade de crédito soberano do Brasil, mas a Moody’s e a Fitch, que ainda não reduziram a nota de classificação do País, demonstraram mais paciência, dando a entender que esperariam o final do ciclo eleitoral para tomar uma decisão. “As agências de rating não vão mexer nisso até depois das eleições”, diz um respeitado economista com conexões em Brasília: “Aguardarão posicionamento do governo eleito a respeito, mas se não mudar nada, a Fitch deve mover-se antes, embora tenha que mexer no ‘outlook’ (perspectiva) primeiro, para negativo". Já um economista-chefe de uma importante instituição financeira é da opinião de que o “downgrade” (rebaixamento) da classificação de risco brasileiro só acontece com a reeleição da presidente Dilma Rousseff. “A oposição vai ganhar o benefício da dúvida”, afirma a fonte: “Quanto a quem sai na frente, sinceramente não saberia dizer, mas um rebaixamento da Moody’s teria um peso maior que o da Fitch". Em março deste ano, a Standard & Poor’s rebaixou o rating brasileiro de BBB para BBB-, com perspectiva estável. Ao anunciar a mudança, a S&P citou o fraco crescimento brasileiro e a deterioração das contas públicas entre as causas do rebaixamento. Para um renomado economista de um grande banco estrangeiro, a dinâmica atual de desaceleração forte da economia – reforçada pelo PIB do segundo trimestre deste ano – e de piora dos resultados primários do governo não impedirá, inclusive, um novo rebaixamento pela S&P, a qual já se antecipou à Moody’s e à Fitch. Em julho deste ano, a diretora e principal analista responsável por América Latina da Fitch Ratings, Shelly Shetty, disse que a manutenção do fraco ritmo de crescimento econômico do Brasil e da deterioração das contas do governo teria impacto negativo no rating soberano do País, podendo levar a um rebaixamento da nota no futuro. A Fitch atribui ao Brasil um rating BBB, com perspectiva estável. Já a Moody’s, também em julho, divulgou um relatório com uma mensagem mais dura sobre a avaliação da economia brasileira e a perspectiva sobre o rating soberano do País. A agência de rating tem uma classificação de grau de investimento Baa2 para o Brasil, com perspectiva estável. O pessimismo em relação ao Brasil se agravou hoje depois da divulgação das contas do setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção da Petrobras e Eletrobras), o qual apresentou déficit primário de R$ 4,715 bilhões em julho. É o terceiro mês consecutivo de déficit no resultado do setor público. Em junho, o resultado havia sido negativo em R$ 2,100 bilhões. Para o economista-chefe de uma grande instituição financeira, o PIB de 2015 será ruim mesmo com vitória da oposição, pois receberá um “carry” (carrego) muito ruim e condições de renda e crédito igualmente negativas.

STJD CONFIRMA QUE O GRÊMIO SERÁ DENUNCIADO POR RACISMO

A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva confirmou na sexta-feira que o Grêmio será denunciado e enfrentará um julgamento pelo episódio de injúria racial contra o goleiro Aranha, durante a vitória do Santos por 2 a 0 sobre o clube gaúcho, na noite de quinta-feira, no jogo de ida das oitavas de final, disputada na Arena OAS. O procurador-geral Paulo Schmitt explicou que o Grêmio será indiciado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Em caso de punição, o clube gaúcho pode receber multa de até R$ 100 mil, além de perda de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da Copa do Brasil. "As imagens já foram solicitadas e nelas é possível identificar nitidamente uma torcedora xingando o atleta e vários torcedores fazendo imitações de macaco. Não há dúvida quanto ao fato, portanto o clube será denunciado por infração ao artigo 243-G (e seus parágrafos) do CBJD", disse Schmitt. Aos 42 minutos do segundo tempo, quando o Santos vencia a partida por 2 a 0, o goleiro Aranha interrompeu o jogo para comunicar ao árbitro Wilton Pereira Sampaio que estava sendo alvo de insultos raciais da torcida gremista. Inicialmente, porém, o juiz apenas narrou na súmula o arremesso de um rolo de papel higiênico no gramado próximo a Aranha. Depois, porém, Wilton Pereira fez um adendo complementar relatando os insultos proferidos contra o goleiro. Não é a primeira vez que o Grêmio recebe punição, sua torcida chamada Geral é quase como uma quadrilha.

O PETISTA PADILHA ACUSA ALCKMIN DE FAZER "INAUGURAÇÃO FAKE" DOS OBRAS DO MONOTRILHO

O candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha, acusou na sexta-feira, 29, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), adversário na disputa estadual, de fazer "inauguração fake" das obras do monotrilho, na zona leste de São Paulo. "É uma inauguração fake, porque não vai inaugurar por licitações e só vai funcionar de fim de semana e em teste", disse o petista após participar do ciclo de palestras com candidatos ao governo promovido pela OAB-SP: "É mais uma atitude do atual governador, que está no governo há 20 anos, e que no ano da eleição começa a fingir que tem novas medidas". Alckmin visitou na sexta-feira, ao lado do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, as obras da Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo.

ESTADOS UNIDOS DIZEM QUE NÃO HÁ AMEAÇA ESPECÍFICA DO ESTADO ISLÂMICO AO TERRITÓRIO AMERICANO

Os Estados Unidos não têm conhecimento de qualquer ameaça específica ao território norte-americano por parte de terroristas do Estado Islâmico (Califado), disse o Departamento de Segurança Interna na sexta-feira, depois que a Grã-Bretanha elevou o alerta para ameaça de terrorismo internacional. Terroristas do Estado Islâmico e apoiadores, no entanto, "têm demonstrado intenção e capacidade de atingir cidadãos norte-americanos no Exterior", disse o secretário de Segurança Interna, Jeh Johsnon, em comunicado. Ele afirmou que o departamento tomou medidas para reforçar a segurança em aeroportos no Exterior que têm voos diretos para os Estados Unidos. Johnson disse que conversou com a secretária do Interior britânica, Theresa May, a respeito da decisão do governo britânico de elevar o alerta de ameaça de terrorismo ao segundo nível mais alto da escala. Essa é a primeira vez desde meados de 2011 que a Grã-Bretanha coloca seu alerta de ameaça neste nível. O porta-voz da Casa Branca, John Earnest, disse que não há planos de elevar o alerta dos Estados Unidos.

MARINA SILVA PROMETE LEI PARA FIXAR O MANDATO DO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL, SÓ FALTA ELA PROMETER OS CÉUS....

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, promete em seu programa de governo enviar projeto de lei que estabeleça mandato fixo para o presidente do Banco Central. O modelo dessa proposta, no entanto, só "será mais detalhado após as eleições", conforme diz o texto apresentado na sexta-feira, 29, pela presidenciável. Essas e outras propostas da candidatura do PSB ao Planalto vão ao encontro a políticas mais ortodoxas de condução da economia. Em um dos quadros do segundo dos seis eixos do programas de governo, intitulado "Para reduzir e manter baixa a inflação", Marina Silva afirma querer "recuperar o tripé macroeconômico básico", que consiste em respeitar metas de inflação, gerar superávit primário para pagamento de juros da dívida pública e manter a caixa de câmbio flutuante. Em seguida, a candidata afirma ser preciso "assegurar a independência do Banco Central o mais rapidamente possível, de forma institucional, para que ele possa praticar a política monetária necessária ao controle da inflação". A atual política econômica da presidente Dilma Rousseff é alvo de críticas de opositores por não cumprir o centro da meta de inflação, de 4,5% ao ano.

MARINA SILVA QUER TRANSFORMAR O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA EM UMA POLÍTICA DE ESTADO

O programa de governo da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, defende o fortalecimento dos programas de transferência de renda e promete transformar o Bolsa Família em política pública de Estado, permitindo assim sua manutenção independentemente da mudança de governo. O conjunto de propostas prevê a inclusão de 10 milhões de famílias. A candidatura reconhece a redução da pobreza nos últimos anos e propõe também a criação de uma terceira geração de programas sociais que favoreçam o empreendedorismo das famílias. As propostas para as políticas sociais, saúde e qualidade de vida são descritas no quarto eixo do programa. A candidatura sugere a criação de um cadastro único dos programas sociais para que o governo possa investigar as reais necessidades da população por meio de "agentes de desenvolvimento da família". "Fazer emergir uma terceira geração de programas sociais que, além da mera sobrevivência, assegurem igualdade de oportunidades, acesso a serviços públicos de qualidade e plena emancipação das famílias", defende o programa. Além da terceira geração de programas sociais - a primeira é da década de 90 e a segunda, da seguinte -, o programa prega que sua verdadeira porta de saída é o empreendedorismo, por isso promete dar atenção às cooperativas e à criação de incubadoras de empresas. No documento, o Estado se transforma em "mobilizador" e não mais um simples "provedor" de políticas públicas. "Apoiar programas e projetos que estimulem mais pessoas a criar microempreendimentos", diz o documento. Na área de Saúde, Marina reitera a promessa de utilizar, ao longo de quatro anos, 10% da receita corrente bruta da União no setor. "Não basta, portanto, um choque de gestão. É preciso aportar mais recursos na área", defende o programa. O documento se compromete com a construção de 100 hospitais regionais, 50 maternidades, uma policlínica em cada uma das 435 regiões, prega o aumento dos investimentos em pelo menos 30% na atenção básica, fala em ampliar o Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) - este com apoio das Forças Armadas em áreas de difícil acesso - e o número de leitos. O documento defende a ampliação da rede de atendimento para transtornos mentais, prega o investimento em programas de reinserção de usuários de drogas e fala em garantir a universalização do Programa Saúde da Família (PSF). A candidatura afirma que os investimentos virão do crescimento econômico e da priorização da área no orçamento. Sobre o Programa Mais Médicos, o texto de Marina classifica a política do atual governo como "emergencial" e diz que ele é uma "resposta inconsistente" para o problema da saúde no País. A candidatura diz que é preciso uma política pública para estimular a criação de recursos humanos para o Sistema Único de Saúde. A reforma da Previdência é o último item do quarto eixo, mas não há uma proposta fechada para o assunto. Marina promete promover o debate sobre a questão e diz que vai buscar "alternativas" para o fator previdenciário. Só faltou dizer que vai fazer milagres e distribuir peixes.

PROGRAMA É SÓ O PRIMEIRO PASSO, DESTACAM OS MARINISTAS NECA SETÚBAL E MAÚRICIO RANDS

Os coordenadores de programa de governo da candidata Marina Silva (PSB), Neca Setúbal e Maurício Rands, afirmaram na sexta-feira que o programa que está sendo apresentado é apenas um começo das idéias que um eventual governo de Marina Silva colocará em prática. "Temos consciência de que terminamos uma primeira fase desse programa. Agora nossa fase será focada em ampliar ainda mais o diálogo, através da internet", afirmou Neca Setúbal, destacando que o programa apresentado já "é fruto de um trabalho de muita participação" da sociedade. Rands destacou que o programa ainda não está numa "estação de chegada definitiva". "E sim apenas em uma estação de uma caminhada de ouvir o Brasil", afirmou.

JUSTIÇA NEGA RECURSO DA UNIÃO A FAVOR DA VALE EM AÇÃO SOBRE LUCROS NO EXTERIOR

A primeira turma do Superior Tribunal de Justiça negou, por unanimidade, recurso impetrado pela União e manteve decisão que libera a mineradora Vale de pagar impostos sobre lucro auferido por controladas no Exterior para evitar a bitributação, disse a empresa na sexta-feira. O recurso foi impetrado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional após decisão favorável do STJ à Vale, em abril. Na ocasião, a Justiça decidiu que o fisco brasileiro não pode tributar o lucro de controladas da Vale em Luxemburgo, Bélgica e Dinamarca. "A Vale aguardará a publicação do acórdão para avaliar os próximos passos", disse a Vale em nota. Para a corretora Brasil Plural, a notícia é "marginalmente positiva" para as ações da mineradora. "Incertezas políticas têm contribuído para perpetuar as ações da vale em patamares baixos", afirmou o Brasil Plural.

A PETISTA DILMA ROUSSEFF ATRIBUI RECUO DO PIB A FERIADOS E QUEDA DOS PREÇOS DAS COMMODITIES

Em visita a Salvador (BA), em uma agenda mista com eventos oficiais e gravações para a propaganda eleitoral, a presidente petista Dilma Rousseff classificou como "momentânea" a queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre do ano e disse esperar uma "grande recuperação" dos indicadores no segundo semestre. Segundo Dilma, o excesso de feriados, por causa da Copa do Mundo, e a queda nos preços das commodities no mercado internacional foram os principais responsáveis pela redução de 0,6% do PIB do País no segundo trimestre. "Por causa da Copa do Mundo, tivemos a maior quantidade de feriados na história do Brasil, nos últimos anos, nesse trimestre, mas no próximo trimestre, teremos uma situação oposta", alegou a presidente. A explicação foi similar à dada pelo ministro da Fazenda mais cedo. Além dos feriados, Guido Mantega também culpou o cenário externo e a seca pela retração da economia no segundo trimestre. "Nós estamos vendo que os únicos países que se saíram bem no segundo trimestre no mundo foram a China, os Estados Unidos e o Reino Unido, este último um pouco menos, mas bem", completou Dilma: "Nos demais países, houve uma redução drástica do crescimento. Aqui na América Latina também se verificou isso. E uma das razões foi a queda dos preços das commodities. Alguns países vizinhos, como o Chile, o Peru e a Colômbia, tiveram uma grande redução do crescimento. Acredito que no próximo trimestre e no segundo semestre do ano nós teremos uma grande recuperação." A presidente também disse acreditar que o Brasil "tem todas as condições para ter uma grande retomada".

PROGRAMA DE MARINA SILVA PREVÊ O FIM DA REELEIÇÃO E A IMPLANTAÇÃO DA DITADURA DOS CONSELHOS POPULARES

O programa de governo de Marina Silva divulgado na sexta-feira diz que é preciso um novo modelo de concepção do Estado, que contemple "uma gestão participativa, competente e uma governabilidade pautada pela transparência". O programa avalia que os impasses atuais da sociedade não serão superados sem uma "ampla participação" e faz uma crítica ao governo Dilma Rousseff nesse quesito e ao longo de todo o texto. "Na direção oposta, o atual governo trabalha para substituir o cidadão, com seu consentimento a cada quatro anos, na tomada de decisões e na gestão das políticas públicas", afirma. Diz ainda que o modelo de democracia está em "evidente crise" e que atualmente se pratica o "loteamento do Estado em troca do apoio parlamentar e do tempo de televisão". De concreto, o texto defende a deflagração de uma reforma política, com a sugestão de seis mudanças: 1) a unificação dos calendários das eleições gerais, com o fim da reeleição e a adoção do mandato de cinco anos; 2) novos critérios para eleição de cargos proporcionais, como o de deputados federais e estaduais, sem precisar quais; 3) permissão de candidaturas avulsas aos cargos proporcionais, com o cumprimento de determinados requisitos; 4) redefinição da propaganda eleitoral gratuita para melhorar a representatividade da sociedade brasileira; 5) permissão da convocação de plebiscitos e referendos pelo povo e facilitar a iniciativa de apresentação de leis de iniciativa popular; 6) e fortalecimento dos mecanismos de transparência nas doações de campanhas eleitorais. É óbvio que esse programa é de inspiração comunista e pretende solapar a democracia representativa. O programa também defende a elevação da qualidade dos serviços públicos. Diz que, se isso for obtido, haverá um aumento de arrecadação em patamares abaixo do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, o que, consequentemente, poderá levar à redução da carga tributária e à melhoria dos serviços prestados à população. Evidentemente, é um delírio, porque o setor público não gera qualquer valor. O texto também prega o estabelecimento de metas de bonificação para o serviço público e uma reforma da administração pública, com a adoção, por exemplo, da cultura da prestação de contas e a priorização de servidores de carreira em detrimento dos cargos de livre provimento. O programa diz que será implementado, por decreto, o programa A3P - Agenda Ambiental da Administração Pública, em todo o funcionalismo federal - hoje tal adoção é optativa e, segundo o texto, está enfraquecida. Cursos de educação ambiental de gestores públicos e compras de produtos ambientalmente corretos também estão previstos. Há ainda a defesa da construção de um "novo federalismo". Entre outras iniciativas, o texto prevê o aumento nos repasses da União para Estados e municípios a partir de transferências fundo a fundo (sem precisar quanto e como) e o aumento imediato do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), propondo que essa elevação esteja condicionada a investimentos em transporte coletivo e custeio do passe livre - uma das principais bandeiras do ex-candidato Eduardo Campos. Também sem detalhar, o texto propõe um "novo modelo profissional" de repartição de receitas tributárias a fim de dar maior autonomia aos entes federados. O programa de governo do PSB também se posiciona claramente sobre temas recorrentes nos debates eleitorais como união gay e a participação de movimentos populares. No capítulo 6 - Cidadania e Identidades, o programa diz apoiar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, "com vistas à aprovação dos projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação, que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil". O texto fez amplo preâmbulo a respeito da causa, afirmando que vivemos em uma sociedade sexista, heteronormativa e excludente em relação às diferenças, em que os direitos humanos e a dignidade das pessoas são constantemente violados e guiados. E diz que é preciso olhar com respeito as demandas de grupos minoritários e de grupos discriminados. "A população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) encontra-se no rol dos que carecem de políticas públicas específicas", diz o documento. O programa estabelece metas, como articular no Legislativo a votação do PLC 122/06, que equipara a discriminação baseada na orientação sexual e na identidade de gênero àquelas já previstas em lei para quem discrimina em razão de cor, etnia, nacionalidade e religião. Compromete-se ainda com a aprovação do Projeto de Lei da Identidade de Gênero Brasileira - conhecida como Lei João W. Nery -, que regulamenta o direito ao reconhecimento da identidade de gênero das "pessoas trans". Outra promessa é eliminar obstáculos à adoção de crianças por casais homoafetivos. O texto também prevê a manutenção dos programas de cotas para negros, mas com a ressalva de ser uma medida temporária, emergencial e reparatória da dívida histórica, com data prevista para terminar. Com relação ao aborto, a única menção é a proposta de "consolidar no Sistema Único de Saúde (SUS) os serviços de interrupção da gravidez conforme a legislação em vigor". O documento dedica grande espaço à defesa da participação de movimentos sociais e contra a criminalização dos mesmos. Segundo o texto, a idéia é possibilitar que movimentos populares ocupem espaços políticos, com definição de prazos para responder às reivindicações e problemas. Um dos pontos prevê a implantação de forma efetiva a Política Nacional de Participação Social, pelo aumento da participação da sociedade civil nos conselhos e instâncias de controle social do Estado. Prevê ainda combater a repressão e a criminalização de movimentos sociais e populares, pela implantação de uma Política Pública Participativa de Inteligência Cidadã, Segurança Popular e Defesa Social e estabelecer políticas de proteção aos direitos de manifestações pacíficas dos movimentos populares para evitar repressão e criminalização pelos órgãos do Estado, entre outros pontos.

HISTORIADOR CARLOS GUILHERME MOTA DEIXA A DIREÇÃO DA BIBLIOTECA BRASILIANA DEVIDO À CRISE FINANCEIRA NA USP

O historiador Carlos Guilherme Mota pediu demissão na sexta-feira, 29, do cargo de diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, que pertence à Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, o afastamento foi motivado pela crise da instituição, que tem professores e funcionários em greve há mais de três meses por reajuste salarial. Mota, docente emérito da instituição, assumiu a direção da Brasiliana em abril deste ano e será substituído pela professora Sandra Vasconcelos, integrante do comitê acadêmico da biblioteca, montado por ele. A unidade, inaugurada em março de 2013, reúne mais de 60 mil volumes, entre livros e documentos sobre o País, doados à USP oito anos antes pelo bibliófilo José Mindlin. Em sua carta de despedida, distribuída a colegas, Mota criticou a falta de condições causadas pela greve. Em um edifício com mais de 20 mil metros quadrados de área no Câmpus Butantã da USP, a biblioteca teve o funcionamento prejudicado desde maio, quando começou a greve. Mota reclama, por exemplo, que não consegue entrar em seu gabinete há mais de um mês, por causa da paralisação e dos piquetes. No texto, o ex-diretor critica severamente a postura radical dos movimentos sindicais e a inabilidade do atual reitor, Marco Antonio Zago, para articular esforços na solução da crise, além do rombo financeiro deixado por João Grandino Rodas, o último reitor. “E o governo do Estado está silente, como sempre”, completou. “É um ato de protesto”, esclareceu Mota. O historiador foi convidado para o cargo com a tarefa de consolidar as atividades da Brasiliana, fortalecer os laços com bibliotecas nacionais e estrangeiras e também resolver problemas da gestão anterior. Na avaliação de Mota, a “missão foi cumprida”. Para ele, a escassez de verbas na USP, que gasta mais do que recebe do Estado com salários desde 2013, também ameaça o avanço da biblioteca, apesar do apoio da reitoria à unidade.

SURTO DE EBOLA CHEGA AO SENEGAL

O Senegal se tornou o quinto país do oeste da África a ser vitimado pelo pior surto de Ebola da história na sexta-feira, e tumultos irromperam em áreas remotas do sudeste da vizinha Guiné, onde o nível de infecção está aumentando rapidamente. No sinal mais recente de que a epidemia do vírus, que já matou pelo menos 1.550 pessoas, está saindo de controle, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que os casos de Ebola aumentaram na semana passada no ritmo mais rápido desde seu surgimento em março na Guiné. A epidemia vem desafiando os esforços de contenção dos governos, o que levou os Médicos Sem Fronteiras, instituição que encabeça o combate à doença, a pedir que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) assuma o encargo de detê-la. Incluindo as mortes, mais de três mil pessoas foram infectadas na Guiné, Libéria e em Serra Leoa, e o surto também chegou à Nigéria, onde seis pessoas morreram. O primeiro caso do Senegal é um estudante da Guiné. A ministra senegalesa da Saúde, Awa Marie Coll Seck, relatou que o homem buscou tratamento em um hospital da capital, Dacar, na terça-feira, ocultando o fato de que teve contato próximo com vítimas em seu país. Exames no Instituto Pasteur de Dacar revelaram que ele tem a febre hemorrágica. Ele estava sob vigilância das autoridades de saúde da Guiné por causa de seu contato com vítimas do Ebola, mas fugiu para o Senegal, disse Seck. Moradores de Dacar reagiram com raiva e preocupação. “Quando você está doente, por que sai de seu país para exportar a doença para outro?”, indagou um radialista. Em uma tentativa de evitar a disseminação do vírus, na semana passada o Senegal proibiu vôos de e para três dos países afetados e fechou sua fronteira com a Guiné. O país, que é um epicentro de agências da ONU e entidades de assistência, também recusou a liberação de vôos de ajuda da ONU para nações contaminadas com o Ebola, o que as equipes humanitárias afirmam estar restringindo sua capacidade de reagir à epidemia. O diretor do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos alertou na sexta-feira para uma “catástrofe” se uma ação emergencial não for adotada de imediato para reverter a tendência de aumento de casos. “Há tempo de evitar uma catástrofe, mas só se ações imediatas e urgentes forem tomadas em todos os níveis”, afirmou Tom Frieden em Freetown, capital de Serra Leoa. Na quinta-feira a OMS declarou que o número real de casos de Ebola pode ser quatro vezes maior que o relatado, e que um total de 20 mil pessoas podem ser infectadas antes do fim do surto. O governo de Guiné afirma ter a epidemia sob controle, mas o número de casos disparou no sul, uma tendência que o governo atribui ao fato de as pessoas estarem cruzando as fronteiras com Libéria e Serra Leoa. A OMS disse que conta com 490 milhões de dólares para debelar o surto ao longo dos próximos nove meses, e o Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou que pode fornecer mais apoio aos países afetados.