quinta-feira, 26 de março de 2015

Pelé diz que é impossível Neymar substituí-lo como o maior da história


Em entrevista ao site Goal.com, Pelé disse nesta quinta-feira ser insuperável como melhor jogador da história. Aos 74 anos, Pelé falou que ainda hoje seria um dos melhores do mundo, mesmo disputando o título com Messi e Cristiano Ronaldo, e que nem Neymar pode superá-lo: "Ser o novo rei, o novo Pelé, é impossível... Acho que ele é um excelente jogador, ainda jovem e que vai ser uma grande estrela, sem dúvidas". Não é falta de modéstia de Pelé, é pura verdade. Quem o viu jogar pode testemunhar. Aos 17 anos, na Suécia, Pelé foi campeão mundial, e considerado um genial craque. O que só confirmou dali em diante. Até sua exuberante confirmação final na Copa do Mundo de 1970, no México. Neymar é o quinto maior artilheiro da seleção brasileira com 42 gols em 58 jogos, média de 0,68 por partida. Zico marcou 48 gols em 72 jogos (média de 0,66); Romário tem 55 em 70 jogos (média de 0,78); Ronaldo fez 62 em 98 jogos (média de 0,63); e Pelé, 77 em 92 jogos (média de 0,83). Pelé também falou sobre a maior goleada sofrida pela seleção brasileira, na semifinal da Copa de 2014, os 7 a 1 para a Alemanha: "Chorei. É lamentável que nas duas Copas do Mundo disputadas no Brasil a seleção brasileira tenha perdido. Isso é algo que ninguém pode explicar". Nunca, na época de Pelé, aconteceu uma coisa dessas. Ao contrário: na era Pelé, os jogadores tinham hombridade, coisa desconhecida para jogadores da atualidade.

Justiça abre cinco processos disciplinares contra magistrado que usou Porsche de Eike Batista


O Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu abrir cinco processos disciplinares contra o juiz federal Flávio Roberto de Souza, que foi flagrado usando o Porsche do empresário Eike Batista e confessou, segundo o Ministério Público, o desvio de recursos apreendidos sob cautela da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Na sessão desta quinta-feira, o Órgão Especial também decidiu manter o magistrado afastado de suas atividades por tempo indeterminado. Souza passou a ser investigado desde que foi fotografado ao volante do carro de Batista, no caminho de sua casa para a sede da Justiça Federal no Rio de Janeiro. Reportagem de VEJA revelou que evaporaram da 3ª Vara Federal parte dos 116.000 reais recolhidos na casa de Eike Batista e 600.000 reais apreendidos do traficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin. De acordo com o Ministério Público Federal, o magistrado já admitiu que desviou mais de um milhão de reais em bens sob cautela da 3ª Vara, da qual era titular. Dos cinco processos disciplinares abertos contra Souza, um procedimento vai tratar especificamente do uso indevido do carro e do piano de Eike Batista. Outro vai avaliar as polêmicas declarações do magistrado, de que o uso de bens por magistrados é uma prática normal. Também vai ser analisada em processo específico o desvio de 150 mil dólares e 108 mil euros, apreendidos em um processo contra um traficante internacional. Um procedimento vai tratar dos recursos apropriados de Eike Batista e o quinto processo vai tratar do dinheiro desviado da 3ª Vara Federal Criminal com a venda antecipada de bens apreendidos em uma ação penal. O juiz também é alvo de uma ação cautelar, que poderá originar uma ação penal no Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O advogado de Souza, Renato Tonini, alegou ao Órgão Especial que seu cliente merece a "aposentadoria por invalidez", por "problemas psiquiátricos". Essa foi a desculpa para as irregularidades praticadas nos processos sob a relatoria de Souza na 3ª Vara Federal Criminal.

PSOL suspende Cabo Daciolo e abre processo por infidelidade

A Executiva Nacional do PSOL suspendeu hoje (26) o deputado Cabo Daciolo (PSOL-RJ), retirando dele o direito de representar a legenda e de participar de quaisquer aparições públicas em nome do partido. Além de suspender os direitos do deputado como integrante do PSOL, a executiva decidiu encaminhar ao Diretório Nacional a apreciação de infidelidade partidária e delegou à Comissão de Ética a análise do caso. A decisão da executiva foi baseada no posicionamento do deputado Cabo Daciolo de apresentar uma proposta de emenda à Constituição desfazendo a garantia da laicidade do Estado brasileiro. Segundo o PSOL, a bancada na Câmara e a direção nacional do partido fizeram esforços para que Daciolo desistisse da posição, “que contraria um dos mais caros princípios partidários e da esquerda”. Outro motivo que levou à suspensão do parlamentar foi a posição que ele adotou ao defender os policiais acusados pela morte do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013, no Rio de Janeiro, “caso emblemático da luta por direitos humanos no Brasil”. O partido alega que o deputado foi na contramão da luta partidária em defesa dos direitos humanos e contra a política de extermínio da população da periferia. “O deputado Daciolo teria, e tem todo o direito e dever de defender um julgamento justo e célere aos policiais acusados neste e noutros casos, pois todos estes são detentores de plenos direitos e do devido processo legal. Mas é inadmissível ao PSOL a defesa, por parte de um de seus membros, de que estes são inocentes e que os culpados seriam outros. A sinalização que tal postura transmitiu para a sociedade gerou confusão e desgaste político para nossa agremiação”, diz nota da Executiva Nacional. O PSOL é o PT amanhã. Nasceu de um costela do PT e ainda atingirá a idade adulta como um PT, com todas suas mazelas. Ou seja, na esquerda não se aprende nada, repete-se sempre os mesmos erros históricos. 

CMN aumenta juros de financiamento para compra de tratores

Os agricultores e empresários rurais que financiam a compra de tratores e colheitadeiras por meio do Programa Moderfrota pagarão juros mais altos a partir de 1º de abril. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou as taxas das operações para 7,5% ao ano para beneficiários com receita até R$ 90 milhões por ano e, para tomadores com receita acima desse valor, os juros passam para 9% ao ano. Até agora, os tomadores pagavam 4,5% ao ano e 6% ao ano, respectivamente. De acordo com o Ministério da Fazenda, as novas taxas são semelhantes às cobradas nas linhas de crédito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), programa que fornece crédito para a compra de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção), exportações e investimentos em tecnologia e inovação. Para não prejudicar os mutuários do Moderfrota com operações em processo de contratação, o CMN estabeleceu que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá até 10 de abril para formalizar os contratos com os juros anteriores para quem pedir a linha de crédito até amanhã (27). Com orçamento de R$ 3,6 bilhões para o ano-safra de julho de 2014 a junho de 2015, o Moderfrota emprestou, até agora, R$ 1,8 bilhão. O CMN permitiu que o programa financie a compra de tratores novos com pulverizadores de mais de 2 mil litros e barras de 18 metros ou mais. Até agora, o financiamento para tratores desse tipo era liberado apenas para veículos usados. O CMN também amenizou as normas para que os fundos de previdência complementar aberta ampliem o prazo médio das carteiras. Originalmente, a regra previa que, a partir de 31 de dezembro deste ano, as aplicações teriam prazo médio de cinco anos,e agora o conselho reduziu o prazo para três anos. Segundo o Ministério da Fazenda, a mudança permitirá que os fundos alonguem o prazo das aplicações sem aumentar a volatilidade (instabilidade) para os investidores. Além disso, os fundos só poderão aplicar 25% do total da carteira em operações compromissadas – títulos usados pelo Banco Central para regular o volume de dinheiro em circulação no mercado. Até agora, não havia limite para essas aplicações. De acordo com o Ministério da Fazenda, a mudança permitirá que os fundos de previdência complementar apliquem mais recursos em títulos públicos. Diferentemente dos fundos de pensão restritos a funcionários de uma empresa ou de um grupo econômico, os fundos de previdência aberta são destinados a qualquer interessado em fazer uma poupança para complementar a aposentadoria. Os fundos pegam as contribuições dos mutuários e aplicam no mercado financeiro. A regulação dessas aplicações cabe ao CMN.

O petista Mantega deixa o Conselho de Administração da Petrobras, entra o petista Luciano Coutinho

O ex-ministro da Fazenda, o petista Guido Mantega, renunciou hoje (26) à presidência do Conselho de Administração da Petrobras e a uma cadeira como membro do colegiado. Para o lugar de Mantega foi aprovado pelos conselheiros o nome do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o também petista Luciano Coutinho. Coutinho é membro do Conselho de Administração da estatal desde abril de 2008. Ele faz parte também do Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora (BR Distribuidora). Conforme estabelece a Lei das Sociedades Anônimas e o estatuto social da Petrobras, a eleição de Luciano Coutinho tem validade até a próxima assembléia geral de acionistas, cuja data não foi divulgada.

Termina sem acordo reunião sobre tabelamento de frete de caminhoneiros

Depois de quase quatro horas de reunião, o governo, os caminhoneiros e embarcadores não chegaram a um acordo quanto à adoção de uma tabela com preços mínimos para o frete do transporte rodoviário de cargas no país. Um novo encontro foi marcado para o dia 22 de abril. Esta foi a segunda reunião entre o governo e representantes do setor para discutir o assunto. O ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, disse que o ponto principal da discussão é a criação de uma tabela de referência para o preço do frete, mas ressaltou que ainda é preciso verificar se a questão é constitucional: “A proposta é um tabelamento, que vamos ver se pára em pé, juridicamente. Há pareceres contra e a favor. Pedimos prazo para analisar até o dia 22". O representante do Sindicato dos Transportadores de Carga de Ijuí (RS), Carlos Alberto Litti Dahmer, afirmou que, se não houver uma proposta satisfatória do governo em relação ao preço mínimo do frete na próxima reunião, no dia seguinte (23 de abril), haverá nova paralisação de caminhoneiros no País. "Inconstitucional é a fome, é não conseguir pagar seus compromissos, é não dar sustento para a sua família”, afirmou Dahmer. O diretor da Associação Nacional de Transportadores do Agronegócio (ATR Brasil), Valmir Brustolin, disse que existe um embate entre o governo, os caminhoneiros e os embarcadores, que são os contratantes do frete, sobre o estabelecimento da tabela: “Os embarcadores entendem que é inconstitucional a aplicação de uma tabela, mas os transportadores dizem que, sem a aplicação de uma tabela de referência, esse mercado tende a tomar muito prejuízo porque a referência de frete hoje é muito difícil por causa do aumento de combustível e outros custos". Apesar de não estar na pauta do governo, a retirada do aumento do PIS e da Cofins sobre o óleo diesel continuará a ser discutida no Congresso Nacional, informou o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que participou da reunião. De acordo com o parlamentar, a isenção dos R$ 0,22 por litro de diesel vai representar um alívio para os caminhoneiros. “Não vamos abrir mão disso”, ressaltou. Também participaram do encontro, o secretário-geral da Presidência da República, o ministro trotskista Miguel Rossetto, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, deputados, senadores e representantes de entidades sindicais de classe.

Câmara instala CPI para investigar máfia de órteses e próteses no Brasil, criada pela Democracia Socialista do PT como cortina de fumaça da CPI da Petrobras

A Câmara dos Deputados instalou hoje (26) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a máfia de órteses e próteses no Brasil. O deputado Geraldo Resende (PMDB-MS) foi eleito presidente do colegiado e indicou o deputado André Fufuca (PEN-MA) para a relatoria. O roteiros da CPI será apresentado na próxima reunião da comissão. Composta por 26 membros titulares e igual número de suplentes, a CPI tem prazo de 120 dias para concluir os trabalhos. Caberá ao colegiado investigar a cartelização na fixação de preços e distribuição de órteses e próteses, além de esclarecer se há direcionamento da demanda dos serviços médicos por interesses privados, entre outros fatos relacionados à máfia. André Fufuca adiantou que pretende ouvir todos os envolvidos nas denúncias da máfia, divulgadas pela imprensa durante o ano passado. Acrescentou que integrantes da comissão deverão visitar os Estados onde existem CPIs investigando as denúncias, de modo a coletar dados e mais subsídios para as investigações. Esta CPI das Órteses e Próteses é uma direta criação da DS - Democracia Socialista, um partido revolucionário comunista, clandestino, de tendência trotskista, que parasita o corpo do PT. Os ministros Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência da República) e Pepe Vargas (Secretaria de Relações Institucionais) são ambos da DS. As informações para a Rede Globo, que lançou o assunto em seu programa Fantástico, foram fornecidas por um conhecido produtor de dossiês gaúcho que hoje se encontra a serviço da DS. O objetivo é criar uma distração e uma cortina de fumaça, com muitas matérias de televisão, para desviar a atenção da opinião pública da CPI da Petrobras, passando pela demonização dos médicos brasileiros, o que se tornou uma especialidade do regime petista. 

Presidentes da Câmara e do Senado dizem que decisão sobre indexador da dívida dos Estados e municípios cabe ao Congresso Nacional

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) disseram hoje (26), em São Paulo, que o governo deve cumprir o que foi definido pelo Congresso Nacional sobre o indexador de correção da dívida dos estados e municípios. Segundo eles, o Congresso terá a palavra final sobre a questão. Cunha e Renan contestaram o entendimento feito ontem (25) pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, de que o momento de definição sobre o indexador de correção da dívida dos Estados e municípios cabe à União. O presidente do Senado, no entanto, tem outro entendimento. “A primeira resposta que queremos saber é se o governo pode deixar de regulamentar uma decisão do Congresso, uma lei aprovada nas duas Casas do Congresso Nacional”, indagou. De acordo com Renan, o Supremo Tribunal Federal poderá ser acionado para definir a constitucionalidade da lei. “O controle da constitucionalidade cabe ao Supremo. Mas votamos nas duas Casas uma lei que manda trocar o indexador. E o governo tem um prazo para regulamentá-la, mas para regulamentá-la. O governo não pode deixar de regulamentar a lei, porque a última palavra do processo legislativo é do Parlamento. Quando o Executivo não faz a sua parte, suplementarmente o Parlamento vai ter que fazer”, disse. Ontem (25), após conversar com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o presidente do Senado decidiu adiar em uma semana a votação do projeto que obriga o governo a regulamentar em 30 dias a troca do indexador das dívidas. Para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o adiamento da votação não muda nada. Segundo ele, o governo vai ter que cumprir o que foi determinado pelo Congresso. “Isso não muda o processo. O processo, eles (governo) têm que cumprir. Se eles fizerem algum tipo de acordo, não quer dizer que não tenham que cumprir ou que não tenham a obrigatoriedade de cumprir”, afirmou. Sobre a possibilidade do STF arbitrar a questão, Cunha entende que o Legislativo fez uma lei que o Executivo tem que cumprir, pois, de acordo com o presidente da Câmara, “cabe ao Poder Judiciário julgar aquele que não cumpre a lei, não o que faz a lei”. Na avaliação de Eduardo Cunha, o que o governo está fazendo é “uma quebra de contrato” e também passando uma mensagem errada ao mercado: “Respeitar contratos é condição sine qua non que você tem para se ter segurança jurídica para atrair de investidores. Na prática, o governo está quebrando contratos mesmo dizendo que isso possa ter aumento de despesa com a redução de receita, já que essa redução estava prevista quando teve a sanção em novembro”. Cunha também comentou o projeto de fusão de partidos cujo veto da presidente da República poderia favorecer a criação do Partido Liberal (PL), que, na avaliação de Renan Calheiros, "distorce o quadro partidário". “Tudo na vida é uma questão política e estamos vivendo uma crise política. Obviamente que esse partido existindo, sendo protocolado, podendo ser criado, abalou um pouco, quebrou um pouco o cristal de confiança. Isso será recuperado, até porque esse partido não será criado, porque o PMDB vai ingressar no Poder Judiciário e vai fazer de tudo para impedir a criação desse partido. Mas nós, PMDB, com o governo, temos que aos poucos recuperar a relação que tinha antes que foi, de certa forma, abalada por esses movimentos políticos”, disse o presidente da Câmara. Cunha ressaltou que o seu partido não se sentiu traído com essa questão, mas que, segundo ele, não considerou correto esse processo: “De certa forma foi a utilização da máquina do governo para criar um partido que tem um intuito claro de atentar contra o PMDB”. Lendo o que ele diz dizer: sim, o PMDB e os peemedebistas entenderam perfeitamente a intenção do PT, dos petistas, da petista Dilma Rousseff, de liquidar com o PMDB, e estão preparados para dar o troco, muitos trocos. 

Eduardo Cunha diz que a Câmara dos Deputados deve discutir a reforma política em maio

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse hoje (26), em São Paulo, que o debate sobre reforma política deve ser feito, pela Casa, no mês de maio. “Vamos fazer uma semana, que será em maio, para votarmos única e exclusivamente tudo o que tivermos que votar em matéria de reforma política”, disse ele durante o lançamento da campanha "Mais mulheres na política", na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. Segundo ele, na semana agendada serão votadas questões envolvendo a legislação eleitoral, por exemplo. “De lá sairão algumas alterações, certamente, na legislação eleitoral e na Constituição Federal, que tratam sobre o tema reforma política”, disse ele, ressaltando que as alterações já deverão valer para as próximas eleições, em 2016. Eduardo Cunha enfatizou que serão discutidos sistema de eleição, financiamento de campanha, coincidência ou não de mandatos, se teremos ou não reeleição, como se darão as campanhas e os tempos de campanhas, e "tudo isso estará esclarecido para que, pelo menos, possam valer na eleição de 2016. Para isso, terá que ser tudo votado, promulgado, pelo menos em torno de 30 de setembro, ou sancionado, o que for por lei ordinária, até 30 de setembro deste ano”, explicou.

O "aloprado" Ricardo Berzoini diz que governo da petista Dilma não tem projeto pronto de regulação da mídia

O ministro das Comunicações, o petista "aloprado" Ricardo Berzoini, garantiu hoje (26), na Câmara dos Deputados, que o governo não tem um projeto pronto de regulação da mídia. Ele negou que haja intenção de controle dos meios de comunicação. Em comissão geral da Câmara, ele ressaltou que o governo pretende abrir amplo debate sobre o tema, e entende que ele é polêmico. Por isso, precisa ser tratado da forma mais transparente e debatido com todos os segmentos da sociedade. “O governo tem consciência que o tema é muito polêmico e tem que ser tratado com a mais ampla abertura ao diálogo. E estar aberto ao diálogo pressupõe não apresentar uma proposta antes de ouvir a sociedade. Então, ouvir a sociedade, ouvir os interessados, os operadores do setor, aqueles que têm atividades comerciais, aqueles que têm elaborações acadêmicas, para que possamos formar uma opinião de um governo que é multipartidário”, disse o ministro à imprensa após exposição aos deputados. O ministro Berzoini disse que ministros do governo Fernando Henrique Cardoso elaboraram um anteprojeto de regulação das telecomunicações de massa que, hoje, seria criticado. Segundo o ministro, o governo não vai apresentar nenhuma proposta sobre o tema neste momento. “Vamos abrir um debate”, disse. Ele informou que o objetivo é construir entendimentos que sejam úteis à sociedade brasileira. Ao falar das prioridades de seu ministério, Ricardo Berzoini informou que criou um grupo de trabalho para estudar a possível desburocratização do processo de outorga e renovação de concessões de rádio e televisão. Ele destacou que “algumas etapas precisam ser simplificadas, e vamos dialogar com os parlamentares para isso”. O ministro também disse que um dos desafios de sua pasta é o cumprimento do calendário da TV Digital, sem prejudicar a população. De acordo com o "aloprado" Berzoini, o Brasil precisa planejar sua infraestrutura de comunicações para garantir serviços de qualidade e acessíveis. “Falar de comunicação hoje é falar da vida cotidiana de cada um de nós, e as comunicações no Brasil têm de ser vistas a partir dessa lógica”, afirmou. 

Coutinho no lugar de Mantega na Petrobras. O que se ganha? Nada!

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, será o novo presidente do Conselho da Petrobras até 29 de abril. Substitui Guido Mantega, que renunciou. Coutinho já é membro do Conselho — e também da BR Distribuidora. Isso é bom ou mau? Huuummm… Creio que a última vez em que toquei aqui no nome de Coutinho foi para censurá-lo por ter disparado telefonemas para senadores para tentar impedir uma CPI no BNDES. Sabem como é… Há uma certa curiosidade em conhecer as operações de financiamento do banco, especialmente para países estrangeiros como Cuba ou Venezuela. Não me parece que se ganhe grande coisa com a troca. Na verdade, em vez de Coutinho ter mais poder, preferiria que ele fosse mais transparente sobre o poder que ele já tem.  Por Reinaldo Azevedo

Ministério Público vai apurar farsa para blindar governo petista na CPI da Petrobras do ano passado

O procurador federal Ivan Cláudio Marx, do Distrito Federal, determinou nesta quarta-feira a abertura de inquérito civil para apurar o envio prévio de um gabarito com as perguntas que seriam feitas por senadores a depoentes na CPI da Petrobras, no ano passado. Reportagem de VEJA revelou que governistas engendraram um esquema para treinar os principais depoentes à comissão de inquérito, repassando a eles previamente as perguntas e indicando as respostas que deveriam ser dadas. Para o PSDB, que recorreu ao Ministério Público com pedido de investigação, há indícios de que foram praticados os crimes de advocacia administrativa, falso testemunho e violação de sigilo funcional. O ex-presidente da Petrobras, o petista Sergio Gabrielli, por exemplo, recebeu antes do depoimento as perguntas que lhe seriam feitas por meio de José Eduardo Barrocas, então chefe do escritório da estatal em Brasília. Obtida por VEJA, a gravação mostra uma reunião entre Barrocas, o advogado da empresa Bruno Ferreira e Calderaro Filho para tramar a fraude no Congresso. Barrocas revela no vídeo que um gabarito foi distribuído aos depoentes mais importantes para que não entrassem em contradição. Paulo Argenta, assessor especial da Secretaria de Relações Institucionais, Marcos Rogério de Souza, assessor da liderança do governo no Senado, e Carlos Hetzel, secretário parlamentar do PT na Casa, são citados como autores das perguntas que acabariam sendo apresentadas ao ex-diretor Nestor Cerveró, apontado como o autor do “parecer falho” que levou a estatal do petróleo a aprovar a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, um negócio que impôs prejuízo de pelo menos 792 milhões de dólares à empresa. Segundo conta Barrocas, Delcídio Amaral (PT-MS), ex-presidente da CPI dos Correios, encarregou-se da aproximação com Cerveró. Relator da comissão, José Pimentel (PT-CE), a quem respondem Marcos Rogério e Carlos Hetzel, formulou 138 das 157 perguntas feitas a Cerveró na CPI e cuidou para que o gabarito chegasse ao ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. De acordo com portaria assinada pelo procurador Ivan Cláudio Marx, “em tese, o vídeo e a reportagem divulgados demonstravam a ocorrência de um esquema de fraude na CPI da Petrobras, em que as perguntas realizadas a três dos principais dirigentes da Petrobrás haviam sido elaboradas por servidores do Governo Federal, os quais haviam preparado também as respostas que deveriam ser dadas as referidas perguntas, tendo em sequência as testemunhas sido instruídas sobre as perguntas que seriam feitas e as respostas que deveriam ser dadas no âmbito da CPI”.

Viva o PPS

O PPS, por meio do deputado federal Raul Jungmann, entrou com um projeto de decreto legislativo contra a regulamentação da Lei Anticorrupção, assinada por Dilma Rousseff. A regulamentação beneficia as empreiteiras do petrolão com a possiblidade de acordos de leniência feitos diretamente com a Controladoria-Geral da União, chancelados pelo TCU e ao largo da Justiça. Esses acordos seriam firmados com todas as empreiteiras e permitiriam que elas continuassem a fechar contratos públicos e receber empréstimos de bancos estatais. Em troca tácita, as empreiteiras não entregariam Lula e Dilma Rousseff. Os acordos foram a maneira encontrada pelo governo do PT para atropelar as delações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato. Viva o PPS, por tentar barrar uma Lei Anticorrupção que premia os corruptores e, por extensão, os corruptos. (O Antagonista)

DEPOIS DO CONSELHO DA PETROBRÁS, GERDAU CAI FORA TAMBÉM DA CÂMARA DE GESTÃO DA PRESIDÊNCIA.... SÓ AGORA? PARECE PIADA

O barão do aço brasileiro, o industrial gaúcho Jorge Gerdau Johannpeter, esperou passar o vórtice do furacão do escândalo da Refinaria Pasadena e agora resolveu colocar um ponto final na sua estreita colaboração com o governo da petista Dilma, ou seja, com o regime petralha. Ele conviveu magnificamente com essa gentalha até ecolodir o escândalo do Petrolão do PT, que o pegou aboletado em cadeira no Conselho de Administração da Petrobrás. No mínimo nos últimos 30 anos, Jorge Gerdau Johannpeter pontificou como o papa dos preceitos de qualidade, produtividade e eficiência na administração pública, trazidos de sua experiência na administração privada. Para isso ele montou instituto, que passou a aplicar o tal de Programa de Qualidade na Administração Pública. E fazia convênios com governos em várias esferas, sempre sem licitação, para aplicar os tais princípios, enquanto invadia todos os sistemas e conhecia todos os dados públicos, em todas as órbitas. Por conta dessa suposta expertise, ele acabou se tornando conselheiro da Petrobras. E deu no deu, e todos estão vendo. O papa da qualidade na administração pública acabou demonstrando uma cabal e completa inabilidade para identificar a gigantesca ladroagem que passava pelo meio de seus dedos. Ele aprovava coisas como a compra criminosa da refinaria de Pasadena, em Houston, no Texas. E muito, muito mais. Toda a gama de patifarias da Petrobras passou por suas mãos. O gênio da qualidade na administração pública não viu nada. Quando explodiu toda a gigantesca trama de roubalheira na Petrobras, ele saiu correndo do cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Petrobras. Ato seguinte, afastou-se também da presidência do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, que tem empresas de capital aberto nos Estados Unidos. E agora - acreditem, só agora - ele se afasta do seu "ministério particular", a tal de Câmara de Gestão de Competitividade do governo petralha. Todos os brasileiros já sabem qual a sua atenção efetiva na "competitividade" do setor público. Como a CPI da Petrobras não mostra nem o mais remoto interesse em convocá-lo para depor na CPI da Petrobras, para investigar a sua ligação com o escândalo do Petrolão, então é o caso de encaminhar a denúncia para a Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília. Pode ser que saia uma investigação americana sobre o assunto, já que lá eles são muito mais sérios neste assunto. Jorge Gerdau Johannpeter deve assumir as responsabilidades pelo seu compromissamento com o petralhismo. Não há como escapar disso. Jorge Gerdau Johannpeter também foi membro do Conselho de Administração do Grêmio Futebol Portoalegrense, quando o clube decidiu assinar seu compromisso para entrega da totalidade do seu patrimônio para a empreiteira baiana OAS, em troca de uma Arena nova, cujo controle só assumiria mais de 20 anos depois pagando mês a mês pela sua construção. Um autêntico negócio da China, ou das Arábias.... para e empreiteira propineira, que agora está à beira da falência. E o Grêmio sem estádio, com o Estádio Olímpico parcialmente destruído. Com toda certeza, o conselheiro Jorge Gerdau Johannpeter não aplicou no Conselho de Administração do Grêmio as suas regras de administração, qualidade, competitividade, eficiência, que aplicou na direção do Grupo Gerdau. O Grêmio está à beira da extinção. Dê uma olhadinha no currículo de Jorge Gerdau Johannpeter: Coordenador da Câmara de Gestão e Planejamento do Governo Federal; Coordenador-geral da Ação Empresarial Brasileira; Presidente do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo (MBC); Líder do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP); Presidente do Conselho do Prêmio Qualidade do Governo Federal; Membro do Conselho da Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade; Membro do Conselho-Diretor do International Iron and Steel Institute (IISI); Conselheiro do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS); Presidente do Conselho de Administração de Açominas; Membro do Conselho de Administração da Petrobras; Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo Federal; Membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI); Membro do Conselho de Governança do Instituto Millenium ( profile); Membro do Conselho de Administração da Pólo RS - Agência de Desenvolvimento; Presidente do Conselho Consultivo da Junior Achievement Brasil. É evidente que, diante da situação atual, torna-se obrigatório que o governo do Estado do Rio Grande, a prefeitura e a Câmara Municipal de Porto Alegre e outros órgãos públicos rompam seus contratos com a entidade de qualidade na administração pública gerida por Jorge Gerdau Johannpeter. Mas, dificilmente seu papel será investigado e exposto publicamente, porque ele tem sido um dos mais habituais financiadores de campanhas políticas no Rio Grande do Sul durante décadas.

THE ECONOMIST DIZ QUE DILMA ROUSSEF PRATICOU "ESTELIONATO ELEITORAL"

A revista britânica The Economist publica um novo editorial sobre o Brasil na edição que chega às bancas neste fim de semana. Com o título "Lidando com Dilma", a publicação diz reconhecer os motivos que deixam brasileiros "fartos" da presidente Dilma Rousseff. Para a The Economist, Dilma mentiu na campanha e os eleitores estão percebendo que foram vítimas de um "estelionato eleitoral". "Mas um impeachment seria uma má idéia", diz a revista. "Não é difícil ver por que os eleitores estão com raiva", afirma a publicação ao comentar recente pesquisa que revelou que 60% dos brasileiros apoiam eventual impeachment da presidente. "Ela presidiu o conselho da Petrobras entre 2003 e 2010, quando os promotores acreditam que mais de US$ 800 milhões foram roubados em propinas e canalizados para os políticos do PT e aliados", diz o editorial. Além disso, a revista alega que Dilma venceu as eleições presidenciais de outubro "vendendo uma mentira". "De fato, como muitos eleitores estão percebendo agora, Dilma vendeu uma mentira", diz o texto. A The Economist argumenta que erros cometidos no primeiro mandato de Dilma é que teriam levado o Brasil à situação atual que exige corte de gastos públicos e aumento de impostos e juros. "Some-se a isso o fato de que a campanha de reeleição pode ter sido parcialmente financiada pelo dinheiro roubado da Petrobras. Os brasileiros têm todos os motivos para sentirem que eles foram vítimas de um equivalente político do estelionato", diz o texto. Apesar das palavras duras, o editorial da The Economist afirma que o impeachment pode ser "um exagero emocional". "A legislação brasileira considera que presidentes podem ser acusados apenas por atos cometidos durante o atual mandato", diz o texto. "E, ainda que muitos políticos brasileiros achem que a presidente é dogmática ou incompetente, ninguém acredita seriamente que ela enriqueceu. Contraste com Fernando Collor que embolsou o dinheiro". O editorial também reconhece que as instituições estão trabalhando para punir os criminosos. "Um impeachment iria se transformar em uma caça às bruxas que enfraqueceria as instituições, que ficariam politizadas", diz o texto, que pede que Dilma e o PT assumam as responsabilidades "pela confusão que ela fez no primeiro mandato, em vez de se tornarem mártires do impeachment". "Ter Dilma no gabinete fará com que os brasileiros estejam mais propensos a entender que as velhas políticas é que são as culpadas, não as novas".

O depoimento intelectualmente malandro de Graça Foster, a burocrata petista que tenta tapar o sol com a peneira. Ou: Golpistas são eles, além de ladrões!

Desde o começo da Operação Lava Jato, tenho contestado a tese do cartel. Há quem infira que é para proteger empreiteiras? Paciência! Cada um é dono das suas inferências. A história não acabou e não se está numa disputa de convicções. Há coisas que só o tempo corrige — mas não é fatal que aconteça. A história também é feita da “contribuição milionária de todos os erros”. Estudem a definição técnica de cartel e depois tentem demonstrar que ele é possível quando só existe uma fonte contratadora e uma fonte pagadora. Nesse caso, santo Deus, quem faz o preço? As empreiteiras ou a Petrobras? Ora… Atenção! A inexistência do cartel não implica que as empreiteiras não tenham cometido crimes ainda piores, mais cabeludos. Quando contesto essa tese, estou sustentando, ao mesmo tempo, que ela é conveniente para o PT, para os petistas, para Dilma e, como veremos, para Graça Foster. A ex-presidente da Petrobras está depondo na CPI. Entre ataques de modéstia fora de hora e inverossímeis (para quem a conhece) — “a empresa merecia gestor melhor do que eu” — e avaliações estupefacientes — “questão interna da Petrobras é suficientemente boa” —, afirmou que o esquema investigado na Operação Lava Jato foi montado fora da Petrobras. É mesmo? Eis aí! Essa é a tese do cartel? Montado “fora da Petrobras” por quem? No raciocínio de Graça, a resposta é óbvia: pelas empresas contratadas. Que estas tenham participado de um esquema criminoso, parece certo como a luz do dia. O importante é não distorcer a natureza do crime para que os bandidos realmente perigosos para a democracia não acabem impunes. “Esquema montado fora?” A menos que Graça Foster esteja se referindo ao PT, à Presidência da República, a partir de 2003, ou mesmo ao consórcio de partidos que indicou os diretores ladrões, ela está falando exatamente do quê? Fica evidente o esforço da ex-presidente de transformar a estatal em vítima das empreiteiras. É uma tese para embalar idiotas. Então os senhores do concreto armado metiam o pé na porta de Paulo Roberto Costa, de Renato Duque ou de Nestor Cerveró, entravam com uma faca nos dentes e os intimidavam: “Ou vocês aceitam receber a propina para repassar ao PT e a outros partidos, ou nós…”. Eis a pergunta: “Ou nós o quê?”. Quem detinha os instrumentos para determinar o preço, para fazer as escolhas, para definir a “margem da propina”, para punir quem eventualmente se negasse a participar do conluio? “Ah, então havia apenas extorsão, e as empresas não passam de vítimas?” Uma ova! Onde está escrito isso aqui? Em casos assim, ninguém participa de um esquema criminoso se não quiser. Mas, reitero, identificar a natureza da tramóia é importante para que se puna com a devida severidade quem tem de ser punido e para que a safadeza não se repita. Por mais que as empreiteiras tenham participado gostosamente da lambança, elas foram instrumentos empregados por uma máquina partidária para assaltar o Estado brasileiro. Os que organizavam esse esquema não assaltaram apenas dinheiro público; assaltaram também a institucionalidade. Como já definiu Celso de Mello no processo do Mensalão, são “marginais do poder”. Mais: se triunfa a tese do cartel como o centro da vigarice e se a política se torna apenas uma extensão desse centro, uma mentira clamorosa estará sendo contada. Alguém acredita mesmo que o chefe do esquema era Ricardo Pessoa, da UTC, que seria uma espécie de porta-voz do tal Clube do Bilhão? Alguém acredita mesmo que era ele quem dava o murro na mesa quando os convivas se desentendiam? De que centro irradiador partiam as ordens para pagar a percentagem de cada contrato celebrado com a Petrobras? Quem mandava no circo? Alguns cretinos inferem que, ao fazer considerações dessa natureza, estou buscando atacar o juiz Sérgio Moro. Não estou atacando ninguém. Não acho que ele esteja determinado a proteger o PT ou os petistas graúdos. Tal coisa, também, nunca escrevi. O que acho, sim, é que a tese do cartel, contra a evidência fática, concorre para isso. De resto, dá para punir com extrema severidade os empreiteiros com os crimes que foram efetivamente cometidos. Graça pode ter razão, mas de outra maneira: a estrutura criminosa foi mesmo urdida fora da Petrobras, que era, certamente, apenas um dos lugares em que operava a máquina de assalto ao Estado. Afinal, as mesmas empresas que prestavam serviços para a petroleira trabalham para outras estatais e para ministérios, onde, no mais das vezes, estão pessoas com moralidade idêntica à que vigia na Petrobras. E toda essa gente estava afinada num mesmo propósito. É por isso que, quando as ruas acordam e pedem o fim da bandalheira, identificando-a com um partido político e com seus líderes mais importantes, começa a gritaria que acusa um suposto “golpismo”. O diabo que os carregue! Golpistas são eles. Além de ladrões. Por Reinaldo Azevedo

Polícia Federal faz operação para desarticular quadrilha que desviou até R$ 19 bilhões da Receita


A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a Operação Zelotes para desarticular uma organização suspeita de fraudar aproximadamente R$ 19 bilhões dos cofres públicos em julgamentos de processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda. Ao todo, serão cumpridos 41 mandados de busca e apreensão, sendo 24 em Brasília, 16 em São Paulo e um no Ceará. No fim da manhã, R$ 1,3 milhão em espécie já haviam sido apreendidos. Para se ter uma idéia do volume movimentado nesta fraude, estima-se que o esquema investigado pela Lava-Jato desviou ao menos R$ 2,1 bilhões da Petrobras. O esquema teria iniciado em 2005, mas começou a ser investigado pela Polícia Federal em 2013. Só nos últimos dois anos, mais de 70 processos suspeitos foram identificados. Nove deles foram encerrados e extinguiram cerca de R$ 5 bilhões do montante de créditos tributários lançado pela fiscalização da Receita Federal. Empresas do ramo bancário, siderúrgico e automobilístico são investigadas por contratar consultorias que tinham influência junto ao conselho e conseguiam controlar o resultado de julgamentos de forma a favorecê-las. Os conselheiros cooptados manipulavam o andamento de processo, pedindo vista e apresentando teses de maneira complexa e bem fundamentada para evitar uma decisão desfavorável às instituições. Dez conselheiros são investigados por ter se beneficiado das fraudes, mas apenas um ainda continua no Carf e deve ser afastado do cargo. A Polícia Federal conseguiu identificar que em algumas negociações eles recebiam entre 1% e 10% das multas que teriam que ser pagas pelos contribuintes. O Carf é formado por três funcionários do Ministério da Fazenda e três representantes indicados por confederações do comércio. A função do conselho é julgar recursos em que contribuintes questionam a cobrança de tributos, multas e juros. Para o procurador federal Frederico Paiva, que participa das investigações pelo Ministério Público Federal, essa formação é frágil e facilita atos de corrupção: "É preciso repensar esse modelo, basta cooptar um conselheiro do Ministério da Fazenda, por exemplo, que você já tem um julgamento favorável ao contribuinte". Os investigados responderão pelos crimes de advocacia administrativa fazendária, tráfico de influência, corrupção passiva e ativa, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ao todo, 180 policiais federais e 55 fiscais da Receita Federal estão cumprindo os 41 mandados de busca e apreensão.

Ministério Público Federal quer acesso a contratos assinados entre construtora e empresa do bandido petista mensaleiro José Dirceu


A força-tarefa da Operação Lava-Jato quer acesso aos contratos assinados entre a Camargo Corrêa e a empresa de consultoria do ex-ministro da Casa Civil e bandido petista mensaleiro José Dirceu, a JD Assessoria e Consultoria. Os procuradores afirmam que é necessário “aprofundar” as investigações e avaliar a “licitude” dos acordos. Desde que saiu do governo Lula, José Dirceu recebeu, através da JD, R$ 900 mil da empreiteira em contratos. Os procuradores pedem que a empresa apresente os documentos. A consultoria do ex-ministro faturou R$ 29 milhões em serviços para mais de 50 empresa no período de oito anos, entre 2006 e 2013. As informações estão no inquérito que investiga Dirceu na Operação Lava-Jato. O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, quebrou na terça-feira passada o sigilo sobre a investigação. De acordo com o relatório da Receita Federal, seis empresas investigadas na Lava-Jato pagaram, juntas, R$ 8,5 milhões a José Dirceu: Construtora OAS (R$ 2,9 milhões), UTC Engenharia (R$ 2,3 milhões), Engevix (R$ 1,1 milhão), Camargo Corrêa (R$ 900 mil), Galvão Engenharia (R$ 750 mil) e Egesa Engenharia (R$ 480 mil). Os procuradores afirmam que o relatório da “vultuosa movimentação financeira” entre estas empreiteiras e a JD, “sob as rubricas genéricas de ‘consultoria’ e ‘assessoria’”. “Tal constatação despertou fundadas suspeitas de ilicitude, vez que uma das principais sistemáticas de pagamento aos agentes públicos envolvidos no já denunciado esquema de corrupção era a celebração de contratos simulados com empresas de “consultoria” e “assessoria”, mormente quando administrada por ex-agente público e político de notório trânsito na Administração Pública”, diz o pedido. Os procuradores citam como exemplo a “coincidência” entre os procedimentos licitatórios e na contratação do consócio comandado pela Camargo Corrêa para obras na Refinaria Getúlio Vargas (REPAR), em Araucária, no Paraná, com acordos assinados entre JD e a construtora. As investigações do pagamento de propina na Repar foram as primeiras a serem investigadas pela Operação Lava-Jato. 

PT, traidor e vendilhão

O recolhimento de assinaturas para a instalação de uma CPI dos Fundos de Pensão das Estatais, tarefa urgente que o senador Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, tomou para si deveria ser apoiado inclusive pela parte do PMDB não infectada diretamente pela roubança em mais esse campo. Caso seja instalada, a CPI vai demonstrar que o grande traidor dos trabalhadores, vendilhão dos interesses da gente que sua a camisa para guardar algum dinheiro, é o PT. (O Antagonista)

Continue mentindo, Graça Foster

Enquanto Graça Foster mente desavergonhadamente na CPI, simulando surpresa com o estelionato praticado por seu partido, descobrimos que dois novos processos contra a Petrobras foram protocolados na Corte de Nova York: um da gestora Skagen, da Noruega, e outro da gestora Oppehneimer, dos Estados Unidos. Ambas negociaram ADRs no período em que a Petrobras era presidida por Graça Forster. (O Antagonista)

JUIZ FEDERAL MANDA BLOQUEAR OS BENS DO DEPUTADO DO PT GAÚCHO ZÉ NUNES


O ex-prefeito de São Lourenço do Sul e atual deputado pelo PT, Zé Nunes, acaba de ter bloqueados seus bens e também os do seu secretário do turismo e ex-membro do Conselhão do peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genrlo, Zelmute Oliveira Peres. A decisão do juiz da 1ª Vara Federal de Pelotas foi tomada no âmbito da Ação de Improbidade Administrativa aberta pelo Ministério Público Federal. O processo tem o seguinte número: 5000964-41.2015.4.04.7110/RS. O deputado do PT e ex-prefeito é acusado de enriquecimento ilícito. Segundo a inicial, teria ocorrido desvio de recursos públicos oriundos da União e de patrocinadores quando da organização e realização do 25º Reponte da Canção Nativa, realizado em março de 2009 em São Lourenço do Sul. A comprovação dos pagamentos foi fraudulenta, segundo os procuradores do Ministério Público Federal, que querem a devolução do dinheiro para a União. Os prejuízos teriam chegado a R$ 800 mil.

CONTRA VOTOS DO PT E DO PSOL, ONYX APROVA NA CÂMARA NOVA LEI QUE TORNA CRIME HEDIONDO QUALQUER ATAQUE A POLICIAIS E SEUS FAMILIARES



O plenário da Câmara dos Deputados aprovou esta manhã a emenda que o deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni, DEM, conseguiu emplacar no projeto de lei 3131/2008, agravando muito os crimes cometidos contra policiais civis e militares, bem como a agentes penitenciários. Agora, conforme o projeto, assassinatos ou lesões corporais praticadas contra os agentes da lei serão considerados crimes hediondos. A proposta de Onyx ampliou o novo gravame para seus parentes até terceiro grau, o que inclui mulher, marido, filhos, pais, tios e até primos. Os ataques a ele também serão considerados crimes hediondos, o que agravará de modo geométrico as penas dos bandidos. Como se sabe, parentes de policiais e agentes penitenciários têm sido atacados como forma de obter vingança e intimidar os agentes da lei. O PT lutou bravamente contra os policiais militares e civis, tentando rejeitar a emenda. Ao lado do PT, também o PSOL afinou o discurso contra maior proteção aos agentes da lei. A nova lei foi aprovada por 215 x 100. Não há nenhuma novidade nessas atitudes de PT e PSOL colocando-se contra os agentes da ordem. Os dois partidos são de orientação comunista, e os comunistas consideram que o crime é revolucionário. Isso vem desde Karl Marx.

GOVERNO DECIDE TORNAR PERMANENTE IMPORTAÇÃO DE ENERGIA DA ARGENTINA E DO URUGUAI

O Ministério de Minas e Energia confirmou nesta quinta-feira a compra semanal de energia da Argentina e do Uruguai. No caso da Argentina, a operação se dará por meio das conversoras de frequência de Garabi e Uruguaiana, no Estado do Rio Grande do Sul. Do Uruguai, a importação ocorrerá pelas conversoras de Rivera, no Uruguai, e Santana do Livramento, Brasil, e futura conversora de Melo, no Uruguai. O agente responsável pela importação da Argentina será a Petrobras e do Uruguai, a Eletrobras. No texto, o Ministério de Minas e Energia destaca que não caberá às estatais arcar com déficits financeiros decorrentes de eventual inadimplência no mercado de curto prazo resultante do processo de contabilização da energia elétrica importada. Vale lembrar ainda que a portaria publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira abre a opção de ajustes na programação diária ou em tempo real, caso seja necessário. A determinação vale até 31 de dezembro de 2015.

Relatório de votação do Senado Federal mostra que o petista Paulo Paim é um camaleão, diz uma coisa e faz outra

O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou uma cédula de votação fajuta para negar que ajudou a manter o veto de Dilma à redução da contribuição de empregada doméstica ao INSS. Esta coluna noticiou que o “paladino dos oprimidos” saiu do plenário de fininho. Ele negou, mas o relatório oficial de votações do Senado prova que na bancada gaúcha só Paim esteve ausente. O veto foi mantido por três votos. Paim mostrou a cédula de votação para “provar” seu voto contra o veto. Mas a cédula apenas atesta intenção de voto. Na hora agá, ele sumiu do plenário para não votar e assim ajudar a manter o veto do petista Dilma Rousseff. Senadores do Rio Grande do Sul, Ana Amélia (PP) e Lasier Martins (PDT) votaram contra do veto de Dilma à redução da contribuição. Confrontado de novo com sua ausência, Paulo Paim finalmente confessou ontem: “Na hora da votação, por azar, eu não estava no plenário”. Esse é Paulo Paim, um autêntico camaleão, diz uma coisa e faz outra. Esse não deve se reeleger senador em 2018. Os gaúchos o rejeitam totalmente. 

Construção civil fecha mais de 30 mil postos de trabalho em todo o País

O nível de emprego no setor da construção civil brasileira recuou 0,94% em fevereiro, em relação a janeiro, com o corte de 30,9 mil postos de trabalho. No mesmo mês, em 2014, houve queda de 7,82%, com o fechamento de 278.137 postos. Os dados são da pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). No fim de fevereiro, a base de trabalhadores estava em 3,276 milhões de pessoas. Em nota, o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, alertou que o desemprego pode crescer ainda mais: "A queda do emprego na construção está ocorrendo em uma dimensão preocupante em todos os segmentos do setor, que representa 50% dos investimentos do País". Para interromper esse processo, segundo o executivo, é necessária a retomada dos investimentos em infraestrutura e em obras imobiliárias, com mais recursos para o Programa Minha Casa, Minha Vida. Ele defendeu a revisão do fim da desoneração da folha de pagamentos na área de construção. A Região Sudeste apresentou o maior número de empregos suprimidos (12.813), com queda de 0,78% em comparação a janeiro. A queda mais expressiva foi constatada no Norte (-2,24%), com o corte de 4.628 vagas. No Nordeste, o saldo entre demissões e contratações foi negativo em 1,56%, com a eliminação de 11.122 empregos. No Sul, ocorreu o corte de 947 vagas (-0,19%)e no Centro-Oeste, de 1.452 (-0,58%).

Nível do Cantareira continua subindo e chega a 18%, mesmo sem chuva


Mesmo sem chuva na região dos reservatórios do Cantareira, o sistema voltou a registrar alta nesta quarta-feira chegando a 18% da capacidade de armazenamento. Os dados são divulgados diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). É o 19º dia consecutivo em que o sistema apresenta elevação. A chuva acumulada em março, 189,9 milímetros (mm), já supera a média histórica para o mês, que é 178 mm. Se considerada a nova forma de calcular o nível de armazenamento da represa, o percentual é 13,9%, pois considera o volume contido no sistema em relação ao volume total (volume útil somado ao volume morto). Desde o dia 17, a Sabesp passou a disponibilizar no site também essa forma de cálculo. O índice usado anteriormente relaciona o volume armazenado somente ao volume útil. Em relação aos outros mananciais que abastecem a região metropolitana, apenas o Rio Grande registrou queda, de 98,3% para 98%. Apesar do recuo, este é o sistema com maior nível de armazenamento. Em seguida está o Guarapiranga, com 84,7% da capacidade. O nível do reservatório, que fica na zona sul, subiu 0,4 ponto percentual da terça para a quarta-feira. No Alto Cotia, foi registrada elevação de 0,5 ponto percentual, para 63,9%. O Rio Claro passou de 43,1% para 43,4%. Esse é o único manancial que ainda não superou a média histórica de chuva, que é 245,9 mm. O Rio Claro acumula 231,2 mm. O Alto Tietê subiu 0,1 ponto percentual e chegou a 23,1%.

Cerveró deve deixar carceragem da Polícia Federal em Curitiba e ir para presídio estadual


A direção do Complexo Médico-Penal de Pinhais, no Paraná, afirmou ao juiz federal Sérgio Moro, responsável por conduzir processos decorrentes da Operação Lava Jato, que tem condições de receber o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e passa por tratamento psicológico. A consulta sobre Cerveró foi feita por Moro nesta quarta-feira. Nesta semana, o juiz autorizou a transferência de 12 presos da Lava Jato da carceragem da Polícia Federal para a instalação mantida pelo governo estadual. A Polícia Federal solicitou a transferência alegando que já não podia mais comportar os presos em seu prédio. Na ocasião, Moro não havia autorizado a transferência de Cerveró.

Executivo da Camargo Corrêa é solto após Justiça homologar delação premiada


O vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, foi solto na tarde de quarta-feira após juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara de Curitiba, homologar o acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). De acordo com seus advogados, ele já está em sua casa em São Paulo, onde cumprirá prisão domiciliar sob monitoramento, usando uma tornozeleira eletrônica. Dalton Avancini, diretor-presidente, que também assinou acordo, deve ser solto até o fim da semana. Os primeiros resultados da delação de Leite já foram tornados públicos. O executivo declarou à força-tarefa da Operação Lava-Jato que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, pediu em 2010 a quantia de R$ 10 milhões a título de propina devida à diretoria de Serviços, controlada na época pelo ex-diretor de Serviços, o petista Renato Duque. A expectativa de que Leite ampliaria o número de políticos envolvidos não foi confirmada. De acordo com a defesa do Executivo, nenhum político foi citado. A empresa pagou cerca de R$ 100 milhões em propina para obter contratos de obras na usina de Belo Monte. Segundo Avancini, o valor foi dividido entre PT e PMDB, com cada um dos partidos abocanhando 1% do valor dos contratos. A informação, segundo fontes ligadas à negociação da empreiteira com o Ministério Público Federal de Curitiba, foi fundamental para fechar a delação premiada de Avancini. O executivo contou detalhes do esquema que funcionava em Belo Monte, e, só a partir daí, os procuradores aceitaram fazer acordo com o empresário.

Juiz determina investigação sobre compra de Land Rover por Cerveró

O juiz Sergio Moro determinou que a Polícia Federal abra um inquérito para apurar a compra de um automóvel da marca Land Rover pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Existe a suspeita de que o lobista Fernando Soares tenha intermediado a negociação e que o carro tenha sido adquirido como pagamento de propina. Em despacho de terça-feira (24), Moro escreveu que o fato de a compra de R$ 220 mil ter sido feita com pagamento em espécie "gera fundada suspeita de que o objetivo seria dificultar o rastreamento da origem do dinheiro, a real titularidade dos recursos e acobertar pagamento de propina ou lavagem de dinheiro". O carro, um modelo Evoque, foi adquirido em 2012 em nome da mulher de Cerveró, Patrícia. A empresa que vendeu o carro afirma que Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, fez todo o contato para a compra do veículo. Um endereço de e-mail dele aparece na proposta de aquisição. Fernando Baiano e Cerveró já são réus em duas ações que tramitam na Justiça Federal no Paraná. O ex-diretor da área Internacional da Petrobras é acusado de receber propina para favorecer a empresa Samsung Heavy Industries no fornecimento de navios-sonda. O lobista foi apontado na denúncia como intermediador dos pagamentos. Os dois estão presos e negam as acusações. Nenhum dos dois mencionou a compra do carro em depoimentos. O prazo para a investigação dado pelo juiz federal é de 30 dias. Nesta quarta-feira (25), Sergio Moro expediu uma nova decisão determinando a prisão preventiva de Fernando Baiano. No despacho, ele afirma que ainda não se descobriu onde estão recursos provenientes de desvios envolvendo o lobista e Cerveró e que, caso eles fiquem em liberdade, as chances de recuperação do dinheiro "se tornarão cada vez mais remotas". Apenas no caso que envolve que uma das ações penais, escreveu o magistrado, o "produto dos crimes" é de US$ 40 milhões.

Casa Civil consulta Renan sobre nome de jurista do Paraná para vaga no STF

A Casa Civil fez na terça-feira (24) ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-PR), uma consulta informal sobre um nome que a presidente Dilma Rousseff pretende indicar para a vaga no Supremo Tribunal Federal aberta com a saída de Joaquim Barbosa: o advogado e professor universitário Luiz Edson Fachin. Renan foi evasivo, dizendo que não teria como prever se seria de fato aprovado pela Casa. Os ministros do Supremo são indicados pela Presidência da República, mas precisam passar pelo Senado. Fachin conta apoio de peso hoje no PT e no governo e já foi cogitado para uma cadeira no Supremo anteriormente. Apoiam o nome de Fachin o ministro "porquinho" petista José Eduardo Cardoso (Justiça), a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, ambos do Paraná (e ambos envolvidos no escândalo do Petrolão), e o ex-deputado petista Sigmaringa Seixas. Fachin tem ligações históricas com a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o PT. Em 2010, assinou um manifesto, juntamente com outros juristas, em defesa do direito do então presidente e alcaguete Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") de opinar sobre as eleições. Fachin integrou a Comissão Estadual da Verdade do Paraná indicado pela CUT. O nome de Fachin já foi cogitado duas vezes para o STF. Na primeira vez, em 2011, na vaga de Eros Grau, que acabou ocupada por Luiz Fux. Em 2013, para a cadeira deixada por Carlos Ayres Britto, era dada com certa sua nomeação. Acabou perdendo para Luis Roberto Barroso. Mais um petista no Supremo Tribunal Federal é tudo que o Brasil não precisa, não quer, não merece. A petista Dilma Rousseff perdeu a moral e condições políticas para fazer indicações de nomes para o Supremo Tribunal Federal.