domingo, 30 de abril de 2017

Pesquisa Datafolha mostra Lula na liderança (ele não se elege de jeito nenhum, nem vai concorrer), mas o mais importante é a incrível e sustentada ascensão de Bolsonaro



O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) cresceu e aparece no segundo lugar da corrida para a Presidência em 2018, empatado tecnicamente com a ex-senadora Marina Silva (Rede), a "santinha da floresta", mas já à frente dela. É o que aponta a primeira pesquisa Datafolha após a divulgação de detalhes da delação da Odebrecht, que atingiu em cheio presidenciáveis tucanos – que vêem o prefeito paulistano, João Doria (PSDB), surgir com índices mais competitivos. O poderoso chefão da organização criminosa petista #LulaX9 (PT), por sua vez, mantém-se na liderança, mas é a típica liderança falsa, porque ele não se elegeria em qualquer hipótese: 1) se concorresse, porque perdde de goleada por o índice de rejeição que ostenta, o que elimina qualquer chance de eleição: 2) prque deverá ser condenado e ficar inelegível. O Datafolha fez 2.781 entrevistas, em 172 municípios, nas quarta (26) e quinta-feiras (27), antes da greve geral fajuta (aumento de feriadão) de sexta-feira (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais. O deputado Jair Bolsonaro, que tem posições conservadoras, marcadamente de direita, subiu de 9% para 15% e de 8% para 14% nos dois cenários em que é possível acompanhar a evolução. Nesses e em outros dois com candidatos diversos, Bolsonaro ainda aparece empatado com a esquerdopata Marina Silva, mas já a ultrapassando. Ele é o segundo nome mais lembrado de forma espontânea, com 7%. Com uma intenção de voto concentrada em jovens instruídos e de maior renda, Bolsonaro se favorece da imagem de "outsider" com baixa rejeição (23%). O senador Aécio Neves (MG), que terminou em segundo em 2014 e hoje é investigado sob suspeita de corrupção e caixa dois, é o exemplo mais eloquente da crise tucana. É tão rejeitado quanto Lula: não votariam nele 44%, contra 30% no levantamento de dezembro passado. Sua intenção de voto oscilou de 11% para 8%, quando era de 26% no fim de 2015. Já o governador Geraldo Alckmin (SP) viu sua rejeição pular de 17% para 28%, e sua intenção de voto oscilou para baixo, de 8% para 6%. Até a delação da Odebrecht, em que é suspeito de receber R$ 10,7 milhões em caixa dois, ele passava relativamente ao largo da Lava Jato. A esquerdopata Marina Silva (originária do PCdoB e do PRC - Partido Revolucionário Comunista), com "recall" de candidata em 2010 e 2014, registra tendência de queda nos cenários de primeiro turno. 

Eike Batista é solto e vai cumprir prisão domiciliar em sua espetacular mansão no Rio de Janeiro


O empresário ex-bilionário de papel Eike Batista, preso no fim de janeiro na Operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato, foi solto na manhã deste domingo (30) e já está em casa, na sua espetacular mansão no Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro. O empresário é réu na Justiça Federal do Rio de Janeiro por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na sexta-feira (28), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandou soltar o empresário.No sábado (29), o juiz federal de plantão, Gustavo Arruda Macedo, do 16º Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro, determinou a prisão domiciliar de Eike Batista, que deve obedecer a nove medidas cautelares, entre as quais afastar-se da direção das empresas envolvidas, em especial as do Grupo X, e não manter contato com qualquer pessoa que seja ré ou investigada no processo que tramita na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro ou em outros processos relacionados à Lava Jato.



Segundo as investigações, Eike Batista teria repassado 16,5 milhões de dólares em propina ao então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, por meio de contratos fraudulentos com o escritório de advocacia da mulher de Cabral, a "Riqueza", Adriana Ancelmo, também conhecida por "Garota do Leblon", e uma ação fraudulenta que simulava a venda de uma mina de ouro, por intermédio de um banco no Panamá. Em depoimento na Polícia Federal, Eike Batista confirmou o pagamento para tentar conseguir vantagens para as empresas do grupo EBX, presididas por ele.

Marqueteira Mônica Moura surpreendeu ministro do TSE ao dizer que Dilma sabia de caixa 2

Durante o depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral, a marqueteira baiana Mônica Moura surpreendeu até mesmo o ministro Herman Benjamin ao confirmar que a ex-presidente Dilma Rousseff sabia do esquema de caixa dois da sua campanha de reeleição. Logo depois da confirmação, o relator do processo de cassação da chapa Dilma-Temer fez questão de ressaltar que esta era uma “informação muito grave”.  Mônica Moura então respondeu: “Eu sei disso. Eu tenho consciência disso”. O ministro continuou: “Porque a senhora é a primeira pessoa, em todos os depoimentos...”. E Mônica completou: “A dizer tão taxativamente”. Herman Benjamin voltou a alertar sobre a gravidade da declaração da marqueteira.

sábado, 29 de abril de 2017

"Lula, ladrão, Moro te espera !" - gritaram manifestantes no ato do PT pelo Pólo Naval de Rio Grande


Manifestantes anti-PT foram à praça pública nesta sábado, em Rio Grande, para gritar "Lula, ladrão, Moro te espera". Eles foram agredidos por seguranças contratados pelo PT. Um avião sobrevoou o local, conduzindo uma faixa contra Lula. Na noite de sexta-feiran, faixas como esta ao lado foram espalhadas pela cidade. Ignorando o fato de que seus governos quebraram o Pólo Naval de Rio Grande ao permitirem que o PT e seus aliados saqueassem a Petrobrás, o poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula, acompanhado da mulher sapiens, rainha da mandioca e estocadora de vento, Dilma Rousseff, participaram, em Rio Grande, de um ato em defesa do pólo naval, setor que perdeu 17 mil empregos nos últimos três anos. A mobilização é no largo da prefeitura, e teve a presença de dirigentes nacionais do partido, lideranças sindicais e representantes de ongs petista. O "Exterminador do Futuro", Olívio Dutra, aquele não reconhece os filhos uruguaios, foi um dos oradores mais aplaudidos e saudou Lula com entusiasmo. O ato vinha sendo organizado desde o ano passado e deveria ocorrer em dezembro, mas foi adiado por problemas de agenda de Lula. A senadora e Barbie petista Gleise Hoffmann, investigada com,o Dilma e Lula na Lava Jato, também foi a Rio Grande para a manifestação. Ela é investigada na Lava Jato e isso a credenciou para ser a nova presidente nacional do PT.  Cerca de 5 mil pessoas estiveram no comício organizado diante da prefeitura, que é comandada pelo petista Alexandre Lindenmayer. Os manifestantes foram arrebanhados por ônibus em assentamentos do MST em quase todo o Estado do Rio Grande do Sul. Houve forte demanda de "mortandela". 

Aécio Neves vai receber papel de destaque na delação da OAS


Já estão definidos os temas do recall da delação da Andrade Gutierrez. Serão: eleições 2014, Metrô e Rodoanel de São Paulo, hidrelétrica de Jirau e Aécio Neves. Como se sabe, ao lado de Lula, o tucano também terá papel de protagonista na delação premiada da OAS. Acabou o carreira do playboy das Alterosas.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Desemprego recorde atinge mais de 14 milhões de trabalhadores


O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje os números da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) do primeiro trimestre do ano: a taxa de desemprego no Brasil voltou a bater recorde no primeiro trimestre de 2017, período em que 13,7% da população, ou mais de 14,2 milhões, estavam sem ocupação. O número representa uma alta de 14,9%, ou 1,8 milhão de pessoas, com relação ao trimestre entre outubro e dezembro, quando a taxa foi de 12%. O desemprego aumentou também na comparação anual do indicador. No período encerrado em março de 2017, a taxa estava em 10,9%. Isso significa que, em um ano, mais de 3 milhões de pessoas passaram a procurar trabalho no País. O IBGE detectou também um recorde negativo no número de pessoas com carteira assinada. No primeiro trimestre de 2017, foram 33,4 milhões de trabalhadores nessas condições, o menor contingente desde o início da pesquisa, em 2012. Em um ano, 1,2 milhão de pessoas deixaram de trabalhar com registro. O rendimento trabalhador ficou estável, diz o IBGE, tanto na comparação com trimestre anterior quanto com o mesmo trimestre de 2016, em R$ 2.110. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Defesa de Palocci quis impedir reinquirição de Duque, pedida por ele, mas Moro aceitou

A defesa de Antonio Palocci e Branislav Kontic entrou com recurso para impedir a reinquirição, colaboração judicial, oferecida mais cedo pelo petista Renato Duque. Tratou-se de uma medida desesperada do advogado José Roberto Batochio, que também defende Lula, para impedir que Duque implodisse o chefe da organização criminosa petita. Ou seja, foi uma medida desesperada do próprio Lula. Enquanto o "italiano" combina sua defesa técnica com Lula, ele negocia juntamente com o advogado Adriano Bretas um acordo de delação premiada? É uma jogada arriscada. O "italiano", como se sabe, é o "porquinho" petista Antonio Palocci. Mas, a tentativa desesperada dos altos chefões petistas se enganaram com seu pedido desesperado, porque o juiz federal Sérgio Moro imediatamente despachou no processo e aceitou o pedido de Renato Duque para ser reinquirido sobre questões envolvendo esquema de propina na Sete Brasil. O advogado José Roberto Batochio viu frustrada a sua intenção. Segundo o juiz Sérgio Moro, "se acusado no processo penal deseja ser submetido a novo interrogatório, não há como o juiz indeferir tal requerimento sob pena de vulnerar de morte a ampla defesa". Ele ressaltou que não se trata de uma colaboração premiada e quaisquer eventuais benefícios só poderão ser discutidos após avaliação do depoimento.
O petista Renato Duque vai contar a Sérgio Moro que o esquema de corrupção na Sete Brasil foi montado a pedido de Lula. Duque vai contar também que Pedro Barusco não gostou de saber que receberia menos do que estava acostumado na Petrobras. "Não adianta reclamar", disse o ex-diretor de Serviços ao subordinado: "Dirceu e Lula têm que receber também". A equação foi assim dividida:
- do 1% dos contratos para a construção dos navios-sonda, 1/3 era para a "Casa", sendo esse valor subdividido em seis partes, cabendo uma parte ao próprio Duque, outras duas a Barusco e João Carlos Ferraz, e o restante entre outros executivos.
- os 2/3 do 1% eram destinados ao PT, sendo 1/3 desse valor dividido entre João Vaccari, José Dirceu e Milton Pascowitch e 2/3 entre Lula e Antonio Palocci.
Parte dessa propina foi usada para pagar João Santana na campanha de eleição de Dilma em 2010. O juiz Sérgio Moro, rapidamente, despachou o pedido do petista Renato Duque, aceitando o seu pedido de reinquirição.

Isso ajuda a explicar o motivo pelo qual a audiência para inquirição do poderoso chefão da organização criminosa petista Lula foi adiada. Renato Duque vai revelar a Sérgio Moro que a propina da Sete Brasil para Lula e Antonio Palocci saía dos contratos da empresa com o estaleiro Enseada Paraguaçu, da Odebrecht em parceria com OAS, UTC e Kawasaki. O pré-sal era o bilhete premiado de Lula. A reinquirição de Duque pode também complicar a intenção de delação premiada do comuno-petista Antonio Palocci. (O Antagonista)

TSE decide que PT, PMDB e PSDB terão de devolver R$ 10,3 milhões



O Tribunal Superior Eleitoral decidiu nesta quinta-feira (27) que os três maiores partidos do País —PT, PMDB e PSDB — terão que devolver R$ 10,3 milhões para compensar irregularidades apontadas nas prestações de contas de 2011. O PT terá o maior prejuízo: vai ter que devolver R$ 5,6 milhões aos cofres públicos. O valor equivale a 14,59% do montante do fundo partidário ao qual o PT tem direito. As contas do partido foram parcialmente desaprovadas pelos ministros da corte. O PSDB terá que devolver R$ 3,92 milhões. A decisão monocrática foi dada pelo ministro Henrique Neves em 11 de abril deste ano, antes de ele deixar o TSE. O ministro determinou ainda que o PSDB redistribua verbas internamente para investir R$ 2,1 milhões na participação feminina na política. Além desses valores que serão devolvidos, PT e PSDB deixarão receber o equivalente a um mês da cota do fundo partidário, descontado em duas vezes. A suspensão será parcelada em duas vezes após o trânsito em julgado da decisão. O PMDB terá que devolver outros R$ 762 mil aos cofres públicos. As contas do partido foram aprovadas com ressalvas. Para conseguir a aprovação com ressalvas, o limite de irregularidades nas prestações de contas não pode ultrapassar 10%.

Ibama concede licença ambiental para o Porto de Santos

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) concedeu Licença Operacional (L.O) de funcionamento para o Porto Organizado de Santos, localizado no litoral paulista, conhecido como a “porta de entrada do Brasil”, o maior da América Latina. Em 2016, a movimentação chegou a 113 milhões de toneladas de cargas. A solenidade ocorreu nesta quarta-feira (26) em Brasília e contou com a presença do Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, a presidente do Ibama, Suely Araújo, o diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Oliva. A licença Ambiental foi assinada após 13 anos do inicio do processo. Com 16 quilômetros de cais, o porto tem demanda projetada para 230 milhões de toneladas de cargas anuais até o ano de 2024 . O órgão funcionava sem sua L.O desde 2004, ano em que o Ibama demandou o processo de regulação da situação em face da licença ambiental. Segundo o diretor-presidente da Codesp, José Alex Oliva, com a concessão, o porto receberá mais investimentos e também economizará gastos. “Agora, com a L.O., nossa expectativa é atingir o número de 29% da balança comercial, já que tínhamos gastos excessivos em apólices de seguro". Para conseguir a licença, a Codesp passou por adequações e se comprometeu manter 25 programas de acompanhamento ambiental. Destes, segundo a estatal, 13 estão em funcionamento, e os demais serão postos em prática. A presidente do Ibama, Suely Araújo, disse que é uma data histórica: "Estamos felizes com essa conquista. Tivemos muitas pessoas envolvidas nesse trabalho. Um porto desse porte não pode funcionar sem a L.O., que é estrutural". Segundo Suely Araújo, a morosidade do processo se deu por questões burocráticas e à complexidade da dimensão do porto. O pedido da regularização foi feito em 2004, mas só em 2009 foi apresentado o termo de referência para a Codesp. Também ressaltou que essa não é a única licença, mas que haverá outras em áreas específicas do porto. Entretanto, foi priorizada a área estrutural. “A mais importante é a Licença de Operação do porto como um todo. A complementação das licenças será feita na sequencia do processo". De acordo com o Ibama, o porto se encontra em situação regular, do ponto de vista da lei ambiental. Mas o descumprimento das prerrogativas podem ocasionar eventual intervenção por parte do Ibama, já que a ação está prevista no contrato da L.O. No ano de 2010, o Ibama interditou o porto pelo período de 3 horas, e ainda multou a Codesp em R$ 10 milhões por ainda não possuir a Licença Operacional.

Governo Temer quer estabelecer fila única no SUS para cirurgias e mutirão de atendimento


O Ministério da Saúde planeja mudar a forma de acesso a cirurgias eletivas no SUS. A previsão é que essa organização ocorra por meio de uma fila única a cada Estado, com possibilidade de atendimento dividida a cada regional de saúde. O novo modelo foi anunciado nesta quinta-feira (27) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, após reunião com gestores municipais e estaduais de saúde. Segundo Barros, a ideia é que a organização traga maior clareza de quantas pessoas hoje aguardam por cirurgias eletivas (ou seja, que podem ser agendadas) no País e possa acelerar o acesso ao procedimento. "Hoje, na maioria dos Estados, o Estado tem uma fila, a prefeitura tem uma fila, cada hospital tem uma fila. Isso não é possível dentro do sistema e não é o conceito do sistema. Mas, infelizmente, por questões políticas, há uma disputa por esse poder de controlar a fila. Agora conseguimos uma resolução na comissão tripartite (governo federal, Estados e municípios) que define que a fila será única", afirma. "Queremos organizar o atendimento dessas pessoas de forma justa, afinal o SUS é de acesso universalizado e todos terão o mesmo direito de ser atendidos", diz. Com o acordo, Estados e municípios terão 40 dias para apresentar a lista de pessoas que aguardam por cirurgias, e para quais procedimentos. A proposta, porém, vale apenas para cirurgias que podem ser agendadas – a medida não vale para os casos de urgência e emergência. A partir dessa data, afirma, o ministério planeja organizar mutirões para realização de algumas cirurgias em locais onde a espera é maior, por exemplo. O valor disponível para essas ações no orçamento deste ano é de R$ 360 milhões. "Vamos aportar nos Estados esses recursos. Mas acordamos que só receberão esses recursos os Estados que tiverem a fila única, com o Sisreg (sistema de regulação) funcionando", diz. A iniciativa segue exemplo do "Corujão", modelo adotado pela gestão do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) para reduzir a espera por exames. "No Corujão, a fila se reduziu a 30% depois de conferência. Se organizarmos, vamos conseguir resolver grande parte do problema", afirma o ministro, para quem a fila pode impedir casos de duplicidade nos registros. "O que provoca essa situação é que a pessoa procura uma fila em cada hospital, repete exame, repete consulta", completa. Ainda segundo o ministro, o governo também avalia junto aos conselhos que representam secretários estaduais e municipais de saúde a possibilidade de suspender o repasse de recursos destinados ao atendimento de média e alta complexidade para aqueles que não enviarem as informações. Hoje, a estimativa é que ao menos 800 mil pessoas que aguardam cirurgias eletivas no SUS ainda não foram atendidas. A previsão, porém, é que esse número seja ainda maior. Apesar do anúncio, ainda não está claro, no entanto, como passaria a ocorrer a organização do atendimento na prática a partir da fila – se um paciente de um município poderia ser deslocado para outro, por exemplo. De acordo com o ministério, a idéia é que seja mantida a organização por municípios e regiões de saúde dentro de cada Estado. Uma resolução com detalhes sobre o novo modelo deve ser elaborada por um grupo de trabalho formado por representantes dos gestores das três esferas do SUS nos próximos dias.

O petista Renato Duque vai, enfim, fazer sua entregação geral para Sergio Moro


Enquanto negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal no âmbito da Operação Lava Jato, o ex-diretor de Serviços da Petrobras, o petista Renato Duque informou ao juiz federal Sergio Moro nesta quinta-feira que vai, enfim, falar ao magistrado em um depoimento. Preso desde fevereiro de 2015 e já condenado a 57 anos e sete meses anos de prisão por Moro em quatro processos, Duque permaneceu calado em todas as oitivas a que compareceu. Ele falará ao juiz como réu na ação penal que tem entre os acusados o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, o "porquinho" petista Antonio Palocci, o marqueteiro baiano João Santana e o empreiteiro Marcelo Odebrecht e outras 11 pessoas. No ofício encaminhado hoje a Moro, assinado pelos advogados Antonio Figueiredo Basto, Maria Francisca Nedeff Santos e Luiz Gustavo Rodrigues Flores, além do próprio Duque, o ex-diretor da Petrobras afirma que “de forma espontânea e sem quaisquer reservas mentais, pretende exercer o direito de colaborar com a Justiça nos temos do artigo 1º parágrafo 5º da Lei 9.613/98, para tanto requer seja designado por V. Exª data para que seja submetido a novo interrogatório”. Em seu depoimento anterior nesta ação penal, no último dia 17, Renato Duque disse ao magistrado que reiterava sua intenção de colaborar com a Justiça, mas que naquele momento ficaria calado. “Nesse processo em particular tem diversas questões que eu poderia esclarecer, mesmo considerando que a condução desse processo não foi responsabilidade da área de serviços da Petrobras”, afirmou. Neste processo, o ex-diretor da Petrobras é acusado pela força-tarefa da Lava Jato de ter participado do desvio de ao menos 128 milhões de reais de contratos da Odebrecht com a estatal entre 2008 e 2013. O dinheiro foi destinado, segundo os investigadores, ao Partido dos Trabalhadores e a Palocci, o “Italiano”, e custeou os serviços prestados por João Santana ao PT na campanha presidencial de 2010. Funcionário de carreira da Petrobras, onde ingressou em 1978 como engenheiro, o petista Renato Duque foi nomeado diretor da estatal em 2003, indicado pelo então ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, do PT. Ele foi preso pela primeira vez na sétima fase da Operação Lava Jato, em novembro de 2014, e passou 20 dias na cadeia. Libertado em dezembro, Duque voltou a ser preso em fevereiro de 2015, na 10ª fase da Lava Jato, batizada de “Que País é Esse?”, uma referência à expressão usada pelo ex-diretor da Petrobras ao saber de sua primeira prisão. Segundo as declarações do também ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef, à Justiça, Duque operava um esquema criminoso de financiamento que drenava 3% dos valores dos contratos de sua área para o PT. Disse Costa em seu depoimento: “Olha, em relação à Diretoria de Serviços, era, todos, todos sabiam, que tinham um percentual desses contratos da área de Abastecimento, dos 3%, 2% eram para atender ao PT. Através da Diretoria de Serviços. Outras diretorias como gás e energia, e como exploração e produção, também eram PT, então você tinha PT na Diretoria de Exploração e Produção, PT na Diretoria de Gás e Energia e PT na área de serviço. Então, o comentário que pautava lá dentro da companhia é que, nesse caso, os 3% ficavam diretamente para, diretamente para o PT”.

Marqueteiro baiano petista João Santana mostra prova do uso de dinheiro sujo na campanha de Dilma Rousseff

Em depoimento a Sérgio Moro e também ao TSE, o casal disse que recebeu caixa dois, com pagamentos da Odebrecht, por serviços prestados em campanhas eleitorais, como a de Dilma Rousseff em 2010 e 2014. A conta ShellBill não foi declarada à Receita Federal. Análise da conta Shellbill, mantida na Suiça por João Santana, revela que o marqueteiro recebeu US$ 17,6 milhões no Exterior de offshores ligadas à Odebrecht entre 2011 e 2013. A repórter da Globonews, Andréa Saadi, que revelou a informação esta tarde, disse que o documento sigiloso sobre valores foi anexado nos últimos dias à ação no Tribunal Superior Eleitoral que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.Os valores somente começariam a chegar a partir de 18 de julho de 2011, em princípio duas vezes por semana, no valor de US$ 5 mil, para um total de US$ 15 milhões. O relatório mostra que as offshores Klienfield e Innovation foram as principais depositantes de recursos na conta Zeal/ShellBill com contribuições de US$ 9.882.208,00 e US$ 7.719.717,69, respectivamente. As duas, segundo apurado pela Lava Jato, são offshores ligadas ao grupo Odebrecht. Em 2010, João Santana e Monica Moura, sua esposa e sócia, foram responsáveis pelo marketing da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. Em 2012, trabalharam para a campanha de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo. O documento diz que, em mensagem eletrônica, funcionários do Heritage Bank - onde a conta era mantida - falam que a conta esperava ingressos de recursos correspondentes a comissões de campanhas de marketing político e publicitárias. O relatório diz que foi ampliado a análise para o período de 19 de julho de 2011 a 1º de maio 2013 para se aproximar aos valores mencionados pelos funcionários. 

Petista Renato Duque pede a Moro para ser reinquirido, vai abrir a entregação da Lava Jato em juízo

A defesa do petista Renato Duque protocolou um pedido junto ao juiz federal Sergio Moro para ele ser interrogado novamente no processo em que é acusado de receber propina quando estava na estatal. No documento ele manifesta a vontade de colaborar com as investigações. Nas palavras de pessoa próxima ao ex-diretor, ele vai "abrir a caixa de ferramentas" e, com elas, "a porta do inferno", contando "tudo o que sabe do esquema de corrupção na Petrobras". Como ele sabe demais, poderá implicar diretamente o bandido petista mensaleiro José Dirceu e também o poderoso chefão da organização criminosa petista, Lula. As delações dele e de Antonio Palocci abrem as portas também para a delação premiada de João Vaccari, o ex-tesoureiro do PT.

Quadrilha investigada na Operação Perfídia teria lavado 5 bilhões de dólares em nome de um morto


Prima do doleiro Carlos Habib Chater, que foi um dos pivôs da Operação Lava-Jato, a advogada brasiliense Cláudia Chater é suspeita de participar de uma quadrilha que teria lavado de 5 bilhões de dólares em nome de um morto. O caso é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Perfídia, deflagrada ontem, e decorre de uma ação de busca e apreensão realizado no escritório da própria Cláudia em dezembro do ano passado. Naquela ocasião, a Polícia Federal encontrou um contrato privado de transação de investimentos, redigido em inglês e datado de abril de 2016, referente a uma compra de moeda estrangeira. Nele, aparecem como partes a empresa Global Recreative Sistem – GRS C.A., com sede em Miranda, na Venezuela, representada por Maurício Araújo de Oliveira Souza, e a empresa compradora PASPX PLC, instituição financeira do tipo ebanking, com sede em Copenhagen, na Dinamarca, representada por Johan Basse Bergqvist. A operação resultou no repasse de 4,833 bilhões de dólares da GRS CA para a PASPX. O problema, conforme constatado pela Polícia Federal, é que o representante legal da GRS CA, Maurício Araújo de Oliveira Souza, nascido em Campo Grande (MS), faleceu em 2013. O contrato, portanto, foi formalizado por um morto, num indício cristalino de fraude. Dono do Posto da Torre em Brasília, Carlos Habib também é investigado na Operação Perfídia. Ele teria participado das movimentações financeiras da quadrilha. Cláudia é acusada de coordenar a falsificação de documentos, abrir empresas de fachada e movimentar recursos do grupo. Outras sete pessoas da família Chater são citadas no relatório da Polícia Federal. Eles fariam parte do “Núcleo Duro” da organização criminosa. Além desse grupo, a Polícia Federal identificou um “Núcleo de Apoio”, que cuidava da aquisição de imóveis de grande valor com a utilização de “pessoas interpostas” e da abertura de empresas supostamente para lavar dinheiro. Há ainda um “Núcleo de Falsificadores”, que cuidava dos documentos falsos para dar apoio à quadrilha.

Operação Perfídia da Polícia Federal investiga grande esquema de lavagem internacional de dinheiro


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (26) a Operação Perfídia, para investigar uma organização criminosa especializada em lavagem internacional de dinheiro, blindagem patrimonial e evasão de divisas. Segundo a polícia, a quadrilha tem ramificações em pelo menos cinco países. Dois mandados foram de prisão temporária. As duas pessoas foram presas em Brasília: Claudia Chater, prima de Habib Chater, dono de posto de gasolina e um dos primeiros presos na Operação Lava Jato; e Edvaldo Pinto, uma espécie de funcionário de Cláudia. Agentes da Polícia Federal foram às ruas para cumprir 103 mandados judiciais, a maioria no Distrito Federal, onde a ação se concentrou. Também foram executados mandados em 11 Estados: Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.


Outros 46 mandados foram de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para depor) e 55 de busca e apreensão. Segundo a polícia, a investigação começou a partir de uma prisão em flagrante ocorrida na imigração do aeroporto de Brasília em agosto de 2016. O núcleo duro da organização criminosa, segundo a polícia, são empresários como donos de postos de gasolina, agências de turismo e casas lotéricas. De acordo com as investigações, eles realizavam operações de câmbio não-autorizadas, dissimulavam compra e venda de imóveis de alto valor e remetiam o dinheiro ilegalmente para o Exterior. A Polícia Federal apura ainda o uso de "laranjas" por parte dos integrantes da quadrilha e também a falsificação de documentos públicos, especialmente certidões de nascimento emitidas em cartórios no interior do País. Também foram falsificados passaportes. A polícia informou que em apenas uma das operações fraudulentas de compra e venda de imóvel, o grupo criminoso obteve o valor de R$ 65 milhões. Ainda de acordo com a Polícia Federal, em uma ação realizada em 2016 em um endereço de um dos integrantes do núcleo duro do esquema foram encontrados documentos que apontam para uma empresa do tipo offshore controlada pela organização no Exterior. Essa empresa, segundo as investigações, pode ter realizado movimentações de mais de US$ 5 bilhões. Até agora as investigações apuraram que esquema contou com o apoio de advogados, contadores, serventuários de cartórios, empregados de concessionárias de serviços públicos e também de um servidor da Polícia Federal.