domingo, 19 de novembro de 2017

Antes do fim do ano Senado deve votar projeto que libera a jogatina no Brasil, cassinos e afins


Projeto do senador Ciro Nogeuira (PP-PI), que legaliza o jogo no Brasil, deve ser votado ainda este ano no Senado, segundo admitiu o presidente da Casa, senador Eunício Oliveira, em resposta ao pedido de quinze governadores que se reuniram em Brasília dias atrás. A estimativa é que a legalização pode gerar de R$12 bilhões a R$18 bilhões em impostos por ano.

O jogo de azar está proibido no Brasil desde os anos 1950, por decisão do então presidente Eurico Gaspar Dutra e influência da mulher dele, muito religioosa e muito ciumenta também: ela não queria que o marido fosse atraído aos espetáculos musicais protagonizado por belas mulheres em cassinos do Rio de Janeiro. Atualmente, o Brasil é o único País não muçulmano do mundo que mantém o jogo proibido.

O projeto teve relatório favorável do senador Benedito de Lira (PP-AL) e prevê a legalização do jogo do bicho, bingo, vídeo-bingo, apostas esportivas e não esportivas e cassinos online ou em complexos de lazer integrados. Parte dos impostos arrecadados nas apostas iria para a segurança pública, mas Eunício de Oliveira condiciona sua aprovação à destinação de recursos também para educação.

Banco Santander está denunciado na Operação Zelotes


O Ministério Público Federal apresentou denúncia contra um auditor da Receita Federal, um diretor da área fiscal do banco Santander e mais duas pessoas no âmbito da Operação Zelotes, que apura crimes cometidos junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A denúncia foi apresentada à 10ª Vara Federal de Brasília, que conduz a Operação Zelotes. O auditor Eduardo Cerqueira Leite e o diretor do Santander, Reginaldo Antônio Ribeiro, são acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com os procuradores que assinam a peça, os crimes aconteceram em 2013 e 2014. Segundo os procuradores, o auditor da Receita, Eduardo Cerqueira Leite, tinha conhecimento sobre tributação envolvendo instituições bancárias e cobrou propina por atos que tomaria no exercício do cargo. Pela denúncia, o Santander teria se beneficiado de decisões favoráveis tomadas no âmbito da Delegacia Especial da Receita de Instituições Financeiras em São Paulo (Deinf-SP) através de um contrato simulado com um intermediário de Cerqueira Leite. O benefício do banco com as exonerações fiscais alcançadas, segundo a denúncia, chega a R$ 83 milhões.

Os procuradores do Distrito Federal incluíram na denúncia e-mails do auditor a intermediários que faziam os contatos com bancos. Segundo a denúncia, o Santander pagou quase R$ 5 milhões em contrato aos intermediários e ao auditor da Receita. Segundo a acusação, os crimes avançariam por 2015 não fosse a deflagração da Zelotes. 

Operação em Brasilia prendeu coronel policial militar envolvido em extorsão


O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios deflagrou a Operação Mamon, na terça-feira (14), prendendo o diretor do Departamento de Logística e Finanças da Polícia Militar, Coronel Francisco Eronildo Feitosa. O objetivo da ação foi desmantelar um grupo criminoso acusado de praticar crime de concussão, ou seja, extorsão praticada por funcionários públicos, contra empresários que prestavam serviços à Polícia Militar do Distrito Federal.

Em 2012, o coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues foi acusado de atentado violento ao pudor por molestar duas mulheres em um bar em Vicente Pires. Em 2014, ele foi encontrado com sinais de embriaguez, desmaiado em uma viatura oficial, com uma arma pistola .40 fora do coldre, em um posto de gasolina de Águas Claras. O militar teve que ser levado para casa por dois outros policias. O processo corre na Vara de Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

O grupo exigia dinheiro para liberar valores devidos pela Polícia Militar pelos serviços prestados pelos empresários, no âmbito do Departamento de Logística e Finanças da Polícia Militar. As investigações, realizadas com o apoio da Corregedoria ainda estão em curso

Cade aprova compra de 50% das ações da Itambé pela CCPR


A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições que a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) exerça seu direito de preferência e adquira 50% das ações da Itambé, atualmente detidas pela Vigor Alimentos. Em acordo de acionistas com a Vigor, a CCPR tinha direito de preferência para comprar os 50% restantes da Itambé em caso de alteração indireta do controle do negócio, com eventual transferência de ações para terceiros.

A operação sucede a venda da Vigor Alimentos para a mexicana Lala pela JBS e sua controladora J&F no início de agosto, como parte de um plano de desinvestimentos do grupo brasileiro, que precisa pagar multa de 10,3 bilhões de reais por seu envolvimento em esquema de corrupção da investigado pela Operação Lava Jato. 

Petrobras conseguiu sair do prejuízo e apresentar um pequeno lucro de R$ 266 milhões no trimestre


A Petrobras registrou um lucro líquido de 266 milhões de reais no terceiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de 16,458 bilhões de reais no mesmo período de 2016. No trimestre anterior, o lucro foi de 316 milhões de reais. Nos nove primeiros meses do ano, a estatal acumulou lucro de 5,031 bilhões de reais, revertendo o prejuízo de 17,334 bilhões de reais de igual intervalo de 2016.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, avaliou como positivo o resultado da empresa em nove meses. Ele destacou avanços realizados no período. Entre eles, ressaltou as métricas de segurança, que foram atingidas. Mas destacou que essas métricas serão revistas com o lançamento do novo planejamento estratégico. Ainda destacou o fluxo de caixa livre positivo por dez trimestres consecutivos, que chegou a 37,45 bilhões de reais em nove meses, 26% superior à marca de igual período do ano anterior.

Parente também ressaltou o aumento da produção no Brasil, de 2,7%. Incluindo a atividade em outros países, a produção média em nove meses foi de 2,77 milhões de barris de óleo equivalente por dia. As vendas de derivados no Brasil, de 1,95 milhão de barris por dia, caíram 6% em relação aos primeiros nove meses de 2016. A exportação de petróleo e derivados subiu 39% e a importação caiu 19%, na comparação acumulada no ano. O saldo líquido foi de 385 mil barris por dia.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da petroleira foi de 19,223 bilhões de reais, baixa de 13,65% em relação ao mesmo intervalo de 2016 e aumento leve de 1% ante o segundo trimestre deste ano. De janeiro a setembro, o Ebitda ficou praticamente estável, em 63,571 bilhões de reais, ante 63,905 bilhões de reais do mesmo período de 2016. A margem Ebitda ajustada ficou em 27%, ante 29% nos três meses imediatamente anteriores e 32% no mesmo intervalo do ano passado.

A receita de vendas somou 71,822 bilhões de reais no período, o que significa um aumento de 1,96% na comparação anual e de 7% na trimestral. O resultado financeiro líquido da estatal ficou negativo em 7,411 bilhões de reais no trimestre encerrado em junho, ante uma cifra negativa em 7,122 bilhões de reais de igual trimestre de 2016 e despesas financeiras líquidas de 8,835 bilhões de reais no segundo trimestre de 2017.

Os investimentos da Petrobras totalizaram 10,435 bilhões de reais no terceiro trimestre deste ano, o que representa um recuo de 14,88% ante igual intervalo de 2016 e de 9% em relação aos desembolsos do segundo trimestre. A maior parte dos investimentos foi direcionada à área de Exploração e Produção (E&P), que recebeu 8,543 bilhões de reais. Na sequência, apareceram os setores de Abastecimento, com aporte de 1,124 bilhão de reais, Gás & Energia, com 578 milhões de reais, Distribuição, com 82 milhões de reais, Biocombustível, com 17 milhões de reais, e Corporativo, com 91 milhões de reais.

Polícia Federal afirma que Jorge Picciani levou propina de R$ 58,58 milhões


O Ministério Público Federal na 2ª Região, apontou propina de R$ 58,58 milhões ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), entre 15 de julho de 2010 e 14 de julho de 2015. Deste montante, o peemedebista identificado como “Platina” ou “Satélite” levou R$ 49,96 milhões a mando da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) e R$ 8,62 milhões a mando do ex-governador do Estado Sérgio Cabral (PMDB).

Jorge Picciani foi levado a depor na Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato, nesta terça-feira, 14. Seu filho Felipe Picciani foi preso pela Polícia Federal. Ele é irmão de Leonardo Picciani, ministro dos Esportes do Governo Michel Temer (PMDB).

O operador financeiro e delator da Lava Jato, Álvaro Novis, relatou que “os pagamentos efetuados a mando da Fetranspor para Picciani iniciaram na década de 90 e perduraram até a véspera da Operação Xepa da Lava Jato, em 2016, mas que só possuía parte das planilhas de pagamentos feitos a Jorge Picciani”.

Segundo o delator, o presidente da Fetranspor, José Carlos Lavoura, “lhe disse que o parlamentar recebia o valor total a ser distribuído entre os deputados da Alerj por ser o presidente do órgão”. “As entregas para Jorge Picciani, a mando de José Carlos Lavoura, foram feitas, na maior parte das vezes a Jorge Luiz Ribeiro, por meio da Transexpert, que usava veículos normais blindados. Jorge Luiz quando solicitava a entrega do dinheiro dizia para procurarem Manoel, codinome usado por ele”, relata a Procuradoria.

Também são investigados na Cadeia Velha os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, ambos do PMDB, e outros dez investigados por corrupção e outros crimes envolvendo a Assembleia. A pedido do Núcleo Criminal de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal na 2ª Região, o desembargador federal Abel Gomes, relator dos processos da força-tarefa da Lava Jato, no Rio de Janeiro, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, ordenou as conduções coercitivas dos parlamentares, seis prisões preventivas e quatro temporárias e buscas e apreensões nos endereços de 14 pessoas físicas e sete pessoas jurídicas. A condução coercitiva dos deputados foi ordenada como alternativa inicial à prisão deles.

Jorge Picciani se manifestou sobre a ação da Polícia Federal. “O que aconteceu hoje com meu filho é uma covardia feita para atingir tão somente a mim. Felipe é um zootecnista, bom pai, bom filho, bom amigo, que trabalha de sol a sol e não tem atuação política. Todos que o conhecem o respeitam e sabem do seu caráter e correção”, escreveu.

“Nossa família atua há 33 anos no ramo da pecuária, onde ingressei antes de me eleger deputado. Com trabalho duro, nos transformamos numa das principais referências em alta genética do País. Trinta e três anos não são trinta e três dias. (…) “Em toda a minha carreira jamais recebi qualquer vantagem em troca de favores. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não atua a serviço de grupos de interesse, NÃO INTERFERE em aumento de tarifas (que é autorizado pela Agetransp) E NÃO VOTOU ISENÇÃO DE IPVA PARA ÔNIBUS, porque isso foi feito por decreto pelo ex-governador (decreto 44.568 de 17/01/2014), quando eu nem sequer tinha mandato. São portanto falsas as acusações divulgadas.” (…) “Não tenho nem nunca tive conta no exterior. Não conheço Álvaro Novis, nunca o vi, nem sei onde fica seu escritório. Tampouco conheço seus funcionários.”

“Meu patrimônio é absolutamente compatível com a renda oriunda das minhas atividades empresariais e isso já foi comprovado em investigação que durou dois anos e foi devidamente arquivada, em 2006, pela unanimidade – repito, pela unanimidade – dos votos do Conselho Superior do Ministério Público Estadual.”

“O tempo vai se encarregar de desmascarar essa covardia em curso A tentativa de me envolver não pode ser maior que os fatos”, finaliza Jorge Picciani.

A defesa de Jacob Barata Filho não teve acesso ao teor da decisão que originou a operação de hoje da Policia Federal e, por isso, não tem condições de se manifestar a respeito. A defesa pedirá o restabelecimento das medidas que foram ordenadas pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, que já decidiu que a prisão preventiva do empresário é descabida e pode ser substituída por medidas cautelares, que vêm sendo fielmente cumpridas desde então.

Testemunha do caso Fifa disse na Corte Federal do Brooklyn que a Rede Globo pagou propina por direitos de TV


O Grupo Globo foi citado por Alejandro Burzaco, ex-homem forte da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias SA, como uma de seis empresas que pagaram propina para ganhar a concorrência dos direitos de transmissão de torneios internacionais. Em um dos depoimentos mais aguardados do julgamento do escândalo de corrupção da Fifa, em Nova York, o Fifagate, na Cortes Distrital Federal do Brooklyn, em Nova York, Buzarco disse que grupos de mídia, entre eles a Rede Globo e a brasileira Traffic, sua associada (inclusiva em emissoras de televisão no Interior de São Paulo) além da Televisa, do México, a americana Fox e a argentina Full Play fizeram pagamentos irregulares para obter vantagens. Ele foi ouvido como uma das testemunhas da acusação no julgamento de José Maria Marin, ex-presidente da CBF acusado de extorsão, fraude financeira e lavagem de dinheiro durante negociações de contratos com a Fifa.

A Rede Globo afirmou "veementemente" que "não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina". Buzarco também é réu na investigação conduzida pela Justiça americana. Ex-diretor da Torneos y Competencias, empresa de marketing esportivo com sede em Buenos Aires, ele fechou um acordo de delação premiada com os promotores do caso e ainda aguarda a sua sentença. O empresário está em prisão domiciliar em Nova York desde que foi detido, há dois anos. Ele disse também que manteve a Fox Panamericans informada sobre o pagamento de propina -o grupo americano foi o único sobre o qual deu mais detalhes, alegando que sabiam de todos os passos do processo. Ele se referia então a contratos de transmissão da Copa Libertadores.

O empresário citou ainda o grupo Clarín, mas disse que este foi o único que não chegou a pagar propinas à Fifa. No tribunal do Brooklyn, diante dos jurados, Buzarco apontou para Marin, além de dois outros réus na corte, o paraguaio Juan Ángel Napout e o peruano Manuel Burga, afirmando que havia entregado dinheiro ilícito aos três. Marin, Burga e Napout são os únicos de quase 40 indiciados no caso que se declaram inocentes das acusações. 

O depoimento de Buzarco, portanto, é uma das principais armas da acusação no julgamento que acusa dirigentes do futebol mundial de receber até R$ 500 milhões em pagamentos ilícitos em paralelo a negociações de contratos com a Fifa ao longo das últimas duas décadas. 


Polícia Federal encontrou drogas e arma em endereços de deputados do Mato Grosso

A Polícia Federal encontrou drogas, jóias e uma arma em endereços ligados a deputados estaduais de Mato Grosso, alvos da Operação Malebolge. A operação baseia-se na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa — aquela em que se filmou a romaria por maços de dinheiro no gabinete de Silval. Na casa de Itamara Cenci, ex-mulher de José Domingos Fraga, um dos deputados nos vídeos, foram achadas cápsulas de ecstasy “em formato de sorvete” e um envelope com 14,5 gramas de um pó branco não identificado. Na de Airton Rondina, que também aparece nas imagens, havia uma garrucha e cinquenta cartuchos de munição.

Ditador comunista Mugabe é destituído de seu próprio partido e tem ultimato para renunciar no Zimbabwe, ex-Rodésia


O ditador comunista do Zimbábue, o muito corrupto Robert Mugabe, de 93 anos, foi destituído do cargo de presidente de seu próprio partido, o governista e comunista Zanu-PF, e substituído pelo ex-vice-presidente Emmerson Manangagwa, neste domingo (19). O partido deu ainda ao ditador Mugabe até o meio-dia desta segunda-feira (20) para renunciar ao cargo de "presidente" ou enfrentar um impeachment. O Zimbabwe é a antigo Rodésia. Os comunistas destruíram a produtiva economia nacional montado pelo estado segregacionista branco, expropriando todos os donos de terras e de empresas. O Zimbabwe foi transformado em uma nação absolutamente miserável. Só o ditador Mugabe e sua corja de comunistas se esbaldam em gastos nababescos.

O comunista Mnangagwa deverá liderar um novo governo após sua eleição formal como chefe do partido no poder no próximo mês. Manangagwa igualmente foi nomeado candidato às eleições presidenciais previstas para 2018. No sábado (18), milhares de pessoas foram às ruas da capital, Harare, para pedir a saída de Mugabe do poder. "O camarada Robert Mugabe deve se demitir da presidência do Zimbábue e, se não fizer isso até segunda ao meio dia (...) o presidente do Parlamento iniciará o procedimento de destituição", declarou o porta-voz do Zanu-PF, Simon Khaye Moyo, depois de uma reunião de emergência do partido em Harare para discutir a profunda crise política do país. "O camarada Emmerson Mnangagwa foi eleito presidente e primeiro secretário do Zanu-PF e designado candidato do partido às eleições gerais de 2018", declarou Moyo. A primeira-dama do Zimbábue, a tremendamente corrupta Grace Mugabe, também foi expulsa do Zanu-PF.  "Grace está na lista de personalidades que vão ser excluídas do partido", informou o porta-voz do Zanu-PF. "A mulher de Mugabe e outros se aproveitaram da delicada situação para usurpar o poder e saquear os recursos do Estado", afirmou, por sua vez, outro dirigente do partido, Obert Mpofu.

Ainda neste domingo Mugabe se reuniu com os militares que assumiram o controle no país e o colocaram em prisão domiciliar. O objetivo dos militares é igualmente que o idoso ditador apresente sua renúncia. Pela manhã, os veteranos de guerra da independência do Zimbábue pediram igualmente a renúncia de Mugabe. "Ele deveria renunciar. Se não fizer, isso, o exército deve terminar logo com ele", afirmou o chefe da poderosa associação de veteranos de guerra, Chris Mutsvangwa, horas antes da reunião de Mugabe com os militares. 

Este partido político foi até agora um aliado fiel de Mugabe, de 93 anos, mas desde que o Exército tomou o controle do país, afirma que o ditador deveria se "aposentar para descansar como homem de Estado idoso que é". 

Promotoria do Rio de Janeiro quer anular a sessão da Assembléia que libertou Jorge Picciani


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro protocolou na Justiça, no sábado (18), um mandado de segurança pedindo a anulação da votação de sexta-feira (17) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Na sessão foi revogada a prisão dos deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB. Os três deputados se entregaram à Polícia Federal na quinta-feira (16), após serem indiciados na Operação Cadeia Velha, que investiga o uso dos cargos públicos para corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em combinação com as empresas de ônibus. 

No pedido o Ministério Público alega que o presidente em exercício da Alerj durante a sessão, deputado Wagner Montes (PRB), e a mesa diretora, ignoraram a liminar que determinava que a sessão fosse aberta para todos os cidadãos. O requerimento à Justiça pede a realização de uma nova sessão, que repita a votação, permitindo o acesso às galerias. Ao vedar o acesso dos cidadãos às galerias da Assembleia, o Ministério Público entende que os deputados “camuflaram” a sessão pública e, assim, desrespeitaram “os princípios mais basilares do Estado Democrático de Direito”.

O Ministério Público classificou os atos praticados pelo presidente em exercício da Alerj de arbitrários e ilegais, segundo a nota divulgada por sua assessoria. Na manhã deste domingo, Picciani anunciou que se afastará temporariamente (até fevereiro) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para cuidar de sua defesa e também da defesa do filho, o empresário Felipe Picciani.

Policial Militar com o filho no colo, ameaçado, saca a arma e mata dois assaltantes em farmácia


Um policial militar de folga reagiu a um assalto no sábado, 18, e, segurando o filho no colo, baleou e matou dois assaltantes dentro de uma farmácia localizada na cidade de Campo Limpo Paulista, vizinha a Jundiaí, no Estado de São Paulo. A ação do sargento Rafael Souza, do 49º Batalhão Metropolitano da Capital, durou 25 segundos e foi gravada pelo circuito interno de câmeras do estabelecimento.  No final da tarde de sábado, 18, o policial militar entrou na Bifarma, localizada na Praça Castelo Branco, no centro, com o filho pequeno de colo e a esposa, para comprar medicamentos. Enquanto o balconista atendia a sua esposa, entraram dois assaltantes com capuzes e armas em punho, anunciando o roubo.

Segundo relatos, um dos assaltantes, Jefferson Alves, de 24 anos, morador de Campo Limpo, apontou a arma na direção de Rafael, que se identificou como policial. De acordo com depoimento do sargento da PM, o suspeito tentou disparar contra ele. Na sequência, o policial revidou com a sua pistola. Durante os tiros contra Jefferson e o seu comparsa, o policial manteve a criança em seu braço esquerdo. Após os disparos, a mãe do garoto correu abaixada entre as gôndolas na direção ao marido, pedindo para ficar com a criança. Uma equipe médica da prefeitura de Campo Limpo Paulista compareceu ao local, mas os dois assaltantes já estavam mortos. Um deles não foi identificado pela polícia, porque não portava documentos. 

Juiz de Brasília condena Renan Calheiros à perda do mandato no caso de sua ex-amante Mônica Veloso


O juiz Waldemar Carvalho, da 14ª Vara Federal do Distrito Federal, condenou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) à perda de mandato e suspendeu os direitos políticos do ex-presidente do Senado por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e recebimento de vantagem patrimonial indevida. O processo apurava se a empreiteira Mendes Junior pagou pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, da Rede Globo, sua ex-amante, com quem o parlamentar tem uma filha. O escândalo eclodiu em 2007 e, na época, levou à renúncia de Renan Calheiros da presidência do Senado. As investigações revelaram que o parlamentar não tinha dinheiro suficiente para pagar a pensão. Renan teria apresentado documentos falsos para comprovar que tinha condições de arcar com a despesa. 

Em 2005, Renan Calheiros simulou um empréstimo com a locadora de carros Costa Dourada. Segundo a denúncia, o dinheiro extra na conta bancária serviria para comprovar que ele tinha renda suficiente para pagar do próprio bolso a pensão à filha. Além disso, Renan teria usado mais da metade da verba indenizatória do Senado, de R$ 12 mil por mês à época, para pagar a mesma empresa. Teriam sido sete pagamentos de R$ 6,4 mil. Segundo a denúncia, o contrato também era fictício, porque não ficou comprovado o fornecimento dos carros em contrapartida. Os repasses à locadora teriam sido realizados entre janeiro e julho de 2005.  

Morre aos 77 anos o estilista franco-tunisiano Azzedine Alaïa

Azzedine Alaïa, um dos maiores estilistas dos séculos 20 e 21, morreu no sábado (18) em Paris, aos 82 anos, em decorrência de um ataque cardíaco. A sua companhia confirmou a informação. Conhecido como escultor da forma feminina, e usado por mulheres como Michelle Obama e Lady Gaga, Alaïa era igualmente famoso por rejeitar o mercado de moda e por seu pensamento de que ele havia corrompido o poder criativo do que poderia ser uma forma de arte. Ele raramente cedia ao calendário oficial de desfiles, preferindo apresentar seu trabalho quando ele considerava estar pronto, ao contrário de quando o varejo ou a imprensa decidiam. Em vez disso, ele criou o seu próprio sistema e uma família de apoiadores e, desde a virada do milênio, havia se tornado uma crescente e importante voz pela busca à perfeição e pela exploração de uma estética única e autoral, e contrário a ceder à pressão implacável de produzir coleções.


Sua cozinha, onde ele era famoso por organizar almoços e jantares, nos quais frequentemente cozinhava, era seu "palanque", no qual ele presenteava seus convidados –que variavam de designers que haviam ido homenageá-lo até as Kardashians, o artista Julian Schnabel, o arquiteto Peter Marino e as costureiras de seu ateliê – noite adentro com opiniões, histórias e conselhos.

De baixa estatura – ao menos se comparado com supermodelos como Naomi Campbell, que o chamava de "Papa", e Farida Khelfa – ele estava sempre vestido com um uniforme de pijama de algodão preto chinês, e era famoso por trabalhar sozinho durante a noite, curvado sobre padrões e peças de tecido, com a programação da National Geographic passando na televisão.

Alaïa também era travesso (ele frequentemente mentia sobre sua idade, uma vez disse a um jornalista que sua mãe era uma modelo sueca, e gostava de se esconder dos empregados de seu ateliê para depois assustá-los pulando com um apito), propenso a rancores e extraordinariamente generoso. Ele dedicou sua vida na crença que moda era mais do que somente peças de roupa, mas sim um elemento no empoderamento das mulheres e a conversa cultural mais ampla.

Em 2015, uma exposição de seu trabalho na Villa Borghese Pinciana, em Roma, na qual seus vestidos foram expostos entre obras de Caravaggio e de Bernini, provou que ele atingiu o objetivo. Nascido na Tunísia, em 1935, Alaïa mudou-se para Paris em 1957 para trabalhar com Christian Dior, vivendo no quarto de empregada da condessa Nicole de Blégiers e pagando seu aluguel costurando roupas para ela e seus filhos. A notícia se espalhou e ele se tornou um segredo interno da boa e velha sociedade francesa; sua clientela incluía a escritora Louise de Vilmorin, as socialites Cécile e Marie-Hélène de Rothschild e a atriz Arletty. Ele abriu sua própria loja em 1979.

Alaïa apresentou sua primeira coleção "prêt-à-porter" (pronta para vestir) em 1980 e foi proclamado o "rei da silhueta justa" – embora na verdade suas roupas fossem muito mais do que isso: ele usava couros e malhas para dar forma e sustentar o corpo, transformando-o na melhor versão de si mesmo. Ainda que sua estética tenha saído de moda com o advento do minimalismo desconstruído nos anos 1990, ele nunca se permitiu distrair pelas tendências dos outros e, no ano de 2000, seguidores começaram a voltar ao seu ateliê na rua de Moussy, no 4º arrondissement de Paris, o complexo de edifícios onde ele morava, trabalhava e cozinhava.

Em 2007, a Compagnie Financière Richemont comprou a maior parte das ações de seu negócio, permitindo-o expandir em seu próprio ritmo: um perfume foi criado e a expansão da loja planejada, resultando em mais de 300 pontos de venda em todo o mundo até o ano passado. Para além das passarelas, ele criou para balés e óperas, passou a realizar exposições de arte em 2004 no espaço que também abriga seu showroom (uma programação regular começou em 2015 com a exposição do poeta sírio Adonis) e planejava uma livraria.

Alaïa retornou ao calendário da alta costura em julho, após seis anos, e na plateia estavam o ex-ministro francês da cultura, Jack Lang, a ex-primeira-dama da França e modelo de Alaïa, Carla Bruni-Sarkozy, a atriz Isabelle Huppert, o designer Marc Newson e o diretor do Museu de Arte Moderna de Paris, Fabrice Hergott. Ele havia se tornado uma espécie de tesouro nacional e todos estavam lá para prestigiá-lo. Ele deixa sobrinhos e sobrinhas, o pintor Christoph von Weyhe, seu companheiro, Carla Sozzani, sua colaboradora mais próxima, e todos aqueles que trabalharam com ele.

Job Ribeiro Brandão, ex-assessor, diz que destruiu documentos a pedido da família Geddel


O ex-assessor do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), Job Ribeiro Brandão, disse em depoimento à Polícia Federal que destruiu documentos a pedido dos peemedebistas. Job prestou depoimento no dia 14 de novembro. O ex-assessor disse que o pedido lhe foi feito enquanto Geddel, que foi ministro da articulação política do governo Michel Temer, cumpria prisão domiciliar, entre julho e setembro.

Geddel está preso na Papuda, em Brasília, desde setembro. Segundo Job disse à Polícia Federal, Geddel, Lúcio e Marluce, mãe dos peemedebistas, pediram para ele auxiliar na "destruição de anotações, agendas e documentos", tarefa que teria contado com apoio de uma secretária e da mulher do deputado. Ainda no depoimento, o ex-assessor afirmou que os documentos destruídos foram "colocados em sacos de lixo e descartados, e que alguns foram picotados e colocados na descarga do vaso sanitário". Ele disse que trabalhou com a família Vieira Lima por 28 anos e, apesar de exercer o cargo de assessor parlamentar, fazia serviços pessoais para os políticos – como pagar contas, ir ao supermercado, cuidar de fazendas e da saúde do pai de Geddel e Lúcio.

Job afirmou que devolvia parte do seu salário para a família. Ele disse que "a família possuía muito dinheiro guardado no apartamento de Marluce Vieira Lima (...) e que o dinheiro costumava ficar acondicionado em caixas e malas que ficavam no closet do quarto de dona Marluce". Segundo ele, Marluce "tinha ciência do dinheiro guardado e também pedia que o declarante separasse dinheiro a pedido de Geddel e Lúcio".

As contagens de dinheiro no apartamento da mãe do ex-ministro normalmente chegavam a valores de até R$ 500 mil, segundo o depoimento. A defesa de Job informou ao Supremo Tribunal Federal que ele tem a intenção de colaborar com as investigações. Job foi um dos alvos da Polícia Federal em outubro, quando trabalhava como assessor de Lúcio. A suspeita da Polícia Federal é de que ele atue como "laranja" do deputado federal. A Polícia Federal identificou fragmentos de digitais de Job no "bunker" em que foram encontrados R$ 51 milhões – a suspeita é que o dinheiro pertença a Geddel.


Na sexta-feira (17), a defesa de Job enviou ao ministro Edson Fachin um pedido para revogar sua prisão domiciliar e para retirar a tornozeleira eletrônica. Felipe Dalleprane, advogado de Job, declarou que "tem uma especial preocupação com a segurança" de seu cliente e que "tem por objetivo demonstrar que sua condição de vida é totalmente incompatível com a renda de um secretário parlamentar, que é vítima da situação" e que, além da liberdade, pretende buscar judicialmente o ressarcimento dos valores de seu salário que teriam sido repassados à família Vieira Lima". A defesa da família Vieira Lima afirmou que irá se pronunciar somente após ter acesso ao depoimento.

Supremo Tribunal Federal julgará habeas corpus do petista Antonio Palocci na próxima quinta-feira

O Supremo Tribunal Federal marcou para a próxima quinta-feria (23) o julgamento sobre o pedido de liberdade feito pela defesa do ex-ministro petista Antonio Palocci, preso desde setembro do ano passado em função das investigações da Operação Lava Jato. O julgamento será decisivo para manter a validade das prisões preventivas que foram decretadas pelo juiz federal Sério Moro e o ministro Edson Fachin. Em maio, Fachin rejeitou individualmente o pedido de liberdade e enviou o caso ao pleno para tentar obter apoio da Corte para manter as prisões na Lava Jato.

Fachin é relator das ações da operação no colegiado e foi derrotado, por maioria, na votação que concedeu liberdade ao ex-ministro petista e bandido mensaleiro José Dirceu, em maio. Antes da decisão que beneficiou José Dirceu, os empresários José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PP, João Claudio Genú, foram soltos por decisão da Turma. Na decisão em que negou liberdade provisoriamente a Palocci, Fachin entendeu que não há nenhuma ilegalidade na decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão. "O deferimento de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar manifesto constrangimento ilegal, o que, nesta sede de cognição, não se confirmou", disse o ministro.