domingo, 24 de fevereiro de 2008

CPI das Ongs é um grande fracasso e está marcada para morrer

O presidente da CPI das Ongs, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), faz uma tentativa desesperado para recuperar o tempo perdido na CPI com a luta entre o governo e a oposição. Na última terça-feira ele despachou mais de 23 requerimentos para convocação de representantes de Ongs e quebra de sigilo bancário de 14 entidades. Os novos requerimentos, que agora somam 89, devem ser votados na sessão da próxima quarta-feira. Entre os novos requerimentos está um de autoria do próprio senador Raimundo Colombo, para quebrar o sigilo bancário e fiscal da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), de São Paulo. Fundada em 1986, a Ong recebeu a bolada de R$ 6,4 milhões em apenas dois anos do governo petista (2005-2006). A maior parte do dinheiro saiu do programa "segundo tempo" do Ministério dos Esportes. A Ong Conam tem como presidente Wander Geraldo da Silva, que é integrante do Conselho Nacional de Saúde. Mas o principal motivo para pedir a quebra de sigilo bancário e fiscal da entidade é o secretário-geral da Conam, Wilson Valério da Rosa Lopes. Desde fevereiro de 2003, ele transita com desenvoltura nas hostes petistas graças ao cargo comissionado que ocupa no gabinete do deputado federal petista Orlando Desconsi, do Rio Grande do Sul. A CPI das Ongs, com prazo de funcionamento de 180 dias, está previsto para o próximo dia 12 de maio sem que nenhuma investigação tenha dado um passo sequer até agora. Até 12 de maio serão realizadas mais dez sessões, já que as CPIs fazem uma reunião por semana, às quartas-feiras. A oposição vai tentar prorrogar investigação por mais 30 dias, o que é uma renovação irrisória. Os maiores beneficiários da disputa política entre oposição e governo que paralisou a investigação são as ONGs suspeitas de irregularidades e desvio de verbas. A Unitrabalho, do churrasqueiro "aloprado" de Lula, Jorge Lorenzetti, que também esteve envolvido no escândalo da compra do dossiê para incriminar candidatos tucanos, recebeu R$ 18,5 milhões de União desde o início da gestão do Presidente Lula.

Presidente da CPI gaúcha do Detran monta agenda de depoimentos e cria crise

O presidente da CPI do Detran da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Fabiano Pereira (PT) mandou publicar no Diário Oficial da Assembléia, na última sexta-feira, a ordem inicial dos depoimentos que deverão ser prestados na CPI. A decisão do deputado petista incendiou o clima dentro da Assembléia gaúcha. Especialmente com o relator, o deputado estadual Adilson Troca (PSDB). Troca estranhou que a agenda da CPI tenha sido definida à revelia, sem consulta ao colegiado. Ele espera que Fabiano Pereira mude de opinião e entregue parecer, nesta segunda-feira, explicando quais são as funções do presidente e a do relator. O regimento interno da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul é omisso em relação a essa questão. Conforme a agenda publica pelo presidente Fabiano Pereira, , os depoimentos deverão começar no próximo dia 3 de março. Carlos Ubiratan dos Santos (PP), que presidiu o Detran RS no governo Germano Rigotto (PMDB), deverá prestar depoimento no dia 17 de março; Flávio Vaz Neto, que foi diretor presidente do Detran no começo do governo Yeda Crusius (PSDB), deverá depor no dia 24 de março. O deputado Fabiano Pereira também afirmou que irá solicitar à Polícia Federal a documentação da Operação Rodin quando o processo for enviado à Justiça, o que é esperado para a primeira metade de março.