segunda-feira, 12 de maio de 2008

Empresário Ferrigolo volta o tocar projeto de rebaixamento de plataforma na Procergs

O empresário Ronei Ferrigolo, presidente da Procergs (Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul), está determinado a alcançar os seus objetivos de negócios no comando da estatal. Ele colocou em marcha um dos seus projetos estratégicos, o P15, com o qual pretende migrar e desativar o ambiente Unisys (plataforma de mainframe – computador de grande porte). Ele tentou realizar este projeto no governo passado, sem licitação, em um processo cheio de problemas, que deveria ser examinado pelo Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado. Agora, tão logo assumiu a presidência da Procergs, ele determinou que este seria o seu principal projeto. O objetivo desta iniciativa é migrar todas as aplicações (sistemas) que rodam na máquina Unisys (mainframe) para baixa plataforma, ou seja, servidores de rede, e desativá-la. Ora, quando a companhia promove o rebaixamento de plataforma, ela está saindo do ambiente de mainframe e passando para o ambiente de servidores (pequena e média plataforma). Um dos grandes “players” neste mercado é justamente a multinacional Microsoft. E – surpresa!!!! – o empresário Ferrigolo teve firma representante de vendas dos produtos Microsoft, a Processor, aquela que ele passou de filho para pai, quando foi nomeado diretor da Procergs. Agora, o negócio de rebaixamento de plataforma, apenas neste projeto, P15 deverá custar, segundo anúncio feito por ele próprio, em documento interno da companhia, não menos de R$ 15 milhões. Ele tentou fazer este negócio no governo passado, em processo cheio de irregularidades. Veja o que diz o “paper” do empresário Ferrigolo sobre o P15: “Este projeto vem atender uma visão de futuro sobre três aspectos importantes - evolução tecnológica, imagem da empresa e simplificação do ambiente operacional. A tendência de mercado relativo à linguagem de programação e bancos de dados há muito tempo indica que temos a necessidade de remodelar o nosso ambiente operacional. A imagem da empresa muitas vezes é percebida através da tecnologia empregada em suas soluções, o que no caso do ambiente mainframe pode ser tida como obsoleta. Diante deste cenário, criou-se a necessidade de migrar o ambiente Unisys para uma nova plataforma que contemple soluções inovadoras. A responsável pelo projeto é a funcionária Fernanda S. Bocoli e conta com as seguintes equipes de trabalho: Co-responsável: Kali Adauto Rodrigues (SES); Gerencial: Karen Gross Lopes (DAS), Liliane Utz (DTI), Luiz Fernando Cunda (DES), Sergio Rene D. Dalanhol (DNE), Daniel Elizeire Silveira (SJS), Suzi Boeira Salomon (STR) e Rafael L. Kremer (STE); Técnica: Paulo Gomes de Moura (SJS), Haroldo José Teixeira (STR) e Renato de Campos Fernandes (STE); Suporte: Luiz Fernando Bettella (DTI), Ana Ruth S. Garcia (DTI) e Marco Krzisch (STE); Comercial: Fausto Weber Nowaczyk, Paulo Walmir L. Cirio e Marcia Faraco Barreto (DNE). Algumas fases do projeto já foram realizadas, como: 1. Levantamento de informações: sistemas, integrações, clientes. Foi realizado um levantamento de informações sobre os sistemas e clientes envolvidos no projeto. O resultado deste levantamento concluiu que serão afetados na migração clientes como: Secretaria da Segurança Pública, Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto Geral de Perícias, Secretaria da Fazenda, Detran, entre outros, e sistemas como: VIN e GIDHAB (Detran) e SIP (SSP). Em função desta migração, cada cliente fará a atualização de sua infra-estrutura através de aquisição de novas estações de trabalho e ampliação dos canais de comunicação. 2. Identificação no mercado dos fornecedores existentes - Foi realizada, em 28 de fevereiro de 2008, uma Audiência Pública para fornecedores com o objetivo de promover o aperfeiçoamento do Edital, a partir das críticas levantadas no evento. 3. Edital de licitação: construção, publicação, identificação do fornecedor ganhador. Baseado no levantamento das informações foi feito um Edital Preliminar descrevendo os serviços a serem entregues durante o processo de migração, com a previsão de publicação ainda no 1º semestre de 2008. 4 . Estratégia de migração - o objetivo é migrar todas as aplicações para uma plataforma distribuída padrão da Procergs, utilizando nossas melhores competências, para evitar transtornos para os nossos clientes. Para tanto, foi desenvolvida uma estratégia de migração, que estabelece a sequência da implementação dos sistemas na nova plataforma. A divulgação será estratégia será realizada conforme o seguinte cronograma: apresentação para a Diretoria no dia 07/05; para os clientes do segundo escalão do Governo até 14/05 pelos ANs (Nota da Redação: agentes de negócios da Procergs); para os de primeiro escalão do Governo em 23/05 pelo Conselho de Administração da Procergs em evento no CTRE (Centro de Treinamento da Procergs). Para a responsável do projeto, Fernanda Bocoli, a realização desta migração ‘é uma mudança, sempre tem benefícios, mas exige esforço. A modernização dos aplicativos e do ambiente operacional vai nos dar mais flexibilidade para entregar soluções diferenciadas, beneficiando o nosso cliente. Vai promover também a atualização tecnológica das equipes envolvidas, visto que faz parte do escopo do projeto a capacitação destas equipes através de treinamentos”. Parece que tudo navega em mar sereníssimo, e que todo mundo está sonhando com este mar de almirante. Mas, não é verdade. A área técnica da Procergs não está convencida da necessidade desta troca de plataforma. Ao contrário, até entende que esses recursos (15 milhões de reais) devem ser aplicados em sistemas que realmente precisam de investimentos (como os sistemas para a saúde, educação, meio ambiente, agricultura e outros que requerem investimentos urgentes). Não bastasse isso, o empresário Ferrigolo pretende começar o seu rebaixamento de plataforma pelo melhor sistema de governo eletrônico do Estado do Rio Grande do Sul, que é o do Detran. A tal da migração não vai mudar absolutamente nada para o cidadão. O sistema ficará absolutamente igual, apenas rodando em plataforma diferente. E com altos riscos implicados neste processo de migração, podendo haver paralisação do sistema. Pelo que Videversus pôde apurar, o cliente Detran, o mesmo que é investigado pela Operação Rodin e por uma CPI na Assembléia Legislativa, sequer foi consultado sobre a migração de plataforma do seu sistema. Para comprovar o relatado acima, veja o que diz um dos principais técnicos da Procergs, responsável pelo funcionamento do sistema atual, em e-mail para o empresário Ronei Ferrigolo, presidente da companhia estatal: “O projeto de migração do ambiente Unisys para servidores de médio porte não foi suficientemente justificado e, nos debates feitos na administração passada, foi rejeitado pelo corpo técnico, particularmente no modelo como foi proposto. Tenho dúvidas sobre as motivações que levaram à decisão por migrar. Estes motivos não estão claros nem para mim, que assisto a projetos deste tipo há algum tempo, nem para a parcela do corpo técnico que trabalha neste ambiente e que está satisfeito e motivado com as tecnologias usadas. Os técnicos e gerentes com quem falo dizem que é uma decisão da diretoria. A diretoria diz que atende a uma demanda do corpo técnico. As justificativas mais comuns ainda carecem de uma análise mais profunda: - alto custo do mainframe: a receita originada dos sistemas que rodam no Unisys sustenta a infra-estrutura necessária à sua operação e desenvolvimento de custeia o contrato com o fornecedor com margem positiva, ou seja, o Unisys dá lucro! Existe a proposta, da Unisys, de renegociação deste contrato com aumento da capacidade de processamento e redução do valor da fatura, mediante o pagamento da dívida acumulada na última gestão. Esta simples renegociação, por si só, já melhoraria a margem de contribuição média dos sistemas do ambiente; - Atualização tecnológica: a Procergs opera sistemas em arquitetura cliente/servidor pelo menos desde 1986 (Caixa Estadual), sendo que estes sistemas desde 1993 estão distribuídos por todo o Estado. Desde 1997, com a extinção da Caixa e criação do Detran como autarquia autônoma, este modelo foi atualizado com o uso de interface gráfica, sendo até hoje o sistema de maior abrangência da empresa com uso desta tecnologia e arquitetura. Os sistemas da Procergs mantidos no Unisys, particularmente do Detran, são exemplos de eficiência reconhecidos nacionalmente, com características de integração, conectividade, disponibilidade e confiabilidade dificilmente igualados, mesmo em algumas outras plataformas usadas na Procergs; - suporte operacional depende de uma pessoa: está é uma condição artificial criada, não pela indisponibilidade de pessoal qualificado no mercado, mas sim pelo progressivo abandono e deliberada falta de investimento ao logo de mais de 10 anos; recursos de desenvolvimento: A Procergs já treinou e preparou profissionais em diversas especializações da área técnica. A maioria deles ainda é responsável pelos padrões de qualidade dos nossos serviços reconhecidos no Estado. A capacidade de produzir e manter técnicos especializados em qualquer ambiente tecnológico mantido na empresa depende de decisão e planejamento. Esta é uma decisão que não pode ser tomada levianamente, dado o impacto, não só na empresa, como na qualidade do serviço prestado aos nossos clientes no Estado. Uma decisão deste porte, se errada, pode ter conseqüências danosas e irreversíveis no longo prazo, com prejuízo para a administração e para o cidadão. Ao par deste cenário, as tecnologias que se apresentam como alternativas para a migração (Linux, Windows, Java, VB, Web), em que pese estarem em operação na Procergs há mais de 10 anos, ainda não atingiram os níveis de maturidade e governança disponíveis nos mainframes. Ao menos nos últimos 4 anos, obtiveram índices de rentabilidade inferiores aos mainframes, segundo as métricas atualmente em uso. Não há sequer estrutura implementada nos ambientes operacionais para faturamento dos serviços prestados. Considerando estes fatores, sugiro que seja revista a decisão de migração, ou que sejam esclarecidos os seus motivos, à luz das novas diretrizes do planejamento estratégico, de um debate amplo e conclusivo, e de dados comparativos de qualidade e eficiência. Esta não pode ser uma decisão tomada exclusivamente com base em crenças e preconceitos”. Diante desse e-mail altamente fundamentado de um dos seus principais técnicos, o presidente da companhia, empresário Ronei Ferrigolo, responde com outro e-mail, com a clara sugestão para este calar a boca: “O processo de migração foi debatido a exaustão na gestão passada e foi sim aprovado por várias instâncias técnicas internas. O diretor Ney Michelucci estará à frente deste processo e fará com que todos os cuidados técnicos seja tomados para que as justificativas do projeto estejam claras. Não há hipótese de um projeto desta escala andar sem o comprometimento das equipe técnicas, sabes bem disto”. Resumindo: ordem é para ser cumprida; discutir é só fantasia de planejamento. Porém, o técnico da Procergs, vendo a gravidade da ordem, não se calou: “Não quero ser impertinente, mas me valho da abertura que deste de uma conversa franca para prolongar um pouco mais esta discussão. Como eu disso, eu assisti, ou participei, em diversos momentos, de iniciativas, ao longo dos últimos 10 anos, de se migrar aplicações do ambiente Unisys. Na gestão passada, justificativas apresentadas, quando apresentadas, são, no mínimo, discutíveis. Relacionei algumas abaixo. Lembro de uma reunião contigo, quando contestei este mesmo projeto, e apontaste esta demanda como “anseio da casa” (não recordo as palavras exatas). Dos gerentes que hoje participam do processo, ouço que é uma determinação da diretoria. Tu mesmo fizeste menção na audiência a uma “decisão do Estado” baseada em documentos que tramitaram pelas diversas instâncias da empresa e do governo. O que não encontrei ainda é o motivo, o benefício real deste projeto. É sempre “alguém mandou....”. Estes documentos estiveram a disposição da equipe envolvida no processo atualmente em andamento e as justificativas apresentadas são discutíveis. O Oliveira, que eu assessorei no processo de levantamento do ambiente, teve acesso a estes documentos e concorda que as justificativas são vagas. No mínimo suscitam um debate sobre se a migração é ou não a melhor solução para os problemas apresentados. Nenhum dos técnicos que participam do grupo de trabalho do planejamento, que trata deste assunto, conhece as características do ambiente cujo destino está decidindo. As estimativas preliminares falam em valores de investimentos que variam de 10 a 15 milhões de reais. Ainda não foi apontada a origem destes recursos. Se eles existe, por que não são usados na construção da infra-estrutura de TI necessária à operação de qualquer sistema fora do mainframe com micros e redes para os órgãos do Estado? Este investimento traria benefício imediato e não agregaria os custos de uma conversão deste porte. Nenhum dos clientes afetados pela migração foi notificado que poderá ficar sem manutenção dos seus sistemas de 3 a 12 meses com uma expectativa de 18 a 24 meses para o processo completo de migração. Vamos disparar um processo vulto e apresentá-lo aos órgãos do Estado “fato consumado”? Ainda acho precipitado desencadear este processo à margem do planejamento. É necessária uma avaliação mais criteriosa tanto das justificativas quando das conseqüências deste projeto, tanto para a Procergs quanto para os clientes”. Algumas coisas ficam evidentes desta troca de correspondência: 1) a troca de plataforma de processamento de mainframe para servidores não é uma prioridade, há outros sistemas que antes precisam de investimentos urgentes ; 2) o sistema de mainframe é altamente confiável; 4) há riscos na migração, sendo que podem ser paralisados a qualquer momento os serviços do Detran, o melhor sistema de E-governement atual do governo gaúcho e também no Brasil, premiado diversas vezes; 5) por que a insistência em migrar este sistema, primeiro sem licitação, no governo passado, e agora de novo; 6) o sistema tem garantia de prestação de assistência a todo momento, o novo sistema ficaria meses sem qualquer assistência; 7) o empresário Ronei Ferrigolo ainda tem seu pai na composição acionária da empresa Processor, vendedora de softwares de baixa plataforma, da Microsoft, da qual ela é revendedora?

José Otávio Germano na CPI do Detran

José Otávio Germano diz que ficou muito satisfeito ao ver que o novo secretário de Segurança, no início do governo de Yeda Crusius, deputado federal Enio Bacci, havia confirmado como diretora geral da secretaria Ana Maria Pelini, que havia sido também sua diretora geral, "a mola propulsora da Secretaria". E da mesma forma o seu ex-chefe de gabinete, Ronaldo Napoleão, que só na semana passada foi demitido da secretaria. Os deputados estão ganhando indicações fortes para que chamem a depor todos estes personagens.

José Otávio Germano sendo questionado fortemente por Carrion Junior

José Otávio Germano diz que não foi consultado sobre outras fundações que poderiam ocupar o lugar da Fatec, que substituiria a Fundação Carlos Chagas no contrato com o Detran RS. Disse que apenas lhe informaram que a Fatec havia sido consultada. José Otávio Germano diz que a ele importavam os pareceres que lhe eram encaminhados, do Mistério Público, e de outros órgãos, dizendo que o contrato era legal. Reafirma que na condição de secretário nunca recebeu uma denúncia de que poderia haver problema no Detran. Deputado Carrion Junior insiste que o Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas apontou agora, na Operação Rodin, que a autarquia não seguiu as determinações de lei, quanto a exigir um plano de trabalho e uma planilha de custos da prestadora do serviço, e que isto contraria a lei. José Otávio Germano reage dizendo que nunca, em sua época, o Tribunal de Contas apontou qualquer coisa: "Se tivesse apontado, nós teríamos mudado".

José Otávio Germano insiste que não tem importância política para indicar cargos

O deputado estadual Carrion Junior (PCdoB) começa a fazer suas perguntas. Ressalta que a fraude desviou mais de 45 milhões, e ao que tudo indica o rombo deve ser no mínimo do dobro dessa quantia. Carrion age como é comum aos deputados da oposição, vão fazendo longas exposições, como se fossem promotores, tentando comprovar suas teses. José Otávio Germano, em suas respostas, procura insistentemente mostrar que os dirigentes do Detran no governo de Germano Rigotto e Yeda Crusius, não foram suas indicações, que as indicações eram sempre do PP. Ou seja, José Otávio Germano dá a idéia de que não tem força política no PP, ou importância política a ponto de ser responsável por indicações políticas para ocupação de cargos públicos. Carrion Junior insiste por que José Otávio Germano não tomou a iniciativa de licitar o contrato do Detran com a Fatec, após a primeira contratação emergencial da Fatec.

José Otávio Germano reafirma sua inocência na fraude do Detran

José Otávio Germano reafirma que não foi indiciado, não foi investigado, não tem nenhuma ligação com os fatos investigados pela Polícia Federal na Operação Rodin. Estão presentes 22 deputados estaduais na sessão da CPI do Detran, e mais dois deputados federais do Rio Grande do Sul

José Otávio Germano fiz que não recebeu propina do Detran

José Otávio Germano diz que só pode garantir por si mesmo, e pelo ex-governador Germano Rigotto, que não receberam propina ou qualquer outro dinheiro, ou vantagem, derivada do desvio de recursos da Fraude do Detran, apurada pela Operação Rodin da Polícia Federal.

José Otávio Germano procura se afastar de ligação com Antonio Dorneu Maciel

José Otávio Germano faz forte afirmação de que não tem Antonio Dorneu Maciel como pessoa vinculada politicamente a ele. "Negativo", diz ele. E ressalta que, apesar de Dorneu Maciel ter sido nomeado diretor geral da Assembléia Legislativa no seu período como presidente, insiste que isso aconteceu como indicação do partido, e não dele.

José Otávio Germano procura se afastar de Flávio Vaz Neto

José Otávio Germano "defende" Flávio Vaz Netto, mas diz que ele nunca foi ligado a si politicamente. Diz que Flávio Vaz Netto trabalhou com o deputado estadual Frederico Antunes, com o ex-deputado Otomar Vivian (atual presidente do IPE), com o ex-ministro Turra, com o deputado federal Mendes Ribeiro Filho, e tudo isso para reafirmar que Flávio Vaz Neto não é um seguidor político seu, do seu grupo político dentro do PP gaúcho. E também para mostrar que ele não foi responsável pela indicação do mesmo para a presidência do Detran no governo de Yeda Crusius.

José Otávio Germano sai explicando nomeações de pessoal na sua secretaria

José Otávio Germano (PP-RS) defende que as contas do Detran, no seu período de secretário da Segurança do Rio Grande do Sul, no governo Germano Rigotto (PMDB), foram aprovadas pela Cage e pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. Na verdade, durante seu período de secretário, ele encheu a secretaria de funcionários dos órgãos fiscalizadores colocados em cargos importantes. Esses funcionários, com sua presença na Secretaria da Segurança, com toda certeza, inibiam seus companheiros dos órgãos de fiscalização. Uma das colocadas na Secretaria de Segurança, como diretora geral, foi Ana Maria Pelini, auditora da Secretaria da Fazenda, dos quadros da Cage (Contadoria e Auditoria Geral do Estado). A outra foi Juliana Mariotti, irmã do substituto de conselheiro Cesar Mariotti, do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. A mesma coisa com um auditor do Tribunal de Contas e um procurador do Mistério Público Estadual.

José Otávio Germano procura explicar relações com o advogado Carlos Dahlem da Rosa

Josó Otávio Germano informa que ficou sabendo da contratação do escritório do advogado Carlos Dahlem da Rosa "tempos depois" da assinatura do contrato da Fatec com o Detran. Ele admite que Carlos Dahlem da Rosa, que era "sócio" de José Otávio, ou seu empregador no escritório de advocacia, é um antigo amigo.

José Otávio Germano diz que não assinou contrato com a Fatec

José Otávio Germano recebe a palavra para sua primeira manifestação, às 13h27. Diz que se orgulha de ter exercido mandato na Assembléia Legislativa durante oito anos, e de ter presidido a Casa por dois anos. Faz questão de acentuar que não foi investigado pela Operação Rodin. Começa o interrogatório, pelo deputado relator da CPI, Adilson Troca (PSDB). José Otávio Germano começa por destacar que não participou da assinatura do contrato do Detran com a Fatec. Mostra que trouxe até sua agenda do mês correspondente em 2003, para comprovar que não tinha comparecido à solenidade. O que não prova nada, porque agenda de autoridade não registra que os compomissos anotados tenham sido concretizados.

Deputado federal José Otávio Germano vai começar a depor na CPI do Detran RS

Vai começar dentro de minutos o depoimento do deputado federal José Otávio Germano na CPI do Detran, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. José Otávio Germano era o chefe político da maior parte dos indiciados na Operação Rodin, pela Polícia Federal.