quinta-feira, 29 de maio de 2008

Mau tempo suspende vôos em aeroporto de Porto Alegre

Os pousos e decolagens ficaram suspensos na tarde desta quinta-feira no aeroporto internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, devido à baixa visibilidade causada pela chuva e pelo nevoeiro. De acordo com a Infraero, das 50 partidas programas até as 16 horas, 15 sofreram atraso superior a 30 minutos e 16 foram canceladas. Com relação às chegadas, das 46 programadas, nove estavam fora do horário previsto e 13 foram canceladas. Em São Paulo, o aeroporto de Congonhas (zona sul) registrou atraso em 23 dos 161 vôos programados e sete cancelamentos. Em Cumbica (Guarulhos, região metropolitana), a situação era parecida, com 19 atrasos e oito cancelamentos em 139 vôos programados. O aeroporto de Porto Alegre é um autêntico campinho de pouso provinciano. A falta de um equipamento de ajuda para a aproximação dos vôos determina o fechamento das operações do aeroporto Salgado Filho, o que é um vexame.

Garotinho era espécie de chefe político de quadrilha de Álvaro Lins, diz o Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal aponta o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PMDB), como uma espécie de chefe político da quadrilha desmantelada na Operação Segurança Pública SA, nesta quinta-feira, e "imprescindível" para o funcionamento dela. O deputado estadual Álvaro Lins (PMDB), ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi preso em flagrante por lavagem de dinheiro. De acordo com a Polícia Federal, o esquema, composto por policiais, consistia em proteger empresários ligados a atividades como o jogo do bicho por meio de pagamento de propinas a delegados nomeados estrategicamente para as áreas onde os empresários atuavam. Os policiais envolvidos também prendiam os rivais dos grupos protegidos, segundo a Polícia Federal. O esquema funcionou por pelo menos seis anos dentro da estrutura da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. Embora não haja, para o Ministério Público Federal, nenhuma prova concreta de que Garotinho se beneficiasse diretamente do esquema, o ex-governador dava respaldo político e garantia a nomeação de delegados. Sem a participação do ex-governador, diz o Ministério Público Federal, o esquema não seria viável. "Para nomear delegados, precisavam do crivo de Garotinho. Mas não temos provas de que ele pedia ou recebia dinheiro, como temos em relação ao Álvaro Lins e ao Ricardo Hallack (também ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com mandado de prisão expedido, mas foragido)", disse o procurador regional da República, Paulo Fernando Corrêa. Para o Ministério Público Federal, um dos indícios mais fortes de que Garotinho compactuava com a quadrilha foi o fato de ele ter nomeado, quando era governador, Álvaro Lins para a chefia da Polícia Civil, em 2000. O nome de Álvaro Lins já havia aparecido em investigações sobre o jogo do bicho: "Ele sabia quem era o Álvaro Lins, sabia que ele já constava na lista do jogo do bicho. Não é possível que a nomeação tenha saido do nada, que não houvesse na Polícia Civil quadros melhores e sem ligações com esquemas", disse o procurador regional da república Maurício da Rocha Ribeiro, também autor da denúncia.

Fabiano Campelo, da Fenaseg, um exemplo de desfaçatez ao cubo

O assessor da Fenaseg, Fabiano Campelo, bate em uma única tecla: a Fenaseg não tem culpa pelos desvios dos recursos repassados ao Detran do Rio Grande do Sul. A entidade repassaria os recursos com boas intenções, para projetos de melhoria do trânsito, e os diabos seriam as autarquias estaduais, que desvirtuariam os objetivos dos projetos submetidos à Fenaseg e aprovados por ela. Mais: ele diz que qualquer categoria profissional no Brasil só faz eventos em locais turísticos. Tudo para justificar que a Fenaseg pague eventos em locais para turismo.

Fabiano Campelo, da Fenaseg, um assessor parlamentar que não conhece parlamentares

Está sendo um primor de desfaçatez o depoimento de Fabiano Campelo, assessor da Diretoria de Relações Parlamentares da Fenaseg. Ele é assessor de relações parlamentares, mas não conhece nenhum parlamentar, de nenhum Estado; não falou nunca com nenhum parlamentar. Em suma, é um assessor virtual. Ele não sabe nada..... é um anjinho total. Deveria ser brindado com um par de pulseiras de aço.

Fabiano Campelo, da Fenaseg, um exemplo de cinismo na CPI do Detran

Está depondo na CPI do Detran, em curso na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, neste momento, o diretor lobista da Fenaseg (Federação das Seguradoras), Fabiano Campelo. É impressionante o ar de anjinho deste dirigente da federação das empresas seguradoras. Ele age o tempo inteiro falando de um dinheiro que não é da Fenaseg, como esta entidade fosse a tutora do mesmo. É um descalabro monumental que, há uma década, uma entidade privada se aproprie de recursos que são públicos, e faça o gerenciamento do mesmo como se fosse dela, e ela estivesse praticando uma benemerência, e boas ações no sentido de conter fraudes na área do trânsito.

Polícia Federal indicia dois empresários por fraudes em licitações em ministério

A Polícia Federal indiciou dois empresários acusados de fraudes em licitações no Ministério da Saúde para a contratação de empresa especializada no transporte de cargas. A operação da Polícia Federal foi batizada de Carga Bruta. Foram indiciados o dono da empresa de cargas, com sede no aeroporto de Brasília, e o empresário encarregado de fazer o lobby junto a servidores do ministério. O contrato foi orçado em cerca de R$ 50 milhões por ano. Os investigados vão responder pelos crimes de tentativa de fraude em licitação e corrupção ativa.