sábado, 14 de junho de 2008

Navio regaseificador de GNL deixa Cingapura rumo ao Brasil

O navio de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) afretado pela Petrobras deixou na quarta-feira, às 7 horas (horário de Brasília), o estaleiro Keppel, em Cingapura, com destino ao terminal de GNL, em Pecém (CE). A chegada da embarcação é prevista para a primeira quinzena de julho. Durante o percurso até o Brasil o navio receberá, em Trinidad & Tobago, a primeira carga de GNL, adquirida pela Petrobras do BG Group. Esta é a primeira embarcação metaneira no mundo convertida para realizar a regaseificação de GNL a bordo. Além da conversão do gás natural do estado líquido para o gasoso, também permite o armazenamento do GNL em seus tanques criogênicos. A capacidade de regaseificação do navio, chamado Golar Spirit, é de 7 milhões de metros cúbicos/dia e a de armazenamento, 129 mil metros cúbicos de GNL, o equivalente a 77 milhões de metros cúbicos de gás natural. A chegada desta embarcação ao Brasil marca a entrada da Petrobras como agente no mercado internacional de GNL. O País receberá a primeira carga de GNL em julho deste ano no terminal da Petrobras instalado de Porto de Pecém (CE). O GNL é transportado a uma temperatura de 162º C negativos e a regaseificação ocorre a bordo do navio. Em seguida, o gás é injetado na malha de gasodutos para atendimento, preferencialmente, às usinas termelétricas. Com 289 metros de comprimento e 56 de altura, o Golar Spirit foi convertido no estaleiro Keppel, em Cingapura. A obra, iniciada em outubro de 2007, foi concluída em prazo recorde. Nos últimos oito meses foram realizadas as atividades de construção e montagem da planta de regaseificação e dos equipamentos criogênicos, que são submetidos a temperaturas da ordem de 160ºC negativos.

Fundopem gaúcho aprova oito projetos de investimento de R$ 326 milhões

O Conselho Diretor do Fundo Operação Empresa (Fundopem/RS), do governo gaúcho, em reunião realizada nesta sexta-feira, aprovou a concessão de benefícios para oito projetos, totalizando investimentos de R$ 326.465.852,00, com geração de 1.208 postos de trabalho. Dos projetos aprovados, cinco são de expansões. A Satipel Industrial, de Taquari, investirá R$ 232.141.683,00 na atualização tecnológica da unidade de painéis de madeira aglomerada e na implantação da linha de produção painéis de MDP, com geração de 93 postos de trabalho. A Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) aumentará a capacidade de produção de refrigerantes produzidos no Estado e implantará uma nova linha de produção de bebidas em embalagem pet, na unidade de Viamão, com investimento de R$ 39.681.140,00 e 84 novos empregos. A Ensinger Indústria de Plásticos Técnicos, em São Leopoldo, vai ampliar a fabricação de peças plásticas de engenharia de alta performance, com investimento de R$ 5.583.255,00 e geração de 33 postos de trabalho. A Wenmazza Indústria de Válvulas, de Vila Flores, com investimento de R$ 6.943.151,00 vai expandir a unidade industrial que fabrica válvulas utilizadas para segmentos de petróleo e gás. Essa expansão vai criar 174 postos de trabalho. A Indústria Gráfica Sul, de Santa Rosa, investirá R$ 4.553.678,00 na modernização da planta industrial de embalagens gráficas e gerará 122 empregos. A D'Zainer Produtos Plásticos vai investir R$ 7.825.540,00 na relocalização da planta industrial em Caxias do Sul e gerará 39 empregos. O projeto vai permitir a expansão da capacidade de produção de rodízios para cadeiras de escritório, eletrodomésticos, móveis e industriais. Outros dois projetos de implantação foram aprovados. A Marfrig Frigoríficos e Comércio de Alimentos, de São Gabriel, que vai gerar 638 novos empregos na reativação das operações da planta frigorífica Cooriva. O investimento de R$ 27.224.036,00 será aplicado nas obras civis, instalação e equipamentos para modernizar o frigorífico A Sescal Comércio e Representações investirá R$ 2.513.368,00 na instalação de uma unidade industrial para a extração e engarrafamento de água mineral e com sabor, em Presidente Lucena, com geração de 25 postos de trabalho.

Porto de Rio Grande recebe porta-batel do dique seco em construção

O navio Zhen Hua 19, responsável pelo transporte do porta-batel (comportas do dique seco), que aguardava desde o dia 26 de maio fora da Barra do Rio Grande, acessou a área do Porto Organizado por volta das 15 horas desta sexta-feira, atracando no Porto Novo às 16h30min O equipamento partiu da China no dia 10 de abril. Para a entrada do navio foi necessário realizar estudos devido à altura e largura dos equipamentos transportados. Com 229,7 metros de comprimento e 32,2 metros de largura, o navio, além de transportar as cinco peças do porta-batel que possuem 12 metros de altura (cada), também traz a bordo dois portêineres (guindastes), que medem 140 metros de largura, ficando no lado Leste 66,7 metros para fora da borda do navio e 33,7 metros no lado Oeste. Devido aos guindastes a embarcação está com 81 metros de altura. Por causa das grandes proporções foi necessário realizar a operação com cautela, sendo os pontos de maior tensão ocorreram na passagem da embarcação por baixo dos cabos aéreos que atravessam o canal levando energia para São José do Norte, e pela plataforma P-53. Durante o deslocamento do navio, para garantir máxima segurança, foram utilizados quatro rebocadores. O cais do Porto Novo, onde o navio atracou (entre os cabeços 31 e 40), teve em parte de sua extensão (do cabeço 35 ao 39) colocada uma camada de asfalto, já que, para o descarregamento das peças, é necessário ter um piso parelho. A remoção das peças do porta-batel devem começar neste sábado, pela manhã, sendo içadas por um guindaste sobre-rodas e colocadas em uma carreta especial. A operação deve estender-se até este domingo. As peças ficarão armazenadas no Porto Novo até que seja concluído o cais do dique seco.

Lixões municipais interditados em São Paulo

Os lixões dos municípios de Mongaguá, Itanhaém, Itapecerica da Serra e Araras foram interditados pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) por causa da falta de providências para a melhoria das suas condições de operação, apesar das freqüentes requisições da Cetesb às prefeituras, das multas aplicadas e dos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com a estatal. O lixão de Itapecerica da Serra está em área de manancial e compromete as águas subterrâneas da bacia onde fica a Represa de Guarapiranga, responsável pelo abastecimento de 3,8 milhões de moradores da cidade de São Paulo. Mongaguá e Itanhaém, duas estâncias balneárias, têm suas praias contaminadas pelos lixões. Em Araras, a deposição irregular do lixo urbano também afeta mananciais. No Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares, divulgado há um ano pela Cetesb, os quatro municípios obtiveram conceito de “Inadequado” no que se refere a esse quesito, com notas de 2,4 a 4,7. A nota mínima para subir na escala e passar ao conceito de “Controlado” é 6. Um aterro só é considerado “Adequado” quando suas notas variam de 8,1 a 10, conforme as normas ambientais. As administrações municipais de Mongaguá, Itanhaém, Araras e Itapecerica da Serra pouco ou nada fizeram durante os últimos anos para melhorar a gestão dos resíduos domiciliares. Mongaguá recebeu 12 autuações (R$ 313,8 mil) por dispor inadequadamente os resíduos sólidos domiciliares. Desde 2000, a prefeitura de Itanhaém foi multada seis vezes (R$ 134 mil). O depósito inadequado do lixo e o funcionamento ilegal do lixão levaram Araras a receber oito multas, desde 2002. Itapecerica da Serra pagou quase R$ 695 mil pela agressão ao meio ambiente. Conforme o Inventário de Resíduos Sólidos Domiciliares, há dois anos existiam 143 lixões inadequados no Estado de São Paulo, 29 deles considerados críticos. Os 645 municípios paulistas produzem, diariamente, 28,4 mil toneladas de resíduos domiciliares, dos quais 80,7% são dispostos de forma adequada. Dez anos atrás, quando o Inventário começou a ser feito, esse volume era de apenas 10,9%. O número de municípios cujos sistemas de disposição final de lixo são tidos como adequados aumentou de 27, em 1997, para 308, em 2006.

CPI das ONGs vai promover acareação entre ex-presidente da Finatec e promotores

A CPI das ONGs fará na próxima quarta-feira, a partir das 14 horas, uma acareação entre os promotores Gladaniel Palmeira de Carvalho e Ricardo Antônio de Sousa, do Ministério Público Federal do Distrito Federal, e o ex-presidente da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos, fundação de direito privado que se utilizou do nome da Universidade de Brasília), Antônio Manoel Dias Henrique. Os três já prestaram depoimentos à CPI e, conforme o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), autor do pedido de acareação, existem divergências nas informações repassadas. Os promotores, que investigam irregularidades na Finatec, divergem do ex-presidente da fundação quando ele diz, por exemplo, ter enviado ao Ministério Público suas contas depois de 1999, mas que não obteve retorno, nem em relação à aprovação, nem à rejeição. A principal denúncia que pesa contra a Finatec, conforme o relator da CPI das ONGs, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), é o ter se tornado uma intermediadora de interesses de empresas privadas. Tal intermediação teria possibilitado, segundo o relator, que órgãos públicos se livrassem da exigência de realizar licitações na contratação de serviços. A CPI decidiu investigar a Finatec após a publicação de denúncia na imprensa de que o então reitor da Universidade de Brasília, Timothy Mulholland, mobiliara luxuosamente seu apartamento funcional usando dinheiro que a Finatec deveria destinar a pesquisas científicas.

Polícia Federal prende dono da Líder, “vencedora” da coleta do lixo de João Pessoa

Na madrugada do dia 26 de março deste ano, o administrador Enio Noronha Raffin publicou em seu site “Máfia do Lixo” (http://www.mafiadolixo.adm.br/), o resultado antecipado da licitação pública para os serviços de limpeza urbana de João Pessoa, que teve abertura dos envelopes na manhã desse dia. A matéria avisou com todas as letras que as empresas vencedoras da licitação seriam a Líder, a Limpfort e a Marquisa, as quais já prestavam os serviços de limpeza urbana na cidade de João Pessoa, contratadas pela Prefeitura sem licitação pública, por “emergência”. O resultado antecipado acertou em cheio no alvo. Apesar da comprovação de resultado previamente ajustado, a prefeitura de João Pessoa acabou por assinar os três contratos do lixo com as empresas citadas. Agora a Polícia Federal prendeu o “dono” da empresa Líder. Durante a Operação Hígia, um dos proprietários da empresa Líder Limpeza Urbana Ltda, o empresário Mauro Bezerra da Silva, foi preso pela Polícia Federal no Condomínio Meridian, em Manaíra, e levado para a Superintendência da Policia Federal em João Pessoa, na Torre. O empresário Mauro Bezerra da Silva é acusado de falsificação de documentos, peculato, tráfico de influência e fraude de licitação pública. A Polícia Federal apreendeu um veículo Jaguar F Type, com placas de São Paulo. A operação da Polícia Federal aconteceu também no Rio Grande do Norte, desmantelando uma quadrilha acusada de fraude em licitações que geraram um prejuízo de R$ 36 milhões aos cofres públicos. Na casa do empresário Mauro Bezerra da Silva foi apreendido outro veículo valioso, um Nissan PathFinder, além de documentos e computadores. Na sede da empresa Líder os policiais federais apreenderam computadores e documentos diversos. O ingresso da empresa Líder na limpeza urbana da cidade de João Pessoa foi questionado pela oposição ao prefeito Ricardo Coutinho (PSB) e denunciado ao Ministério Público Estadual da Paraíba. Em março deste ano, o promotor de Justiça Adrio Nobre Leite, Curador do Patrimônio Público da Capital, ajuizou ação civil pública para anular a concorrência da coleta de lixo em João Pessoa e obrigar a Emlur a assumir integralmente o serviço de limpeza urbana da cidade. O curador pediu ao juiz da Vara da Fazenda Pública que anulasse a concorrência pública nº 002/2007 da Emlur. Argumentou que a licitação seguiu os mesmos moldes da concorrência pública nº 001/2007, cancelada pela Justiça. A concorrência em questão havia habilitado as mesmas três empresas que já faziam o serviço para a Emlur - a Líder, a Limp Fort e a Marquise. Na petição o curador destacou que a concorrência pública nº 002/2007 tem valores globais registrados em mais de R$ 139 milhões que seriam divididos entre as três empresas no prazo de 48 meses. Além disso, essas empresas vêm prestando serviços à Emlur graças a procedimentos questionáveis adotados desde o governo municipal anterior. O "ponto de partida", segundo o curador, foi um contrato firmado entre a Emlur e a Limp Fort em 2001 (ano em que o prefeito era Cícero Lucena, do PSDB), que deu àquela empresa exclusividade na coleta de lixo da capital paraibana. Após a posse do atual prefeito, Ricardo Coutinho (PSB), em 2005, a Limp Fort cedeu 30% do serviço à Líder. A cessão de direitos da Limp Fort em favor da Líder, denunciada como irregular por setores da oposição, motivou a Curadoria do Patrimônio a mover uma ação por improbidade administrativa contra o prefeito, dirigentes da Emlur e empresas contratadas. Apesar daquela ação, no primeiro semestre de 2007 a Emlur abriu uma licitação para contratar empresas de engenharia especializadas em limpeza urbana. O processo foi bombardeado desde o princípio por segmentos que denunciaram direcionamento do edital para favorecer mais uma vez a Limp Fort e a Líder. Cancelada a primeira licitação, a Emlur abriu uma segunda e, ao mesmo tempo, contratou a Marquise para também fazer a coleta de lixo, mas o fez com dispensa de licitação. Com a mesma dispensa, recontratou a Limp Fort e a Líder. A recontratação sem licitação foi celebrada a partir de 15 de setembro de 2007, por um prazo de 180 dias. Significa que esses contratos expiraram em 15 de fevereiro último. Nesses seis meses, as três empresas faturaram, juntas, mais de R$ 13,8 milhões, assim rateados: R$ 5,4 milhões para a Limp Fort, R$ 3,6 milhões para a a Marquise e R$ 4,7 milhões para a Líder. O curador mostra que a Emlur poderia assumir paulatinamente todo o serviço de limpeza urbana da capital se utilizasse toda a força de trabalho de que dispõe: 1.814 trabalhadores contratados sem concurso público, dos quais apenas 795 trabalhariam efetivamente na varrição das ruas, capina, raspagem e pintura de meio-fio, limpeza de prédios municipais e de canais.

Prefeitura do Rio de Janeiro faz licitações das linhas de ônibus

A prefeitura do Rio de Janeiro, conduzida por Cesar Maia, está realizando licitações para as linhas de ônibus da cidade. O prefeito Cesar Maia, em seu blog, colocou a seguinte postagem: “1. Serão licitadas uma a uma, 93 linhas de ônibus nesta primeira etapa. Essa etapa alcança praticamente 20% das linhas de ônibus autorizadas. Vencida esta etapa será aberta a segunda etapa que depende do resultado dessa para as sincronizações e integrações multi-vetoriais. Esta, assim como a última etapa, alcançarão 40% das linhas, cada uma. 2. As linhas em licitação abrangem corredores das Zonas Sul, Norte e Barra/Jacarepaguá. 3. As licitações prevêem prazo de dez anos, tarifa máxima de R$2,10, vencedor quem oferecer a menor tarifa, ônibus urbano tipo 1, gratuidades atuais incluídas nas tarifas, 10% iniciais da frota movida a biodiesel até 50% no final da concessão, equipamentos para integração, ônibus devem ter GPS e Câmeras, todas as linhas devem ter porcentagem para cadeirantes, freqüência da frota de 30% de madrugada, desconto na tarifa de 30% para integração com ônibus, metrô, barcas e trem. 4. Clique abaixo e conheça uma a uma as linhas que estão sendo licitadas nesta etapa e os elementos básicos que constituem as obrigações”.
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Ganha uma passagem para a favela da Rocinha o porto-alegrense que se lembrar de licitação de linhas de ônibus na capital gaúcha nos últimos 25 anos (16 deles sob administração petista, que comandou a mais ruinosa e desastrada intervenção nas empresas de ônibus, pela qual os porto-alegrenses estão pagando até hoje, e criou um imposto de apropriação privada, para renovação da frota de ônibus, paga pelos passageiros de Porto Alegre, com os ônibus sendo incorporados ao patrimônio dos donos das empresas).

Vereador Paiva quer que Polícia Federal investigue relações entre a empresa Líder e prefeitura de João Pessoa

O vereador Severino Paiva, líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa, anunciou na tarde desta sexta-feira que vai entregar à Polícia Federal documentos mostrando irregularidades em licitações realizadas na prefeitura da capital paraibana, nas quais a empresa Líder Limpeza Urbana Ltda saiu vencedora. O parlamentar quer que a Polícia Federal investigue as relações entre a empresa Líder e o governo municipal, a partir da Operação Hígia, que resultou na prisão do empresário Mauro Bezerra da Silva. "A Líder foi alvo de denúncias de favorecimento na Paraíba por pelo menos duas vezes, quando chegou a ganhar o direito de explorar o serviço de coleta de lixo na capital, sem licitação, e após uma conturbada concorrência passou a receber, junto com mais três empresas, 55 milhões de reais a cada quatro anos de atuação em João Pessoa", denuncia o vereador Paiva. O parlamentar não tem dúvidas "de que haverá desdobramentos na Paraíba" da Operação Hígia e, ao mesmo tempo, cobrou que o Tribunal de Justiça da Paraíba se posicione sobre a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual contra o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), e o ex-superintendente da Emlur, Alexandre Urquiza. A denúncia trata de supostas fraudes realizadas em licitações na contratação de serviços de limpeza urbana na capital. "Existem fortes indícios que a atuação desta quadrilha se deu na Paraíba de maneira muito parecida com a do Rio Grande do Norte. Basta lembrar que antes mesmo de o prefeito tomar posse, ainda em dezembro de 2004, foi lavrado, em cartório, no Estado de São Paulo, um documento onde se garantia que a Líder Limpeza Urbana Ltda iria operar em João Pessoa e, já em 2005, sem passar por licitação, a empresa recebeu de presente 30% da concessão do lixo na capital", lembrou o vereador.

O ruidoso silêncio do senador Pedro Simon que estoura os tímpanos dos gaúchos

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) aproveitou a sessão plenário do Senado Federal, na última quinta-feira, para dizer que "a história ainda deve uma explicação sobre a Varig". Para ele, uma das maiores empresas de transporte aéreo do mundo foi reduzida a pó. Ele atribuiu a culpa aos governos dos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula, que "não tomaram providências". Simon lamentou que o governo federal tenha usado a lei de falências para "vender a Varig a três testas-de-ferro de um grupo internacional". Opinou que o governo deveria ter nomeado um interventor para a Varig quando ainda havia tempo, para depois tratar de sua venda "de uma maneira normal". Também defendeu o pagamento, pelo governo, da diferença entre o preço de custo das passagens aéreas e o que as empresas tiveram de manter, abaixo do custo, após a decretação do Plano Collor. Essa diferença está sendo cobrada na Justiça. “O Rio Grande do Sul ficou muito machucado”, afirmou Simon, lembrando a posição estratégica da empresa, um modelo no Brasil e no mundo; e, também os empregos perdidos. Agora, os gaúchos estão machucados mesmo é com a enorme onda de corrupção que está sendo descoberta no Rio Grande do Sul, envolvendo o primeiro naipe da nomenklatura política do Estado (aí se incluindo os comissários do petismo), e o senador Pedro Simon machuca os ouvidos dos gaúchos com o enorme, gigantesco ruído do seu silêncio. Afinal, se o PMDB de Simon, presidido por ele, está na base do governo de Yeda Crusius (PSDB), inclusive dominando o Banrisul (a maior fonte de financiamento partidário, conforme o ex-secretário chefe da Casa Civil, Cezar Busato), por que o senador Pedro Simon fica em silêncio? Ele não tem nada para dizer aos gaúchos? O que quer dizer o seu silêncio? O Rio Grande do Sul espera uma explicação de Pedro Simon.