domingo, 22 de junho de 2008

Menos de 60% das cidades gaúchas atingem meta do MEC

Em pouco mais da metade dos municípios gaúchos o Ensino Fundamental na rede pública alcançou os níveis de qualidade mínimos exigidos pelo Ministério da Educação em 2007. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é uma nota de 0 a 10 calculada para escolas e municípios com base em taxas de aprovação e no resultado de exames aplicados aos alunos. O MEC usa esse indicador para medir o nível do ensino no País e projetar a evolução necessária para que o País atinja uma média seis em 2021 (nota considerada equivalente à de países desenvolvidos). Levando-se em conta todo o Ensino Fundamental público (redes municipal, estadual e federal), no ano passado só nove cidades gaúchas (1,8% dos municípios do Estado) conseguiram igualar ou superar a nota seis. O desempenho nacional foi ainda pior: apenas 1%. Apesar da situação geral preocupante, 32 municípios do Estado conseguiram ficar nas cem primeiras colocações no ranking nacional de 5ª a 8ª, e 16 na listagem de 1ª a 4ª. Geralmente, são pequenos e com um número de alunos mais restrito, e nível de vida mais equilibrado, o que tende a evitar a dispersão da média. Em Imigrante, município com pouco mais de 3 mil habitantes no Vale do Taquari, onde não existem colégios particulares, a Escola Municipal Santo Antônio é destaque estadual. A lista dos 32 municípios rio-grandenses nas cem melhores posições no País é a seguinte: Imigrante; Três Arroios; Picada Café; Westfália; São Domingos do Sul; Tupandi; Capitão; Alto Alegre; Dois Lajeados; Entre Rios Do Sul; Lagoa dos Três Cantos; Pareci Novo; Salvador das Missões; São Vendelino; Vanini; Vista Gaúcha; Aratiba; Boa Vista do Buricá; Colorado; Floriano Peixoto; Relvado; Campinas do Sul; Colinas; Cruzaltense; Guabiju; Jóia; Nova Pádua; Nova Roma do Sul; Ponte Preta; ão Jorge; Travesseiro; Victor Graeff.

Ibama e Polícia Federal apreenderam mais de 7.000 metros cúbicos de madeira no Pará

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e a Polícia Federal apreenderam na sexta-feira cerca de 7.700 metros cúbicos de madeira ilegal em Altamira, no sudoeste do Pará. A maioria da madeira apreendida era das espécies Maçaranduba, Amarelão, Jatobá, Sucupira, Muiracatiara e Angelim Pedra. Além da apreensão da madeira, a operação embargou ainda as atividades de 11 madeireiras por irregularidades na documentação das empresas ou na origem da madeira. Desde o início das operações Guardiões da Amazônia e Arco de Fogo, em Altamira, o Ibama aplicou R$ 3,1 milhões de multas por desmatamento.

Lula indica filho do presidente da Câmara dos Deputados para o Cade

O presidente Lula indicou na última quinta-feira para a presidência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) o já procurador do órgão, Arthur Badin, de 32 anos, que deve entrar no lugar de Elizabeth Farina. No mesmo ato, indicou para o conselho Olavo Chinaglia, filho do presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP). Os outros indicados são Vinicius Marques de Carvalho e Carlos Ragazzo. Agora, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado vai sabatinar os quatro e depois será aberta votação no plenário do Senado Federal. Se o Senado aprovar os nomes, o presidente Lula irá nomear o novo conselho.

Enterrado em São Paulo o corpo do empresário Girz Aronson

O corpo do empresário Girsz Aronson, de 91 anos, que ficou conhecido como o "rei do varejo" em São Paulo com a venda de eletrodomésticos, foi enterrado na sexta-feira no Cemitério Israelita do Butantã. Aronson, que morreu na noite da última quinta-feira, estava internado desde fevereiro no hospital Sírio-Libanês, por causa de um linfoma (câncer no sistema linfático). O dono da rede G. Aronson descobriu que sofria de um câncer em novembro do ano passado. Ele ficou internado por três meses no hospital Oswaldo Cruz, até ser transferido para o Sírio-Libanês. A morte ocorreu às 20h50, depois de ficar dois dias inconsciente. "Meu pai acreditava que era eterno", disse a filha Eliane Aronson: "Ele só deixou de trabalhar porque ficou doente”. Nascido em 18 de janeiro 1917, o russo de origem judaica construiu um império de lojas que chegou a contar com 34 unidades só em São Paulo e um faturamento de R$ 250 milhões por ano. Ele chegou ao Brasil com 2 anos e começou no comércio aos 12, vendendo bilhetes de loteria em Curitiba (PR), onde morava com a mãe (viúva) e os irmãos. A fama veio quando Aronson vendeu um bilhete premiado e recebeu do apostador parte do dinheiro. Em 1944, uma empresa de casacos de pele do Rio de Janeiro o convidou para ser representante de vendas em São Paulo. Foi naquele ano que ele abriu a empresa G. Aronson. Chegou a vender 170 casacos em um mês, comprou um Dodge, carro cobiçado da época, e expandiu os negócios. Nos anos 60, criou a Gurilândia, especializada em artigos infantis. A rede G. Aronson começou a se expandir nos anos 70, após comprar uma loja de fogões em dificuldade financeira. Em junho de 1999, a G. Aronson faliu, com dívidas de R$ 65 milhões. Na época, o comerciante culpou a explosão da inadimplência e a redução do poder de consumo da população. No dia 4 de setembro de 2000, ele voltou ao varejo e inaugurou a primeira loja com 20 metros quadrados, na rua Conselheiro Crispiniano, no centro de São Paulo, com o nome G.A. Utilidades Domésticas, com a ajuda dos quatro filhos (Eliane, Elisabeth, Gerson e Gilberto).

Polícia Federal fez buscas em gabinetes de deputados federais durante operação contra desvio de verbas

A Polícia Federal realizou buscas na sexta-feira nos gabinetes dos deputados federais João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG), durante a operação para combater o desvio de dinheiro público para casas populares e estações de tratamento de esgoto em vários municípios. A operação, batizada de João de Barro, cumpriu 231 mandados de busca e apreensão e 38 de prisão temporária em sete Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e no Distrito Federal. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, e os de prisão pelo juiz Hermes Gomes, da 2ª Vara de Governador Valadares (MG). Segundo a Polícia Federal, uma auditoria do Tribunal de Contas da União, realizada em 29 municípios do leste de Minas Gerais, revelou indícios de fraude na execução de obras. O desfalque atingia as chamadas “Transferências Voluntárias”, que compreendem recursos financeiros repassados pela União aos Estados, Distrito Federal e municípios em decorrência da celebração de convênios ou empréstimos cedidos pela Caixa Econômica Federal e BNDES. De acordo com a polícia, parte dessas transferências se destinam a custear obras do PAC. A Polícia Federal informou que os projetos apresentados pelo esquema receberam o repasse de R$ 700 milhões, e a operação pode impedir que mais R$ 2 bilhões tenham o mesmo destino. Cerca de 1.000 policiais federais participaram da Operação João de Barro.

“Compadre” Teixeira quer VarigLog nas mãos de fundo norte-americano

O escritório de advocacia de Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula, tenta manter o comando da VarigLog nas mãos do fundo norte-americano Matlin Patterson. O escritório Teixeira, Martins e Advogados pede que a diretoria da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) analise a tese de que a Constituição não impõe limites a estrangeiros no comando de empresas com sede no País. A argumentação de Teixeira é que não importa a origem do capital, basta ter sede em território nacional para a empresa atuar. A diretoria da Anac se reúne na próxima terça-feira. Se o recurso for acatado, a VarigLog não vai precisar entregar a nova composição societária da companhia à Anac, que fixou o dia 7 de julho para a companhia atender a exigência do CBAer (Código Brasileiro de Aeronáutica), passando para brasileiros o controle de 80% das ações com direito a voto. Por decisão da Justiça, foram excluídos da empresa os três sócios brasileiros, acusados de gestão temerária, mantendo, assim, o fundo norte-americano Matlin Patterson como o único sócio da empresa. O escritório de Teixeira passou a atuar no caso depois que a venda da Variglog para o fundo norte-americano já havia sido aprovada pelo DAC (Departamento de Aviação Civil), que foi posteriormente substituído pela Anac. Roberto Teixeira foi acusado pela ex-diretora da Anac, Denise Abreu, de ter usado sua influência junto ao governo Lula para pressionar a agência a favor de seus clientes.