sábado, 6 de setembro de 2008

Ministério Público Federal denuncia líder arrozeiro de Roraima por seqüestro e roubo

O prefeito de Pacaraima (RR) e produtor de arroz Paulo César Quartiero foi denunciado esta semana pelos crimes de seqüestro, cárcere privado, roubo e dano qualificados. Ele é acusado de ter ordenado a invasão a uma missão religiosa nas proximidades da Vila Surumu, dentro da terra indígena Raposa Serra do Sol , em Roraima, no dia 6 de janeiro de 2004. Segundo a Procuradoria Regional da República da 1ª Região, Quartiero coordenou a ação que resultou na destruição de bens e no seqüestro de três padres que estavam no local. Em nota, a Procuradoria relata que os sacerdotes Ronildo Pinto de França, João Carlos Martines e César Alvallaneda permaneceram presos por dois dias sob a vigilância de pessoas ligadas a Quartiero. Conforme o Ministério Público Federal, a ação criminosa foi planejada para forçar autoridades a implementar a demarcação em ilhas da Raposa Serra do Sol. Posteriormente, em abril de 2005, o governo homologou a reserva com 1,7 milhão de hectares em área contínua e determinou a saída de todos os não-índios, condicionada ao pagamento de indenizações. Entretanto, alguns produtores de arroz se recusaram a deixar as fazendas e o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal. Quartiero nega a autoria das ações e se diz perseguido pelos procuradores federais. "Tem duas páginas e meia de processos contra mim no Ministério Público. Eu tento me defender na medida em que posso, mas eles me processam com dinheiro público e eu tenho que gastar do meu bolso para contestar", afirmou o prefeito. "Se aparece uma mulher gorda em Boa Vista, falam que a culpa é minha", ironizou ele. De fato, é inacreditável que o Ministério Público Federal se lembre agora de apresentar uma denúncia com fatos que aconteceram há mais de quatro anos e meio. Algo de muito errado existe aí.

Advogado do banqueiro Daniel Dantas diz que vai ao Supremo contra ministro Jorge Armando Félix

Nélio Machado, advogado de defesa do banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do grupo Opportunity, e do ex-presidente da Brasil Telecom, Humberto Braz, afirmou na sexta-feira que vai interpelar judicialmente na próxima semana o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Felix, no Supremo Tribunal Federal. De acordo com Machado, o general foi "irresponsável" ao ligar o seu cliente Daniel Dantas à implementação de escutas telefônicas por integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar conversas do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes. O cargo do general Felix tem status de ministro e, portanto, ele só pode ser interpelado no âmbito do Supremo.