domingo, 16 de novembro de 2008

Comissão “concede” anistia a ex-presidente João Goulart

Por unanimidade, a Comissão de Anistia, vinculada ao Ministério da Justiça, concedeu neste sábado anistia política ao ex-presidente João Goulart e à sua viúva, Maria Teresa Goulart. Jango, como ficou conhecido o ex-presidente, foi deposto pelos militares em 31 de março de 1964, ato que desencadeou a ditadura que perduraria no Brasil pelos próximos 21 anos. É a primeira vez que um ex-ocupante do Palácio do Planalto é anistiado por perseguição política. O presidente Lula recebeu anistia do Ministério do Trabalho em 1994, antes, portanto, de ser eleito. Lula ficou um mês preso em 1980. O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, disse que anistiar João Goulart significa acertar as contas com o passado. "Trata-se de um pedido de desculpas ao presidente João Goulart pelo ato de perseguição número um instituído pelo regime militar, que foi a sua deposição”. Representando a família do ex-presidente no julgamento do pedido de anistia estava Christopher Goulart, advogado, 32 anos, nascido durante o exílio na Inglaterra. O presidente da OAB, Cezar Britto, disse que a anistia era um momento histórico. Isso é uma grande baboseira que o Ministério da Justiça e o governo Lula estão fazendo. João Goulart foi anistiado em 1979, mesmo morto. Sua mulher nunca foi perseguida. O que o governo Lula está fazendo agora é repassar pensões a torto e à direito. Isso não é anistia. E ninguém precisa de anistia distribuída pelo governo Lula, ao menos por enquanto. A anistia foi concedida em 1979, por lei aprovada pelo Congresso Nacional.

Chávez diz que cortará sinal de meios de comunicação que anteciparem resultados eleitorais

Os meios de imprensa audiovisuais que divulgarem resultados das eleições do próximo dia 23 antes de o Conselho Nacional Eleitoral divulgar o primeiro Diário Oficial serão tirados do ar, afirmou na sexta-feira o presidente venezuelano, o ditador de fancaria Hugo Chávez. "Emissora de rádio ou de televisão que viole as normas eleitorais do dia 23 de novembro ao anunciar resultados antes que o CNE o faça será tirada do ar, e isso será motivo para suspender sua concessão, para que nunca mais transmita nada. Não tenham a menor dúvida que vou fazer isso", disse o comunista bolivariano Chávez. A advertência foi feita pelo governante venezuelano durante um ato eleitoral no Estado de Anzoátegui, na região nordeste do país. As normas eleitorais venezuelanas proíbem os meios de imprensa de divulgarem pesquisas de boca de urna ou projeções de resultados baseados em pesquisas, enquanto o CNE não tenha emitido o primeiro Diário Oficial com números.