sábado, 7 de fevereiro de 2009

Estados Unidos perdem 598 mil empregos em janeiro, maior queda em 34 anos

A economia dos Estados Unidos registrou o fechamento de 598 mil postos de trabalho em janeiro, enquanto a taxa de desemprego ficou em 7,6%. Trata-se da maior perda de vagas no país desde dezembro de 1974. Os números foram divulgados na sexta-feira pelo Departamento do Trabalho. O número de empregos perdidos no mês passado superou as previsões dos analistas, de eliminação de cerca de 525 mil vagas. Os dados refletem a contração da economia norte-americana, de 3,8% no quarto trimestre, aprofundando a recessão em que o país que se encontra desde dezembro de 2007. No país todo, o número de pessoas desempregadas atualmente é de 11,616 milhões. Já o número de empregos perdidos no ano passado ficou próximo de 3 milhões. Segundo o departamento, a economia norte-americana, desde o início da atual recessão (dezembro de 2007), já perdeu 3,6 milhões de empregos. Os cortes na indústria de bens de produção chegaram a 300 mil em janeiro, enquanto a indústria de construção perdeu 111 mil empregos. No setor de serviço os cortes foram de 279 mil, e nas empresas de varejo, 45 mil, pelo 12º mês seguido.

Produção industrial da Alemanha tem queda recorde em dezembro

A produção industrial na Alemanha teve em dezembro uma queda de 4,6% em relação a novembro. Trata-se da maior desde a reunificação do país, em 1991, devido à queda no mundo todo da demanda, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Ministério da Economia. No Reino Unido também houve queda na produção industrial em dezembro; a retração na indústria britânica foi de 1,7% na comparação com o mês anterior, contra uma expectativa de 1,2%. Na Alemanha, a queda foi a quarta consecutiva, e superou em muito as previsões dos analistas, que projetavam uma queda de 2,5%. As empresas alemãs vêm reduzindo produção e investimentos devido aos efeitos da crise econômica global, que começou com os problemas no mercado de hipotecas de risco dos Estados Unidos. O ministério informou que as encomendas à indústria da Alemanha caíram 25,1% em 2008. "A queda dos pedidos continua a um ritmo inalterado", afirmou o ministério em uma nota.

Bispo conservador diz que não se retratará por negação do Holocausto


O bispo católico ultraconservador Richard Williamson disse que, por enquanto, apesar do pedido do papa Bento XVI, não pretende se retratar de sua negação do Holocausto, que gerou polêmica no mundo todo, pois coincidiu com sua reabilitação e a de outros quatro bispos lefebvrianos. Em declarações a serem publicadas pela revista alemã Der Spiegel em sua edição da próxima semana, Williamson diz que, antes de se retratar, tem que revisar as provas históricas. "Se encontrar provas, me corrigirei, mas isso levará tempo", disse Williamson. Além disso, Williamson reiterou sua rejeição ao Concílio Vaticano II e disse que os textos que saíram do mesmo são ambíguos. "Isso é o que levou ao caos teológico que temos atualmente", afirmou Williamson. O bispo também se mostrou crítico à ideia da validade universal dos direitos humanos. "Onde os direitos humanos são vistos como algo objetivo que o Estado tem que impor chega-se sempre a uma política anticristã", garantiu Richard Williamson. O papa Bento XVI revogou a excomunhão que pesava sobre Williamson e outros quatro bispos seguidores do cismático ultraconservador Marcel Lefebvre, poucos dias após ter negado o Holocausto, em uma entrevista à televisão sueca. Isso produziu grande polêmica e críticas no mundo todo à decisão do papa e à doutrina defendida pelos lefebvrianos. Recentemente, o Vaticano exigiu aos lefebvrianos que aceitassem as doutrinas do Concílio Vaticano II, que tentaram abrir a Igreja Católica ao mundo moderno. A negação do Holocausto é crime na Alemanha e a Procuradoria de Regensburg tem um sumário aberto contra o bispo Richard Williamson.