sexta-feira, 17 de abril de 2009

Pronasci vai destinar R$ 4 milhões para espaço cultural e esportivo da Central Única de Favelas

O Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, do peremptório ministro Tarso Genro, vai destinar R$ 4 milhões para a realização de obras de melhoria da estrutura do espaço da Central Única das Favelas (Cufa), localizado embaixo do Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, durante visita de Tarso Genro. Ele foi recebido no espaço pelo criador da central, MV Bill. Tarso Genro ensaiou passinhos de capoeira, viu espetáculo de dança hip hop e tentou alguns arremessos em uma cesta de basquete. E firmou uma minuta com o compromisso de liberação dos recursos tão logo seja aprovado o projeto apresentado por MV Bill ao Ministério da Justiça, com as diretrizes da reformulação do espaço. Tudo isso – 4 milhões de reais - para ensinar as crianças o basquete de rua, pintura em grafite, capoeira, skate e hip hop. Para o peremptório ministro Tarso Genro, o apoio é o reflexo de um conceito moderno de segurança pública que não é baseado apenas em ações policiais: "As ações policiais de alto nível de qualidade, bem pensadas e estruturadas e respeitando a lei são fundamentais, mas sem políticas efetivas e preventivas, que agreguem a juventude e dêem formação profissional às políticas, essas ações meramente policiais de nada adiantam”. Ah.... então tá...... A velha teoria de sociologia marxista.... Somente em 2008, o Pronasci investiu R$ 144,5 milhões no estado do Rio de Janeiro, beneficiando 14 municípios da Baixada Fluminense, Grande Rio e região norte do estado.

Dilma Rousseff chora em Minas Gerais e elogia governador Aécio Neves

A ministra chefe da Casa Civil, candidata do PT à Presidência em 2010, chorou nesta sexta-feira durante entrevista em Belo Horizonte por causa das suas raízes mineiras e elogiou o governador Aécio Neves (PSDB). Dilma Rousseff se emocionou quando foi indagada sobre suas viagens a Belo Horizonte, onde nasceu e viveu até a juventude. "É o som da infância", disse a ministra, que ingressou na luta política e seguiu a carreira no Rio Grande do Sul, embora seus parentes continuem vivendo na capital mineira. Dilma Rousseff disse que Aécio Neves é "um dos melhores governadores do País" e que a "forma que ele tem de fazer política e se relacionar é exemplar". Na véspera, no Rio de Janeiro, Aécio Neves também elogiou a petista e disse que a presença de Dilma Rousseff na campanha eleitoral era uma garantia de uma disputa de alto nível. Em Belo Horizonte, Dilma Rousseff teve encontro com empresários, visitou obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e no final da tarde subiu em palanque em uma vila para entregar apartamentos construídos pelo governo federal e pela prefeitura. Foi um auntêntico dia de campanha eleitoral. Ela abraçou pessoas, discursou sobre o plano habitacional do governo Lula e viu uma faixa que dizia: "Sou Dilma e Pimentel em 2010". O ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), os ministros petistas Luiz Dulci (PT) e Patrus Ananias (PT) e também o ministro Hélio Costa (PMDB), todos mineiros, não desgrudaram dela um só instante.

Jackson Lago se insurge contra decisão do TSE e acampa no Palácio em São Luis

O governador cassado do Maranhão, Jackson Lago (PDT), resolveu passar a noite desta sexta-feira no Palácio dos Leões, sede do governo do Estado. Na manhã deste sábado, os manifestantes que protestam no local contra a cassação de Lago farão um ato, por volta das 9 horas, e o pedetista deve se pronunciar sobre sua saída ou não do local. Roseana Sarney assumiu nesta sexta-feira no lugar de Lago. O novo secretário de Comunicação do Maranhão, Sérgio Macedo, afirmou que ela não fará nada para que o governador cassado deixe o Palácio. "Ele deve tomar consciência e deixar o local", disse Macedo. O Tribunal Superior Eleitoral cassou na quinta-feira o mandato de Lago e de seu vice, Luiz Carlos Porto (PPS), por abuso de poder político nas eleições de 2006. O governador cassado disse que decisão do TSE contraria a vontade do povo. Ah............ então tá..... "Entendemos que não podemos ser cúmplices do desrespeito à vontade da maioria da população. Nos resta resistirmos no Palácio para que a população reflita sobre o que estão fazendo com o Estado. Estou defendendo a Constituição, que jurei respeitar e defender", disse Jackson Lago. Patético...... Roseana Sarney foi diplomada pela manhã e assumiu o governo em cerimônia realizada na Assembléia Legislativa. Ela, no entanto, aguarda a saída de Lago do Palácio dos Leões, sede do governo do Estado, para ocupar o local. Antes de ser diplomada, Roseana Sarney renunciou ao mandato de senadora. Sua carta de renúncia foi lida hoje pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Seu lugar no Senado será ocupado pelo suplente Mauro Fecury. O novo secretário de Comunicação afirmou que Roseana estuda pedir uma auditoria nas contas do governador cassado. Segundo ele, é "prudente" que ela faça isso porque está recebendo o governo no meio do caminho: "Depois que foi cassado, ele liberou o superávit de 2008 em forma de convênios com prefeitos aliados, no valor de R$ 680 milhões”. O nova governadora do Maranhão vai anunciar na segunda-feira as medidas emergenciais que irá tomar de início de governo.

EM DEFESA DO DIREITO À VIDA DE UMA BEBÊ ÍNDIA YANOMÂMI

O jornalista Vitor Vieira, editor do site Videversus (http://www.videversus.com.br/) e deste blog, enviou um e-mail para a fotógrafa Claudia Andujar, uma das maiores e melhores profissionais da fotografia no mundo inteiro, fundadora e sócia a ONG Secoya, protestando contra o apoio que esta organização não governamental, junto com a Funai, deram à iniciativa dos índios de retirar uma bebê índia de cerca de um ano do hospital, para matá-la em sua tribo, em função de sua doença. "Prezada Senhora Claudia Andujar: fui seu aluno no alvorecer da então chamada Faculdade Objetivo de Jornalismo, em São Paulo. Seu trabalho como fotógrafa é reconhecidamente genial, e seu abnegado empenho na defesa dos índios brasileiros, especialmente os Yanamâmi, com os quais viveu, merece nosso respeito e agradecimento. Sua dedicação para que fosse concretizada a Terra Yanomâmi, é algo comovente, uma iniciativa pela qual a Nação brasileira lhe é devedora. Mas, na data de hoje, 17 de abril de 2009, foi necessária a intervenção da juíza Carla Reis para que uma nenê indígena, dos Yanomâmi, de apenas pouco mais de um ano, continue a ser tratada no Hospital Infantil Dr. Fajardo do doença da hidrocefalia. Inacreditavelmente, a Funai tinha autorizado a retirada do bebê do hospital, o que equivaleria ao seu assassinato, francamente admitido pelo burocrata que comanda o órgão público no Amazonas. Mais: a iniciativa ganhou também o apoio da ONG Secoya, da qual a Senhora faz parte e é uma das fundadoras. Admite-se que índios tenham em seu universo a idéia do infanticídio, mas já não tanto quando esses índios são suficientemente aculturados. Mesmo assim..... O que não se admite é que autoridades públicas e membros de uma ONG façam defesa explícita do infanticídio, dando cobertura ao assassinato de uma bebê índia que poderá ter longa vida se for tratada como a doença exige. Sua história pessoal, como uma judia perseguida pelo nazismo, que perdeu familiares em campo de concentração na Hungria, e sua trajetória de vida, não poderiam servir para acobertar uma tentativa como essa que recebeu o apoio da Funai e da ONG Secoya. E não poderia por uma razão muito simples, prezada Senhora Claudia Andujar, por atentar contra a vida. Receba esta recriminação com carinho, de seu ex-aluno e grande admirador, jornalista Vitor Vieira, editor de Videversus". Recomenda-se que todas as pessoas escrevam e-mails de protestos aos endereços de e-mails constantes do post abaixo, onde está a matéria que relata a barbaridade apoiada pela Funai e pela ONG Secoya.

Juíza proíbe interrupção de tratamento de criança índia ianomâmi em hospital

A pedido do Ministério Público do Amazonas, a Vara da Infância e Juventude de Manaus determinou na quinta-feira (16-04-09) que uma menina índia ianomâmi, com hidrocefalia, pneumonia e tuberculose, continue sendo tratada no Hospital Infantil Dr. Fajardo, contra a vontade da própria tribo e da Funai. Os índios e a Funai defendem que a criança, de um 1 ano e 6 meses, volte à sua aldeia, mesmo sem a alta do hospital. Para os índios, a menina deve ser tratada pela medicina indígena e pela medicina convencional. A direção do hospital diz que a menina, que está respondendo ao tratamento, pode morrer se isso acontecer. A aldeia fica 639 quilômetros ao norte de Manaus. A mãe do nenê indígena recebeu da Funai, na segunda-feira (14-04-09), autorização para remover a menina do hospital com apoio da ONG Secoya (Serviço e Cooperação com o Povo Yanomami - http://www.proyanomami.org.br), conveniada da Funasa (Fundação Nacional de Saúde). Então na quinta-feira a juíza Carla Reis determinou que a direção do hospital mantenha a criança internada até que ela obtenha alta. O Ministério Público foi provocado pelo Conselho Tutelar da Zona Rural de Manaus. Na terça-feira, dois índios ianomâmis tentaram retirar a criança da enfermaria, segundo a Polícia Federal. O administrador da Funai em Manaus, Edgar Fernandes Rodrigues, afirma que, em uma maloca ianomâmi, as atividades domésticas competem à mulher e que, se ela gerar um filho deficiente, é permitido o infanticídio. "Gerar um filho defeituoso, que não terá serventia, é um grave pecado, pois este não poderá cumprir o seu destino ancestral", diz o burocrata Edgar Fernandes Rodrigues. Ele ainda continuou, em sua nota oficial: "A Funai respeita e acata a decisão da mãe da criança ianomâmi de interromper o tratamento médico de sua filha e levá-la para maloca. Perderemos uma vida, sim, mas temos a certeza de que outra será gerada”. Ou seja, o burocrata nacional, em nota oficial, sacramenta e dá cobertura oficial a um assassinato que seria praticado pelos índios. Não é mesmo fenomenal? E toda a diretoria e demais membros da ONG Secoya também dão suporte a esta prática de infanticídio dos índios. E estes índios quem são? São, por acaso, personagens da idade da pedra? Não, são índios aculturados. Em entrevista na quinta-feira (16-04-09), integrantes da ONG Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia - http://www.coiab.com.br ), que defendem a remoção da menina do hospital, disseram que não iria ocorrer infanticídio. Segundo eles, as seguidas internações da criança agravaram seu estado de saúde e ela deveria voltar à aldeia, onde seria tratada também por enfermeiros capacitados. Há uma semana, a mãe da criança arrancou os soros pelos quais a menina se alimenta e tentou impedir que as enfermeiras fizessem o atendimento, afirma a direção do hospital. Ou seja, ela estava tomando as providências para o bebê morrer. Por isso a mãe foi retirada do prédio. Nelci Collange, neurocirurgiã pediátrica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), afirma que a maioria dos casos de hidrocefalia envolve crianças e que a demora do tratamento pode provocar um estado de coma. Realizado a tempo, a expectativa de vida não é afetada e a pessoa pode chegar à vida adulta. A lista dos membros da ONG Secoya que estava dando cobertura ao infanticídio é a seguinte: Marcos Wesley de Oliveira (Presidente) – marcoswo@gmail.com; Ednelson Souza Pereira (Vice Presidente) - makuxi@proyanomami.org.br; Davi Kopenawa Yanomami– hutukara@yahoo.com.br; Carlos Zacquini – carlo.zac@uol.com.br; Lídia Montanha Castro– lidia@proyanomami.org.br; Matthieu Léna– matthieu@proyanomami.org.br; Alcida Rita Ramos – arramos@unb.com; Ana Valéria Araújo – avaraujo@socioambiental.org; Aurélio Veiga Rios – aureliorios@pgr.mpf.gov.br; Bruce Albert - brucealbert@uol.com.br; Carlos Alberto Ricardo – beto@socioambiental.org; Claudia Andujar – cl.andujar@uol.com.br; Claudio Esteves de Oliveira -claudio.esteves@brturbo.com; Carlos Zacquini – carlo.zac@uol.com.br; Davi Kopenawa Yanomami– hutukara@yahoo.com.br; Daniele Marcelle – grannier@hotmail.com; Deise Alves Francisco – deise.francisco@brturbo.com; Ednelson Souza Pereira – ikwatijaregaesp@yahoo.com.br; Fernando Bittencourt – fernando@proyanomami.org.br; George Leite Zarur – gzarur@uol.com.br; Henyo Trindade Barretto Filho – henyo@unb.br; Isa Maria Pacheco – luna.rega@mma.gov.br; Jô Cardoso de Oliveira – oliveirajo@uol.com.br; Jussara Gomes Gruber – jussaragruber@uol.com.br; Lidia Montanha Castro - lidia@proyanomami.org.br; Luciano Mariz Maia – lucianomarizmaia@uol.com.br; Luis Fernando Pereira – wixaxina@uol.com.br; Marcos Wesley de Oliveira – marcoswo@gmail.com; Maria Stella de Castro Lobo – clobo@hucff.ufrj.br; Roque Laraia – laraia@unb.com; Nelly Arvelo-Jiménez – otrofuturo@cantv.net; Paulo Sérgio Pinheiro – psdmspin@hotmail.com; Alessandra Peternella – alessandra@urihi.org.br; Conceição de Maria Chagas Ribeiro – conceicao@proyanomami.org.br; François-Michel Le Tourneau – fmlt@fmlt.org; Maurice Seije Tomioka Nilsson – mauricetomioka@ig.com.br; Rogério Duarte do Pateo – dopateo@hotmail.com; Simone de Cássia Ribeiro – simoneribeiro7@uol.com.br. Escreva um e-mail a cada um deles (pode ser o mesmo e-mail, com cópia para todos), protestando por essa repugnante cobertura ao infanticídio, à entrega à morte de um bebê índio de pouco mais de um ano, que tem todas as condições de chegar à vida adulta. Isso é absolutamente inaceitável de parte de todos aqueles que se dizem “civilizados”. Faça a mesma coisa com os dirigentes da ONG Coiab, que são os seguintes: Jecinaldo Barbosa Cabral / Sateré Maué - Coordenador Geral; Antônio Marcos Alcântara de Oliveira / Apurinã - Vice-coordenador; Saturnino Watopowé Rudzane Edi / Xavante - Coordenador Secretário; Genival de Oliveira dos Santos / Mayoruna - Coordenador Tesoureiro.

Diretor do Banco Central diz que diminuição da dívida pública permitiu redução do aperto fiscal

A decisão do governo Lula de baixar a meta do superávit primário, anunciada na quinta-feira (16-04-09) foi possibilitada pela queda contínua da porcentagem da dívida pública brasileira em relação ao PIB, afirmou Mário Mesquita, diretor de política econômica do Banco Central, nesta sexta-feira, durante palestra em Nova York. Mário Mesquita disse em seminário na Câmara de Comércio Brasil-EUA que o País está trilhando um caminho sustentável e fazendo "controle de danos". Mas, de toda forma, não poderá evitar a deterioração da situação fiscal que ocorre em todo o mundo por conta da crise. Com a ação governamental, caiu de 3,8% para 2,5% do PIB a meta de superávit primário, ou seja, a parcela das receitas que União, estatais, Estados e municípios devem economizar a cada ano para garantir o pagamento dos juros da dívida pública (atenção, não é garantir o pagamento das parcelas da dívida externa, porque esta é irrisória; não, trata-se de garantir o pagamento dos juros da monumental e descomunal dívida mobiliária interna, que paga os mais altos juros do planeta). Com as brechas existentes na legislação, a meta pode ser reduzida a até 1,5% do PIB.