segunda-feira, 1 de junho de 2009

Desastre com Airbus da Air France é o maior do mundo

O Airbus A330-200 da Air France que desapareceu nesta segunda-feira, em alto mar, depois de passar por Natal (RN), emitiu uma mensagem informando perda de pressurização e falha no sistema elétrico do aparelho. O vôo AF 447 decolou por volta das 19 horas de domingo do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e deveria pousar no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, por volta das 11 horas local (6 horas de Brasília). A Air France afirmou que a aeronave "cruzou uma zona com forte turbulência" por volta das 23 horas (horário de Brasília) e enviou alerta automático sobre problemas no circuito elétrico às 23h14. Há suspeitas de que o avião possa ter sido abatido por míssil disparado por terroristas, ou por bomba colocada a bordo por terroristas, programada para explodir em alto mar. Quando o Airbus da Air France desapareceu dos controles, ele estava a cerca de 560 quilômetros de Natal (RN). A informação prestada por rádio pela tripulação no último contato era a de que o aparelho iria ingressar no espaço aéreo Dakar - Senegal, em uma distância que chegaria a cerca de 1.230 quilômetros de Natal, por volta das 23h20. Ao sair do Cindacta 3, às 22h48m, o Airbus voava a 35 mil pés (cerca de 11 quilômetros de altura), a uma velocidade de 840 quilômetros horários. Mesmo tendo se desvinculado do Cindacta 3 ela deveria informar via rádio, por volta das 23h20, que estava sendo monitorada pelo controle aéreo Dakar - Senegal, o que não ocorreu. O piloto do Airbus A300-200 tinha 11 mil horas de vôo. Cinco aeronaves da FAB já iniciaram as buscas nesta segunda-feira. Há uma hipótese, pouca admitida por especialistas, de que o Airbus A330 possa ter sido atingido por um raio. Ele também pode ter caído por explosão de bomba, o que causaria despressurização. O avião transportava 228 pessoas, sendo 12 tripulantes e 216 passageiros (82 mulheres, 126 homens, sete crianças e um bebê). Três navios participam das buscas. Por volta das 9h30 partiu de Natal (RN) o navio-patrulha Grajaú, com cerca de 30 militares a bordo, o qual chegará por volta das 21h30 desta terça-feira ao local. A corveta Caboclo, com cerca de 50 militares, também partiu na manhã desta segunda-feira de Maceió (AL), mas deve chegar ao local somente na quarta-feira, depois das 20 horas. O navio será usado nas buscas e no reabastecimento do Grajaú. A maior embarcação envolvida nas buscas é a fragata Constituição, que partiu de Salvador (BA) às 15 horas, com cerca de 200 militares e um helicóptero Lynx a bordo. O navio deve chegar ao local das buscas nesta quarta-feira, por volta das 21 horas. A Marinha brasileira também coordena ações de buscas com navios comerciais que estejam previstos para cruzarem a área estimada do desaparecimento. Quatro navios foram acionados para ajudar nas buscas: Lexa Maersk, Jo Cedar, Ual MTexas e Stolt Inspiration. Nesta segunda-feira a Air France admitiu o desastre e expressou "sinceras condolências" às famílias e amigos de pessoas que estavam a bordo do vôo AF 447.

FAB confirma que piloto da TAM avistou "pontos laranjas" em área onde Airbus desapareceu

A FAB confirmou na noite desta segunda-feira que possíveis destroços do avião da Air France foram vistos por um piloto de um avião da TAM que sobrevoou o oceano Atlântico. "Há uma notícia muito vaga, de um avião até aqui do Brasil, da TAM, que teria visto alguma coisa pegando fogo em uma região do oceano Atlântico. Isso foi avião que chegou nessa madrugada", afirmou um porta-voz da FAB. A Aeronáutica informou o envio de duas aeronaves à região no oceano Atlântico onde o piloto da TAM informou ter visto "pontos laranjas", que ele descreveu como chamas. O avião da TAM fazia o percurso inverso daquele feito pelo vôo AF 447. A Air France-KLM é a maior companhia aérea do mundo em faturamento, com mais de 100 mil funcionários e cerca de 620 aeronaves em operação. A Air France foi fundada em 1933, fruto da união de diversas companhias aéreas locais, e pertencia ao governo francês desde o final da Segunda Guerra Mundial até a abertura de capital, em 1999. Em maio de 2004, fechou uma "joint venture" (parceria) com a holandesa KLM, formando a Air France-KLM, a maior companhia aérea do mundo. Porém, a empresa decidiu continuar operando com as duas marcas. Ela é ainda desde 2000 membro-fundadora da SkyTeam, uma aliança de companhias aéreas de diversas partes do mundo, que atualmente conta com dez empresas. Além da SkyTeam, a Air France-KLM possui acordos de "code share" (compartilhamento de vôos) e compartilhamento de programas de milhagem com outras companhias, entre elas a brasileira Gol. O principal ponto de operação da Air France é o aeroporto Charles de Gaulle, nas proximidades de Paris, para onde iria o avião que partiu do Rio de Janeiro. Ela também possui "hubs" (ponto de conexões) secundários nos aeroportos de Orly (Paris), Bordeaux, Lyon e Nice, todos na França.

Príncipe brasileiro voltava para Luxemburgo, onde morava há dois anos

O príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, de 26 anos, herdeiro da família Orleans e Bragança, morava em Luxemburgo, onde fazia um estágio em uma instituição financeira. Ele embarcou no domingo no vôo AF 447, rumo a Paris. Descendente de dom Pedro 2º e filho do príncipe dom Antônio, Pedro Luis, de 26 anos, era o quarto na linha sucessória do trono. Pedro Luis estava em visita à família, que mora em Petrópolis (RJ), há algumas semanas. Ele era formado em administração de empresas e fazia pós-graduação pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Além dele, os nomes confirmados até agora de brasileiros que desapareceram no desastre ao Airbus da Air France são os seguintes: Adriana Francisco Sluijs, da área de comunicação corporativa da Petrobras;; Ana Carolina Rodrigues, integrante da ONG Viva Rio; Andrés Suárez Montes, engenheiro espanhol que trabalhava no Brasil; Antonio Gueiros, diretor de informática da Michelin; Christin Pieraerts, funcionária da unidade Paris da Michelin; Deise Possamai, funcionária da prefeitura de Criciúma; Erich Heine, presidente da ThyssenKrupp CSA - Companhia Siderúrgica do Atlântico; Giovanni Batista Lenzi, deputado da Província Autônoma de Trento; Letícia Chem, gerente de roaming internacional da operadora Oi; Luigi Zortea, prefeito de Canal San Bovo, em Trento (Itália); Luiz Roberto Anastácio, presidente da Michelin para a América do Sul; Marcelo Parente, chefe de gabinete do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB); a mulher de Marcelo Parente; Nelson Marinho Filho, mecânico de engrenagens; Octávio Augusto Ceva Antunes, professor do Instituto de Química da UFRJ; Pablo Dreyfus, argentino integrante da ONG Viva Rio; Rino Zandonai, diretor da Associazione Trentini Nel Mondo; Roberto Corrêa Chem, cirurgião plástico e professor universitário; Silvio Barbato, ex-diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional; Vera Chem, psicóloga. Um médico alemão chamado Martin, de 29 anos, estava entre os passageiros do vôo AF 447, da Air France. Ele passava férias no Brasil há uma semana e embarcou para Paris. De lá ele pegaria um trem para a Alemanha.

TRE de São Paulo rejeita contas de campanha do PT de 2004

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo manteve a decisão da Justiça Eleitoral e rejeitou as contas do comitê financeiro do PT referente à campanha municipal de 2004, na qual o partido concorreu às eleições com a ricaça Marta Suplicy. Com a decisão, ficam suspensas novas transferências do fundo partidário para o Diretório Municipal do partido. Uma das razões do juiz Flávio Yarshell para manter a decisão foi a falta de recibos que comprovassem a doação de R$ 1,3 milhão (7,4% do total arrecadado pelo comitê), divergências nos valores declarados em impostos e taxas, falta de comprovação de parte dos valores referentes à propaganda e publicidade e omissão de R$ 25 mil arrecadados em jantar.

Receita Videversus – A chef de cuisine Simone Nejar ensina a fazer o brownie


Nossa receita de hoje é brownie. Apesar de ser um produto relativamente novo, suas origens perdem-se no tempo. O nome, claro, deriva da sua cor marrom, impregnada de chocolate (brown). A história mais verossímil conta que o brownie nasceu a partir de um daqueles erros famosos, assim como o Crepe Suzette e o risotto. Parece que alguma cozinheira por aí esqueceu-se do fermento na massa do bolo, que assou mas não cresceu. Uma versão citada em Betty Crocker's Baking Classics conta que uma dona de casa no Maine estava fazendo um bolo mas esqueceu-se do fermento. Quando o bolo ficou pronto, assado e achatado, ela serviu os pedaços assim mesmo, fazendo um enorme sucesso. Pelo menos, soube improvisar com charme, e não é que deu certo? Agora me lembrei que a diferença básica entre o bolo de coco e o bombocado de coco também é justamente a presença ou ausência do fermento. Com a crosta crocante e a massa úmida e pegajosa, o brownie é um dos bolos mais consumidos no mundo, um ícone do receituário norte-americano. Sua fórmula básica combina apenas cinco ingredientes: açúcar, cacau, manteiga, farinha e ovos. Os frutos secos, como nozes, avelãs, amendoim e castanhas são adicionados a critério de quem prepara. Servido bem quente com uma bola de sorvete de creme, é uma tentação. A excessiva quantidade de chocolate contribuiu para tanto. Uma dica importante é controlar a temperatura do forno (médio), para que o bolo não asse demais. O ideal é interromper o cozimento assim que se formar uma casquinha no topo. Mas o brownie ainda deve estar úmido por dentro. Vamos precisar de 200gr de chocolate meio amargo em tablete, 200gr de manteiga à temperatura ambiente, 2 xícaras de açúcar, 3 ovos, 2 xícaras de farinha de trigo, 1 pitada de sal, uma colher de sopa de licor de cacau (opcional) e 1 xícara de nozes ou avelãs picadas. Derretemos o chocolate no microondas por 45 segundos e deixamos esfriar. Batemos numa tigela a manteiga, acrescentamos o açúcar, os ovos, o licor e por último o chocolate. Desligamos a batedeira e acrescentamos a farinha de trigo peneirada com o sal e as nozes ou avelãs picadas. Levamos ao forno pré-aquecido em forma retangular média, untada e polvilhada, por mais ou menos 25 minutos. Servimos com sorvete ou com um chá, muito recomendado neste frio que anda fazendo no Sul do País.

GM aponta fábricas que serão fechadas

A GM (General Motors) identificou as nove fábricas que fecharão no país nos próximos meses e as outras três que estão ociosas para cortar custos trabalhistas, como parte de sua reorganização. Seis plantas estão em Michigan, que foi duramente atingido pelo corte de empregos na indústria automotiva. A planta de montagem em Wilmington (Delaware) será encerrada em julho, seguida pela planta de picapes da Pontiac, em outubro. As unidades de montagem localizadas em Orion (Michigan), e Spring Hill (Tennessee) fecharão de forma temporária, à espera de que o aumento da demanda permita sua reabertura. Uma dessas plantas pode ser utilizada na produção de um veículo compacto que a GM previa produzir na China. Na mesma situação ficará a unidade de pintura da Pontiac, também em Michigan, cujo fechamento temporário está previsto para dezembro de 2010. Cinco plantas, de motores e transmissão, vão fechar em dezembro de 2010. Elas estão em Livonia, Flint e Ypsilanti Township, em Michigan; Parma (Ohio), e Fredericksburg (Virginia). Unidades de pintura em Indianápolis e Mansfield, em Ohio, também encerrar a atividade no início do próximo ano. Além disso, uma planta de motores in Massena (Nova York) fechou em maio e a unidade de Gand Rapidis (Michigan) finaliza as atividades neste mês. A GM também disse que, em 31 de dezembro deste ano, fechará três centros de distribuição de peças em Boston (Massachusetts), Jacksonville (Flórida) e Columbus (Ohio). A empresa também confirmou que fabricará nos Estados Unidos um automóvel de tamanho reduzido em uma das duas unidades de montagem que fechará temporariamente. Essa fábrica terá capacidade para produzir 160 mil veículos ao ano.

Executivos da GM e Chrysler convocados para dar explicações no Senado dos Estados Unidos

Os principais executivos da GM (General Motors) e da Chrysler comparecerão a uma audiência perante o Senado dos Estados Unidos nesta quarta-feira para dar explicações sobre a quebra das montadoras e o fechamento de centenas de concessionárias no país. O Comitê de Comércio do Senado, presidido pelo democrata John Rockefeller, anunciou uma audiência para analisar o fechamento de concessionárias da GM e da Chrysler e seu impacto nos consumidores norte-americanos. O executivo-chefe da GM, Fritz Henderson, e o presidente de Chrysler, Jim Press, estarão no Senado em meio ao questionamento de diversos parlamentares sobre o acordo que permitiu a intervenção do governo em ambas as companhias. A Chrysler deve fechar em torno de 25% de suas 3.200 concessionárias nos Estados Unidos até o próximo dia 9.

General Motors pede concordata e vai fechar 11 fábricas

Um mês depois da Chrysler, a montadora norte-americana General Motors, segunda maior do mundo, recorreu nesta segunda-feira à concordata no Tribunal de Falências de Nova York. A empresa agora está sob proteção do "Capítulo 11" da Lei de Falências norte-americana, equivalente à concordata (ou recuperação judicial, no Brasil). O pedido da GM é o terceiro maior da história dos Estados Unidos, sendo o maior já feito pela indústria manufatureira do país. Em termos de ativos (US$ 82 bilhões), a concordata da GM só fica atrás dos colapsos do banco de investimento Lehman Brothers e da companhia de telecomunicações WorldCom. O processo deve durar entre 60 e 90 dias e pode resultar no fechamento de 11 das suas fábricas. O executivo Al Koch, de 67 anos, especialista em reestruturação de empresas, vai conduzir o processo. No total, a administração federal irá injetar na companhia US$ 50 bilhões, sendo que US$ 20 bilhões já foram liberados, e controlará 60% do capital da empresa. Já o governo canadense concederá um empréstimo de US$ 9,5 bilhões em troca de 12,5% de participação acionária. O sindicato UAW (United Auto Workers) terá 17,5% dos títulos. Neste fim de semana, os credores da GM aceitaram trocar US$ 27 bilhões das dívidas da companhia por participação na "nova GM", com possibilidade para comprar até 15% dos ativos futuramente. Após a reestruturação, o Tesouro dos Estados Unidos deve surgir como principal detentor da futura companhia, com 72,5% de participação acionária. A GM deverá 21 mil funcionários, além de vender quase a metade de suas marcas.

Eike Batista promete um investimento bilionário para Santa Catarina

Santa Catarina se prepara para receber um investimento de US$ 600 milhões com a geração de quatro mil empregos diretos e 12 mil indiretos. O empreendimento, da empresa EBX, de propriedade de Eike Batista, ainda está em fase de projetos e licenciamento ambiental prévio, mas o terreno de 1,3 milhão de metros quadrados já foi adquirido em Biguaçu, na Grande Florianópolis. O grupo EBX pretende construir um estaleiro para construção de plataformas e navios para exploração da camada pré-sal. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação Tecnológica de Biguaçu, John Kennedy Lara da Costa, o grupo EBX está em negociação com a prefeitura desde o final de 2008. Embora muitos investimentos da empresa tenham sido postergados por conta da crise, Costa afirma que o estaleiro em Biguaçu está entre os projetos que serão priorizados pelo grupo. “O terreno no bairro Tijuquinhas, de 1,3 milhão de metros quadrados, já foi comprado. O grupo fez um levantamento da costa brasileira do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul e o município de Biguaçu foi escolhido por apresentar a área mais propícia para o estaleiro e onde haverá menor impacto ambiental”, explicou ele.

DEM gaúcho decide não decidir agora sobre apoio à CPI petista

Os membros da Executiva do DEM do Rio Grande do Sul, controlado pelo deputado federal Ônix Lorenzoni, estiveram reunidos nesta segunda-feira e decidiram não decidir a respeito do principal item da pauta que convocara a reunião. A pretensão era a de fechar questão no apoio à CPI petista para investigar o governo de Yeda Crusius (PSDB), do qual o DEM faz parte por meio do vice-governador Paulo Afonso Feijó. Os dirigentes democratas se sentiram “motivados” com a iniciativa do deputado estadual Coffy Rodrigues (PSDB), que pediu ao Ministério Público Estadual a abertura de investigação contra o vice-governador Paulo Afonso Feijó por crime eleitoral confesso e também pelo seu contrato com a Ulbra, durante a vigência de seu mandato. O que a direção do DEM gaúcho pretendia é “convencer” o seu deputado estadual José Sperotto para assinar o requerimento de convocação da CPI petista contra a governadora Yeda Crusius. Ocorre que o deputado José Sperotto não compareceu à reunião, e aí então os dirigentes democratas encontraram o motivo para postergar a sua decisão. Democratas e petistas reunidos no Rio Grande do Sul é o maior Frankenstein que a política gaúcha já gerou e certamente implicará em resultados na próxima eleição, quando os eleitores mostrarem a sua inconformidade com essas barbaridades históricas para a política gaúcha. Por enquanto, só apoiaram a CPI petista os outros dois deputados estaduais “democratas”, Paulo Borges e Marquinho Lang.

Imprensa cubana critica bloqueio do MSN no país

O jornal cubano "Juventud Rebelde" criticou a decisão da Microsoft de bloquear no país o serviço de mensagem instantânea MSN Messenger, mas afirmou "que é apenas um novo reforço no bloqueio tecnológico à ilha". Um artigo do jornal "Juventud Comunista", reproduzido por outros veículos de comunicação, afirma que a decisão faz parte de uma política que "tem uma antiguidade de 50 anos, desde que começou a se instrumentalizar o emaranhado labirinto legal que formam as leis e regulações tecidas para bloquear Cuba". O periódico acrescenta que "o mais paradoxal é que a medida seja tomada precisamente por uma empresa como a Microsoft". Segundo o jornal, a companhia, "ao lançar há uma década o serviço de Messenger, espalhou aos quatro ventos que este se dedicaria a fomentar a troca “livre” entre as pessoas, sem distinção de raça, credo, crenças políticas ou qualquer outro elemento discriminatório". "Por que a Microsoft tomou esta medida exatamente agora?", questionou o "Juventud Rebelde". O bloqueio do Messenger afeta países como Cuba, Irã, Coreia do Norte, Síria e Sudão, contra os quais os Estados Unidos aplicam restrições comerciais, por serem nações terroristas. Uma coisa é interessante: porque os fascistas comunistas cubanos querem tanto utilizar uma arma do diabo capitalista, como o Messenger?

Ministro Miguel Jorge diz que também é possível exportar com dólar a R$ 2,00

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse nesta segunda-feira que a cotação ideal do dólar para os exportadores fica entre R$ 2,20 ou R$ 2,30. Ele disse, no entanto, que "também é possível exportar" com a moeda norte-americana a R$ 2,00. Ele lembrou que no ano passado o dólar chegou a recuar até a R$ 1,70 e mesmo assim o País bateu recorde de exportação e de movimentação comercial. Ocorre que o dólar continua caindo e nesta segunda-feira chegou a estar cotado a R$ 1,95 às 16 horas. Sobre o resultado da balança comercial, que fechou maio com superávit de US$ 2,651 bilhões, Miguel Jorge lembrou que o resultado havia sido atípico, em função da greve dos auditores fiscais no ano passado. Para ele, o resultado de maio ajudou a elevar o superávit acumulado no ano para US$ 9,372 bilhões. "É um número importante para os cinco meses do ano e a nossa previsão é boa", disse ele.

Presidente da CPI das ONGs diz que não devolverá relatoria para base aliada

O presidente da CPI das ONGs do Senado Federal, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), não está disposto a devolver a relatoria da comissão à base aliada governista. Depois que o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) deixou o cargo para integrar como titular a CPI da Petrobras, Heráclito Fortes nomeou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) para a relatoria. Mas não pretende destituir Arthur Virgilio depois que Inácio Arruda solicitou o seu retorno à CPI das ONGs. A confusão foi provocada pela decisão dos governistas de indicarem Arruda para titular da CPI da Petrobras. Como um parlamentar não pode ocupar duas CPIs simultaneamente como titular, Arruda passou automaticamente a suplente da CPI das ONGs, e com isso perdeu a relatoria.

Procuradoria denuncia três executivos da Camargo Correa por evasão e lavagem de dinheiro

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou três executivos da construtora Camargo Correa pelos crimes de fraude contra o sistema financeiro, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. De acordo com a Procuradoria, eles participavam de um esquema ilegal de dinheiro para o Exterior. Os crimes foram descobertos na Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, que também verificou doações da construtora para diversos partidos políticos. A Procuradoria denunciou também os doleiros Kurt Paul Pickel, José Diney Matos e Jadair Fernandes de Almeida por operação de instituição financeira ou de câmbio ilegal, fraude financeira, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Os executivos denunciados são Pietro Bianchi, Fernando Dias Gomes e Dárcio Brunato. De acordo com o Ministério Público Federal, um quarto executivo da Camargo Correa e duas secretárias da empresa podem responder por evasão de divisas e quadrilha. Para a Procuradoria, o motivo para os executivos da Camargo Correa participarem do esquema de remessa ilegal de dinheiro ao Exterior pode ser a ocultação de superfaturamentos em obras públicas detectados pelo Tribunal de Contas da União, que resultaram em ações de improbidade ajuizadas em diferentes Estados. Entre os casos de suposto superfaturamento, o Ministério Público cita as obras da refinaria Abreu e Lima, em Recife (PE), o metrô de Salvador (BA), a ampliação do aeroporto de Vitória (ES) e a implantação de trens urbanos em Fortaleza (CE), entre outras. Segundo a denúncia, o principal esquema de evasão, câmbio ilegal e lavagem era feito pela importação de softwares pela Camargo Correa através de contratos de câmbio forjados firmados entre a Admaster Participações com o Unibanco e com o Banco Central. O Ministério Público informa que os contratos pareciam legais, mas havia simulação de importações e os pagamentos eram feitos por ordem dos diretores da construtora para a empresa de um doleiro no Uruguai, a Surpark. As quantias remetidas para a Surpark eram transferidas para contas abertas em outros países. O Ministério Público acredita que as contas pertencem a diretores da Camargo Corrêa, da Supark ou da quadrilha.

PT e PMDB se desentendem sobre comando da CPI e abrem espaço para oposição

A um dia da instalação da CPI da Petrobras, os principais líderes alinhados com o Palácio do Planalto e responsáveis pela blindagem do governo Lula e da estatal ainda se desentendiam nesta segunda-feira sobre os rumos da investigação. Senadores que acompanham as articulações sustentam que o clima entre o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), e o líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP), continua tenso em torno da definição do comando da CPI. Uma reunião que estaria sendo articulada pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney, entre a cúpula dos dois partidos, pretende acalmar os ânimos. Roseana Sarney quer quebrar as resistências de Renan Calheiros às indicações do líder do PT. Renan não tem demonstrado interesse em entregar a relatoria ao líder do governo no Senado Federal, senador Romero Jucá (RR), nem a presidência a atual líder do governo no Congresso, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC). O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio Neto (AM), afirmou que a oposição deve lançar candidato à presidência da CPI, provavelmente o senador Antonio Carlos Magalhães Junior (DEM-BA).

Pesquisa CNT/Sensus diz que Serra é o nome mais conhecido na disputa pela presidência

Pesquisa CNT/Sensus divulgada na segunda-feira mostra que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o pré-candidato ao Palácio do Planalto mais conhecido entre a população brasileira. Na comparação com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), do PT, com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), Serra é quem atinge os maiores percentuais de conhecimento e intenções de voto junto aos brasileiros. A pesquisa mostra que Serra é conhecido por 94,9% dos entrevistados, contra apenas 3,7% dos que não ouviram falar do governador paulista. Outros 1,5% não responderam. Entre os 94,9% que conhecem o governador, 63,2% afirmaram que poderiam votar nele. José Serra tem uma rejeição de 25,9% dos entrevistados que não votariam no governador, além de 7,7% que votariam no pré-candidato somente o conhecendo melhor.

Sarney vai se afastar da presidência do Senado para acompanhar cirurgia de Roseana


Sarney vai se afastar da presidência do Senado para acompanhar cirurgia de Roseana
O presidente do Senado Federal, senador José Sarney (PMDB-AP), deve se afastar do cargo por dez dias, para acompanhar a cirurgia de sua filha, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), para a retirada de um aneurisma cerebral. O comando do Senado ficará com o vice-presidente, senador Marconi Perillo (PSDB-GO). Roseana Sarney será internada nesta terça-feira. A cirurgia está marcada para quinta-feira. Com a licença de Sarney, Marconi Perillo terá que administrar a votação de três medidas provisórias que trancam a pauta da Casa. A mais polêmica é a MP 458/09, conhecida como MP da Amazônia, que permite a União transferir, sem licitação, terras de sua propriedade na Amazônia Legal, até 1.500 hectares, a quem detinha sua posse antes de 1º de dezembro de 2004. A medida recebe forte críticas dos ambientalistas. Roseana Sarney comemorou nesta segunda-feira seu aniversário de 56 anos. Desde quinta-feira passada ela está em Brasília em preparativo espiritual para a cirurgia.

STJ reconduz ex-governador Newton Cardoso a réu em processo por venda de banco

Newton Cardoso (PMDB), ex-governador de Minas Gerais, responderá como réu em ação popular que contesta a venda do Banco Agrimisa S.A, segundo decisão da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça baseada em voto da ministra Eliana Calmon. A ministra reconheceu a legitimidade dele responder como réu na ação por sua omissão de evitar lesão ao patrimônio público. O Estado de Minas Gerais era o maior acionista do Agrimisa. O processo de venda do banco ocorreu entre 1990 e 1994, na gestão de Newton Cardoso. O banco foi vendido para Biribeira Empreendimentos Ltda, sucedida por Góes Cohabita Participações Ltda. O Agrimisa pertencia à sociedade de economia mista MGI - Minas Gerais Participações S/A.

Ataques neonazistas contra homossexuais se tornaram frequentes em Caxias

Pelo menos sete casos de agressões contra homossexuais ocorreram em Caxias dos Sul nos últimos meses. Os autores dessas agressões são skinheads ligados a grupos neonazistas. O último ataque ocorreu no início de maio, quando três travestis caminhavam pela Rua Ernesto Alves, no centro da cidade, e foram apedrejados por três jovens de cabeças raspadas e que vestiam roupas escuras. Na última semana, no bairro Kayser, um negro foi abordado por três jovens e levou dois socos. Os agressores justificaram seus atos com expressões racistas. Os autores sempre agem em grupo e atacam em ruas de pouco movimento e geralmente usam correntes ou pedaços de pau. O grupo neonazista de Caxias do Sul, o Neuland, tem cerca de 20 integrantes. O grupo foi descoberto devido à delação de um antigo membro, o qual diz: “A nova geração está sem controle. São mais perigosos que os antigos skinheads e, para eles, matar é uma opção”.

Justiça Federal determina que menino disputado por pai norte-americano volte para Estados Unidos

A Justiça Federal decidiu que o menino Sean, que se tornou alvo de disputa entre o pai norte-americano e a família da mãe brasileira, morta em 2008, deve ser devolvido imediatamente ao país de origem. O padrasto tem até as 14 horas desta quarta-feira para se apresentar com o menino no consulado dos Estados Unidos. Divulgada nesta segunda-feira, a sentença do juiz Rafael de Souza Pereira Pinto, da 16ª Vara Federal, estabelece que o período de adaptação deve ocorrer nos Estados Unidos e não no Brasil, como havia sido sugerido pelo Ministério Público. O juiz afirma que além de readaptar-se ao convívio com o pai, o garoto tem que se reacostumar ao país de nascimento. O prazo foi fixado como forma de amenizar o impacto de uma busca e apreensão forçada do menino. A Policia Federal terá que monitorar para que não haja tentativa de fuga. A defesa do advogado João Paulo Lins e Silva, padrasto do garoto, já entrou com mandado de segurança no Tribunal Regional Federal pedindo efeito suspensivo da determinação judicial. David Goldman tenta recuperar a guarda o filho desde 2004, quando a brasileira Bruna Bianchi viajou para o Rio de Janeiro para visitar os pais e não voltou aos Estados Unidos. Em agosto de 2008, Bruna morreu durante o nascimento da primeira filha com o novo marido, o advogado João Paulo Lins e Silva. O padrasto é quem detém a guarda do garoto.

Tecnologia a laser permite leitura de discos rígidos 100 mil vezes mais rápida

Uma nova tecnologia a laser de impulsos ultracurtos permite multiplicar por 100 mil a leitura e arquivamento de discos rígidos de computadores. Os resultados da pesquisa foram divulgados no domingo por uma equipe científica francesa na revista "Nature Physics". Em vez de utilizar a polarização de elétrons nas cabeças de leitura a fim de analisar informações, ou escaneá-las em um suporte como um disco rígido, ou uma fita magnética, a equipe liderada por Jean-Yves Bigot, do Instituto de Física e Química de Materiais de Estrasburgo (leste da França), utilizou os fótons, as partículas que constituem a luz e emitem os lasers. "Com a escrita da cabeça magnética falamos de eletrônica do spin. Nosso método é a fotônica do spin, já que são os fótons os que modificam o estado de imantação dos eletrons no suporte de inscrição", explicou Bigot. A "spintrônica" (eletrônica que não usa apenas a carga, mas também o spin dos elétrons para processar informação) já está de certa forma presente em aparelhos populares, como tocadores de MP3 com grande capacidade e memórias rápidas de computador (que não “esquecem” nada quando são desligadas).

Greenpeace acusa governo Lula de financiar desmatamento na Amazônia

O governo Lula financia indiretamente a destruição da Amazônia por meio de recursos destinados à criação de gado em áreas desmatadas ilegalmente, afirma relatório divulgado nesta segunda-feira pela organização ambientalista Greenpeace. De acordo com o relatório, o governo Lula é, na prática, "sócio" de grandes empresas do setor por conta dos empréstimos concedidos pelo BNDES. Conforme a ONG, os grandes criadores de gado do Brasil, que respondem por 50% das exportações de carne do País, receberam cerca de R$ 5,2 bilhões do BNDES entre 2007 e 2009. "Os três produtores que receberam a maior parcela dos investimentos do governo Lula incluem um dos maiores exportadores mundiais de couro e o maior exportador mundial de carne (controlando ao menos 10% da produção global)", afirma o relatório. Para o Greenpeace, "a expansão desses grupos é, na prática, uma sociedade com o governo brasileiro". "Para aumentar a parcela do Brasil no comércio global, o governo está fornecendo capital para a expansão da infraestrutura da criação de gado na região amazônica", diz o relatório. De acordo com o Greenpeace, os criadores de gado na Amazônia brasileira são hoje os maiores responsáveis pelo desmatamento no mundo, respondendo por um em cada oito hectares desmatados globalmente. O relatório observa que o Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases do efeito estufa e que a maior parte de suas emissões vêm do desmatamento da Amazônia. "Acabar com o desmatamento é uma parte essencial da estratégia global de combate às mudanças climáticas e para preservar a biodiversidade", afirma o Greenpeace. O relatório do Greenpeace afirma ainda que muitas marcas internacionais estariam contribuindo indiretamente para o desmatamento da Amazônia ao comprar produtos da indústria da carne brasileira. Segundo a ONG, entre os compradores de produtos como couro e carne brasileiros produzidos na Amazônia, estariam marcas como Adidas/Reebok, Timberland, Geox, Carrefour, Honda, Gucci, IKEA, Kraft, Nike e Wal-Mart.

Dólar fecha a R$ 1,95, menor preço desde outubro

O fato da cotação do dólar já ter desvalorizado quase 10% no mês passado não impediu que a taxa cambial voltasse a cair no primeiro dia de negócios de junho. Nas últimas operações desta segunda-feira, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,953, o que significa um decréscimo de 0,86% sobre a taxa de sexta-feira. É o menor preço para a moeda norte-americana desde 1º de outubro. Isso é produto direto da alta taxa de juros do Brasil, a mais alta do mundo, que atrai capitais especulativos para o País, inundando a economia nacional de dólares. Com isso perdem as exportações brasileiras e, por conseqüência, a aquisição de mais reservas internacionais. É lastimável que o governo Lula não reaja, taxando esses capitais especulativos pesadamente por meio da elevação do IOF nas operações na bolsa brasileira.