quarta-feira, 24 de junho de 2009

Senador Sérgio Zambiasi diz pela primeira vez que não vai concorrer a nada

Perguntado pelo apresentador André Machado, no programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, nesta terça-feira, em Porto Alegre, sobre seu futuro político, o senador Sérgio Zambiasi (PTB) descartou peremptoriamente concorrer à reeleição: “A reeleição sob hipótese nenhuma. É uma coisa que não passa na minha cabeça. Defendo a renovação. Estou deixando aberto o meu mandato de senador para que possa haver essa oxigenação”. Sérgio Zambiasi disse que defende a reeleição do senador petista Paulo Paim, indício de que poderá se aliar ao PT na eleição para o governo do Estado. Quanto à sua vida pessoal, Sérgio Zambiasi deixa entrever que gostaria de retornar à rádio. Líderes do PTB reagiram indignados à declaração do senador Sérgio Zambiasi de que não pretende concorrer à reeleição. O partido tem pesquisas mostrando que, se a eleição fosse hoje, Zambiasi seria reeleito com folga. “Essas declarações desmotivam os militantes e vão no sentido contrário da decisão do partido de definir em convenção e não em gabinetes o posicionamento para 2010”, reagiu o deputado estadual Cassiá Carpes.

Palácio Piratini reage à campanha da CUT que pede CPI contra governo Yeda

O governo do Rio Grande do Sul reagiu à campanha criminosa veiculada em rádio e TV pela organização petista CUT. O Chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, entregou representação contra a CUT para a procuradora-geral de Justiça, Simone Mariano da Rocha. Conforme José Alberto Wenzel, as peças publicitárias desrespeitaram a governadora Yeda Crusius. Disse ele: “Entendemos que as peças veiculadas ferem os princípios básicos de democracia e do Estado de Direito, atingindo diretamente a pessoa da governadora Yeda Crusius e o próprio governo do Estado”. O presidente da CUT, o petista Celso Woyciechowski, que autorizou a veiculação das afirmações criminosas contidas no vídeo, considerou a representação “intimidatória e autoritária”. A representação entregue pelo governo ao Ministério Público também aponta a existência de peculato, configurado pelo mau uso de dinheiro arrecadado dos sindicalizados. Não só mau uso, também uso ilegal, porque é um imposto arrecadado dos cidadãos cuja destinação legal é para outros objetivos, e não para fazer campanha partidária em favor do PT e de suas candidaturas. A agencia de publicidade DM3 também foi denunciada. O governo também deveria ter denunciado o Conar (Conselho Nacional de Autoregulação publicitária, que nada fez diante de uma publicidade criminosa) e seus dirigentes.

Procurador Mauro Renner fará palestra sobre crime organizado e caso Detran

O ex-procurador-geral de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, Mauro Renner, apresentará nesta quarta-feira, em um encontro nacional de promotores e procuradores de Justiça em Manaus, o caso Detran como exemplo sobre os efeitos do crime organizado na segurança. Chega a ser um acinte que o procurador Mauro Renner tenha se disposto a este papel. Em sua gestão na direção da Procuradoria de Justiça do Rio Grande do Sul, o Ministério Público deixou acintosamente de investigar a gigantesca fraude que operava dentro do Detran no Estado. O Ministério Público gaúcho foi o primeiro a receber a denúncia, protocolado. O autor da denúncia foi chamado para dizer qual era seu interesse no caso. E o Ministério Público nada fez, nadinha mesmo. Então o autor da denúncia procurou o Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, e tudo terminou como é conhecido. Agora Mauro Renner fala de algo que ele e seus companheiros nada investigaram. Toda a investigação foi conduzida pelo Ministério Público de Contas, pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. Aliás, o Conselho Nacional do Ministério Público deveria investigar por que a gestão de Mauro Renner nada fez nesse caso, quando tinha a denúncia protocolada em seu sistema. E o Conselho Nacional do Ministério Público também deveria aproveitar para investigar por que a gestão do antecessor de Mauro Renner nada investigou no caso do deputado estadual Alceu Moreira (PMDB), braço direito do deputado federal Eliseu Padilha (PMDB).

Argentina confirma mais sete mortes causadas por gripe suína

O Ministério da Saúde da Argentina confirmou, nesta terça-feira, mais sete mortes causadas pela gripe suína, aumentando para 17 o total de vítimas fatais da doença no país. Ainda segundo o ministério, o total de casos confirmados da doença no país é de 1.294, sendo que 46% dos infectados são crianças e adolescentes com idades entre cinco e 14 anos. A Argentina é, atualmente, o país com o maior número de mortes relacionadas à gripe suína na América do Sul e o terceiro no mundo, atrás dos Estados Unidos (com 87 mortes confirmadas) e México (113).

Demóstenes Torres pede abertura de inquérito contra Agaciel Maia

Em pronunciamento nesta terça-feira, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou que solicitou a interpelação judicial e a abertura de inquérito administrativo contra Agaciel Maia. O senador alega que o ex-diretor-geral do Senado assinou a nomeação de uma servidora para trabalhar em seu gabinete sem que ele tivesse conhecimento, por meio de um ato secreto. Demóstenes Torres pediu que a Polícia Federal investigue Agaciel Maia pela prática de ato de oficio contra expressa disposição de lei para satisfazer interesse pessoal a partir da alteração de informações do banco de dados do Senado com a finalidade de obter vantagem para si e para outras pessoas.

Lula diz que vai reunir Jobim e Vannuchi para discutir busca de corpos do Araguaia

O presidente Lula disse nesta terça-feira que vai reunir os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) para discutir a busca de corpos dos guerrilheiros que lutaram no Araguaia. Ele admitiu que há uma divergência entre os dois ministros sobre a participação dos familiares na busca. "Tem uma divergência entre o ministro Jobim e o Paulo Vanucchi, que é a questão de participação dos familiares, que eu vou sentar com eles esta semana para resolver esta questão", disse Lula. O início das buscas está previsto para 6 de julho nos possíveis locais de sepultamentos, clandestinos e oficiais.

Gilmar Mendes defende abertura dos arquivos da ditadura

O presidente do Supremo Tribunal Federal voltou a defender nesta terça-feira a abertura dos arquivos da ditadura. "O que temos são informações iniciais sobre essa questão. Há intenção do governo em abrir os arquivos, isso já foi manifestado, e acredito que se poderá ter um bom avanço neste sentido", disse ele. Gilmar Mendes não quis se manifestar sobre a busca de corpos das vítimas da ditadura: "Isso depende das informações existentes, não tenho dados suficientes. Mas, se isto for necessário, certamente será possível de fazer”.

Senadores voltam a pedir afastamento de Sarney até final da investigação

Dois senadores pediram nesta terça-feira o afastamento do senador José Sarney (PMDB-SP) da presidência do Senado. Em discursos no plenário da Casa, os senadores José Nery (PSOL-PA) e Pedro Simon (PMDB-RS) sugeriram que Sarney se afaste temporariamente do cargo até que as investigações sobre a edição de atos secretos na Casa estejam concluídas. "Ele não vai se afastar no sentido de que nós estamos impondo, ele não vai se afastar no sentido de que ele não tem credibilidade, não tem confiança. Mas vai se afastar para que as coisas sejam conduzidas ao natural, por uma pessoa que seja mais isenta, mais tranquila, com mais disposição do que ele", disse Simon. No discurso, o peemedebista afirma que votou em Sarney para a presidência da Casa, mas avalia que o colega de partido não tem usado frases "felizes" para justificar a crise que atinge a instituição. "Quando ele diz que foi eleito para presidir politicamente e não para limpar o lixo, pois, se tem lixo no Senado, a primeira pessoa que tem que olhar é o presidente do Senado, e não o lixeiro. De irmão para irmão, a melhor coisa que o presidente Sarney tem que fazer é se afastar, se afastar", afirmou.

Ministério da Saúde confirma 94 novos casos de gripe suína no Brasil

Em apenas um dia, o Ministério da Saúde confirmou 94 novos casos de gripe suína no Brasil, e o número de pessoas infectadas saltou de 240 para 334 nesta terça-feira, informou o órgão. De acordo com a pasta, dos 94 casos, 50 são de São Paulo, 17 de Minas, 13 do Rio de Janeiro, quatro de Santa Catarina, dois do Espírito Santo, dois do Paraná, e um caso em cada um dos Estados: Alagoas, Rio Grande do Sul, Goiás e Sergipe. Segundo o Ministério de Saúde, do total de casos confirmados, dois pacientes do Rio Grande do Sul estão internados, mas o governo não informou detalhes sobre o estado de saúde dos pacientes infectados.

Comissão identifica 663 atos "deliberadamente" secretos, culpa Agaciel e pede sindicância

O relatório final da comissão instalada pela primeira secretaria do Senado aponta que desde 1995 o Senado escondeu a publicação de 663 atos que foram utilizados para tomar medidas administrativas de forma sigilosa como nomear, exonerar, aumentar salários e ampliar verbas. O documento afirma que o sigilo pode ter sido um erro operacional ou deficiência deliberada na publicação dos atos. "A ausência de publicação pode ser originada pela simples falha humana, erros operacionais, deficiência na tramitação e publicação dos atos. Todavia, o uso indiscriminado de boletins suplementares, entre os quais 312 não publicados, contendo 663 atos (...) constituem indícios de que tem havido deliberada falta de publicidade de atos", afirma o relatório. Segundo a comissão, não foi encontrada nenhuma determinação de senadores ou de integrantes da Mesa Diretora para que os atos não fossem publicados. A comissão recomenda abertura de procedimento administrativo para encontrar os responsáveis. A comissão indica que o ex-diretor-geral Agaciel Maia foi o responsável pela não publicação dos atos secretos.

Mesa Diretora do Senado anula um ato secreto e regulariza os 662 restantes

A Mesa Diretora do Senado decidiu nesta terça-feira regularizar 662 dos 663 atos secretos editados na instituição nos últimos 14 anos, sem anular os seus efeitos. O único ato secreto que será anulado pela Casa é o que estendeu aos diretores-gerais do Senado o plano de saúde vitalício concedido aos parlamentares. O Senado também não vai ressarcir aos cofres públicos os recursos empregados nas nomeações ou remunerações autorizadas por atos sigilosos. O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), disse que a Casa não pode tornar os atos sem efeito uma vez que produziram efeitos administrativos. "As pessoas que receberam estão amparadas pela lei. Temos que examinar um por um dos 663 atos. Eu vivo do Parlamento, não vou deixar o meu nome e dos meus companheiros da Mesa Diretora se envolverem em questões dessa natureza", disse Heráclito.

Nova diretora de Recursos Humanos do Senado foi chefe de gabinete de Roseana Sarney

Saem eles e entram eles mesmo. Doris Marize Romariz Peixoto assumiu nesta terça-feira a diretoria de Recursos Humanos do Senado Federal no lugar de Ralph Campos, afastado em meio a crise que atinge a Casa depois da revelação de que a instituição publicou mais de 600 atos secretos para nomear e exonerar parentes de parlamentares, além de aumentar salários de funcionários. Doris Marize Romariz Peixoto foi chefe de gabinete da ex-senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), que deixou o Senado para assumir o governo do Maranhão. Ela era a chefe de gabinete de Roseana quando o Senado nomeou, por ato secreto, Maria do Carmo de Castro Macieira, prima de Roseana por parte da mãe, Marly, mulher do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O ato de nomeação da prima de Roseana foi assinado pelo então diretor-geral da Casa, Agaciel da Silva Maia, que deixou o cargo em março por ter ocultado da Justiça casa avaliada em R$ 5 milhões. Doris presidia a comissão de sindicância que investiga o uso de atos secretos no Senado desde 1995. Ou seja, os mesmos investigam os mesmos. Os outros integrantes eram Ralph Campos, afastado nesta terça-feira do cargo de diretor de RH, e o consultor-geral de Orçamento, Fábio Gondim.

Senadores consideram afastamento insuficiente e cobram eleição de diretor em plenário

A indicação dos novos servidores que vão ocupar a diretoria geral e a de Recursos Humanos do Senado anunciada nesta terça-feira foi criticada por líderes governistas e da oposição. Senadores consideraram um movimento insuficiente frente à crise dos atos secretos, mas avaliam que a medida dá fôlego para o presidente da instituição, José Sarney (PMDB-AP), permanecer no cargo. O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), disse que conversou com o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), sobre o "histórico" de Haroldo Tájira, servidor de carreira do Senado, nomeado para a diretoria geral no lugar de Alexandre Gazineo, e de Dóris Marize Peixoto, para substituir Ralph Campos na diretoria de Recursos Humanos. Senadores comentam que os servidores não representam estabilidade porque Tájira, que trabalha na primeira secretaria, teria ligações com o ex-primeiro-secretário Efraim Moraes (DEM-PB), alvo de inúmeras denúncias de má gestão na tesouraria do Senado, enquanto Dóris foi envolvida no escândalo dos atos secretos.

Diretor afastado assinou atos secretos e ganhou poder na era Agaciel

Alexandre Gazineo, afastado nesta terça-feira da diretoria-geral do Senado, assinou com o ex-diretor-geral Agaciel Maia a maioria dos atos secretos dos últimos 14 anos. Os atos foram usados para nomear e exonerar parentes de senadores, além de conceder aumento salarial. Agaciel Maia foi o todo-poderoso do Senado por 14 anos. Na maior parte desse tempo, Gazineo trabalhava com ele na diretoria-geral. Gazineo entrou na Casa pelo concurso realizado nos anos 90 para a Advocacia do Senado. Foi indicado para a diretoria por Agaciel Maia.

Pressionado, Senado afasta dois diretores após crise deflagrada por atos secretos

A Mesa Diretora do Senado Federal decidiu demitir o diretor-geral da Casa, Alexandre Gazineo, e o diretor de Recursos Humanos, Ralph Campos. O afastamento deles é uma resposta à crise que atinge o Senado depois da revelação de que a instituição usou mais de 600 atos secretos para nomear e exonerar parentes de parlamentares, além de aumentar salários de funcionários. A maioria dos atos foi assinada por Gazineo, embora o diretor-geral do Senado à época fosse Agaciel Maia. O afastamento dos dois foi anunciado pelo primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), antes do início da reunião da Mesa Diretora.

Marfrig compra segmento de perus da Doux Frangosul por R$ 65 milhões

O frigorífico Marfrig, um dos maiores exportadores de carne bovina do País, informou nesta terça-feira que fechou acordo para compra da Doux Frangosul por R$ 65 milhões. "Este movimento marca a entrada do Grupo Marfrig no mercado de carne de peru no Brasil", afirma a empresa em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários. A aquisição inclui uma planta de abate na cidade de Caxias do Sul (RS), com capacidade diária de 30 mil perus, além de uma fábrica de rações, um incubatório e quatro granjas com aproximadamente 1 milhão de animais para abate e 50 mil animais para produção de ovos férteis, além de mais de 300 produtores integrados para fornecimento de aves.

Ex-membros da Mesa Diretora dizem que Agaciel Maia pedia assinatura de senadores

Ex-integrantes da Mesa Diretora do Senado disseram nesta terça-feira que era uma prática comum do ex-diretor-geral do Senado Federal, senador Agaciel Maia, recolher assinaturas individuais dos senadores que compõem o órgão para transformar decisões administrativas em conjunta. O ex-vice-presidente do Senado, senador Tião Viana (PT-AC), que chegou a presidir o Senado por mais de três meses em 2007, afirmou que foi procurado por Agaciel Maia para assinar documentos que seriam "urgentes" e que não poderiam esperar a próxima reunião da Mesa Diretora. Viana, no entanto, disse que nunca assinou porque não confiava em Agaciel Maia. "A nossa relação era delicada porque ele sabia que eu não confiava nele. Sempre que ele me pediu para assinar documentos urgentes, eu pedia mais tempo para que o material fosse examinado pela minha equipe", disse o petista. Tião Viana nega que tenha conhecimento de ato secreto.

Ministério da Saúde recomenda adiar viagens para Argentina e Chile devido à gripe suína

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou na tarde desta terça-feira, durante a inauguração de um novo prédio do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, que sejam adiadas as viagens para países com risco de contaminação pela gripe suína, gripe A (H1N1), entre eles Argentina e Chile. Segundo o ministro, uma nota técnica será publicada no Diário Oficial da União com a recomendação, que é feita devido ao aumento significativo de casos no país. Nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde confirmou 240 pessoas contaminadas pela doença.

Comissão do Senado aprova auditoria do TCU no seus contratos

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado aprovou nesta terça-feira o requerimento que solicita auditoria do Tribunal de Contas da União em contratos para aquisição de produtos e serviços. Os contratos são decorrentes de processo de licitação realizado no Senado. O presidente da comissão, senador Renato Casagrande (PSB-ES), disse que o Tribunal de Contas da União pode colaborar com a Casa para prestar esclarecimentos sobre "questionamentos que surgem a todo momento", referindo-se a denúncias sobre atos não publicados pelo Senado.

Lula diz que prefere dar dinheiro à população a desonerar impostos

O presidente Lula da Silva disse nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, que em vez de desonerar as empresas de impostos, prefere dar dinheiro para a população comprar. Desde o agravamento da crise, o setor automobilístico e de eletrodomésticos recebeu isenção ou desoneração do IPI. "O que vai fazer a economia do mundo se recuperar é as pessoas terem dinheiro para comprar, ou seja, as pessoas mais pobres. Vocês viram que 1,5 milhão de geladeiras foram compradas no programa Luz Para Todos", disse Lula depois da solenidade de assinatura de atos para a revitalização do Porto do Rio. "Em vez de ficar desonerando tanto, tem que dar dinheiro para os pobres, que eles compram", disse Lula em discurso no evento.

Gripe suína avança pela América do Sul e governo paulista pede que viagem seja evitada

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo recomenda que viagens para a Argentina e o Chile devem ser evitadas devido ao risco de contágio de gripe suína. De acordo com aviso do governo, a recomendação também vale para toda América do Sul. A medida foi comunicada ao Ministério da Saúde. Balanço da secretaria aponta que 40% de 116 casos de gripe suína registrados no Estado de São Paulo foram de pacientes que se infectaram durante viagem para a Argentina. Outros 15,5% dos pacientes contraíram a doença nos Estados Unidos. Outros 5,1% foram contaminados no Chile e 2,5% no Canadá.

Lula critica predileção da imprensa por desgraça e por noticiar crise no Senado

O presidente Lula criticou nesta terça-feira a predileção da imprensa pela desgraça. Segundo ele, a imprensa só noticia com destaque as notícias ruins e esconde as positivas. "Em uma crise econômica como essa, o aumento de mais de 100 mil empregos anunciado ontem é uma coisa positiva. Mas a manchete é o emprego no Senado. É uma perda de valor", disse Lula. "Não consigo entender porque a predileção pela desgraça. Há tanta coisa boa no cotidiano do povo brasileiro, mas o que está estampado é a desgraça”, comentou ele. Lula citou como exemplo o noticiário sobre o Rio de Janeiro: "Faz 30 anos e só aparece o Rio com desgraça, bala perdida, tiroteio. Não é possível. Isso não é o Rio de Janeiro. Isso é parte menor. E as coisas boas?", questionou ele. É um engraçadinho mesmo esse Lula. E o que ele ficou fazendo durante 20 anos, antes de chegar à Presidência da República? Falando sobre as maravilhas do Brasil e dos seus governos? Conhece aquele ditado da pimenta no olho do outro?

Lula diz que não vai fazer da crise do Senado "causa nacional" e defende "consertar tudo"

O presidente Lula disse nesta terça-feira que a crise que atinge o Senado Federal vai ser resolvida pelo próprio Parlamento. Segundo ele, o governo federal não vai interferir na solução dos problemas do Senado. "O governo não vai fazer disso uma causa nacional, temos coisas mais importantes para discutir no Brasil", disse Lula: "O problema é do Senado, o Senado resolve”. Lula afirmou que conversou com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sobre a crise e que ele disse que vai resolver o problema. "O problema só tem uma solução, que é consertar tudo. E essa é a disposição do Sarney, na conversa que tive com ele”, afirmou Lula.

Supremo decide que governo terá de pagar indenizações atrasadas a anistiados políticos

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o Ministério do Planejamento terá de pagar indenizações atrasadas a três anistiados políticos. O jornalista e ex-deputado federal Hermano Alves, José Ayres Lopes e o ex-militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro) e ex-presidente do Diretório Municipal do PT em Contagem (MG), Otavino Alves da Silva, entraram com recurso contra decisões do Superior Tribunal de Justiça, que negou a eles mandados de segurança contra a omissão do ministro do Planejamento relativa ao pagamento das indenizações. No caso de Alves, ele obteve uma indenização de R$ 2 milhões, com valores de 2005, além de uma pensão mensal de R$ 14 mil. O pagamento foi determinado pelo ministro da Justiça e deveria ser efetuado pelo Ministério do Planejamento no prazo de 60 dias após receber a comunicação.

ONG acusa Brasil de não fazer o suficiente contra suborno internacional

A Transparência Internacional, uma das principais ONGs engajadas na luta contra a corrupção no mundo, criticou o Brasil por não fazer o suficiente para combater o suborno internacional. Em seu quinto relatório anual, divulgado nesta terça-feira, a Transparência Internacional afirma que o País tem tido "pouca ou nenhuma aplicação" do seu compromisso para pôr fim ao problema. O Brasil é um dos signatários da Convenção da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) contra o suborno de funcionários públicos estrangeiros em transações comerciais internacionais, firmada em 1997 por 36 países. Segundo a Transparência Internacional, o Brasil é um dos signatários que tem a menor pontuação na aplicação da convenção. A organização diz que o Brasil tem um caso de suborno pendente, além de quatro investigações por envolvimento no Programa Petróleo por Comida, estabelecido pela ONU para permitir ao Iraque vender petróleo para pagar alimentos e remédios dos cidadãos iraquianos, mas que foi encerrado em 2003 após alegações de irregularidades.

Câmara paga R$ 150 mil por parecer sobre cota de passagens

Com base em dois pareceres contratados pela Câmara dos Deputados por R$ 150 mil, o presidente Michel Temer (PMDB-SP) arquivou na semana passada investigação contra o deputado federal Fábio Faria (PMN-RN), que forneceu passagem aérea de sua cota para a ex-namorada, a apresentadora de TV Adriane Galisteu. Os pareceres, revelados pelo site Congresso em Foco, foram pedidos para os professores Clóvis de Barros Filho, de ética, e Manoel Gonçalves Ferreira Filho, de direito, da USP. Segundo Temer, os pareceres dizem que a conduta dos deputados no que ficou conhecido como "farra das passagens aéreas" foi correta. Barros Filho, porém, afirmou que respondeu apenas a perguntas abstratas, sem referência direta nas questões ao episódio das passagens. "Meu parecer não conclui absolutamente nada sobre as passagens", disse ele. Já Ferreira Filho disse ter concluído que a situação das passagens era "juridicamente correta". É uma farra, continua uma farra, na terra dos picaretas de Lula.

Fernando Gabeira admite que contratou empresa da mulher com verba indenizatória

O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) admitiu que usou R$ 20 mil da verba indenizatória em 2004 para contratar a Lavorare Produções, de sua mulher, Neila Tavares, para produzir um site. Segundo Gabeira, na época era sua namorada: "Desde que nossa relação mudou de patamar não a contratei mais com verba da Câmara”. Mas.... até tu, Gabeira? Onde vamos parar?

Fundação José Sarney usa funcionários do Senado

O Senado empregou dois funcionários ligados à Fundação José Sarney, sediada em São Luís (MA). A Presidência do Senado informou que os dois são voluntários da instituição. Nonato Quintiliano Pereira Filho foi nomeado para secretário parlamentar, cujo salário era de cerca de R$ 7.600,00 em 1995, e trabalha no gabinete do senador Lobão Filho (PMDB-MA), aliado de Sarney. Fernando Nelmásio Silva Belfort teve sua nomeação para o gabinete da Liderança do Governo no Congresso em 24 de agosto de 2007. Foi exonerado em 3 de abril passado. Ele ocupava cargo de assistente parlamentar, com salário de cerca de R$ 2.500,00. A líder do governo era a então senadora Roseana Sarney (PMDB), que deixou a Casa para assumir o governo do Maranhão. Lobão Filho diz que Pereira Filho nega veementemente ser funcionário da fundação, apesar de seu nome aparecer no site na internet como responsável pela coordenação de projetos. Belfort aparece como diretor-executivo.

Petrobras tira gerente que gastou R$ 151 milhões

Geovane de Morais, ex-gerente da Petrobras, demitido por justa causa por suspeitas de desvio de recursos, estourou o orçamento de sua área em 2008, ano de eleições municipais, em quatro vezes. Ele gastou, sem licitação nem autorização formal, R$ 120 milhões a mais do que o previsto. Entre as empresas beneficiadas por Geovane de Morais estão duas produtoras de vídeo que trabalharam nas campanhas do governador Jaques Wagner (PT-BA) e de duas prefeitas do PT. As produtoras receberam R$ 4 milhões em 2008, sendo R$ 1,5 milhão para filmar festas de São João e Carnaval na Bahia. Ligado à ala do PT baiano oriunda do sindicato dos petroleiros e químicos do Estado, Geovani de Morais tinha um orçamento na comunicação do Abastecimento de R$ 31 milhões para o ano passado. Contudo, fez pagamentos de R$ 151 milhões. A estatal reconheceu que uma das razões para a demissão, formalizada em abril, foram os gastos muito acima do orçamento. Além disso, a empresa informou que ele desrespeitou outras normas internas, como pagamentos sequenciais a uma mesma empresa, ao invés de celebrar um contrato. Em outras palavras, no lugar de negociar um pacote com um mesmo fornecedor, o que permite reduzir custos, Geovani de Morais fazia vários desembolsos picados, elevando os ganhos dos prestadores de serviços. Essa prática é muito usada para driblar licitações e favorecer empresas previamente escolhidas. As duas produtoras ligadas ao PT, a Movimento Produções e a M&V Produções, estão nessa situação. Foram mais de 90 pagamentos às duas produtoras, com diferença de dias na maioria dos casos e referentes a serviços diretamente interligados. Há desembolsos distintos, por exemplo, para filmagem e sonorização do mesmo evento. Os dados demonstram que os valores destinados às duas explodiram depois que Geovani de Morais assumiu o cargo, no final de 2004. Naquele ano, somente a Movimento foi contratada, por R$ 163 mil. No ano seguinte, as duas embolsaram R$ 291 mil. Em 2006, ano em que Jaques Wagner se elegeu, foi R$ 1,074 milhão, passando para R$ 1,87 milhão em 2007. Em 2008, chegou aos R$ 4 milhões. Vagner Angelim, dono das produtoras, nega favorecimento. Ele trabalhou na vitoriosa campanha de Wagner ao governo da Bahia, em 2006. Outra empresa beneficiada por Geovani de Morais é a Captura Produções. No ano em que foi aberta, em 2008, recebeu R$ 1,15 milhão da Petrobras. Entre seus clientes está a Movimento Produções.