sábado, 11 de julho de 2009

Revista Veja dá matéria-bomba sobre conta secreta de José Sarney no Exterior

Leia a matéria da revista Veja, na edição que está nas bancas, na qual é relatada a existência de conta secreta do presidente do Senado Federal, senador José Sarney, no Exterior, aberta pelo extinto Banco Santos, que foi presidido pelo banqueiro Edemar Cid Ferreira. A matéria-bomba é a seguinte: A conta secreta de 'JS' Lá fora Auditores do BC encontraram uma contabilidade clandestina no falido Banco Santos – e ela indica que o presidente do Senado, José Sarney, tinha uma conta no exterior. De Alexandre Oltramari: Em junho de 2001, o presidente do Senado, José Sarney, esteve em Veneza, na Itália, ao lado do banqueiro Edemar Cid Ferreira, amigo de mais de três décadas. Eles foram acompanhar a cultuada Bienal de Artes da cidade. Sarney e Edemar visitaram exposições e foram a festas. Semanas depois, já em São Paulo e de volta ao trabalho, o então dono do Banco Santos mandou registrar em seu computador detalhes financeiros da temporada da dupla em Veneza. O registro faz parte dos milhares de arquivos digitais que integram o processo sigiloso de liquidação do banco. O documento tem como título "JS-2". Em sete linhas ele relata a movimentação de uma conta em dólares no exterior. Há um ano, VEJA teve acesso a esse e outros documentos do rumoroso caso de liquidação extrajudicial do Banco Santos. Na semana passada, finalmente ficou claro que JS-2 era o nome-código de uma conta em dólares de José Sarney e que as anotações feitas em 10 de junho de 2001, exatamente no dia da abertura da Bienal, se referiam a movimentações de fundos. Edemar registrou a entrega de 10.000 dólares em Veneza a "JS". Edemar Cid Ferreira se referia ao presidente José Sarney em documentos do banco recolhidos pelos interventores e em poder da Justiça pelas iniciais "JS." Caso encerrado? As evidências são inequívocas, mas à polícia e à Justiça cabe a palavra final. Procurados por VEJA, tanto Sarney quanto Edemar garantiram desconhecer os fatos apurados pelos interventores e pela Polícia Federal e registrados nos documentos que ilustram estas páginas. Essa é uma questão que cabe à Justiça dirimir. Como também cabe às autoridades determinar se essa conta e os fundos nela contidos são de origem legal e se foram devidamente declarados à Justiça Federal. Não é crime ter conta no exterior. Crime é mandar para fora os recursos sem conhecimento das autoridades e sem comprovar a licitude de sua origem. Por enquanto, o que os documentos significam é mais um grande constrangimento para o presidente José Sarney em um momento em que ele já se encontra assoberbado por uma série de denúncias extremamente graves. A simples proximidade com o controlador do Banco Santos é problemática. Edemar foi condenado pela Justiça, em primeira instância, a 21 anos de cadeia, já passou duas temporadas em uma penitenciária em São Paulo e está com todos os bens bloqueados pela Justiça. Os documentos referentes à conta de José Sarney estão anexados a outros que os fiscais do BC coletaram no curso de uma investigação bem mais ampla das atividades financeiras clandestinas do Banco Santos. Nos computadores apreendidos foram localizadas trocas de mensagens entre a secretária de Edemar, Vera Lúcia Rodrigues da Silva, e um conhecido doleiro de São Paulo. Eles combinavam pagamentos e entregas a clientes de dinheiro vivo, em dólares e reais – tudo sem nenhum registro contábil oficial. Algumas dessas operações, segundo a polícia, referem-se a comissões que Edemar Cid Ferreira pagava a dirigentes de fundos de pensão de empresas privadas e estatais que, a despeito de ter interventores instalados no banco e dos rumores de quebra, mantinham altas somas aplicadas ali. O arquivo "JS-2 – Posição exterior JS" foi encontrado nessa má companhia. Ele identifica a movimentação da conta que, em 30 de outubro de 1999, registrava saldo no exterior de 870 564 dólares, o equivalente, então, a 1,7 milhão de reais. Além da entrega de dinheiro em Veneza, o arquivo "JS-2" expõe outras duas retiradas. A primeira, em 18 de dezembro de 2000, é de 4 717 dólares, ou 10 000 reais, segundo a conversão anotada na planilha, e não especifica o destino dos recursos. A segunda, em 21 de março de 2001, descreve um saque de 2 273 dólares, também convertidos em reais. Especifica-se o destinatário: "Valor entregue na Al. Franca". A família Sarney tem um apartamento na Alameda Franca, em São Paulo, onde, recentemente, se hospedou a governadora Roseana Sarney depois de se submeter, na capital paulista, a uma cirurgia para correção de um aneurisma. A relação íntima e histórica de José Sarney com Edemar Cid Ferreira, os negócios do ex-banqueiro em áreas de influência política do senador e a coincidência entre as iniciais JS são, repita-se, apenas evidências, quase inequívocas, sim, mas apenas evidências, de que ambos se associaram na prática dos delitos financeiros consubstanciados nos documentos em poder da Justiça. A dúvida sobre se as iniciais JS se referem mesmo a José Sarney não existe. A prova disso está em outro documento em posse da Justiça ao qual VEJA teve acesso: a agenda de Edemar. A letra "J" registra nomes conhecidos como José Serra, Jô Soares, Jayme Sirotsky, Jorge Santana e João Santos. Entre nomes completos está a sigla "JS". Clicando em cima das iniciais abre-se uma página intitulada "Contatos JS". Nesse arquivo estão armazenados todos os endereços de José Sarney em Brasília e em São Paulo e todos os telefones, inclusive de secretárias, ajudantes de ordens e seguranças do presidente em Brasília, São Luís e Macapá. "As referências a José Sarney em muitos documentos encontrados no banco eram feitas simplesmente pela sigla JS", confirma um dos auditores do Banco Central que participaram do processo de liquidação do Santos e não pode se identificar. A suspeita de que mantinha uma arca milionária e secreta no exterior, administrada pelo amigo banqueiro, é terrível para o presidente do Congresso porque suas declarações de imposto de renda não registram dinheiro no exterior no período contemplado pela contabilidade do Banco Santos. Além disso, os dólares de "JS" equivaliam a 1,7 milhão de reais em 1999 – 74% do patrimônio total declarado por Sarney à Justiça Eleitoral em 1998, quando concorreu ao cargo de senador pelo Amapá. Questionado por VEJA sobre a existência de recursos de sua propriedade no exterior, entre 1999 e 2001, o senador foi enfático. Por meio de sua assessoria de imprensa, Sarney informou que não manteve recursos fora do país nesse período. Sobre a coincidência entre o repasse de dinheiro exatamente no período em que esteve em Veneza, o senador disse apenas que "isso não me diz respeito". O presidente do Congresso confirmou que fora à Bienal a convite de Edemar com as despesas de passagem e hospedagem pagas pelo ex-banqueiro. Envolvido em uma espiral de denúncias desde que assumiu o comando do Congresso, o senador também é mencionado de maneira explícita numa agenda em que o ex-banqueiro lista tarefas que precisava cumprir no dia 1º de novembro de 2004 – onze dias antes da intervenção do BC em seu banco. A agenda deixa evidente que a relação entre o senador e o ex-banqueiro não era apenas de amizade ou interação intelectual. Em um dos itens, logo abaixo do nome de Sarney, aparece o nome da estatal Eletrobrás. A empresa, comandada por gestores indicados pelo senador desde o início do governo Lula, é uma das patrocinadoras do fundo de pensão Real Grandeza. Dos cinco maiores fundos de pensão que perderam recursos com a quebra do banco, o Real Grandeza foi o maior prejudicado. Sofreu um prejuízo de 153,6 milhões de reais. O Nucleos foi outro fundo que ficou no prejuízo com a liquidação do Santos. Ele pertence aos empregados das estatais do setor nuclear, uma área notoriamente controlada por pessoas indicadas pela ala do PMDB mais ligada a Sarney. A relação entre o ex-banqueiro e o senador sempre foi pontuada por episódios estranhos. Há cinco anos, um dia antes da intervenção do BC no Santos, Sarney conseguiu retirar 2,2 milhões de reais que tinha investido no banco do amigo. Entre as centenas de aplicadores no banco de Cid Ferreira, Sarney foi o único que conseguiu salvar suas economias, escapando do bloqueio imposto pelo BC aos outros investidores. O presidente afirmou, então, que mandara sacar o dinheiro por causa dos rumores no mercado dando conta da péssima saúde financeira do Santos. Sarney negou ter recebido informação privilegiada. Em entrevista a VEJA, o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira disse ter ordenado a transferência por conta própria. "Sarney nunca me pediu para retirar o dinheiro do banco. Eu que o fiz", afirmou. A explicação sobre a origem do dinheiro também não convence muito. Como os 2,2 milhões de reais não apareciam em sua última declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral, Sarney afirmou que o dinheiro fora obtido com a venda do Sítio do Pericumã, uma fazenda de 268 hectares que mantinha nas imediações de Brasília. O presidente, porém, continuou a usar normalmente a propriedade que afirmou ter vendido. Desde que perdeu o banco, Edemar Cid Ferreira vem amargando um período de purgação. O ex-banqueiro garantiu a VEJA que o Santos nunca foi depositário de recursos de terceiros no exterior. E acrescentou: "Desconheço a existência de um arquivo JS-2 em meu computador. Não sei quem criou, quando e com que propósito". O arquivo JS-2, segundo os registros digitais que podem ser verificados no próprio computador do ex-banqueiro, foi criado no dia 3 de julho de 2001, às 10h05, por uma funcionária chamada Vera – mais precisamente Vera Lúcia Rodrigues da Silva, secretária de Edemar, a mesma que, de acordo com a polícia, operava as contas e fazia os pagamentos clandestinos do Banco Santos. Com a palavra final, a Justiça”. Sem comentários.....

José Alencar está bem e espera visita de Lula

Juiz preso e solto no Amazonas fazia sexo com meninas no seu próprio gabinete

Está muito ruim a situação no Brasil. Agora, a edição da revista Veja, que está nas bancas, revela que um juiz do Trabalho do Amazonas, Antônio Carlos Branquinho, vivia atrás de meninas e fazia sexo com elas em seu próprio gabinete, no Foro de Tefé. Leia a matéria de Veja: “Tio Branquinho gosta de meninas – quanto mais novas, melhor. Ele mora na pequena Tefé, no interior do Amazonas, cidade de 65 000 habitantes esquecida no meio da selva, aonde só se chega de barco, numa aventura que se prolonga por quatro horas partindo de Manaus. Tio Branquinho, como é chamado pelas alunas da Escola Estadual Frei André da Costa, comunga de uma mentalidade tristemente comum nos estados do Norte e do Nordeste, a qual tolera, quando não incita, a iniciação sexual de meninas, sejam crianças ou adolescentes, por homens mais velhos. Todo mundo em Tefé conhece há anos os hábitos sexuais de Tio Branquinho. No Brasil, contudo, não importa em qual estado, fazer sexo com menores de idade chama-se pedofilia – e, embora não tenha esse nome nas leis do país, é crime, passível de prisão. Tio Branquinho, ou Antônio Carlos Branquinho, sabe bem disso. Ou deveria saber: ele é um homem da lei, juiz do Trabalho em Tefé. Deveria saber que não pode fazer sexo com meninas, muito menos, creia, nas dependências da Justiça em Tefé, como o Ministério Público Federal descobriu. Há duas semanas, o tempo fechou para Tio Branquinho. Ele foi preso pela Polícia Federal – numa demonstração de que a força dessa mentalidade não é mais a mesma. A permanência do magistrado na prisão limitou-se a meros cinco dias. Ele foi solto na segunda-feira da semana passada, depois de a polícia ter cumprido os mandados judiciais em busca de mais provas contra ele. As primeiras evidências sobre os abusos sexuais cometidos por Branquinho surgiram em março deste ano. Uma moradora de Tefé enviou um e-mail ao Tribunal Regional do Trabalho, em Manaus. Nele, além de fazer a denúncia de pedofilia, anexou fotos tiradas pelo próprio Branquinho, nas quais crianças estão nuas e o magistrado aparece fazendo sexo com algumas delas, na sede da Vara de Trabalho de Tefé. As fotos acabaram no Ministério Público Federal, que detém a prerrogativa de investigar o juiz – ele tem foro privilegiado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que fica em Brasília. Assim que perceberam a gravidade do caso, os procuradores regionais de Brasília viajaram para Tefé. Ao lado de policiais federais, descobriram duas testemunhas, antigos funcionários da Justiça trabalhista, que confirmaram a constância e a natureza das práticas sexuais do magistrado. Um deles, que teme represálias (Branquinho tem sete armas registradas em seu nome), narrou que via frequentemente, nas dependências da Justiça de Tefé, as meninas que eram recrutadas por funcionários de confiança do juiz. Nas buscas feitas nas casas de Branquinho e no local de trabalho do magistrado, os procuradores encontraram muito mais do que esperavam. Ao todo, foram apreendidos 22 HDs de computador, quase todos repletos de arquivos com as orgias do juiz – nas quais também havia mulheres mais velhas. Descobriram-se câmeras de vídeo para gravações secretas e álbuns com fotos de meninas da cidade, quase sempre completamente nuas, algumas fazendo sexo com adultos. No fundo de um armário na residência oficial do magistrado, os investigadores depararam com 101 fitas de vídeo lacradas contendo cenas de sexo, todas devidamente organizadas por data e nome das meninas. A Polícia Federal já começou a periciar o material apreendido. Num relatório preliminar, os peritos identificaram nas fotos meninas de 9 anos de idade. A PF descobriu indícios de que o juiz manteve relações sexuais com pelo menos oito menores. Na terça-feira da semana passada, Branquinho prestou depoimento ao desembargador Carlos Olavo, relator do caso. Admitiu a autenticidade das fotos, mas disse que as meninas, ao que sabia, eram maiores de idade. Agora, será denunciado criminalmente pelo Ministério Público Federal. Enquanto isso não ocorre, ele conta com o corporativismo dos colegas de tribunal, a quem pediu autorização para se aposentar. A julgar pelo modo como os desembargadores de Manaus trataram seu caso até o momento, Branquinho pode ficar esperançoso. A desembargadora Luiza Maria Veiga, presidente do TRT do Amazonas, recebeu as fotos do juiz em abril – e nada fez. Não encaminhou as evidências à Polícia Federal nem ao Ministério Público, como determina a lei. Tampouco pediu explicações a Branquinho. Sua única decisão consistiu em convocar os demais desembargadores do tribunal, para discutir o assunto numa reunião extraordinária de "caráter reservado". Nesse encontro, os desembargadores limitaram-se a abrir um "procedimento interno" para investigar o caso. Na próxima reunião extraordinária, os senhores desembargadores deveriam convidar a moradora de Tefé, aquela que expôs o juiz. Ela poderia lembrá-los de que as leis do país servem para todos". O mais doloroso é descobrir que todos os desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho, em Manaus, agiam como se dessem cobertura às práticas pedófilas do juiz de Tefé.

Judiciário gaúcho pretende agilizar tramitação de processos na Porto Alegre com terceiro turno

O Conselho da Magistratura do Rio Grande do Sul aprovou nesta semana a implementação do terceiro turno de trabalho em cinco varas da Fazenda Pública de Porto Alegre. Servidores que atualmente exercem atividades durante o dia poderão optar por trabalharem à noite e serão substituídos pelos recém nomeados. O trabalho será interno. Cada Vara da Fazenda possui em média 45 mil processos. São cerca de 5 mil ações para cada funcionário. O coordenador dos juizes corregedores no Estado, Antonio Vinícius Amaro da Silveira, conta que este volume de ações, somado ao quadro de pessoal reduzido, acaba provocando demora nas ações. Silveira garante que a medida vai gerar agilidade no andamento dos processos. Ele explica que o funcionário que durante o dia atende telefonemas, advogados e partes poderá se concentrar exclusivamente no trabalho. O coordenador acredita que a produtividade vai mais do que dobrar. O terceiro turno, que funcionará das 19h à 1h30min, deve ser implementado no início de agosto. Um comentário: 90% no mínimo dos processos que tramitam nessas Varas de Fazenda são ajuizados pela Procuradoria Geral do Estado e da Capital. A grande maioria desses processos são ajuizados só pró-forma, e não têm como se desenvolver. Assim ficam entupindo as Varas de Fazenda por uma dezena de anos ou mais. Quando estão para completar cinco anos, para que não decadenciem, são buscados pela Procuradoria, ganham uma petiçãozinha faz-de-conta de meia lauda, e aí seguem para o mofo por mais cinco anos. Ou seja, é o Estado (do Estado ou da prefeitura da Capital) agindo ativamente para tornar a Justiça lenta e inútil.

AGU entrega à Justiça documentos da União sobre Guerrilha do Araguaia

A Advocacia-Geral da União devolveu nesta sexta-feira à Justiça o processo da Guerrilha do Araguaia, movimento armado organizado e executado pelo PCdoB, ao qual foi acrescentado o relatório do Ministério da Defesa. Com a quebra do sigilo das informações militares relativas a todas as operações realizadas, exigida por parentes de participantes da guerrilha, a União cumpre a sentença judicial que determinou a localização dos restos mortais dos que estiveram envolvidos no conflito. O processo sobre a indicação de sepultamento, atestado de óbitos e exibição de documentos relativos à Guerrilha do Araguaia tramita na Justiça desde 19 de fevereiro de 1982. Os autos haviam sido retirados do Tribunal pela Advocacia Geral da União em 12 de março. Segundo a Advocacia Geral da União, o relatório de 200 páginas reúne toda a documentação disponível no âmbito da União sobre as operações militares na guerrilha, como as informações sobre os enfrentamentos armados, as prisões de civis, o recolhimento de corpos e identificação de guerrilheiros. Há também, segundo a AGU, as "averiguações de peritos, o destino dado aos restos mortais encontrados e as informações de transferência de civis, vivos ou mortos, para quaisquer áreas". A chamada Guerrilha do Araguaia foi planejada e executada pelo PCdoB na década de 60, antes da edição do AI5, quando ainda era possível desenvolver oposição e fazer política de massas. O PCdoB pretendia fazer a revolução comunista e instaurar a ditadura do proletariado no Brasil.

Israel inicia operação para expulsar estrangeiros ilegais do país

O Ministério do Interior israelense iniciou uma operação para localizar, prender e deportar mais de 100 mil trabalhadores estrangeiros que não têm a documentação necessária para permanecer no país. Os fiscais do Departamento de Imigração aparecem de repente nos bairros pobres de Tel Aviv, onde se concentram os trabalhadores estrangeiros, e todos aqueles que não têm documentos são levados imediatamente para a prisão e deportados dois dias depois. O governo israelense afirma que a operação de deportação de estrangeiros ilegais está sendo feita de "maneira humana". "A decisão do governo é de afastar o maior número possível de ilegais, mas pretendemos fazê-lo de uma maneira humana e até ajudamos a pagar as passagens para que eles possam voltar a seus países", afirmou a porta-voz do Ministério do Interior, Sabin Hadad. A maior parte dos trabalhadores estrangeiros ilegais é chinesa, tailandesa ou filipina. Durante os anos de 2002 e 2003, o governo israelense realizou uma operação semelhante, que resultou na expulsão de 100 mil estrangeiros ilegais do país. O afastamento de famílias com crianças vai começar só no dia 1º de agosto. A operação começou no dia 1º de julho e, segundo a porta-voz, "por enquanto não inclui crianças, idosos e doentes".

Canal de televisão paga US$ 4,1 milhões de multa na Venezuela

O canal privado de televisão venezuelano Globovisión pagou, nesta sexta-feira, 9 milhões de bolívares (US$ 4,1 milhões) à Receita Federal do país, correspondente à multa dos anos 2002 e 2003 acrescida de juros e mora. A Globovisión, canal de informação 24 horas que critica as políticas do presidente Hugo Chávez, chegou a protestar contra o pagamento, pedindo a anulação da resolução do Seniat, o organismo oficial de arrecadação, segundo explicou sua consultora jurídica, Ana Cristina Núñez. O canal recebeu a multa milionária por não ter declarado a divulgação de propaganda durante greve de empresários e sindicatos entre dezembro de 2002 e janeiro de 2003, que o Seniat considerou como doação e, portanto, sujeita a impostos. Outra multa no valor de 1,65 milhão de bolívares (US$ 767.441) pelo suposto uso indevido de antenas para transmissões ao vivo, em 2003, está sendo examinada pelo Tribunal Supremo de Justiça. Para pagar ambas as multas, vários grupos de apoio ao canal organizaram coletas públicas, conseguindo arrecadar mais da metade do montante exigido. Nas últimas semanas, Chávez intensificou as críticas ao canal, que qualificou de "terrorista" da mídia, recordando que o Estado é quem concede as licenças para transmissão. O tiranete caribenho quer silenciar toda a imprensa na Venezuela.

Justiça manda prender 20 acusados de desviar R$ 4 milhões em materiais de refinaria no Rio de Janeiro

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de 20 pessoas acusadas de furtar mais de R$ 4 milhões em dutos e outros equipamentos na Reduc (Refinaria Duque de Caxias), na Baixada Fluminense. O Ministério Público Estadual, que fez a denúncia do crime, informou que 17 pessoas já foram presas. Ainda de acordo com a Promotoria, os criminosos são acusados de formação de quadrilha armada e furto qualificado. Segundo o delegado Luiz Lima Ramos Filho, “essa quadrilha vem atuando desde o final de 2007 na refinaria, com uma média de um furto por semana, mas os registros só eram feitos internamente na empresa e não chegavam à delegacia de polícia. Com a mudança da estrutura de segurança da Reduc, os responsáveis que assumiram trouxeram para nós três registros de furtos de materiais. Os criminosos chegavam a carregar 15 toneladas de material em caminhões de uma só vez". Ramos Filho afirmou que entre os materiais furtados estavam tubos de aço e válvulas. Segundo ele, os suspeitos realocavam o material no mercado para outras empresas. De acordo com a Promotoria, foram lesadas a Petrobras, a construtora Queiroz Galvão e a Iesa (Indústria de Engenharia S/A). Os Promotores estimam que os furtos atinjam valor superior a R$ 10 milhões.

Ministério da Saúde confirma duas mortes e 1.027 casos de gripe suína no Brasil

O Ministério da Saúde confirmou na tarde desta sexta-feira mais 52 novos casos de gripe suína no Brasil, elevando para 1.027 o número de pessoas infectadas pelo vírus no País desde 8 de maio. Nesta sexta-feira também o Ministério da Saúde confirmou a ocorrência de duas mortes pela gripe suína no País. O primeiro óbito confirmado foi de um caminhoneiro de 29 anos, morador de Erechim (RS), que morreu no último dia 28 após contrair a doença na Argentina. Os novos casos confirmados foram registrados nos Estados de São Paulo (13), Minas Gerais (11), Rio Grande do Sul (11), Rio de Janeiro (9), Pará (3), Tocantins (3), Alagoas (1) e Pernambuco (1). São Paulo é o Estado com o maior número de casos confirmados da doença, com 457 pessoas contaminadas; seguido pelo Rio Grande do Sul, com 129 casos; e pelo Rio de Janeiro, com 111 confirmações.

São Paulo registra primeira morte por gripe suína

A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou na tarde desta sexta-feira a primeira morte em decorrência da gripe suína no Estado: uma criança de 11 anos. De acordo com o órgão, outras duas pessoas estão internadas na UTI, sendo uma delas na capital e outra no Interior. O secretário de Saúde do Estado, Luiz Roberto Barradas, disse que há 457 casos confirmados da doença em São Paulo, sendo que outras três pessoas (além das duas em estado grave) também estão internadas. Ainda segundo o secretário, 16 pessoas com suspeita da gripe estão internadas no Estado aguardando a conclusão de exames. Moradora de Osasco (Grande São Paulo), a menina apresentou os sintomas da doença no dia 28 de junho. No dia 30, ela deu entrada em um hospital particular de Osasco, e morreu apenas seis horas após a internação, vítima de uma infecção generalizada.

Petrobras admite atuar no setor de distribuição nos Estados Unidos

A Petrobras considera que terá participação futura no mercado de distribuição de combustíveis dos Estados Unidos, mas ainda não vislumbra entrar neste negócio nos próximos cinco anos. O diretor da área Internacional da companhia, Jorge Luiz Zelada, disse nesta sexta-feira que a participação da estatal brasileira naquele mercado deverá acontecer de "forma natural", como resultado do processo de integração da cadeia do petróleo. Atualmente, a Petrobras produz e refina petróleo nos Estados Unidos. "Sempre tivemos atividade exploratória nos Estados Unidos, e agora temos o refino. Sempre que pensamos na indústria, buscamos ter integração. Se temos uma atividade de refino, é natural que se queira colocar o produto no mercado", afirmou Zelada, que fez palestra na Câmara de Comércio França-Brasil, no Rio de Janeiro.