quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Bancos privados lideram leilão da folha do INSS

Os bancos privados dominaram o primeiro dia do leilão da folha de pagamentos de novos benefícios do INSS, arrematando 15 dos 18 lotes licitados. O mineiro Banco Mercantil do Brasil e o Bradesco foram os maiores vencedores nesta quarta-feira. Ainda restam oito lotes que serão leiloados nesta quinta-feira. Em disputa está o direito de intermediar o pagamento de cerca de 377 mil novos benefícios concedidos mensalmente pelo INSS. Um representante de um dos bancos públicos disse que o apetite das instituições privadas surpreendeu na primeira etapa do leilão. A esperança dos bancos é oferecer serviços, como crédito, especialmente o consignado, seguros e investimentos a aposentados e pensionistas. O Bradesco levou cinco lotes, incluindo o da cidade de São Paulo, considerado por especialistas um dos mais interessantes, ao se dispor a pagar R$ 2,06 ao governo por cada novo benefício que intermediar na capital paulista. O Banco Mercantil do Brasil fez o melhor lance por outros cinco lotes e ficou com Minas Gerais, além de todo o Estado de São Paulo, exceto a capital. O Itaú Unibanco apresentou a melhor proposta por três lotes, que englobam interior do Rio de Janeiro, os Estados de Goiás e Paraná e o Distrito Federal. No caso paranaense, o Itaú Unibanco vai pagar ao governo R$ 2,70 por cada benefício que repassar a aposentados e pensionistas. Trata-se do maior valor que o governo vai receber. O Santander, por sua vez, terá o direito de intermediar o pagamento aos novos pensionistas na cidade do Rio de Janeiro e em Salvador e proximidades. Entre os bancos públicos, o gaúcho Banrisul levou a melhor nos dois lotes que envolvem o Rio Grande do Sul. E a Caixa Econômica Federal ficou com o lote de Santa Catarina. Até 2007, a Previdência pagava para que os bancos intermediassem o pagamento dos benefícios do INSS, com desembolso anual de cerca de R$ 250 milhões. Ao se dar conta de que se trata de uma base de dados valiosa, já que os pensionistas são clientes potenciais das instituições financeiras, o governo federal resolveu virar o jogo e cobrar dos bancos para que prestem o serviço.

Lula diz que é incapaz realizar programas sociais com baixa arrecadação

O presidente Lula defendeu nesta quarta-feira a elevada carga tributária no Brasil. Segundo ele, em um país com baixa arrecadação, o Estado não existe e é incapaz de realizar programas sociais para a população. "É uma contradição de quem vem pedir para gente para ter uma carga tributária pequena. São os empresários de países que têm a maior carga tributária do mundo e o maior estado de bem estar social. Vamos ver qual a carga tributária da Alemanha, do Reino Unido, na França , na Suécia, na Itália, nos Estados Unidos e no Canadá. Vamos ver quanto é a carga tributária para entender porque lá tem política social", disse Lula em um simpósio internacional sobre políticas sociais. Ele defendeu forte presença do Estado e pediu para que a atuação dos governos seja discutida no encontro. "O Estado no fundo, no fundo, se transforma num instrumento para atender os interesses dos ricos. É uma coisa que a gente precisa discutir. Eu quero que as pessoas quando voltem para seus países comecem a fazer esse debate porque quanto mais fraco for o Estado, menos política social faz o Estado".

Chávez anuncia acordo com a Rússia para compra de armas

O presidente venezuelano, o clown bolivariano Hugo Chávez, anunciou nesta quarta-feira que, em meados de setembro, pretende assinar na Rússia "um importante acordo de armamento", depois que encerrar uma negociação que funcionários de seu governo começarão este mês. "Será um conjunto de acordos, não só de armas, mas será um acordo importante de armamento para aumentar nossa capacidade militar operacional, a de nossos sistemas defensivos, de nossa defesa antiaérea, etc.", disse o tiranete caribenho. Chávez revelou que ligou nesta quarta-feira para o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, para pedir que receba neste fim de semana seu ministro de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, e entre 14 e 15 de agosto o vice-presidente do Executivo, Ramón Carrizález. "Estamos nos preparando com detalhe para a cúpula em São Petersburgo", afirmou. Chávez confirmou que colocou Putin a par "da ameaça" que disse representar para a Venezuela e para outras nações sul-americanas "o tema das sete bases" militares, "e talvez mais", que a Colômbia cederá aos soldados dos Estados Unidos. Nos dez anos que está à frente da Presidência venezuelana, Chávez fez grandes compras de armas à Rússia, entre elas 24 caças Sukhoi-30, 50 helicópteros MI-17, M-26 e M-35 e 100 mil fuzis AK, tudo isso por mais de US$ 3 bilhões.

Clown bolivariano Hugo Chávez anuncia novas medidas contra a Colômbia

O presidente da Venezuela, o clown bolivariano Hugo Chávez, anunciou nesta quarta-feira novas medidas comerciais contra a Colômbia. O tiranete caribenho Chávez disse que vai paralisar a importação de cerca de 10 mil carros vindos da Colômbia e anunciou ainda que irá banir uma empresa colombiana de energia de utilizar campos de petroleiros em território venezuelano. Segundo Chávez, as medidas representam um corte de cerca de US$ 7 bilhões no comércio entre os dois países. Segundo ele, essas importações serão substituídas por novos acordos com outros países como Brasil e Argentina. "Vamos substituir todas essas importações. É nossa responsabilidade porque a qualquer momento os ianques podem dizer ‘não enviem mais carne ao Chávez ou não mandem mais leite aos venezuelanos’. São os ianques que mandarão por lá, não o Uribe, a Colômbia ou ninguém mais, mas os ianques", disse o clown bolivariano. Como todo mundo sabe, a economia venezuelana é um desastre, incapaz de produzir carne, ovos, leite.

Terremoto de agosto no Rio Grande do Sul cai sobre o mundo da política

No dia 24 de agosto de 1954, o presidente da República, o gaúcho Getulio Dornelles Vargas, matou-se com um tiro no coração no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. No dia 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros, presidente da República, renunciou ao mandato, pretendendo dar um golpe de Estado, e naquele dia nasceu no Rio Grande do Sul a Cadeia da Legalidade, que tomou o País, até conseguir empossar em Brasília o presidente João Goulart. Por causa de episódios assim, o mês de agosto é conhecido como terrível para a política. Pois nesta quarta-feira, dia 5 de agosto de 2009, a tradição se confirmou. A Procuradoria da República no Rio Grande do Sul convocou uma coletiva de imprensa, já anunciada desde a véspera, para apresentar o último round da Operação Rodin. E foi mais do que um terremoto ou tsunami: pediu o indiciamento de nove personalidade do primeiríssimo naipe da política gaúcha: a governadora Yeda Crusius (PSDB); seu marido, Carlos Crusius (PSDB); a secretária da governadora, Walna Vilarins Menezes; o economista e ex-secretário Delson Martini; o economista Rubens Bordini; o deputado estadual Luiz Fernando Salvadore Zachia (PMDB), ex-presidente da Assembléia Legislativa; o deputado estadual Frederico Cantori Antunes (PP), ex-presidente da Assembléia Legislativa; o deputado federal José Otávio Germano (PP), ex-presidente da Assembléia Legislativa e ex-secretário de Segurança, que tinha toda a autoridade sobre o Detran gaúcho: e o presidente do Tribunal de Contas do Estado, ex-deputado estadual (PDT) João Luiz Vargas, igualmente ex-presidente da Assembléia Legislativa. Pela primeira vez na história gaúcha, um governador no exercício do cargo é indiciado e poderá se tornar réu em uma ação movida pelo Ministério Público Federal. A notícia da apresentação da denúncia já teve o imediato resultado de permitir a instalação de CPI na Assembléia Legislativa. Deputado estaduais do PDT concordaram em colocar sua assinatura e assim o PT consegue instalar sua CPI, peça determinante no esforço do partido para ganhar as eleições no próximo ano, com o ministro da Justiça, o peremptório Tarso Genro, comissário geral da KGB petista, a Polícia Federal. A ação ajuizada pela Ministério Público Federal é cível e por improbidade administrativa. Entretanto, não são conhecidos os termos das denúncias, o que só será possível a partir do momento em que a juíza titular da 3ª Vara Federal Criminal de Santa Maria, Simone Barbisan Fortes, decidir pela liberação da íntegra da mesma, composta por 1238 páginas. Para montar a ação, os procuradores tomaram depoimentos e analisaram 20 mil escutas telefônicas obtidas não só na Operação Rodin como também em outras três investigações, entre elas a Operação Solidária. Aliás, quando esta Operação for detonada, a informação corrente é de que cairá meio PMDB gaúcho. Se a Justiça aceitar o pedido dos procuradores, a governadora Yeda Crusius será afastada temporariamente do cargo e ficará sujeita à perda definitiva do mandato e dos direitos políticos. Os procuradores também pediram a indisponibilidade dos bens dos denunciados. Isto colocará indisponível um bom número de mansões na praia de Atlântida, no litoral norte gaúcho, como a do deputado estadual Luiz Fernando Zachia, assim como seu apartamento de cerca de 600 metros quadrados em Porto Alegre, no sofisticado bairro Bela Vista. O deputado estadual Luiz Fernando Zachia, que preside o PMDB da capital gaúcha, deverá ser pressionado para sair do cargo, o qual poderá ser ocupado por um dos seus principais homens de confiança, o bancário Roni Marques Correa, desde que Hermínio Bittencourt, ex-diretor administrativo e financeiro do Detran por indicação de Zachia, virou réu da Operação Rodin e caminhou para o ostracismo. Em nota oficial emitida na noite desta quarta-feira, o governo gaúcho afirma que o anúncio feito por procuradores do Ministério Público Federal, do ajuizamento de ação de improbidade administrativa contra vários agentes públicos, deixou estarrecidos todos quantos defendam o Estado Democrático de Direito, “que é fundamentado em liberdades, direitos e deveres pelos quais as instituições republicanas devem zelar”. O texto prossegue chamando atenção para o fato de que as pessoas citadas publicamente pelo Ministério Público sequer conhecem a ação a que terão de se defender. No entendimento do governo do Estado, é inacreditável que cidadãos agentes públicos possam ser atacados por outros agentes públicos sem serem notificados dos fatos que lhe são imputados.

Os nove denunciados na ação de improbidade pelo Ministério Público Federal gaúcho

Carlos Crusius, ex-marido da governadora
Professor aposentado da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Até janeiro deste ano ele presidiu o Conselho de Comunicação do governo Yeda Crusius (PSDB). Após um desentendimento público entre a governadora e o ex-marido, o órgão foi extinto. É diretor do Instituto Teotônio Vilela, ligado ao PSDB. É o terceiro caso ostensivo de situação conflitante vivenciada por casal governante. O ex-governador Synval Guazzelli separou-se de sua mulher, a então deputada estadual Ecléa (PMDB), quando era vice-governador de Pedro Simon e vivia em Brasilia (Ecléa convocou a imprensa para declarar que, a partir daquele instante passava a se chamar “Fernandes”); e o ex-governador Alceu Collares nomeou sua mulher Neusa Canabarro secretária de Educação e pagou alto preço por isso;
Delson Martini, ex-secretário-geral de Governo
Ex-aluno, amigo íntimo da governadora Yeda Crusius e filiado ao PSDB, o economista trabalhou com ela no Ministério do Planejamento, durante o governo Itamar Franco, quando Yeda foi ministra por indicação de Pedro Simon; Delson Martini foi diretor administrativo-financeiro do Grupo Hospitalar Conceição durante o governo Fernando Henrique Cardoso; no início do atual governo, assumiu a presidência da CEEE e, em seguida, a Secretaria-Geral de Governo;
Frederico Cadori Antunes, deputado estadual (PP)
Formado em Agronomia, iniciou a carreira política como vereador em Uruguaiana; é deputado estadual e presidiu a Assembléia do Rio Grande do Sul no primeiro ano da atual legislatura, tendo como seu chefe de gabinete Luis Carlos Leivas Melo, o Melinho (PMDB), ex-chefe de gabinete do ex-governador Germano Rigotto (PMDB); Frederico foi secretário de Obras no governo Germano Rigotto, e era um dos assíduos visitantes de Antonio Dorneu Maciel (réu no processo penal da Operação Rodin) no flat em que este morava na Avenida Independência, em Porto Alegre;
João Luiz Vargas, ex-deputado pelo PDT e presidente do Tribunal de Contas do Estado
O presidente do Tribunal de Contas do Estado é investigado formalmente pela Polícia Federal e Ministério Público Federal com autorização do Superior Tribunal de Justiça; esteve envolvido na Operação Rodin, que apurou a fraude que desviou mais de 44 milhões de reais do Detran gaúcho; mantém estreitas ligações com José Fernandes, dono da Pensant (empresa mãe na fraude do Detran), consultoria na qual teve participação; há uma enorme quantidade de informações circulando em Porto Alegre e em todo o Estado sobre venda de pareceres em processos no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (é examinado um parecer que permitiu reintegrações de funcionários demitidos da administração indireta durante o governo Olívio Dutra, o que ocorreu no final do governo Germano Rigotto); João Luiz Vargas foi deputado estadual pelo PDT e ex-presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, assim como Frederico Antunes (PP);
José Otávio Germano, deputado federal do PP
José Otávio Germano começou sua carreira política elegendo-se vereador em Cachoeira do Sul, em 1988; dois anos mais tarde elegeu-se deputado estadual e já estreou na Assembléia Legislativa gaúcha sendo apresentado como um dos mais promissores políticos da então jovem safra, especialmente por ser filho de Otávio Germano, velha liderança da antiga Arena; destacou-se na Constituinte gaúcha e também por ter sido um dos primeiros aprovados, junto com o atual deputado federal Jorge Alberto Portanova Mendes Ribeiro Filho (PMDB), em um polêmico concurso para delegado da Polícia Civil gaúcha, anulado pelo então governador Alceu Collares (PDT) pelas fortes suspeitas de fraude e de venda de gabaritos; seu nome surgiu com força na Operação Rodin, mas havia escapado de indiciamento, apesar de sua fortíssima vinculação com dois ex-presidentes da autarquia que são réus na ação penal, Ubiratan dos Santos e Flávio Vaz Neto; é conhecido também pelo apelido de “Fala Chefia”, modo como se referia nas ligações telefônicas interceptadas com um dos principais personagens da Operação Rodin, Antonio Dorneu Maciel; foi secretário dos Transportes de 1997 a 1998 e da Segurança Pública de 2003 a 2006, no governo Germano Rigotto (PMDB), quando teve o comando do Detran;
Luiz Fernando Záchia, deputado estadual do PMDB
Ex-presidente da Assembléia Legislativa, ex-chefe da Casa Civil, ex-secretário de Relações Internacionais e Desenvolvimento, Luiz Fernando Zachia, assim como José Otávio Germano, escapou por um ano da Operação Rodin, agora sendo alcançado; ele foi responsável pela nomeação, durante o governo Germano Rigotto (PMDB), do diretor financeiro do Detran gaúcho, Hermínio Bittencourt, réu na ação penal da Operação Rodin, que tramita na 3ª Vara Federal Criminal em Santa Maria: nenhum dinheiro saía ou entrava no Detran sem passar pela mão de Hermínio, velho personagem ligado à carreira política de Zachia, desde quando ele era apenas um dirigente do Internacional, e depois como vereador na Câmara Municipal de Porto Alegre, onde Zachia foi presidente no ano de 2001; Zachia também foi denunciado, pelo lobista Lair Ferst, de receber “mensalão” da empresa Engebras (que cuida dos pardais nas estradas gaúchas) de 100 mil reais (seu colega de bancada, deputado estadual Alexandre Postal, do PMDB, também ex-secretário estadual de Transportes no governo Rigotto, foi acusado no mesmo documento de Lair Ferst de receber “mensalão” da Engebras no valor mensal de 150 mil reais); a família Zachia demonstra uma grande atração pelo Detran, a ponto de sua filha, Fernanda Zachia, ter feito concurso para a autarquia, passando entre os dez primeiros colocados; durante sua gestão como presidente da Assembléia Legislativa gaúcha, Zachia montou um polêmico projeto de comunicação chamado “Pacto pelo Rio Grande”, tendo sido gerenciado pela empresa Pensant, de José Fernandes (considerado um dos cabeças da fraude do Detran), pelo ex-deputado estadual Cesar Busatto (PPS) e pelo jornalista José Barrionuevo;
Rubens Bordini, vice-presidente do Banrisul indicado pelo PSDB
Foi aluno do casal Crusius na Faculdade de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; é ligado ao PSDB, trabalhou no Grupo Hospitalar Conceição como assistente da direção e atualmente é vice-presidente do Banrisul; foi tesoureiro da campanha da governadora Yeda Crusius;
Yeda Crusius (PSDB), governadora do Estado
Formada em Economia pela Universidade de São Paulo, Yeda Crusius se mudou para Porto Alegre em 1970, após se casar com o também economista Carlos Augusto Crusius; lecionou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde ocupou cargos de chefia e coordenação, além de ter sido diretora da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS; começou sua carreira política em 1990, quando ingressou no PSDB; durante o governo de Itamar Franco, em 1993, foi ministra do Planejamento; foi deputada federal e concorreu à prefeitura de Porto Alegre duas vezes;
Walna Vilarins Meneses, assessora da governadora
É assessora de confiança de Yeda Crusius há cerca de 15 anos; ela a herdou do gabinete do ex-deputado federal Luiz Roberto Andrade Ponte, também ex-ministro chefe da Casa Civil.

Oposição diz que vai recorrer do arquivamento das acusações contra Sarney

A oposição vai recorrer da decisão do presidente do Conselho de Ética do Senado Federal, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), de arquivar sumariamente quatro acusações contra o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP). Líderes do DEM e PSDB afirmaram que, se o conselho derrubar o recurso, vão apresentar novo pedido de reconsideração ao plenário do Senado. "Vai ser uma batalha porque tudo vai parar no plenário. Isso impõe que a gente não tome decisões individuais, mas sim que ajamos individualmente. O importante é estarmos juntos, a situação do presidente Sarney é insustentável", disse o líder do PSDB no Senado Federal, senador Arthur Virgílio (AM). A oposição espera conseguir a adesão da maioria dos senadores para aprovar o recurso contra o arquivamento, caso o pedido chegue à análise do plenário.

Secretária de Roseana Sarney recebeu verba indenizatória

A governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) pagou com verba indenizatória no começo do ano, enquanto era senadora, R$ 12 mil a uma empresa que pertence à secretária de Desenvolvimento Agrário do Maranhão, Conceição Andrade. A Pads Assessoria de Desenvolvimento Social, em São Luís, recebeu o dinheiro. O porteiro do prédio informou que no apartamento morava Conceição Andrade e não havia ali nenhuma empresa. Criada em dezembro de 2007, a Pads tem capital social de R$ 5.000,00 e Conceição possui 50% de participação na empresa. A outra sócia é Liana Maria Lindoso Piedade, que também trabalha no governo de Roseana como assessora de Conceição na secretaria.

Juiz da censura terá de explicar relações com família Sarney

O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, terá de explicar ao Conselho Nacional de Justiça suas relações com a família Sarney. O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, vai determinar que ele se manifeste sobre a representação encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça pelo líder do PSDB no Senado Federal, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que aponta a amizade do magistrado com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e com o ex-diretor da Casa, o inefável Agaciel Maia. A análise do caso pelo Conselho Nacional de Justiça pode indicar se o desembargador deveria ou não se dar por suspeito para julgar o pedido de liminar feito ao Tribunal de Justiça por Fernando Sarney. Filho do presidente do Senado, Fernando conseguiu liminar para impedir que o jornal O Estado de S. Paulo publique informações sobre as investigações da Polícia Federal que envolvam seu nome.

Conselho de Ética tem outras sete acusações contra Sarney para analisar

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se livrou nesta quarta-feira de várias de várias denúncias e representação no Conselho de Ética. Sarney, mas ainda é alvo de outras sete acusações. Na avaliação dos parlamentares, está nas mãos da bancada do PT, a segunda maior na Casa, com quatro votos no colegiado, a decisão de abrir processos contra Sarney. Paulo Duque terá que se posicionar ainda sobre três representações do PSDB e uma do PSOL, além de duas denúncias protocoladas pelo líder do PSDB, senador Arthur Virgílio, e pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e outra que foi protocolada por individualmente por Arthur Virgílio. São acusações de tráfico de influência, ocultação de informações à Justiça Eleitoral e responsabilidade pelos atos secretos. O prazo final para que o presidente do colegiado se posicione sobre essas ações termina na sexta-feira, mas ele anunciou que deve tratar delas somente na próxima quarta-feira.

Sarney divide responsabilidade sobre crise e acusa colegas de editarem atos secretos

No discurso de mais de meia hora realizado nesta quarta-feira no plenário do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), adotou a estratégia de dividir responsabilidades com os demais parlamentares sobre as denúncias a que responde no Conselho de Ética da instituição. Além de se declarar inocentes das acusações, Sarney disse que muitas práticas adotadas por ele ao longo de seus mandatos na Casa foram seguidas por outros senadores. Munido de slides reproduzidos em um telão, Sarney apresentou uma tabela com nomes de ex-presidentes do Senado que também seriam responsáveis por atos secretos editados na Casa. Sarney mostrou que, em seus dois mandatos, foi responsável pela não-publicação de 88 atos secretos e 33 boletins administrativos pelo Senado entre os anos de 1995 e 2009, enquanto o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) editou 260 atos secretos e 129 boletins no período em que esteve na presidência. O líder do PMDB aparece como recordista de atos não-publicados no Senado, seguido pelo ex-presidente do Senado Garibaldi Alves (PMDB-RN), responsável por 207 atos secretos e 106 boletins não publicados. O presidente do Senado também insinuou, no discurso, que vários senadores aceitaram pedidos de ex-diretores da Casa para a contratação de parentes na instituição. Sarney mencionou os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que teriam contratado respectivamente um filho de João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos do Senado, e a ex-nora do ex-diretor. "Eu tenho aqui as relações feitas pelos senadores que pediram a nomeação dos filhos do senhor Zoghbi. E colocaram como se fosse eu", afirmou Sarney.

Sarney diz que nunca processou jornalista, mas processa quatro ao mesmo tempo

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), já processou jornalistas, ao contrário do que afirmou em uma nota divulgada na segunda-feira para justificar o processo movido por seu filho, Fernando Sarney, contra o jornal O Estado de S. Paulo. Na ação, Fernando Sarney pediu para o Tribunal de Justiça do Distrito Federal proibir o jornal de veicular gravações da Polícia Federal que envolvessem seu nome. Em decisão liminar, o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça, atendeu ao pedido. No texto da nota em que afirma que o pedido não partiu dele, o presidente do Senado diz que não teria sido consultado sobre a iniciativa, que seria "de exclusiva responsabilidade de Fernando e de seus advogados" e que seria "uma distorção de má fé" responsabilizá-lo pelo fato. Sarney afirmou ainda que jamais processou jornalistas: "Todo o Brasil é testemunha de minha tolerância e minha posição a respeito da liberdade de imprensa, nunca tendo processado jornalista algum”. No entanto, ao contrário do que disse, o senador move pelo menos quatro ações contra jornalistas. As ações constam do banco de dados do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Três dos processos são contra o Jornal Pequeno, do Maranhão. Dois deles foram protocolados em abril e novembro do ano passado e uma das causas em maio deste ano. De acordo com a informação do Tribunal de Justiça, as três ações teriam como objetivo a reparação de danos. O primeiro processo contra o jornal já foi julgado em primeira instância. Segundo a decisão, o presidente pede na ação indenização por danos morais no valor de R$ 220 mil. Na decisão, o juiz acatou parcialmente os argumentos de Sarney e condenou o jornal ao pagamento de R$ 50 mil. O quarto processo é movido pelo presidente contra o jornalista e deputado estadual João Mellão Neto (DEM-SP), também visando indenização por danos morais. Político brasileiro, de Norte a Sul, adora encher a boca e dizer que é democrata, que nunca processou jornalista. No escurinho de alguns escritórios de advocacia, onde fazem acordos em torno das indicações do quinto constitucional, esses “democratas” não vacilam em processar jornalistas a torto e a direito, para silenciá-los. Um dos métodos para silenciar jornalista é meter-lhe um processo. Primeiro, porque toma tempo; segundo, porque sai caro. O Editor de Videversus, jornalista Vitor Vieira, leva processo de alguns desses democratas, como o ex-presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Alceu Moreira (PMDB), braço direito do deputado federal Eliseu Padilha (PMDB). Alceu Moreira é investigado pela Polícia Federal e Ministério Público Federal no âmbito da Operação Solidária, a próxima a causar um terremoto no Rio Grande do Sul com suas revelações. O jornalista Vitor Vieira também é processado por João Osório Ferreira, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, ex-deputado estadual do PMDB. É outro democrata que diz não gostar de processar jornalista. E, nesta quarta-feira, enquanto Sarney discursava no Senado Federal, tecendo loas a seu próprio espírito democrático, o jornalista Vitor Vieira comparecia a audiência no Foro Central de Porto Alegre, de processo que lhe move o vereador Sebastião Melo (PMDB), outro democrata que abriu sua manifestação durante a audiência dizendo que nunca tinha processado jornalista. Bem, agora processa, e em dois processos (um criminal e outro cível). Sebastião Melo, presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, é uma das cabeças coroadas do PMDB do Rio Grande do Sul, e já está em campanha eleitoral para a disputa de uma vaga na Assembléia Legislativa do Estado no próximo ano, em dobradinha com o agora denunciado deputado estadual Luiz Fernando Salvadori Zachia (PMDB), que pretende concorrer a deputado federal. Záchia, além de tudo, é presidente do principal diretório do PMDB no Rio Grande do Sul, o de Porto Alegre. Finalmente foi denunciado como participante da fraude do Detran, no desdobramento da Operação Rodin, que já tem 39 réus respondendo a processo na 3ª Vara Federal Criminal em Santa Maria.

Sarney diz não saber quem é rapaz de quem foi padrinho de casamento

O presidente do Senado, José Sarney, anda com a memória curta. Não tem nada a ver com a sua idade no particular, mas com a sua idade no geral. No discurso que fez nesta quarta-feira, cheio de explicações, ele disse não ter a menor idéia de quem era Rodrigo Cruz. Ora, é uma coisa de enlouquecer. Ele foi padrinho de casamento do rapaz há poucos dias. É o cara que casou com Mayanna Maia, filha do notório e inefável Agaciel Maia, homem de José Sarney. Por suas mãos passou a grande maioria dos atos secretos do Senado. Outro grande momento de José Sarney foi negar a prática de nepotismo no episódio em que atuou para arrumar emprego para o namorado da neta. Afinal, disse, favor “a uma neta não se nega”. É um gigante da lógica! E se indignou com o fato de a história ter vindo a público em uma gravação. Chamou o procedimento de ilegal e afirmou tratar-se de um assunto familiar.

Presidente do Conselho arquiva quatro acusações contra Sarney e uma contra Renan

A estratégia de defesa do presidente do Senado Federal, senador José Sarney (PMDB-AP), traçada por aliados, foi confirmada nesta quarta-feira pelo presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ). Integrante da tropa de choque de Sarney, ele lançou mão da prerrogativa do cargo e arquivou sem discussão quatro das 11 acusações que foram apresentadas ao colegiado contra o presidente da Casa. Na defesa de mais um aliado, Paulo Duque engavetou ainda uma representação do PSOL contra o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL). Cabe recurso da decisão pelo arquivamento, mas ao próprio plenário do conselho, que tem maioria governista. Só cinco dos 15 membros são da oposição. "É uma decisão pessoal do presidente. Quero avisar que são dois dias para recorrer da minha decisão após a publicação. Feito isso, o conselho em sua totalidade vai julgar, se não estiverem de acordo. Essa é a regra e não fui eu quem fiz. Quero dizer ainda que procurei caprichar nos pareceres feitos para os cinco processos. É um despacho muito jurídico, baseado nas decisões do Supremo Tribunal Federal, a instância adequada para julgar parlamentares", disse. O presidente do conselho rejeitou a denúncia apresentada pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) que pedia investigação de Sarney por supostamente ter beneficiado a empresa de um neto que atuava no mercado de crédito consignado no Senado Federal. Paulo Duque argumentou que a denúncia se referia a episódio ocorrido em outra Legislatura e não tinha fundamentação compatível com a abertura de investigação. Em seguida, Paulo Duque rejeitou outra denúncia de Arthur Virgílio, que tratava da responsabilidade de Sarney sobre irregularidades em um convênio de R$ 1,3 milhão da Petrobras com a Fundação Sarney, entidade criada pelo presidente do Senado. O presidente do colegiado alegou que a denúncia se pautava em notícias publicadas nos jornais e por isso não atendiam aos requisitos regimentais. A terceira denúncia, também rejeitada por Paulo Duque, também diz respeito à Fundação José Sarney. Segundo a denúncia apresentada por Arthur Virgílio, o presidente do Senado teria usado o cargo para facilitar a celebração de contratos entre a Petrobras e a Fundação. Paulo Duque pediu para Gim Argello (PTB-DF) ler esta decisão. Neste caso, Paulo Duque destacou que os fatos são anteriores ao mandato e que por ser suspeita de crime comum deveriam ser analisadas pelo Supremo Tribunal Federal. As outras representações (uma contra Sarney e outra contra Renan, apresentadas pelo PSOL) pediam a investigação da responsabilidade dos dois senadores sobre os 663 atos secretos do Senado. As matérias foram rejeitadas porque também tinham como base reportagens publicadas pela imprensa.

Conselho de Ética recebe representação do PMDB contra senador Arthur Virgílio

O Conselho de Ética do Senado Federal recebeu representação do PMDB contra o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM). Assinada pela presidente em exercício do partido, deputada Íris de Araújo (GO), a pedido da cúpula do partido no Senado, a representação acusa Arthur Virgilio de quebra do decoro parlamentar. A representação não foi surpresa para Arthur Virgílio, que tinha sido avisado pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), de que seu partido não perdoaria o fato de o PSDB ter levado o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ao Conselho de Ética. De acordo com a acusação, um servidor do gabinete de Arthur Virgílio ficou 13 meses estudando na Espanha com os salários pagos pelo Senado Federal. Em consequência da denúncia, o líder do PSDB está devolvendo ao Senado, parceladamente, um total de R$ 210 mil. Arthur Virgílio é um dos senadores que mais pressionam pela renúncia de Sarney à presidência da Casa.

Paulo Duque nega rótulo de "engavetador" mas diz que tem "poder imperial" para arquivar

O presidente do Conselho de Ética do Senado Federal, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), negou nesta quarta-feira o rótulo de "engavetador" de processos contra o senador José Sarney (PMDB-AP) que tramitam no colegiado. Paulo Duque disse, porém, que tem "poder imperial" concedido pelo regimento interno do Senado ao presidente do conselho para arquivar as cinco representações contra o peemedebista. "O Código de Ética dá essa oportunidade de arquivamento. O presidente do conselho tem poder imperial, aceita ou não as denúncias", afirmou. Em tom irônico, Paulo Duque disse que não teme ficar com sua imagem arranhada junto aos seus eleitores depois de arquivar individualmente as representações contra Sarney. "Eles sabem que eu sou o sujeito mais bonito do mundo. São oito mandatos parlamentares. Sou o senador mais duro financeiramente do Senado", afirmou.

Oposição tem pronto manifesto pedindo afastamento temporário de Sarney

O líder do Democratas (DEM-RN), senador José Agripino Maia (DEM-RN), informou nesta quarta-feira que seu partido e o PSDB já assinaram um documento suprapartidário requerendo o afastamento temporário do presidente do Senado Federal, senador José Sarney (PMDB-AP), até que se esclareça o possível envolvimento do parlamentar em denúncias, que já estão sob a apreciação do Conselho de Ética. Agripino acrescentou que aguarda a assinatura ao documento das lideranças do PSB, PDT e PT, como teria sido acertado na terça-feira em uma reunião no gabinete do presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), pouco antes da declaração de José Agripino, afirmou também no plenário do Senado que, em nenhum momento, recebeu proposta desses partidos para assinar qualquer manifesto pelo afastamento de Sarney.

Sarney atribui denúncias a seu apoio ao governo Lula

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse na tarde desta quarta-feira, durante o seu discurso de cerca de 50 minutos, que as "inverdades e as críticas das quais está sendo vítima" se devem a sua posição política de apoio ao governo Lula. Segundo ele, essas críticas são uma campanha para desestabilizá-lo: “Tenho minha posição política que adotei com coragem de apoio ao presidente Lula. Permaneço pelo Senado, para que saiba que me fez presidente para cumprir meu mandato. Nunca meu nome foi envolvido em qualquer escândalo. Agora as acusações que me foram feitas nas diversas representações ao Conselho de Ética nenhuma coisa se refere a dinheiro ou atos ilícitos ou coisas com dinheiro público. São coisas que não representam nenhum desvio ético. São coisas menores, que podem ser jogadas e manipuladas”. Sarney afirmou ainda nunca ter contratado nenhum parente para sua assessoria e procurou rebater todas as denúncias sobre seus parentes no Senado. Ele admitiu apenas a contratação de uma sobrinha que atuou no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS). Sarney justificou dizendo que o marido de sua sobrinha tinha sido transferida para o Mato Grosso do Sul. Sobre o neto acusado de usar o prestígio da família para intermediar contratos de crédito consignado com a Casa, Sarney negou a acusação. Sarney reiterou que não tem responsabilidades administrativas na Fundação José Sarney. Ele exibiu aos senadores trecho do estatuto da fundação que assegura ao instituidor da fundação "delegar total ou parcialmente" seus poderes e também trecho de documento em que ele delega tais poderes por cinco anos ao presidente da fundação, José Carlos Souza e Silva.

Ameaças de Renan Calheiros a Pedro Simon se referem ao filho do senador gaúcho

A ameaça do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) contra seu colega Pedro Simon (PMDB-RS) está relacionada às atividades do filho do senador gaúcho. Durante o bate-boca da última segunda-feira, o alagoano tentou intimidar Simon e perguntou sobre a Portosol. A insinuação se deve à atuação de Tiago Simon, que, em 2003, durante o governo de Germano Rigotto, foi indicado para ocupar diretoria na Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais. Com isso, também ocupou cargos na Ong de crédito Portosol. Outro assunto abordado por Calheiros foi a importação de carne de Chernobyl (Ucrânia), local onde houve um acidente nuclear em 1986. O advogado Tiago Chanan Simon não trabalha mais para o governo do Estado do Rio Grande do Sul. Ex-diretor do Departamento de Desenvolvimento Empresarial da Secretaria de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais (Sedai), o filho de Simon pediu exoneração para dedicar-se à iniciativa privada. Seu ato de exoneração foi assinado no dia 14 de julho e publicado no último dia 30 no Diário Oficial. Tiago Chanan Simon era o responsável pelo projeto Redes de Cooperação, que integra o programa estruturante Mais Trabalho mais Futuro. Ele já estava na Sedai desde 2003, no governo do peemedebista Germano Rigotto, quando o secretário era Luís Roberto Ponte. De qualquer forma, era um caso de nepotismo, embora pareceres providenciais invoquem que não haveria nepotismo em esferas diferentes de Poder. Ora, nepotismo é, porque é filho de senador e que preside um partido no Estado, o PMDB, e por isso foi nomeado em cargo em comissão. Então, durante seis anos, Simon e o PMDB gaúcho não viram problemas em Tiago Simon ficar no governo? Pedro Simon era quem negociava cargos no governo, como presidente do partido no Estado. Agora, quando se agudiza a crise no Senado Federal, então agora o filho de Pedro Simon, Tiago Simon, decide que quer procurar seu caminho na vida privada?!!!! A Portosol é uma Ong vinculada à prefeitura de Porto Alegre e ao governo do Estado para a concessão de microcrédito. É uma criação da gestão petista na capital gaúcha. Tiago Simon presidiu a Portosol (uma espécie de financeira) entre março de 2006 e novembro de 2008. Deixou o cargo quando da assinatura de um convênio com o Ministério do Trabalho

BNDES estuda financiamento para remodelação do estádio Beira-Rio

Em uma reunião realizada em Brasília, entre o vice-presidente de patrimônio do Inter, Emídio Ferreira, e técnicos do Ministério do Esporte e do BNDES, abriu-se a possibilidade de o banco financiar o projeto Gigante Para Sempre. Assim, a entidade ajudaria o Internacional a adaptar o Beira-Rio para a realização de jogos pela Copa do Mundo de 2014. Não é só o Beira-Rio que pode ser beneficiado. O BNDES estuda abrir uma linha de financiamento exclusiva para construção e reforma de estádios que receberão jogos do Mundial. Na reunião, o dirigente do Inter apresentou detalhes do projeto e o financiamento da modernização do Beira-Rio, estádio credenciado junto à Fifa para receber os jogos realizados em Porto Alegre pela Copa. A obras de modernização do estádio, estimadas em cerca de R$ 130 milhões, deverão ter como principais fontes de financiamento a venda da área do Estádio dos Eucaliptos, as receitas com os associados e com a comercialização dos novos camarotes, além da parceria de investidores privados.

Ministério Público pede que TSE casse mandato de deputado da Paraíba

O Ministério Público Eleitoral da Paraíba pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação do mandato do deputado estadual Fabiano Carvalho de Lucena (PSDB) pela prática de corrupção eleitoral e abuso de poder econômico. De acordo com o Ministério Público, durante a campanha eleitoral de 2006, Fabiano Carvalho, que disputava a reeleição, teria sido beneficiado por compra de votos de cerca de 3.000 eleitores de João Pessoa. Segundo a denúncia, foi paga a quantia de R$ 20,00 a cada eleitor. Na análise do processo, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba negou o pedido do Ministério Público e manteve o mandato do deputado por entender que não ficou demonstrada, de forma incontestável, a participação efetiva do deputado na suposta comercialização dos votos e nem a potencialidade da conduta para influenciar o resultado da eleição.

Clown bolivariano Chávez agora diz que armas da Venezuela achadas com Farc foram roubadas

O presidente da Venezuela, o clown bolivariano Hugo Chávez, afirmou nesta quarta-feira que as armas suecas das Forças Armadas venezuelanas que foram apreendidas com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, organização terrorista e traficante de cocaína) foram roubadas em 1995 em um ataque a uma base venezuelana. Para Chávez, o caso está sendo utilizado para "calar" a reação ao acordo militar que a Colômbia negocia com os Estados Unidos. O tiranete do Caribe mostrou uma ata de 1995, que relata como as Farc teriam levado de uma base no Estado de Apure, na fronteira com a Colômbia, "tudo o que estava no parque, munições, 18 fuzis automáticos leves e cinco lança-foguetes AT4". Chávez disse que os lançadores de foguetes apreendidos com a organização terrorista e narcotraficante colombiana são "inúteis" e foram usados pelo governo da Colômbia em uma manobra "suja" contra seu governo. Que falta faz um Chaplin para realizar um segundo filme “O Grande Ditador” sobre esta figura sinistra do Caribe.

Contêineres de lixo enviados ao Brasil são repatriados ao Reino Unido

Os contêineres de lixo enviados pela Inglaterra aos portos brasileiros foram quase integralmente encaminhados ao Reino Unido, segundo informou o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), nesta quarta-feira. O instituto indicou ainda que o navio da companhia MSC Mediterranean Ship partiu às 14 horas do Porto de Santos (litoral de São Paulo). Segundo Ingrid Maria Furlan Oberg, chefe regional do Ibama em Santos, os 41 contêineres no porto da cidade foram juntados a outros 40 provenientes do Rio Grande do Sul, em um total de 1.477 toneladas. O carregamento do Rio Grande do Sul saiu do Estado na última segunda-feira. Agora, o lixo ruma para o porto de Felixtowe, na Inglaterra. Videversus já cansou de avisar, mas ninguém quer saber de investigar: o Rio Grande do Sul é lixeira do mundo há muito tempo. Há contêineres inteiros enterrados na famigerada Vala 7 do aterro da empresa Utresa, em Estância Velha. Esses contêineres vieram do Exterior.

Presidente da Bolívia diz que Farc são instrumento dos Estados Unidos

O presidente da Bolívia, o índio cocaleiro trotskista Evo Morales, disse nesta quarta-feira que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, organização terrorista e traficante de cocaína) se tornaram "o melhor instrumento" dos Estados Unidos para justificar uma mobilização militar na região. O chefete dos índios produtores da folha de coca recebeu na terça-feira uma rápida visita do presidente colombiano, Álvaro Uribe, que percorre vários países da região para explicar a sua aliança militar com os Estados Unidos. O índio cocaleiro trotskista Evo Morales insistiu que a prorrogação do acordo militar entre Bogotá e Washington é um problema para toda a América Latina. "Que diziam os Estados Unidos para invadir o Iraque? Que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa. Onde estão? O objetivo era Saddam Hussein. Na nossa região o pretexto é a luta contra o narcotráfico", disse o chefete cocaleiro Morales para os jornalistas. "Quero dizer algo, as pessoas que estão nas Farc são o melhor instrumento do império neste momento", acrescentou o cocaleiro trotskista Evo Morales. Ele conclamou os terroristas e narcotraficantes das Farc a que abandonem a luta armada e a buscar pacificamente mudanças políticas. Ele citou como exemplo a própria Bolívia: "Nossa experiência é fazer revolução na democracia". O presidente cocaleiro trotskista confirmou que proporá na próxima cúpula do bloco regional Unasul, na próxima segunda-feira, em Quito, uma resolução para rejeitar a concessão de bases militares a tropas norte-americanas na região. "Não é possível que agora se concentrem tantos aviões, tanto aparato técnico-militar na Colômbia. Isso não é contra as Farc, não é contra o narcotráfico, é contra a região. Temos a obrigação de rejeitá-lo, para defender a dignidade dos bolivianos e de toda a América do Sul", disse o cocaleiro trotskista. Mas, que tal, hein? E isto ele não chama de intervenção na vida de outra nação. Quanto a ele, pode fazer quantos acordos quiser com a Rússia e a república islâmica fascista do Irã, que se considera com todo direito.

Supremo mantém monopólio dos Correios em serviços postais

O plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quarta-feira manter o monopólio dos Correios no País. Por seis votos a quatro, os ministros do Supremo julgaram que a lei 6.538/78, que trata do tema, é constitucional. De acordo com a sentença, cartas, cartões-postais e malotes só poderão ser transportados pela empresa pública, enquanto os outros tipos de correspondências, como jornais e revistas, e as encomendas poderão ser entregues por empresas privadas. O Supremo julgou nesta quarta-feira a ação movida pela Abraed (Associação Brasileira de Empresas de Distribuição) contra o monopólio dos Correios nos serviços postais. A Abraed questionava a constitucionalidade da lei que regulamenta esse tipo de serviço no País. Prevaleceu a posição dos ministros que julgaram que o serviço postal deve ser mantido exclusivamente pela União.

Mais da metade dos venezuelanos reprovam clown bolivariano Hugo Chávez

Mais da metade da população da Venezuela acha que a situação do país sob o governo do presidente Hugo Chávez, o clown bolivariano, é negativa e que o tiranete do Caribe está se tornando um ditador, revela a análise semestral do Grupo Keller e Associados divulgada nesta quarta-feira. Segundo a pesquisa, a falta de resposta do governo aos problemas dos cidadãos, os ataques chavistas à propriedade privada e aos meios de comunicação, os conflitos trabalhistas e sociais e a falta de aceitação ao modelo político que Chávez tenta impor no país fazem com que a opinião pública rejeite o bolivarianismo. Desde o último levantamento, a avaliação negativa da situação do país cresceu dez pontos percentuais e chegou aos 54%. Ao responderem se Chávez estava governando bem o país, 52% dos venezuelanos disse não aprovar a administração do atual presidente. Na pergunta se o presidente estava se tornando um ditador, 51% respondeu de forma positiva. Sobre a corrupção, 64% acham que o mandatário conhece os casos e é responsável por eles.

Governo confirma 2.959 casos de gripe suína e 96 mortes até 30 de julho

O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira 2.959 casos de gripe suína no País, entre 25 de abril e 1º de agosto, e ao menos 96 mortes em decorrência da doença até o dia 30 de julho. Porém, após esta data, as secretarias de Saúde de alguns Estados já confirmaram novas mortes e, até terça-feria, o total de óbitos chegava a 129 no Brasil. Segundo o ministério, as mortes anunciadas após esta data pelas secretarias estaduais deverão ser contabilizadas no próximo boletim, que deve ser divulgado na semana que vem. Até terça (4), por exemplo, segundo as secretarias estaduais de Saúde, São Paulo registrava 50 mortes em decorrência da doença, seguido do Rio Grande do Sul (29), Paraná (25) e Rio de Janeiro(19). Já no balanço do governo federal, foram somadas apenas 38 mortes em São Paulo, 28 no Rio Grande do Sul, 14 no Rio de Janeiro, 15 no Paraná e uma morte na Paraíba, considerando os casos enviados pelas secretarias estaduais ao ministério até 30 de julho. No balanço desta quarta-feira também não foram incluídas as três primeiras mortes registradas em Santa Catarina. Até o dia 30 de julho, dos 844 pacientes cujos casos foram considerados graves, 96 morreram, o que representa uma taxa de mortalidade de 11.4%. Ainda de acordo com o balanço, a maioria das vítimas era do sexo feminino (54,2%) e, entre mulheres, 14 eram gestantes.

Receita Videversus – aprenda a fazer papiros de berinjela com a chef de cuisine Simone Nejar

Nesta quarta-feira passei o dia praticamente soterrada por papéis e processos. São os chamados ossos do ofício. E de tanto pensar no prato que criaria para a nossa Receita Videversus, resolvi aproveitar a papelada para me inspirar. Hoje vamos fazer algo criativo, papiros de berinjela. Foram os egípcios, por volta de 2500 a.C., que criaram a técnica do papiro, o ancestral do papel, que, por sinal, deve ser o ancestral do computador, e aí está o processo virtual, que não me deixa mentir. O papiro era feito a partir do miolo poroso do talo da planta, cortado em lâminas finas que depois eram mergulhadas em vinagre, secas e prensadas. O peso da prensa fazia com que as finas lâminas se misturassem homogeneamente para formar o papel amarelado, pronto para ser usado. O papiro pronto era, então, enrolado a uma vareta de madeira, formando o rolo que seria usado na escrita. Nosso prato de hoje, muito rápido e simples de fazer, são os papiros de berinjela, que também podem ser feitos com abobrinha italiana (aquela comprida). Vamos pegar duas berinjelas inteiras, lavadas e com casca, e cortá-las longitudinalmente em fatias de um centímetro de espessura, salgando-as e fritando-as rapidamente em uma frigideira com pouco azeite ou óleo. Na mesma frigideira, vamos acrescentar algumas fatias de bacon e fritá-las. A seguir, colocamos uma fatia de bacon sobre a fatia de berinjela, um pouco de orégano ou manjericão e enrolamos como um papiro, dispondo numa assadeira. Cobrimos com molho branco ou de tomates (os dois ficam bons) e queijo ralado, levando ao forno apenas para aquecer o prato. Aí está uma sugestão bem simples e rápida. Quem não gosta de carne, use queijo em vez de bacon, também fica ótimo.