quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dom Evaristo Arns parabeniza Flávio Arns, Pedro Simon e Marina Silva

O cardeal aposentado Dom Paulo Evaristo Arns, de São Paulo, incomparável figura defensora dos direitos humanos, enviou um telegrama para seu sobrinho, o senador Flávio Arns, nesta quinta-feira, parabenizando-o por sua saída do PT. Diz o telegrama de Dom Paulo Evaristo Arns: “Parabéns atitude coerente diante corrupção inacreditável Senado. Queira transmitir votos de apoio benemérito à Senadora Marina, Senador amigo Simon, como também aos demais colegas que defendem ética e decoro dos chamados Pais da Pátria. Abraço de seu tio, Cardeal Paulo Evaristo Arns”. O telegrama de Dom Paulo Evaristo Arns é um grande alento para os cidadãos brasileiros que estão se sentindo perdidos diante do mal de corrupção comandado pelo governo do PT no Brasil.

Senado valida contratação do ex-namorado da neta de Sarney

O Senado validou nesta quinta-feira a contratação do ex-namorado da neta do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que ocorreu por meio de ato secreto. O ato que havia nomeado Henrique Dias Bernardes para exercer cargo em comissão na Casa Legislativa foi validado pela diretoria-geral do Senado, que deve publicá-lo no boletim administrativo da Casa nesta sexta-feira. Dos 79 atos secretos que nomearam servidores para o Senado, 65 já foram revalidados pela Diretoria Geral do Senado, dos quais 45 já foram divulgados. O ato de nomeação de Henrique Dias está entre os 20 que ainda não foram divulgados pela Casa. Ainda faltam outros 14 que estão sendo analisados pela diretoria-geral para definir se serão, ou não, revalidados. Nomeado por ato secreto para um cargo na Diretoria Geral, Bernardes foi deslocado para a área administrativa no serviço médico do Senado.

Receita diz que gestão Lina Vieira reduziu valor das autuações a grandes empresas

O valor das autuações da Receita Federal aplicadas a grandes empresas caiu 28% nos sete primeiros meses de 2009, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo fisco, apesar do aumento no número de contribuintes fiscalizados. O período coincide com a gestão da ex-secretária Lina Vieira à frente da Receita. A fiscalização dos grandes contribuintes é uma das polêmicas que surgiram após a demissão de Lina Vieira e de vários outros funcionários ligados a ela dentro do órgão. Os números divulgados nesta quinta-feira pela Receita mostram que, apesar do valor total das multas ser menor (passou de R$ 22,3 bilhões para R$ 16,07 bilhões), houve um aumento no número de empresas fiscalizadas. Nesse período do ano passado, foram 1.058 grandes contribuintes. Em 2009, 1.194 pessoas jurídicas, o que representou um aumento de quase 13%.

PSDB inaugura TV na internet de olho nas eleições de 2010

De olho nas eleições de 2010, o PSDB inaugura na próxima segunda-feira a "TV Tucana" com transmissão ao vivo pela internet. A abertura das transmissões será feita com uma conferência on-line com o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), e com o presidente do Diretório Estadual de São Paulo, deputado federal Mendes Thame (SP). O principal tema da conferência, prevista para as 16 horas no portal do partido será a crise no Senado e as estratégias do partido para as eleições de 2010. Os internautas poderão participar enviando perguntas, sugestões e opiniões para os políticos. Os próximos convidados da "TV Tucana" serão o governador José Serra (PSDB), e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A data e o horário ainda não foram divulgados. A iniciativa do partido inicia uma nova fase na divulgação de ações político-eleitorais.

Romero Jucá admite que há registros da entrada de Lina Vieira no Palácio em outubro de 2008

O líder do governo no Senado Federal, senador Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou na quinta-feira que a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, esteve no Palácio do Planalto no final do ano passado. Ao discursar no plenário em defesa do Gabinete de Segurança Institucional, Romero Jucá mostrou documentos que comprovam o registro de quatro entradas da ex-secretária no Palácio do Planalto: uma em outubro do ano passado e outras três entre janeiro e maio de 2009. Lina Vieira assegura que que esteve no Palácio no final de 2008 para um encontro secreto (fora de agenda) com a ministra Dilma Rousseff, em seu gabinete. A ex-secretária não soube precisar a data em que ingressou no local. Lina disse apenas que a reunião teria ocorrido "no final de 2008". No encontro, Dilma pediu pressa nas investigações sobre empresas da família Sarney (ou seja, fechamento rápido das investigações). O senador afirmou que Lina não revelou aos senadores, durante depoimento à Comissão de Constituição e Justiça na semana passada, o mês em que esteve no Palácio do Planalto. Mas, considerou um "exagero" ela considerar o mês de outubro como "final do ano". Quem sabe está mais para o começo do ano, não é mesmo Jucá?!!! Romero Jucá não revelou, porém, o local para o qual Lina se destinou ao chegar no Palácio do Planalto, nem se a ex-secretária efetivamente foi à Casa Civil. O senador subiu à tribuna para defender versão apresentada pelo Gabinete de Segurança Institucional sobre o período de armazenamento das imagens captadas pelo circuito interno de TV do Planalto. Segundo Jucá, as câmeras do circuito interno de TV do Palácio do Planalto têm capacidade de armazenar as imagens captadas no local por apenas 30 dias. A oposição pediu para ter acesso às imagens com o objetivo de comprovar que Lina esteve no Planalto no final do ano passado. O líder desmentiu a versão de que as imagens ficariam disponíveis por até seis meses nos arquivos do Palácio do Planalto. "Ao completar os oito giga da capacidade de gravação das câmeras, elas passam a gravar automaticamente em cima da imagem anterior. Se contrapôs o prazo de seis meses da guarda do registro de dados com o prazo para a guarda de imagem. Não foi. A guarda de imagens na exigência do edital foi de 30 dias", afirmou ele.

Promotoria denuncia ex-deputado que matou dois jovens em acidente em Curitiba

O Ministério Público do Paraná denunciou, no final da tarde da quarta-feira, o ex-deputado estadual Fernando Carli Filho, de 26 anos, pelas mortes de dois jovens em um desastre de trânsito, provocado por ele, em maio deste ano, em Curitiba (PR). O ex-deputado foi denunciado por duplo homicídio qualificado com dolo eventual (quando é assumido o risco de produzir o crime), por dirigir embriagado e por violar a suspensão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Os autos foram encaminhados para duas varas do Tribunal do Júri de Curitiba, que avaliam a denúncia contra o ex-deputado. Caso a Justiça aceite a denúncia do Ministério Público, e ele seja condenado, Carli Filho pode pegar entre 15 a 30 anos de prisão. Mas, como a legislação brasileira é uma porcaria, se for condenado, o ex-deputado bêbado não vai ficar mais de dois anos em cana. Na hora do desastre, ele dirigia totalmente embriagado, com a carteira de habilitação suspensa, e guiava seu carro 167 quilômetros por hora. O desastre ocorreu na madrugada do dia 7 de maio, quando o carro guiado pelo ex-deputado, um Volkswagen Passat importado, abalrou o Honda Fit e passando por cima dele, abrindo-o como se fosse um abridor de latas, e matando os jovens Gilmar Rafael Souza Yared, de 26, e Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos. Um dos jovens teve a cabeça decepada, tal a violência da batida provocado pelo ex-deputado bêbado.

Morte de Ted Kennedy pode abrir guerra por vaga no Senado dos Estados Unidos

As especulações sobre a sucessão no Senado norte-americano de Ted Kennedy começaram nesta semana e vários nomes são cogitados para preencher a vaga deixada por ele, falecido na terça-feir,a aos 77 anos. A cadeira do senador por Massachusetts será alvo de uma "enorme batalha entre os democratas", assegura EJ Dionne Jr, um especialista do grupo de reflexão Brookings Institution. "Não há um sucessor em evidência e este é um Estado repleto de democratas ambiciosos", resume. Entre os nomes citados está o de Joe Kennedy, filho de Robert Kennedy e ex-membro do Congresso (1987-1999). Mas esse sobrinho de Ted não faz parte de projeto algum. A viúva de Ted, Victoria, também é citada, mas não estaria interessada. Norman Ornstein, analista político do American Enterprise Institute, descarta todas as especulações afirmando que, para ela, "não há um Kennedy com a força de John, ou Bobby, ou Ted". "Não é que não haja um Kennedy. Ninguém pode substituir Kennedy no Senado", segundo ela. Há outros nomes cogitados. Stephen Lynch, Michael Capuano e Ed Markey, todos os três políticos de Massachusetts na Câmara dos Representantes, estão entre os nomes citados. Martin Meehan, ex-membro do Congresso, também está na lista. A ministra da Justiça de Massachusetts, Martha Coakley, seria a única mulher a se lançar na disputa. O governador de Massachusetts, Deval Patrick, declarou em uma entrevista que estava prestes a nomear rapidamente um sucessor provisório. A legislação atual desse Estado prevê uma eleição para de 140 a 160 dias após o posto ser deixado vago.

Senadores ingressam no Supremo contra salvação de Sarney

O ministro Celso de Mello será o relator do recurso apresentado nesta quinta-feira por sete senadores contra o arquivamento no Conselho de Ética do Senado dos processos que envolvem o presidente do Senado Federal, senador José Sarney (PMDB-AP). Não há prazo para o ministro se manifestar sobre o caso. Os senadores ingressaram com um mandado de segurança para pedir que o Supremo autorize o plenário do Senado a julgar o recurso contra o arquivamento, que foi arquivado pela segunda vice-presidente do Senado, a petista Serys Slhessarenko (PT-MT). O mandado é assinado por parte do grupo de 12 senadores que apresentaram o recurso à Mesa Diretora do Senado contra o arquivamento. Ao negar o pedido dos senadores, Serys argumentou que a palavra final sobre os processos é do Conselho de Ética, sem a análise do plenário, o que motivou o novo recurso ao Supremo. No texto encaminhado ao Supremo, os senadores pedem que o tribunal anule a decisão da Mesa Diretora do Senado, assinada por Serys, além de permitir que o plenário da Casa julgue o recurso. Os senadores argumentam que há acusações suficientes contra Sarney para que as denúncias sejam arquivadas pela Casa. O mandado de segurança é assinado pelos senadores José Nery (PSOL-PA), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Renato Casagrande (PSB-ES), Kátia Abreu (DEM-TO), Demóstenes Torres (DEM-GO), Pedro Simon (PMDB-RS), Jefferson Praia (PDT-AM).

Receita Videversus – aprenda a fazer siri na casca com a chef de cuisine Simone Nejar


Nesta sexta-feira, que tal prepararmos siri na casca? O preço daquelas casquinhas já prontas não anda nada encorajador, não é verdade? Então, vamos fazer uma incursão ao mercado, e comprar a carne do siri fresquinha, a um preço bem mais acessível, e fazer aquela festa! O preparo é muito fácil. Se você tiver crianças em casa, com certeza, elas vão adorar ajudar a encher as casquinhas. Não as deixe fora disso! O siri ganhou seu lugar de honra no cinema nacional pela escola de culinária Sabor e Arte. Dona Flor lamentava a morte de Vadinho, ao ensinar a receita de moqueca de siri-mole: “Era o prato predileto de Vadinho, nunca mais em minha mesa o servirei. Seus dentes mordiam o siri-mole, seus lábios amarelos do dendê. Ai, nunca mais seus lábios, sua língua, nunca mais sua ardida boca de cebola crua!” (Dona Flor e seus Dois Maridos, de Jorge Amado) Tenho lido por aí que a mais nova sensação é o homem gastrossexual. Depois do metrossexual (aquele que faz as unhas, passa creme e cuida dos cabelos), a moda agora é o homem gastrossexual. Inspirados no chef inglês Jamie Oliver, protótipo do marido exemplar, muitos homens estão aprendendo a pilotar o fogão e manejar as panelas para impressionar suas presas potenciais, digo, suas amadas. Começam com um objetivo, e acabam apaixonados... pela culinária! Numa época em que muitas mulheres quase não entram na cozinha, como se isso fosse um demérito, os homens tomam a liderança e conquistam a simpatia feminina. Se você, portanto, é ou pretende ser um gastrossexual, fique ligado na receita videversus de hoje: ela é facílima de fazer, tem uma aparência impecável e impressiona pelo sabor. Portanto, coloque para gelar um vinho branco de boa qualidade, e mãos à obra. Ah, mais um conselho: não tente conquistar uma mulher bebendo cerveja. O vinho tem muito mais glamour. Comprei doze casquinhas de siri no mercado público de Porto Alegre, ao custo total de R$ 5,00. Bem lavadinhas e escovadas com vinagre, ficam perfeitas para servir. Comprei também meio quilo de carne de siri (gastei R$ 11,00), que lavei com água e limão e passei entre os dedos, para tirar algum pedacinho de carapaça que tenha ficado. Vamos começar o preparo: pique uma cebola bem miudinho. Aqueça a panela, coloque 3 colheres de sopa de óleo e refogue a cebola por um minuto. Se gostar, substitua o óleo por azeite de dendê, vai deixar o sabor mais característico. Junte dois tomates sem pele picados, uma colherinha de sal, uma colher de catchup e deixe cozinhar os tomates por uns dois minutos. Acrescente uma colher de sopa de molho de pimenta e por fim a carne do siri. Não deixe que o siri cozinhe mais do que três minutos. Desligue o fogo e acrescente salsinha picada. Recheie as casquinhas com essa mistura, e polvilhe farinha de rosca em cima. Disponha as casquinhas numa assadeira e leve ao forno forte por uns quinze minutos (não precisa untar a assadeira). Sirva imediatamente. Se estiver entre amigos, beba uma cerveja beeeem gelada. Se quer uma sugestão de vinho, um Riesling ou um espumante brut. Um excelente fim de semana e até segunda.

Colômbia vai exigir respeito à sua soberania na reunião de cúpula da Unasul

O governo colombiano afirmou nesta quinta-feira que exigirá respeito à sua soberania na reunião de cúpula da Unasul (União de Nações Sul-americanas). Para o governo colombiano, será uma "feliz ocasião" para falar de temas como a cooperação internacional, a corrida armamentista e a tolerância ao narcotráfico e ao crime internacional. "A Colômbia mantém um absoluto respeito pela soberania de outros países e exige o mesmo", disse o ministro da Defesa, Gabriel Silva, na Base Naval ARC Bolívar, na cidade de Cartagena. O ministro visitou a base com um grupo de congressistas, aos quais explicou o acordo que permitirá ao Exército norte-americano usar instalações militares colombianas. Segundo o governo colombiano, o pacto, que gerou polêmica em países como Venezuela, Equador e Bolívia, só deve ser temido por terroristas e narcotraficantes.

Banco do governo mineiro paga R$ 25 mil a ex-dirigente que cedeu lugar a Itamar

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais paga um salário mensal de mais de R$ 25 mil, desde fevereiro de 2007, ao ex-presidente do conselho de administração da instituição, Hindemburgo Chateaubriand Pereira Diniz, para ele ficar em casa. Hindemburgo renunciou ao cargo de presidente do conselho em 30 de janeiro de 2007, onde estava desde 2003, primeiro ano do governo Aécio Neves (PSDB). O Estado, principal acionista do banco, referendou o pagamento. Dezessete dias depois da renúncia, o BDMG assinou um contrato de R$ 1,23 milhão com o próprio Hindemburgo, sem licitação, para prestação de serviços de "aconselhamento sobre políticas de desenvolvimento e assuntos internacionais". Não é uma gracinha?!!! Ele disse que renunciou porque o governo queria substituí-lo pelo ex-presidente da República, Itamar Franco. Em 2006, Itamar tentou ser candidato ao Senado pelo PMDB, mas acabou preterido pela candidatura do ex-governador Newton Cardoso. "Saí da presidência já com esse propósito, de o banco me contratar. O Itamar ia para lá. Eles queriam colocar o Itamar lá, e me ofereceram o contrato de consultoria. Eu senti esse processo. Estava constrangedor", diz Hindemburgo, de 77 anos, cujo mandato venceria apenas em 2008. O contrato 1.843/2007, válido até fevereiro de 2011, prevê o pagamento de R$ 308 mil por ano ao ex-presidente do conselho de administração do banco. Também está previsto o reembolso de viagens relacionadas ao objeto do contrato. O valor, segundo o próprio Hindemburgo, é semelhante ao que ele ganhava no conselho, somado aos benefícios da época, como secretária e motorista à disposição. O contrato foi legitimado por uma assembléia extraordinária realizada em 1º de fevereiro de 2007, dois dias após o anúncio formal da saída de Hindemburgo do conselho. Estavam na reunião o advogado-geral do Estado, José Bonifácio Borges de Andrada, o então vice-presidente do conselho e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Wilson Brumer, e o então presidente do BDMG, Romeu Scarioli. Hindemburgo já foi presidente do BDMG entre 1967 e 1970, e entre 1991 e 1995. Hindemburgo Pereira Diniz disse que recebe do governo, líquido, cerca de R$ 17 mil mensais, e que trabalha em casa, "inclusive aos sábados e domingos".

Senador Flávio Arns critica salvação de Sarney e entrega sua carta de desfiliação do PT

O senador Flavio Arns (PT-PR) fez discurso no plenário do Senado Federal, nesta quinta-feira, para anunciar a sua decisão de deixar o PT. Arns leu carta direcionada ao presidente do Diretório do PT no Paraná, André Franco Passos, para listar os motivos que o levaram a deixar o partido. "Venho comunicar o meu desligamento das fileiras do PT, pedindo que este seja formalizado internamente, ao tempo em que enalteço o trabalho da militância responsável pela construção desse partido, cujo respeito aos princípios que o fundamentaram poderia ter estabelecido uma nova maneira de se fazer política no País", afirmou Flávio Arns. O senador apontou como um dos motivos para deixar o partido a orientação do PT para que os seus integrantes votassem a favor do arquivamento das denúncias contra o senador José Sarney (PMDB-AP) no Conselho de Ética do Senado. "A atitude do PT, que orientou senadores a votarem pelo arquivamento das representações, foi o flagrante distanciamento e violação aos princípios e diretrizes que sempre nortearam o ideal do partido", disse ele. Segundo o parlamentar, o PT "ignorou documento assinado por todos os senadores da bancada do PT que requeriam a apuração e investigação das denúncias encaminhadas ao Conselho de Ética". Flávio Arns afirmou que também tomou a decisão ao perceber que foi "discriminado" dentro da legenda, uma vez que era filiado ao PSDB antes de chegar ao PT. O senador citou a "discriminação" à sua pessoa e ao seu mandato manifestada por "membros do PT", incluindo o presidente Lula. O senador disse, ainda, que deixa o PT para manter a lealdade às entidades sociais e o seu compromisso com o povo paranaense: "Compromisso esse em consonância com as bandeiras originais do partido, as quais propugnam a defesa intransigente do comportamento ético no trato da coisa pública como condição básica para o exercício do mandato". Flávio Arns vai ingressar nesta sexta-feira, pela manhã, com o pedido de desfiliação do partido em Curitiba, junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

Vale do Rio Doce vai construir siderúrgica no Espírito Santo

A mineradora Vale do Rio Doce construirá uma siderúrgica com capacidade para produzir 5 milhões de placas de aço por ano no município litorâneo de Anchieta, no Espírito Santo, informou o secretário de Desenvolvimento do Estado, Guilherme Dias. "É um conjunto de investimentos. A Vale do Rio Doce, para estruturar essa siderúrgica, vai executar um novo ramal ferroviário e um porto para poder escoar a produção", afirmou Guilherme Dias. A assessoria de imprensa da Vale do Rio Doce confirmou que será anunciado em breve um empreendimento da companhia no setor siderúrgico. A Vale tinha um projeto no ano passado para levantar uma siderúrgica no Espírito Santo, a Companhia Siderúrgica de Vitória (CSV), em parceria com a siderúrgica chinesa Baosteel. Mas, as duas empresas desistiram do negócio em janeiro desse ano, alegando dificuldades relacionadas à crise financeira global.

Empresário petista agora faz crítica ao sistema político nacional


Em meio aos discursos protocolares sobre a agenda econômica do País, um dos conselheiros do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social, o empresário Odej Grajew subiu o tom do debate e fez duras críticas aos sistema político nacional. Enquanto os demais conselheiros evitaram falar da crise política, Grajew, ex-assessor especial da Presidência, um lulista de primeira hora, afirmou que a crise que atingiu a imagem do Senado mostrou que o sistema está falido e precisa de sérios reparos com uma reforma estrutural. Esse Grajew é mesmo uma gracinha. Fez parte de um governo e de um partido que geraram o Mensalão, o mais grotesco e monumental esquema de corrupção político-partidária já montado no País, e agora vem acusar a crise política como se ela não fosse filha dileta do petismo e do lulismo. O empresário petista, sem conter o ridículo, pediu um minuto de silêncio em homenagem ao "falecimento" da política nacional. "É um minuto de silêncio pelo falecimento ético e moral do sistema político. Esse cadáver insepulto tem significado uma opressão à democracia", disse ele. Na avaliação do conselheiro, o problema não está nas pessoas, mas no modelo que permite a continuidade de políticos nos cargos. Ele sugeriu que fosse realiza uma Assembleia Constituinte a partir 2011 para reformular o sistema político nacional. E aí, quem sabe, o pateta vota uma reforma ao estilo do clown bolivariano Hugo Chávez, para que ele e seus camaradinhas petistas não saiam nunca mais do poder. Oded Grajew é um empresário ridículo. Na Alemanha nazista, grande parte do empresariado fez aliança com o Partido Nazista. Todos viram até onde conduziram a Alemanha e os alemães.

Governo petista do Acre compra um helicóptero e põe uma estrela vermelha petista nele

O governador petista do Acre, Binho Marques, já estreou o helicóptero que o Estado, um dos mais pobres do País, comprou da Helibrás por R$ 6,9 milhões. Seu chefe político, o ex-governador Jorge Viana, irmão do senador petista Tião Viana, é dirigente da Helibrás. O helicóptero, modelo Esquilo AS 350, foi decorado com uma enorme estrela vermelha pintada na carenagem. A ligação com o PT não pode ser mais óbvia. Oficialmente, o helicóptero seria empregado "no sistema de segurança pública", mas, é claro, não deixará de auxiliar o governador e sua troupe nos deslocamentos políticos. O helicóptero, de R$ 6,9 milhões, foi adquirido com recursos de um convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, comandado pelo peremptório companheiro petista Tarso Genro.

Ipea diz que produção industrial brasileira cai 10,7%

A produção industrial de julho de 2009 registrou queda de 10,7% na comparação com o mesmo mês de 2008. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o destaque negativo ficou por conta da produção de autoveículos que, após dois meses consecutivos de crescimento, recuou 1% na passagem de junho a julho. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a queda no setor de autoveículos foi de 11,5%, a décima seguida, desde o agravamento da crise internacional, em outubro último. Dentre os 27 ramos pesquisados, 13 apresentaram variação positiva. Apesar deste resultado, a sexta alta consecutiva, a indústria encerrou o primeiro semestre de 2009 com recuo de 13,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Governo Lula dá resposta eleitoreira sobre estradas pedagiadas gaúchas

O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, foi veloz na sua resposta à decisão do governo gaúcho de devolver ao governo Lula os Pólos Rodoviários que ainda estavam sob administração do governo do Rio Grande do Sul. O governo Yeda Crusius (PSDB) já tinha devolvido ao governo federal os Pólos de Santa Maria e de Pelotas, que foram reassumidos pelo ministério dos Transportes. A resposta enviada nesta quinta-feira foi um primor de acinte aos gaúchos e uma vergonhosa provocação política. Alega o ministro Alfredo Nascimento que não receberá as estradas federais de volta caso isto implique em assumir a dívida estadual de R$ 1,7 bilhão com as concessionárias dos sete Pólos Rodoviários. O ministro tira uma espero para cima dos gaúchos, uma vez que já recebeu os pólos de Pelotas e de Santa Maria, em casos absolutamente idênticos, o que quer dizer que a devolução inclui os trechos federais e estaduais, porque sem um deles não tem Pólo. A questão da dívida nem é questão da dívida, mas de desequilíbrios econômico-financeiros, que se resolverão amigavelmente ou em juízo, quando ficará definido a quem caberá arcar com os prejuízos. O grosseiro e estúpido ministro Alfredo Nascimento nem se preocupou em comunicar primeiro a governadora Yeda Crusius. Sua primeira providência foi entregar uma cópia para o deputado federal petista Henrique Fontana, que exulta quando causa um prejuízo aos gaúchos.

Lula diz que recurso do pré-sal deve ser "carimbado" para educação e combate à pobreza

O presidente Lula disse nesta quinta-feira que o ideal é que o dinheiro da exploração do petróleo da camada pré-sal seja carimbado para as áreas de educação, ciência e tecnologia e combate à pobreza. “Se a gente pulverizar esse dinheiro, ele vai entrar no ralo do governo e não vai produzir nada. Então, queremos carimbar o que a gente vai fazer, sem permitir que meu companheiro Guido Mantega, ministro da Fazenda, venha contingenciar, ou quem vier depois. Precisamos ter carimbados a educação, ciência e tecnologia e o combate à pobre”, disse, em discurso no encerramento da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). E Lula pensa que engana quem? Como se os dois governos dele, até agora, não tenham sido, justamente, os maiores contingenciadores de recursos de toda a história republicana. O governo já comunicou que deve enviar o projeto do marco regulatório do pré-sal ao Congresso Nacional em regime de urgência, o que resultou em críticas de que sobrará pouco tempo para que o projeto seja discutido com a sociedade. Lula disse que é preciso ter pressa na aprovação do marco regulatório e, se o tempo é considerado curto para o debate, a solução é trabalhar mais horas discutindo. O presidente discordou daqueles que estão classificando como dura a posição do governo em relação à distribuição dos recursos da exploração do pré-sal.

Revista The Economist diz que PT e Lula fazem tudo pelo poder

A revista inglesa The Economist, antiga admiradora de Lula e de seu governo, volta à carga esta semana com mais um texto sobre o presidente do Brasil e o PT. Na edição passada, em um editorial, esculhambou a política externa de Celso Amorim e perguntou: “De que lado está o Brasil?” Nesta edição, sustenta que o partido se transformou em uma força empenhada apenas em manter Lula no poder. A matéria diz: “Quando o PT foi criado, em 1980, foi visto como uma organização política especial: socialista, ética, jovem, até romântica. Aos poucos, seu papel se reduziu a fazer com que Lula, ex-torneiro mecânico e líder sindical, fundador do partido e seu líder inconteste, chegasse ao poder e lá se mantivesse”. Aí estaria a origem dos recentes problemas do partido, que culmina com a saída dos senadores Marina Silva e Flávio Arns, que acusa seus colegas de terem “jogado a moralidade no lixo”. A revista lembra, em seguida, que os problemas mais recentes do partido se devem ao fato de Lula ter usado a sua força para apoiar José Sarney, do PMDB, em um esforço para manter a atual coalizão de poder e dar suporte à candidatura presidencial de Dilma Rousseff em 2010. Dilma é caracterizada como uma “recruta relativamente nova” do PT, com uma capacidade “impressionante” de trabalho, mas, diz a revista, falta-lhe o carisma de Lula. A publicação lembra o episódio do falso doutorado de Dilma Rousseff e a acusação que lhe faz Lina Vieira. E continua: “Talvez, o pior para a candidatura de Dilma seja o fato de que Marina Silva, que tem muitas das qualidades que lhe faltam, está pronta para concorrer à Presidência da República pelo Partido Verde. Marina também não é muito carismática, mas é uma das poucas pessoas do meio político cuja biografia pode rivalizar com a de Lula”.

Senado aprova ato para tornar mais transparente contratação de estagiários

A Mesa Diretora do Senado Federal aprovou nesta quinta-feira um ato que regulamenta e estabelece as regras para a contratação de estagiários na Casa. Apesar da regulamentação, a medida não deverá impedir as indicações políticas. “Essa medida diminui, mas não acaba com as indicações políticas”, disse o primeiro-secretário, senador Heráclito Fortes (DEM-PI). A idéia, segundo ele, é dar mais clareza aos critérios de contratação, possibilitando que estudantes sem indicação política também possam concorrer à vaga. O ato também define em R$ 830,00 o valor pago pela bolsa, além de auxílio-transporte de R$ 120,00. O trabalho é de quatro horas por dia, em um total de 20 horas semanais, em horário compatível com as atividades acadêmicas. O estágio durará, no máximo, dois anos. Entre um ano e outro, haverá 30 dias de recesso.