sábado, 29 de agosto de 2009

Gripe suína ultrapassa gripe comum em número de novos casos no mundo

O vírus H1N1, causador da gripe suína, que causou cerca de 2.200 mortes em 177 países, tornou-se o vírus da gripe dominante no mundo, superando o da gripe sazonal (comum), anunciou na sexta-feira a OMS (Organização Mundial de Saúde). Nos diferentes lugares nos quais se propagou ficou "comprovado que o vírus pandêmico H1N1 se instalou rapidamente e se converteu na cepa de gripe dominante em grande parte do mundo", explicou a OMS em um comunicado. Até agora, a organização considerava "provável" um domínio do H1N1 a partir do próximo inverno no hemisfério Norte. Segundo os dados publicados pela OMS na sexta-feira, a primeira pandemia do século 21 causou a morte de "pelo menos 2.185 pessoas" e 209.438 enfermos em mais de 177 países. A OMS destaca a capacidade de propagação do vírus que terá uma segunda onda atingindo o hemisfério Norte, com a chegada de uma estação mais fria. Entre as boas notícias, nota que as redes de laboratórios que acompanham o vírus não constataram mutação para uma "forma mais virulenta ou mortal". Além disso, assinala que "uma enorme maioria dos doentes vêm sendo contaminada por uma forma mais benigna da doença". A OMS previne que em relação à rapidez de propagação, um "grande número de pessoas em todos os países são suscetíveis de contrair" esta gripe, o que poderá ter consequências mais significativas que as observadas durante a primeira onda da doença, na primavera (Hemisfério Norte). Um dos problemas antecipados pela organização é uma sobrecarga nos serviços de saúde, devido a casos graves. Entre estes últimos, uma proporção importante diz respeito a jovens e a pessoas com boa saúde, o que difere da gripe sazonal. A OMS destacou que em algumas cidades do Hemisfério Sul, 15% das pessoas hospitalizadas tiveram necessidade de receber cuidados intensivos. Salvar a vida das pessoas gravemente atingidas "dependerá da grande qualidade dos serviços de cuidados intensivos" que serão confrontados a permanências mais longas e caras, explica a organização. Lembra que as que apresentam mais risco são as com imunidade baixa. As mulheres grávidas estão no topo da lista, o mesmo acontecendo com os que apresentem riscos cardiovasculares, asma, diabete ou que sejam obesas. Atualmente, a pandemia parece diminuir na maioria dos países do hemisfério Sul (Chile, Argentina, Nova Zelândia e Austrália), o que não é o caso em nações situadas em regiões tropicais (Ásia e América Central), onde a propagação permanece em "nível elevado". No hemisfério Norte, a propagação da gripe H1N1 "permanece globalmente fraca" com exceção do Japão. Segundo o relatório, o oseltamivir, princípio ativo do antiviral Tamiflu, continua sendo eficiente contra o vírus, com exceções apenas em casos esporádicos.

CGU diz que ex-prefeitos baianos desviaram R$ 64 milhões de convênio com a União

Dois ex-prefeitos de Sobradinho (BA) devem à União cerca de R$ 64 milhões referentes a irregularidades em um convênio assinado em 1995 com o Ministério do Meio Ambiente. Os recursos desviados eram para construir a adutora da Serra da Batateira. O valor foi verificado pela Controladoria-Geral da União no processo de Tomada de Contas Especial aprovado pelo órgão. No relatório, a CGU pede o ressarcimento dos recursos desviados à União. Entre as irregularidades verificadas está o pagamento por serviços não executados e não previstos, sobrepreço no custo unitário dos serviços de escavação, além da não-aplicação da contrapartida do município no convênio. A CGU concluiu ainda que o convênio não foi cumprido em sua totalidade, apesar do repasse de recursos, e o que foi construído está em desacordo com o projeto original. Segundo a CGU, a obra está paralisada desde 2000. Os dois ex-prefeitos envolvidos são Hamilton Pereira de Souza Filho (de 1993 a 1996), morto em 2006, e Luiz Berti Tomás Sanjuan (de 1997 a 2004). A construção da adutora também foi alvo de fiscalização da CGU e da Polícia Federal em 2007, durante a Operação Navalha, que investigou fraudes em licitações de obras públicas. A construtora Gautama, investigada na operação, era a responsável pelas obras de implantação da adutora da Serra da Batateira.

Marina Silva assina filiação ao PV em São Paulo neste domingo

A senadora Marina Silva (AC) assina neste domingo sua filiação ao PV em cerimônia que será realizada durante encontro nacional do partido, em São Paulo, a partir das 10h30. Marina Silva deixou o PT na semana passada e ainda vai decidir sua candidatura à Presidência da República pelo PV. Ela deixou o partido com a justificativa de que este não ofereceu "condições políticas" para avanços na questão ambiental. A cerimônia de filiação será realizada no espaço Rosa Rosarum, na rua Francisco Leitão, 416, em Pinheiros. Segundo o PV, pelo menos 1.000 pessoas se inscreveram para acompanhar a solenidade no local. A filiação também poderá ser acompanha pela internet, no site do partido.

Petrobras faz leilão para se livrar de excedente de gás

A Petrobras anunciou ao mercado na sexta-feira a realização de um leilão no dia 22 de setembro de gás natural com oferta de 22 milhões de metros cúbicos/dia. A empresa tenta se desfazer do gás excedente por conta da diminuição da demanda, principalmente por parte da indústria. Segundo a Petrobras, o leilão será feito com preços e prazos de entrega diferenciados junto às distribuidoras locais. Os volumes de gás natural têm entrega a partir de 1º de outubro e prazo de fornecimento de seis meses. Nesse leilão serão ofertados 22 milhões de metros cúbicos, "sendo parte deste volume proveniente dos contratos vigentes com as distribuidoras, mas não consumido no momento por seus clientes; e parte do volume disponível para as termelétricas, mas que não será demandado até março de 2010 diante das atuais condições favoráveis dos reservatórios das hidrelétricas", informa a empresa. A empresa ainda argumentou que esta modalidade de comercialização é típica dos "países que já atingiram a maturidade na indústria do gás natural, seja pela infraestrutura disponível, seja pelo grau de desenvolvimento do seu mercado". Nesse leilão, as distribuidoras poderão comprar volumes superiores aos previstos nos contratos de longo prazo em vigência.

Comissão do Senado deve pedir prorrogação do processo administrativo contra Agaciel e Zoghbi

A comissão criada pelo comando do Senado Federal para decidir se o ex-diretor-geral, o inefável Agaciel Maia, e o ex-diretor de Recursos Humanos, o também inefável João Carlos Zoghbi, serão demitidos deve pedir na próxima semana a prorrogação do processo administrativo contra os dois. Agaciel e Zoghbi ainda não foram ouvidos no processo no qual são acusados pela edição dos atos secretos, decisões clandestinas envolvendo nomeações e aumentos de benefícios, mantidas em sigilo nos últimos 14 anos. O prazo para que a comissão decidisse sobre o futuro deles terminaria no dia 6 de setembro. Ao mesmo tempo, a Polícia Legislativa ainda espera autorização da Justiça para prorrogar o inquérito que investiga a nomeação sigilosa de uma servidora no gabinete do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) ocorrida pelas mãos do ex-diretor-geral. Os policiais do Senado dizem que não podem decidir se pedem o indiciamento de Agaciel porque ainda precisam fazer um exame grafotécnico para confirmar se as assinaturas nos atos secretos são realmente dele. Segundo os servidores que integram a comissão que vai decidir se determinam as exonerações, a defesa dos ex-diretores está recorrendo a manobras previstas na lei do serviço público (Lei 8.112/90) para adiar os trabalhos. Os advogados conseguiram, por exemplo, que eles só fossem ouvidos depois de o Senado entregar cópia dos 511 atos secretos para uma espécie de perícia. Os servidores dizem que se o material não fosse disponibilizado poderiam ser acusados de "impedir" o amplo direito de defesa. Agaciel está afastado do Senado até o dia 25 de setembro. Na véspera da primeira secretaria do Senado determinar abertura de investigação, ele pediu uma licença remunerada de 90 dias para a instituição. Alegou que tem sido vítima de acusações "absurdas e descabidas". Nós últimos meses, o inefável Agaciel Maia tem dificultado as investigações contra ele. Apesar de circular pela noite de Brasília, frequentando restaurantes de luxo, familiares informaram à Polícia do Senado que ele não estava na cidade para receber intimação. Outros cinco servidores também são investigados porque receberam ordens ilegais e não denunciaram. Foram envolvidos o chefe do serviço de publicação do boletim de pessoal do Senado, Franklin Albuquerque Paes Landim, a chefe de gabinete da diretoria de Recursos Humanos, Ana Lúcia Melo, os servidores do setor de publicações Jarbas Mamede e Washington Oliveira, e o servidor da diretoria-geral Celso Menezes.