domingo, 10 de janeiro de 2010

Ministro ameaça sair se Programa Nacional de Direitos Humanos for alterado

O secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, disse no final de semana que é um fusível removível no governo e pedirá demissão caso o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos seja alterado para permitir investigação de militantes da esquerda armada durante a ditadura militar (1964-1985). "A minha demissão não é problema para o Brasil nem para a República, o que não posso admitir é transformarem o plano em um monstrengo político único no planeta, sem respaldo da ONU nem da OEA". A terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos é um apanhado de 521 medidas que vão desde metas vagas, de difícil implementação, até propostas específicas, e controversas, que também não devem sair do papel. Muitas delas dependem não só da ação do governo federal, mas de municípios, Estados, Congresso e do Poder Judiciário. Na verdade, este plano petista de direitos humanos é o preâmbulo para a instalação da ditadura petista no Brasil, aos moldes do que já acontece na Venezuela.

Morre na Califórnia o último filho de Pancho Villa

Ernesto Nava Villa, o último filho vivo de Pancho Villa, morreu no dia 31 de dezembro na Califórnia, aos 94 anos, por complicações médicas, após sofrer um derrame cerebral. O funeral será realizado nesta segunda-feira, segundo informou a família na página da internet de Nava Villa (www.navavilla.com). Ele morreu na casa de sua filha, em Castro Valley, Califórnia, estado onde viveu praticamente toda sua vida. Atualmente era morador da cidade de Hayward, segundo o jornal local "The Oakland Tribune", que informou sua morte. Nava Villa nasceu em Nazas (Durango), em 1915, mas sua mãe, Macedonia Ramírez, o tirou do México quando tinha apenas dois anos porque temia que os inimigos de Pancho Villa, o herói da revolução mexicana, o matassem, segundo a página de internet da família. Em 1923, após o assassinato de Pancho Villa, Macedonia revelou a seu filho que o revolucionário era seu pai, mas lhe pediu que nunca o dissesse a ninguém. Nava Villa cumpriu sua promessa durante 80 anos, até que finalmente o comunicou a sua família.

Estados Unidos negam invasão do espaço aéreo da Venezuela

O Pentágono negou no sábado que um avião militar norte-americano tenha entrado na sexta-feira no espaço aéreo da Venezuela sem permissão, como disse o ditador do país, o bolivariano Hugo Chávez. "Nenhum avião norte-americano entrou no espaço aéreo da Venezuela", disse Shanda De Anda, porta-voz do Comando Sul, com sede em Miami, que coordena as atividades militares americanas na América Latina. "Nossa política é não voar sobre o espaço de outro país sem seu consentimento prévio", acrescentou Shanda. Junto com a Colômbia e as ilhas de Aruba e Curaçao, os Estados Unidos mantêm convênios antidrogas que permitem a presença de pessoal norte-americano em seus territórios.

Com racionamento, ditador Hugo Chávez tenta impedir colapso de energia na Venezuela

A Venezuela está sob risco de um colapso do fornecimento de energia que também poderia representar uma séria ameaça política para o ditador bolivariano Hugo Chávez. A Venezuela depende de uma única usina hidrelétrica para a maior parte de sua eletricidade e a seca tem levado rapidamente os níveis da represa para patamares perigosos. Na sexta-feira, o ditador Chávez disse que seu governo está determinado a impedir que a barragem da usina El Guri, perto do rio Orinoco, chegue a um nível crítico que poderia provocar a paralisação das turbinas. A represa El Guri fornece 73% da eletricidade da Venezuela. Ele também impôs medidas de racionamento, incluindo multas por excesso de consumo energia, jornadas mais curtas para muitos funcionários públicos e horário reduzido para os shoppings. O ditador chegou a pedir aos venezuelanos que tomem banhos de três minutos para economizar água. Segundo o governo, a crise elétrica se deve à falta de chuvas por causa do fenômeno climático El Niño e ao aumento da demanda. Entretanto, a oposição e alguns analistas dizem que as autoridades não fizeram os investimentos necessários para atender ao crescimento da demanda.

Analistas dizem que desvalorização da moeda venezuelana favorecerá o Estado e inflação

A desvalorização da moeda oficial venezuelana, o bolívar, vai favorecer o setor público em um ano de eleições e terá um impacto negativo na inflação do país, que superou os 25% em 2009 e é a mais alta da América, segundo os analistas. O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou na sexta-feira a desvalorização em 100% do bolívar, que passará de 2,15 por dólar a 2,60 para setores prioritários, como saúde e alimentação, mas será cotado a 4,30 bolívares para artigos não considerados de primeira necessidade. Segundo o ditador bolivariano, saúde, alimentos, máquinas, livros, artigos tecnológicos e todas as importações do setor público, além das remessas para o Exterior, estarão sujeitos ao câmbio de 2,60 bolívares por dólar. Já artigos como automóveis, telecomunicações, fumo, bebidas, produtos químicos, petroquímicos e eletrônicos terão uma taxa de câmbio de 4,30 bolívares por dólar. Na Venezuela, desde 2005, o dólar era cotado ao câmbio oficial de 2,15 bolívares, apesar da moeda norte-americana ter disparado no paralelo há meses. Para fortalecer e proteger a economia venezuelana, o ditador bolivariano Hugo Chávez anunciou ainda a criação de fundos especiais de fomento às exportações e estímulo a substituição das importações. O presidente garantiu que o governo e o Banco Central vão intervir no mercado de câmbio para evitar "o manejo especulativo das divisas", além de vigiar as importações. A redução oficial do valor do bolívar a partir de agora implicará no encarecimento das importações, mas Chávez aposta em suportar melhor a carga com a recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional.

Madeira sobe 8,5% e anula efeito da isenção de IPI sobre móveis

Menos de 45 dias depois de o governo zerar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a indústria moveleira, a medida está ameaçada. A renúncia fiscal estimada em R$ 217 milhões pode se tornar inútil: os fabricantes de painéis para móveis (matéria-prima do setor) driblaram o governo e aproveitaram a redução de imposto para aumentar preços. Segundo a Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), entidade representativa das indústrias que compram as chapas de madeira, os preços aumentaram, em média, 8,5% desde o primeiro dia do ano. A alíquota antes era de 10% para as chapas de madeira. Para os móveis, de 5%. "Não há momento pior para esse aumento. Não faz sentido aumentar preço justamente quando o IPI é reduzido. Houve um acordo informal com o governo, que foi quebrado", afirmou o presidente da Abimóvel, José Luiz Fernandez. Os painéis representam em média 60% do valor dos móveis populares no varejo. Os fabricantes de móveis acreditam que esse acréscimo no custo da matéria-prima possa frear o impulso dado ao setor pelo IPI zero. Em 2009, o setor foi abalado pela crise internacional que provocou uma queda nas exportações. No mercado interno, a redução do IPI na linha branca acelerou a venda de geladeiras e fogões, colocando os móveis em segundo plano para o consumidor. Enquanto a linha branca teve momentos de aquecimento nas vendas de até 25%, o comércio de móveis caiu até 10% mensais entre maio e outubro, auge da crise no setor. Além de informar ao governo sobre os reajustes, a Abimóvel pedirá nos próximos dias que o Imposto de Importação das chapas seja reduzido. A idéia é abrir o mercado para pressionar preços mais competitivos.

Trotskista Evo Morales lança ex-miss candidata em bastião da oposição na Bolívia

A ex-miss Bolívia, Jessica Jordan, de 24 anos, foi anunciada pelo presidente trotskista cocaleiro Evo Morales como candidata ao governo do departamento de Beni (nordeste do país), bastião da oposição. "Será a única governadora mulher do país. Debatemos muito e levamos em consideração sua juventude e capacidade", disse Evo Morales, que foi reeleito em dezembro com cerca de 64% dos votos e agora tenta evitar que a oposição ganhe terreno no pleito de 4 de abril, quando serão escolhidos governadores dos nove departamentos e prefeitos dos 320 municípios da Bolívia. Jessica Jordan, que trabalhou como modelo e apresentadora de TV, e estudou engenharia industrial na Bolívia e artes cênicas em Miami, agradeceu a Evo Morales pela "confiança" e declarou, na apresentação de sua candidatura, que "Beni já não quer mais ter patrões, Beni está preparado para a luta". Beni foi governado nos últimos quatro anos pelo opositor Ernesto Suárez. O Departamento deu a Morales apenas 37,3% dos votos no pleito que garantiu sua reeleição, atrás do principal candidato da oposição, Manfred Reyes Villa (que, sob ameaça de prisão por parte do governo, fugiu para os Estados Unidos depois da eleição). Jordan é filha de pai britânico e mãe boliviana e foi eleita miss Bolívia em 2006.

Nelson Jobim vai cobrar de Lula revisão do Plano de Direitos Humanos

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai se reunir nos próximos dias com o presidente Lula para revisar o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos. Jobim quer que a futura "comissão da verdade" possa, em tese, investigar os dois lados envolvidos, o da repressão e o da esquerda armada, mas há resistência dos ministérios da Justiça, do peremptório Tarso Genro, e da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. O presidente se comprometeu com Jobim a promover a revisão em uma conversa dos dois na Base Aérea de Brasília, no dia 22 de dezembro, um dia depois do lançamento oficial do plano e em meio à ameaça de demissão dos comandantes das Forças Armadas. No dia seguinte, o ministro comunicou a decisão a eles, que aguardam a concretização do acordo. A área política do governo, porém, duvida da revisão e teme que o problema se desloque de lado: o principal responsável pelo plano, o ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, é quem poderia pedir demissão. A proposta original de Jobim, depois de ouvir Exército, Marinha e Aeronáutica, era a criação de uma "comissão da verdade e da reconciliação", seguindo o modelo da África do Sul. Ele e os militares reclamam que Vannuchi não acatou nenhuma das sugestões da área militar.

Juíza que restituiu presidente do Banco Central diz ter sofrido pressão do governo argentino

A juíza Maria José Sarmiento, que revogou na sexta-feira a demissão do presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, disse no sábado que sofreu uma espécie de intimidação do governo da peronista populista Cristina Kirchner. Na manhã de sábado, um policial foi até a casa da juíza para entregar um ofício. A chefia de polícia alegou que ninguém teria conseguido encontrar a magistrada na véspera, para recorrer da decisão judicial. Sarmiento declarou que foi surpreendida pela visita em casa, já que todos sabem onde ela trabalha.

Petrobras é a nona maior empresa do mundo por valor de mercado

A PetroChina lidera o ranking mundial de empresas com maior valor de mercado (US$ 353,174 bilhões), segundo um estudo da empresa de consultoria Ernst & Young apresentado na sexta-feira em Frankfurt (Alemanha), no qual a brasileira Petrobras ficou em nono lugar. A segunda empresa com maior valor de mercado do mundo é a norte-americana Exxon Mobil, com US$ 323,717 bilhões, e a terceira é a também norte-americana Microsoft, com um valor de mercado de US$ 270,636 bilhões em 31 de dezembro do ano passado. As empresas de energia dominam a lista. Das dez primeiras, quatro são norte-americanas e três chinesas: PetroChina, Exxon Mobil, Microsoft, Ind. & Com. Bank of China, Walmart, China Construction Bank, BHP Billiton, HSBC, Petrobras e Google. Os Estados Unidos lideram o ranking com 38 empresas. A seguir aparece a China, com 11, e o Reino Unido, com 8. Na nona posição dentre os países, a Espanha está representada por três empresas, duas a menos que no final de dezembro de 2008 e o mesmo número que em 2007.