quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Candidato republicano ganha eleição e Obama perde domínio no Senado

O republicano Scott Brown derrotou a democrata Martha Coakley na eleição especial realizada nesta terça-feira no estado de Massachusetts para substituir o senador Ted Kennedy, morto no ano passado, fazendo com que o partido do presidente Barack Hussein perca o domínio na Câmara Alta. Segundo os resultados preliminares da eleição, divulgados pela rede de televisão "CNN", Brown teve 53% dos votos, contra 46% da candidata democrata. A derrota de Coakley significa a perda da "supermaioria" do Partido Democrata no Senado (passa de 60 cadeiras para 59, contra 41 que têm agora os republicanos), em um resultado que pode atrapalhar a aprovação da reforma do sistema de saúde promovida pelo presidente Barack Hussein.

Lula detona candidatura de Ronaldo Lessa para salvar Renan Calheiros

Ronaldo Lessa, ex-governador de Alagoas, candidato do PDT a uma vaga no Senado Federal, está frito. Ele foi chamado a Brasília, onde chegou na tarde desta terça-feira, para se reunir nesta quarta-feira com Lula. O presidente bolivariano vai dizer a Ronaldo Lessa que seu destino é ser candidato ao governo, possivelmente para ser derrotado pelo governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), candidato à reeleição. Ronaldo Lessa tem uma eleição certa para o Senado, o que é reconhecido até pelos seus adversários. A outra vaga deverá caber à ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), líder das pesquisas de intenção de voto. E aí está o problema, porque Lula quer reeleger o senador senador Renan Calheiros (PMDB-AL). E para isso deverá sacrificar Ronaldo Lessa. E Ronaldo Lessa, como um cordeirinho, deverá marchar para o sacrifício.

Justiça absolve Diogo Mainardi em outro processo

O colunista Diogo Mainardi, da revista Veja, e a Editora Abril, não precisam indenizar o empresário Carlos Jereissati por reproduzir informações atribuídas a terceiros. A juíza Ana Lucia Vieira do Carmo, da 19ª Vara Cível do Rio de Janeiro, entendeu que não houve excesso por parte do jornalista, que apenas reproduziu informações repassadas por outras pessoas. Em junho de 2006, Diogo Mainardi publicou texto na revista em que afirma “o que Daniel Dantas e seus homens me contaram confidencialmente foi o seguinte: Em meados de 2002, Naji Nahas informou a Daniel Dantas que o presidente da Telemar, Carlos Jereissati, tinha assinado um acordo com o PT, em troca de dinheiro para a campanha eleitoral. Pelo acordo, o governo tomaria a Brasil Telecom de Daniel Dantas e a entregaria à Telemar”. Na decisão, publicada no início de dezembro, a juíza afirma que o colunista apenas registrou informação dada pelo banqueiro Daniel Dantas, que, por sua vez, teria recebido do investidor Naji Nahas. Para ela, apenas houve a transcrição de uma informação, sem qualquer sensacionalismo. “Posteriormente, verificou-se que a Oi (antiga Telemar) efetivamente adquiriu a Brasil Telecom, dando mais plausibilidade à informação fornecida e que, mais uma vez deve se destacar, não houve excesso desrespeitoso”, completou. A juíza afirmou que o empresário é conhecido no cenário nacional e sabe que interessa a todos sua vida pública. “Se divulgados fatos verídicos, sem distorções tendenciosas e maliciosas, sem que sejam emitidos juízos de valor negativos, bem como palavras de cunho ofensivo, não há como se reconhecer que enseje aludida notícia abalos à honra ou à boa imagem do autor”, afirmou. A juíza transcreveu, ainda, parte da decisão do Supremo Tribunal Federal, na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 130, em que os ministros entenderam que a Lei de Imprensa não foi recepcionada pela Constituição Federal, de 1988. “As publicações não foram ofensivas e representam a exteriorização do direito de informação, inerente à atividade jornalística, inexistindo exagero na notícia”, concluiu. O empresário entrou com ação contra Mainardi e a Editora Abril para pedir R$ 100 mil de indenização por conta do texto publicado. Sustentou que a coluna fez com que tivesse a honra maculada. A defesa da revista, representada no caso pelo advogado Gustavo Pinheiro Guimarães Padilha, alegou que o colunista não inventa situações e usa de um estilo que lhe é próprio, caracterizado por ser crítico. Afirmou, ainda, que a informação foi baseada em entrevista concedida pelo banqueiro Daniel Dantas ao colunista.

Estados do Centro-Oeste têm epidemia de dengue

Municípios de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul enfrentam uma epidemia de dengue nas primeiras semanas de 2010, segundo as Secretarias da Saúde desses Estados. Quatro pessoas morreram com suspeita da doença e a superlotação de postos de saúde obrigou autoridades a armar tendas para atender a população. Em Goiás, 1.245 casos da doença foram notificados entre os dias 1 e 9 de janeiro, o que representa 196% a mais do que no mesmo período de 2009. Quatro tendas foram montadas em Goiânia, onde os casos aumentaram 300%. Nelas, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, pacientes passam pela classificação de risco e recebem soro. Em Aparecida de Goiânia, cidade vizinha, serão armadas duas tendas. Por enquanto, o atendimento é feito em enfermarias improvisadas em salas. No Mato Grosso, a epidemia atinge 25 municípios e outros 18 estão sendo monitorados por serem considerados de alto risco para epidemia. Até a semana passada, haviam sido notificados 1.346 casos, sendo 26 graves. Quatro mortes por suspeita da doença estão sob investigação. Já no Mato Grosso do Sul, as notificações deste ano somam 1.814 casos, um aumento de 150% em relação ao ano passado.

Índios decidem desocupar prédio da Funai em Brasília

Os cerca de 150 índios que haviam descumprido o acordo feito com a Funai e permaneciam no prédio do órgão, em Brasília, decidiram deixar o local por volta das 15 horas desta terça-feira. Eles estavam no local, impedindo a entrada de funcionários, desde o início da semana passada em protesto contra a redução no número de administrações regionais proposta pelo Decreto 7.056, assinado pelo presidente Lula em 28 de dezembro do ano passado. Indio brasileiro também é corporativo e gosta de um carguinho. A pedido da Funai, a Justiça havia determinado que os manifestantes deixassem o local na última sexta-feira. No entanto, um acordo permitiu que eles permanecessem no prédio até as 17 horas de segunda-feira. O decreto de reestruturação da Funai prevê a criação de 36 coordenações regionais, em vez das atuais 45 administrações regionais, e de 297 unidades locais, que terão atuação semelhante à dos atuais 337 postos indígenas (atuantes nas principais aldeias do País). O maior problema, segundo lideranças da manifestação, é que, caso o decreto entre em vigor, os índios de alguns Estados que possuem administrações regionais terão de viajar para outras cidades em busca de auxílio da Funai.

Executiva nacional do PDT declara apoio informal à candidatura de Dilma Rousseff

Por unanimidade, a Executiva nacional do PDT decidiu na noite desta terça-feira apoiar a pré-candidatura da candidata petista Dilma Rousseff (ministra da Casa Civil) à sucessão presidencial. A decisão garante apenas um apoio informal à campanha da petista porque ainda precisa ser referendada pelo Diretório Nacional e por uma convenção partidária que será realizada apenas em junho. A expectativa é que o diretório confirme sem grandes dificuldades o reforço na campanha de Dilma Rousseff. A história costuma pregar umas peças inexplicáveis. Dilma Rousseff era considerada "traidora" por Leonel Brizola, o fundador do PDT. Ele dizia que ela havia trocado o partido pelo PT por "um prato de lentilhas". Morto Brizola, os seus seguidores humilham-se aos pés de Dilma Rousseff. Segundo o presidente licenciado do PDT, ministro Carlos Lupi (do Trabalho), o embarque do partido na campanha de Dilma Rousseff será condicionado à inclusão de bandeiras da legenda, como medidas voltadas para educação e a redução da jornada de trabalho, no programa de governo petista. Isso não passa de papagaiada do dono de banca de jornal onde Brizola comprava sua leitura diária. O apoio do PDT deve garantir a candidatura da neo-petista Dilma Rousseff quase dois minutos a mais de propaganda no horário eleitoral gratuito. O presidente atual do PDT, deputado federal Vieira da Cunha (RS) também se atirou ao tapete: Disse ele: "Uma aliança com Dilma seria o caminho mais natural porque a ministra foi fundadora do partido e também porque atualmente a legenda faz parte da base de apoio do governo Lula. Escolhemos a Dilma até por uma questão de coerência política. Afinal, fazemos parte do governo Lula e ele tem sua candidata. Queremos que o governo Lula tenha continuidade e a única hipótese seria apoio a ministra". Vieira da Cunha ousaria dizer isso se Brizola fosse vivo? Certamente, não.