sábado, 1 de maio de 2010

Sistema antienchente milionário de Blumenau falha durante a chuvarada

O sistema instalado para monitorar o nível do rio Itajaí-Açú durante as cheias não funcionou nos últimos dias, quando as chuvas atingiram vários municípios de Santa Catarina. Anunciado após a enchente de 2008, o sistema orçado em R$ 1,3 milhão foi modernizado e instalado pelo governo do Estado como uma forma de acompanhar o nível da água e prever enchentes com até dez horas de antecedência. Ao todo, 16 estações foram espalhadas ao longo de todo o Vale do Itajaí. Mas se revelaram inúteis, porque as leituras precisaram ser realizadas manualmente pelos técnicos da Defesa Civil durante as chuvas do início da semana. A licitação para instalação foi feita pelo governo do Estado. Por meio de um convênio, o Centro de Operação do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açú (Ceops) é responsável pela operação do sistema de telemetria. O equipamento não funcionou em alguns pontos no momento de crise e conseguiu apontar apenas a precipitação pluviométrica dos últimos dias. O professor Mário Tachini, que atua no Ceops da Universidade de Blumenau (FURB), afirma que o problema foi causado porque os sensores do equipamento "são sensíveis a esse tipo de situação, como por exemplo, os resíduos que as águas acabam trazendo". Segundo ele, assim que as águas baixarem, uma empresa de São Paulo que instalou o equipamento deve realizar a manutenção do aparato. A FURB é uma universidade que tem se mostrado incompetente nas últimas três décadas para achar uma solução para os problemas das enchentes. Na verdade, é uma universidade xenófoba que escorraça talentos para privilegiar filhos da terra, que se penduram no fundo de previdência dos municípários de Blumenau. Além disso, é uma universidade completamente fora dos controles do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina.

Reunião de cúpula na Argentina deve eleger secretário-geral da Unasul

Líderes latino-americanos se reunirão na terça-feira em Los Cardales, localidade da província argentina de Buenos Aires, para eleger o secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Entre os que já confirmaram presença estão os chefes de Estado do Uruguai, Brasil, Venezuela, Equador, Chile, Paraguai e Bolívia. Resumindo, é uma reunião dos bolivarianos. O favorito ao cargo é o ex-presidente argentino, o ex-montonero Néstor Kirchner. O presidente do Uruguai, ex-terrorista tupamaro José Mujica, confirmou neste sábado a sua participação na Cúpula de chefes de Estado e de governo do Unasul. O evento contará ainda com o brasileiro bolivariano Lula, o ditador venezuelano Hugo Chávez, o fascistóide esquerdóide equatoriano Rafael Correa, o chileno Sebastián Piñera, o paraguaio comunista ex-bispo Fernando "Pai Nosso" Lugo e o indio cocaleiro trotskista boliviano Evo Morales, além da anfitriã Cristina Kirchner. Estarão ausentes os mandatários de Peru, Alan García, e Colômbia, Álvaro Uribe. Líderes dos outros membros do grupo, Suriname e Guiana, também não irão e decidiram enviar seus representantes.

Mancha de petróleo no golfo do México já triplicou de tamanho

A área da mancha de petróleo formada após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, no golfo do México, já triplicou de tamanho rapidamente neste sábado, aumentando a tensão entre os especialistas de que o desastre possa ser muito maior do que o estimado há dois dias. A conclusão dos cientistas chega após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter anunciado uma visita ao local nas próximas 48 horas. Em menos de um dia a mancha aumentou três vezes. Na quinta-feira o óleo tinha uma superfície de 3.000 quilômetros quadrados, e ao fim da sexta-feira a área atingida já era de 9.900 quilômetros quadrados, de acordo com imagens de satélites europeus analisadas pela Universidade de Miami. "O derramamento está se espalhando e aumentando numa velocidade muito mais rápida do que o estimado", disse neste sábado o diretor executivo do Centro Avançado de Sensoreamento Remoto Tropical do Sudeste, da Universidade de Miami. A Guarda Costeira norte-americana estima que cerca de 757 mil litros de petróleo estão sendo lançados na costa sul dos Estados Unidos todos os dias, o que significa que em torno de seis milhões de litros já tenham sido expelidos desde o acidente de 20 de abril que matou 11 funcionários da plataforma no golfo do México.

Polícia prende vereadores no interior paulista por recebimento de propina para revogar lei

Quatro dos nove vereadores de Barrinha, na região de Ribeirão Preto, foram presos neste sábado. Eles são acusados de receber dinheiro para revogar uma lei municipal que delimita a distância entre os postos de combustível da cidade. A prisão temporária de Antonio Kinoshito (PMDB), presidente da Câmara; Saint Clair Marinho Filho (DEM), Jamel Jamil Chukr (PP) e Carlos Alexandre Alves Borges (PTB) foi pedida pela Polícia Civil. A detenção é válida por cinco dias, mas a polícia a seguir também deve pedir a prisão provisória dos quatro envolvidos sob a justificativa de que podem atrapalhar a investigação. A denúncia que levou à prisão dos vereadores foi feita pelo dono de posto de combustível Mituo Takahashi, que gravou e entregou à polícia uma conversa que teve com o vereador Carlos Alexandre Alves Borges, na qual ele afirma que o presidente da Câmara havia recebido um cheque de R$ 45 mil, para revogar uma lei que restringia a abertura de postos a 500 metros um do outro. O valor recebido seria repartido com outros membros da casa. O pagamento teria sido feito por um concorrente de Takahashi, interessado em instalar um novo negócio próximo ao seu. Na gravação, o vereador Carlos Alexandre Alves Borges sugere que o empresário prejudicado pela propina ofereça uma quantia maior para que a revogação não seja votada. Após a entrega da fita, na semana passada, a polícia e Ministério Público passaram a investigar o caso.

DIOGO MAINARDI - O Lanzetta da “Laranza”

O PT contratou Luiz Lanzetta para comandar a assessoria de imprensa de Dilma Rousseff. Isso mesmo: Luiz Lanzetta. Ninguém sabe quem ele é. Ninguém sabe por que ele foi contratado. Está na hora de tentar saber. Luiz Lanzetta comanda a assessoria de imprensa de Dilma Rousseff, mas nenhum dos assessores de imprensa de Dilma Rousseff é comandado por Luiz Lanzetta. De fato, ele só contratou quem o PT mandou contratar. De Helena Chagas, apadrinhada por Franklin Martins, a Oswaldo Buarim, que pertence à quota da própria Dilma Rousseff. Luiz Lanzetta simplesmente assinou seus contratos de trabalho e passou a pagar seus salários. A empresa usada por ele para contratar e para pagar os assessores de imprensa do PT chama-se Lanza. No meio jornalístico brasiliense, ela já ganhou o apelido de “Laranza”. Em 2002, Marcos Valério pagou um monte de profissionais escolhidos pelo PT para cuidar da campanha presidencial de Lula. Agora, em 2010, Luiz Lanzetta paga um monte de profissionais escolhidos pelo PT para cuidar da campanha de Dilma Rousseff. De lá para cá, tudo melhorou. O tesoureiro do PT, em 2002, era Delúbio Soares. O tesoureiro do PT, em 2010, é o homem da Bancoop. Ufa. Luiz Lanzetta tem um jornalzinho e um site na internet: brasiliaconfidencial.inf.br. Nas páginas do site, o nome de seu autor é mantido em segredo. A rigor, o site inteiro é mantido em segredo, considerando que praticamente ninguém o conhece. Mas seus artigos costumam ser reproduzidos por blogueiros pagos pelo lulismo. Uma de suas manchetes: “Pesquisa aponta disparada de Dilma”. Outra manchete: “Tropa tucana agride professores”. Outra manchete: “Serra comanda baixaria na internet”. A campanha de Dilma Rousseff está ruindo. Fernando Pimentel, seu coordenador, é conhecido por suas patetices. Quando era terrorista, ele tentou sequestrar um diplomata americano cinco vezes, e fracassou em todas elas. Mesmo baleado pelas costas, o diplomata americano conseguiu fugir. Na sede da campanha, dois assessores de imprensa pagos por Luiz Lanzetta já pegaram dengue: Helena Chagas e Giles Azevedo. No Rio de Janeiro, um apaniguado da Petrobras, Wagner Tiso, tentou organizar um encontro de artistas com Dilma Rousseff. Só compareceram oito deles, e o de maior prestígio era o cartunista Aroeira. Lula, alarmado com o desempenho de sua candidata, ordenou que Dilma Rousseff tomasse umas aulas para aprender a falar em público. Sua professora, Olga Curado, treinou também Roger Abdelmassih, aquele médico acusado de ter estuprado dezenas de pacientes. Quem contratou a professora de Dilma Rousseff foi Luiz Lanzetta. Quem pagou a conta foi o homem da Bancoop.

Chega ao Supremo apresentou queixa-crime contra deputado federal Ciro Gomes por difamação e injúria

O deputado federal Eduardo Cosentino da Cunha (PMDB-RJ) ingressou com queixa-crime (Inquérito 2954) contra o também deputado federal (PSB-CE) Ciro Ferreira Gomes por difamação e injúria. O pedido, apresentado ao Supremo Tribunal Federal, tem como relator o ministro Celso de Mello. Conforme a queixa, no dia 11 de dezembro de 2009, Ciro Gomes proferiu palestra em Fortaleza (CE) na sede do Centro Cultural Oboé, onde falou em linhas gerais sobre as projeções políticas e o cenário econômico esperado para o ano de 2010. Durante o seu discurso, Ciro Gomes teria citado expressamente o nome de Eduardo Cunha como exemplo de pessoa que “‘não presta’, assim entendido como pessoa inservível, inútil e sem prestimosidade”.Ciro Gomes teria dito que Cunha seria “uma espécie de feiticeiro da aldeia”, ao mencionar sobre o desempenho da função dele perante o PMDB. Na ocasião, Ciro Gomes, “sarcasticamente, comparou tanto Eduardo como o seu partido político a uma tribo indígena, na alusão de ser composto por diferentes grupos sociais ao dizer que ‘Eduardo Cunha é da etnia fluminense”. “Quando Ciro Gomes chamou Eduardo Cunha de uma espécie de ‘pajé’ do PMDB, o insultou com a frase de que o querelante ‘costuma lançar feitiços na direção das arcas de Furnas’”, afirmou o advogado. No final da palestra, Ciro Gomes ainda teria assinalado que Eduardo Cunha seria um “trambiqueiro”, ao dizer que “ele é o relator dos trambiques que se fazem nas medidas provisórias”. Para a defesa de Cunha, “não há dúvida de que a palestra que Ciro Gomes proferiu em Fortaleza, Ceará, na presença de inúmeras pessoas, desrespeitou a honra e a imagem do querelante, caracterizando suas afirmações como sendo difamatórios e injuriosos.

Revista Veja denuncia - A farra da antropologia oportunista

Critérios frouxos para a delimitação de reservas indígenas e quilombos ajudam a engordar as contas de organizações não governamentais e diminuem ainda mais o território destinado aos brasileiros que querem produzir. A reportagem é dos jornalistas Leonardo Coutinho, Igor Paulin e Júlia de Medeiros. "As dimensões continentais do Brasil costumam ser apontadas como um dos alicerces da prosperidade presente e futura do país. As vastidões férteis e inexploradas garantiriam a ampliação do agronegócio e do peso da nação no comércio mundial. Mas essas avaliações nunca levam em conta a parcela do território que não é nem será explorada, porque já foi demarcada para proteção ambiental ou de grupos específicos da população. Áreas de preservação ecológica, reservas indígenas e supostos antigos quilombos abarcam, hoje, 77,6% da extensão do Brasil. Se a conta incluir também os assentamentos de reforma agrária, as cidades, os portos, as estradas e outras obras de infraestrutura, o total alcança 90,6% do território nacional. Ou seja, as próximas gerações terão de se contentar em ocupar uma porção do tamanho de São Paulo e Minas Gerais. E esse naco poderá ficar ainda menor. O governo pretende criar outras 1 514 reservas e destinar mais 50 000 lotes para a reforma agrária. Juntos, eles consumirão uma área equivalente à de Pernambuco. A maior parte será entregue a índios e comunidades de remanescentes de quilombos. Com a intenção de proteger e preservar a cultura de povos nativos e expiar os pecados da escravatura, a legislação brasileira instaurou um rito sumário no processo de delimitação dessas áreas. Os motivos, pretensamente nobres, abriram espaço para que surgisse uma verdadeira indústria de demarcação. Pelas leis atuais, uma comunidade depende apenas de duas coisas para ser considerada indígena ou quilombola: uma declaração de seus integrantes e um laudo antropológico. A maioria desses laudos é elaborada sem nenhum rigor científico e com claro teor ideológico de uma esquerda que ainda insiste em extinguir o capitalismo, imobilizando terras para a produção. Alguns relatórios ressuscitaram povos extintos há mais de 300 anos. Outros encontraram etnias em estados da federação nos quais não há registro histórico de que elas tenham vivido lá. Ou acharam quilombos em regiões que só vieram a abrigar negros depois que a escravatura havia sido abolida. Nesta reportagem, VEJA apresenta casos nos quais antropólogos, ativistas políticos e religiosos se associaram a agentes públicos para montar processos e criar reservas. Parte delas destrói perspectivas econômicas de toda uma região, como ocorreu em Peruíbe, no Litoral Sul de São Paulo. Outras levam as tintas do teatro do absurdo. Exemplo disso é o Parque Nacional do Jaú, no Amazonas, que englobou uma vila criada em 1907 e pôs seus moradores em situação de despejo. A solução para mantê-los lá foi declarar a área um quilombo do qual não há registro histórico. Certas iniciativas são motivadas pela idéia maluca de que o território brasileiro deveria pertencer apenas aos índios, tese refutada pelo Supremo Tribunal Federal. Há, ainda, os que advogam a criação de reservas indígenas como meio de preservar o ambiente. E há também – ou principalmente – aqueles que, a pretexto de proteger este ou aquele aspecto, querem tão somente faturar. "Diante desse quadro, é preciso dar um basta imediato nos processos de demarcação", como já advertiu há quatro anos o antropólogo Mércio Pereira Gomes, ex-presidente da Funai e professor da Universidade Federal Fluminense. Os laudos antropológicos são encomendados e pagos pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Mas muitos dos antropólogos que os elaboram são arregimentados em organizações não governamentais (ONGs) que sobrevivem do sucesso nas demarcações. A quantidade de dinheiro que elas recebem está diretamente relacionada ao número de índios ou quilombolas que alegam defender. Para várias dessas entidades, portanto, criar uma reserva indígena ou um quilombo é uma forma de angariar recursos de outras organizações estrangeiras e mesmo do governo brasileiro. Não é por outro motivo que apenas a causa indígena já tenha arregimentado 242 ONGs. Em dez anos, a União repassou para essas entidades 700 milhões de reais. A terceira maior beneficiária foi o Conselho Indígena de Roraima (CIR). A instituição foi criada por padres católicos de Roraima com o objetivo de promover a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, um escândalo de proporções literalmente amazônicas. Instituída em 2005, ela abrange 7,5% do território do estado e significou a destruição de cidades, de lavouras e um ponto final no desenvolvimento do norte de Roraima – que, no total, passou a ter 46% de sua área constituída por reservas indígenas. Em dez anos, o CIR recebeu nada menos que 88 milhões de reais da União, mais do que a quantia repassada à delegacia da Funai de Roraima no mesmo período. Não é preciso dizer que a organização nem sequer prestou contas de como gastou esse dinheiro. A ganância e a falta de controle propiciaram o surgimento de uma aberração científica. Antropólogos e indigenistas brasileiros inventaram o conceito de "índios ressurgidos". Eles seriam herdeiros de tribos extintas há 200 ou 300 anos. Os laudos que atestam sua legitimidade não se preocupam em certificar se esses grupos mantêm vínculos históricos ou culturais com suas pretensas raízes. Apresentam somente reivindicações de seus integrantes e argumentos estapafúrdios para justificá-las. A leniência com que a Funai analisa tais processos permitiu que comunidades espalhadas pelo país passassem a se apresentar como tribos desaparecidas. As regiões Nordeste e Norte lideram os pedidos de reconhecimento apresentados à Funai. Em dez anos, a população que se declara indígena triplicou. Em 2000, o Ceará contava com seis povos indígenas. Hoje, tem doze. Na Bahia, catorze populações reivindicam reservas. Na Amazônia, quarenta grupos de ribeirinhos de repente se descobriram índios. Em vários desses grupos, ninguém é capaz de apontar um ancestral indígena nem de citar costumes tribais. VEJA deparou com comunidades usando cocares comprados em lojas de artesanato. Em uma delas, há pessoas que aderiram à macumba, um culto africano, pensando que se tratasse da religião do extinto povo anacé. No Pará, um padre ensina aos ribeirinhos católicos como dançar em honra aos deuses daqueles que seriam seus antepassados. Casos assim escandalizam até estudiosos benevolentes, que aceitam a tese dos "índios ressurgidos". "Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente de cultura indígena original", diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Declarar-se índio, no entanto, além de fácil, é uma farra. No governo do PT, basta ser reconhecido como índio para ganhar Bolsa Família e cesta básica. O governo gasta 250% mais com a saúde de um índio – verdadeiro ou das Organizações Tabajara – do que com a de um cidadão que (ainda) não decidiu virar índio. O paradoxo é que, em certas regiões, é preciso ser visto como índio para ter acesso a benesses da civilização. As "tribos" têm direito a escolas próprias, o que pode ser considerado um luxo no interior do Norte e do Nordeste, onde milhões de crianças têm de andar quilômetros até a sala de aula mais próxima. "Aqui, só tinha escola até a 8ª série e a duas horas de distância. Depois que a gente se tornou índio, tudo ficou diferente, mais perto", diz Magnólia da Silva, neotupinambá baiana. Isso para não falar da segurança fornecida pela Polícia Federal, que protege as terras de invasões e conflitos agrários. "Essas vantagens fizeram as pessoas assumir artificialmente uma condição étnica, a fim de obter serviços que deveriam ser universais", constata o sociólogo Demétrio Magnoli. A indústria da demarcação enxergou nas pequenas comunidades negras mais uma maneira de sair do vermelho e ficar no azul. Para se ter uma idéia, em 1995, na localidade de Oriximiná, no Pará, o governo federal reconheceu oficialmente a existência de uma comunidade remanescente de um quilombo – e, assim, concedeu um pedaço de terra aos supostos herdeiros dos supostos escravos que supostamente viviam ali. Desde então, foram instituídas outras 171 áreas semelhantes em diversas regiões. Em boa parte delas, os critérios usados foram tão arbitrários quanto os que permitiram a explosão de reservas indígenas. Também no caso dos remanescentes de quilombolas, a principal prova exigida para a demarcação é a autodeclaração. Como era de esperar, passou a ser mais negócio se dizer negro do que mulato. "Desde que o governo começou a financiar esse tipo de segregação racial, os mestiços que moram perto de quilombos passaram a se declarar negros para não perder dinheiro", diz a presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro, Helderli Alves. Índio que não é índio, negro que não é negro, reservas que abrangem quase 80% do território nacional e podem alcançar uma área ainda maior: o Brasil é mesmo um país único. Para espertinhos e espertalhões.

Serra lidera no Mato Grosso do Sul

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) é o favorito na opinião do eleitorado sul-mato-grossense à presidência da República. Ele tem 39% das intenções de voto. A segunda na preferência dos eleitores é a petista Dilma Rousseff, com 29% das intenções de voto. Os dados são da pesquisa Ibrape divulgada pelo jornal Correio do Estado. A pesquisa espontânea – quando o entrevistado indica o nome sem consultar lista de candidatos – também aponta a preferência do sul-mato-grossense por José Serra. O tucano foi mencionado por 18% do eleitorado enquanto Dilma foi lembrada por apenas 6%. O segundo colocado na espontânea é o presidente Lula que já está em segundo mandato e não pode concorrer à reeleição. A pesquisa foi realizada no período de 8 a 14 de abril, com 1.647 eleitores em oito regiões do Estado.

Pesquisa mostra que 71% das bibliotecas municipais do País não têm internet

Uma pesquisa divulgada na sexta-feira pelo Ministério da Cultura aponta que 71% das bibliotecas públicas municipais não disponibilizam acesso à internet aos usuários. Os dados foram coletados durante o primeiro censo nacional das bibliotecas municipais feito no País. A falta de acessibilidade foi classificada como "gravíssima" por Fabiano Piúba, diretor de livro, leitura e literatura do ministério. Segundo ele, a responsabilidade por essas bibliotecas é principalmente dos municípios. O governo federal, diz ele, tem o papel de definir políticas públicas e instigar as prefeituras a disponibilizarem esses equipamentos culturais. Para tentar alterar a situação, o ministério pretende investir R$ 30,6 milhões na modernização e construção de bibliotecas públicas brasileiras. Bom se pretende, deve ser o próximo governo, porque esse governo do Lula já acabou, não faz mais nada, só papel. Prefeituras e Estados podem se inscrever até o dia 15 de junho no edital de convocação. A pesquisa também mostra que 91% das bibliotecas não têm ferramentas que permitam a utilização por deficientes visuais (como livros em braile e audiolivros). Os dados apontam que 8% dos municípios brasileiros não possuem bibliotecas públicas mantidas pela prefeitura. Existem bibliotecas ainda em fase de implantação ou de reabertura em 13% dos municípios. Ou seja, funcionando de fato, há bibliotecas públicas municipais em 79% das cidades.

Anfavea diz que indústria automotiva investirá US$ 11,2 bilhões até 2012

Os investimentos da indústria automobilística brasileira entre 2010 e 2012 devem totalizar US$ 11,2 bilhões, segundo os dados anunciados nesta sexta-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Entre 2007 e 2009, foram US$ 8,1 bilhões. De acordo com o presidente da entidade, Cledorvino Belini, isso mostra que os empresários acreditam no Brasil. Os recursos serão direcionados para as áreas de produtos, tecnologia e melhoria de processos. "Somos já um grande player no presente, mas temos que estar estruturados para a nova realidade, com os novos emergentes", afirmou Belini. A produção do setor registrou recorde em março e no primeiro trimestre deste ano, assim como os licenciamentos.

Mensaleiro Delúbio Soares se diz parte da "epopéia vitoriosa" do governo Lula

Afastado da linha de frente da política desde 2005, ano em que se tornou público o escândalo do Mensalão do PT, o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares publicou nesta sexta-feira artigo em um jornal de Brasília em que chama de "atabalhoada, fracassada e improdutiva" a gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e em que sugere ter feito parte da "epopéia vitoriosa" do governo Lula. Ao estabelecer uma série de comparações entre as gestões de FHC e Lula (2002-2010), o mensaleiro Delúbio Soares parafrasea o slogan da pré-campanha tucana, "O Brasil pode muito mais. Lula mostrou isso", e dá a Lula o título de "príncipe" e à Fernando Henrique Cardoso o de "sapo". "O sapo é o governo incapaz e arrogante dos tucanos, enquanto o príncipe é o povo que tomou as rédeas de seu destino e demonstra, ele próprio, como se governa com competência e seriedade", escreveu Delúbio em sua coluna no jornal "Alô Brasília". Expulso do PT, em 2005, e réu no processo penal 470 do Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal, o mensaleiro Delúbio Soares tentou retornar ao PT em 2009 com o objetivo de se candidatar a deputado estadual ou federal neste ano. O texto de Delúbio Soares é um latifúndio de besteiras. Como ele é professor público, dá para se entender o nível da edução no Brasil pelo trecho a seguir de seu texto: "No futuro próximo, iremos ler os historiadores recapitulando os fatos, descrevendo momentos que marcaram, ideias que moveram multidões, líderes que cumpriram suas missões e outros que fraudaram a confiança de seus povos. E ficaremos extasiados com tudo o que nos for relatado sem dar-nos conta de que fomos parte efetiva daquela epopéia vitoriosa, da guerra sangrenta, do desafio enfrentado, da utopia buscada". Guerra sangrenta, é? Ele deve estar se referindo aos saques a cofres que o esquema do Mensalão do PT, organizado por ele, promoveu no Brasil, para pagar os apoios políticos de partidos e parlamentares ao governo bolivariano de Lula.

Dilma diz não ser a favor de revanchismo, sobre decisão do Supremo de manter Lei da Anistia

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira ser contrária ao revanchismo após ser questionada sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal de manter inalterada a Lei da Anistia. O julgamento envolvia ação da OAB, que defendia que a lei fosse alterada para punir quem praticou crimes de tortura durante a ditadura militar no País. "Eu não sou a favor de revanchismo de nenhuma forma. Do ponto de vista da decisão do Supremo, decidiu, decidido está", afirmou ela. Questionada sobre parecer da Casa Civil elaborado quando ela estava à frente da pasta, Dilma Rousseff disse que a posição do governo está no parecer da Advocacia Geral da União, que é contrário à revisão da Lei da Anistia. O parecer da Casa Civil era favorável à revisão. "O parecer oficial é o da AGU", respondeu. Segundo ela, o governo Lula sempre foi muito democrático e aceitou posições diferentes de seus integrantes em relação ao tema.

BNDES aprova financiamento de R$ 766 milhões para o Metrô de São Paulo

O BNDES aprovou financiamento de R$ 766 milhões para a expansão da linha 5 do Metrô de São Paulo em 11,5 quilômetros. O financiamento corresponde a 13% do valor da obra, estimada em R$ 6 bilhões. Segundo o BNDES, trata-se de um dos maiores financiamentos já concedidos para o setor de transporte público urbano. A expansão da linha ligará a estação Largo Treze de Maio, no bairro de Santo Amaro, até a estação Chácara Klabin, da linha 2, na Vila Mariana. A obra conta ainda com empréstimos do Banco Mundial e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), além de contrapartida do Estado de São Paulo. O financiamento do BNDES será destinado a obras civis de construção da via permanente do metrô. Os investimentos nestas obras civis somam R$ 3,47 bilhões.

Protógenes Queiroz e Netinho acompanham Dilma e Mercadante em Santos

O PT aproveitou a viagem dos pré-candidatos Dilma Rousseff, Aloizio Mercadante e a ricaça petista Marta Suplicy ao litoral de São Paulo para se aproximar de aliados do PCdoB. O partido tenta ficar com a segunda vaga de candidato ao Senado na chapa de Mercadante ao Palácio dos Bandeirantes. Mas o PT só deve fechar a composição da chapa em junho. A única coisa decidida é que a primeira vaga de candidato ao Senado é da ricaça petista Marta Suplicy. A segunda vaga pode entrar na negociação do PT com o PSB, que tenta lançar o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, ao governo de São Paulo.

Temer diz que parte do PMDB-SP vai apoiar Dilma nas eleições

O PMDB de Michel Temer, presidente da Câmara e virtual candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT), não deve se tornar oposição, mesmo com uma eventual vitória do tucano José Serra na eleição presidencial de outubro. Essa foi a indicação de Temer, quando questionado sobre o futuro do partido, em caso de uma derrota de Dilma. As declarações foram dadas nesta sexta-feira, na Agrishow, em Ribeirão Preto, interior paulista. Temer disse, porém, estar confiante na vitória da petista. Sobre o papel do PMDB na disputa presidencial, afirmou que o partido deve aliviar a resistência de setores mais conservadores da sociedade em relação a Dilma por oferecer um programa de governo menos radical.

Oposição vai entrar na Justiça contra pronunciamento de Lula na TV

A oposição promete ingressar nos próximos dias com representação no Tribunal Superior Eleitoral contra o presidente Lula por propaganda eleitoral antecipada por considerar que o petista usou o pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, na noite de quinta-feira, para defender a candidatura de Dilma Rousseff (PT) ao Palácio do Planalto. Para a oposição, a frase de Lula de que o seu mandato está chegando ao fim, mas que "este modelo de governo está apenas começando" mostra que Lula fez campanha. "O que fez o presidente foi se utilizar da máquina pública para fazer o proselitismo eleitoral. A campanha foi explícita", disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). A idéia é apresentar uma representação conjunta, assinada por PSDB, DEM e PPS, contra o programa de Lula no rádio e na TV.

Skaf diz que chance de ser vice de Mercadante é igual a do petista ser seu vice

O empresário sem empresa Paulo Skaf (PSB), presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São paulo), disse nesta sexta na Agrishow, em Ribeirão Preto, que a possibilidade de ele ser candidato a vice na chapa do senador Aloizio Mercadante é a mesma de o petista ser seu vice na campanha do governo do Estado. O empresário afirmou que está negociando com o PT, mas sua intenção mesmo é ser cabeça de chapa e o tempo de TV não é empecilho para sua candidatura. O socialista aparece com 1% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha.