segunda-feira, 3 de maio de 2010

Produtores rurais gaúchos correm o risco de perder 1 bilhão de reais em até 60 dias

Está em curso mais uma operação criadora de dificuldades para que os produtores rurais gaúchos possam desfrutar, em até 60 dias, de um investimento que pode chegar a um bilhão de reais. Esse dinheiro está disponível no Procap-Agro, uma linha de financiamento aberta pelo governo Lula. Chama-se Programa de Capitalização das Cooperativas Agropecuárias do Brasil. Esse programa é gerenciado pelo BNDES, que repassa os recursos para os agentes financeiros, como Banrisul e Caixa RS, no Rio Grande do Sul. O prazo para a retirada dos recursos nos bancos se encerra no dia 30 de junho. Até o momento, entre 40 e 50 cooperativas gaúchas já apresentaram seus projetos para os agentes financeiros repassadores dos recursos do BNDES, uma linha de financiamento altamente interessante, com juros de 6,75% ao ano e seis anos para resgate. Na última sexta-feira, pela manhã, o presidente da Ocergs (Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul), Vergilio Frederico Perius, ligou para o presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Giovani Cherini (PDT) e pediu sua intereferência para a marcação de uma audiência com a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), na qual Perius quer pedir o envolvimento do governo para que sejam agilizados os processos burocráticos e liberados estes recursos para os produtores rurais. Vergilio Perius não admite que a burocracia possa impedir a chegada desse um bilhão de reais para o sistema cooperativo: "A governador Yeda Crusius levou três anos de governo para conseguir alcançar cerca de um bilhão de reais para realizar investimentos. Nós podemos conseguir esse dinheiro em 60 dias, a um custo muito baixo, e é um dinheiro que chegará direto ao produtor, gerando um imenso benefício para as atividades rurais no nosso Estado. Não podemos perder essa oportunidade de jeito nenhum". No Rio Grande do Sul há grande necessidade de investimento no campo. Por exemplo: o Estado tem cerca de 62 mil pequenas propriedades rurais produzindo leite. Essas propriedades produzem cerca de 5 milhões de litros de leite por dia, com uma média diária por propriedade de 14 litros. Ocorre que o Estado tem uma base industrial capaz de processar até 15 milhões de litros de leite, e hoje a produção total no Rio Grande do Sul não passa de dez milhões de litros diários. O sistema cooperativo precisa se fortalecer porque sofre constantes assaltos de empresas privadas que não tem qualquer compromisso com o desenvolvimento da atividade primária, não ajudam a formar novas bacias leiteiras, nem fazem o fomento das propriedades, com o desenvolvimento de um rebanho cada vez mais especializado. A Ocergs está se preparando para levar até a governadora Yeda Crusius uma comitiva de peso. Os produtores rurais pensam, inclusive, em convidar o ex-ministro Paulo Brossard para que faça parte do grupo que irá falar com a governadora pedindo a sua interferência.

Vale vende ativos de alumínio a empresa norueguesa por US$ 4,9 bilhões

A empresa norueguesa de alumínio Norsk Hydro confirmou neste domingo a compra dos ativos de alumínio do gigante minerador brasileiro Vale, por US$ 4,9 bilhões. Efetuada em dinheiro e em compra de ações, além de uma recuperação da dívida, esta operação, a maior compra já realizada por uma empresa norueguesa, levará a Vale a tomar em contrapartida 22% da Norsk Hydro, o que a tornará a segunda acionista, atrás apenas do Estado norueguês. Os principais ativos comprados da Vale são sua parte de 51% na produtora de alumínio Albras, seus 57% na refinaria de alumínio Alunorte, propriedade conjunta com a Norsk Hydro, que controlará agora 91%, e seus 60% na mina de bauxita da Paragominas, uma das três maiores do mundo. Esta quantidade de bauxita, minério do qual é feito o alumínio, permitirá que a Norsk Hydro disponha de reservas suficientes para manter seu nível atual de produção de alumínio por aproximadamente 100 anos. Para finalizar a operação, a Norsk Hydro procederá a um aumento de capital, e espera obter US$ 1,7 bilhão com ele. Segundo o comunicado, o Estado norueguês apoia a transação. Sua parte na Norsk Hydro, atualmente de 43,8%, cairá para 34,5%. O preço de compra se divide em uma soma de US$ 1,1 bilhão em dinheiro, cerca de US$ 3,1 bilhões em ações e uma recuperação da dívida por US$ 700 milhões.

Luis Dulci diz que Lula nunca priorizou nome de Hélio Costa em Minas Gerais

O ministro Luiz Dulci, titular da Secretaria Geral da Presidência da República, disse neste domingo que nunca viu o presidente Lula dizer que o nome do senador e ex-ministro Hélio Costa (PMDB) deva ter a prioridade na escolha do candidato ao governo de Minas Gerais que unificará o palanque da candidata presidencial pelo PT, a neopetista Dilma Rousseff, no segundo colégio eleitoral do País. "As informações são sempre de terceiros. Nunca vi o presidente falar disso. Os terceiros sempre são interessados", afirmou Dulci.

Polícia muito desconfiada do suposto roubo no apartamento da filha de Lula em Florianópolis

A polícia de Santa Catarina está intrigada com o suposto furto à casa de Lurian, filha do presidente Lula, em Florianópolis. O delegado do caso, Jaime Martins, confirmou que o crime ainda não foi comprovado. Com acessos ao edifício protegidos por seguranças do Exército, os “invasores” teriam de saltar da varanda do prédio ao lado para entrar no apartamento, manobra que só Homem-Aranha seria capaz de fazer. Por conta disso, os policiais catarinenses já desconfiam de “armação” na tal invasão ao apartamento de Lurian. A dúvida dos policiais decorre das razões para uma simulação de furto no apartamento de Lurian, recém-separada do marido. Lurian deixou a polícia ainda mais confusa ao garantir que o suposto ladrão se trancou no banheiro, após o furto. E se fugiu de lá. A filha de Lula disse à polícia que o suposto ladrão teria roubado R$ 710,00 em dinheiro, roupas femininas, bijuterias, um notebook e um videogame. Ora, ora.... era um fim de semana e ela estava sozinha no apartamento. Então....

A neopetista Dilma cumpre maratona de entrevistas de "treinamento" com a própria assessoria para aprender a falar

Em meio ao debate dentro do próprio PT sobre a necessidade de melhora no desempenho de Dilma Rousseff diante das câmeras e microfones, a equipe de campanha da candidata neopetista inaugurou, na noite deste domingo, mais um modelo de divulgação da petista na internet: entrevista para sua própria assessoria, em vídeo, sobre um tema específico. Na semana que passou, o site de Dilma começou a veicular aúdios de 5 minutos com entrevistas temáticas produzidas por sua equipe. O objetivo era espalhar os áudios pela internet e em rádios do interior do País. Na noite deste domingo entrou no ar o modelo em vídeo. Ladeada por uma apresentadora e por Marcelo Branco, o petista gaúcho que coordena sua campanha na internet, Dilma falou sobre cultura por cerca de 15 minutos, em entrevista gravada. Claro, aí ela parece brilhar, porque diante de jornalistas de verdade ela tem sido um fracasso até agora. A maior revelação da neopetista Dilma Rousseff foi dizer que costuma ouvir Cassia Eller em seu iPod enquanto faz caminhadas recomendadas por seu cardiologista para combater a hipertensão. Se alguém se der ao trabalho de rever as antigas entrevistas de Dilma Rousseff, vai descobrir que ela conviveu com a alta aristocracia mineira e que gosta, mesmo, é de música clássica. Cassia Eller ajuda a compor o seu "gosto popular". De acordo com o PT, Dilma está fazendo "media training" (treinamento para ter desempenho satisfatório sob os holofotes) nessa fase de pré-campanha, além de estar recorrendo a outros métodos para tentar melhorar o desempenho. Ou seja, o PT está "fabricando" a candidata.

Lula faz campanha eleitoral pró-Dilma em eventos patrocinados pelo seu governo

O presidente Lula da Silva voltou a defender a continuidade do seu governo na festa de 1º de Maio realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Bernardo do Campo, no sábado. Lula deu a receita para que seu governo tenha sequência: "Para que continue, todos vocês sabem o que têm que fazer". Ao lado dele estava a neopetista Dilma Rousseff. Mas a defesa da continuidade de seu governo foi feita hoje ao longo do dia nas participações de Lula nas festas do Dia do Trabalho promovidas pelas centrais sindicais. Em todas elas, Dilma estava ao seu lado no palco. Na festa da CUT, ele disse que poderia falar sobre eleições: "A legislação não me permite falar de candidatos". E Lula defendeu a continuidade de seu governo: "Não é possível resolver o problema de 500 anos em oito. É preciso um sequenciamento. Dilma, você ouviu o que eu disse? Sequenciamento..." No palanque montado pela Força Sindical, Lula fez uma menção indireta à candidata petista: "Vocês sabem quem eu quero". Antes dele, Dilma Rousseff discursou no evento da Força Sindical e reiterou que tem planos de expansão para a economia e para o País.

PSDB planeja entrar com ação no TSE contra Lula por propaganda em festa da Força

O advogado do PSDB, Ricardo Penteado, disse que o partido estuda entrar com uma nova representação contra o presidente Lula por propaganda eleitoral na festa do Dia do Trabalho realizada pela Força Sindical em São Paulo. Para o advogado, o presidente e outros participantes da festa defenderam, mesmo que indiretamente, o voto na candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff. "Estamos vendo um evento sindical patrocinado por empresas estatais como pelos próprios sindicatos, que estão usando dinheiro do trabalhador, que é cobrado compulsoriamente do trabalhador", disse Penteado. "Assim que receber o material do evento, mostrando não apenas o presidente, mas diversos outros participantes pedindo voto a Dilma, vamos entrar com a medida", garantiu o advogado. "O presidente fez um discurso político direcionado para a candidata dele. Até na forma cínica como se expressou. É proselitismo eleitoral", disse o senador Álvaro Dias. Para o senador tucano, o PSDB também deveria entrar com uma representação no Ministério Público Eleitoral contra Lula por crime de improbidade administrativa. Na avaliação dele, o crime está no fato de empresas estatais terem patrocinado as festas das centrais sindicais. "Foi uma combinação de crime eleitoral com improbidade administrativa", disse Alvaro Dias. Para a oposição, a frase de Lula de que o seu mandato está chegando ao fim, mas que "este modelo de governo está apenas começando" mostra que Lula fez campanha. Cinco estatais do governo Lula (Petrobras, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES e Eletrobras) desembolsaram R$ 2 milhões para bancar as festas do 1º de Maio em São Paulo, das principais centrais sindicais do País, as quais compareceram o presidente e a candidata, Dilma Rousseff (PT). A título de patrocínio, as cinco autarquias do governo, do qual Dilma foi ministra até o final de março, destinaram verbas para os festejos de CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical e UGT (União Geral dos Trabalhadores). A CUT recebeu R$ 1 milhão e estampou em seu material de divulgação a logomarca do próprio governo federal: “Brasil, um país de todos”. A Força informou também recebeu R$ 1 milhão das mesmas autarquias, com exceção do BNDES. O governo patrocina anualmente esses eventos, mas foi a primeira vez, em oito anos de governo, que Lula compareceu. A UGT captou R$ 100 mil da Petrobras. Além de Lula e Dilma, integraram a comitiva petista os candidatos ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, e ao Senado, a ricaça petista Marta Suplicy.

O calote da agência petista do governo Lula

A agência Matisse é um dos mais intrigantes casos de sucesso da propaganda brasileira. Em 2003, com a chegada de Lula ao governo, a empresa deixou de ser uma nanica regional para tornar-se uma potência. Comandada pelo publicitário petista Paulo de Tarso Santos, marqueteiro de Lula em 1989 e 1994, ela entrou para o time das grandes ao vencer a licitação para administrar a milionária verba publicitária da Presidência da República. Seu sucesso, a partir daí, foi estrondoso. Nos últimos sete anos, a Matisse conseguiu a proeza de se manter como a única agência a prestar serviços ininterruptos à Secretaria de Comunicação do governo. Há dois meses, porém, essa escalada de sucesso sofreu um revés. Sem explicação, Paulo de Tarso Santos anunciou que estava abandonando a empresa para se dedicar a outros negócios. Segundo reportagem da revista Veja, o que se descobre agora é que o publicitário, na verdade, deixou a Matisse acusado de desviar recursos públicos. Sua agência recebia as verbas do governo para pagar anúncios de campanhas oficiais, mas o dinheiro não chegava ao destino, as pequenas emissoras de rádio e jornais do Interior. O que aconteceu? Por enquanto o máximo que se pode dizer é que alguém embolsou os valores, e o publicitário, como sócio da empresa, foi responsabilizado por isso. A saída de Paulo de Tarso da Matisse tem relação direta com as irregularidades. No início do ano, a Secretaria de Comunicação (Secom), chefiada pelo ministro Franklin Martins, tomou conhecimento de que um grupo de pequenas empresas de comunicação reclamava ter sido vítima de um calote de 5 milhões de reais por parte do governo federal. Os casos não se encaixavam nos tradicionais atrasos provocados pela burocracia e, curiosamente, envolviam sempre a mesma agência, a Matisse. Dívidas que se arrastavam havia mais de cinco anos e que começaram a criar dificuldades para o próprio governo. Além do constrangimento, algumas emissoras passaram a recusar publicidade oficial. A Secom tentou contornar o problema, notificando formalmente a Matisse para que quitasse as dívidas. Em outra frente, também mudou seu sistema de pagamento. Antes, o órgão repassava dinheiro às agências depois que elas comprovavam a exibição da propaganda. Agora, além de comprovar a exibição, as agências precisam atestar o pagamento aos veículos. A mudança de procedimento ocorreu após duas reuniões entre o ex-marqueteiro de Lula, Paulo de Tarso, e executivos da Presidência da República, no início do ano. Em uma delas, inclusive, os ânimos se exaltaram. Ao ser questionado sobre a falta de pagamentos, o publicitário teria insinuado que aquilo era um procedimento normal. Exaltado, o secretário executivo da Secom, Ottoni Fernandes Junior, teria convocado seguranças para expulsar Paulo de Tarso de sua sala.