quarta-feira, 30 de junho de 2010

Polícia apura denúncia de estupro de menina por filho menor de Sérgio Sirotski

A 6ª Delegacia de Polícia Civil, de Florianópolis, apura denúncia feita por uma mãe envolvendo suposta violência sexual cometida contra a sua filha por adolescentes. Os envolvidos são menores de 18 anos. O inquérito ainda não foi concluído. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com o intuito de proteger e evitar dano a cidadãos ainda em formação, proíbe, em seu artigo 247, a identificação de menores vítimas ou de alguma forma relacionados a atos infracionais. O Grupo RBS obedece ao estatuto e reforça essa orientação em seu Guia de Ética, Qualidade e Responsabilidade Social, disponível em seu site. Na tarde desta terça-feira, a direção do Colégio Catarinense, que foi citado em versões que circulam na internet, emitiu nota sobre o episódio alegando que os "adolescentes não são seus alunos". Na verdade, os menores têm 14 anos.
Um deles é filho de Sérgio Sirotski, diretor do Grupo RBS em Santa Catarina. Outro menor é filho de um delegado de Polícia Civil. O terceiro não é identificado. Os três garotos teriam arrastado a menina drogada de um shopping para o apartamento da mãe de um deles, que estava fora. Lá, estupraram a garota de 13 anos, com requintes. A cena foi interrompida pela mãe que retornava ao seu apartamento, e teria surrado o filho. A garota está em estado de choque e já teria tentado o suicídio. A RBS de Santa Catarina, na edição desta quarta-feira, no seu jornal Diario Catarinense, admite o fato, mas omite todos os nomes, alegando o Estatuto da Criança e do Adolescente. Esse mesmo cuidado a RBS do Rio Grande do Sul não teve no ano passado, quando escrachou foto na capa de seu jornal Zero Hora, do neto da governadora Yeda Crusius sitiado em sua casa pelos bandoleiros do MST e do Cpers. O Twitter está invadido de notas a respeito do assunto. O divulgador do caso, agora admitido pela RBS Santa Catarina, foi o blog Tijolaços, que está sofrendo grande boicote, sendo retirado do ar.