terça-feira, 13 de julho de 2010

Venezuela entrega três traficantes colombianos aos Estados Unidos

O governo da Venezuela entregou três colombianos tidos como "grandes traficantes" a agentes do Departamento Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), nesta terça-feira. O ministro do Interior, Tarek El Aissami, disse que a entrega destas pessoas fazia parte dos "resultados irrefutáveis" no combate contra as drogas do governo do presidente Hugo Chávez, desconhecido pelos relatórios de Washington, indicou. "Em conformidade com as convenções internacionais, vamos deportar três colombianos exigidos pela Interpol por tráfico de drogas e outros crimes", disse El Aissami no aeroporto Internacional de Maiquetía, a 30 quilômetros de Caracas. Os três colombianos, presos nos últimos dias, foram identificados como sendo Carlos Rentería, Luis Tello e Carlos Ojeda. O ministro ressaltou que Rentería, de 65 anos, preso no último dia 4 em uma casa de luxo em Caracas, é "um dos dez narcotraficantes mais procurados no mundo", acusado de ser o chefe do cartel colombiano do Norte do Vale. O governo norte-americano oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões pela captura de Rentería, que também tem processos de "sequestros e assassinatos" em sua ficha, acrescentou o ministro, que não revelou se o governo venezuelano pretende reivindicar o prêmio. Luis Frank Tello, acusado de integrar o cartel mexicano Los Zetas, foi detido dia 24 de junho, assim como Ojeda, conhecido como "o engenheiro do mar" e procurado pelos EUA por tráfico de heroína e de cocaína.

Venezuela entrega três traficantes colombianos aos Estados Unidos

O governo da Venezuela entregou três colombianos tidos como "grandes traficantes" a agentes do Departamento Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), nesta terça-feira. O ministro do Interior, Tarek El Aissami, disse que a entrega destas pessoas fazia parte dos "resultados irrefutáveis" no combate contra as drogas do governo do presidente Hugo Chávez, desconhecido pelos relatórios de Washington, indicou. "Em conformidade com as convenções internacionais, vamos deportar três colombianos exigidos pela Interpol por tráfico de drogas e outros crimes", disse El Aissami no aeroporto Internacional de Maiquetía, a 30 quilômetros de Caracas. Os três colombianos, presos nos últimos dias, foram identificados como sendo Carlos Rentería, Luis Tello e Carlos Ojeda. O ministro ressaltou que Rentería, de 65 anos, preso no último dia 4 em uma casa de luxo em Caracas, é "um dos dez narcotraficantes mais procurados no mundo", acusado de ser o chefe do cartel colombiano do Norte do Vale. O governo norte-americano oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões pela captura de Rentería, que também tem processos de "sequestros e assassinatos" em sua ficha, acrescentou o ministro, que não revelou se o governo venezuelano pretende reivindicar o prêmio. Luis Frank Tello, acusado de integrar o cartel mexicano Los Zetas, foi detido dia 24 de junho, assim como Ojeda, conhecido como "o engenheiro do mar" e procurado pelos EUA por tráfico de heroína e de cocaína.

Jornalista Reinaldo Azevedo critica os métodos do jornalismo brasileiro

O PETISMO JORNALÍSTICO ASSALTA A LÓGICA E OPTA PELO MÉTODO CHACRINHA DE ARGUMENTAÇÃO
Escrevi ontem um texto sobre o que chamei jornalismo da mera declaração, em que as grandes estrelas são “Suas Excelências As Aspas”. Vocês sabem: “Fulano disse isso”; “Sicrano nega isso e diz que é aquilo”. E o leitor que se vire, pouco importando se “isso” ou “aquilo” procedem ou não. Se os dois lados forem ouvidos, muitos julgam já ter cumprido a tarefa. Já dá para encerrar o dia e ir reclamar da vida no boteco influente da temporada. É o caso, com laivos de surrealismo, do valor do pedágio em São Paulo e do número de praças no Estado. Aloizio Mercadante, um candidato em busca de uma causa, resolveu fazer da questão o seu cavalo de batalha. Certa imprensa comprou a tese, produz reportagens bucéfalas, repetindo cretinices, e depois vai ouvir o “outro lado”. Uma das coisas, entre tantas, que me incomodam nessa abordagem é que ELA REPETE RIGOROSAMENTE O PT DOS VELHOS TEMPOS, AQUELE QUE FAZIA CRÍTICAS RASAS AO GOVERNO, COM AMPLA REPERCUSSÃO NA IMPRENSA, JOGANDO, DEPOIS, NO LIXO AS PRÓPRIAS PROPOSTAS. Ou alguém coleguinha conseguiria provar que Lula governou com o programa do PT? Os arquivos estão aí: os petistas achavam que superávit primário era uma reserva para pagar banqueiros ladrões. Mas voltemos aos pedágios. Investimentos - Na gestão Serra, por exemplo, fizeram-se cinco concessões à iniciativa privada. Renderam R$ 5,5 bilhões, e as empresas vencedoras terão de investir R$ 8,5 bilhões. A inegável qualidade das estradas sob gestão privada — o Estado conta com 10 das 10 melhores do país — tem um custo, e o dinheiro arrecadado nos leilões vai para mais estradas e obras. As empresas concessionárias têm a obrigação de reparar e manter em condições ótimas as estradas vicinais, que não têm pedágio. Como é possível falar sobre o preço sem sem falar nos investimentos? Uma obra como o Rodoanel não cai do céu. Fazer uma reportagem indagando o usuário se ele acha o pedágio caro ou barato é dessas vigarices jornalísticas e, na verdade, morais que desqualificam o jornalismo. Ora, é claro que ele sempre vai preferir pagar menos — como qualquer um de nós. A questão é saber o que esse “menos” implicaria na infra-estrutura do estado e na qualidade do serviço. “Ah, queremos estradas de padrão alemão, mas pagando o pedágio da Régis Bittencourt, onde vigora o modelo Dilma”. Bem, aí você terá uma estrada com o padrão do modelo Dilma — e as mortes também. E os buracos também. E as quedas de barreira também. E a falta de acostamento também. E a falta de guincho também. E a falta de socorro também. E a falta de telefones também. “Ah, mas há países com estradas tão boas quanto e pedágio mais barato”. Pode até ser. Não se pode comparar um país que ainda demanda pesados investimentos nessa área com outros onde não há mais nada a fazer em matéria de estradas, a não ser zeladoria. As empresas que privatizaram essas cinco estradas terão sob seus cuidados nada menos de mil quilômetros de estradas vicinais, o que vai beneficiar várias cidades. Ao todo, o dinheiro do pedágio serve para obras de conservação de 12 mil quilômetros das vicinais. Mas o senador Aloizio Mercadante pode começar por dar o exemplo. As cidades administradas pelo PT que contam com praças de pedágio poderiam abrir mão, por exemplo, do ISS que arrecadam — sim, os municípios são bastante beneficiados pelos pedágios. Ou então encaminhar ao governo do Estado uma solicitação: “Pedágio na minha cidade, não! A gente não gosta disso aqui”. Sou a favor de que os moralistas pratiquem a moral que prodigalizam. Mudança de modelo - As reportagens pautadas por Aloizio Mercadante também ignoram que já houve uma mudança no modelo de gestão privada das estradas no Estado. Antes, estabelecia-se o valor do pedágio, o valor mínimo da outorga, e vencia a empresa que oferecesse mais por ela. O governo Serra mudou o padrão: estabelece-se agora o valor da outorga e o total de investimentos, e as empresas disputam o pedágio: vence quem oferecer o mais baixo. Essa é outra inacreditável omissão nas reportagens. Como costumo dizer, não é assim porque eu quero ou porque eu simpatize com esse ou aquele. É assim porque é. Ou será que porque trato de um fato sou, então, serrista, e o outro, porque o omite, é apenas uma pessoa “isenta”? Estradas federais - Impressiona-me, com efeito, que as estradas federais, que estão logo ali — não é difícil a nenhum jornalista chegar à Régis Bittencourt ou à Fernão Dias —, não sejam, então, avaliadas. Ora, se há dois padrões de administração de estradas sob concessão privada, que eles sejam cotejados em tudo, inclusive na qualidade e na segurança que oferecem aos usuários. Não só isso: um veículo que transite pela Régis Bittencourt será, como direi?, tão bem-tratado pela pista quanto é um outro que transite pela Bandeirantes ou pela Imigrantes? Isso traz algum custo para o motorista? Não vou aqui indagar qual é o modelo de Mercadante porque, até agora, ele não tem nenhum. Nem mesmo saberia como poderia rasgar os contratos — que a lei se dane, né? — para mudar tudo. Suponho que ele pretende oferecer algo parecido com o dito “Modelo Dilma”. Nas suas mãos, talvez a Anhangüera se transformasse numa Régis, fazendo o estado, nessa área, regredir do Primeiro para o Terceiro Mundo. Número de praças - De todas as abordagens, no entanto, a mais inacreditavelmente cretina é a que faz a conta do número de praças criadas por ano ou que divide o total de quilômetros sob concessão pelo número de postos. Petista, especialmente quando na oposição, trata a lógica como inimiga, chuta o seu traseiro, espanca a pobrezinha. Que certo jornalismo caia na conversa, aí já é demais. Digam-me cá: se, em vez de 100 praças cobrando “x”, houvesse 50 cobrando 2x, o usuário sairia ganhando ou perdendo? A resposta apressada para quem entende um pouquinho de matemática seria esta: “Daria na mesma, Reinaldo”. E eu respondo: errado! Tomem cinco pontos em linha: A-B-C-D-E, sendo “A” o espaço inicial, e “E”, o final, sem praças. Há pedágios a R$ 5 nos pontos B, C e D. Quem se deslocasse de A para E, o trajeto total (que é exceção), pagaria R$ 15. Já o usuário que fosse de A para C, apenas R$ 5; de A para D, apenas 10. Vamos cortar praças de pedágio, já que elas deixam alguns jornalistas muito nervosos. Em vez de 3, apenas uma, ali no ponto B: vai custar R$ 15. Preciso dizer o que aconteceria? Fosse o destino do usuário C, D ou E, pagaria R$ 15. Mais praças com preços menores é melhor para o conjunto dos usuários do que menos praças com preços maiores. É uma evidência lógica. Aí o “mercadantista” empedernido logo sugere: “Já sei, a gente põe uma praça de pedágio só lá no ponto E… Bem, ele não quer andar na Bandeirantes, na Anhangüera, na Washington Luiz ou na SP 225 (que leva a Dois Córregos): ele quer andar na Régis Bittencourt; quer enfiar o carão no traseiro de um caminhão para ver se o cérebro pega no tranco. Não venham os petralhas e vigaristas com xingamentos. Os coleguinhas também não precisam ficar amuados e transformar muxoxo em desqualificação: “Esse Reinaldo é tão tucano!!!” Se der para contestar o que vai acima, COM FATOS, que, então contestem. Mercadante tem todo o direito de pleitear o governo do Estado. Se ele não conseguiu, até agora, achar a sua agenda, que fique com essa história de pedágio. Não serei eu a cobrar honestidade de propósito dos petistas. Até porque, vocês sabem, caso Mercadante vencesse, sempre haveria a possibilidade de mudar de idéia, não é? “Pensei bem e decidi revogar a minha crítica irrevogável aos pedágios de São Paulo”. Inaceitável, aí é mesmo, é que setores da imprensa se engajem nessa campanha apelando ao populismo mais rasteiro — “usuário acha pedágio caro” (não me digam!) — e omitindo que a excelência das estradas paulistas, inclusive de boa parte das vicinais, tem um custo. Na sua sanha, violentam até a lógica mais elementar. Sim, este é um texto de opinião. Ninguém precisa concordar comigo. Também não basta me xingar. Que tal, então, tentar provar que os fatos em que essa opinião se ancora são falsos? O que não vale é enganar o leitor e optar pelo Método Chacrinha de Argumentação: “É caro ou não ééé? Vocês querem bacalhaaaauu?”

Justiça paulista recebe processo contra a ricaça petista Marta Suplicy

A Justiça de São Paulo abriu ação civil contra a ex-prefeita petista, a ricaça Marta Suplicy (2001-2004), por ato de improbidade administrativa e danos ao Tesouro municipal no montante de R$ 2 milhões. Segundo o Ministério Público Estadual, a ricaça petista Marta Suplicy, candidata de seu partido ao Senado Federal e agora ré, violou os princípios da honestidade, moralidade, economicidade e eficiência ao autorizar a contratação sem licitação de empreiteira para construção do piscinão no Córrego Aricanduva, em fevereiro de 2002. O processo foi aberto pela juíza Maria Gabriela Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que acolheu acusação da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público Social, do Ministério Público Estadual. “As provas colhidas conferem sustentabilidade inicial às acusações feitas”, assinala a juíza. A investigação foi conduzida pelo promotor Marcelo Daneluzzi. Ele destaca que o Tribunal de Contas do Município julgou ilegal a dispensa de licitação, o contrato e as despesas decorrentes. A obra foi estimada inicialmente em R$ 14 milhões, mas saiu por R$ 22, 1 milhões, mais de 50% superior ao previsto. São citados Roberto Bortolloto, então secretário de Infraestrutura Urbana, e a empreiteira Queiroz Galvão. “A completa ausência de projetos impediu a racionalização de gastos”, sustenta o promotor Daneluzzi. A ricaça petista também está denunciada no processo fraudulenta da licitação do lixo da prefeitura de São Paulo. Esse é um processo que deve ganhar o prêmio Tamanduá, pela sua lentidão. Até agora o juiz de primeiro grau não se manifestou nele.

Ministério Público considera irregular cálculo de gratificações para servidores de Porto Alegre

O Ministério Público Estadual considerou irregular o cálculo de gratificações concedidas a servidores públicos municipais de Porto Alegre. As gratificações dos tipos Adicional e por Regime de Tempo Integral estariam incidindo sobre outros auxílios, produzindo o chamado efeito cascata. Os promotores ajuizaram ação contra o município, Previdência dos Servidores Públicos, Dmae, Dmlu, Demhab e Fasc, pedindo a suspensão dessa forma de cálculo para as novas concessões. O promotor Eduardo Iriart também pede a revisão de todos benefícios já concedidos. Caso seja constatada irregularidade, poderá haver até mesmo redução dos valores atualmente recebidos. Apesar disso, os servidores não precisariam devolver dinheiro aos cofres públicos. Quanto mais gratificações incorporadas na folha de pagamento, maior pode ser a queda na remuneração de um servidor. Um salário de R$ 3 mil, selecionado por amostragem, por exemplo, passaria para R$ 2,2 mil com o cálculo considerado correto. O Ministério Público gaúcho deixou de representar também contra os 36 vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre, que recebem uma fortuna para fazer o serviço de fiscalização e nada realizam. Um ex-presidente, em seu material de campanha, diz que não produz leis, mas que exerce muita fiscalização. Como se vê, no essencial não fiscaliza coisa alguma, já que as leis para essas gratificações passaram pela Câmara Municipal, sem qualquer restrição. É preciso que os promotores façam um aditamento ao processo, colocando os vereadores como réus.

Tribunal de Contas gaúcho promete fiscalização específica para cada obra da Copa 2014

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, prosseguindo em sua estratégia marqueteira para limpar a imagem suja, anunciou nesta terça-feira que já está fiscalizando 10 obras da Copa do Mundo de 2014 em Porto Alegre. Além do estádio Beira-Rio, que mesmo sendo privado terá incentivos fiscais, outras nove obras públicas na área de transportes contam pela primeira vez com uma fiscalização preventiva. O trabalho dos auditores foi relatado pelo vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Cezar Miola, durante seminário. O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, afirma que o investimento total para a cidade pode superar os R$ 3 bilhões. É muito engraçado este Tribunal de Contas. Poderia, e deveria anunciar, que colocará seus auditores externos a fiscalizar rotineiramente os contratos de lixo das cidades, os mais caros de qualquer administração municipal. Mas, não, a auditoria externa, entra década, sai década, continua deixando rolar pelo ralo milhões de reais desviados do lixo das grandes cidades. Em contrapartida, anuncia o que fará para a Copa. Acredite quem quiser, na obra do jornalista petista Marcos Rolim, chefe da assessoria de imprensa do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. Marcos Rolim, enquanto deputado estadual e federal pelo PT, jamais percebeu a roubalheira instalada no DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Pública) na gestão petista, que se estendeu por 16 anos. Em 12 anos, a administração petista desviou 52 milhões de reais das contas públicos nos contratos de lixo. Tudo provado até os centavos em planilhas. Entretanto, a auditoria externa do Tribunal de Contas se insubordinou e não aceitou a determinação para auditar extaordinariamente as contas as 1989 a 1999. Nos dois anos que foram auditados (2000 e 2001, em plena gestão do peremptório Tarso Genro), resultou em condenação do petista Darci Barnech Campani a devolver, em valores atualizados (hoje) cerca de um milhão de reais. Por isso Videversus é amplamente favorável à contratação de auditoria externa privada, para trabalhar por tarefas, para realizar o que os marajás de carreira se negam a fazer.

Assembléia Nacional da França aprova proibição do véu islâmico integral

A Assembléia Nacional francesa aprovou nesta terça-feira, em primeira leitura, por maioria esmagadora, o projeto de lei destinado a proibir o uso do véu islâmico integral no espaço público, apesar das reservas jurídicas e do mal-estar causado pelo texto entre os muçulmanos. A iniciativa, que voltará em setembro ao Senado, obteve o apoio de 335 deputados da União para um Movimento Popular, do Novo Centro e de alguns deputados de esquerda. A maioria de deputados socialistas e ecologistas não vão participar da votação, e os comunistas tampouco, exceto o deputado André Gerin, incentivador do debate sobre a proibição da burca e do niqab.

Procuradoria Regional Eleitoral impugna 28 candidaturas no Rio Grande do Sul

Vinte e oito candidatos às eleições deste ano tiveram suas candidaturas impugnadas (contestadas) pela Procuradoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (que não diz nada, até agora, sobre o discurso eleitoreiro de Dilma Rousseff na Assembléia Legislativa, utilizando recursos públicos em sua campanha) . Procuradores e servidores da instituição analisaram os 926 nomes da lista divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral em 8 de julho. Todos foram examinados com base na Lei das Inelegibilidades (LC 64/90), alterada recentemente pela Lei da Ficha Limpa (LC 135/10), e em informações obtidas de fontes como o o Tribunal Regional Eleitoral, o Tribunal de Justiça do Estado do Riio Grande do Sul, o Tribunal de Contas do Estado, os Tribunais Regionais Federais da 1ª e da 4ª Regiões, o Tribunal de Contas da União e conselhos regionais profissionais. "Nesse momento, foi dada prioridade à análise das prestações de contas rejeitadas; das condenações criminais, por improbidade administrativa e por ilícitos eleitorais e, ainda, por irregularidades em prestações de contas eleitorais", explicou o procurador regional eleitoral, Carlos Augusto da Silva Cazarré. "Outros casos, como ausência de desincompatibilização, filiação partidária e ausência de quitação eleitoral por não pagamento de multas, serão tratados quando forem emitidos os pareceres durante a análise de cada um dos 926 pedidos de registro de candidatura", informa. Confira a lista das candidaturas impugnadas pela Procuradoria Regional Eleitoral: Ausência de quitação eleitoral - 1) André Bittencourt; 2) Antonio Carlos Machado; 3)
Flavio Luiz Silva de Souza; 4) Jeovane Weber Contreira; 5) João Eduardo Quevedo Reymunde; 6) Jorge Luiz Drumm; 7) Jorge Romeu Fonseca da Silva; 8) José Oseas da Costa; 9) Luiz Filipe Vieira Correa de Oliveira; 10) Mauro Pereira; 11) Ricardo Guimarães Moura; 12) Vera Beatriz Soares; 13) Vilson Fernando Xavier; Rejeição de contas de gestores públicos - 1) Claudio Jose de Souza Sebenelo (TCU); 2) Daniel Luiz Bordignon (TCU); 3) Luiz Carlos dos Santos Olympio Mello (TCU); 4) José Francisco Ferreira da Luz (TCE); 5) Luiz Carlos Tramontini (TCE); 6) Luiz Carlos Repiso Riela (Câmara de Veradores); Abuso do poder econômico com sentença de inelegibilidade - 1) Adroaldo Loureiro; 2) Aloisio Talso Classmann; 3) Gerson Burmann; 4) Giovani Cherini; 5) Darci Pompeo de Mattos; Condenação por improbidade administrativa - 1) Reinaldo Antônio Nicola; 2) Sérgio Ivan Moraes (trânsito em julgado); Condenação criminal em decisão colegiada - 1) Adão Moacir Gegler. Se essa lista for séria e vingar, o que é muito improvável, a política gaúcha estaria cheia de surpresas. Para começar, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Giovani Cherini (PDT), estaria incapacitado de concorrer. Junto com ele, os deputados estaduais Adroaldo Loureiro (PDT), Aloisio Clasmann (PTB) e Daniel Bordignon (PT).

Tesoureira da Igreja Universal proibida de sair dos Estados Unidos

Regina da Silva, de 41anos, tesoureira da Igreja Universal nos Estados Unidos, está proibida de voltar ao Brasil por tempo indeterminado. A próxima audiência do processo contra ela está marcada para o dia 15 de setembro. Regina da Silva é acusada pela Promotoria de Justiça de Nova York de armar um esquema de fraudes e falsificações para a obtenção de empréstimos hipotecários no valor de US$ 22 milhões (pouco menos de R$ 40 milhões). Na semana passada, ela foi levada de algemas a um tribunal de Nova York, onde ouviu as acusações e se declarou inocente. A tesoureira deixou a corte depois de pagar fiança de US$ 10 mil (R$ 17,5 mil) e ter o seu passaporte apreendido. Segundo comunicado divulgado na semana passada pela promotoria, Regina da Silva enganou o governo e o Signature Bank ao fraudar solicitações de 11 empréstimos feitos em nome da Igreja Universal. Entre março de 2006 e outubro de 2008, de acordo com os promotores, a tesoureira declarou falsamente, em seis petições, ter feito reuniões em duas unidades da Universal de Nova York para que os fiéis aprovassem os empréstimos hipotecários.
Mas, diz a acusação, as reuniões nunca ocorreram. O destino do dinheiro ainda é alvo de investigação. Regina da Silva é acusada de apropriação indébita, falsificação de documentos, declaração falsa e esquema fraudulento. As penas previstas na lei norte-americana variam de 4 a 25 anos de prisão.

Aumento na venda de caminhões faz faltar pneus no país

De acordo com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), foram produzidas 1,7 milhão de unidades de automóveis comerciais leves, caminhões e ônibus no primeiro semestre deste ano, em todo o Brasil, 19% a mais do que no mesmo período do ano passado. As vendas também cresceram no período: 9%. A produção de caminhões chamou atenção: aumentou 53% nos primeiros seis meses deste ano. O problema é que não há pneus para as carretas. “Neste momento, que nós poderíamos realmente estar entregando, atendendo a expectativa do mercado, nós não estamos conseguindo fazer isso por causa da falta de pneus. É uma pena mesmo, porque nós poderíamos ter um excelente 2010”, lamenta o coordenador comercial da Randon, Arselino Dellazzari. Uma carroceria usada no transporte de cana-de-açúcar, por exemplo, precisa de 16 pneus, mas só tem 8. O dono terá que arrumar mais 8 se quiser levar a carreta. A situação é a mesma em outros fabricantes: 25% da produção está encalhada por falta de pneus. As revendoras estão com estoques de pneus para poucos dias, quanto têm o produto disponível. Para quem produz as carrocerias, há um descompasso entre a produção de caminhões e de pneus, que começou no fim do ano passado, quando o governo brasileiro aplicou uma sobretaxa aos pneus importados da China. “Muitos fabricantes acabaram por diminuir as importações e, consequentemente, aumentou no mesmo momento o volume, a demanda no mercado interno. Então, com menor entrada de pneus importados e maior produção no mercado interno de implementos rodoviários, acabou acontecendo esse fato que é faltar pneus”, diz Rafael Wolf, da Associação Nacional de Implementos Rodoviários. Mesmo diante desse cenário, Eugênio Deliberato, presidente da Anip, que reúne a indústria de pneus, diz que a produção acompanhou o crescimento do setor de carretas e caminhões de carga. E culpa as revendedoras por eventuais problemas nos estoques: “Não concordo, não falta pneu de carga no mercado, essa anomalia que elas colocam é resultado da falta de planejamento deles, sem dúvida alguma”.