quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Governadora Roseana Sarney diz que Maranhão deixará de importar gás e passará a ser distribuidor

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), afirmou nesta quinta-feira que seu Estado deixará de ser importador de gás da Bolívia após o anúncio de descoberta de gás natural na bacia do Parnaíba. "Com isso, abre-se uma perspectiva gigantesca de novos negócios na área de energia, transformando o Estado em um dos maiores produtores de energia limpa do Brasil. Nós importamos gás da Bolívia, mas com essa descoberta passaremos a distribuidores", disse ela em entrevista coletiva. Roseana afirmou também que, para os investimentos no Estado se consolidarem, é necessário preparar mão de obra nas áreas de petroquímica e fertilizantes: "Isso tudo vai gerar emprego e renda para o maranhense, que deverá estar pronto para receber essas oportunidades".

BR Properties compra torre de luxo em maior negócio do setor no Rio de Janeiro

A BR Properties, empresa que investe no setor imobiliário comercial do Brasil, anunciou nesta quinta-feira a compra de 82% da segunda torre do edifício Ventura Towers, de altíssimo padrão ("triple A"), no centro do Rio de Janeiro. Em parceria com o BTG Pactual, a empresa fechou negócio por R$ 680 milhões, o maior valor da história do mercado carioca. O imóvel foi adquirido da Tishman Speyer e Participações Morro Vermelho. A porção comprada tem área bruta locável de 43,3 mil metros quadrados. São 27 andares. O prédio está atualmente com 45% de seus espaços vazios. Mas tem como locatários o BNDES e o BG Group. O valor do aluguel nessa região do Rio, em edifícios de categoria similar à do Ventura, chega a cerca de R$ 150,00 por metro quadrado ao mês.

Presidente da OAB diz que perseguição contra advogado de iraniana é uma afronta ao direito

O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, manifestou nesta quinta-feira solidariedade ao advogado iraniano Mohammad Mostafaei, que pediu asilo político à Noruega após ser ameaçado de prisão por ter defendido a iraniana condenada à morte por apedrejamento, Sakineh Mohammadi-Ashtiani. Para Ophir, a perseguição ao advogado "choca a comunidade jurídica internacional e representa uma afronta ao direito universal reservado a todos os cidadãos e cidadãs do mundo, sem distinção de raça ou credo, de liberdade de defesa". Ophir Cavalcante fez um apelo aos organismos internacionais de Direitos Humanos para que sejam ofertados ao advogado e seus familiares, que se sentirem perseguidos, todos os mecanismos legais relativos à proteção dos asilados políticos. Para ele, "não bastasse uma condenação tão extrema, a causar reação no mundo inteiro, a perseguição a um profissional dedicado à causa da liberdade demonstra intolerância e, conseqüentemente, sectarismo", disse: "O direito à defesa é universal e deve ser respeitado". Muito bem, Videversus endossa tudo isso, mas tem uma interrogação: por que a OAB não disse nada até agora sobre o juiz boliviano Luis Alberto Tapia Pachi, obrigado a fugir de seus país devido às perseguições sofridas por ele? Por acaso isso não é uma afronta ao Estado de Direito praticada pelo governo boliviano? E por que não falou nada sobre a juíza venezuelana Maria de Lourdes Afiuni, presa desde 10 de dezembro passado por ter concedido liberdade condicional ao empresário Eligio Cedeño? Por acaso isso também não é uma afronta ao Estado de Direito praticada pela ditadura da Venezuela?

Censo do IBGE, uma pesquisa incompetente e muito suspeita

Nota do Editor - Acabei de chegar da rua às 18 horas, com minha neta que fui buscar na escola. Encontro na portaria do meu prédio, um edifício de 48 apartamentos, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, a pesquisadora do IBGE. Uma garota devidamente identificada, com muito boa aparência, cara de pessoa atilada. Ela pede para me entrevista e prontamente me disponho a responder as perguntas. Respondo ao chamado questionário simplificado. Ele me pergunta por qual cor quero me declarar. Não perguntei a ela como faria se eu me recusasse a me identificar como branco, preto, amarelo, ou sei lá mais o que estão perguntando. Pergunta quantos banheiros há no apartamento. Se alguém morreu na residência no último ano. Se alguém chegou do Exterior no período de um ano na minha residência. Se sei escrever e ler, assim como familiares. Depois diz que precisa de meu primeiro nome e último sobrenome. E a seguir pergunta sobre renda. Ora, acho isso muito estranho. Isso não é mais pesquisa, isso é interrogatório do tipo nazista, isso é controle indevido sobre a população brasileira de parte do Estado. A entrevistadora ainda pede que eu assine com a caneta eletrônica no aparelho em que ela preenche as perguntas do formulário. Pergunto quando ela aplica o formulário completo, e ela me responde que é aleatório, mas de 20 em 20 pesquisas realizadas. E que uma vez por semana ela se dirige até o IBGE para descarregar os dados pesquisados de seu aparelho. Ou seja, com a tecnologia disponível atualmente, o IBGE poderia aplicar o questionário completo a todos os brasileiros, e os dados serem transferidos praticamente online, pesquisa em tempo real, mais ou menos como são as eleições hoje em dia no País. Mas, não...... Sobre o questionário completo, em face da minha pergunta, a pesquisadora esclarece que há, sim, uma pergunta que refere a qual raça a pessoa pertence. Ora, esse é um conceito não só inadequado, ela é perfeitamente incompetente, incorreto, ilegal. Afinal, pelos conhecimentos genéticos disponíveis em nível global, está totalmente definido que existe apenas uma raça humana. Portanto, o conceito sobre existência de raças é absolutamente racista, o que é ilegal. Mas, a pesquisadora não tem alternativa, porque não existe o quesito humano no questionário. Conforme ela, um vizinho quis se declarar "mameluco", mas não havia essa denominação no questionário. Se o formulário completo é aplicado aleatóriamente, sem o controle da pesquisadora, a cada 20 pesquisas completadas, quantos brasileiros passarão então pelo formulário completo? Respondam-me. Outra coisa: não quiseram saber qual meu nível de escolaridade, se voto, se gosto de caminhar, se adoro música ou não, se já viajei ao Exterior, se tiro férias, nada. Sinto-me completamente frustrado. O IBGE, em última análise, para mim, no seu censo, tornou-se um grande Ibope, Sensus, Vox Populi da vida, com suas pesquisas por amostragem absolutamente furadas. E ainda querem falar no papo furado de que essas pesquisas são importantes para o planejamento de políticas públicas. A única política pública aparente que eles querem aplicar, com as perguntas que me fizeram, é a política racial. Ou seja, há um racialismo evidente na pesquisa do IBGE, e mais nada.

Brasil e Argentina têm 8% das transações feitas em moeda local

As transações entre Brasil e Argentina já contam com 8% das operações fechadas em reais ou pesos argentinos nos últimos meses. O dado foi divulgado nesta quinta-feira pelo secretário de Comércio Exterior do Brasil, Welber Barral, e pelo secretário de Indústria e Comércio argentino, Eduardo Bianchi. O uso das moedas locais nas transações entre os dois países é possível devido a um mecanismo estipulado em 2008. Em outubro de 2008, Argentina e Brasil, principais sócios do Mercosul, instituíram um acordo que permite realizar o comércio bilateral com as respectivas moedas nacionais, dispensando o dólar. Os dois secretários destacaram ainda o "baixo nível de conflito" no comércio bilateral, mas admitiram haver algumas questões a serem resolvidas, sobretudo na área automotiva. Segundo dados oficiais, o comércio entre os dois países cresceu quase 50% entre janeiro e julho em relação ao mesmo período de 2009 e já se situa em torno de US$ 18 bilhões. Nos primeiros sete meses deste ano, as exportações brasileiras para o país vizinho somaram US$ 9,4 bilhões, enquanto as importações da Argentina chegaram a US$ 8 bilhões. No caso das exportações do Brasil para a Argentina, esses números representaram um aumento de 57,3% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto, no sentido contrário, o crescimento foi de 33,7%.

Eike Batista anuncia ter descoberto "meia Bolívia" de gás no Maranhão

O empresário Eike Batista estimou que o potencial das reservas da OGX Maranhão, sociedade formada entre a OGX e a MPX Energia, seja de 10 trilhões a 15 trilhões de pés cúbicos de gás, o equivalente a 15 milhões de metros cúbicos por dia. "É meia Bolívia. É metade do que o país entrega para o Brasil pelo gasoduto Brasil-Bolívia", afirmou o empresário nesta quinta-feira. O Gasbol, como é conhecido o gasoduto, tem capacidade de transporte diária de 30 milhões de metros cúbicos. Segundo Eike, são produzidos diariamente, no País, cerca de 60 milhões de metros cúbicos de gás. "Os 15 milhões de metros cúbicos que estamos querendo produzir seriam 25% da produção diária brasileira", acrescentou Eike Batista. De acordo com fato relevante divulgado nesta quinta-feira, a OGX Maranhão identificou a presença de hidrocarbonetos no poço OGX-16 na bacia do rio Parnaíba e testes apontaram "para altas pressões e presença de gás natural". A OGX Maranhão, sociedade formada entre a MPX Energia S.A. (33,3%) e a OGX S.A. (66,6%), é a operadora e detém 70% de participação nesse bloco. Os outros 30% são da Petra Energia S.A. "Essa descoberta abre uma nova fronteira exploratória em uma bacia terrestre, fato que não ocorria há aproximadamente duas décadas no Brasil" comentou Paulo Mendonça, diretor geral da OGX. Conforme dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), no ano passado, as reservas provadas de gás natural ficaram em torno de 357,4 bilhões de metros cúbicos, um decréscimo de 1,8% em relação a 2008. Entre os anos de 1964 e 2009, as reservas provadas de gás natural cresceram a uma taxa média de 7,1% ao ano. A evolução das reservas de gás no País apresenta um comportamento muito próximo ao das reservas de petróleo, porque, na maior parte dos atuais campos em produção, o gás está associado ao petróleo.

Plataforma da Petrobras sofre princípio de incêndio

Um princípio de incêndio atingiu a plataforma P-35, da Petrobras, situada na bacia de Campos, na manhã desta quarta-feira. Segundo a Capitania dos Portos, o problema ocorreu na linha de saída de vapores da unidade e foi rapidamente controlado. O acidente ocorre em meio a denúncias de má conservação e falta de manutenção em equipamentos das unidades. Plataformas da Petrobras nas bacias de Campos e Santos apresentam falhas de segurança e superlotação, acusam petroleiros. De acordo com o sindicato dos petroleiros do norte fluminense, onde fica o principal polo produtor de petróleo do país, 30 das 45 plataformas da estatal na região têm algum problema que coloca em risco os trabalhadores. Diretor do sindicato, Marco Breda, lista as plataformas fixas em atividade desde o início da década de 80 e os navios convertidos em meados dos anos 90 como os que estão em piores condições. É o caso da plataforma P-33, inspecionada na terça-feira pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) e pela Marinha. Ele relatou que um petroleiro chegou a se ferir de forma mais grave na plataforma P-35, depois que o piso se rompeu. Na P-33, trabalhadores relataram vazamentos de gás e camarotes superlotados e com acúmulo de lixo, por diminuição de pessoal de manutenção da hotelaria. Na bacia de Santos, há problemas de superlotação na plataforma de Mexilhão, que está em obras, de acordo com o sindicato local. "A capacidade é para cem pessoas, e eles estão colocando 200 lá dentro. Tem trabalhador que não dorme mais na plataforma, mas, sim, em navios", afirma Edgar Palhari, diretor do sindicato.