sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eduardo Campos atinge 62% da preferência em Pernambuco

Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco e candidato à reeleição, atingiu 62% de intenção de voto, segundo pesquisa Datafolha. É maior pontuação medida pelo instituto nas oito unidades da Federação pesquisadas. Se a eleição fosse hoje, Campos seria reconduzido ao cargo já no primeiro turno. Em segundo lugar aparece o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que já foi governador de Pernambuco, com apenas 21% das intenções de voto. No levantamento anterior, Eduardo Campos tinha 59%, e Jarbas Vasconcelos, 28%.

Igreja católica anuncia libertação de mais seis presos políticos em Cuba

Seis presos políticos cubanos serão libertados em breve e serão degredados para a Espanha, na segunda etapa do processo de libertação de 52 dissidentes, resultado de um acordo entre o ditador Raúl Castro e a Igreja Católica. Outros 20 presos já foram soltos e degredados para a Espanha com suas famílias. O ditador Castro se comprometeu em julho a libertar, dentro de quatro meses, 52 dos 75 dissidentes presos durante a chamada Primavera Negra, em 2003, e que ainda se encontram detidos. A libertação dos presos foi aplaudida pela comunidade internacional, que havia criticado duramente o regime comunista em fevereiro, por causa da morte do dissidente Orlando Zapata, em uma greve de fome. O ditador Raúl Castro esclareceu que Cuba continua vendo os dissidentes como mercenários a soldo dos Estados Unidos. A Comissão Cubana de Direitos Humanos, um órgão independente, mas tolerado pelo regime ditatorial, disse que após a libertação dos 52 dissidentes ainda restarão cerca de cem presos políticos na ilha.

Supremo protocola para aumentar salários de ministros para R$ 30 mil

O Supremo Tribunal Federal enviou nesta sexta-feira um projeto de lei ao Congresso pedindo um reajuste de 14,79% nos salários dos ministros, que passaria a valer a partir de janeiro de 2011. O projeto foi entregue ao presidente da Câmara, deputado federal Michel Temer. Se o aumento for dado, o teto do poder público brasileiro passará dos atuais R$ 26.723,00 para um salário mensal de R$ 30.675,00. O pedido só deverá ser analisado pelos congressistas no ano que vem, já que dificilmente haverá quorum neste ano devido às eleições. Esse aumento terá impacto em toda a União. Segundo cálculos feitos pelo Supremo, somente no Poder Judiciário o reajuste terá um impacto de R$ 450 milhões no Orçamento de 2011.

Alabama processa BP por negligência durante exploração de petróleo

O estado do Alabama, nos Estados Unidos, abriu uma ação contra a companhia petrolífera British Petroleum (BP), responsabilizando-a pelos danos "catastróficos" causados por negligência e falta de segurança durante a exploração do óleo. A ação civil contra a BP, e outras que incluem a Transocean e outras companhias do setor, foi apresentada quinta-feira pelo procurador de justiça do Alabama, Troy King. Em 20 de abril, um poço operado pela petrolífera britânica BP explodiu no golfo do México, matando 11 funcionários. Desde então, cerca de 4,9 milhões de barris de petróleo vazaram na região, atingindo Estados litorâneos dos Estados Unidos, como Alabama, Mississippi e Louisiana. O vazamento é a pior catástrofe ambiental na história dos Estados Unidos.

TAM anuncia fusão com chilena LAN e sua saída da Bolsa

A TAM, maior companhia aérea do Brasil, anunciou nesta sexta-feira que assinou memorando de entendimentos para se unir à chilena LAN, dando origem a um grupo batizado de Latam Airlines. "O grupo formado por meio da operacão oferecerá serviços de transporte aéreo de passageiros para mais de 115 destinos em 23 países e serviços de transporte aéreo de carga para toda a America Latina e para o mundo, contando com mais de 40 mil funcionários", afirmou a TAM em nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários. O acordo estabelece que a TAM fará uma oferta pública de permuta para fechar capital. Por meio dessa oferta pública, os atuais acionistas da TAM receberão, no final do processo, 0,9 ação da LAN a cada uma que detém da TAM. A empresa brasileira deixará de ser listada nas Bolsas de Valores de São Paulo e Nova York. A LAN, enquanto isso, continuará a ter papéis negociados nas Bolsas de Santiago e de Nova York, e também BDRs (Brazilian Depositary Receipts) na Bovespa. A administração da LATAM será feita de forma compartilhada. Mauricio Rolim Amaro, hoje vice-presidente do Conselho de Administração da TAM, será presidente do Conselho da nova companhia. Enrique Cueto, vice-presidente da LAN, será o chefe-executivo e vice-presidente executivo da LATAM.

TAM anuncia fusão com chilena LAN e sua saída da Bolsa

A TAM, maior companhia aérea do Brasil, anunciou nesta sexta-feira que assinou memorando de entendimentos para se unir à chilena LAN, dando origem a um grupo batizado de Latam Airlines. "O grupo formado por meio da operacão oferecerá serviços de transporte aéreo de passageiros para mais de 115 destinos em 23 países e serviços de transporte aéreo de carga para toda a America Latina e para o mundo, contando com mais de 40 mil funcionários", afirmou a TAM em nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários. O acordo estabelece que a TAM fará uma oferta pública de permuta para fechar capital. Por meio dessa oferta pública, os atuais acionistas da TAM receberão, no final do processo, 0,9 ação da LAN a cada uma que detém da TAM. A empresa brasileira deixará de ser listada nas Bolsas de Valores de São Paulo e Nova York. A LAN, enquanto isso, continuará a ter papéis negociados nas Bolsas de Santiago e de Nova York, e também BDRs (Brazilian Depositary Receipts) na Bovespa. A administração da LATAM será feita de forma compartilhada. Mauricio Rolim Amaro, hoje vice-presidente do Conselho de Administração da TAM, será presidente do Conselho da nova companhia. Enrique Cueto, vice-presidente da LAN, será o chefe-executivo e vice-presidente executivo da LATAM.

BNDES está preocupado com dimensões do banco

O forte crescimento do BNDES nos últimos anos e a atuação quase solitária nos empréstimos de longo prazo no Brasil se tornaram motivo de preocupação e de discussão dentro do próprio banco, de acordo com uma fonte da cúpula da instituição. Após o agravamento da crise global pelo colapso do banco norte-americano Lehman Brothers em setembro de 2008, o BNDES recebeu um total R$ 180 bilhões do Tesouro Nacional para fazer frente à demanda de investimento do setor público e privado. O banco de fomento também reforçou o uso de seu braço de participações, o BNDESPar, para ajudar na criação ou no fortalecimento de grandes grupos nacionais, seguindo orientação do presidente Lula. São exemplos a produtora de celulose Fibria e o frigorífico JBS. A instituição passou a ser alvo de críticas de economistas e políticos da oposição, que acusam o BNDES de privilegiar grandes empresas que poderiam captar recursos no mercado internacional a taxas competitivas. Os mesmo críticos alegam que o BNDES estaria abandonando seu papel primordial, deixando de lado micro, pequenas e médias empresas que carecem de empréstimos a custos mais baixos para financiar investimentos e operações. "Vivemos esse dilema diariamente. Se não emprestarmos, quem vai emprestar? Agora, não faz sentido um país desse tamanho e o volume de demanda de investimentos ser atendido apenas pelo BNDES", reconheceu um executivo do banco nesta sexta-feira. Apesar de reconhecer que o tamanho do banco preocupa, a fonte não descartou a possibilidade de o Tesouro fazer novos aportes no BNDES.

Funcionários da Gol definem reivindicações e entram em estado de greve

Em assembléia realizada na tarde desta sexta-feira, em São Paulo, no Sindicato Nacional dos Aeronautas, funcionários da companhia aérea Gol definiram uma pauta de reivindicações e decretaram estado de greve até uma negociação com a empresa. Cerca de 180 funcionários compareceram à assembléia. A principal reclamação, novamente, foi em relação à escala de trabalho e salários defasados. Na pauta dos pilotos, copilotos e comissários foi exigido o cumprimento da regulamentação profissional, reajuste salarial e pagamento de plano de saúde e de previdência complementar. Para pressionar a empresa, um comissário chegou a propor uma "operação tartaruga", que foi rechaçada pelos presentes. O estado de greve, no entanto, foi considerado uma boa maneira de causar repercussão na imprensa e pressionar a Gol.

Marina Silva critica política externa do governo Lula para os direitos humanos

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, criticou nesta sexta-feira a política externa do governo Lula para os direitos humanos. "Tivemos equívocos e estamos, inclusive, pagando por isso", afirmou a candidata verde para uma platéia de jovens eleitores de vários Estados, apoiadores de sua candidatura. Marina Silva havia sido instada a falar sobre a questão dos direitos humanos. Ela afirmou que a política externa do seu eventual governo "não vai dar audiência para os ditadores que não respeitam a vida, os direitos humanos e a democracia". Em entrevista, ela foi questionada sobre quais seriam os erros da gestão Lula. Inicialmente, ela disse que a política externa do governo "avança em vários aspectos", como na relação com a África. Mas acrescentou: "Na questão dos direitos humanos, o Brasil perdeu a oportunidade de, sendo um País de tradição democrática e de cultura de paz, não ter afirmado esses princípios na questão dos presos cubanos e na questão do Irã. Mas não podemos considerar toda a política externa equivocada".

Dilma critica política de segurança pública tucana em São Paulo

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, criticou nesta sexta-feira a política de segurança pública do governo do Estado de São Paulo, que é administrado pelo PSDB, durante encontro com prefeitos, vice-prefeitos e vereadores gaúchos, em Porto Alegre. Segundo a candidata, o Estado mais rico do País paga aos delegados da polícia menos do que o Estado do Piauí. Dilma também aproveitou o encontro no Rio Grande do Sul para voltar a atacar a administração tucana no governo federal, na era Fernando Henrique Cardoso. No evento havia cerca de 300 pessoas. A petista voltou a dizer que o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso fez uma má gestão financeira. Declarou que, apesar de as privatizações, naquela época, terem gerado R$ 100 bilhões, a dívida do País, no mesmo período, aumentou.

Henrique Meirelles descarta que Banco Central tenha dado sinais errados sobre decisão dos juros

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, rechaçou nesta sexta-feira que a instituição tenha dado sinais errados ao mercado sobre a última decisão do Copom (Comitê de Política Monetária). Henrique Meirelles explicou que documentos como a ata da reunião anterior do Copom, assim como o relatório trimestral de inflação, não pretendem ser uma avaliação em tempo real da economia e nem dar sinais dos próximos passos. "No sistema de metas de inflação, a coordenação de expectativas é uma coordenação de expectativas de inflação, não do que é a próxima decisão Copom", disse Henrique Meirelles em seminário sobre riscos e estabilidade financeira, em São Paulo. Em sua última reunião, o Copom elevou a taxa de juros em 0,50 ponto percentual, enquanto vários economistas apostavam em uma alta mais forte como nas duas decisões anteriores, de 0,75 ponto.

Alemanha solta suposto espião israelense suspeito de matar líder do Hamas

Um israelense suspeito de ser agente do serviço secreto do país, o Mossad, foi libertado sob fiança na Alemanha. Uri Brodsky é suspeito de ter supostamente ajudado na falsificação de um passaporte alemão usado no assassinato de um terrorista do grupo palestino islâmico Hamas, em 19 de janeiro passado. "A ordem de detenção por falsificação de documentos foi levantada de comum acordo entre o tribunal de instância e a promotoria', informou um porta-voz da promotoria de Colônia. Brodsky foi detido em 4 de junho no aeroporto de Varsóvia, em virtude de uma ordem de captura emitida pela Alemanha pela suspeita de cumplicidade na obtenção ilegal do passaporte e por ser um suposto espião. O passaporte falsificado teria sido usado por outro agente para ir até Dubai, onde o terrorista Mahmoud Al Mabhouh, um dos fundadores do braço militar da organização terrorista islâmica Hamas, foi encontrado morto em seu quarto em um hotel.

Empresa farmacêutica vence licitação com remédio genérico contra colesterol

Com uma liminar que autoriza a fabricação do genérico do Lípitor (atorvastatina), a empresa farmacêutica EMS venceu na quinta-feira uma licitação da Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais. O negócio envolve a compra de mais de 7,2 milhões de unidades da droga para colesterol mais vendida do mundo. Segundo a EMS, a compra da versão genérica da droga gerou uma economia de R$ 4,4 milhões ao governo mineiro. A multinacional farmacêutica Pfizer tenta derrubar a liminar. A patente da Pfizer no País já está vencida, mas a empresa defende a validade dessa patente do Lípitor até dezembro. O Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro, que concedeu a liminar, entende que a patente expirou ano passado. A versão genérica, Lipistat, vai custar 35% a menos. O original Lipitor (20 mg) chega a custar cerca de R$ 200,00.

Risco de derrota em Minas Gerais preocupa Serra

O risco de derrota em Minas Gerais é hoje o principal objeto de preocupação do comando do PSDB e da campanha de José Serra à Presidência. Hoje, o PSDB governa os dois maiores colégios eleitorais do Brasil. Mas, segundo as pesquisas de opinião, pode ficar restrito a São Paulo, caso o atual governador Antonio Anastasia seja derrotado pelo peemedebista Hélio Costa na disputa pela reeleição. De tão preocupado, o comando do PSDB desembarcou em Belo Horizonte na última terça-feira. A missão do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE, que não se animou nem a concorrer à reeleição em seu Estado, e hoje é um simples candidato a deputado federal), é reforçar a estrutura da campanha tucana no Estado. "Vamos intensificar a campanha. O Anastasia vai ganhar a eleição, e o Serra vai crescer junto", torce magicamente o tucano Sérgio Guerra. Apesar de praticamente eleito para o Senado, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, manifestou sua preocupação em reunião com Sérgio Guerra. De acordo com tucanos, Aécio Neves pediu que parte da arrecadação da campanha nacional do PSDB seja diretamente destinada ao comitê de Minas Gerais. O problema desses candidatos é sempre um só, dinheiro. Na verdade, Aécio Neves promove, em Minas Gerais, o mais explícito episódio de cristinianização da política brasileira desde a década de 50, quando o candidato presidencial mineiro Cristiano Machado foi violentamente traído pelo seu próprio partido, o PSD. O cálculo de Aécio Neves parece simples. Ele se elege senador agora, ganha mandato de oito anos, elimina definitivamente as pretensões presidenciais de José Serra, e sai candidato à Presidência em 2014. Mas, como política não é matemática, Aécio Neves não se dá conta de que a traição mineira de agora será retribuída com a traição paulista em 2014, para felicidade do petismo, que poderá se eternizar na Presidência da República. "Não é só São Paulo que merece atenção do comando do partido", afirmou o secretário-geral do PSDB, Rodrigo de Castro, ao justificar a natureza da viagem de Sérgio Guerra. Ora, os tucanos mineiros querem dinheiro da campanha de Serra para tentar salvar do desastre eleitoral o candidato Antonio Anastasia, o que pode macular as pretensões futuras de Aécio Neves.

Ministro do Interior francês denuncia rapper que incita ao assassinato de policiais

O ministro do Interior francês, Brice Hortefeux, denunciou diante do Tribunal de Grande Instância de Paris o rapper Abdul X por incitar, em uma de suas músicas, ao assassinato de policiais. A música intitulada "Tirer sur les keufs" ("Atire na Polícia") traz frases como "Se aponta a um policial, mate-o, não falhe", ou "uma bala em sua raça, uma bala em sua cara". A letra causou grande repercussão nos meios policiais, que exigiram a intervenção do ministro. "Não deixarei que um rapper sem notoriedade ameace homens e mulheres que, em condições às vezes difíceis, asseguram a segurança de nossos concidadãos", afirmou o ministro Hortefeux. No videoclipe, que circula pela internet, o rapper aparece com uma atitude ameaçadora e com uma pistola na mão.

Ministro diz que preço de barril do pré-sal continua indefinido, mas pode chegar a US$ 20,00

O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, minimizou na noite de quinta-feira o impacto nos planos do governo do procedimento aberto pela Procuradoria da República no Distrito Federal para averiguar se a venda de 5 bilhões de barris de petróleo da União à Petrobras vai trazer prejuízos. A procuradoria pediu que o Tribunal de Contas da União investigue se o preço estimado de US$ 5,00 a US$ 7,00 o barril fará com que a União deixe de ganhar mais do que poderia com esse petróleo. "O trabalho que está se fazendo com relação ao pré-sal é muito sério. Foram contratadas as melhores certificadoras do mundo e elas estão fazendo o trabalho delas. Qualquer coisa que aconteça antes é mera especulação. Você dizer que é A ou B o preço, sem ter o estudo terminado, é mera especulação", afirmou o ministro.

Debate entre candidatos ao governo gaúcho marcado por comparações

Comparações entre governos por parte dos três principais candidatos ao Piratini marcaram o debate de estréia da campanha, na TV Bandeirantes, em Porto Alegre, nesta quinta-feira. Diluídos por um formato que colocou lado a lado na bancada favoritos e postulantes com poucas expectativas de vitória, Tarso Genro (PT), José Fogaça (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB) aproveitaram as poucas oportunidades em duas horas de encontro para criticar seus adversários. O primeiro confronto mais ríspido ficou reservado para o segundo bloco, com perguntas relacionadas ao tema da saúde. Beneficiado pelo sorteio que determinava que Yeda Crusius fizesse uma pergunta a ele, o vereador Pedro Ruas (PSOL) aproveitou a resposta para questionar Yeda sobre as suspeitas de corrupção no Detran e na Operação Solidária. Na explicação, além de dizer que a Justiça a excluiu do processo do Detran, Yeda atribuiu ao sucesso do site Transparência RS, que torna públicos os gastos do governo do Estado, o que considera o fim das notícias negativas de seu governo nas manchetes dos jornais. "Eu assumi o passado. Nós pagamos as dívidas do passado e construímos ao mesmo tempo o presente. Espero que não seja pessoal, pois a Justiça já me retirou do que vocês me incluíram no passado", respondeu Yeda Crusius. Mais tarde, o candidato do PSOL, braço direito do PT, também fustigou Fogaça, por não ter sido aberta uma CPI na Câmara da Capital para investigar suspeitas de irregularidades na Secretaria da Saúde, na gestão do ex-prefeito, por pressão de aliados. É engraçado ver o braço direito do PT falar assim, quando o então prefeito peremptório Tarso Genro usou o então advogado Eros Grau para fechar CPI da Habitação na Câmara Municipal. O momento mais quente entre o peremptório Tarso e Fogaça se deu no terceiro bloco. Tarso perguntou ao peemedebista se ele concordava com a governadora quando ela disse ter herdado episódios de corrupção do governo anterior, de Germano Rigotto (PMDB). Sempre que foi possível, Tarso tentou apontar contradições na candidatura de Fogaça. Chegou a dizer que não sabe se o ex-prefeito é oposição ou situação, aludindo ao fato de o PMDB participar do governo Yeda. Como resposta, Fogaça destacou que não tem uma proposta "adversarial" como a de Tarso, destacando que pretende "manter o que está bom". Engraçado é que ninguém tenha perguntado como ele aceitou doação de escritório de campanha do estelionatário argentino Cesar Arrieta em sua campanha, em 2000.

Anastasia liga Hélio Costa a crise nos Correios

No único embate direto que tiveram nesta quinta-feira no debate da TV Bandeirantes, os candidatos ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa (PMDB) e Antonio Anastasia (PSDB), trocaram críticas sobre a intenção do peemedebista de, se eleito, levar para o governo Carlos Henrique Custódio, ex-presidente dos Correios, que foi demitido pelo presidente Lula. Anastasia, que concorre à reeleição, disse que Custódio foi demitido por "ineficiência" após uma crise "muito ruim" na época em que Hélio Costa era ministro das Comunicações, pasta que comanda os Correios. Ele perguntou ao peemedebista se esse "modelo de gestão" será adotado em um eventual governo de Costa. O senador disse que Anastasia estava "mal informado" e o acusou de fazer parte do "lobby paulista que quer destruir os Correios".

Na Bahia, Jaques Wagner é alvo de críticas sobre aumento nos índices de violência

O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), rebateu as críticas ao aumento dos índices da violência no Estado durante sua gestão e disse que foi o governador que "mais contratou policiais na história da Bahia", com mais de 6.000 agentes convocados. "Tivemos um primeiro ano duro, por isso trocamos todo o comando da segurança pública. Mas investimos em novos veículos, armas, além de habitação, saúde e esporte, já estamos colhendo os frutos", disse ele durante o debate da Band, nesta quinta-feira. Entre 2006 e 2009, o número de homicídios em Salvador aumentou 41%, segundo dados do governo baiano. A segurança pública é a área do governo petista mais criticada pelos adversários. Para Geddel Vieira Lima, candidato do PMDB ao governo da Bahia, a violência no Estado está "sem controle" em razão de um problema de gestão do petista, com medidas que "não deram certo". O ex-governador da Bahia Paulo Souto (DEM) pegou carona nas críticas e disse que é preciso um "plano emergencial contra o aumento do número de homicídios" porque a gestão do PT foi "absolutamente desastrosa".

Cabral diz que defendeu sua mulher como governador, mas também como marido

Após o ataque contra contratos do escritório de sua mulher com concessionárias do Estado durante debate da TV Bandeirantes, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), afirmou que, ao defender a esposa, estavam representados no debate "o governador, mas também o marido". "É o fim da picada esse tipo de acusação. É uma pena porque poderíamos ter debatido mais", disse o governador, após o encontro. Ele reafirmou na saída que o Conselho Superior do Ministério Público arquivou a denúncia feita pelo PSOL sobre os contratos do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo com a Supervia e o Metrô, ambos empresas concessionárias do Estado. O deputado Fernando Gabeira (PV) defendeu os ataques. Para ele, era necessário o eleitor avaliar "estilos de governar". "Tínhamos que demonstrar que as coisas não estão tão cor-de-rosa como ele quer mostrar. No próximo, vamos discutir mais os nossos projetos mostrando como os dele falharam", afirmou Gabeira.