domingo, 15 de agosto de 2010

José Serra pode passar um vexame nesta segunda-feira em Porto Alegre

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, corre sério risco de passar por um vexame nesta segunda-feira, em Porto Alegre. Há cerca de um mês, na residência de Ruy Lopes (ex-executivo da Gerdau, responsável pelas relações institucionais), foi armando um suposto comitê suprapartidário para todar a campanha de Serra no Rio Grande do Sul. Na verdade, esse foi o sinal para a entrega das tarefas do suposto comitê supra-partidário para um escritório de comunicações, o do jornalista José Barrionuevo. O primeiro ato programado, como é comum é muitas campanhas eleitorais, foi marcar um almoço, para "dar a largada" na campanha de José Serra no Rio Grande do Sul. O almoço está marcado para as 13 horas desta segunda-feira, no Galpão Crioulo, no Parque da Harmonia. Pois bem, a organização do evento causa inveja ao cineasta italiano Mario Monicelli, que rodou o filme "O Incrível Exército Brancaleone". O escritório do jornalista Barrionuevo produziu um manifesto, a ser assinado pelos aderentes ao almoço. O texto do manifesto foi enviado para José Serra, em São Paulo, que não gostou dos seus termos. Enquanto isso, na Capital gaúcha, o escritório de José Barrionuevo se esmerou em despachar e-mails cobrando a assinatura de várias personalidade, inclusive do ex-ministro Paulo Brossard, do Supremo Tribunal Federal. Aí ligações começaram a ser disparadas para São Paulo, e de São Paulo para Porto Alegre. Um emissário, o deputado federal Ibsen Pinheiro, também da coordenação deste comitê suprapartidário, procurou o ex-ministro Brossard, em sua casa, na noite deste domingo, para assegurar sua presença no almoço e assinatura no manifesto. O jornalista José Barrionuevo se apresenta nos e-mails como interlocutor dos deputado federais Osmar Terra e Ibsen Pinheiro, ambos do PMDB gaúcho, nas tarefas do comitê suprapartidário.

Serra promete 100 milhões de livros para alunos da rede pública

Em visita à Bienal do Livro neste domingo, em São Paulo, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, negou que vá mudar os rumos da campanha em função da queda na pesquisa Datafolha e prometeu que, se eleito, cada aluno da rede pública ganhará três livros de literatura por ano. "Eu tenho um programa para o Brasil que é a distribuição de três livros para cada aluno a partir da quarta série. Livro gratuito. Serão cem milhões de livros por ano para incentivar a leitura", afirmou Serra. Ele defendeu que "a primeira condição para a garotada ler livro é ter o livro". O tucano disse que os livros serão distribuídos também para professores. Ele estava acompanhado do secretário da Educação de São Paulo, deputado federal Paulo Renato Souza. Na caminhada, Serra comprou três livros, todos do médico Drauzio Varela: "Borboletas da Alma", "A Teoria das Janelas Quebradas" e "O Médico Doente".

Relatório indica que Roseana Sarney simulou empréstimo para repatriar US$ 1,5 milhão

Documentos que estão nos arquivos do Banco Santos indicam que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e seu marido, Jorge Murad, simularam um empréstimo de R$ 4,5 milhões para resgatar US$ 1,5 milhão que mantinham no Exterior. Os papéis dão detalhes da operação, montada legalmente no Brasil, com um prazo de seis anos. Os relatórios mostram, no entanto, que o empréstimo foi pago por meio de um banco suíço cinco dias depois da liberação dos recursos no Brasil. O dinheiro foi, segundo os documentos, investido na compra de participações acionárias em dois shoppings, um em São Luís e outro no Rio de Janeiro. O Banco Santos serviu apenas como ponte para Roseana e Murad usarem os dólares depositados lá fora. É o que o mercado financeiro batiza de operação “back to back”. O acordo ocorreu em julho de 2004 entre a governadora, seu marido e Edemar Cid Ferreira, até então dono do Banco Santos, que quebrou quatro meses depois e passa por intervenção judicial até hoje. Afastado do banco, Edemar é íntimo da família Sarney. Foi padrinho de casamento de Roseana e Murad. Os documentos reforçam os indícios que a família Sarney sempre negou: que tem contas não declaradas no Exterior. O administrador judicial do Banco Santos, Vânio Aguiar, confirmou a veracidade dos documentos: “Eu não sabia da existência deles. Mandei levantar e confirmo a existência desses documentos nos arquivos do banco”. Os papéis mostram que coube à então secretária de Edemar, Vera Lucia Rodrigues da Silva, informar o patrão do pagamento no Exterior. “Dr. Edemar. A Esther/UBS confirmou hoje o crédito de 1.499.975,00, aguarda instruções. Vera Lucia”, diz mensagem eletrônica enviada por ela às 11h56 do dia 3 de agosto de 2004. A secretária Vera Lúcia refere-se a Esther Kanzig, diretora do banco suíço UBS em Zurique que, segundo ex-diretores do Banco Santos, representava os suíços nas relações com Edemar Cid Ferreira. Edemar responde à secretária às 12h47 e mostra que essa era uma prática rotineira do banco: “Vera, proceder da mesma maneira que da vez anterior com a distribuição entre administradores qualificados. Grato, ECF". O Banco Santos não tinha autorização para atuar no Exterior e, segundo as investigações sobre sua falência, Edemar usava offshores laranjas para receber recursos fora do Brasil. A operação com a família Sarney começou no dia 29 de julho de 2004, quando Roseana e Murad assinaram o contrato de empréstimo de número 14.375-3, no valor de R$ 4,5 milhões, em nome da Bel-Sul Administração e Participações Ltda. Na época, a governadora detinha 77,9% da Bel-Sul e seu marido, 22,1%. O dinheiro foi liberado naquele mesmo dia e investido nos dois shoppings, no Rio de Janeiro e em São Luís.

Sindicalista faz revelações sobre o modo de atuar da espionagem petista

Mais um sindicalista decidiu revelar os porões do PT. A VEJA desta semana traz uma reportagem de Policarpo Junior e Otávio Cabral sobre a atuação de um grupo de sindicalistas que produzia dossiês para a campanha do PT em 2002. Um de seus expoentes era Wagner Cinchetto, que concedeu uma entrevista estarrecedora à revista. O mais espantoso é que Cinchetto não se diz santo, não. Ele confessa, por exemplo: “Eu e o Medeiros (Luiz Antônio de Medeiros, ex-dirigente da Força Sindical) trabalhávamos para o Collor e participamos da produção daquele depoimento fajuto da ex-namorada do Lula.” Isso foi em 1989. Em 2002, ele já estava trabalhando para o PT. O mais surpreendente de sua confissão: o objetivo era atingir todos os inimigos de Lula naquela ano e jogar a culpa nas costas do tucano José Serra. E assim se fez. E assim noticiou a imprensa! A ação mais vistosa, revela o sindicalista, foi o caso Lunus, a operação da Polícia Federal que recolheu na sede da empresa do marido de Roseana Sarney a bolada de R$ 1,34 milhão em dinheiro vivo. José Sarney sempre acusou Serra de estar metido na operação, e isso foi determinante na sua aliança com Lula, o qual era, na prática, o chefão do grupo que havia destruído a chance de a filha se candidatar à Presidência. Outro alvo dos petistas foi Ciro Gomes. Na verdade, seu então candidato a vice, Paulo Pereira da Silva, que também tinha a certeza de que estava sendo alvo de Serra! Segundo Cinchetto, Lula sempre soube de tudo. No comando da operação, ele informa, estavam Ricardo Berzoini e Luiz Marinho, hoje presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Leiam a entrevista:
- Qual era o objetivo do grupo?
- A idéia era atacar primeiro. Eu lembro do momento em que o Ciro Gomes começou a avançar nas pesquisas. Despontava como um dos favoritos. Decidimos, então, fazer um trabalho em cima dele, centrado em seu ponto mais fraco, que era o candidato a vice da sua chapa, o Paulinho da Força. Eu trabalhava para a CUT e já tinha feito um imenso dossiê sobre o deputado. Já tinha levantado documentos que mostravam desvios de dinheiro público, convênios ilegais assinados entre a Força Sindical e o governo e indícios de que ele tinha um patrimônio incompatível com sua renda. O dossiê era trabalho de profissional.
- Os dossiês que vocês produziam serviam para quê?
Fotografamos até uma fazenda que o Paulinho comprou no interior de São Paulo, os documentos de cartório, a história verdadeira da transação. Foi preparada uma armadilha para “vender” o dossiê ao Paulinho e registrar o momento da compra, mas ele não caiu. Simultaneamente, ligávamos para o Ciro para ameaçá-lo, tentar desestabilizá-lo emocionalmente. O pessoal dizia que ele perderia o controle. Por fim, fizemos as denúncias chegarem à imprensa. A candidatura Ciro foi sendo minada aos poucos. O mais curioso é que ele achava que isso era coisa dos tucanos, do pessoal do Serra.
- Isso também fazia parte do plano?
- Como os documentos que a gente tinha vinham de processos internos do governo, a relação era mais ou menos óbvia. Também se dizia que o Ciro tirava votos do Serra. Portanto, a conclusão era lógica: o material vinha do governo, os tucanos seriam os mais interessados em detonar o Ciro, logo… No caso da invasão da Lunus, que fulminou a candidatura da Roseana, aconteceu a mesma coisa.
- Vocês se envolveram no caso Lunus?
- A Roseana saiu do páreo depois de urna operação sobre a qual até hoje existe muito mistério. Mas de uma coisa eu posso te dar certeza: o nosso grupo sabia da operação, sabia dos prováveis resultados, torcia por eles e interveio diretamente para que aparecessem no caso apenas as impressões digitais dos tucanos. Havia alguém do nosso grupo dentro da operação. Não sei quem era a pessoa, mas posso assegurar: soubemos que a candidatura da Roseana seria destruída com uns três dias de antecedência. Houve muita festa quando isso aconteceu.
- Nunca se falou antes da participação do PT nesse caso…
- O grupo sabia que o golpe final iria acontecer, e houve uma grande comemoração quando aconteceu. Aquela situação da Roseana caiu como uma luva. Ao mesmo tempo em que o PT se livrava de uma adversária de peso, agia para rachar a base aliada dos adversários. Até hoje todo mundo acha que os tucanos planejaram tudo. Mas o PT estava nessa.
- Quem traçava essas estratégias?
- O grupo era formado por pessoas que têm uma longa militância política. Todas com experiência nesse submundo sindical, principalmente dos bancários e metalúrgicos. Não havia um chefe propriamente dito. Quem dava a palavra final às vezes eram o Berzoini e o Luiz Marinho (atual prefeito de São Bernardo do Campo). Basicamente, nos reuníamos e discutíamos estratégias com a premissa de que era preciso sempre atacar antes.
- O então candidato Lula sabia alguma coisa sobre a atividade de vocês?
- Lula sabia de tudo e deu autorização para o trabalho. Talvez desconhecesse os detalhes, mas sabia do funcionamento do grupo. O Bargas funcionava como elo entre nós e o candidato. Eu ajudei a minar a campanha do Lula em 1989, com aquela história da Lurian. Eu e o Medeiros (Luiz Antônio de Medeiros, ex-dirigente da Força Sindical) trabalhávamos para o Collor e participamos da produção daquele depoimento fajuto da ex-namorada do Lula. O grupo se preparou para evitar que ações como aquelas pudessem se repetir, e fomos bem-sucedidos.
- De onde vinham os recursos para financiar os dossiês?
- Posso te responder, sem sombra de dúvida, que vinham do movimento sindical, principalmente da CUT. Se precisava de carro, tinha carro. Se precisava de viagem, tinha viagem. Se precisava deslocar… Não faltavam recursos para as operações. Quando eu precisava de dinheiro, entrava em contato com o Carlos Alberto Grana (ex-tesoureiro da CUT), o Bargas ou o Marinho.
- Quem mais foi alvo do seu grupo?
- O plano era gerar uma polarização entre o Serra e o Lula. Por isso se trabalhou intensamente para inviabilizar a candidatura do Garotinho, que também podia atrapalhar. Não sei se o documento do SNI que ligava o vice de Garotinho à ditadura saiu do nosso grupo, mas posso afirmar que a estratégia de potencializar a notícia foi executada. O Garotinho deixou de ser um estorvo. E teve o dossiê contra o próprio Serra. Um funcionário do Banco do Brasil nos entregou documentos de um empréstimo supostamente irregular que beneficiaria uma pessoa ligada ao tucano. Tudo isso foi divulgado com muito estardalhaço, sem que ninguém desconfiasse que o PT estava por trás.

Serra diz que período decisivo da campanha começa na segunda quinzena de setembro

Pela primeira vez atrás de Dilma Roussef (PT) na pesquisa do Datafolha para presidente, José Serra (PSDB) disse no sábado, ao inaugurar comitê no Leblon, zona Sul do Rio de Janeiro, que a eleição será decidida apenas na segunda quinzena de setembro. "A gente tem que trabalhar com disposição. Já participei de eleições complexas", afirmou, dizendo que conquistou o governo de São Paulo com os pés nas costas. "Vejo um grau de compromisso de quem está com a gente muito grande. Isso é importantíssimo nas próximas semanas porque as pessoas vão fazer as suas cabeças ao longo do tempo", acrescentou: "Na verdade, fazem a cabeça na segunda quinzena de setembro. Esse é o período mais ou menos decisivo na minha visão do processo eleitoral".

Programa de habitação de Dilma prevê R$ 71 bilhões a quem ganha até dez mínimos

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, apresentou no sábado as linhas gerais de seu programa de governo para a área de habitação. A primeira tem previsão de um investimento de R$ 71 bilhões voltado para a população com rendimento de até dez salários mínimos entre 2011 e 2014. A outra prevê a aplicação de R$ 44 bilhões para as classes média e alta. Segundo a candidata, a idéia é que todos os imóveis adquiridos por pessoas com renda de até três salários mínimos tenham aquecimento solar. "Essa população não pode arcar com ônus de preço de mercado de R$ 40 mil. Uma segunda característica é que nós eliminamos o seguro obrigatório que incidia de forma pesada sobre as prestações e criamos um fundo garantidor para assegurar o risco mínimo de quem assume o imóvel. Estamos prevendo que em todas as unidades habitacionais haverá o aquecimento térmico solar", disse. A petista afirmou que a proposta envolve ainda ações de urbanização de bairros populares não só com água e saneamento, mas "passando por melhorias de casa e regularização de terrenos e unidades de pronto atendimento na área de saúde. Dilma disse ainda que a segunda linha de beneficiários poderá aplicar os recursos para financiamento, aquisição ou melhoria da casa.

Dilma adota cautela em relação a vitória no primeiro turno

Na liderança da pesquisa Datafolha, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, adotou no sábado um discurso cauteloso em relação a uma vitória no primeiro turno. A petista disse que a campanha ainda tem fatos novos, como o início da propaganda eleitoral nesta terça-feira, que podem mudar o cenário da disputa. Para a candidata, não haverá "salto alto, soberba ou autossuficiência" em sua campanha. Dilma disse esperar que o resultado da pesquisa não provoque uma desmobilização na militância. "Prefiro não tratar dessa questão através de análise de pesquisa. De hoje até o dia 3 de outubro não tem nada decidido", disse.

Marina Silva critica política de alianças de PT e PSDB

Ao falar da governabilidade em uma eventual vitória do PSDB ou do PT, no sábado, em Manaus, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, criticou as alianças políticas em torno de seus adversários e fez previsões pessimistas para o caso de vitória de alguma das duas siglas. Para Marina, Dilma Rousseff (PT) terá muita dificuldade com o PMDB, e José Serra (PSDB) terá uma oposição acirrada dos petistas. "As alianças que estão postas, só se alguém quiser se enganar, vai ser mais do mesmo em termos da base de sustentação e das atitudes políticas", disse Marina para uma platéia de menos de 120 pessoas em um auditório de 756 lugares, onde foi sabatinada pelo Fórum Amazônia Sustentável. Marina disse que o PSDB ficou refém do fisiologismo dos democratas e o PT ficou refém dos ideologismos do PMDB. "Acho que a ministra Dilma terá muita dificuldade. O PT terá menos protagonismo, mil vezes menos. O presidente Lula, pela liderança que é, pela expressão política que ele tem, foi capaz de, pelo menos, manter lá algum equilíbrio. Mas, mesmo com toda a sua liderança, não conseguiu escapar de se tornar refém do PMDB nos aspectos do fisiologismo".

Degredados cubanos pedem asilo político ao governo da Espanha

Quatro ex-presos políticos cubanos, degredados pela ditadura da dinastia genocida e facínora dos Castro, pediram amparo à Defensoria do Povo da Espanha para que o governo lhes outorgue o "estatuto de asilo político" e que "demonstre" assim que há "perseguição política" na ilha caribenha. "Não se pode reconhecer outra coisa que não seja o refúgio, porque aceitar uma proteção intermediária implicaria aceitar que em Cuba não há presos políticos", afirmou Mijail Bárzaga, aludindo ao fato de que o governo local insiste em recomendar-lhes este status, revisado periodicamente. Bárzaga, de 43 anos, faz parte do grupo de 52 dissidentes que a ditadura cubana decidiu libertar após um diálogo com a Igreja Católica, em um processo que durará até quatro meses.

Morre um dos idealizadores da revolução de Chávez

O general reformado Alberto Mulller Rojas, ex-dirigente do governista PSUV (Partido Socialista Unido de Venezuela), morreu na noite de sexta-feira, aos 75 anos. Pelo Twitter, o ditador da Venezuela, Hugo Chávez, lastimou o falecimento do ex-dirigente: "Quantas notícias nos últimos dias. Morreu agora meu general Müller. Que toquem mil cornetas e que redobrem mil tambores". Rojas, reconhecido como um dos idealizadores da revolução bolivariana que Chávez lidera há 11 anos, estava afastado da política desde março, quando renunciou à direção do PSUV alegando que o processo venezuelano vivia um momento "péssimo".

Líder de grupo extremista libanês Fatah al-Islam morre em tiroteio

O líder do grupo terrorista islâmico libanês Fatah al-Islam, Abdel Rahmane Awad, e seu braço direito, Abu Baker, morreram no sábado em um tiroteio com o Exército do Líbano no Leste do país. Os dois terroristas viajavam em um táxi e foram seguidos por um grupo de militares. Quando estavam na cidade de Chtura, no Leste do país, os soldados tentaram deter o veículo e Awad e Baker responderam com disparos, o que levou a um tiroteio no qual os terroristas morreram. O Fatah al-Islam, grupo formado por membros de vários países, entrou em combates com o exército libanês em 2007 no campo de refugiados palestinos de Nahr al-Bared (Norte), nos quais cerca de 400 pessoas morreram, quase a metade delas militares. Awad conseguiu fugir dos combates e, posteriormente, se tornou líder do grupo, depois do desaparecimento do fundador da organização, Shaker al-Abssi. O líder do Fatah al-Islam, a quem a Justiça libanesa responsabiliza por pelo menos dois atentados contra o exército libanês, em agosto e setembro de 2008, se escondeu após sua fuga no acampamento palestino de Ain al-Hilweh, o maior do Líbano e situado nos arredores da cidade de Sidon, no Sul.

Pesquisa Ibope aponta vitória de Rosalba Ciarlini para governo do Rio Grande do Norte

A senadora Rosalba Ciarlini (DEM) lidera a disputa pelo governo do Rio Grande do Norte com 48%, segundo pesquisa Ibope. O governador Iberê Ferreira (PSB), que disputa a reeleição, aparece em segundo lugar, com 20%. Os indecisos somam 9% e os brancos e nulos, 8%. A margem de erro é de três pontos percentuais, para cima ou para baixo.

CNJ propõe indulto de Natal para mulheres com filhos menores de 12 anos

O Conselho Nacional de Justiça propôs ao Ministério da Justiça a concessão de indulto de Natal às mulheres que tenham filhos menores de 12 anos. A medida faz parte do conjunto de sugestões do conselho para a elaboração do decreto de indulto natalino deste ano. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, o objetivo da medida é propiciar a reinserção social das mulheres. Entretanto, só receberão o indulto àquelas que comprovarem a necessidade de cuidar dos filhos menores de 12 anos ou possuírem filhos, nessa faixa etária, com deficiência mental, física, auditiva ou visual. Segundo o balanço do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça aproximadamente 30 mil mulheres estão encarceradas no Brasil. A maioria (51%) tem entre 18 e 29 anos de idade. De acordo com o relatório, 50% delas foram presas por tráfico de drogas. Parece brincadeira, mas é sério....

Dilma paga primeira das oito multas por propaganda antecipada

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, pagou na sexta-feira a primeira das oito multas aplicadas pela Justiça Eleitoral por propaganda eleitoral antecipada. Dilma desembolsou R$ 6.000,00 e deverá ser ressarcida pelo partido. Essa multa foi determinada em agosto a pedido do Ministério Público Eleitoral. A representação apontava que ocorreu irregularidade na propaganda partidária do PT do Rio Grande do Sul, que veiculou entre os dias 26 e 31 de maio. Na propaganda, Dilma aparecia falando que é "hora de acelerar e seguir em frente". A candidata ainda prometia "fortalecer a educação, a saúde e a segurança, melhorar o emprego e o salário". Ao todo, Dilma foi alvo de oito multas que totalizam R$ 38 mil. Além dessa penalidade já quitada, a petista tem outra multa de R$ 5.000, que também não cabe mais recurso e vence nesta semana. O presidente Lula tem oito multas que somam R$ 47.500,00 e o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, sete, no valor de R$ 35.000,00.

Apoio de Obama à mesquita no "marco zero" irrita parentes de vítimas

Um grupo que representa familiares das vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001 criticou no sábado o apoio do presidente americano Barack Obama à construção de uma mesquita e de um centro cultural muçulmano perto do "marco zero", perto do local onde ficava o World Trade Center, destruído por militantes fascistas muçulmanos no atentado. O grupo "Famílias do 11/9 para uma América forte e segura" afirma em um comunicado que está atônito com a decisão de Obama de permitir a construção de uma mesquita na região. "Obama abandonou os Estados Unidos no lugar em que o coração dos Estados Unidos quebrou há nove anos, e onde seus verdadeiros valores estavam à vista de todos", afirma o grupo em um comunicado. "Agora este presidente declara que as vítimas do 11/9 e suas famílias devem suportar outro peso. Devemos permanecer calados no último lugar nos Estados Unidos onde ainda se lembra do 11/9", completa o texto. Sem dúvida, é uma afronta incomparável. O que fazer? Barack Obama é descendente de muçulmanos.

Mais de 1.300 presos paulistas aproveitaram o indulto do Dia dos Pais para fugir

Dos 23.041 presos que receberam o benefício de passar o Dia dos Pais em casa, 1.344, o que equivale a cerca de 6%, não retornaram para o presídio. Como não voltaram para a cadeia, eles são agora considerados foragidos, além de terem perdido a condição de regime semiaberto. O indulto, saída temporária da prisão, é uma autorização judicial aos presidiários que cumprem pena em regime semiaberto e apresentam bom comportamento. Como essa Justiça sabe apreciar bom comportamento, não é mesmo?Esse benefício é aplicado a cinco festividades ao longo do ano: Natal e Ano Novo, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais e Dia das Crianças/Finados. Utilizar-se do indulto para fugir não é novidade. No último natal e ano-novo, referente ao ano de 2009, quase 2.000 presos não retornaram. Na época, havia 23.331 detentos no sistema penitenciário paulista. Um desses presos que aproveitou a liberdade temporária para escapar foi Eduardo Lapa dos Santos, o Lapa ou Gordão, apontado pelo Ministério Público Estadual como um dos comandantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O sujeito estava condenado a 53 anos, por roubo, sequestro e furto, mas a Justiça achou que ele tinha bom comportamente. Não é mesmo maravilhoso?

Ibope mostra Marconi Perillo liderando corrida pelo governo de Goiás com 45%

O senador Marconi Perillo (PSDB) lidera a disputa para o governo de Goiás com 45% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira. De acordo com o levantamento, Iris Rezende (PMDB) aparece em segundo lugar, com 34%. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

WikiLeaks analisa 15 mil documentos secretos e pode publicá-los em duas semanas

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, prometeu no sábado a publicação de mais 15 mil documentos confidenciais sobre a guerra no Afeganistão dentro de duas semanas, mas destacou que deseja atuar com prudência. Esses 15 mil documentos integram um pacote de 92 mil documentos confidenciais sobre operações militares no Afeganistão, a maior parte dos quais o site vazou em julho para as publicações The New York Times", "Der Spiegel" e "The Guardian". "Estes documentos são os que deixamos de lado porque contêm certas designações, o que significa que há mais possibilidades de que contenham informações pessoais", explicou. "Analisamos 8.000 documentos de 15 mil. Se continuarmos em nosso ritmo atual, deveremos levar duas semanas", declarou Assange em Estocolmo, ao ser questionado sobre a data de publicação dos documentos.

Ibope aponta empate técnico entre Martins, Mendes e Claudino no Piauí

O governador Wilson Martins (PSB) está tecnicamente empatado com Silvio Mendes (PSDB) e João Claudino (PTB) na disputa pelo governo do Piauí, segundo pesquisa Ibope divulgada na última sexta-feira. De acordo com o levantamento, Martins tem 24% das intenções de voto, contra 22% de Mendes e 19% de João Claudino.

Dilma acompanha Lula em gravação de imagens no Palácio Alvorada para programa eleitoral

Com a presença da candidata do PT à Presidência Dilma Rousseff (PT), o presidente Lula gravou imagens no sábado no Palácio da Alvorada que devem ser utilizadas na propaganda eleitoral. As cenas foram rodadas no hall de entrada do palácio, que é a residência oficial do presidente, e mostram Lula acenando e caminhando no local. É a primeira vez na história do Brasil que um presidente da República usará o palácio residencial para cenas de campanha eleitoral.

Programa "Minha Casa, Minha Vida" tem problemas em vários Estados

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, minimizou o fato de apenas 1,2% das unidades contratadas pelo programa "Minha Casa, Minha Vida" para quem ganha até três salários mínimos (faixa que concentra 90% do déficit habitacional do País) terem sido concluídas até agora. Para Dilma, o foco não deveria ser na conclusão dos imóveis, mas nos índices de contratação. "Estamos dando um show porque tem mais de 500 mil unidades contratadas, quando se dizia que não conseguiríamos 200 mil", afirmou a petista. A avaliação de Dilma, porém, contrasta com a de especialistas. Paulo Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, parceira da Caixa Econômica Federal na execução do programa, disse que os índices de contratação em alguns Estados são "um desastre": "O Ceará, por exemplo, só perde para o Amapá. Mandamos o nosso pessoal para lá hoje, para saber por que os índices estão tão ruins". Na faixa de renda de zero a três salários mínimos, em dez Estados o índice de contratações está em menos de 40% da meta.

"Espantosa confissão forçada" de iraniana "viola dignidade humana", diz grupo opositor

A confissão "forçada" na TV de Sakineh Mohammadi Ashtiani, a iraniana condenada a morte por apedrejamento, "esmaga todos os valores sociais e a dignidade humana" e "viola muitos acordos internacionais", acusa o Comitê de Mulheres do Conselho Nacional de Resistência do Irã. A TV estatal iraniana exibiu na noite da última quarta-feira uma entrevista no programa "20:30" com Sakineh, de 42 anos, confessando ter discutido com um homem sobre o assassinato do marido. A mulher aparece com véu preto que cobre quase todo o corpo, a imagem distorcida no rosto e a voz encoberta pela tradução de um dialeto regional para o persa. O Comitê de Mulheres acusa o regime fascista islâmico de, sob pressão da opinião pública mundial, "forçar essa prisioneira, após dois dias de tortura, a participar de um show televisionado nojento e confessar contra ela mesma e seu advogado". "Forçar presos políticos a participarem de shows televisionados tem sido um método conhecido e vergonhoso por mais de três décadas do governo do mulá", afirma o comunicado. "Mas usar esse método para acusações de imoralidade e contra uma mãe indefesa de duas crianças pequenas, em frente aos olhos de milhões de espectadores, é uma brutalidade sem precedentes", acrescentou o movimento feminista. Houtan Kian, atual advogado de Sakineh Mohammadi Ashtiani, disse que a iraniana foi torturada por dois dias antes de concordar em aparecer em um programa de TV do Irã e confessar o assassinato do marido. "Ela apanhou muito e foi torturada até aceitar aparecer em frente à câmera. Seu filho de 22 anos, Sajad, e sua filha de 17 anos Saeedeh estão completamente traumatizados por assistir ao programa", disse Kian, em entrevista ao jornal britânico "The Guardian". Kian confirmou a identidade de Sakineh e disse ao "Guardian" que a entrevista foi gravada na prisão Tabriz, onde Sakineh está há quatro anos.

Fernando Lugo recebe alta após sessão de quimioterapia em São Paulo

O presidente paraguaio, Fernando Lugo, recebeu alta no sábado do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde iniciou o tratamento contra um câncer linfático. "Vamos renovados, com uma perspectiva muito alta de recuperação. Este tratamento durará alguns meses e vamos seguir ao pé da letra para estar bem", afirmou ele. Lugo foi internado na terça-feira no Hospital Sírio Libanês para confirmar um diagnóstico de câncer linfático. Os médicos brasileiros confirmaram a "hipótese de comprometimento ósseo" e na quinta-feira o presidente do Paraguai passou pela primeira sessão de quimioterapia. O presidente de 59 anos, ex-bispo católico, sofre de um linfoma não Hodgkins. O linfoma é um câncer que afeta o sistema linfático, que faz parte do sistema imunológico. De acordo com os médicos, as próximas cinco sessões devem ser realizadas no Paraguai, mas Lugo retornará a São Paulo após a terceira sessão para um controle da evolução do tratamento.

Petrobrás intensifica exploração também na Amazônia

Vinte anos depois do início da produção no campo de Urucu, na floresta Amazônica, a exploração de petróleo na Bacia do Solimões, no Amazonas, entra em uma segunda onda de investimentos. O movimento foi iniciado este ano, com a Petrobrás, que já tem duas descobertas na região. A Petrobrás mantém quatro sondas de perfuração de poços atuando na região e, no início do próximo ano, o consórcio privado formado por HRT e Petra Energia recebe sua primeira sonda, que deve começar a perfurar no primeiro trimestre. As perspectivas de descobertas são animadoras, segundo os envolvidos no esforço. A HRT estima reservas de 1,5 bilhão de barris. A Petrobrás, por sua vez, pode ter encontrado na região o maior campo terrestre do País. Nenhuma das empresas fala sobre o assunto, alegando impedimentos provocados pelo período de silêncio que precede emissão de ações na Bolsa . Fontes do setor, porém, indicam que a descoberta no bloco SOL-T-171, da Petrobrás, tem reservas de 180 milhões de barris. O volume é pequeno, se comparado aos bilhões de barris do pré-sal, mas é um petróleo de excelente qualidade, com grande valor de mercado. A Petrobrás já conseguiu aprovar na ANP um plano de desenvolvimento para o SOL-T-171, que deve incluir a perfuração de novos poços. A concessão fica próxima a Urucu e já está produzindo a título de teste de longa duração. Dados da agência apontam que a estatal conseguiu reverter um declínio natural da produção na região, atingindo, em junho, a média de 55,2 mil barris por dia, a maior para aquele mês desde o ano de 2005. Além dessa descoberta, a estatal anunciou na semana passada ter encontrado gás na concessão SOL-T-150, que fica no traçado do gasoduto que liga Urucu a Manaus, inaugurado em novembro do ano passado. A Petrobrás tem ainda duas reservas antigas na região, não desenvolvidas, que formam o polo Juruá-Araracanga, prontas para entrar em produção. A HRT definiu os pólos Tefé e Aruã, perto da descoberta do SOL-T-150, como prioridades para os próximos anos, diante do maior potencial para descobertas de petróleo, que tem mais mercado e não demanda a construção de gasodutos. A empresa opera 78,5 mil quilômetros quadrados em concessões na região, que foram adquiridas em 2005 pela argentina Oil M&S e depois vendidas à Petra. A HRT entrou no negócio no fim de 2009. Os trabalhos iniciais apontaram para a existência de mais de 30 prospectos (áreas com potencial para a descoberta de petróleo e gás) nas concessões da Bacia do Solimões. A primeira sonda de perfuração chega em Manaus no início de 2011. A primeira produção é esperada para o fim do mesmo ano.