sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ibope aponta que Alckmin amplia vantagem sobre Mercadante

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, voltou a subir e ampliou a liderança na pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, indo a 51%. Já seu adversário, o petista Aloizio Mercadante caiu de 23% para 20%. O resultado daria a vitória em primeiro turno para o tucano.

Falso procurador que pediu violação do sigilo fiscal de Veronica Serra é membro do PT

O Jornal Nacional obteve no início da noite desta sexta-feira informação oficial do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sobre a filiação partidária do contador Antonio Carlos Atella Ferreira e do homem que ele apontou como sendo um colega, Ademir Estevam Cabral. A assessoria do tribunal informou que a situação de filiação partidária do eleitor Antonio Carlos Atella Ferreira é "excluído". Isso significa que a anotação de filiação foi excluída do cadastro de eleitores. Não significa desfiliação, apenas que havia algum dado divergente que o partido não corrigiu. Atella filiou-se em 20 outubro de 2003 ao PT em Mauá (SP), na zona eleitoral 217. A data de exclusão é de 21 de novembro de 2009. Essa data de exclusão a que se refere o tribunal é de menos de dois meses depois da violação do sigilo de Veronica Serra. Na quinta-feira, em entrevista ao Jornal Nacional, Atella disse que não era filiado a nenhum partido político. “Se alguém me filiou, nem conheço quem é, se caso eu tiver filiado”, disse ele. Está na cara que é mais um "aloprado" das turmas de espionagem do PT. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo também confirmou a filiação ao PV do contador Ademir Estevam Cabral. Atella afirmou que não se lembra de ter se filiado ao PT. Mas diz que pode ter assinado a filiação em um momento de empolgação.

Dilma tem 51% das preferências em nova pesquisa Ibope

O Ibope divulgou nesta sexta-feira mais uma pesquisa encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de São Paulo sobre a intenção de voto para a eleição presidencial. A candidata do PT, Dilma Rousseff, manteve a vantagem de 24 pontos percentuais que tinha na última pesquisa sobre o candidato do PSDB, José Serra. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. No início de agosto, Dilma Rousseff tinha 39%. Foi a 43%. Subiu para 51%. E agora manteve o índice. Com a margem de erro, tem de 49% a 53%. José Serra tinha 34%. Depois, 32%. Desceu para 27%. E agora continua com 27%. Com a margem de erro tem de 25% a 29%. Marina Silva do PV tinha 8%. Manteve o índice. Foi a 7%. E agora está com 8%. Com a margem de erro, tem de 6% a 10%. O Ibope também fez uma simulação de segundo turno entre Dilma Rousseff e José Serra. Dilma tinha 44% no início de agosto. Foi a 48%. Subiu para 56%. E agora, está com 55%. Com a margem de erro, tem de 53% a 57%. Serra tinha 39%. Depois, 37%. Desceu para 32%. E agora, está com 33%. Com a margem de erro, tem de 31% a 35%.

OGX anuncia novos indícios de gás na Bacia do Parnaíba no Maranhão

A OGX, empresa brasileira de óleo e gás natural responsável pela maior campanha exploratória privada no Brasil, comunicou através de sua subsidiária OGX Maranhão que identificou novos indícios de gás no poço 1-OGX-16-MA, no bloco PN-T-68, na bacia terrestre do Parnaíba. A OGX Maranhão, sociedade formada entre OGX S.A. (66,6%) e MPX Energia S.A. (33,3%), é a operadora e detém 70% de participação neste bloco, enquanto a Petra Energia S.A. detém os 30% restantes. Dando sequência à perfuração do poço OGX-16, foram atingidos objetivos adicionais em duas diferentes formações da seção devoniana, apresentando fortes indícios de gás, comprovando o grande potencial gerador de petróleo desta bacia. Estes objetivos estão aproximadamente 800 metros abaixo do objetivo anterior, divulgado ao mercado no dia 12 de agosto de 2010. Foram identificados folhelhos fraturados da Formação Pimenteiras, chegando a apresentar 909 Unidades de Gás Total (UGT) e coluna de aproximadamente 23 metros. Imediatamente abaixo desta formação, também foram identificados reservatórios arenosos da Formação Itaim com indícios apresentando 370 UGT em coluna de aproximadamente 25 metros. A perfuração do poço OGX-16, prospecto denominado Califórnia, continua em andamento em busca de novos objetivos. Este poço está localizado a aproximadamente 260 quilômetros de São Luís. A sonda QG-1, fornecida pela Queiroz Galvão, iniciou as atividades de perfuração no dia 5 de julho de 2010.

Justiça decreta prisão preventiva dos três diretores de agência de publicidade presos na operação do Banrisul

Depois de homologar os flagrantes, a Justiça do Rio Grande do Sul decretou a prisão preventiva de dois diretores das agências de publicidade SLM e DCS (ambas atendem a conta publicitária do Banrisul) e de mais o superintendente de Marketing do banco estatal gaúcho. Os três foram presos na quinta-feira, pela força-tarefa composta pelo Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas e Ministério Público Estadual, subordinados à Polícia Federal, que comanda a operação. Foram presos o superintendente de marketing do Banrisul, Walney Fehlberg; o sócio e diretor da agência SLM, Gilson Stork, e o diretor da DCS, Armando D'Elía Neto. O Tribunal de Contas do Estado determinou a suspensão dos pagamentos às agências de publicidade. Vale dizer, determinou a suspensão de pagamento aos veículos de comunicação (RBS e outros) que são contratados por essas agências para veicularem a propaganda do Banrisul. Os diretores das agências de publicidade foram presos em suas residências, pela acusação de ter em casa dinheiro vivo, sem explicação de origem. Este motivo para prisão foi usado apenas para justificar a presença da Polícia Federal na operação, para que ela possa dizer que os publicitários cometeram crime financeiro. Entretanto, na casa do publicitário Gilson Storck, da agência de publicidade SLM, foram encontrados apenas R$ 87.480,00 que, conforme o advogado do publicitário, tem plena explicação para a origem do mesmo. Na casa de Armando D'Elia Neto, diretor financeiro da DCS, foram encontrados R$ 65mil reais, 22,6 mil dólares, 50 mil euros e 4,6 mil libras esterlinas. A DCS é a maior agência de publicidade do Rio Grande do Sul, e tem contas de grandes anunciantes. Além do Banrisul, são seus clientes empresas de grande porte, como a Azaleia, Tramantina, Claro, Vonpar, RBS TV, Vinícola Salton, lojas Pompéia, TVCom, Olympikus e Reebok. Nesta sexta-feira a Polícia Federal, chefe da intervenção na operação de investigação do Banrisul sob comando do Ministério da Justiça do governo petista de Lula, continuava à procura de Davi Antunes de Oliveira, o dono da empresa Selftur Serviços de Informação em Multimídia Ltda, localizada na Av.Ceará, nº 1170, no bairro Navegantes, em Porto Alegre (contato@selfmultimidia.com), que opera em nome de uma "laranja" sua, chamada Ana Paula Rodrigues Franco, conhecida no meio publicitário. Davi Antunes de Oliveira é irmão do jornalista Paulo Gerson Antunes Oliveira, o PG, que tem estreita ligação com o PMDB gaúcho há no mínimo 30 anos. Paulo Gerson tinha, ou ainda tem, uma empresa que vendia outdoors gigantes (à beira das estradas, principalmente na Estrada do Mar, no litoral norte) para o Banrisul, especialmente no verão. Davi Antunes de Oliveira tem proximidade com o deputado estadual Luiz Fernando Zachia, do PMDB, e com Caio Rocha, ex-diretor administrativo-financeiro da CEEE e ex-secretário geral do PMDB no Rio Grande do Sul, hoje candidato a deputado estadual. Caio Rocha está sendo iniciado na Maçonaria por um funcionário do Banrisul, Roni Marques Correa, originário do setor de informática. O deputado estadual Luiz Fernando Zachia tem uma irmã, Lucia Zachia, como diretora de Atendimento da agência de publicidade DCS.

“Invasora”, Dilma perde 14 minutos de TV em Santa Catarina

O ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral, condenou na tarde desta sexta-feira a coligação de Dilma Rousseff à perda de 14 minutos e 30 segundos em inserções televisivas por ter invadido o programa de candidatos a deputado por Santa Catarina. A propaganda irregular foi veiculada em cinco emissoras no Estado durante o mês de agosto. Em seis ações, Henrique Neves entendeu que o espaço reservado a esses candidatos foi usado para exaltar Dilma e denegrir José Serra. Por lei, as coligações proporcionais, responsáveis pelos candidatos a deputados, não podem incluir nos programas propaganda de candidatos majoritários. Na quinta-feira, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral já havia cassado um minuto em inserções televisivas de Dilma no Estado.

Tribunal de Justiça gaúcho concede habeas corpus para jornalista Políbio Braga

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul concedeu nesta sexta-feira um habeas corpus para o jornalista gaúcho Políbio Braga, que assim se vê livre de uma esdrúxula e disparatada ação judicial movida contra ele pelo Ministério Público estadual, que tinha a pretensão de cassar a liberdade de expressão prevista na Constituição federal. O habeas corpus foi concedido pelo desembargador Claudio Baldino Maciel, e assim foi barrada a ação criminal iniciada no Ministério Público Federal e ajuizada pelo Ministério Público Estadual, que tramitava no 2º Juizado Especial Criminal do Foro Central de Porto Alegre. A ação criminal teve por origem uma estapafúrdia denúncia anônima, acolhida pelos procuradores federais e estaduais do Rio Grande do Sul. A denúncia anônima, que é condenada pela Constituição, e a denúncia ajuizada, atentam de forma selvagem contra a liberdade de expressão do cidadão brasileiro e do direito do jornalista informar e opinar. No seu despacho, escreveu o desembargador Claudio Baldino Maciel: "Trata-se, sim, de mera expressão pública da opinião de um cidadão jornalista, assegurada pela Constituição federal em seus arts. 5º, IV e IX e 220 Parágrafo Único". O jornalista Políbio braga foi acusado de fazer a apologia ao crime, ao defender que a Brigada Militar prenda e mate qualquer bandido que confrontar com armas os seus soldados, os verdadeiros heróis que defendem os cidadãos indefesos. É verdadeiramente insuportável para a sociedade que um órgão como o Ministério Público mova seus agentes, use o tempo dos mesmos, e recursos da instituição, para promover a perseguição a jornalista e a cassação da liberdade de informação e de opinião, conquista da sociedade brasileira no combate à ditadura militar. Estes Ministério Públicos, em todo o País, têm movido mais de 6.000 ações contra jornalistas. Promotores invariavelmente, na grande maioria dos casos, atacam a liberdade de informação e pretendem cassar a voz e a palavra de jornalistas independentes. Não foi para isso que um Congresso constituinte criou o Ministério Público e lhe deu as atribuições que detém hoje em dia. Esse Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, que moveu esta estapafúrdia ação criminal contra o jornalista Políbio Braga, é o mesmo que se recusou a investigar as fraudes realizadas no Detran, ignorando denúncia que havia sido protocolada nos seus balcões. É o mesmo Ministério Público que se negou a apresentar denúncia criminal contra os fraudadores de licitação do lixo na capital gaúcha, alegando iminente prescrição criminal para o caso. Prescrição criminal para a qual ele próprio contribuiu, com a realização lentissima de investigação. Aliás, até hoje, o mesmo Ministério Público ainda não ingressou em juízo com a ação civil de impropridade neste caso. Mas, para processar criminalmente jornalista, esse Ministério Público se move com extrema agilidade e rapidez. Porém, o que esperar dele? Não é o mesmo Ministério Público que indica para uma vaga de desembargador, no Tribunal de Justiça, pelo quinto constitucional, o nome de um promotor penalizado em processo administrativo disciplina pelo cometimento de vários ilícitos penais, em processo movido no Conselho Superior da instituição. Esse é o fiscal da lei à disposição dos gaúchos.

Governadora Yeda Crusius reclama da ausência da Polícia Civil na força-tarefa da investigação no Banrisul

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), reclamou na manhã desta sexta-feira da investigação da força tarefa do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas e do Ministério Público Estadual, ambos sob comando da Polícia Federal, em suposta fraude no marketing do Banrisul. Ela disse estranhar porque a polícia civil gaúcha ficou de fora da operação, mas garantiu que o governo do Estado está á disposição da Polícia Federal para colaborar. Quem comanda a operação da Polícia Federal é o Ministério da Justiça, e a operação começou sob o comando do peremptório petista Tarso Genro, agora candidato de seu partido ao governo do Estado. Esta operação, conduzida de modo desastrado, deflagrada em pleno período eleitoral com o claro objetivo de beneficiar a candidatura do peremptório candidato petista, e prejudicar as candidaturas de Yeda Crusius (PSDB) e José Fogaça (PMDB), tem o objetivo de desestruturar e desvalorizar o Banrisul, para a instituição bancária pública gaúcha poder ser mais facilmente abocanhada pelo Banco do Brasil.

Polícia Federal convoca filha de Serra para prestar depoimento sobre vazamento

A Polícia Federal pretende ouvir Veronica Serra, filha do presidenciável tucano José Serra, no inquérito aberto para identificar os responsáveis pela violação dela e pelo menos cinco pessoas ligadas ao PSDB ou ao candidato. O inquérito é de responsabilidade da Polícia Federal em Brasília, mas os depoimentos são tomados em São Paulo por carta precatória. Verônica Serra que tome cuidado, ainda vão acabar provando que ela contratou o contador Antonio Carlos Atella Ferreira para fraudar sua procuração e violar o seu sigilo com interesses políticos contra a candidatura da petista Dilma Rousseff. A Polícia Federal começou a agir por determinação de Lula. Só que, desde o começo do ano, Serra já havia dito a Lula que haviam quebrado o sigilo fiscal de sua filha, e Lula nada tinha feito. Ou seja, sabia, e não tomou nenhuma medida. Qual é o nome que se dá a isso?

Polícia Federal investiga agora se sigilo de Eduardo Jorge foi violado também no Banco do Brasil

Depois da quebra ilegal do sigilo fiscal de Verônica Serra na Receita, a Polícia Federal investiga agora se o Banco do Brasil também atuou na violação de contas bancárias do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. A Polícia Federal requereu que o Banco do Brasil forneça os dados do sistema de controle. O presidente Lula mandou que a Polícia Federal apresse as investigações sobre o vazamento. Se for assim como a Polícia Federal atuou no caso dos aloprados, quatro anos atrás, já se sabe o resultado antecipadamente. Na Receita Federal, agora se tornou "incômoda" a situação do secretário Otacílio Cartaxo. Mas, para preservar a campanha de Dilma Rousseff (PT), o governo não mudou o comando do órgão.

Falso procurador de Veronica Serra foi intimado às 7 horas e depôs sem advogado

O falso procurador da filha do presidenciável José Serra (PSDB), Antonio Caros Atella Ferreira, foi intimado a depor na Superintendência da Polícia Federal, na Lapa, em São Paulo, às 7 horas desta sexta-feira. Ele começou a prestar depoimento desde às 10 horas no inquérito que corre em Brasília, apesar de dar as declarações em São Paulo, e não estava acompanhado de advogado. O que representa um incrível e inacreditável descuido, porque isto contribui para a anulação posterior desta investigação. A Polícia Federal investiga a quebra do sigilo fiscal, pela Receita Federal, de Veronica Serra e outras quatro pessoas ligadas ao candidato tucano ao Planalto, somente agora. É uma reedição do caso dos "aloprados", no qual a Polícia Federal não chegou a qualquer resultado, como seria concebível. A Receita confirmou que a declaração de renda de Veronica referente aos exercícios de 2007 e 2009 foi acessada em 30 de setembro do ano passado na delegacia do fisco em Santo André (SP). O documento falso solicitando os dados foi entregue por Atella, que se apresentou como procurador da filha de Serra, o que não é verdade.

Demi Moore posta foto só de biquíni na internet

A atriz norte-americana Demi Moore postou na internet fotos nas quais aparece vestindo apenas biquíni e óculos escuros. Sozinha em um espaço que parece ser o banheiro de sua casa, a atriz tirou as fotos de seu reflexo no espelho com um aparelho de telefone celular. Nas imagens, Demi Moore, aos 47 anos, prova estar em ótima forma. "Finalmente um dia livre", escreveu a atriz ao postar os registros íntimos na rede. As especulações são de que ela postou estas fotos em resposta aos comentários que estão surgindo sobre as escapadas de seu marido, o ator Ashton Kuscher, muito mais novo do que ela. Seria como uma reedição do que aconteceu com a atriz Sandra Bullock. Imaginem se a moda pegar no Brasil....

Antonio Anastasia continua crescendo em Minas Gerais

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), que tenta se reeleger, afirmou nesta sexta-feira que vai crescer ainda mais nas pesquisas porque vai aumentar o interesse do eleitorado pelo pleito, especialmente da população que vive em localidades mais distantes. Ele polariza a disputa contra o candidato do PMDB e do PT, o senador Hélio Costa. Mas o senador peemedebista continua comemorando o fato de se manter na liderança, mantendo-se na mesma faixa. "As pesquisas mostram que continuamos na faixa dos 40%, não caí", disse Helio Costa. Ao atribuir seu crescimento na pesquisa Datafolha ao maior interesse do eleitorado, Anastasia faz relação com o fato de o governo do PSDB, desde a gestão Aécio Neves (2003 a março de 2010), ser bem avaliado e, portanto, considera "natural" que, a partir do momento que seu nome se tornasse conhecido, haveria essa identificação. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, Antonio Anastasia cresceu mais seis pontos e tem agora 35%, cinco pontos atrás de Costa. Antes do começo do programa eleitoral na TV, em 9 de agosto, o tucano estava 26 pontos atrás. O senador peemedebista caiu três pontos e tem agora 40%.

Ministério da Justiça petista comandou a investigação da Polícia Federal no Banrisul

A Polícia Federal no Rio Grande do Sul prendeu nesta quinta-feira o superintendente de marketing do Banrisul, Walney Fehlberg, um diretor e sócio da agência de publicidade SL&M, Gilson Stork, e um diretor da DCS, Armando D'Elia Neto. As duas agências são detentoras da conta publicitária do Banrisul, que ganharam em licitação plenamente regular. Conforme o delegado federal Ildo Gasparetto, os três foram presos em flagrante por "peculato" e "lavagem de dinheiro", porque durante as buscas em residências e empresas a Polícia Federal apreendeu dinheiro "sem origem identificada". Até o final da operação realizada nesta quinta-feira, haviam sido recolhidos cerca de 3 milhões de reais, em várias moedas. Esta operação foi iniciada há 18 meses. Portanto, ela foi comandada desde o seu início pelo Ministério da Justiça, chefe maior da Polícia Federal, e lá reinava o peremptório petista gaúcho Tarso Genro, que precisava ter ciência de seu desenvolvimento, durante boa parte das investigações, porque se tratava de fato ocorrido no seu Estado, no qual ele já era candidato declarado ao governo do Estado, e estava em campanha informal. A operação da Polícia Federal foi detonada em um momento eleitoral, quando faltam 30 dias para as eleições, extremamente favorável à campanha do peremptório petista, feita a divulgação sob medida, para transparecer nas próximas pesquisas de opinião. Mais do que isso, a operação da Polícia Federal mostra uma inédita atuação de mecanismo policial federal, do governo petista e de Lula, no processo eleitoral gaúcho, o que nunca havia sido observado no cenário político do Rio Grande do Sul, pelo menos nos últimos 60 anos. A coletiva de imprensa convocada para as 14 horas desta quinta-feira, e realizada no edifício sede da superintendência da Polícia Federal no Estado, o Tio Patinhas, na Avenida Ipiranga (a poucos metros da RBS), demonstrou a determinação de quem desejava exibir os resultados da operação e aparecer como o responsável por ela. Supostamente, a investigação teria tido início no Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas, no ano passado, quando uma "testemunha" foi levada ao procurador Geraldo Costa da Camino por um radialista muito ligado ao Ministério Público e ao setor de grampos da instituição. Essa testemunha é um "homossexual" que trabalhava com "Davi", o lobista de serviços terceirizados que eram prestados ao Banrisul por contratação supostamente superfaturadas pelas agências de publicidade. Este David operava uma empresa em nome de uma "laranja" sua, de nome Ana Paula Rodrigues Franco, conhecida no meio publicitário. O nome da empresa é Selftur Serviços de Informação em Multimídia Ltda, localizada na Av.Ceará, nº 1170, no bairro Navegantes, em Porto Alegre (contato@selfmultimidia.com). E tinha ligações com gente importante do PMDB, como o deputado estadual Luiz Fernando Zachia e o candidato a deputado estadual Caio Rocha, ex-diretor administrativo-financeiro da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica) e ex-secretário geral do partido no Rio Grande do Sul. A testemunha "homossexual" teria gravado Davi, e levou estas gravações ao radialista e ao Ministério Público. Não é a primeira vez que o início de operações segue este método. Videversus conhece um outro caso rumoroso, que levou penalização do promotor Ricardo Felix Herbstrith pelo Conselho Superior do Ministério Público. Apesar de a investigação ter começado no Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas, o papel do procurador Geraldo Costa Da Camino foi de um mero coadjuvante na mesa da coletiva de imprensa onde reinou o delegado Gasparetto. A coletiva de imprensa foi uma balbúrdia, um festival de incongruências, e se foi convocada para esclarecer, serviu apenas para confundir. Nem meia dúzia de informações foram liberadas. As poucas informações divulgadas já demonstraram a total esculhambação do ato. Por exemplo: as medidas judiciais para a obtenção de buscas e apreensões de documentos, e tão somente para isto, foram alcançadas na Justiça estadual. Ora, se foram buscadas na Justiça estadual, por que a investigação foi realizada pela Polícia Federal? É óbvio que, mais uma vez, houve intervenção da Polícia Federal na polícia gaúcha. A Polícia Federal, que não tem atribuições legais, constitucionais, para fazer investigações desse gênero no Estado, tanto que a investigação era do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas, e do Ministério Público estadual, usurpou funções da Polícia Civil gaúcha e praticou uma agressão ao pacto federativo, invadindo órbita de atuação do Estado do Rio Grande do Sul. O nome disso é intervenção federal. Em segundo lugar, a Polícia Federal não tinha ordem judicial para realizar prisões. Mas, uma operação da Polícia Federal do petismo não seria uma operação dela se não tivesse presos de peso, que pudessem ser exibidos para a imprensa oficial, amiga, providencialmente chamada para dar cobertura à operação em seu próprio desenvolvimento. E assim os diretores das duas agências foram presos porque em suas casas ou nas empresas de publicidade, foram encontrados valores em moedas. A Polícia Federal disse para a multidão de jornalistas dispostos a aceitar qualquer versão, sem contestação, sem perguntas, sem questionamentos, que os diretores foram "presos em flagrante". Flagrante de que? Ora, conforme o imparcialissimo delegado federal Ildo Gasparetto, por "peculato" e "lavagem de dinheiro". Ora, por favor. Até um estudante de primeiro semestre de Direito sabe que "peculato" é crime cometido especificamente por funcionário público, desviando recursos públicos para seu benefício próprio, em função da posição de funcionário. Ocorre que não há dinheiro público no Banrisul. Os dinheiros existentes no Banrisul são "do público", mas não são "públicos". Isso é elementar. O Banrisul é sociedade anônima, sociedade de economia mista, que detém o controle acionário da instituição, mas não é dono do dinheiro do Banrisul. O dinheiro existente no Banrisul, de novo, é "do público", não é do Estado. Em segundo lugar: lavagem de dinheiro? Por que? Quem lavou dinheiro? Como lavou dinheiro? O fato de alguém ter dinheiro em casa, não importa em qual quantia, não caracteriza crime algum. Se a Polícia Federal prendeu as pessoas porque tinham dinheiros "sem origem" em casa, aproveitou-se para "aplicar" uma capitulação de "lavagem de dinheiro" para justificar legalmente a sua atuação. Se a Polícia Federal encontrou dinheiros em casa das pessoas, que não souberam explicar sua origem, então que apreendesse os valores, e abrisse investigação para que essas pessoas justificassem a posse do dinheiro. Ter dinheiro em casa não é motivo para prisão. Aliás, em tempo de petralhismo, milhões de pessoas no País mantêm o dinheiro em casa, para escapar das violações de sigilos fiscal, bancário e outros, que são constantemente movidas pelo petralhismo. Gasparetto, aliás, fez questão de frisar que havia um grande "desvio" de recursos, que a ação dos presos teria causado um prejuízo de mais de R$ 10 milhões ao Banrisul. Ora, só a espetacular atuação dele, nesta quinta-feira, é capaz de haver causado um prejuízo de algumas centenas de milhões de dólares para o Banrisul, banco que tem suas ações cotadas em bolsa, e que tem acionistas espalhados pelo mundo inteiro. Mas, nisto o espetacular delegado federal Ildo Gasparetto não pensou, antes de promover o seu fabuloso teatro. O Banco Central, que cuida da atuação de todas as instituições financeiras no País, emitiu nota oficial nesta quinta-feira para afirmar que não tinha conhecimento de nenhuma infração cometida pelo Banrisul. É fantástico que a Polícia Federal do delegado Ildo Gaspareto nunca tenha investigado as ações publicitárias do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, etc... nos últimos oito anos. Na entrevista, o atilado delegado federal Ildo Gaspareto deixou escapar uma frase interessante e muito denotativa. Disse ele: "Nas buscas foram recolhidos documentos e computadores. Tudo está sendo analisado. Se tiver algo em relação a campanhas eleitorais, será comunicado ao procurador eleitoral. Não é porque estamos há um mês de uma eleição que vamos parar de trabalhar". É claro que não, o atilado delegado federal Gasparetto trabalha há muito tempo, boa parte desse tempo sob comando direto do peremptório Tarso Genro. O certo é que foi uma operação cronometradinha. Ao meio dia, a RBS TV já apresentava uma entrevista da "testemunha", o homossexual que trabalhou na Selftur. Na entrevista, a testemunha-chave disse que "pessoas recebiam propina" e que era apresentado um "orçamento definitivo". Na hora da cobrança, "os valores eram superiores ao dito pela pessoa": "Um projeto que seria em torno de R$ 350 mil foi faturado em R$ 546 mil". A governadora Yeda Crusius assim que soube da operação alertou para os riscos de prejuízo causado à imagem do Banrisul. A agência de publicidade SLM Ogilvy, uma das investigadas na espetaculosa operação da Polícia Federal sobre o suposto desvio de dinheiro do Banrisul, emitiu uma nota oficial no fim da tarde desta quinta-feira, dizendo: "1. A empresa declara extrema surpresa em ver seu nome envolvido em operação do Ministério Público e Polícia Federal; 2. E confia que a Justiça vai esclarecer todos os fatos, a seu tempo; 3. A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na sede da agência SLM na manhã desta quinta-feira. Na oportunidade, os policiais, no cumprimento de seu dever, recolheram documentos e computadores; 4. A agência confirma que o sócio Gilson Storck está detido e à disposição da Polícia Federal para maiores esclarecimentos; 5. A agência se dispõe a colaborar com a Polícia Federal e Ministério Público para elucidar todas as informações necessárias; 6. A agência permanece com suas atividades e atendendo todos seus clientes normalmente; 7. Neste momento a agência ainda não tem maiores informações oficiais sobre a operação. E mantém monitoramento, apenas com o que está sendo veiculado na imprensa; 8. Com a plena convicção de não ter cometido nenhuma irregularidade, a agência se pronunciará para a opinião pública assim que todos os fatos forem apurados. 9. O caso está sendo acompanhado pelo advogado José Antônio Paganella Boschi, do escritório Boschi & Boschi Associados".

Oposição oficializa candidatura de Odone à presidência do Grêmio

Grupo reunido em torno da Chapa 1, a Renova Tricolor, lançou na noite desta quinta-feira a candidatura do deputado estadual Paulo Odone à presidência do Grêmio. Ele está em campanha eleitoral para renovar seu mandato parlamentar, e uma campanha política no clube o ajuda muito nesta empreitada, porque captura votantes gremistas. Paulo Odone foi presidente do Grêmio no ano em que o time esteve na segunda divisão do campeonato nacional, e voltou para a primeira ganhando na sorte, em um lance, um jogo que tinha tudo para ser perdido, no Estádio dos Aflitos, em Recife. Agora, parece que o Grêmio caminha para a segunda divisão outra vez, e ele se candidata mais uma vez. Paulo Odone também é muito ligado ao bilionário empreendimento da construção da Arena do Grêmio, uma monumental entrega do patrimônio do clube para a construtora baiana, em troca de quase nada, por 20 anos. Ele tinha sido jogado para fora da Grêmio Empreendimento, empresa criada para gerenciar a construção da Arena, lugar muito disputado por razões óbvias. Mas, se voltar à presidência do clube, poderá tentar reconquistar essa posição também. Afinal, no Grêmio, dirigentes e conselheiros têm uma enorme sedução por negócios imobiliários.

Tarso Genro recebe os privilégios do passeio de processo que a OAB promove contra ele

Videversus divulgou nesta quinta-feira que o ex-ministro da Justiça, o peremptório petista Tarso Genro, candidato ao governo do Rio Grande do Sul, tem tido um grande privilégio pelo sumiço do processo que o Conselho Federal da OAB promoveu contra ele, quando ainda era ministro, no ano passado, e afirmou que os advogados eram os responsáveis pelas quebras de sigilos judiciais. Esse processo ficou dormindo na gaveta do ministro Cesar Peluso, cuja mulher trabalhava no gabinete do petista Tarso Genro. Quando o peremptório Tarso Genro deixou o ministério, Cesar Peluso determinou que o processo fosse enviado para o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, devido à perda da prerrogativa do ministro. É curioso que um ministro do Supremo não saiba que a OAB é uma autarquia federal e que, portanto, o processo devesse ser enviado para o primeiro grau da Justiça Federal. Após Videversus ter publicado a notícia, e estranhado o sumiço do processo no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o jornalista Vitor Vieira, editor de Videversus, recebeu o seguinte e-mail nesta quinta-feira, da assessora de imprensa do Tribunal de Justiça gaúcho: "Prezado Vitor: Em atenção à nota Desaparece no Tribunal gaúcho ação da OAB contra o petista Tarso Genro , o TJRS tem a informar: No dia 26.05.2010, a petição encaminhada pelo STF foi recebida pelo Tribunal de Justiça do Estado. Por decisão do 2º Vice-Presidente do TJRS, em 02.06.2010 a petição foi remetida à Justiça Federal. A fundamentação é de que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (autor do Pedido de Explicações) é uma autarquia de natureza especial (Federal), e portanto a competência para o processamento é da Justiça Federal (conforme art. 109, I, da Constituição Federal). Atenciosamente, Adriana Arend - Assessora-Coordenadora da Unidade de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul". Resumindo: Videversus tinha razão, o peremptório continua sendo privilegiado com o passeio do processo que o Conselho Federal da OAB move contra ele. Pior, parece que nem a OAB tem interesse em saber o que quis o peremptório Tarso Genro dizer quando afirmou que os advogados eram os responsáveis pela quebra dos sigilos judiciais. Se tivesse interesse, teria seguido o rumo desse processo, e ele não estaria passeando por tanto tempo, sem qualquer tramitação, desde o dia em que foi ajuizado, no dia 27 de julho de 2009. A nota que Videversus publicou e que mereceu a atenção do Tribunal de Justiça gaúcho foi a seguinte: "Desaparece no Tribunal gaúcho ação da OAB contra o petista Tarso Genro - No dia 27 de julho de 2009, o Conselho Federal da OAB protocolou no Supremo Tribunal Federal a Petição nº 4.631, que foi distribuída para o ministro Cesar Peluso, seu relator. A OAB interpelava o então ministro da Justiça, o peremptório gaúcho Tarso Genro, para que declinasse os nomes dos advogados que teriam vazado para os jornais os grampos aplicados ao filho do senador José Sarney. Isto era o que Tarso Genro tinha dito peremptoriamente para a imprensa. Ele afirmou na época que não havia "segredo de Justiça" no País, porque advogados deixavam vazar o conteúdo de processos sigilosos para a imprensa. O processo rolou no Supremo Tribunal Federal até o dia 5 de abril deste ano, quando ministro Cezar Peluso deu o seguinte despacho: "Do exposto, com fundamento no art. 21, § 1º do RISTF, nego seguimento ao pedido e determino a remessa dos autos ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, para distribuição e prosseguimento da causa no juízo competente. Publique-se". A partir daí, porque o peremptório Tarso Genro havia se demitido do Ministério da Justiça, para concorrer a governador do Rio Grande do Sul, ele deixou de ter foro privilegiado, razão pela qual o ministro Cezar Peluso determinou que o processo fosse remetido para o Tribunal de Justiça gaúcha, para a ação ter seu prosseguimento. Ocorre que, desde lá, sabe-se que o processo saiu de Brasília, e que foi remetido por Sedex para o Tribunal de Justiça gaúcho, mas não se sabe mais o destino que ele tomou, porque não há qualquer registro de andamento do mesmo no Poder Judiciário do Rio Grande do Sul. Parece que o peremptório Tarso Genro ainda detém foro privilegiado, porque está sendo privilegiado pelo engavetamento do seu processo. Também a OAB, autora do processo, parece que só jogava mesmo para a arquibancada quando ajuizou a ação. Claudio Lamachia, presidente da seccional gaúcha da OAB, também membro do Conselho Federal, e que portanto assinou a deliberação de ingresso na Justiça contra Tarso Genro, e que deveria acompanhar o andamento dessa interpelação dessa interpelação no Poder Judiciário gaúcho, não se moveu um milímetro até agora. Portanto, advogados gaúchos e brasileiros, saibam que a OAB estava só fazendo joguinho de cena quando representou contra o peremptório Tarso Genro que afirmou que advogados são os autores das quebras do sigilo de Justiça no Brasil. Tem ainda mais um aspecto interessante para ser lembrado sobre o longo tempo em que ação da OAB no Supremo ficou parada, sem qualquer deliberação do ministro relator, Cezar Peluso, depois presidente da Corte. Quando a OAB ajuizou a ação, a mulher do ministro, Lucia Peluso, trabalhava no gabinete do peremptório Tarso Genro. A OAB entra com uma ação e depois fica quietinha, é fácil estender mantos de proteção no Brasil. Difícil é a OAB atual, esquecendo seu passado, defender jornalistas que são injustamente denunciados por crime quase todos os dias. Já são mais de 6.000 processos contra jornalistas em todo o País. O que os autores desses processos querem é silenciar os jornalistas, é estabelecer censura. E nesses processos, seus autores encontram o apoio do Ministério Público, que aprova as denúncias. A sorte dos jornalistas, até aqui, é que ainda há juízes no Brasil".

Tarso Genro recebe os privilégios do passeio de processo que a OAB promove contra ele

Videversus divulgou nesta quinta-feira que o ex-ministro da Justiça, o peremptório petista Tarso Genro, candidato ao governo do Rio Grande do Sul, tem tido um grande privilégio pelo sumiço do processo que o Conselho Federal da OAB promoveu contra ele, quando ainda era ministro, no ano passado, e afirmou que os advogados eram os responsáveis pelas quebras de sigilos judiciais. Esse processo ficou dormindo na gaveta do ministro Cesar Peluso, cuja mulher trabalhava no gabinete do petista Tarso Genro. Quando o peremptório Tarso Genro deixou o ministério, Cesar Peluso determinou que o processo fosse enviado para o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, devido à perda da prerrogativa do ministro. É curioso que um ministro do Supremo não saiba que a OAB é uma autarquia federal e que, portanto, o processo devesse ser enviado para o primeiro grau da Justiça Federal. Após Videversus ter publicado a notícia, e estranhado o sumiço do processo no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o jornalista Vitor Vieira, editor de Videversus, recebeu o seguinte e-mail nesta quinta-feira, da assessora de imprensa do Tribunal de Justiça gaúcho: "Prezado Vitor: Em atenção à nota Desaparece no Tribunal gaúcho ação da OAB contra o petista Tarso Genro , o TJRS tem a informar: No dia 26.05.2010, a petição encaminhada pelo STF foi recebida pelo Tribunal de Justiça do Estado. Por decisão do 2º Vice-Presidente do TJRS, em 02.06.2010 a petição foi remetida à Justiça Federal. A fundamentação é de que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (autor do Pedido de Explicações) é uma autarquia de natureza especial (Federal), e portanto a competência para o processamento é da Justiça Federal (conforme art. 109, I, da Constituição Federal). Atenciosamente, Adriana Arend - Assessora-Coordenadora da Unidade de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul". Resumindo: Videversus tinha razão, o peremptório continua sendo privilegiado com o passeio do processo que o Conselho Federal da OAB move contra ele. Pior, parece que nem a OAB tem interesse em saber o que quis o peremptório Tarso Genro dizer quando afirmou que os advogados eram os responsáveis pela quebra dos sigilos judiciais. Se tivesse interesse, teria seguido o rumo desse processo, e ele não estaria passeando por tanto tempo, sem qualquer tramitação, desde o dia em que foi ajuizado, no dia 27 de julho de 2009. A nota que Videversus publicou e que mereceu a atenção do Tribunal de Justiça gaúcho foi a seguinte: "Desaparece no Tribunal gaúcho ação da OAB contra o petista Tarso Genro - No dia 27 de julho de 2009, o Conselho Federal da OAB protocolou no Supremo Tribunal Federal a Petição nº 4.631, que foi distribuída para o ministro Cesar Peluso, seu relator. A OAB interpelava o então ministro da Justiça, o peremptório gaúcho Tarso Genro, para que declinasse os nomes dos advogados que teriam vazado para os jornais os grampos aplicados ao filho do senador José Sarney. Isto era o que Tarso Genro tinha dito peremptoriamente para a imprensa. Ele afirmou na época que não havia "segredo de Justiça" no País, porque advogados deixavam vazar o conteúdo de processos sigilosos para a imprensa. O processo rolou no Supremo Tribunal Federal até o dia 5 de abril deste ano, quando ministro Cezar Peluso deu o seguinte despacho: "Do exposto, com fundamento no art. 21, § 1º do RISTF, nego seguimento ao pedido e determino a remessa dos autos ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, para distribuição e prosseguimento da causa no juízo competente. Publique-se". A partir daí, porque o peremptório Tarso Genro havia se demitido do Ministério da Justiça, para concorrer a governador do Rio Grande do Sul, ele deixou de ter foro privilegiado, razão pela qual o ministro Cezar Peluso determinou que o processo fosse remetido para o Tribunal de Justiça gaúcha, para a ação ter seu prosseguimento. Ocorre que, desde lá, sabe-se que o processo saiu de Brasília, e que foi remetido por Sedex para o Tribunal de Justiça gaúcho, mas não se sabe mais o destino que ele tomou, porque não há qualquer registro de andamento do mesmo no Poder Judiciário do Rio Grande do Sul. Parece que o peremptório Tarso Genro ainda detém foro privilegiado, porque está sendo privilegiado pelo engavetamento do seu processo. Também a OAB, autora do processo, parece que só jogava mesmo para a arquibancada quando ajuizou a ação. Claudio Lamachia, presidente da seccional gaúcha da OAB, também membro do Conselho Federal, e que portanto assinou a deliberação de ingresso na Justiça contra Tarso Genro, e que deveria acompanhar o andamento dessa interpelação dessa interpelação no Poder Judiciário gaúcho, não se moveu um milímetro até agora. Portanto, advogados gaúchos e brasileiros, saibam que a OAB estava só fazendo joguinho de cena quando representou contra o peremptório Tarso Genro que afirmou que advogados são os autores das quebras do sigilo de Justiça no Brasil. Tem ainda mais um aspecto interessante para ser lembrado sobre o longo tempo em que ação da OAB no Supremo ficou parada, sem qualquer deliberação do ministro relator, Cezar Peluso, depois presidente da Corte. Quando a OAB ajuizou a ação, a mulher do ministro, Lucia Peluso, trabalhava no gabinete do peremptório Tarso Genro. A OAB entra com uma ação e depois fica quietinha, é fácil estender mantos de proteção no Brasil. Difícil é a OAB atual, esquecendo seu passado, defender jornalistas que são injustamente denunciados por crime quase todos os dias. Já são mais de 6.000 processos contra jornalistas em todo o País. O que os autores desses processos querem é silenciar os jornalistas, é estabelecer censura. E nesses processos, seus autores encontram o apoio do Ministério Público, que aprova as denúncias. A sorte dos jornalistas, até aqui, é que ainda há juízes no Brasil".

Jornal Folha de S. Paulo recorre para ter acesso a processo de Dilma no STM

O jornal Folha de S. Paulo protocolou nesta quinta-feira no Superior Tribunal Militar um mandado de segurança em que pede acesso ao processo que levou a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, à prisão durante a ditadura militar (1964-1985). O processo está recolhido em um cofre na presidência da corte por decisão do presidente do STM, Carlos Alberto Marques Soares, que diz querer "evitar o uso político do material". Soares também alegou que o processo encontra-se em "estado de fragilidade, de difícil manuseio". O mandado de segurança foi protocolado pelo jornal Folha de S. Paulo depois que o próprio Soares negou acesso ao processo requerido na semana passada pelo jornal, em petição. Segundo Taís Gasparian, advogada do jornal, o mandado de segurança tem o objetivo de combater arbitrariedades cometidas por agentes públicos. Agora, todo o plenário da corte militar vai se posicionar sobre o assunto. O relator será o ministro Marcos Torres. O processo de Dilma, arquivado há 40 anos e não sigiloso, foi retirado do arquivo e levado ao cofre em março. Parte do material que consta no processo está disponível em arquivos públicos.

Eduardo Jorge teve seu sigilo quebrado em três outras ocasiões

O sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, foi violado várias vezes, em diferentes "ocasiões e datas". É o que diz relatório assinado por Guilherme Bibiani Neto, chefe da Corregedoria da Receita Federal em São Paulo. O documento, de 27 de agosto, faz parte do procedimento da Corregedoria-Geral do fisco que apura o caso. Foi enviado para a Receita e para o Ministério Público Federal em Brasília. "Estou surpreso. Mais uma novidade da investigação", disse Eduardo Jorge. Na página 3, Bibiani Neto diz que "constam diversos acessos em grande número a declarações de Imposto de Renda e ao CPF do contribuinte Eduardo Jorge, sem que se comprovasse motivação jurídica para fazê-lo". Ele continua: "Os acessos supostamente imotivados não se restringem ao dia 8 de outubro de 2009, mas, pelo contrário, realizam-se em várias ocasiões e datas". Os dados fiscais de Eduardo Jorge haviam sido acessados, também ilegalmente, duas vezes, em 8 de outubro, com a senha de Antônia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, no computador de Adeildda Ferreira Leão dos Santos. Bibiani diz que "verifica-se situação revestida, em princípio, de maior gravidade" porque há outros três acessos. Os acessos em outras "ocasiões e datas" também teriam, segundo o documento, sido realizados no computador de Adeildda.

Receita notificou servidora e lacrou seu computador desde 24 de agosto

Uma semana antes de o Ministério da Fazenda sair em defesa da analista tributária que acessou os dados de Veronica Serra, a corregedoria da Receita Federal já havia mandado lacrar o computador da servidora. Isso indica que a Receita já tinha constatado que o sigilo fiscal da filha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, havia sido violado. Em ata do dia 24 de agosto, a corregedoria da Receita mandou reter o disco rígido e a estação de trabalho usada pela analista Lúcia de Fátima Milan no dia 30 de setembro de 2009, dia em que as declarações de renda de Veronica Serra foram impressas ilegalmente. Na mesma ata, a servidora foi notificada de que passaria a ser investigada no procedimento aberto pela corregedoria para apurar a violação do sigilo dos dados de Eduardo Jorge Caldas Pereira. As declarações de renda de Veronica Serra foram impressas a partir de uma solicitação de dados falsificada encaminhada à Receita. A assinatura e o carimbo do cartório constantes do documento foram forjados. Quando a violação foi revelada, o governo Lula tentou sustentar a versão de que o acesso aos dados da filha de Serra teria sido feito de forma legal. A Receita alegou, na ocasião, que era impossível a funcionária saber se a procuração era falsa porque o documento estava devidamente preenchido, com assinatura e firma reconhecida. Na terça-feira, o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, isentou de culpa a funcionária que acessou os dados de Veronica. Disse que documentos "sem sinal de fraude ou adulteração" devem ser acatados pelos servidores. Mas, desde 20 de agosto, de acordo com outro documento da corregedoria, o fisco já suspeitava da veracidade da procuração. No dia 24, ao mandar lacrar o computador e notificar Lúcia, a corregedoria já a informou sobre seu direito de arrolar testemunhas e produzir provas em sua defesa. Ontem, a Polícia Federal começou a periciar o computador usado por duas servidoras do fisco em Mauá para violar o sigilo de outras cinco pessoas ligadas a Serra. O computador era de Adeildda Ferreira dos Santos, mas a senha era de Antonia Aparecida Neves Silva. Na tarde desta quinta-feira, o presidente Lula determinou que a Polícia Federal assuma a "totalidade" da investigação sobre o escândalo na Receita Federal. Então agora já é pública a total certeza sobre o destino e o resultado da investigação.

Serra diz que avisou Lula sobre ataques a sua filha, e Lula nada fez

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tem dito a aliados que alertou pessoalmente, em janeiro, o presidente Lula sobre a violação do sigilo fiscal de sua filha, Veronica. Segundo seus relatos, a conversa com Lula aconteceu no dia 25 de janeiro, quando se encontraram na solenidade oficial de comemoração do aniversário da cidade de São Paulo. Serra conta que, advertido pela própria filha, mostrou a Lula cópias impressas de artigos publicados em blogs de apoio ao PT e à candidatura de Dilma Rousseff. Como os textos continham dados sobre Veronica, Serra reclamou da exposição de sua família em blogs "patrocinados pelo governo". Serra questionou Lula sobre a origem dos dados. Lula disse a ele que não tinha nada a ver com as publicações. Como sempre... Serra disse a amigos que ficou especialmente contrariado ao saber que, dois meses depois da conversa, o governo Lula enviou cumprimentos ao blog pelo aniversário. Agora, com a confirmação da quebra de sigilo da filha, Serra tem se queixado pelo fato de o governo Lula ter negado qualquer envolvimento. Serra disse que os dados referentes à declaração de bens de sua filha eram usados, desde o ano passado, em blogs que chamou de "semioficiais". "Esse pessoal que vem fazendo os blogs é da campanha da Dilma", acusou Serra. "No ano passado, minha filha disse: 'meus dados de imposto de renda estão circulando nesses blogs sujos do PT', inclusive referências feitas em blogs da Dilma, dos amigos do presidente Lula, blogs semioficiais. Há inclusive cartas cumprimentando um dos blogs pelo aniversário. Eram blogs semioficiais". Na entrevista, realizada após audiência com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, Serra acusou o governo de "blindagem" de Dilma. Serra disse que Dilma é a responsável pela violação do sigilo, ainda que afirme desconhecer a quebra. "Ela é a responsável, porque é a responsável pela campanha. O esquema de espionagem foi feito com gente nomeada, reuniões, pessoas contratadas e tudo mais", afirmou. Serra acusou a Receita de postergar as investigações, no que chamou de operação "abafa-abafa".

Serra diz que avisou Lula sobre ataques a sua filha, e Lula nada fez

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tem dito a aliados que alertou pessoalmente, em janeiro, o presidente Lula sobre a violação do sigilo fiscal de sua filha, Veronica. Segundo seus relatos, a conversa com Lula aconteceu no dia 25 de janeiro, quando se encontraram na solenidade oficial de comemoração do aniversário da cidade de São Paulo. Serra conta que, advertido pela própria filha, mostrou a Lula cópias impressas de artigos publicados em blogs de apoio ao PT e à candidatura de Dilma Rousseff. Como os textos continham dados sobre Veronica, Serra reclamou da exposição de sua família em blogs "patrocinados pelo governo". Serra questionou Lula sobre a origem dos dados. Lula disse a ele que não tinha nada a ver com as publicações. Como sempre... Serra disse a amigos que ficou especialmente contrariado ao saber que, dois meses depois da conversa, o governo Lula enviou cumprimentos ao blog pelo aniversário. Agora, com a confirmação da quebra de sigilo da filha, Serra tem se queixado pelo fato de o governo Lula ter negado qualquer envolvimento. Serra disse que os dados referentes à declaração de bens de sua filha eram usados, desde o ano passado, em blogs que chamou de "semioficiais". "Esse pessoal que vem fazendo os blogs é da campanha da Dilma", acusou Serra. "No ano passado, minha filha disse: 'meus dados de imposto de renda estão circulando nesses blogs sujos do PT', inclusive referências feitas em blogs da Dilma, dos amigos do presidente Lula, blogs semioficiais. Há inclusive cartas cumprimentando um dos blogs pelo aniversário. Eram blogs semioficiais". Na entrevista, realizada após audiência com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, Serra acusou o governo de "blindagem" de Dilma. Serra disse que Dilma é a responsável pela violação do sigilo, ainda que afirme desconhecer a quebra. "Ela é a responsável, porque é a responsável pela campanha. O esquema de espionagem foi feito com gente nomeada, reuniões, pessoas contratadas e tudo mais", afirmou. Serra acusou a Receita de postergar as investigações, no que chamou de operação "abafa-abafa".

Serra diz que avisou Lula sobre ataques a sua filha, e Lula nada fez

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tem dito a aliados que alertou pessoalmente, em janeiro, o presidente Lula sobre a violação do sigilo fiscal de sua filha, Veronica. Segundo seus relatos, a conversa com Lula aconteceu no dia 25 de janeiro, quando se encontraram na solenidade oficial de comemoração do aniversário da cidade de São Paulo. Serra conta que, advertido pela própria filha, mostrou a Lula cópias impressas de artigos publicados em blogs de apoio ao PT e à candidatura de Dilma Rousseff. Como os textos continham dados sobre Veronica, Serra reclamou da exposição de sua família em blogs "patrocinados pelo governo". Serra questionou Lula sobre a origem dos dados. Lula disse a ele que não tinha nada a ver com as publicações. Como sempre... Serra disse a amigos que ficou especialmente contrariado ao saber que, dois meses depois da conversa, o governo Lula enviou cumprimentos ao blog pelo aniversário. Agora, com a confirmação da quebra de sigilo da filha, Serra tem se queixado pelo fato de o governo Lula ter negado qualquer envolvimento. Serra disse que os dados referentes à declaração de bens de sua filha eram usados, desde o ano passado, em blogs que chamou de "semioficiais". "Esse pessoal que vem fazendo os blogs é da campanha da Dilma", acusou Serra. "No ano passado, minha filha disse: 'meus dados de imposto de renda estão circulando nesses blogs sujos do PT', inclusive referências feitas em blogs da Dilma, dos amigos do presidente Lula, blogs semioficiais. Há inclusive cartas cumprimentando um dos blogs pelo aniversário. Eram blogs semioficiais". Na entrevista, realizada após audiência com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, Serra acusou o governo de "blindagem" de Dilma. Serra disse que Dilma é a responsável pela violação do sigilo, ainda que afirme desconhecer a quebra. "Ela é a responsável, porque é a responsável pela campanha. O esquema de espionagem foi feito com gente nomeada, reuniões, pessoas contratadas e tudo mais", afirmou. Serra acusou a Receita de postergar as investigações, no que chamou de operação "abafa-abafa".