segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Requião leva dois tapas na cara de diretor de porto no Paraná

Roberto Requião (PMDB), ex-governador do Paraná e candidato ao Senado, foi agredido nesta segunda-feira pelo diretor comercial do porto de Paranaguá, João Batista Lopes dos Santos, o João Feio, em um restaurante do Pontal do Paraná, no litoral do Estado. Segundo o diretor, Requião estava em um restaurante, onde era realizado um encontro da coligação "A União Faz um Novo Amanhã". Lá, começou a ofender o atual governador do Estado, Orlando Pessuti (PMDB), antigo vice de Requião e responsável pela nomeação de Santos no porto. O diretor então devolveu as ofensas e começou a xingar o irmão de Requião, Eduardo, antigo secretário estadual dos Transportes e superintendente do porto, e em seguida deu dois tapas na cara de Requião. "Ele disse que o Pessuti é ladrão e vai para cadeia. Eu disse que o irmão dele que era ladrão e dei dois tapas nele, e ele caiu no chão. Ele não sabe brigar. É um piá de prédio. Defendi minha honra e do Pessuti", disse João Batista Lopes dos Santos. Segundo o proprietário do restaurante, João Victor, o incidente durou poucos segundos e Santos foi contido por outras pessoas, inclusive um secretário de Estado. Requião deixou o local em seguida. Cerca de 600 pessoas estavam no local. Em sua conta no Twitter, o ex-governador disse que "a violência desnecessária é recurso dos fracos" e que no momento prefere "o exercício da força moral: "Força física só no esporte". Em julho, Requião se envolveu em uma briga com o presidente estadual do PPS, o ex-deputado federal Rubens Bueno, no aeroporto de Campo Mourão, e também tomou um soco na cara e desabou no chão. Roberto Requião, que tem um língua sem qualquer controle, e é um gritão, está se especializando em levar porrada daqueles que ele ofende. E parece que gosta de apanhar.

Sigilo fiscal de filha de Serra também foi violado em Mauá

Os dados fiscais sigilosos de Verônica Serra, filha do candidato tucano ao Planalto, José Serra, também foram violados na agência da Receita Federal de Mauá (SP), no dia 8 de outubro de 2009, o mesmo dia em que foram violados os dados de outras cinco pessoas ligadas ao PSDB. A primeira invasão dos dados fiscais de Verônica Serra, já comprovada, foi na agência de Santo André (SP), com a ajuda de uma procuração falsa usada por um contador filiado ao PT. O acesso aos dados que deveriam ser protegidos pelo Fisco foi feito no início da manhã do dia 8 de outubro, de acordo com documentos obtidos pelo Estado junto à Corregedoria da Receita. A partir do computador da servidora Adeildda Ferreira foi feita uma busca aos dados fiscais da filha do ex-governador José Serra entre 8h52m20s e 8h52m42s. Menos de quatro horas depois, no mesmo dia, Adeildda acessou os dados fiscais do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, do empresário Gregório Marin Preciado (casado com uma prima de Serra), de Ricardo Sérgio Oliveira (ex-diretor do Banco do Brasil no governo Fernando Henrique Cardoso) e do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.

Lula pede que Polícia Federal e Receita priorizem investigação sobre quebra de sigilo

O presidente Lula determinou que a corregedoria da Receita Federal e a Polícia Federal priorizem as investigações sobre quebra de sigilos de tucanos ligados ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra. A informação foi dada nesta segunda-feira pelo ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) após reunião da coordenação de governo, em Brasília. "O presidente orientou mais uma vez ao ministro Guido Mantega que a corregedoria da Receita Federal acelere o processo de apuração sobre essa situação de violação ou acesso ao cadastro. O presidente também reafirmou que a Polícia Federal priorize o processo de investigação. Nós confiamos muito na capacidade da Polícia Federal de esclarecer desde o começo esses episódios", disse. De acordo com Padilha, Lula quer o esclarecimento do caso o quanto antes para evitar que a oposição continue a utilizar o episódio da quebra de sigilo para atacar o PT e a candidata do partido à sua sucessão, Dilma Rousseff.

Filho de iraniana condenada à morte diz temer sua execução depois do Ramadã

O filho da iraniana Sakineh Mohamadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento pelo crime de adultério, disse nesta segunda-feira que teme que a sentença seja executada depois do fim do Ramadã, o mês sagrado de jejum dos muçulmanos que acabará em 10 de setembro. Em conversa telefônica com o escritor francês Bernard Henri Levy, Sajjad Mohammadi Ashtiani, de 22 anos, lembrou que a lei islâmica permite que as execuções sejam retomadas após o mês sagrado.Ele disse ainda estar sem notícias da mãe desde a mentirosa confissão exibida pela televisão iraniana em 11 de agosto. "As visitas semanais estão proibidas", afirmou o filho mais velho de Sakineh.

Chanceler israelense diz que a paz é "inalcançável nesta geração"

O ministro de Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, afirmou que a paz no Oriente Médio é um "objetivo inalcançável nesta geração" e por isso não vê sentido no renovado esforço com as conversas diretas por um acordo de paz com os palestinos. O prazo para um acordo desta nova empreitada é um ano, apesar de analistas serem pessimistas. "Assinar um acordo de paz global é um objetivo inalcançável neste ano e nesta geração", sustentou Lieberman, presidente do partido Yisrael Beiteinu, a segunda maior formação na coalizão de governo, atrás apenas do Likud, partido do premiê Binyamin Netanyahu. O chanceler foi afastado do reinício, no dia 2 setembro em Washington, das negociações diretas israelense-palestinas. Lieberman advertiu ainda que impedirá qualquer prorrogação do congelamento parcial da colonização na Cisjordânia ocupada, que termina em 26 de setembro. "Não há nenhum motivo para prolongar o bloqueio. O Israel Beitenu tem influência e poder suficientes no governo e no Parlamento para conseguir impedir a aprovação de qualquer proposta de ampliação do congelamento", disse ele. A moratória foi adotada sob a pressão do presidente americano, o muçulmano Barak Obama. A Autoridade Nacional Palestina anunciou que abandonará as negociações no caso de um reinício da colonização. Em seu discurso, Lieberman disse com ironia que não conhece "nenhum mago que possa fechar a brecha entre nossas posições e as dos palestinos em um ano", algo que não poderá mudar nenhum "compromisso histórico ou concessão dolorosa". "Estamos dispostos a falar de tudo, mas não haverá mais gestos unilaterais. Não aceitaremos nenhuma moratória da ampliação dos assentamentos, nem de seis meses, nem de três, nem de um minuto", afirmou Avigdor Lieberman. Para ele, a única solução viável é um acordo temporário de longa duração, ao contrário do objetivo do diálogo de paz iniciado na quinta-feira em Washington: um acordo global e definitivo de paz que represente a criação de um Estado palestino nos territórios ocupados por Israel. O chefe da diplomacia israelense defendeu que não seja feita nenhuma nova concessão unilateral aos palestinos: "Temos de nos perguntar por que, apesar das concessões no passado e de toda a boa vontade exibida por Shimon Peres, Ehud Barak, Ariel Sharon, Ehud Olmert, Tzipi Livni e Bibi (Binyamin Netanyahu) nenhum acordo foi alcançado", refletiu. "Todos tentaram o melhor possível, mas nada passou. Vimos muitas produções grandiosas, uma próspera indústria da paz internacional, mas nenhum resultado, somente coquetéis e reuniões. Não nos opomos a um acordo de paz, só às aventuras e utopias", acrescentou.

Irã aumentou atividade nuclear apesar de sanções

A produção total iraniana de urânio de baixo enriquecimento subiu cerca de 15% desde maio, chegando a 2,8 toneladas, revelou nesta segunda-feira um relatório da agência de vigilância nuclear da ONU. O crescimento acontece apesar das sanções impostas à república nazista islâmica por seu programa nuclear. O relatório confidencial também afirma que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) segue preocupada com a possível intenção do Irã de desenvolver uma bomba atômica. A AIEA também manifestou preocupação com o que chamou de "repetidas objeções" aos inspetores da agência escolhidos para trabalhar no país, depois que o governo iraniano impediu a entrada de dois inspetores nucleares da ONU em junho.

Filha diz que saúde de Orestes Quércia está debilitada

Andreia Quércia, filha do ex-governador Orestes Quércia (PMDB), de 72 anos, afirmou nesta segunda-feira que a saúde de seu pai está debilitada por conta do câncer de próstata. Ela, no entanto, disse que não tem informações sobre a possibilidade da doença já ter atingido outros órgãos. Quércia também já passou pela primeira das quatro sessões de quimioterapia que fará no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele está internado desde o dia 1º de setembro e não há previsão de alta. Nesta segunda-feira o PMDB paulista formalizou a saída de Quércia da disputa ao Senado. No domingo, ficou acertado que o primeiro suplente de Aloysio será Airton Sandoval (PMDB), e não mais Sidney Beraldo (PSDB). Em troca, o ex-chefe da Casa Civil no governo de José Serra passará a ocupar, na propaganda de TV, o tempo das duas vagas ao Senado da chapa. O advogado de Quércia, Ricardo Porto, lembrou que, por conta da data, ele continuará a aparecer na urna. Mas, os votos dados a ele serão anulados. Em nota divulgada em seu site, Quércia pede votos para Aloysio.

Cartório desmente versão do PT sobre filiação de falso procurador de Veronica Serra

Os registros do cartório da 217ª Zona Eleitoral de Mauá (Grande São Paulo) desmentem a versão do PT paulista de que a filiação ao partido do contador Antonio Carlos Atella Ferreira, o falso procurador da quebra do sigilo fiscal de Veronica Serra, não se consumou por um erro na grafia do nome dele. O banco de dados do cartório aponta o nome dele como filiado ao PT com a grafia correta. Além disso, indica que o cadastro dele na Justiça eleitoral existe desde outubro de 2003. Segundo registro do cartório da 183ª Zona Eleitoral de Ribeirão Pires (SP), domicilio eleitoral atual de Atella, também não há registros do cancelamento de sua filiação partidária. No sábado, o presidente estadual do PT, Edinho Silva, afirmou em nota que a filiação de Atella foi apresentada ao partido, mas não chegou a ser efetivada. De acordo com o PT paulista, em outubro de 2003, o cadastro de inclusão do nome de Atella o registrou como Antônio Carlos "Atelka".

Antonio Anastasia faz campanha em Minas Gerais com Serra e Aécio Neves

O governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato à reeleição pela coligação "Somos Minas Gerais", fez campanha nesta segunda-feira nas cidades de Porteirinha e Janaúba, no norte de Minas Gerais, ao lado do ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado Federal, e do tucano José Serra, que disputa a Presidência da República. Em entrevista concedida em Janaúba, Anastasia disse que o fato de Minas Gerais ser governada nos últimos oito anos por governadores de oposição ao presidente da República nunca impediu que o Estado crescesse economicamente e melhorasse seus indicadores sociais. "Sempre tivemos uma relação muito respeitosa, de boa convivência administrativa, como foi nos últimos anos com o presidente Lula e o governador Aécio, quando Minas sempre foi respeitada. O fato de termos presidente de um partido e governador de outro, isso ocorre em todo o Brasil, não é um obstáculo, ao contrário, faz parte do princípio federativo, republicano", afirmou. O governador também se mostrou satisfeito com o ritmo de sua campanha pela reeleição. "Nós temos uma estratégia traçada desde o início que estamos cumprindo com muita fidelidade, ânimo e alegria. Estamos muito animados, porque há o crescimento da nossa campanha em todas as regiões. Estamos extremamente satisfeitos. Vamos manter exatamente a mesma estratégia", disse ele. De Janaúba, Anastasia, Aécio e Itamar seguiram para o município de Porteirinha, onde se encontraram com eleitores e lideranças políticas. No final da tarde, Anastasia e Aécio, ao lado do candidato a presidente José Serra, participam de carreata e caminhada em Pará de Minas, região central do Estado. Anastasia afirmou que "já está virada a eleição, estamos subindo em todas as pesquisas".

Receita condena ataques, nega aparelhamento e diz que órgão está sujeito a falhas

A Receita Federal divulgou nota nesta segunda-feira condenando os ataques à instituição, negando aparelhamento e afirmando que o órgão é "eminentemente técnico". "A totalidade dos seus servidores ingressa mediante concurso público e têm elevada conduta ética e compromisso com a instituição e com o nosso País. Seus cargos de agentes, delegados, inspetores, coordenadores-gerais, superintendentes, subsecretários e secretário, estão totalmente ocupados por servidores de carreira, o que comprova indubitavelmente a natureza técnica da instituição", afirma a nota. O que não impede que a Receita esteja lotada de petralhas que resolveram aparelhar a instituição para arapongar e violar sigilos fiscais de adversários. Segundo a Receita, "todas as grandes corporações" estão sujeitas à falha humana e aos desvios de conduta individuais que "maculam a ética e violam leis e normas internas". "Para mitigar esses riscos, a Receita Federal dispõe de importante aparato tecnológico e normativo, capaz de identificar esses desvios e punir os responsáveis, respeitado o devido processo legal", acrescenta a nota. O fisco afirma ainda que os sistemas de informação e bancos de dados da Receita Federal estão entre os mais seguros do serviço público no País, restringindo o acesso apenas a pessoas habilitadas e registrando todos os acessos realizados. É a tal coisa, os sistemas são os melhores, os mais sofisticados, mas todo sistema tem furos, e a petralhada conhece os furos.

PT vai pedir para Polícia Federal que investigue participação de jornalista em vazamentos

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, anunciou na tarde desta segunda-feira que vai pedir à Polícia Federal que investigue a participação do jornalista Amaury Ribeiro Jr. no vazamento de informações sigilosas de dirigentes do PSDB. Jos´pe Eduardo Dutra disse que o PT vai encaminhar à Polícia Federal notícias publicadas pela imprensa sobre a participação de Ribeiro Jr. em apurações envolvendo tucanos para o jornal onde trabalhava e para o livro que pretendia publicar este ano. "O PT não desconfia de ninguém, mas queremos que se investigue. Queremos que as pessoas envolvidas sejam ouvidas para saber quais documentos foram obtidos, de que maneira e se há alguma relação com o suposto dossiê", disse José Eduardo Dutra. O jornalista participou da reunião no dia 20 de abril deste ano, em um restaurante de Brasília, do "grupo de inteligência" (espionagem, arapongagem) da campanha presidencial da petista Dilma Rousseff. À época, o responsável pela comunicação da campanha era a Lanza Comunicação, de Luiz Lanzetta, que também estava nesse encontro. "O jornalista nunca participou da campanha. É público e notório que o PT tinha um contrato com a Lanza, mas não podemos ter responsabilidade pelas relações dessa empresa com outras pessoas", afirmou o presidente do PT. José Eduardo Dutra também falou sobre o envolvimento de petistas no acesso de dados de pessoas ligadas ao principal adversário do partido na eleição presidencial, José Serra (PSDB): "Não há nenhuma participação institucional do partido ou da campanha nesses vazamentos. Eles deverão responder na Justiça e ao partido pelos atos que cometeram".

Dilma perde mais 15 segundos de televisão em Santa Catarina

O ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral, aceitou novo pedido para tirar do ar uma inserção de 15 segundos da campanha de Dilma Rousseff (PT) em Santa Catarina. O pedido foi feito pelo concorrente da petista na disputa presidencial, José Serra (PSDB). O tucano argumenta que Dilma invadiu o horário eleitoral dos candidatos proporcionais. Na semana passada, o mesmo ministro tirou 2 minutos de 30 segundos de Dilma em Santa Catarina, em seis representações das cerca de 60 protocoladas pelos tucanos. Na quinta-feira, por 5 votos a 2, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral já haviam tirado um minuto do tempo de inserções de Dilma no Estado. No julgamento, o tribunal adiantou que deverá adotar a mesma posição em casos semelhantes ao julgado nesta quinta-feira. A lei eleitoral proíbe que um candidato a cargo majoritário nacional faça campanha no espaço destinado a políticos que disputam vaga em cargo proporcional.