domingo, 26 de setembro de 2010

DEM vai questionar ação do PT contra exigência de dois documentos na votação

O DEM vai contestar nesta segunda-feira no Supremo Tribunal Federal uma ação do PT que questiona a lei que exige dois documentos (título de eleitor e outro documento oficial com foto) para que o eleitor vote no dia 3 de outubro. Segundo o presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), o partido entende que a lei é necessária porque é a única forma de acabar com as fraudes na votação. Rodrigo Maia afirma que é estranho o fato do PT apresentar a ação nove dias antes das eleições. "Além de confundir o eleitor, a tese do PT também desdenha do fato de que, em decorrência de maciça e eficiente campanha institucional realizada pelo TSE, o eleitor encontra-se suficientemente informado sobre a necessidade de apresentar, no ato de votação, o título de eleitor e um documento oficial com foto", diz o pedido do DEM.

Empresário confirma que argentino é dono da MTA

Em seu depoimento à Polícia Federal, o empresário Fábio Baracat confirmou que o empresário argentino Alfonso Conrado Rey está por trás da propriedade da MTA. A legislação brasileira proíbe que estrangeiros tenham mais de 20% do capital de empresas aéreas. O coronel Eduardo Artur Rodrigues é testa de ferro do argentino no Brasil. Na segunda-feira, o coronel pediu demissão da direção de Operações dos Correios. Ele e Rey trabalhavam para fazer da MTA o embrião da empresa de logística e carga aérea que o governo Lula promete criar após as eleições. Até sua posse nos Correios, o coronel dirigia a MTA, empresa que, no Brasil, está em nome dos ex-sogros de sua filha, usados como “laranjas”. Segundo relato de Baracat, foi o coronel Artur “quem criou (a MTA) a pedido de Rey”: “Quando o coronel Eduardo Artur assumiu o cargo de nos Correios, o Sr. Alfonso Rey veio para Brasília na mesma data, sendo que no dia seguinte havia uma reunião marcada entre o depoente, Orestes (que dirige a MTA no Brasil) e Alfonso Rey”. Alfonso Rey vive em Miami e é dono do grupo Centurion, que aluga os aviões para a MTA. Em agosto, a MTA simulou empréstimo de US$ 2,5 milhões da Viameral Sociedad Anônima, com sede em Montevidéu. A empresa não existe na prática e a filial no Brasil fica no endereço da MTA.

Da Revista Veja - Os segredos do lobista

Personagem-chave na central de corrupção da Casa Civil, o ex-diretor dos Correios Marco Antônio de Oliveira admite que cabia a ele prospectar clientes para o esquema e que ‘era tudo uma roubalheira”. Para receber propina, ele indicava contas secretas do genro em Hong Kong
Diego Escosteguy e Rodrigo Rangel
Olhando nervosamente para os lados, Marco Antônio de Oliveira, ex-diretor dos Correios e discreto lobista do grupo que tomou de assalto a Presidência da República, inclina-se na cadeira, aproxima-se do interlocutor e sentencia a meia voz: “A Casa Civil virou uma roubalheira”. Marco Antônio é tio de Vinícius Castro, o ex-assessor da Casa Civil que, ao encontrar 200 mil reais em propina em sua gaveta na Presidência, exclamou: “Caraca! Que dinheiro é esse?”. Embora desconhecido do grande público, trata-se de um personagem influente no governo Lula. Já foi diretor da Infraero no primeiro mandato do petista, quando a estatal reluzia no noticiário policial, e, desde 2008, ocupava a estratégica Diretoria de Operações dos Correios. Em ambos os cargos, sempre conviveu com acusações de malfeitorias. A relativa má fama nunca foi obstáculo para que ele mantivesse uma inexplicável proximidade com a cúpula do governo Lula – proximidade que se revelava em conversas freqüentes com próceres da administração petista, como o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Também eram recorrentes os encontros no apartamento funcional de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil, quando ela era braço-direito da candidata petista Dilma Rousseff. Marco Antônio, o tio, e Vinícius Castro, o sobrinho, integram, numa rentável associação com outra família, a Guerra, a turma que, até recentemente, fazia e acontecia na Casa Civil. Conforme revelou VEJA em suas duas últimas edições, esse grupo – cujo poder de barganha provinha da força política da agora ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e de sua ex-chefe, Dilma Rousseff – montou uma central de negócios dentro do Palácio do Planalto, com atuação conhecida nos Correios, no BNDES, na ANAC, na Anatel e na Infraero. Participavam também Israel Guerra, um dos filhos da ex-ministra, familiares dela e Stevan Knezevic, outro assessor da Casa Civil. Todos caíram – ou quase todos. Marcelo Moreto, um soldado-raso da turma, continua com um carguinho na Presidência. “Essa roubalheira levou minha família à ruína”, admite Marco Antônio, em conversas gravadas com a reportagem no Rio de Janeiro e em Brasília. O lobista Marco Antônio, como se nota, é um homem amargurado, disposto, talvez, a usar as informações que dispõe para se vingar das tais pessoas que levaram sua família à ruína. Ele guarda muitos segredos -- alguns já revelados e confirmados pelos fatos, como a participação da ex-ministra Erenice Guerra e seu filho em achaques a empresários que pretendiam ganhar contratos no governo. Marco Antônio também é um personagem-chave para esclarecer uma grande interrogação que ainda existe desde o início do escândalo: a suspeita de que os dividendos resultantes das traficâncias da Casa Civil também abasteciam o caixa da campanha do PT. Todos os episódios de lobby conhecidos até o momento tiveram o ex-diretor dos Correios, um confesso “prospectador de clientes”, como facilitador. Em todos eles também surgiram versões segundo as quais parte do dinheiro captado pela família Guerra e seus sócios serviria ora para saldar “compromissos políticos”, ora “para a campanha de Dilma Rousseff”. Ao menos foi isso o que afirmaram os empresários Fábio Baracat e Rubnei Quícoli. Baracat, em entrevista a VEJA e em depoimento à Polícia Federal na última quinta-feira, contou que pagou propina ao grupo para resolver pendências da MTA Linhas Aéreas junto a ANAC e a Infraero – e também para conseguir mais contratos dessa empresa com os Correios, sempre sob os cuidados da diretoria comandada precisamente por Marco Antônio. Quícoli, por sua vez, ainda vai depor. Sua história embute uma acusação extremamente grave. Ele agia em favor da empresa ERDB, que contratou o grupo da Casa Civil para tentar obter um financiamento no BNDES.
Na semana passada, em entrevista a VEJA, Quícoli voltou a acusar Erenice, seu filho e o lobista Marco Antônio de exigirem 5 milhões de reais para a campanha presidencial de Dilma Rousseff e de Hélio Costa, candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais. Na semana passada, VEJA investigou as circunstâncias dessas tratativas – e descobriu que elas não se restringiram a um simples, isolado e despretensioso pedido de doação para campanha. Em entrevistas gravadas com os principais personagens desse episódio, a reportagem confirmou que houve reuniões sigilosas entre as partes envolvidas, viagens internacionais para tratar dos acertos e até mesmo trocas de emails com detalhes financeiros da negociata. Ou seja: foram cumpridas todas as etapas comuns a esse tipo de negociata. O caso começa em outubro do ano passado, quando o lobista Rubnei Quícoli aproximou-se da turma de Erenice Guerra, em busca do “apoio político” para assegurar a liberação de um empréstimo no BNDES. Marco Antônio confirmou a aproximação. Após as primeiras conversas, conta Quícoli, surgiu a fatura. As duas famílias exigiam o pagamento de 40. 000 mensais, uma taxa de sucesso e, de quebra, o tal bônus antecipado de 5 milhões de reais: “O Marco Antônio disse que tinha que entregar o dinheiro na mão da Erenice, pois ela precisava pagar umas contas da Dilma e também pretendia também ajudar o Hélio Costa”. Quícoli afirma que Marco Antonio não precisou que espécie de “contas” Dilma precisaria quitar. Naquele momento, em meados de maio deste ano, as negociações emperraram, em razão de divergências quanto ao modo de pagamento dos 5 milhões. Primeiro, os lobistas queriam receber em dinheiro vivo – ou na conta da empresa Sinergy no Banco do Brasil. A Sinergy é uma das engrenagens financeiras da turma. Está em nome de um primo de Marco Antônio. Temeroso de que um depósito numa pequena firma de consultoria fosse chamar demasiada atenção, Quícoli pediu uma alternativa. Marco Antonio ofereceu uma opção mais discreta: a propina deveria ser depositada diretamente em contas no exterior – e indicou duas em Hong Kong, ambas pertencentes ao empresário Roberto Ribeiro. Dono de uma locadora de carros e de uma fábrica de cigarros, Roberto Ribeiro é genro do lobista Marco Antônio e mora em Miami, nos Estados Unidos. Para convencer Quícoli de que a transação era segura, Marco Antônio fez o genro vir ao Brasil. Os três reuniram-se no hotel Intercontinental da Alameda Santos, em São Paulo, na tarde do último dia 12 de junho, um sábado. Em uma hora e meia de negociação, Marco Antônio e o genro acalmaram Quícoli: “Eles tentaram me convencer de que não haveria problema em usar aquelas contas”.
Procurado por VEJA, o empresário Roberto Ribeiro confirmou que veio ao Brasil e se encontrou no hotel com o sogro e o lobista Quícoli. Mas apresentou uma versão para lá de estranha: “Quícoli me foi apresentado pelo Marco Antonio. Ele disse que Quícoli possuía dinheiro no exterior e poderia investir nas minhas empresas. Nada se falou sobre dinheiro de campanha”. E por que diabos ele enviara os dados das contas antes mesmo do encontro? “Quícoli disse que tinha dinheiro em contas na Ásia, e que precisava me pagar por lá. As contas pertencem a parceiros comerciais meus”. Fica evidente, portanto, que alguém está mentindo. Ou as contas seriam efetivamente o canal para o pagamento da propina, como acusa o lobista Quícoli, ou serviriam para uma transação sem qualquer nexo financeiro. Todas as evidências convergem para a primeira alternativa. O pagamento, aparentemente, acabou não sendo feito – e ninguém apresenta explicações razoáveis para isso. Quícoli se limita a afirmar que “não quis pagar propina”, mas assegura: “Marco Antônio disse que era só depositar o dinheiro que tudo daria certo”. Marco Antônio, é claro, diz que nem cobrou. Ao fim, seria mais um caso de negociata que não deu certo? É cedo para saber. Quícoli está longe de ser um sujeito probo – já foi condenado por receptação de moeda falsa e por ocultar carga roubada. Todos os elementos que ele apresentou até o momento, porém, confirmaram-se. Frise-se também que ainda não se sabe se o lobista Marco Antônio usava o nome de Dilma e de Erenice com o consentimento delas. Ambas negam. Reconheça-se que existe a hipótese de que ele tenha vendido o nome delas para fazer negócios próprios. Caberá às autoridades averiguar isso. É inegável, contudo, que o ex-diretor dos Correios detinha estatura política e proximidade com o governo para fazer esse tipo de pedido heterodoxo sem se passar por louco. Além dos importantes cargos que ocupou, Marco Antônio era de tal modo próximo à Presidência que, logo após deixar os Correios, em maio deste ano, foi levado pelo ministro Paulo Bernardo ao Palácio da Alvorada, para conversar com o presidente Lula. No encontro, segundo Marco Antônio, Lula discutiu a possibilidade de que o leal funcionário viesse a ocupar a presidência da Infraero num possível governo Dilma. A candidata, aliás, pediu a ele que, informalmente, fizesse estudos para acompanhar a viabilidade do projeto do trem-bala. Erenice é amiga da esposa do ex-diretor, a ponto de visitá-la frequentemente. À PF, Marco Antonio também pode fornecer preciosas pistas sobre a compra do remédio Tamiflu. Conforme revelou VEJA na semana passada, Vinícius Castro admitiu ter recebido 200 mil reais de propina, dentro da Presidência, em razão dos contratos fechados pelo governo sem licitação com o laboratório Roche, que fabrica o remédio. Vinícius narrou ao tio que a malfeitoria estava na quantidade de Tamiflu que o governo adquiriu. Diz Marco Antônio: “Compraram Tamiflu demais. Ninguém compra milhões em remédio sem contrapartida. Houve rolo. O Vinícius me contou: ‘Eu vi ‘A’ recebendo, ‘B’ recebendo, ‘C’ recebendo”. Ele viu a distribuição, um entregando envelope para o outro”. Para quem ainda se assombra com desfaçatez, o ex-diretor dos Correios explica o sentido do ato: “É preciso entender como funciona corrupção em repartição pública. Se o camarada que está perto de você recebe, você tem que receber também. Essa é a regra”. Segundo o tio, Vinícius cedeu gostosamente à chantagem, embora tenha manifestado alguma preocupação. “Uma vez o Vinícius veio me pedir conselhos, temendo que a compra do Tamiflu desse problema. Descobri depois que esse dinheiro do Tamiflu foi operado pelo marido da Erenice (o engenheiro José Roberto Camargo Campos). Lá atrás eu alertei o Vinícius que esse Tamiflu iria dar m... Disse a ele: ‘É melhor você sair desse assunto’”, afirma o ex-diretor. Na semana passada, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, indicado pelo PMDB, negou saber de qualquer irregularidade, cuja possibilidade de ocorrer, segundo ele, seria nula, pois o Tamiflu é o único medicamento disponível no mundo para o tratamento da gripe suína. Sendo assim, não haveria brechas para interessados em fazer lobby. A compra se daria de qualquer maneira. Caberá ao lobista Marco Antonio esclarecer os limites do que qualifica de “roubalheira”, seja a da Casa Civil, a da família Guerra ou algum elo comum entre elas.

Erenice Guerra ainda mantém afilhado na Anac

A ex-ministra da Casa Civil, a demitida petista Erenice Guerra, ainda mantém apadrinhado na Agência Nacional de Aviação (Anac), órgão onde o filho dela, Israel Guerra, e seus amigos trabalharam. O diretor de Regulação Econômica, Ricardo Bezerra, filho do ministro do Tribunal de Contas da União, Valmir Campelo, foi indicado por ela. Há dois meses, trabalhava na agência Marcílio Severino Lins, também da cota da ex-ministra. Ele foi demitido, segundo a assessoria de imprensa, porque a chefia não estava satisfeita com seu desempenho. A decisão irritou Erenice, disse ele: "Quando ficou sabendo da demissão, ela ficou muito brava". Vinícius era parceiro de Israel Guerra, filho de Erenice, na empresa Capital e nas tentativas de lobby em troca de uma "taxa de sucesso". Castro assessorava a ex-ministra na Casa Civil e foi um dos primeiros a serem demitidos depois da publicação das denúncias de suposto tráfico de influência. Antes, ele e Israel trabalharam na Anac, onde tornaram-se amigos. Também integravam a turma na agência, Stevan Knezevic e Marcelo Moreto. Eles atuaram numa área considerada delicada e que responde por concessões a companhias aéreas, chamada hoje de Superintendência de Regulação Econômica, chefiada hoje por Bezerra. Knezevic e Moreto também foram levados para a Casa Civil (para o Sistema de Proteção da Amazônia - Sipam). O primeiro foi demitido na semana passada, mas, como é concursado da Anac, retorna ao órgão (está de licença médica), onde aguarda o desfecho das investigações. Moreto, cujo nome não aparece nas denúncias, está de férias e continua no Sipam.

Pesquisa Ibope em Santa Catarina aponta Dilma com 44% e Serra com 40%

A candidata do PT à presidência, Dilma Roussef, aparece na liderança entre os eleitores de Santa Catarina com 44% das intenções de voto, segundo pesquisa do Ibope. José Serra, candidato do PSDB, aparece com 40% da preferência dos catarinenses, seguido de Marina Silva (PV), com 9%. Os indecisos somam 4% e os que declararam votar branco ou nulo epresentam 3%. O resultado pode ser considerado um empate técnico, já que a pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais.

Ex-diretor dos Correios afirma que Casa Civil do governo Lula era um antro de roubalheiras

No governo Lula, pelo menos na época em que era diretor dos Correios nomeado pelo PT, “era tudo uma roubalheira”, admitiu para Veja neste final de semana o ex-diretor da estatal, Marco Antonio de Oliveira. "Eu indicava contas secretas do meu genro em Hong Kong": é o ex-diretor dos Correios falando para os repórteres Diego Escosteguy e Rodrigo Rangel, que reproduziram o diálogo em uma nova e devastadora reportagem sobre o mar de lama que corre sob o governo Lula, do PT. "A Casa Civil virou uma roubalheira. O governo Lula virou uma roubalheira", foi o que o ex-homem forte dos Correios, Marco Antonio de Oliveira, denunciou com todas as letras para a revista Veja. Ele é tio de Vinicius Castro, o quadrilheiro que servia dentro do Palácio de Lula, ao lado do seu gabinete, primeiro sob Dilma Rousseff, a candidata petista à Presidência. e depois sob a petista Erenice Guerra, braço direito de Dilma e indicada por ela para assumir o cargo (Vinicius é o rato que gritou diante de propinas de R$ 200 mil na sua mesa no Palácio: “Caracas ! Que dinheiro é este ?” Era da propina da compra do remédio Tamiflu, para brasileiros atacados pela gripe suína). Marco Antonio disse aos repórteres que sabe muito mais, inclusive sobre dinheiro que abastecia a caixa de campanha do PT.

Documento prova que filho da petista Erenice Guerra recebeu propina

Documentos bancários em poder da Polícia Federal confirmam que o filho da ex-ministra petista Erenice Guerra recebeu propina de R$ 120 mil seis dias depois de a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) conceder permissão de vôo à Master Top Linhas Aéreas (MTA). Os papéis mostram ainda que Israel Guerra e seus sócios tentaram cobrar propina em uma negociação para que a Infraero reduzisse, em fevereiro deste ano, uma multa de R$ 723 mil imposta à MTA por deixar um avião parado na pista por mais de 30 dias. O valor da propina, nesse caso, era de R$ 50 mil. A polícia recebeu a documentação quinta-feira das mãos do empresário Fábio Baracat, que representava a MTA em Brasília. Pela primeira vez, documentos bancários comprovam o pagamento do lobby feito na Casa Civil da Presidência da República. O escândalo derrubou a petista Erenice Guerra da chefia da pasta. Ela era o braço direito da candidata petista Dilma Rousseff.

Jornal O Estado de S. Paulo toma decisão surpreendente e dá apoio oficial a José Serra

O jornal paulista O Estado de S. Paulo tomou uma decisão inédita na imprensa brasileira e declarou apoio formal à candidatura à Presidência da República de José Serra (PSDB). O jornal fez isso por meio da publicação de um editorial, que diz o seguinte: "A acusação do presidente da República de que a Imprensa “se comporta como um partido político” é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre “se comportar como um partido político” e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País. Efetivamente, não bastasse o embuste do “nunca antes”, agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção. Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa – iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique – de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto. Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia – a começar pelo Congresso E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o “cara”. Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: “Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?” Videversus apóia integralmente a posição adotada por O Estado de S. Paulo.

Consultor liga esquema da Casa Civil de Lula a contas bancárias no Exterior

O esquema de favorecimento a empresas privadas que causou a demissão da ministra petista da Casa Civil, Erenice Guerra, braço direito de Dilma Rousseff, contava com duas contas bancárias no Exterior para receber o dinheiro arrecadado com contratos de intermediação de negócios com o governo federal. As contas estão em nome de empresas em Hong Kong, região administrativa especial da China. Segundo empresários de Campinas (SP), elas foram indicadas para o depósito de R$ 5 milhões para cobrir dívidas de campanha eleitoral. A EDRB do Brasil diz que deveria pagar o valor para ter liberado um financiamento no BNDES. A Capital, consultoria de lobby dos filhos de Erenice, intermediou o contrato. O consultor Rubnei Quícoli, parceiro da EDRB em um projeto de usina solar no Nordeste, e um dos dois donos da EDRB, Aldo Wagner, disseram que foram recebidos pela petista Erenice Guerra em audiência na sede da Presidência da República para discutir o projeto. De acordo com os papéis, a Capital pediu R$ 240 mil em seis parcelas mais 5% sobre o total a ser liberado pelo banco. A EDRB pretendia obter R$ 9 bilhões do BNDES, em três parcelas. A EDRB não fez os pagamentos, pedidos pela primeira vez em dezembro. Entre janeiro e fevereiro, o consultor enviou e-mails em tom ameaçador para a Capital e alertou a Casa Civil sobre a cobrança indevida. As conversas entre os dois lados, contudo, continuaram. Entre fevereiro e março, segundo o consultor, o ex-diretor dos Correios, Marco Antônio Oliveira, levantou a necessidade do pagamento de um bônus extra de R$ 5 milhões, que seriam usados para cobrir "uma dívida" ligada à campanha da presidenciável Dilma Rousseff. Marco Antonio é tio de um dos sócios da Capital, Vinícius Castro, servidor da Casa Civil, que também foi demitido neste mês.

Governador lulista de Tocantins ligado a uma incrível história de corrupção

A reportagem “O triângulo da Corrupção”, na revista Veja, trata das investigações que mostram os vínculos dos governadores do Tocantins (Carlos Gaguim), Amapá (Pedro Paulo Dias) e Mato Grosso do Sul (André Puccinelli) com quadrilhas acusadas de desviar fortunas dos cofres públicos. E os três são candidatos à reeleição! As histórias são espantosas. A do Tocantins de Carlos Garguim choca também pela ousadia. O governador se preparava para terceirizar nada menos de 22 mil funcionários públicos que já são contratados sem concurso. A máquina administrativa do estado seria praticamente entregue ao empresário José Carlos Cepera, em uma operação saudada por um dos intermediários do “negócio”  como coisa de “um bilhão de real”. Proprietário de seis empresas de limpeza e segurança registradas em nome de laranjas, Cepera contava com a boa-vontade de autoridades para vencer licitações superfaturadas no Tocantins, e também nas cidades paulistas de Campinas, Hortolândia, Mauá e Indaiatuba. O Ministério Público paulista descobriu que o grupo operava o esquema desde 2004, pelo menos. Segundo os promotores, o bando amealhou contratos fraudulentos com órgãos públicos que somam, no total, 615 milhões de reais. Uma única licitação, lançada pela Secretaria de Educação do Tocantins, responde por mais da metade do total: 332 milhões de reais. Os indícios de superfaturamento eram tão gritantes que logo foi alvo de questionamentos do Tribunal de Contas do Tocantins. Nem por isso Manduca (intermediário de Cepera), Cepera e o governador Gaguim deixaram de festejar a bandalheira. Em 13 de março último, Cepera pagou um fim de semana cinco-estrelas para a turma em São Paulo. O empresário gastou R$ 19.800,00 para comprar um camarote para sua patota assistir à corrida da Fórmula Indy na capital paulista. Hospedou Gaguim no luxuoso Unique Hotel, ofereceu-lhe um churrasco e deixou um helicóptero à sua disposição. Preocupou-se até em evitar que Gaguim padecesse da solidão do homem contemporâneo na metrópole fria e impessoal. Mandou-lhe uma moça que se apresenta como Delinda e que, pouco antes, tinha feito uma visitinha a Manduca. No dia seguinte. Cepera telefonou a Gaguim para saber se ele tinha gostado do fim de semana. “A carne que o Manduca ofereceu estava boa ou meia dura?”, indagou Cepera. Gaguim não titubeou: “Show de bola!” Documento reservado mostra em 428 páginas e 300 interceptações telefônicas os bastidores de suposto esquema bilionário de fraudes em licitações e aponta o governador do Tocantins, Carlos Amorim Gaguim (PMDB), e o procurador-geral do Estado, Haroldo Rastoldo, como integrantes de organização criminosa. A partir do monitoramento de empresários e lobistas, Gaguim e seu procurador caíram involuntariamente na escuta autorizada pela Justiça. Em busca da reeleição ao Palácio Araguaia, pela coligação Força do Povo, Gaguim conta com apoio declarado do presidente Lula e da candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff. Ambos têm participado em Palmas de agendas de campanha ao lado do peemedebista que espalhou banners por quase todo o Tocantins em que aparece com Lula e Dilma. O relatório, à página 266, faz referência a um novo contrato que o grupo teria fechado com Gaguim para admissão de 3 mil funcionários por secretarias de Estado sem concurso público. “Manduca explica sobre um encontro que se realizaria em Palmas onde se fariam presentes o presidente Lula e a então ministra Dilma Rousseff”, diz o texto. Na mesma página, o relatório transcreve escuta de 14 de março, às 10h12, entre Manduca e o empresário José Carlos Cepera. O lobista conta que “Lula está indo para Palmas lá na fazenda dele (Gaguim)”. “Eu vou ficar três dias lá com o Lula e ele (Gaguim)”, diz Manduca. “Vão ficar lá dois secretários dele, ele (Gaguim), eu, a Dilma e o Lula. Vão pescar tucunaré lá na chácara". Cepera o parabeniza. Presos há uma semana, Manduca e Cepera são amigos de Gaguim. Em outro diálogo, no dia 26 de março, às 14h38, Cepera e Manduca falam de um encontro de Gaguim com Lula na Bahia. “O homem (governador) está em Itabuna, Bahia, com o presidente Lula e acabou de relatar ao presidente que a empresa de um oriundo de Tocantins que vive em São Paulo há 30 anos é a solução para os problemas do Estado”, disse o lobista. No dia anterior, às 19h07, Manduca relata a interlocutor não identificado planos ambiciosos com suposta participação de Gaguim. O lobista narra que o governador o chamou de amigo e teria prometido que juntos “vão botar para f… vão fazer o Estado inteiro, vão fazer R$ 1 bilhão”. “Os diálogos e e-mails deixam claro que a vitória da empresa de Cepera e contratações subsequentes são decorrência de novas fraudes realizadas pela organização com participação direta de agentes políticos e servidores públicos do alto escalão do Estado do Tocantins, dentre eles o próprio governador Gaguim e o procurador geral do Estado”, afirma o relatório, na página 246. Os grampos mostram os movimentos do grupo até no Supremo Tribunal Federal e a trama secreta para fechar contrato com a Secretaria de Educação e Cultura do Tocantins, em dezembro de 2009, no valor de R$ 13,8 milhões com a O.O. Lima Empresa Limpadora Ltda, carro-chefe de Cepera. No cartão de crédito, Maurício Manduca, o lobista da quadrilha, pagou despesas do governador Carlos Gaguim, que, em março, veio a São Paulo para assistir à corrida de Fórmula Indy. Segundo a investigação, Gaguim hospedou-se no Hotel Unique, no Ibirapuera - diária de mais de R$ 800 -, onde recebeu a visita de uma garota de programa, escolhida e paga por Manduca. Telefonema gravado em 13 de março, às 22h26, revela um Manduca todo prosa, vangloriando-se de ter recebido a mesma moça antes de encaminhá-la ao apartamento de Gaguim. O lobista incumbiu-se também de desembolsar R$ 16.250,00 para cobrir gastos com locação de um helicóptero que ficou à disposição do governador. Vários secretários de Gaguim o acompanharam, mas se hospedaram em outro hotel, o Caesar Park. Segundo o relatório, o governador não quis ficar com sua equipe. Manduca também pagou os gastos do secretariado. O camarote da Fórmula Indy adquirido por Manduca para abrigar a comitiva tinha capacidade para 11 pessoas. Custou R$ 19,8 mil. A promotoria obteve cópia da fatura do cartão de crédito do lobista. O documento indica que havia uma reserva no Unique para o hóspede Carlos Gaguim entre os dias 13 e 15 de março e outra para Manduca, no mesmo período. O grampo telefônico mostra Manduca contratando helicóptero para Gaguim, prevendo escala em Campinas, onde o lobista reside. “Prepare a casa para recepcionar o governador”, disse o lobista para a mulher. O governador teria aproveitado sua vinda a São Paulo para tratar dos negócios do Grupo Cepera no Tocantins. A interceptação pegou uma conferência por telefone entre Manduca, Cepera e o governador em 14 de março, às 10h04. Manduca diz a Cepera, em diálogo gravado, que na reunião com Gaguim teria conseguido fechar a contratação de mais três mil funcionários da O.O. Lima Limpadora. O Ministério Público sustenta que a ata de registro de preços que resultou no contrato com a empresa era dirigida. A Justiça determinou a quebra do sigilo bancário e o bloqueio de contas do lobista Maurício Manduca. A ordem do juiz Nelson Augusto Bernardes, titular da 3ª Vara Criminal de Campinas (SP), alcança ainda o empresário José Carlos Cepera, que mantém negócios com a administração do peemedebista. O lobista e o empresário estão presos desde sexta-feira acusados de chefiarem esquema de fraude em licitações. O nome de Gaguim é citado em interceptações telefônicas autorizadas judicialmente em investigação do núcleo Campinas do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público Estadual. Os dados relativos a ele foram enviados para o Superior Tribunal de Justiça, corte que tem competência para eventual abertura de inquérito. A promotoria suspeita que pessoas próximas a Gaguim frequentavam uma mansão no bairro Nova Campinas que servia de base da organização criminosa. A investigação mostra que o imóvel, protegido por policiais civis, era uma “casa do lobby”. Os contatos políticos e as fraudes, segundo a promotoria, eram articulados por Manduca. Gaguim busca a reeleição e lidera as pesquisas de intenção de voto. O alvo principal da força tarefa é o lobista Maurício Manduca, amigo de Gaguim e sócio de um cunhado do governador, o empresário Duda Rodrigues, em uma boate que será inaugurada no Shopping Capim Dourado, em Palmas. Duda é irmão da primeira-dama Rose Amorim. Entre 15 e 27 de abril, Manduca integrou comitiva de Gaguim em missão oficial à China e aos Estados Unidos. São investigadas seis empresas: Lotus Serviços Técnicos, Pluriserv Serviços Técnicos, Infratec Segurança e Vigilância, São Paulo Serviços, Pro-Saneamento Ambiental e O.O. Lima Empresa Limpadora.

Mulher de Roriz registra sua candidatura ao governo de Brasília

Weslian Roriz (PSC), mulher do ex-governador Joaquim Roriz, protocolou no sábado o registro de sua candidatura ao governo do Distrito Federal no Tribunal Regional Eleitoral. Na sexta-feira, Roriz renunciou a candidatura depois do empate em 5 a 5 no julgamento da Lei da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal. Roriz justificou a sua saída declarando-se vítima de uma "orquestração" do socialismo. Segundo o ex-governador, a mulher vai substituí-lo em um gesto de amor. "Eram 5h35, eu não tinha dormido e fiz um movimento para saber se a Weslian estava dormindo. Aí eu disse: minha ficha caiu e eu não vou ser candidato. Ela disse que nós tínhamos que ser. E ela respondeu: eu vou para a rua", relatou. Roriz deixou claro que, apesar de Weslian ser a candidata, está disposto a governar junto com a mulher: "Se ela me convidar, é claro que eu vou para o governo. Mas quem vai governar é ela".

Promotor quer fazer teste de leitura e escrita com Tiririca

O promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, pediu no sábado autorização da Justiça Eleitoral para fazer um teste de escrita e leitura com o candidato a deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca (PR). "Existe uma suspeita séria de que esse homem é analfabeto. É preciso saber se ele tem condição de ser candidato", afirmou o promotor.  Lopes quer que Tiririca passe pelo exame nesta segunda-feira. Se a Justiça determinar, o candidato terá que fazer um ditado e uma leitura de um trecho da Constituição. A lei eleitoral permite o voto dos analfabetos, mas proíbe a candidatura deles. Interessante seria esse promotor submeter os mensaleiros petistas a um teste de ética para avaliar as condições de serem candidatos. Mas isso ele nem cogita. Claro, Tiririca é um homem pobre..... é negro..... o que mais falta? Como ousaria ter mais de um milhão de votos dos paulistas?

Para Lewandowski, Ficha Limpa será aplicada "com rigor"

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que a Lei da Ficha Limpa está em vigor e será aplicada "com rigor" pela Justiça Eleitoral. Lewandowski, também ministro do Superior Tribunal Federal, afirmou que, como houve empate, deveria predominar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, já que a lei não foi declarada inconstitucional. Lewandowski faz parte da metade populista do Supremo Tribunal Federal. E quer submeter a mais alta Corte do País à decisão do Tribunal Superior Eleitoral, um corte inferior. A Lei da Ficha Limpa é uma criação de petistas, que a promoveram por meio de iniciativa popular, com a coleta de assinaturas de apenas três milhões de eleitores. Com essa primeira bem sucedida iniciativa, os petistas querem chegar até o ponto de a iniciativa popular propor projetos de emendas constitucionais, com as quais poderiam introduzir a ditadura constitucional no Brasil. O chefe do movimento da Ficha Limpa é Francisco Withaker, notório petista ligado à Igreja Católica em São Paulo. Outro ponto de apoio para esta campanha foi a organização petista Transparência Brasil. E também entidades de juízes da chamada corrente do Direito Achado na Rua.

Arquivos do terrorista "Mono Jojoy" têm 11 vezes mais informações que os de "Raúl Reyes"

As autoridades colombianas estimam que os dados dos 15 computadores, 94 memórias USB e 14 discos rígidos encontrados no acampamento do falecido chefe das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, organização terrorista e traficante de cocaína) "Mono Jojoy" são 11 vezes superior e mais reveladores que os achados na operação que matou o porta-voz do terrorismo "Raúl Rayes", em 2008. Segundo o jornal El Tiempo, esses dados levam a crer que as Farc restringem ao máximo o uso de telefones e outros meios eletrônicos para se comunicar por medo de serem rastreados. As informações indicam, por exemplo, que no acampamento de Víctor Julio Suárez Rojas ("Mono Jojoy"), morto na quarta-feira passada em um bombardeio nas selvas do sul da Colômbia, não foram encontrados telefones celulares ou satelitais. Entre outras coisas, os computadores encontrados são modelos dos anos 2009 e 2010, entre eles um que aparentemente era de uso exclusivo de "Mono Jojoy". A tela do aparelho ficou muito danificada, mas o disco está praticamente intacto e será possível recuperar suas informações.

Fernando Henrique Cardoso diz que oposição "errou ao mitificar Lula"

Em entrevista ao jornal britânico "Financial Times", o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso critica a oposição por "mitificar" o governo do presidente Lula e admite que a candidata oficial, Dilma Rousseff, é a mais provável vencedora das eleições presidenciais do dia 3 de outubro. Em artigo de página inteira publicada na edição de sábado, Fernando Henrique Cardoso diz que "Lula não é nenhum revolucionário". "É um Lech Walesa que deu certo", afirma, referindo-se ao sindicalista que presidiu a Polônia comunista durante a transição para o capitalismo, terminando seu governo com popularidade em baixa. "Eu fiz as reformas. Ele surfa na onda", disse Fernando Henrique Cardoso. O correspondente do Financial Times narra o encontro que teve com Fernando Henrique Cardoso a três semanas das eleições no restaurante Carlota, em Higienópolis, bairro onde vive o sociólogo. Para o jornal, "embora tanto o mundo quanto o Brasil tenham se apaixonado por seu sucessor, o presidente Lula, Fernando Henrique Cardoso é o homem amplamente creditado, pelo menos no Exterior, com o estabelecimento dos fundamentos do boom" que marcou os últimos anos da economia brasileira. Fernando Henrique Cardoso, ministro da Fazenda durante o Plano Real, que pôs fim a décadas de hiperinflação no Brasil em meados dos anos 1990, é descrito pelo Financial Times como o responsável por colocar o "B" na sigla Bric. Ao jornal britânico, Fernando Henrique Cardoso disse que conseguiu "fazer o Brasil avançar" durante sua gestão; já o governo Lula, opina, "anestesiou" o Brasil. O ex-presidente diz que durante sua gestão havia muita discussão sobre como levar as reformas adiante e reduzir o custo Brasil. "Depois as discussões pararam", afirmou.

Ibope mostra crescimento de Colombo na disputa pelo governo de Santa Catarina

Pesquisa Ibope divulgada na noite de sexgta-feira aponta a consolidação de Raimundo Colombo (DEM) na liderança da disputa ao governo de Santa Catarina. O democrata teve 43% das intenções de voto, um crescimento de nove pontos percentuais em relação à pesquisa divulgada há duas semanas, quando tinha 34%. Angela Amin (PP) ficou estável com 27% das indicações dos eleitores. Em terceiro lugar na disputa, a petista Ideli Salvati oscilou um ponto percentual. Tinha 15% das intenções de voto no levantamento anterior e agora tem 16%. De acordo com a pesquisa, Colombo tem 49% dos votos válidos (excluindo votos brancos e nulos), Angela tem 31%, e Ideli, 18%. Pela margem de erro, o candidato democrata pode vencer no primeiro turno. Nas simulações de um possível segundo turno na eleição catarinense, a pesquisa apontou que Colombo teria 50% dos votos contra 31% de Ângela.