domingo, 3 de outubro de 2010

Ibope não se atreve a indicar vitória de Dilma no primeiro turno

Pesquisa Ibope, divulgada neste sábado, mostra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com 51% dos votos válidos (sem considerar brancos, nulos e indecisos). Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, não é possível afirmar a vitória da candidata petista no primeiro turno. José Serra (PSDB) aparece na pesquisa com 31% e Marina Silva, com 17%. Entre os entrevistados, 7% afirmaram que irão votar em branco ou nulo e 5% se dizem indecisos. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), José Maria Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) têm 1% juntos. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S.Paulo", foi feita entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro de 2010 com 3.010 eleitores em 205 municípios do Brasil. É uma mostra muito pequena para as dimensões do País e do eleitorado nacional, e sua margem de erro deveria ser muito maior. Quando se consideram só votos válidos, Dilma Rousseff (PT) está com 50% contra 50% de todos os outros candidatos somados. O Ibope fez o que todos os institutos costuma fazer, deu um empate "para ninguém reclamar". As pesquisas eleitorais no Brasil deveriam ser um caso de polícia. Logo após as eleições deveriam ser abertos inquéritos para investigar a atuação desses institutos, que fraudam eleições na maior cara dura. E, com sua pretensão "científica", são incapazes de apontar com mais exatidão os resultados possíves das eleições.

TSE mantém proibição à divulgação de pesquisa Datafolha no Paraná

O Tribunal Superior Eleitoral manteve na noite deste sábado a proibição à divulgação da pesquisa Datafolha de intenção de voto para o governo do Paraná. O ministro Aldir Passarinho, em decisão monocrática, indeferiu recurso do jornal Folha de S. Paulo de reconsideração em relação à decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Estado, sem análise do mérito, e negou seguimento da ação. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia acatado pedido da coligação do candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, pela impugnação de pesquisa eleitoral, porque não foram apresentados pelo Datafolha "dados relativos à ponderação dessa pesquisa para as variáveis grau de instrução e nível econômico". Para os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, como ainda não houve conclusão do julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, não caberia ao Tribunal Superior decidir a respeito do tema. Na sexta-feira a ministra Cármen Lúcia, também do Tribunal Superior Eleitoral, já havia mantido a proibição a uma outra pesquisa do instituto ao negar seguimento de ação apresentada pelo jornal. A impugnação da pesquisa Datafolha é a sétima que aconteceu na reta final das eleições no Paraná. Foram impugnadas três pesquisas Datafolha, três do Ibope e uma do Vox Populi. Esse caso é a maior comprovação da manipulação das pesquisas no Brasil. Os institutos simplesmente apresentam os índices que lhes interessam, e aos candidatos que abraçaram. Como é possível que uma pesquisa não observe os graus de instrução dos pesquisados e o nível econômico dos mesmos? Isso é brincadeira. Permite, por exemplo, que numa determinada cidade, só sejam "pesquisados" os beneficiários do programa Fome Zero, com os resultados previsíveis. E os resultados das pesquisas, com toda certeza, influenciam o clima da eleição. Mas, nenhum partido de oposição, em todo o País (com exceção do Paraná), se interessou em contestar em institutos que realizam tudo clandestinamente. Não fizeram porque são vagabundos, não foi por falta de escritórios de advocacia trabalhando para eles.