domingo, 24 de outubro de 2010

Casa de viúva de Chico Mendes sofre tentativa de invasão no Acre

A casa de Ilzamar Mendes, viúva do líder seringueiro Chico Mendes (1944-1988), ficou vigiada no sábado pela Polícia Civil, após uma tentativa de invasão ao imóvel, localizado em Rio Branco (AC). Na sexta-feira, por volta das 20h30, bandidos tentaram invadir a casa, que fica a oito quilômetros do centro da capital, no bairro de Vila Acre. Ilzamar, de 45 anos, estava acompanhada de Maria Luiza, sua neta de 6 anos, quando aconteceu o caso. Eu ouvi um barulho, abri a janela do meu quarto e vi que tinha três homens. Eles arrombaram e derrubaram o meu portão no chão. Permaneceram ali por cinco minutos. E depois saíram caminhando normalmente pela rua", afirmou a viúva. Ela disse ainda que chamou a polícia e prestou queixa. Ela afirmou que não crê em relação política na tentativa de invasão de sua casa. Ilzamar tem aparecido na propaganda eleitoral gratuita na TV do presidenciável José Serra (PSDB). Ela pede apoio ao candidato dizendo que ele "representa a causa ambiental, a grande bandeira de luta de Chico Mendes". Ela atribuiu a tentativa de invasão à violência no Acre: "Eu estou aparecendo na mídia, no programa do Serra, e isso me preocupou, mas não quer dizer que a tentativa de invasão é uma questão política". Ilzamar disse que recebeu segurança da Polícia Civil: "Esta invasão fez com que minha família lembrasse da violência que nós sofremos quando houve o assassinato de Chico Mendes e que vai fazer 22 anos em dezembro". Ilzamar revelou aos policiais que estava sofrendo ameaças.

Serra tem mais um direito de resposta sobre expressão "caixa 2"

O ministro Joelson Dias, do Tribunal Superior Eleitoral, concedeu neste domingo direito de resposta ao candidato à presidência da República, José Serra (PSDB), pelo uso da expressão "caixa dois" no programa de sua adversária petista Dilma Rousseff. O tempo de resposta será de um minuto. Esta é a segunda vez que o tucano recebe direito de resposta por essa expressão. Na primeira decisão, o ministro considerou que houve ofensa na propaganda que apontava "suposto caixa dois da campanha tucana" e concedeu oito inserções de 30 segundos na TV e outras quatro no rádio para responder. Na nova propaganda, a campanha de Dilma alterou a frase para "suposto caixa dois na campanha de Serra", mas o ministro acredita que isso foi uma tentativa de contornar a decisão judicial, ficando ainda mais direta. Joelson Dias considerou que o trecho imputou ao candidato tucano, mesmo que indiretamente, a prática de ato ilícito (caixa dois), o que não era citado na matéria jornalística.

Israel rejeita críticas do Sínodo e denuncia ataques políticos

Israel qualificou neste domingo de "ataques políticos" contra o Estado hebreu a mensagem do Sínodo para o Oriente Médio, promovido pelo Papa Bento XVI no Vaticano, na qual a Igreja Católica pede o fim da ocupação israelense nos "diferentes territórios árabes". "Expressamos nossa decepção com o fato de que este importante Sínodo tenha se tornado uma tribuna de ataques palestinos contra Israel, na melhor tradição da propaganda árabe", declarou o vice-ministro de Relações Exteriores, Danny Ayalon. "O Sínodo foi feito refém por uma maioria anti-israelense", disse Ayalon. O Sínodo sobre o Oriente Médio, que durou duas semanas, foi concluído no sábado pedindo o fim da ocupação israelense "nos diferentes territórios árabes" e afirmando que o Estado israelense não pode se basear na Bíblia para justificar sua política de colonização. Já os palestinos saudaram as conclusões do Sínodo, por intermédio de seu principal negociador, Saeb Erakat. "Unimos nossa voz à do Sínodo em seu apelo à comunidade internacional para apoiar os valores universais de liberdade, dignidade e justiça", assinalou Erakat. Para os palestinos, a "comunidade internacional deve exercer sua responsabilidade moral para acelerar o fim da ocupação israelense ilegal" nos territórios palestinos. É a Igreja Católica, elemento fundador da cultura ocidental, rendendo ao terrorismo cultural do islamismo medieval militarescos. Não há novidade nisso. Várias vezes na história já se viu sociedades "namorando" com o inimigo que queria aniquilá-las. Foi a fé cristã que retomou o controle da Europa, expulsando os islâmicos na Península Ibérica. Foi a fé cristã que produziu cruzadas para a liberação do controle da Palestina, origem da própria fé cristã, que agora dá sinais de rendição ao belicoso Islã jihadista, para o qual só é aceitável e verdadeira a fé islâmica.

Consultor petista gaúcho condenado a dez anos de prisão por desvio de verba

Um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, coordenado por uma quadrilha para se apropriar do patrimônio público. Assim, a Justiça do Distrito Federal considerou a olperação comandada pelo consultor petista gaúcho Luis Lima, condenado a 10 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por um desvio de R$ 28,6 milhões da Fundação de Empreendimentos Tecnológicos (Finatec), entidade vinculada à Universidade de Brasília (UnB). Além do petista gaúcho Luis Lima, foram condenados por apropriação indébita, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro a mulher dele, a também petista gaúcha Flávia Camarero, o também petista gaúcho Eduardo Grin e o ex-diretor-presidente da Finatec, Antônio Manoel Dias Henriques. Os quatro tiveram todos os bens confiscados em favor da União, patrimônio estimado em R$ 50 milhões. A sentença foi proferida no dia 23 de setembro pelo juiz Esdras Neves, da 3ª Vara Criminal do Distrito Federal. De acordo com as investigações do Ministério Público, no período de 2001 a 2006 a Finatec manteve contratos com a Intercorp Consultoria Empresarial, a Camarero & Camarero Consultoria Empresarial e a Grin Consultoria e Assessoria. As empresas pertenciam, respectivamente, aos petistas Lima, Flávia e Grin. O esquema operava a partir dos vínculos de Lima e Grin com o PT. Eles procuravam prefeituras administradas pelo partido e por outras siglas, oferecendo "programas de modernização administrativa e softwares de gestão". Na investigação, porém, não surgiram indícios de que as prefeituras tenham obtido vantagens ilícitas com os contratos.

Serasa aponta risco de superendividamento dos brasileiros

Dados do Banco Central mostram que, nos últimos cinco anos, o número de brasileiros com dívidas superiores a R$ 5 mil, considerando todos os tipos de empréstimo, saltou de 10 milhões para 25,7 milhões. Mas esse total pode ser muito maior, já que não considera os cidadãos que não têm conta em banco, o que é cerca de metade da população. Na avaliação da Serasa Experian, diante da falta de informações sobre o perfil das dívidas das famílias, e da capacidade de pagamento, o Brasil corre sério risco de enfrentar um cenário de superendividamento. A preocupação é a seguinte: embora muitos dos consumidores que devem mais de R$ 5 mil possam ter esse valor dentro do seu limite de crédito, outros tantos já estão mais endividados do que poderiam e, portanto, com alta probabilidade de inadimplência. Atualmente, o volume de dívidas dos brasileiros corresponde a 39,1% da renda, de acordo com o Banco Central. E uma parcela de 23,8% fica comprometida mensalmente com o pagamento dos débitos existentes. Sem detalhes sobre a qualidade das dívidas, esses percentuais já preocupam, na avaliação da Serasa. Nos Estados Unidos, com juros muito baixos, 17% da renda fica comprometida com pagamento de débitos. E o volume de dívidas dos americanos chega a 128% da renda.

Maioria dos projetos que tramita sobre aborto e união de gays é do PT

A maior parte dos projetos que tramitam no Congresso sobre a descriminalização do aborto e a união homoafetiva é de autoria de deputados do PT. Os textos, porém, dormem à espera de votação sem perspectiva de entrarem na pauta da Câmara e do Senado. O que mais avançou foi o dos ex-deputados Eduardo Jorge (PT-SP) e Sandra Starling (PT-MG). Mas a proposta, de 1991, está parada na Comissão de Constituição e Justiça desde 2008. O texto extingue o artigo 124 do Código Penal, que define o crime de aborto. A prática é proibida no Brasil, mas um dispositivo na lei contempla duas exceções: estupro ou risco de vida da gestante. A proposta tramita em conjunto com uma outra de 1995, de José Genoino (PT-SP), que propõe interrupção da gestação até o terceiro mês. A maior parte dos projetos, no entanto, ou criminaliza ou aumenta a pena de quem o pratica. Apresentados em geral por evangélicos, quatro incluem o aborto na lista de crimes hediondos. Todos estão parados na Comissão de Seguridade Social e Família. Entre os mais polêmicos está o do deputado Luiz Bassuma (PV-BA), que propõe benefício mensal às mães estupradas até que a criança complete 18 anos. Entidades de defesa da mulher nomearam o projeto de "bolsa estupro". Os parlamentares petistas também se destacam na elaboração de projetos sobre a união homoafetiva e a criminalização do preconceito contra homossexuais. De autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP), uma das propostas em tramitação no Senado torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, equiparando a preconceito por raça, cor, etnia e religião.

Farc ordenam assassinato de jornalista que colaborava com os Estados Unidos

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, organização terrorista e traficante de cocaína) ordenaram o assassinato de uma jornalista colombiana que, usando uma suposta relação amorosa com o terrorista "Raúl Reyes", morto recentemente, enviava informações à justiça dos Estados Unidos, informou neste sábado o presidente Juan Manuel Santos. Segundo Santos, a informação foi encontrada em mensagem que estava em um dos computadores de Victor Julio Suárez Rojas, conhecido como "Mono Jojoy", segundo na hierarquia das Farc, morto dia 22 de setembro no sul da Colômbia. Em e-mail, lido pelo presidente colombiano durante reunião comunitária no departamento de Caldas, os chefes terroristas conhecidos como "Fabián Ramírez", "Joaquín Gómez" e "Martín Corena", ordenam a outro, "El Paisa", a morte de Olga María Vega, irmã de Baruch Vega, que já trabalhou para a Direção de Controle de Drogas dos Estados Unidos (DEA). "Companheiro, lembra-se daquela jornalista huilense (da cidade de Huila) que eu te apresentei como suspeita, irmã de Baruch, o que trabalha com a DEA? Pois bem, esta velha trabalha não só com a DEA, mas também com o FBI", diz o e-mail. "Em um relatório de inteligência que chegou, aparece que ela mantinha relações sentimentais com o mestre Raúl Reyes e todas as mensagens que o camarada mandava ela levava ao FBI em Bogotá, onde mudavam o texto das mensagens", acrescenta o e-mail. Após o detalhamento da situação, a ordem é: "se tiver a oportunidade, não se esqueça de ordenar que atirem".

Bispo Luiz Bergonzini apela ao TSE para reaver folhetos

Em petição de 23 páginas, a Mitra Diocesana de Guarulhos argumenta ao Tribunal Superior Eleitoral que o "apelo aos brasileiros" é documento verdadeiro e oficial da Igreja Católica, aprovado pelo Conselho Regional Episcopal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Sul 1, representado por sua diretoria executiva composta por 11 bispos. "Ao contrário do que afirma Dilma Rousseff e sua coligação, não se trata de panfleto, mas um documento que teve ampla divulgação para outras dioceses e movimentos de defesa da vida que quisessem distribuir para seus fiéis", assinala d. Luiz Bergonzini. Ele considera que a ofensiva do PT caracteriza "perseguição discriminatória" da Igreja. A petição da Mitra é taxativa: "D. Luiz não apoiou nenhum candidato. Poderia indicar o candidato que quisesse, não é proibido. Mas não o fez. Apenas defende princípios". A Diocese observa que o artigo 5º da Constituição garante a liberdade de manifestação do pensamento e, o 220, veda a censura: "O apelo não é anônimo, é assinado por três bispos". Ressalta a exceção da verdade. "O PT assumiu o compromisso de liberar o aborto em vários documentos". D. Luiz pede extinção da ação movida pelo PT. Ele disse que vai processar o partido por danos materiais e morais. Na sexta-feira, o bispo distribuiu um CD com nomes de "quem patrocina o aborto no Brasil e de onde vem o dinheiro".

Mara Gabrilli elogia ação judicial contra assessor de Lula

"Era voz corrente na cidade que Gilberto Carvalho era o homem do carro preto, o cara da mala, que levava dinheiro da corrupção para o José Dirceu", disse Mara Gabrilli, psicóloga, vereadora paulistana e deputada federal eleita pelo PSDB com 160.138 votos, na sexta-feira. Quase nove anos depois do assassinato do prefeito Celso Daniel (PT), de Santo André, um sentimento de frustração a persegue. Filha do empresário Luiz Alberto Gabrilli, do setor de transportes, e autora da denúncia ao Ministério Público Estadual sobre arrecadação de propinas que teriam financiado caixa 2 petista, Mara cobra punição a empresários e políticos. Na sexta-feira ela recebeu "com alento e esperança" a notícia sobre ação judicial aberta contra Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula: "Meu pai ligava para o gabinete de Gilberto Carvalho para avisar que havia coisas erradas na administração Celso Daniel. Mas o Gilberto debochava do meu pai". Celso Daniel foi executado à bala em janeiro de 2002. A polícia concluiu que ele foi vítima de sequestradores comuns, mas os promotores se convenceram de que o crime teve origem política. A ação que denuncia Gilberto Carvalho foi instaurada pela juíza Ana Lúcia Xavier Goldman, de Santo André. O chefe de gabinete de Lula é acusado de improbidade administrativa. Na ocasião, Gilberto Carvalho exercia o cargo de secretário de Governo de Celso Daniel. A testemunha principal da promotoria é o oftalmologista João Francisco Daniel, irmão de Celso Daniel. Ele narra ter ouvido do próprio Gilberto Carvalho a informação de que parte de dinheiro de propina era entregue a José Dirceu, então presidente do PT. Uma das vítimas da ação da quadrilha que teria se estabelecido na prefeitura é a família Gabrilli. Por mais de quatro décadas, Luiz Alberto, pai de Mara, conduziu a Viação Expresso Guarará. Dois irmãos de Mara, Luiz Alberto e Rosângela, atuavam como diretores: "Meu pai está com 75 anos, não fala, não anda e não come, mas está consciente. Quando a gente lembra aquele tempo de terror ele chora". Tantas foram as pressões, e também as retaliações, que os Gabrilli deixaram a empresa: "Todo mês o Sérgio Sombra (segurança de Celso Daniel) vinha ao escritório da empresa, jogava o revólver na mesa e exigia a caixinha. Minha mãe dizia para papai, 'Luiz, leva um gravador, registra essas conversas e vá à polícia'. Mas o meu pai tinha medo. Era uma gente muito violenta. O objetivo era acabar com a empresa porque uma vez nos recusamos a pagar a caixinha. Acabaram com a saúde do meu pai". Ela continua: "O Celso Daniel era muito amigo de papai, mas depois não nos atendeu mais. Papai procurou o João Francisco e perguntou se ele sabia o que estava acontecendo na prefeitura. O problema é que o Celso Daniel achava normal se o dinheiro de propina ia para financiamento das campanhas do PT. Os fins justificavam os meios. O próprio João confirmou a história sobre o Gilberto Carvalho, o dinheiro para o PT. Era voz corrente. O Gilberto ficava zombando do meu pai". Foi Mara Gabrilli quem alertou o Ministério Público. Em 2003, ela foi ao prédio residencial de Lula, em São Bernardo do Campo: "Ele me recebeu por 40 minutos, eu contei tudo. Mas nenhuma medida foi tomada".

Bispo católico diz que ''PT é o partido da morte''

"O PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte", afirmou neste sábado d. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo diocesano de Guarulhos, na Grande São Paulo: "O PT descrimina o aborto, aceita o aborto até o nono mês de gravidez. Isso é assassinato de ser humano que não tem nem o direito de se defender". D. Luiz é a voz dentro da Igreja católica que incomoda Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência, e a coloca no centro da polêmica sobre o aborto. É dele a iniciativa de fazer 2 milhões de cópias do folheto "apelo a todos os brasileiros e brasileiras". Mais que um libelo contra a interrupção da gravidez, o documento é uma recomendação expressa aos brasileiros para que "nas próximas eleições dêem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários ao aborto". Não cita nominalmente a petista, mas é a ela que se refere claramente: "Eu tenho uma palavra só, eu não tenho duas ou três palavras como a dona Dilma tem. Ela apresentou três planos de governo, o segundo mascara o primeiro e o terceiro mascara o segundo", disse d. Luiz, na casa episcopal, onde recebeu a imprensa para falar sobre a ação da Polícia Federal que, há uma semana, confiscou 1 milhão de folhetos por ordem do Tribunal Superior Eleitoral. A corte acolheu liminarmente ação cautelar do PT que alegou ser alvo de documento apócrifo e falso: "Foi uma violência contra a Igreja", reprova o bispo. Mas ele não recua. Por meio dos advogados da Mitra de Guarulhos, João Carlos Biagini e Roberto Victalino de Brito Filho, o bispo requer ao Tribunal Superior Eleitoral que revogue a decisão provisória e determine a imediata devolução da papelada que mandou fazer na Gráfica Plana, no Cambuci, em São Paulo. Se recuperar os panfletos, que considera pertencer à Igreja, d. Luiz planeja distribuir um a um nas portas e nos arredores dos templos nos limites de sua Diocese e mesmo além. "Eu sou pela verdade. Pela verdade eu morro se preciso for, pela Igreja eu morro, pela minha consciência eu morro. Não tenho medo. Estou enfrentando situação difícil, mas vou continuar", disse ele. A seu rebanho ele prega: "Não vote na Dilma". Indigna-o a acusação do PT, de que seu apelo é uma falsificação. O documento, observa, é oficial da Igreja, assinado por três bispos e aprovado pelas Comissões Diocesanas de Defesa da Vida. "O PT é o partido da mentira. Dilma sempre declarou que era um absurdo não liberar o aborto. Agora ela é até muito católica. É lógico, depois das pesquisas ela mudou de opinião. Me acusam de mentir sobre esses fatos verdadeiros. O PT é o partido da morte. Diante de tanta manipulação espero que o povo enxergue a verdade e vote certo". Ressalta que não está fazendo campanha ou pedindo votos para José Serra (PSDB), antagonista de Dilma. Conhece o tucano que, como ministro da Saúde, passou pela cidade: "Mas nunca tomei uma taça de vinho com ele, nem mesmo copo d"água". Sua missão, diz, é promover o evangelho e a doutrina cristã. Apresenta-se como sacerdote do Altíssimo: "Na defesa da vida vou até a morte. Nunca pedi que votem ou não votem em Serra. Eu digo que não votem na Dilma. Há outras opções, o voto nulo, o branco. Sou político, tenho direito de ser, mas não partidário". Sua diocese abriga 1,3 milhão de habitantes, espalhados em 341 quilômetros quadrados. É a segunda maior do Estado, com 36 igrejas e 50 capelas. Ele considera "contrassenso" o fato de o presidente Lula ter oferecido abrigo à mulher iraniana condenada à morte por apedrejamento: "O governo oferece até asilo político para uma senhora condenada em seu País. Aqui aceita que se mate crianças nossas, que não cometeram crime algum, e em grande quantidade". Carta anônima chegou a seu retiro, a 23 de setembro, postada na agência Central dos Correios, um manuscrito que atribui a petistas violências e morte: "Não tenho medo". São muitas as manifestações de solidariedade que ele tem recebido. Elas chegam por e-mails, telefonemas, cartas e telegramas, até de d. Evaristo Arns: "De político não chegou nenhuma mensagem". Sobre os 30 mil reais investidos na impressão, ele explica: "São doações espontâneas que chegaram a mim, doações de pessoas não ligadas a partidos. Gente que me deu ajuda com essa finalidade, de fazer folhetos. Teve sobra e vou doar à Diocese". Finalizando, ele diz: "A minha posição é esta, não pode votar na Dilma. Se ela vencer vou lamentar. Vou respeitá-la como presidente, mas vou continuar minha luta. Eu tenho uma palavra só, contra o aborto. É uma norma pétrea. Não vou ceder".

Revista Veja mostra conversas no Palácio do Planalto que revelam ordens para feitura de dossiês contra inimigos

A edição da revista Veja que está nas bancas  revela as ordens que saíam de dentro do Palácio do Planalto para a produção de dossiês contra os considerados inimigos do nazi-lulo-petismo. Leia a matéria a seguir, ou clicando no link acima: "Intrigas de estado - Diálogos entre autoridades revelam que o Ministério da Justiça, o mais antigo e tradicional da República, recebeu e rechaçou pedidos de produção de dossiês contra adversários - Gustavo Ribeiro - RELAÇÕES PERIGOSAS: As conversas às quais VEJA teve acesso mostram que o braço direito do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e a candidata à Presidência Dilma Rousseff tentaram usar o Ministério da Justiça para executar “tarefas absurdas”. Estamos a menos de uma semana das eleições e, como escreveu o correspondente Stuart Grudgings, da agência noticiosa Reuters, políticos e jornalistas correrão às bancas mais próximas para ver se será esta a edição de VEJA que vai abalar a liderança de Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais. Embora a análise do funcionário da Reuters demonstre um total desconhecimento do que seja jornalismo, atividade em que os fatos fazem as notícias e não o contrário, ele acertou em seu diagnóstico a respeito da ansiedade que as capas de VEJA provocam no meio político. A reportagem que se vai ler a seguir não foge à regra. Ela revela, talvez da maneira mais clara até hoje, o tipo de governo produzido pela mentalidade petista de se apossar do Estado, aparelhá-lo e usá-lo em seu benefício partidário. VEJA já havia demonstrado nas reportagens “O polvo no poder” e “A alegria do polvo” como a Casa Civil fora transformada em um balcão de negócios, em que maços de dinheiro vivo apareciam nas gavetas de escritórios a poucos metros da sala do presidente da República. A presente reportagem relata as tentativas ousadas de petistas de alto coturno de conspurcar um dos mais antigos e venerandos ministérios da República, o da Justiça. (http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/intrigas-de-estado)
“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (...) Eu quase fui preso como um dos aloprados.”
Pedro Abramovay, atual secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior
É conhecido o desprezo que o PT nutre pelas instituições republicanas, mas o que se tentou no Ministério da Justiça, criado em 1822 por dom Pedro I, ultrapassa todas as fronteiras da decência. Em quase 200 anos de história, o ministério foi chefiado por homens da estatura de Rui Barbosa, Tancredo Neves e quatro futuros presidentes da República. O PT viu na tradicional instituição apenas mais um aparelho a serviço de seu projeto de poder. Como ensina Franklin Martins, ministro da Supressão da Verdade, “às favas com a ética” quando ela interfere nos interesses políticos e partidários dos atuais donos do poder. VEJA teve acesso a conversas entre autoridades da pasta que revelam a dimensão do desprezo petista pelas instituições. Os diálogos mostram essas autoridades incomodadas com a natureza dos pedidos que vinham recebendo do Palácio do Planalto. Pelo que é falado, não se pode deduzir que o Ministério da Justiça, ao qual se subordina a Polícia Federal, cedeu integralmente às descabidas investidas palacianas. “Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (...) Eu quase fui preso como um dos aloprados”, disse Pedro Abramovay, secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior. Abramovay é considerado um servidor público exemplar, um “diamante da República”, como a ele se referiu um ex-ministro. Aos 30 anos, chegou ao Ministério da Justiça no início do governo Lula pelas mãos do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. A frase dele pode confirmar essa boa reputação, caso sua “canseira” tenha se limitado a receber pedidos e não a atender a eles. De toda forma, deveria ter denunciado as ordens impertinentes e nada republicanas de “produzir dossiês”. Mesmo um alto funcionário com excelente imagem não pode ficar ao mesmo tempo com a esmola e o santo. Em algumas passagens da conversa, Abramovay se mostra assustado diante das pressões externas e diz que pensa em deixar o governo. Não deixou. Existem momentos em que é preciso escolher. Antes de chegar ao ministério, ele trabalhou no gabinete da ex-prefeita Marta Suplicy, na liderança do PT no Senado e com o senador Aloizio Mercadante. Vem dessa etapa da carreira a explicação para a parte da frase em que ele diz “quase fui preso como um dos aloprados”. A frase nos leva de volta à campanha eleitoral de 2006, quando petistas foram presos em um hotel ao tentar comprar um dossiê falso contra José Serra. A seu interlocutor, Abramovay sugere ter participado do episódio e se arrependido, a ponto de temer pedidos semelhantes vindos agora do Palácio do Planalto. Ele disse que quase foi preso na época do escândalo e que, por isso, teve de se esconder para evitar problemas. “Deu ‘bolo’ a história do dossiê”, comenta. Em pelo menos três ocasiões, Abramovay afirma que não está disposto a novamente agir de forma oficiosa. E justificou: “...os caras são irresponsáveis”.
O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele realmente me disse que recebia pedidos da Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo.”
Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça
Os diálogos aos quais a reportagem teve acesso foram gravados legalmente e periciados para afastar a hipótese de manipulação. As ordens emanam do coração do governo — do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e da candidata a presidente, Dilma Rousseff. A conversa mais longa durou cinquenta minutos e aconteceu em janeiro deste ano, no gabinete do então secretário nacional de Justiça e antecessor de Abramovay no cargo, Romeu Tuma Júnior. Os interlocutores discutem a sucessão do ex-ministro Tarso Genro. Ao comentar sobre o próprio futuro, Abramovay revela o desejo de trabalhar na ONU. Em tom de desabafo, o advogado afirmava que já não conseguia conviver com a pressão. Segundo ele, a situação só ia piorar com a nomeação para o cargo de Luiz Paulo Barreto, então secretário executivo, pela falta de força política do novo ministro, funcionário de carreira da pasta, em que também angariou excelente reputação. “Isso (o cargo de ministro) é maior que o Luiz Paulo. (...) Agora eles vão pedir... para mim... pedir para a Polícia (Federal)”, desabafou. Procurado por VEJA, Abramovay disse: “Nunca recebi pedido algum para fazer dossiês, nunca participei de nenhum suposto grupo de inteligência da campanha da candidata Dilma Rousseff e nunca tive de me esconder — ao contrário, desde 2003 sempre exerci funções públicas”. Romeu Tuma Júnior, seu interlocutor, porém, confirmou integralmente o teor das conversas: “O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele me disse que recebia pedidos de Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo”. Acrescentou Tuma: “Há um jogo pesado de interesses escusos. Para atingir determinados alvos, lança-se mão, inclusive, de métodos ilegais de investigação. Ou você faz o que lhe é pedido sem questionar, ou passa a ser perseguido. Foi o que aconteceu comigo”, afirma o ex-secretário, que deixou a pasta em junho, depois que vieram a público denúncias de que teria relacionamento com a máfia chinesa. Tuma Júnior atribui a investigação contra si — formalmente arquivada por falta de provas — a uma tentativa de intimidação por parte de pessoas que tiveram seus interesses contrariados. Ele não quis revelar quais seriam esses interesses: “Mas posso assegurar que está tudo devidamente documentado”. O clima de desconfiança no Ministério da Justiça contaminou até o mais alto escalão. A certa altura das conversas, o chefe da pasta, Luiz Paulo Barreto, manifesta suspeita de que seu subordinado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Polícia Federal, o espione. Em inúmeras ocasiões, Barreto revelou a seus assessores não ter ascendência sobre Corrêa. O ministro chega a expressar em voz alta sua desconfiança de que o diretor da PF tem tanto poder que se dá ao luxo de decidir sobre inquéritos envolvendo pessoas da antessala do presidente da República. Um desses casos é relatado por Barreto em conversa no seu próprio gabinete, ocorrida em meados de maio. À sua chefe de gabinete, Gláucia de Paula, Barreto fala sobre o possível indiciamento de Gilberto Carvalho, braço direito do presidente Lula. Em 2008, a PF interceptou telefonemas em que o chefe de gabinete da Presidência conversava com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos investigados na Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas. Em um dos diálogos, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto (à esq.), sua chefe de gabinete, Gláucia de Paula, e o então secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior conversam sobre a origem do poder do diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa — que teria conseguido, entre outras coisas, evitar o indiciamento de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula.
Gláucia de Paula
O Gilberto (Carvalho, chefe de gabinete da Presidência) foi indiciado?
Ministro Luiz Paulo Barreto
O processo foi travado. Deu m... (...) O negócio do grampo. O Luiz Fernando falou pra não se preocupar.
Gláucia de Paula
Tem certeza disso?
Ministro Luiz Paulo Barreto
O ministro Márcio (Thomaz Bastos) que me contou isso. O Gilberto (Carvalho) me contou isso.
Tuma
Esse cara tem alguma coisa, não é possível (...).
O ministro, que diz ter tido conhecimento do indiciamento pelo próprio Gilberto Carvalho, revela que o diretor da PF promoveu uma encenação para iludi-lo, numa manobra para mostrar que seu poder emanava de fora da hierarquia do Ministério da Justiça. A conversa toma um rumo inesperado. Um dos interlocutores fica curioso para saber a fonte real de poder de Luiz Fernando, que lhe dá cobertura até para desafiar seu próprio chefe sem temor de represálias. “Ele deve ter alguma coisa...”, afirma. Procurado, Luiz Paulo Barreto informou que não comentaria nada antes de ter acesso ao áudio da conversa. Gilberto Carvalho negou que já tenha feito algum pedido a Pedro Abramovay, a mesma resposta de Dilma Rousseff. As conversas e sua vinda a público funcionam como o poder de limpeza da luz do sol sobre os porões. Elas são reveladoras da triste realidade vivida por instituições respeitadas quando passam a ser aparelhadas por integrantes de um projeto de poder. Outra demonstração disso surgiu na semana passada, quando a Polícia Federal forneceu a mais recente prova de quanto pode ser perniciosa a simbiose entre partido e governo. Na quarta-feira, depois de revelado que o ex-jornalista Amaury Ribeiro Jr., integrante do “grupo de inteligência” da campanha de Dilma, foi o responsável pela violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge e de outros integrantes do PSDB, o militante petista Lula, atualmente ocupando a Presidência da República, anunciou ao país que a PF faria revelações sobre o caso — antegozando o fato de que um delegado, devidamente brifado sobre o que deveria dizer, jogaria suspeitas das patifarias de Amaury Ribeiro sobre os ombros do PSDB. Mais uma vez, a feitiçaria dos petistas resultou em um tiro no próprio pé. Nunca aprendem que, uma vez aberta a caixa de Pandora, os fantasmas escapam e voam sem controle. Em junho passado, VEJA revelou que o comitê de campanha de Dilma Rousseff arregimentou um grupo de arapongas para espionar o candidato José Serra, seus familiares e amigos. A tropa começou os trabalhos com o que considerava um grande trunfo, um dossiê intitulado “Operação Caribe”, produzido por Amaury e que narrava supostas transações financeiras de pessoas ligadas ao PSDB. As únicas peças do dossiê fajuto que não podiam ser lidas no Google haviam sido obtidas de forma preguiçosa e venal, compradas de bandidos com acesso a funcionários da Receita Federal — e pagas com dinheiro vivo. Os dados fiscais violados serviram de subsídio para o tal relatório que circulou no comitê de campanha. Como “previu” o militante petista que ora ocupa a Presidência da República, horas depois de sua entrevista apareceram as tais “novidades”. Um delegado anunciou que, com a identificação de Amaury, o caso estava encerrado, já que o ex-jornalista, ao violar o sigilo, ainda era funcionário do jornal O Estado de Minas, portanto não haveria nenhuma ligação com a campanha do PT. O delegado Alessandro Moretti foi o escolhido apenas para comunicar à nação as graves revelações obtidas pelo trabalho policial — formalmente ele não participou do inquérito. A lealdade no caso era mais vital do que o profissionalismo policial. Número dois na diretoria de Inteligência da PF, Moretti é produto direto do aparelhamento na Polícia Federal.

Dilma nega "terminantemente" ter encomendado dossiês a assessor

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, negou "terminantemente" que tenha encomendado dossiês ao atual secretário nacional de Justiça, pedro Abramovay. "Eu nego terminantemente esse tipo de conversa na véspera da eleição. Gostaria muito que houvesse da parte de quem acusou a comprovação e a prova de que algum dia eu fiz isso", afirmou Dilma. Reportagem publicada hoje pela revista Veja traz trechos de dialogo que teria sido travado entre Abramovay e Romeu Tuma Júnior, seu antecessor no cargo. A revista não explicita a autoria das gravações. Diz apenas que foram feitas de maneira legal, e submetidas à perícia. Dilma Rousseff falou sobre o assunto no início da tarde, em coletiva de imprensa, após carreata na cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Aos jornalistas, a petista insinuou que Romeu Tuma Júnior tenha grampeado o diálogo com Abramovay. "Eu acredito que as pessoas que fazem esse tipo de coisa devem ter razões pessoais para fazer. Porque ninguém explica como uma pessoa grava um conversa com uma outra nessas circunstâncias. Não me coloquem no meio de práticas que eu não tenho", ressaltou Dilma. Tuma Júnior foi afastado do Ministério da Justiça após denúncia de que ele manteria ligações com Li Kwok Kwen, apontado pela Polícia Federal como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.

PT e Gilberto Carvalho viram réus em ação sobre propina em Santo André

Uma decisão da Justiça traz de volta um fantasma que acompanha o PT e transforma em réu o partido e o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho. O assessor e o PT viraram réus em um processo em que são acusados de participar de uma quadrilha que cobrava propina de empresas de transporte na prefeitura de Santo André para desviar R$ 5,3 milhões dos cofres públicos. O esquema seria o precursor do Mensalão petista no governo federal. Na segunda-feira, a Justiça tomou uma decisão que abre de vez o processo contra os envolvidos. A juíza Ana Lúcia Xavier Goldman negou recursos protelatórios e confirmou despacho em que aceita denúncia contra o petista Gilberto Carvalho, o próprio partido, outras cinco pessoas e uma empresa. A juíza entendeu, no primeiro despacho, em 23 de julho deste ano, que há elementos suficientes para processá-los por terem, segundo a denúncia, montado um esquema de corrupção para abastecer o PT. "Há indícios bastantes que autorizam a apuração da verdade dos fatos por meio da ação de improbidade administrativa", disse ela. A Justiça local já enviou para a comarca de Brasília a citação do chefe de gabinete de Lula para informá-lo de que virou réu. No documento, a Justiça pede que Gilberto Carvalho receba o aviso em sua casa ou no "gabinete pessoal da Presidência da República". O Ministério Público quer que o petista e os demais acusados devolvam os recursos desviados e sejam condenados à perda dos direitos políticos por até dez anos. A decisão judicial em acolher a denúncia foi celebrada ontem pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da região do ABC, responsáveis pela investigação. "Ao receber a denúncia, a Justiça reconhece que há indícios para que a ação corra de verdade. É um caminho importante para resgatarmos o dinheiro desviado", disse a promotora Eliana Vendramini. Ela destaca que a Justiça decidiu aceitar a denúncia depois de ouvir a defesa de todos os acusados nos últimos três anos. Segundo a ação, o assessor de Lula transportava a propina para o comando do PT quando era secretário de governo do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002. "Ele concorreu de qualquer maneira para a prática dos atos de improbidade administrativa na medida em que transportava o dinheiro (propina) arrecadado em Santo André para o Partido dos Trabalhadores", diz a denúncia aceita pela Justiça. De acordo com a investigação, os recursos eram entregues ao então presidente do PT, José Dirceu. Apontado pelo Ministério Público como mandante do assassinato de Daniel, o ex-segurança Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, é companheiro de Gilberto Carvalho na relação de réus. Somam-se ao grupo o ex-secretário de Transportes, Klinger Luiz de Oliveira Souza, o empresário Ronan Maria Pinto, entre outros. "O valor arrecadado era encaminhado por Ronan ao requerido Sérgio e chegava, em parte, nas mãos de Gilberto Carvalho, que se incumbia de transportar os valores para o Partido dos Trabalhadores", afirma a denúncia. "A responsabilidade de Klinger e Gilberto Carvalho decorre da sua participação efetiva na quadrilha e na destinação final dos recursos." O dinheiro, aponta a investigação, serviu para financiar campanhas municipais, regionais e nacionais do PT. Por isso, o partido também responderá ao processo como réu.

Milícias xiitas iraquianas foram treinadas no Irã, revela Wikileaks

Um novo vazamento do site Wikileaks sobre documentos sigilosos dos EUA indica que milícias xiitas iraquianas receberam ajuda do Irã durante a guerra. Os documentos, publicados pelos jornais The New York Times, The Guardian, pela rede de TV árabe Al-Jazeera, entre outros, indicam que Azhar al-Dulaimi, um dos principais militantes xiitas do Iraque, recebeu treinamento da organização terrorista Guarda Revolucionária Iraniana e da milícia terrorista xiita libanesa Hezbollah. "Dulaimi obteve treinamento do Hezbollah em Qom, no Irã, sob a supervisão da Guarda Revolucionária, em julho de 2006", diz o documento. Cinco meses depois, Dulaimi foi morto no bairro xiita de Sadr City, na periferia de Bagdá. Ele era apontado como responsável pela morte de quatro soldados americanos sequestrados em um quartel de Kerbala. Durante o governo de George W. Bush (2001-2009), críticos esquerdopatas acusavam a Casa Branca de exagerar no papel do Irã na guerra para justificar uma política externa mais agressiva contra Teerã.

Justiça pede explicação sobre ajuda ao petista Tião Viana

O corregedor da Justiça Eleitoral, ministroAldir Passarinho, pediu explicações ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) sobre a suspeita de que a juíza Arnete Guimarães teria agido para beneficiar o senador recém-eleito Jorge Viana (PT-AC), como revelou na sexta-feira o jornal O Estado de S. Paulo. A Polícia Federal e o Ministério Público investigam a suspeita de que o petista Jorge Viana teria comprado votos nas eleições. A Justiça autorizou a busca e apreensão no escritório político da campanha, mas uma liminar dada pela juíza obrigaria a Polícia Federal a devolver os computadores e a destruir qualquer prova que tivesse sido encontrada. O Ministério Público recorreu da decisão e conseguiu que a Polícia Federal permanecesse com as informações contidas em dois notebooks, três discos rígidos de outros computadores e cinco pen drives. O pedido de explicações ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre levou a juíza a se declarar suspeita neste caso e a se afastar do processo. De acordo com investigadores, ela teria conversado com Jorge Viana antes de deferir a liminar para a devolução dos computadores e destruição de possíveis provas. Jorge Viana negou que tenha conversado com Arnete Guimarães e afirmou que sua campanha correu "100% dentro da legalidade".