terça-feira, 2 de novembro de 2010

BG eleva estimativa para reservas de petróleo e gás no Brasil

O grupo britânico de petróleo e gás BG Group, aquele que produziu o monumental desastre ambiental no Golfo do México, elevou suas estimativas para as reservas de petróleo e gás no Brasil em cerca de um terço e reportou aumento de 6,7% em seu lucro líquido do terceiro trimestre, citando forte desempenho nas operações com gás natural liquefeito. A companhia, que tem sede no Reino Unido, informou ter adicionado 2,7 bilhões de barris de petróleo equivalente às suas estimativas brutas para os campos de petróleo Tupi, Iracema e Guará na bacia offshore de Santos, no litoral brasileiro, elevando a estimativa de recursos brutos recuperáveis de tais campos para 10,8 bilhões de barris de petróleo equivalente. O BG Group informou que o lucro líquido nos três meses que se encerraram em 30 de setembro totalizou US$ 849 milhões, superando o lucro de US$ 796 milhões obtidos no mesmo período do ano passado. As receitas totais cresceram 21,9% para US$ 4,41 bilhões no mesmo período. A divisão de gás natural liquefeito da BG, segunda maior participação no lucro operacional subjacente da empresa após as operações de produção e exploração, suplantou todas as demais divisões. O lucro operacional subjacente da divisão de gás natural liquefeito cresceu 43% no terceiro trimestre, para US$ 725 milhões, em relação ao mesmo período de 2009.

Grécia suspende serviço de correio ao Exterior por 48 horas após onda de cartas-bomba

A polícia grega disse que as autoridades de aviação civil do país suspenderam todas as entregas de cartas e encomendas ao Exterior por 48 horas. Um comunicado da polícia diz que a medida vai permitir que as autoridades chequem a existência de mais cartas-bomba. A decisão foi tomada após uma onda de pacotes-bomba terem sido enviados a embaixadas estrangeiras na Grécia e para o escritório da chanceler alemã, Angela Merkel. No final desta terça-feira, a polícia informou que um pacote suspeito endereçado ao premiê italiano, Silvio Berlusconi, foi encontrado a bordo de um avião de uma empresa privada de transporte de cargas. O porta-voz da polícia grega, Athanassios Kokalakis, disse que o avião partiu do aeroporto de Atenas às 21h45 desta terça-feira e seguia para Paris e Liege. O avião pousou no aeroporto de Bolonha, na Itália, após o pacote suspeito ser detectado. Dois pacotes suspeitos foram detonados por policiais no terminal de cargas do aeroporto de Atenas na sexta-feira. De acordo com a polícia, os dois objetos continham explosivos e eram endereçados à Europol (Polícia Européia) e à Corte de Justiça Européia. Com isso, chegam a sete os pacotes-bombas detectados na capital grega nesta terça-feira. Cinco deles eram endereçados a embaixadas estrangeiras em Atenas. Apenas um deles, o que foi enviado à representação da Suíça na capital da Grécia, explodiu, mas sem deixar feridos.

Dissidentes políticos cubanos lançam apelo à Dilma

Dissidentes políticos cubanos pedem que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, modifique a forma pela qual o governo brasileiro tem lidado com o regime do ditador Raul Castro e pressionam para que a questão dos direitos humanos entre na agenda entre Brasília e Havana. "Não queremos nada de extraordinário. Apenas que a nova presidente do Brasil defenda ao povo cubano as mesmas liberdade que ela defenderia para sua própria população", afirmou Dagoberto Valdés, um dos dissidentes ainda mantido em liberdade em Cuba. O dissidente é um dos responsáveis pelo movimento Convivência e foi em nome do grupo que fez a declaração à Dilma. Sem liberdade para publicar seu comunicado em Havana, o dissidente foi obrigado a usar "contatos" que tem na Espanha para tornar pública sua declaração. "Em Cuba, a liberdade é um ingrediente raro", disse o dissidente por telefone. "Felicitamos a nova presidente por sua eleição e queremos que o Brasil continue a manter sua relação com Havana. Mas insisto que temos esperanças de que suas relações com Cuba trabalhem pelos mesmos direitos que ela quer para os brasileiros", afirmou. Durante o governo de Lula, o Brasil se transformou no segundo maior parceiro econômico e comercial de Cuba no Hemisfério Ocidental, superado apenas pela Venezuela. Entre 2003 e 2009, o comércio bilateral triplicou, chegando a quase US$ 600 milhões no ano passado. Em sua última visita à ilha, Lula assinou dez acordos de cooperação e prometeu investimentos de US$ 300 milhões na ampliação do Porto de Mariel. A viagem ficou marcada pela morte do dissidente Orlando Zapata. Lula disse que ele era igual aos bandidos que estão nas prisões em São Paulo.

Irã planeja executar Sakineh nesta quarta-feira

O Irã, governado pelos fascistas islâmicos amigos de Lula, planeja executar nesta quarta-feira Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por adultério, segundo informações divulgadas nesta terça-feira pela organização não-governamental (ONG) Comitê Internacional contra Apedrejamento. De acordo com a ONG em sua página na internet, as autoridades de Teerã autorizaram a direção da penitenciária de Tabriz, onde Sakineh está detida, a executá-la. Sakineh foi condenada em 2006 por manter supostamente ter mantido relações ilícitas com dois homens depois de ter ficado viúva, o que, segundo a lei islâmica, também é considerado adultério. Primeiramente, a pena foi de 99 chibatadas, depois convertida em morte por apedrejamento. Em julho deste ano, seu advogado Mohammad Mostafaei tornou público o caso em um blog na internet, o que chamou a atenção da comunidade internacional. Diante da pressão internacional, a ditadura fascista islâmica abandonou a idéia do apedrejamento. Mas manteve o processo e a acusou Sakineh de envolvimento na morte de seu ex-marido. Sua pena, portanto, seria transformada em morte por enforcamento. Ou seja, processo judicial no Irã ocorre conforme a vontade do ditador e dos alucinados mulás fascistas. Os filhos de Sakineh negaram as acusações e alegaram que Teerã fabricou um dossiê para provar sua participação no assassinato a fim de justificar sua pena de morte. Um dos advogados da iraniana foi obrigado a fugir do Irã para não ser preso. Hoje, vive exilado na Noruega. O segundo advogado, segundo a ONG Comitê Internacional contra a Apedrejamento, Solidariedade Irã, está preso, depois de tentar defender a iraniana. Um dos filhos de Sakineh e dois jornalistas alemães também foram colocados na prisão desde o dia 10 de outubro. Eles foram torturados depois que a família descumpriu a ordem de não falar com a imprensa internacional. Esses são os amigos do petralhismo e do PNDH3.

Serra diz que não pretende ser presidente do PSDB

Derrotado na eleição presidencial, o tucano José Serra avisou ao comando do PSDB, em uma reunião reservada em sua casa, na segunda-feira, que não pretende disputar a presidência do partido, em março do próximo ano. A decisão de Serra, acertada em um encontro que terminou em jantar com o presidente do partido, o neocoronel nordestino senador Sérgio Guerra, dá sustentação para a estratégia que deve ser adotada de agora em diante: de não criar divisões internas que prejudiquem a escolha do candidato à eleição presidencial de 2014. Ao rejeitar o cargo, Serra dá o primeiro passo nesse sentido, já que não entraria numa bola dividida com Aécio Neves, que estaria articulando assumir o controle político do PSDB. No partido são muitos o que creditam a derrota à "falta de empenho" de Aécio "Silvério dos Reis" Neves em Minas Gerais. Serra perdeu em Minas Gerais com desvantagem de 17 pontos percentuais, resultado considerado "inadmissível" pela ala política da campanha.

Petista Patrus Ananias cotado para vaga do Supremo Tribunal Federal

Passado a eleição, o presidente Lula (PT) terá de resolver uma pendência importante para o País e que ele próprio optou por deixá-la em banho maria durante a campanha: indicar o sucessor de Eros Grau no Supremo Tribunal Federal. A a vaga está aberta desde 19 de agosto, quando o gaúcho completou 70 anos e se aposentou. Alguns nomes foram discutidos no Palácio do Planalto, como o de Patrus Ananias, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro de Desenvolvimento Social; Luís Inácio Adams, advogado-geral da União; Cesar Asfor, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça; Luiz Fux e Teori Zavascki, ambos magistrados do STJ; e os dos bacharéis Luiz Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. A indicação do sucessor de Eros Grau ganha dimensão maior do que a dos oito juristas indicados por Lula, desde 2003, em razão de o futuro ministro já chegar à principal Corte do Judiciário com uma árdua missão: desempatar a validade da Lei Ficha Limpa para recursos que ainda tramitam no Supremo. A indicação de Patrus Ananias, bacharel pela Universidade Federal de Minas Gerais, é defendida pela OAB mineira. A OAB petezou em quase todo o País. ''É um grande nome, que pode agregar valores morais ao Supremo. Apesar de ser político, conta com uma formação sólida na área do Direito, sendo jurista reconhecido. E tem ótima visão humanística. Para Minas Gerais, será ótimo, caso seja indicado. Tem o nosso apoio'', ressalta Luís Cláudio Chaves, presidente da entidade. Aí está a prova provada do ponto a que chegou a OAB, um aparelhinho do PT, e com presidentes de seccionais alegando a "ótima visão humanística" do advogado petista para preenchimento de vaga no Supremo. Que vontade de ter nascido sueco..... ''Temos de lembrar que Patrus, oriundo da Justiça do Trabalho, será o único trabalhista no Supremo, se indicado. Tem todas as qualificações. É um grande advogado. Sei, pelo que conheço dele, que não vai pleitear a vaga, mas é um nome forte e de muito respeito no ramo jurídico'', elogia Roberto Carvalho, vice-prefeito da capital mineira. Quer dizer, agora, que as qualidades "trabalhistas" do "companheiro" o recomendam para a Corte constitucionalista brasileira. Enfim, o País se tornou medíocre além da conta, e acanalhado total.

Jornal inglês The Guardian afirma que decepção com Dilma será inevitável

Os eleitores brasileiros optaram pela continuidade do "lulismo" através de Dilma Rousseff, mas a decepção com a próxima presidente será inevitável, na avaliação de um editorial publicado nesta terça-feira pelo diário britânico "The Guardian". "Inevitavelmente, ela decepcionará. Após dois mandatos, Lula tem o status de uma entidade divina no país", afirma o editorial. O jornal comenta que Lula conseguiu tirar 20 milhões de brasileiros da pobreza extrema, elevar 30 milhões à classe média e reduzir o desemprego a níveis recordes, em "uma mudança que os brasileiros puderam sentir". Para o Guardian, Dilma é uma "tecnocrata de estilo rápido e direto" e assumirá a Presidência "em circunstâncias diferentes e com habilidades diferentes". "As questões administrativas de sua Presidência não devem lhe apresentar dificuldade, mas as políticas poderão. A bajulação e a sedução não são seu melhor papel, apesar de chegar ao poder com maiorias nas duas casas do Congresso", diz o texto. O jornal afirma ainda que o boom econômico vivido pelo Brasil pode também trazer desafios, com a ameaça de desindustrialização caso o País se acomode como exportador de commodities e não invista em seu setor manufatureiro. "Para isso, o País precisa combater os problemas mais difíceis, como salários, aposentadorias, sistema tributário e dívida pública, os quais Lula mostrou pouco desejo de reformar", diz o Guardian. Para o jornal, o trabalho de Dilma foi facilitado, mas ela deve enfrentar uma "lua-de-mel" com os eleitores mais curta do que a que Lula teve. Ainda assim, o diário conclui seu editorial afirmando que "a questão importante é que a visão de uma nação que tira milhões da pobreza enquanto sua economia cresce seja mantida viva". Também em editorial, o diário econômico britânico Financial Times adota linha parecida ao afirmar que os próximos quatro anos "serão mais difíceis" para Dilma do que foram os primeiros anos de Lula. Para o jornal, apesar de "continuidade ser a palavra da hora no Brasil", Dilma e Lula são pessoas com personalidades muito diferentes, o que deve deixar o País também diferente sob o novo comando. "Seria uma coisa ruim se não fosse diferente", diz o editorial. Para o Financial Times, o carisma de Lula e "sua capacidade para praguejar contra algo de manhã e elogiar à tarde" permitiram a ele superar obstáculos como os escândalos de corrupção durante seu governo. O jornal avalia que Dilma poderá ter dificuldades para manter coesa sua coalizão, "a não ser que Lula mexa seus pauzinhos nos bastidores, o que poderá trazer seus próprios problemas". O editorial adverte ainda sobre os perigos da frágil recuperação econômica mundial, do aumento dos gastos públicos e dos juros altos, que ajudam a inflar o fluxo de divisas para o País, num momento em que as autoridades brasileiras se dizem preocupadas com a "guerra cambial".

Prefeito surrado por terroristas do MST deixa UTI, mas continua internado

O prefeito de Borebi (SP), Antonio Carlos Vaca (PSDB), de 64 anos, está internado no Hospital Unimed de Bauru depois que foi agredido por dois terroristas MST na noite de domingo. Nesta terça-feira, ele deixou a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) depois de passar por uma cirurgia na cabeça. Segundo a família, Vaca sofreu um traumatismo craniano, mas já está consciente. O prefeito foi agredido por integrantes do MST que comemoravam a vitória de Dilma Rousseff (PT). Foi o MST colocando em prática o PNDH3, assinado por Dilma Rousseff quando era ministra da Casa Civil. "A recuperação está melhor do que se esperava. Ele só não lembra o que aconteceu", disse a mulher, Leila Ayub Vaca. Leila contou que os agressores são conhecidos do prefeito da cidade com cerca de 2.000 habitantes. "Eles chegaram e disseram que agora quem manda em Borebi são os sem-terra", afirmou ela. Depois de um bate boca, Vaca levou um soco no rosto e bateu a cabeça na calçada. Os facínoras terroristas do MST já foram identificados, mas seus nomes não foram divulgados. A região é marcada por atitudes violentas dos terroristas do MST. Essa é a cidade na qual os vagabundos e facínoras terroristas tocar tratar na lavoura, em setembro do ano passado, destruindo centenas de pés de laranja.

Mensaleiro José Dirceu afirma que foi "linchado" por Serra

O ex-ministro da Casa Civil, o petista José Dirceu, demitido por causa do escândalo do Mensalão do PT, pelo qual foi cassado na Câmara dos Deputados e é processado no Supremo Tribunal Federal, criticou o uso da sua imagem na propaganda eleitoral de José Serra (PSDB) na disputa presidencial. Em entrevista ao programa "Roda Vida", da TV Cultura, que é mantida pelo governo do PSDB paulista, o petista se disse injustiçado por Serra. "Não posso aceitar o que o José Serra fez comigo. Ele me linchou. Se eu for absolvido no Supremo, como é que fica? Ele me colocou como chefe de quadrilha. Tenho biografia, não tenho folha corrida", afirmou José Dirceu, que é um dos 39 réus no processo do Mensalão do PT, no qual é acusado pela Procuradoria Geral da República como chefe de quadrilha. José Dirceu afirmou que foi cassado da Câmara dos Deputados por conta do PSDB: "A oposição trabalhou para isso todos os dias". Coitadinho do anjinho.... Ele queria que a oposição fizesse o quê? Quando ele era oposição, dividia apartamento com Aloizio Mercadante e com o famigerado Waldomiro Diniz (lembram dele?), este senhor Waldomiro Diniz foi até a sucursal da revista Veja, em Brasilia, a mando dos dois, para entregar "prova fraudada" contra o deputado federal gaúcho Ibsen Pinheiro, que foi cassado. Por que Ibsen Pinheiro era alvo? Porque era pré-candidato à Presidência da República. José Dirceu é um velho abatedor de adversários, que agora posa de coitadinho. O ex-ministro também disse que o discurso de Serra no domingo foi "pequeno" e o surpreendeu pela agressividade. "Ele não foi generoso com a nossa vitória nem com o País", afirmou. De pequenez na vida pública José Dirceu entende tudo. José Dirceu, aquele que treinou contra-informação em Cuba, voltou a defender a sua inocência e disse que sua defesa será feita diante da sociedade: "Virei um personagem que eu não sou". Para ele, o julgamento do Mensalão do PT não pode se transformar no "terceiro turno". Ele deve esperar, porque a hora dele vai chegar.

Ofício da petista Erenice Guerra ajudou empresa ligada ao seu marido

Então secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra enviou para a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ofício confidencial em que defendeu medidas para o Plano Nacional de Banda Larga que beneficiam a Unicel, uma empresa ligada ao marido dela. O documento foi encaminhado em 30 de março deste ano ao presidente da agência, Ronaldo Sardenberg, com prazo de seis dias para resposta. A intenção era que as medidas entrassem em vigor já em 2010. Na época, a petista Erenice Guerra era braço direito da ministra Dilma Rousseff na Casa Civil. Na Anatel houve estranheza pelo fato de o documento ter recebido o carimbo de "confidencial", uma vez que algumas das medidas defendidas já estão em discussão pública pela agência. Entre as ações defendidas no documento como prioritárias estão o leilão da faixa de 450 MHz, que possibilitará a oferta de banda larga na zona rural, e a permissão para que empresas de telefonia móvel sem frequências próprias prestem o serviço alugando capacidade ociosa das grandes operadoras, como ocorre na Europa e nos Estados Unidos. As ações propostas valorizarão a Unicel por dois motivos. A empresa tem uma operadora de telefonia celular em São Paulo, chamada Aeiou, com grande ociosidade na rede, e poderá alugar infraestrutura para quem não tem frequência própria. Além disso, a Unicel está prestes a receber uma licença nacional para oferecer serviços de voz e banda larga na faixa de 411 MHz, que lhe permitiria oferecer o mesmo pacote da faixa de 450 MHz (banda larga no meio rural). Conforme técnicos da Anatel, a empresa estaria preparada para entrar no mercado antes das outras. Em novembro do ano passado, já se planejando para isso, a Unicel fez uma cisão e criou a empresa Banda Larga do Brasil para explorar esse serviço na faixa de 411 MHz. O tráfico de influência para beneficiar a Unicel é um dos focos da investigação da Polícia Federal sobre a atuação de um grupo de lobby na Casa Civil. A Polícia Federal já ouviu o marido da petista Erenice Guerra sobre o assunto. O ofício assinado por Erenice é acompanhado de uma nota técnica assinada por Gabriel Laender e Artur Coimbra de Oliveira. Coordenador da área de regulação do plano de banda larga, Laender trabalhou como advogado da Unicel antes de ser nomeado para o governo.

Fernando Henrique Cardoso estrila, não aceita mais que PSDB ignore sua história

"Não estou mais disposto a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história", disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) na segunda-feira, em entrevista no instituto que leva seu nome, no centro de São Paulo. Presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso defende que o partido anuncie dois anos antes das eleições presidenciais o seu candidato. "O PSDB não pode ficar enrolando até o final para saber se é A, B, C ou D". O ex-presidente diz que Lula "desrespeitou a lei abundantemente" na campanha e que promove "um complexo sindical-burocrático-industrial, que escolhe vencedores, o que leva ao protecionismo". Para Fernando Henrique Cardoso, a tradição brasileira de "corporativismo estatizante está voltando". E, segundo ele, Lula é uma "metamorfose ambulante que faz a mediação de tudo com tudo". Fernando Henrique Cardoso foi muito claro sobre o que pensa, por exemplo, sobre a campanha de Serra: "José Serra foi fiel ao estilo dele. Tomou as decisões na campanha, com o marqueterio Luiz Gonzalez. Não fez diferente do que se esperaria de Serra como um candidato que define uma linha e vai em frente. O PSDB, e não o Serra, tem outros problemas mais complicados. Precisa ter uma linguagem que expresse o coletivo. Os candidatos esqueceram a campanha e não definiram o futuro. O nosso futuro vai ser fornecer produtos primários? Ou vamos desenvolver inovação, a educação, a industrialização? Isso não foi posto". Fernando Henrique Cardoso também fez críticas ao modelo usado pelo BNDES: "Tudo é uma questão de medida. Os fundos de pensão entraram na privatização porque já tinham ações nas teles e participar do grupo de controle lhes dava vantagem. Mas tive sempre o cuidado da diversificação. O problema agora é de gigantismo de uns poucos grupos, nesse complexo, que na verdade é sindical-burocrático-industrial, com forte orientação de escolher os vencedores. Isso é arriscado do ponto de vista político e leva ao protecionismo". O ex-presidente insiste que o PSDB não pode ficar esperando a hora da próxima eleição para escolher o seu candidato: "Não posso dizer que chegou a vez de Aécio Neves para presidente. Eu não posso dizer que passou a primeiro lugar, mas que o Aécio se saiu bem nessa campanha, se saiu. Não posso dizer que passou a primeiro lugar porque o Serra mostrou persistência e teve um desempenho razoável. Não diria que existe um candidato que diga 'Eu naturalmente serei'. Mas o PSDB também não pode ficar enrolando até o final para saber se é A, B, C ou D. Dentro de dois anos temos de decidir quem é, e esse 'é' tem de ser de todo mundo, tem de ser coletivo". Fernando Henrique Cardoso também se mostrou muito firme ao repreender o partido por não defender sua história: "Não estou disposto mais a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história. Tem limites para isso, porque não dá certo. Tem de defender o que nós fizemos. A privatização das teles foi boa para o povo, para o Tesouro e para o País. Do ponto de vista econômico, as questões estão bem encaminhadas. O problema não é saber se a economia vai crescer, é se a sociedade vai ser melhor". E criticou o comportamento de Lula e as eleições propriamente ditas: "O presidente Lula desrespeitou a lei abundantemente. Na cultura política, regredimos. Não digo do lado da mecânica institucional. A eleição foi limpa. Mas, na cultura política, demos um passo para trás, no caso do comportamento de Lula e da aceitação da transgressão, como se fosse banal. Aqui ocorre outra confusão, pensar que democracia é simplesmente fazer as condições de vida melhorarem. Ela é também, mas não se esqueça que ditaduras fazem isso mais depressa". E foi muito virulento quanto à presença de marqueteiros nas campanhas eleitorais: "A dose dos marqueteiros nas campanhas está exagerada, em todas as campanhas. Nós entramos num marquetismo perigoso, que despolitiza. Hoje a campanha faz pesquisas e vê o que a população quer naquele momento. A população sempre quer educação, saúde e segurança, e então você organiza tudo em termos de educação, saúde e segurança. Sem perceber que a verdadeira questão é como você transforma em problema algo que a população não percebeu ainda como problema. Liderar é isso. Você abre um caminho. A pesquisa é útil não para você repetir o que ela disse, mas para tentar influenciar o comportamento a partir de seus valores. O que nós temos na campanha é a reafirmação dos clichês colhidos nas pesquisas. Onde é que está a liderança política, que é justamente você propor valor novo? O líder muda, não segue". E começou a apontar as diferenças entre o PSDB e o PT: "O que o Chile fez na forma da Concertação (aliança entre Partido Socialista e Democracia Cristã, que governou o país de 1990 a 2010), fizemos aqui sob a forma de oposição. Há muito mais continuidade que quebra. O pessoal do PT aderiu grosso modo ao caminho aberto por nós. Isso é que deu crescimento ao Brasil. Agora tem aí o começo de um rumo que não é mesmo o meu, que é esse mais burocrático-sindical-industrial. E tem uma diferença na concepção da democracia. O sujeito da social-democracia européia eram a classe trabalhadora e os sindicatos. Aqui são os pobres. O Lula deixou de falar em trabalhador para falar em pobre. Mudou. Nós descobrimos uma tecnologia de lidar com a pobreza, mas estamos por enquanto mitigando a pobreza. Tem de transformar o pré-sal em neurônio. Esse é o saldo para uma sociedade desenvolvida. Está se perfilando, no PT e adjacências, uma predominância do olhar do Estado como se o Estado fosse a solução das coisas. A nossa tradição é de corporativismo estatizante, e isso está voltando. É uma mistura fina, uma mistura de Getúlio, Geisel e Lula. O Lula é mais complicado que isso, porque é isso e o contrário disso. Como é a metamorfose ambulante, faz a mediação de tudo com tudo. Lula sempre faz a mediação para que o setor privado não seja sufocado completamente. Não sei como Dilma vai proceder. A segunda parte do segundo mandato de Lula foi assim. A crise global deu a desculpa para o Estado gastar mais. E o pobre do John Maynard Keynes pagou o preço. Tudo é Keynes. Investimento não cresceu, gasto público se expandiu, foi Keynes. Não acho que o Brasil vá no sentido da Venezuela porque a nossa sociedade é mais forte. Aqui há empresas, imprensa, universidades, igrejas, uma sociedade civil maior, mais forte. Isso leva o governo a ter cautela. Veja o discurso da Dilma de domingo. Ela beijou a cruz. Ela tem que dizer isso, que vai respeitar a democracia, porque senão não governa. Mas não sabemos o que ela pensa, nem como é que ela faz. O Brasil deu um cheque em branco para a Dilma. Vamos ver o que vai acontecer com a conjuntura econômica. Há um problema complicado na balança de pagamentos, um déficit crescente, uma taxa de juros elevada e uma taxa de câmbio cruel".

Oito de cada dez prostitutas detidas na Espanha em 2009 eram brasileiras

Estatísticas policiais divulgadas nesta terça-feira pelo Ministério do Interior da Espanha indicam que cerca de oito em cada dez prostitutas detidas no país em 2009, ou 86% delas, são nascidas no Brasil. Os dados confirmam que as mulheres brasileiras são as principais vítimas da maioria das quadrilhas de prostituição que atuam no país. Das 17 grandes organizações de tráfico de pessoas desmanteladas pela polícia no período, 11 atuavam com brasileiras. As mulheres detidas foram consideradas vítimas de prostituição pela legislação espanhola. Prostituir-se é legal no país, embora a exploração sexual seja delito. Em segundo lugar, depois das brasileiras, estão as romenas. Os dados foram apresentados no Congresso pelo ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, que chamou as quadrilhas de "máfias de crime organizado". O Ministério identificou ainda três localidades que concentram a maioria dos quase quatro mil prostíbulos que traficam mulheres: Madri, Barcelona e Valência. Apesar de traficar mulheres brasileiras, a maior parte das quadrilhas é composta ou chefiada por europeus. O governo espanhol diz que o número de quadrilhas aumentou 6% em relação ao ano anterior, mas nove em cada dez grupos investigados foram desmantelados total ou parcialmente. Os brasileiros aparecem também na lista dos mais presos por falsificação de documentos nos últimos 12 meses. O Ministério do Interior definiu os "grandes tipos de delitos" como tráfico de drogas, tráfico de seres humanos, corrupção, lavagem de dinheiro, falsificação e roubos. Nos últimos 12 meses, a polícia espanhola desmantelou 561 quadrilhas, prendeu quase 6 mil pessoas e apreendeu bens em torno de R$ 650 milhões.

Palocci e José Eduardo Dutra chefiam grupo de transição

A presidente petista eleita Dilma Rousseff definiu nesta segunda-feira os nomes que comandarão a transição de governo. Antonio Palocci será o coordenador técnico, e cuidará da passagem de bastão nos programas e demais iniciativas do Executivo. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, será o coordenador político. Sob sua chefia ficará a negociação com todos os partidos da base aliada. Ambos terão o apoio direto do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) e do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, amigo de Dilma. Dutra já marcou uma reunião para esta terça-feira com o vice eleito Michel Temer (PMDB-SP). O evento marca a largada na fase das conversas sobre a montagem do governo. O desenho preliminar da transição foi acertado na primeira reunião após a vitória de domingo. No QG dilmista, um seleto grupo do PT discutia ontem de manhã os passos iniciais dos próximos dias. Ali não havia representantes de outros partidos, fato que deixou enciumados peemedebistas que esperavam o convite para o primeiro encontro de trabalho. A ausência de aliados no círculo decisório da campanha foi uma reclamação corrente tanto no primeiro quanto no segundo turno. É para tratar das queixas e da divisão de espaço na Esplanada que Michel Temer vai ao encontro de Dutra. O vice quer saber qual papel terá sua legenda agora e no futuro governo. Moreira Franco, "embaixador" do PMDB na campanha, será indicado para uma vaga na transição se o desenho dilmista permitir a presença de aliados. Temer é pressionado por setores do partido incomodados com o "tratamento de segunda classe". As reclamações têm potencial para dar dor de cabeça à presidente no curto prazo, fase crucial do pós-eleição. A disputa pelo comando da Câmara entre PT e PMDB estará no cardápio do encontro desta noite. Dilma sai de cena hoje para descansar até domingo. A seguir, viaja com Lula para Seul, ocasião em que tratará de seu Ministério. Deixará no Brasil seus emissários encarregados de tocar a equipe. Ainda farão parte do grupo da transição Giles Azevedo (coordenador de agenda da campanha) e Clara Ant, responsável pelo banco de dados na época da campanha. Apesar de serem os principais responsáveis pelos trabalhos, Palocci, Cardozo e Dutra não serão nomeados oficialmente na cota de 50 funcionários que a presidente eleita terá direito na transição. Para isso, os dois primeiros precisariam renunciar a seus mandatos de deputado federal. Dutra, licenciar-se da presidência do PT.

Cuba libertará preso político mais antigo

A Igreja Católica anunciou nesta segunda-feira que a ditadura de Cuba libertará seu preso político mais antigo. Adrián Alvarez, que está na prisão há 25 anos, acusado de roubar armas, será degredado para a Espanha. O dissidente, de 44 anos, foi condenado em 1985 a 30 anos de prisão por espionagem e atos contra a segurança de Estado. Ele será libertado junto com outros dois presos, um deles condenado em 1994 a 30 anos de reclusão por sequestrar uma lancha para tentar fugir para os Estados Unidos. "Desta forma já são 50 os prisioneiros que aceitaram a proposta de sair da prisão e se transferir para a Espanha", explica a Igreja de Havana em comunicado. As libertações acontecem depois de um acordo, em julho, entre o ditador cubano, Raúl Castro, e o arcebispo de Havana, cardeal Jaime Ortega. O pacto compreendia inicialmente a soltura de um grupo de 52 dissidentes presos em 2004, 39 dos quais já foram liberados sob a condição de serem degredados. Mas no mês passado o governo começou a libertar outros presos, alguns acusados de crimes violentos, espionagem e pirataria. Ainda não está claro o que vai ocorrer com os 13 dissidentes do grupo inicial de 52 que se negam a ficar no exílio. O governo disse que libertaria o grupo num prazo de até quatro meses, que acaba no próximo fim de semana.

Holanda e Canadá também proíbem vôos procedentes do Iêmen

A Holanda e o Canadá suspenderam nesta segunda-feira todos os vôos de transporte postal e de carga procedentes do Iêmen. Não há vôos de passageiros entre o Iêmen e os dois países. Governos, empresas aéreas e autoridades de aviação ao redor do mundo estão revendo suas regras de segurança nesta segunda-feira após dois pacotes-bomba terem sido enviados de avião do Iêmen para os Estados Unidos. Os pacotes foram interceptados na sexta-feira no Reino Unido e nos Emirados Árabes Unidos, e tinham como destino sinagogas em Chicago.