sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dilma participará do G20 como convidada da Coréia do Sul

O governo sul-coreano convidou a presidente eleita Dilma Rousseff para participar de todas as discussões do G-20, dias 11 e 12, em Seul, junto com todos os demais presidentes de países que integram o grupo. Nas últimas semanas, a Presidência da República vinha negociando a participação de Dilma, junto com o presidente Lula, nas quatro plenárias que tratarão, principalmente, da guerra cambial. Cada país do G-20 tem direito a quatro assentos na reunião. No caso do Brasil, os lugares são do presidente Lula, do ministro Guido Mantega (Fazenda), da Secretaria de Assuntos Internacionais da Fazenda e da sub-secretaria de Assuntos Econômicos do Itamaraty. Com o convite sul-coreano, o Brasil será o único a ter cinco lugares. Houve situação semelhante na reunião do G-20 de Washington, em novembro de 2008. O então presidente eleito Barack Obama foi convidado pelo presidente George W. Bush para observar o encontro. Durante o evento em Seul, Lula deverá conversar com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, sobre a compra de caças Rafale para as Forças Armadas. Não há ainda confirmação de reuniões bilaterais de Lula com presidentes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) para tratar da guerra cambial, nem com demais países emergentes. Dilma viaja para a Coréia em vôo comercial com Mantega. As despesas com passagem aérea e hotel dela e de dois assessores que a acompanharão em Seul serão pagas pela Presidência.

Nancy Pelosi diz que concorrerá a líder da minoria na Câmara dos Estados Unidos

A atual presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, afirmou nesta sexta-feira que vai concorrer a líder da minoria no próximo ano, quando a Casa será dominada pelos republicanos. Pelosi fez o anúncio pelo microblog Twitter: "Motivada pela urgência de criar empregos e proteger a reforma da saúde e de Wall Street, além da seguridade social e Medicare, eu vou concorrer para líder democrata". A democrata é presidente da Câmara desde 2007 e se transformou em um dos símbolos da insatisfação dos americanos com o governo nas eleições legislativas desta semana. Após a conquista da maioria das cadeiras de deputados pelos republicanos, o novo presidente deve ser John Boehner, atual líder da minoria na Casa.

Governo do Pará impede ação de fiscais do Ibama

Em conflito com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) local, o governo petista do Pará mudou o sistema estadual de controle da exploração de madeira para impedir que fiscais federais possam bloquear os planos de manejo, autorizações legais de desmatamento. A mudança tira a capacidade dos fiscais do Ibama de interferir na gestão da floresta quando flagram um crime ambiental no Estado, recordista em desmatamento ilegal na Amazônia, segundo disse um servidor do órgão federal. Há casos de empresas que foram embargadas e multadas pelo Ibama nesse período e que puderam, mesmo assim, continuar transacionando madeira livremente pelo sistema estadual, criado por uma empresa privada, chamado Sisflora. Esse sistema funciona pela internet, como uma espécie de banco. Cada empresa tem uma "conta". A cada vez que uma madeireira recebe do governo estadual autorização para desmatar, ganha um "depósito", um crédito, em metros cúbicos. Quando vende um volume específico para, por exemplo, uma serraria, os créditos são transferidos para essa serraria, que pode por sua vez transformar e revender a madeira para uma outra empresa, também em forma de créditos relativos ao volume específico vendido. O sistema federal, chamado DOF, é gratuito e tem funcionamento muito parecido com o Sisflora. Ele permite ver o saldo das empresas no Sisflora e funciona diretamente nos Estados que escolheram não comprar o outro sistema. Antes, os fiscais do Ibama, ao flagrarem uma irregularidade, bloqueavam a "conta" de uma empresa no DOF e, automaticamente, a vinculação entre os sistemas fazia o bloqueio no Sisflora. Com a mudança feita pela Sema, isso não ocorre mais. Na semana passada, o Ministério Público Federal entrou com uma ação pedindo à Justiça que obrigue a Sema a vincular de novo os dois sistemas. O bloqueio de planos de manejo estaduais pelo órgão federal está no centro do confronto da governadora petista muito incompetente Ana Júlia Carepa (PT) e o Ibama. A petista acusa o órgão de agir de forma truculenta. Para o Ibama, a governadora "blindou" empresas com fins eleitorais.

Igreja Católica cubana anuncia mais três libertações de dissidentes

A Igreja Católica informou nesta sexta-feira a libertação de mais três presos políticos. Um comunicado do Arcebispado de Havana anunciou a libertação de Rolando Damas Domínguez, Ridel Ruiz Cabrera e Marcos Soto Morell. Os três não fazem parte do "Grupo dos 75", de 75 opositores condenados em 2003, e continua pendente a libertação de 13 membros desse grupo. O governo decidiu em julho libertar, num prazo de quatro meses, 52 dissidentes presos dos 75 punidos, em 2003, com penas entre seis e 28 anos de prisão.

Aécio assedia aliados de Lula e opera para conquistar presidência do Senado

Com apoio de partidos da base governista, o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) deflagrou articulação política para conquistar a presidência do Senado, acenando em troca com apoio para os parceiros de empreitada controlarem a Câmara dos Deputados. Na chamada “operação Aécio”, bancada por PSDB e DEM, e com o apoio informal de setores do PSB e do PP,  podendo ter a adesão de PDT e PCdoB, seria formada uma ampla aliança entre esses partidos, o que garantiria ao grupo uma expressiva quantidade de votos na Câmara e no Senado, ameaçando a parceria entre PMDB e PT para controlar as duas Casas. No Senado, a soma do bloco de oposição formado por PSDB, DEM e PPS garante 18 votos, total que pode subir para 21, com a adesão de senadores dissidentes do PMDB. É pouco para impor perigo à dupla PMDB-PT. Mas a costura de um acordo com PP (5 senadores), PDT (4 senadores), PSB (3 senadores) e PCdoB (2 senadores) mudaria esse patamar para 32 senadores, o que garantiria uma largada forte nessa disputa contra outros 17 senadores do PMDB e 14 do PT. Assim, a decisão da questão se daria através da captura dos votos de partidos mais flutuantes, como PTB e PR, por exemplo. É um jogo bruto, porque o poder de fogo do governo federal é muito grande e pode fazer com que parlamentares da base governista desistam de embarcar no projeto de Aécio "Silvério dos Reis" Neves, sob pena de retaliação política. Dentro do Palácio do Planalto ainda não surgiu a ordem para explodir os planos tucanos. Mas apenas a existência dessa movimentação já preocupa o governo, que não deseja ver um adversário em potencial da próxima disputa presidencial comandando a pauta e a agenda do Senado e deve atuar para impedir sua vitória. A negociação de Aécio "Silvério dos Reis" Neves preocupa mais ainda ao PMDB, que sempre tem a Presidência de pelo menos uma das duas Casas e não quer abrir mão desse poder. Quando conquistou a presidência da Câmara, em 2001, Aécio "Silvério dos Reis" Neves se movimentou de forma semelhante, atraindo apoio de partidos adversários, e derrotou, na época, o favorito Inocêncio Oliveira, então do PFL. Na ocasião, os tucanos também não tinham a maior bancada em nenhuma das duas Casas. Em compensação, tinham o controle do governo federal, com o presidente Fernando Henrique Cardoso, o que facilitou a tarefa. Agora, alinhado com a oposição à presidente eleita Dilma Rousseff, Aécio "Silvério dos Reis" Neves terá muito mais problemas para fazer a operação avançar. Sem dúvida, os tempos mudaram, e a mudança não serviu para engrandecer os homens públicos. No caso de Aécio "Silvério dos Reis" Neves, serve para comprovar que, além de playboy e "festeiro", que adora andar com seus amiguinhos milionários, ele não tem dimensão política, ideológica, nem histórica e ética. Para começar, Aécio "Silvério dos Reis" Neves não sabe respeitar o resultados das urnas, não dá a menor importância para o resultado eleitoral, não respeita a vontade dos eleitores, que decidiu que ele deveria fazer oposição. Tanto Aécio "Silvério dos Reis" Neves quanto o presidente de seu partido, o neocoronel pernambucano senador Sérgio Guerra, são figuras menores. Em plena ditadura, quando era muito até fazer oposição no País, pelas razões óbvias, porque qualquer cidadão estava arriscado a desaparecer sem deixar rastros, os oposicionistas, em todos os níveis da vida nacional, não deixavam de fazer oposição, da maneira como era possível. Em 1976, apenas oito meses após o assassinato de Vladimir Herzog no Doi-Codi de São Paulo, o então senador Paulo Brossard, do MDB (partido de oposição, contrário à Arena, partido da ditadura), fazia discurso na tribuna do Senado Federal, como líder da oposição, para reclamar do não cumprimenro, por autoridades policiais do Estado do Rio de Janeiro de decisão do Supremo Tribunal Federal, que julgou ilegal a detenção do menor Cesar de Queiroz Benjamin. Sabem que era esse menor? Era o Cesinha, que chefiou campanha à presidência de Lula contra Fernando Henrique Cardoso. Cesinha foi um dos fundadores do PT e saiu do partido por discordar de suas práticas. Foi ele que escreveu artigo no jornal Folha de São Paulo dizendo que Lula, quando esteve preso no Dops, em São Paulo, sob a guarda de Romeu Tuma, tinha como sua distração, entre outras coisas, assediar o "menino do MEP". Nesse mesmo ano de 1976, o senador Paulo Brossard ocupou a tribuna para ler ofício que seu partido, o MDB, havia enviado ao ministro da Justiça, "dando ciência dos motivos pelos quais se abstém de participar das reuniões do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, tendo em vista conceitos sobre o assunto emitidos na presente sessão pelo senador José Lins". Era assim que se fazia oposição, cutucando fortemente o governo militar sobre todos os aspectos. Nessa mesma década de 70, Paulo Brossard assumiu a tribuna para ler "declaração, em nome do MDB, referente a decisão daquele partido de não integrar a Mesa Diretora do Senado que dirigirá os trabalhos da Casa no biênio 1979/1980". Quanta diferença na estatura política e ética entre os parlamentares daquela época e os de hoje. Mas, valem as lições de Paulo Brossard sobre as obrigações de um oposicionista, porque as imposições ditatoriais são hoje quase tão grandes quanto as daquela época.

Aécio assedia aliados de Lula e opera para conquistar presidência do Senado

Com apoio de partidos da base governista, o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) deflagrou articulação política para conquistar a presidência do Senado, acenando em troca com apoio para os parceiros de empreitada controlarem a Câmara dos Deputados. Na chamada “operação Aécio”, bancada por PSDB e DEM, e com o apoio informal de setores do PSB e do PP,  podendo ter a adesão de PDT e PCdoB, seria formada uma ampla aliança entre esses partidos, o que garantiria ao grupo uma expressiva quantidade de votos na Câmara e no Senado, ameaçando a parceria entre PMDB e PT para controlar as duas Casas. No Senado, a soma do bloco de oposição formado por PSDB, DEM e PPS garante 18 votos, total que pode subir para 21, com a adesão de senadores dissidentes do PMDB. É pouco para impor perigo à dupla PMDB-PT. Mas a costura de um acordo com PP (5 senadores), PDT (4 senadores), PSB (3 senadores) e PCdoB (2 senadores) mudaria esse patamar para 32 senadores, o que garantiria uma largada forte nessa disputa contra outros 17 senadores do PMDB e 14 do PT. Assim, a decisão da questão se daria através da captura dos votos de partidos mais flutuantes, como PTB e PR, por exemplo. É um jogo bruto, porque o poder de fogo do governo federal é muito grande e pode fazer com que parlamentares da base governista desistam de embarcar no projeto de Aécio "Silvério dos Reis" Neves, sob pena de retaliação política. Dentro do Palácio do Planalto ainda não surgiu a ordem para explodir os planos tucanos. Mas apenas a existência dessa movimentação já preocupa o governo, que não deseja ver um adversário em potencial da próxima disputa presidencial comandando a pauta e a agenda do Senado e deve atuar para impedir sua vitória. A negociação de Aécio "Silvério dos Reis" Neves preocupa mais ainda ao PMDB, que sempre tem a Presidência de pelo menos uma das duas Casas e não quer abrir mão desse poder. Quando conquistou a presidência da Câmara, em 2001, Aécio "Silvério dos Reis" Neves se movimentou de forma semelhante, atraindo apoio de partidos adversários, e derrotou, na época, o favorito Inocêncio Oliveira, então do PFL. Na ocasião, os tucanos também não tinham a maior bancada em nenhuma das duas Casas. Em compensação, tinham o controle do governo federal, com o presidente Fernando Henrique Cardoso, o que facilitou a tarefa. Agora, alinhado com a oposição à presidente eleita Dilma Rousseff, Aécio "Silvério dos Reis" Neves terá muito mais problemas para fazer a operação avançar. Sem dúvida, os tempos mudaram, e a mudança não serviu para engrandecer os homens públicos. No caso de Aécio "Silvério dos Reis" Neves, serve para comprovar que, além de playboy e "festeiro", que adora andar com seus amiguinhos milionários, ele não tem dimensão política, ideológica, nem histórica e ética. Para começar, Aécio "Silvério dos Reis" Neves não sabe respeitar o resultados das urnas, não dá a menor importância para o resultado eleitoral, não respeita a vontade dos eleitores, que decidiu que ele deveria fazer oposição. Tanto Aécio "Silvério dos Reis" Neves quanto o presidente de seu partido, o neocoronel pernambucano senador Sérgio Guerra, são figuras menores. Em plena ditadura, quando era muito até fazer oposição no País, pelas razões óbvias, porque qualquer cidadão estava arriscado a desaparecer sem deixar rastros, os oposicionistas, em todos os níveis da vida nacional, não deixavam de fazer oposição, da maneira como era possível. Em 1976, apenas oito meses após o assassinato de Vladimir Herzog no Doi-Codi de São Paulo, o então senador Paulo Brossard, do MDB (partido de oposição, contrário à Arena, partido da ditadura), fazia discurso na tribuna do Senado Federal, como líder da oposição, para reclamar do não cumprimenro, por autoridades policiais do Estado do Rio de Janeiro de decisão do Supremo Tribunal Federal, que julgou ilegal a detenção do menor Cesar de Queiroz Benjamin. Sabem que era esse menor? Era o Cesinha, que chefiou campanha à presidência de Lula contra Fernando Henrique Cardoso. Cesinha foi um dos fundadores do PT e saiu do partido por discordar de suas práticas. Foi ele que escreveu artigo no jornal Folha de São Paulo dizendo que Lula, quando esteve preso no Dops, em São Paulo, sob a guarda de Romeu Tuma, tinha como sua distração, entre outras coisas, assediar o "menino do MEP". Nesse mesmo ano de 1976, o senador Paulo Brossard ocupou a tribuna para ler ofício que seu partido, o MDB, havia enviado ao ministro da Justiça, "dando ciência dos motivos pelos quais se abstém de participar das reuniões do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, tendo em vista conceitos sobre o assunto emitidos na presente sessão pelo senador José Lins". Era assim que se fazia oposição, cutucando fortemente o governo militar sobre todos os aspectos. Nessa mesma década de 70, Paulo Brossard assumiu a tribuna para ler "declaração, em nome do MDB, referente a decisão daquele partido de não integrar a Mesa Diretora do Senado que dirigirá os trabalhos da Casa no biênio 1979/1980". Quanta diferença na estatura política e ética entre os parlamentares daquela época e os de hoje. Mas, valem as lições de Paulo Brossard sobre as obrigações de um oposicionista, porque as imposições ditatoriais são hoje quase tão grandes quanto as daquela época.

Marqueteiro de José Serra cobra dívida do PSDB na Justiça, e não viu conflito ético

Marqueteiro Luiz Gonzalez

Enquanto disputava o segundo turno da eleição, como marqueteiro do candidato tucano José Serra, o publicitário Luiz Gonzalez tinha a cabeça dividida. Ele mantinha um olho na campanha e outro na disputa judicial que trava há anos contra o próprio PSDB para receber o que ele considera uma dívida de R$ 18 milhões, em valores corrigidos, que alega ter ficado pendente da campanha presidencial de 2006, disputada por Geraldo Alckmin, derrotado pelo presidente Lula. Gonzalez ganhou a causa em março deste ano, por decisão do juiz Daniel Felipe Machado, da 12ª Vara Federal de Brasília. Por conta disso ele fechou contrato para tocar a campanha de Serra, a quem acompanha como marqueteiro desde 2004, quando ganhou a Prefeitura de São Paulo contra a petista Marta Suplicy. O marqueteiro não viu problema algum em fechar contrato com o PSDB, quando tinha um conflito judicial com o mesmo partido ainda não concluido. O PSDB recorreu da sentença do juiz de Brasília, alegando cerceamento de defesa e irregularidades na comprovação dos gastos apresentada pela empresa Campanhas 2006 Comunicação Ltda, que o marqueteiro Gonzalez criou especificamente para fazer as campanhas políticas. No dia 6 de outubro, em pleno segundo turno, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal acatou a apelação dos tucanos e anulou a sentença do juiz de 1ª instância. Agora o processo volta à estaca zero e o valor da dívida terá de ser revisto à luz da análise dos documentos que comprovariam os gastos. No total, a campanha custou R$ 40,5 milhões, no primeiro e segundo turnos. O PSDB reconhece uma pendência de apenas R$ 4 milhões e quer que os honorários advocatícios, de 10% do valor da causa, sejam cobrados do autor da ação. Entende-se por aí que não havia mesmo clima para que o marqueteiro Gonzalez tocasse a campanha de José Serra. Afinal de contas ele estava em guerra com toda a direção do PSDB nacional. Ou seja, é casa típico da Lei da Murphy: o acordo tinha tudo para dar errado, não podia dar outra coisa senão errado.

China comunista ameaça dizendo que países que prestigiarem Nobel da Paz sofrerão "consequências"

A China comunista advertiu que haverá "consequências" para os governos que enviarem representantes à cerimônia de premiação do dissidente Liu Xiaobo com o Nobel da Paz, a ser entregue em 10 de dezembro. Diplomatas na capital da Noruega, Oslo, onde ocorrerá a premiação, receberam cartas da embaixada chinesa que, de forma implícita, fizeram a advertência contra a ida à cerimônia. Um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores britânico confirmou que "os chineses levantaram a questão". Liu foi premiado, segundo o comitê do Nobel, por sua "longa e não violenta luta por direitos humanos fundamentais na China", o que provocou a ira do governo chinês. O dissidente foi preso em dezembro passado por "subversão", após escrever um manifesto pedindo profundas reformas na China. Ele também participou dos protestos na Praça da Paz Celestial em 1989. O anúncio do Nobel desencadeou manifestações favoráveis a Liu em diversas partes do mundo e pedidos de libertação vindos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e de líderes asiáticos e europeus. O governo lulista está incrivelmente silencioso também nesta questão. Lula e o PT apóiam tudo quanto é regime totalitário.

Serra critica governo Lula e é interrompido por terrorista mexicano em palestra na França

O candidato derrotado à Presidência, José Serra (PSDB), acusou o presidente Lula de desindustrializar o Brasil e adotar um "populismo" de direita em matéria econômica. O comentário foi feito na quinta-feira, durante um seminário em Biarritz, sul da França, sobre as relações entre a América Latina e União Européia. O ex-governador de São Paulo afirmou que o País está "fechado para o Exterior" porque passa por um "processo claro de desindustrialização". Ele criticou os investimentos do governo federal e a alta carga tributária do País. "É um governo populista de direita na área econômica", atacou Serra. Para o tucano, o presidente Lula exerce um "populismo cambial" e não tem um modelo econômico definido. Segundo Serra, ele não pôde expor essas idéias do jeito que gostaria durante a campanha eleitoral, na qual foi derrotado pela candidata governista, Dilma Rousseff (PT). "A democracia não é apenas ganhar as eleições, é governar democraticamente", disse Serra. Ele também comentou as ações brasileiras na política externa e acusou a política lulista de se "unir a ditaduras como o Irã". Nesse momento, José Serra foi interrompido por um terrorista da Fundação Zapata, do México, que gritou "por que não te calas?", provocando um alvoroço na sala. A frase se tornou conhecida depois de o rei Juan Carlos, da Espanha, dirigí-la ao ditador da Venezuela, Hugo Chavéz, durante a Cúpula do Chile, em 2008.

Terroristas islâmicos usam a internet para difundir ideias e recrutar pessoal

Terrorista cibernético Anwar Al-Awlaki
Portais de vídeo e redes sociais são veículos preferenciais de grupos radicais islâmicos para o recrutamento de novos membros e a pregação de valores da Idade Média. A internet é um dos meios preferidos dos extremistas muçulmanos em todo o mundo. Através de blogs e de plataformas como o YouTube e o Facebook, eles divulgam vídeos violentos e mensagens de ódio. Já se pode falar de uma guerra de propaganda digital. O pesquisador Mansour Al-Hadj, especialista em terrorismo do Middle East Media Research Institute, em Washington, dedica-se a observar e analisar sites e blogs extremistas. "Eles sabem o que estão fazendo, e o fazem com muita eficiência. Têm seus próprios fóruns da Djihad (guerra santa). Também utilizam o YouTube para voltar a difundir o que já foi publicado em outros locais, a fim de atingir um público mais amplo. Eles usam o Facebook e também enviam e-mails em grupo", comenta. Uma presença constante no meio virtual é Anwar Al-Awlaki. O terrorista religioso natural do Iêmen é cidadão norte-americano e um dos mais procurados de todo o mundo. Quando, em 2009, seu website pessoal foi fechado pela operadora de internet californiana que o hospedava, Al-Awlaki passou a blogar. Conectado com outras plataformas globais, ele é também conhecido como o "Bin Laden da internet". "O YouTube foi o veículo mais importante para a difusão de suas idéias. E como ele fala muito bem inglês, decidiu usar essa plataforma para alcançar um público mais amplo", conta Al-Hadj. A busca por "Al-Awlaki" no portal de vídeos acusa quase 5 mil entradas. Um clip de março de 2010 o mostra de óculos sem aro e túnica de algodão branco, bradando contra os Estados Unidos e conclamando à guerra: "Não conseguia conciliar estar vivendo nos Estados e ser muçulmano, e a certo ponto cheguei à conclusão que a Djihad contra a América é meu dever, assim como o de todo muçulmano". Após a recente detecção de bombas em aeronaves provenientes do Iêmen, o YouTube desativou alguns desses clips, sob pressão dos Estados Unidos e do Reino Unido. Mas, muitos outros continuam na plataforma, alguns deles com legendas em alemão. Peritos de segurança alertam que os radicais islâmicos dirigem sua propaganda com intensidade crescente contra a Alemanha. O especialista em segurança Philipp Holtmann, do Instituto Alemão de Política Internacional e de Segurança, afirma: "O público da propaganda da Djihad não se compõe apenas de islamitas, como também de convertidos que, justamente por isso, vivem uma interpretação muito mais rígida do Islã do que os muçulmanos crescidos nessa cultura". O cientista político observa como extremistas do Paquistão usam a propaganda de internet para recrutar pessoas na Alemanha, sobretudo jovens. "Geralmente formam-se pequenos grupos em centros comunitários ou locais de oração. Eles então se encontram, conversam a respeito, vão se inflamando, baixam material da internet, assistem-no juntos, talvez vão para a floresta e treinem em conjunto". Alguns deles acabam por fazer o caminho até a região montanhosa paquistanesa do Waziristão. Próxima à fronteira com o Afeganistão, ela é conhecida como zona de retiro para terroristas islâmicos. No momento, as autoridades de segurança alemãs observam mais de 70 pessoas formadas nos campos terroristas da região. Segundo consta, cerca da metade delas está de volta à Alemanha.

Arqueólogos acham na Romênia vala comum com judeus mortos na Segunda Guerra

Aldeia de Popricani, na Romênia, local de assassinatos
Arqueólogos descobriram uma vala comum com judeus mortos por tropas romenas durante a Segunda Guerra (1939-45), disse o Instituto Elie Wiesel nesta sexta-feira. O instituto informa que mais de cem judeus (homens, mulheres e crianças) foram sepultados no local, numa floresta próxima à aldeia de Popricani, no nordeste romeno. "Uma das testemunhas viu os judeus sendo alvejados, porque os soldados acharam que ele próprio fosse judeu e pretendiam alvejá-lo também", disse a filial romena do Instituto Elie Wiesel em nota: "Ele só foi poupado quando os soldados se convenceram de que era cristão ortodoxo. Elie Wiesel, ganhador do Nobel da Paz, liderou uma comissão internacional que declarou em 2004 que, entre 280 mil e 380 mil judeus romenos e ucranianos, foram mortos na Romênia e em áreas controladas pelo governo do país, durante a Segunda Guerra. A Romênia foi aliada da Alemanha nazista. Muitos foram mortos em "pogroms" (massacres) como o de 1941, que vitimou quase 15 mil judeus na cidade de Iasi, perto da vala recém-descoberta. Outros morreram em campos de trabalhos forçados ou em "trens da morte". Os arqueólogos já encontraram 16 corpos em escavações na vala comum, segundo promotores que estão investigando o caso. Esse é o segundo local do tipo descoberto desde a Segunda Guerra Mundial. Em 1945, 311 corpos foram exumados de três valas comuns em Stanca Roznovanu, na mesma região. A Romênia só recentemente começou a discutir o extermínio de judeus. Até 2003, o país não admitia que isso houvesse ocorrido. Depois que a Romênia trocou de lado na guerra, em 1944, o regime comunista pouco fez para investigar as mortes, e os governos nacionalistas após 1989 também mantiveram sigilo sobre o assunto. A Romênia tinha 750 mil judeus antes da guerra. Hoje, restam no máximo 10 mil.

Sarney admite possibilidade de Congresso recriar CPMF

A defesa de alguns governadores eleitos e do próprio presidente do PSB e governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos, da volta da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira) repercutiu no Senado. O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta sexta-feira que, apesar de a presidenta eleita, Dilma Rousseff, ter dito que não pensa em qualquer proposta neste sentido, nada impede que o Congresso tome a iniciativa. "Isso não impede que aqui dentro das Casas do Congresso tenha a iniciativa parlamentar restaurando a CPMF", disse Sarney. Ele acrescentou que a primeira alteração neste sentido já foi apresentada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). O líder do DEM, deputado federal Antonio Carlos Magalhães Júnior (BA), comentou que com uma oposição numericamente mais fraca, em 2011, os parlamentares terão que "jogar pesado" para evitar que a iniciativa prospere. "Vamos trabalhar para segurar", acrescentou o parlamentar. A criação da CSS (Contribuição Social de Serviços), que tramita na Câmara, nada mais é do que a recriação da CPMF, destacou o democrata. O vice-líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), qualificou de "descalabro e escárnio" qualquer tentativa dos governadores ou da presidente eleita de levar adiante a idéia.

TRIP inicia vôos em Florianópolis

A partir do dia 8 de novembro, a Trip Linhas Aéreas inicia suas operações no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis e integra a cidade a maior malha aérea do País com mais de 80 destinos atendidos. Como rota inicial e principal, vai conectar a cidade diariamente à Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC). O aeroporto de Florianópolis recebe anualmente cerca de 1,5 milhão de passageiros por ano e a entrada da TRIP elevará este número ainda mais. “Florianópolis é uma cidade com potencial econômico e vocação turística, fatores que foram decisivos para o início da operação da Trip nessa capital”, revela o diretor de Marketing e Vendas da companhia aérea, Evaristo Mascarenhas de Paula. A Trip, que já opera em Criciúma e Joinville (cidade mais populosa de Santa Catarina), passa a atender os mais de 400 mil habitantes de Florianópolis. O novo vôo permitirá conexões rápidas para várias cidades do País por ligar a cidade a dois importantes HUBs da empresa: Curitiba e Belo Horizonte. Nestas cidades a TRIP possui conexões para Goiânia, Maceió, Recife e Fernando de Noronha, dentre outras. "O objetivo da Trip é continuar expandindo sua malha para interligar cada vez mais o Brasil, facilitando passageiros que transitam diariamente entre cidades grandes, médias e pequenas de todo o País", completa Mascarenhas. A rota Florianópolis (SC) – Curitiba (PR) – Confins (MG) – Porto Velho (RO) – Rio Branco (AC) será diária, com saídas matinais. Os vôos de chegada na cidade serão noturnos, em um horário que permite aproveitar ao máximo o dia. Os vôos de Florianópolis serão operados pelo jato Embraer 175, de 86 lugares, que propicia mais conforto aos passageiros, alto desempenho em pistas curtas e capacidade de assentos adequada às necessidades das rotas regionais.

Polícia Federal prendeu o diretor do DNIT no Rio Grande do Norte

Foi preso no Rio Grande do Norte, pela Polícia Federal, o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Estado, Gleidson Maia, que é sobrinho do ex-diretor geral do Senado, Agaciel Maia (PTC), e do deputado federal reeleito João Maia (PR).  Gleidson foi detido no momento em que recebia R$ 50 mil em propina, em uma churrascaria na zona sul de Natal. Agaciel Mais é o protegido do senador José Sarney, e diretor geral do Senado Federal durante 14 anos. Ambos fazem parte da base de apoio lulista. O primeiro depoimento de Gleidson Maia começou no final da tarde de quinta-feira e se estendeu pela noite. Gleidson Maia está preso na sede da Polícia Federal. Foi preso também o superintendente regional do DNIT, Fernando Rocha Silveira. Que governo dissoluto....

Poupança bate novo recorde de captação em outubro

Os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 2,56 bilhões em outubro, segundo dados do Banco Central. Esse é o maior valor para meses de outubro da série iniciada em 1995. No acumulado do ano, a captação de recursos pela poupança está positiva em R$ 28,3 bilhões, valor também recorde. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um crescimento de quase 70%. Desde maio do ano passado, os depósitos na poupança têm superado o valor dos saques. Ou seja, são 18 meses seguidos de captação positiva. Na quinta-feira a Caixa Econômica Federal anunciou captação liquida de R$ 9,8 bilhões no acumulado do ano até 31 de outubro. O resultado é 60% superior ao mesmo período do ano passado e representa a melhor marca em dez anos. O saldo total da poupança da Caixa alcançou R$ 124,3 bilhões e a participação de mercado chegou a cerca de 34%. O banco público abriu 3,3 milhões de novas poupanças de janeiro a outubro deste ano. Com o adicional, o número total de contas ativas saltou para 40,4 milhões. Segundo o banco, a região Sudeste mantém o maior número de clientes, com cerca de 50% dos poupadores. O Nordeste vem em seguida, com 22% do total. Cerca de 40% dos clientes da poupança têm entre 21 e 40 anos de idade.

Túnel entre Estados Unidos e México escondia mais 30 toneladas de maconha e tinha até trem

Túnel do trem da maconha

Autoridades mexicanas anunciaram na quinta-feira ter descoberto um túnel clandestino ligando México e Estados Unidos, e 4,5 toneladas de maconha dentro dele. Nesta quinta-feira a surpresa aumentou: foram encontrados no local mais 30 toneladas de maconha, além de um pequeno trem que se desloca a uma velocidade de 30 quilômetros por hora. O túnel fica entre as cidades de Tijuana, no noroeste do México, e San Diego, nos Estados Unidos, e o trem completa o percurso entre os dois países em dois minutos. O local para acessar o túnel do lado mexicano mede cerca de 80 centímetros de comprimento e largura, e para descer há uma escada de cerca de cinco metros. Ao descer a escada, entra-se em uma sala de não mais que quatro metros quadrados, onde observam-se os trilhos e um pequeno trem. O veículo atinge velocidade de cerca de 30 quilômetros horários e, em dois minutos, completa o percurso entre os dois países. Ao final da improvisada via férrea, o túnel divide-se em dois caminhos. Um deles "conecta-se a um velho túnel que estava em construção" e o outro, o direito, em direção à Mesa de Otay, em San Diego, Califórnia. A descoberta deste túnel significou uma das apreensões mais importantes de droga nos Estados Unidos, de acordo com funcionários de Imigração e Alfândega americanas. As 4,5 toneladas de maconha encontradas do lado mexicano foram a terceira descoberta deste tipo que ocorre em pouco mais de duas semanas em Tijuana. Nesta cidade, a mais movimentada da fronteira do México, atua o cartel dos Arellano Félix e outras organizações, consideradas responsáveis pela construção destes túneis para o contrabando da droga.

Lula fará pronunciamento na TV

O presidente Lula fará um pronunciamento nesta sexta-feira, em rede nacional, para falar sobre as eleições. As emissoras de televisão já foram comunicadas, para que reservem o horário das 20 horas para a transmissão. O discurso está sendo preparado no Palácio do Planalto. Lula festejará o comparecimento pacífico dos eleitores às urnas e a consolidação da democracia brasileira. Será que o babalorixá de Banânia vai falar sobre os 79 milhões de eleitores, dos 136 milhões, que não aceitaram votar na candidata dele? Com certeza, não.

Cientista político diz que Dilma vai ter dificuldade para formar governo

A presidente eleita Dilma Rousseff tem feito afirmações que “não se coadunam com a realidade política à sua volta nem com a idéia de continuidade do governo”, adverte o cientista político Amaury de Souza. Ela promete critérios rigorosos para indicar ministros, “mas sabe que chegou ao poder apoiada por uma ampla coalizão de partidos e interesses, que terá de atender". Trata-se de grupos formados, em sua maioria, “numa cultura de partilha de cargos”. Dilma também chegará ao Planalto cercada de lideranças derrotadas que terá de abrigar, de antigos amigos e auxiliares que pretende preservar. Tudo junto com uma base de apoio heterogênea, “que dificultará a formação de uma equipe unida, como pretende”. Por fim, dividirá espaço “com um PMDB que sabe a força que tem”. Ou seja, a tarefa é mais difícil do que as palavras sugerem. Amaury de Souza, cientista político sócio-diretor da Techne e pesquisador sênior do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Idesp), em São Paulo, ressalta ainda que, na área de direitos humanos, Dilma diz que acha “bárbaro” o costume iraniano de apedrejar condenados até a morte, referência ao episódio da condenada Sakineh Ashtiani, mas ao mesmo tempo avisa que as relações entre governos as negociações comerciais podem ser preservadas. Ou seja, a indignação dela “parece apenas uma forma de bom-mocismo”. Amaury de Souza estranha, ainda, que a presidente eleita defenda a elaboração de novo critério de produtividade para definir a desapropriação de propriedades rurais. “Por que só para a agricultura?”, pergunta. “Por que não fazer o mesmo, então, para outros setores da economia? Para o próprio governo? Além disso, como avaliar áreas onde quem determina o resultado é o mercado?”
P - A presidente eleita Dilma Rousseff afirmou que escolherá ministros com base em competência técnica e histórico limpo. Vai conseguir?
R - Ela tem assumido compromissos públicos que não se coadunam com a noção de continuidade. E não falo apenas do critério de escolha de ministros, que seguia a regra dos acordos políticos, mas também sobre ajuste fiscal, agências reguladoras e outros temas.
P - Se ela se empenhar, terá chance de montar uma equipe assim?
R - Nesse caso ela não terá como manter muitos nomes do atual ministério. Teria de fazer uma mudança profunda, pois tem um enorme arco de aliados. Há casos já citados na mídia, como Antonio Palocci, José Eduardo Martins Cardozo, Fernando Pimentel. Ela sofrerá pressão para acomodar derrotados importantes nas eleições. E certamente quererá manter por perto o seu pessoal, gente que a acompanha há muito tempo. Um exemplo é Maria da Graça Foster, na área de energia.
P - Dilma disse também que “não vai se pautar pela partilha de cargos, mas pela construção de uma equipe una. Terá força para isso?
R - Existe aí mais um dilema. Para começar, ela estaria rejeitando o que tem sido uma longa tradição no País, e que o PT assimilou muito bem, que é o espírito de partilha de cargos. Se o PMDB tiver uma participação proporcional no governo, disporá de um poder muito grande. Não devemos nos iludir. As idéias, prioridades e modos de atuar do PT e do PMDB não se coadunam. Quanto à equipe unificada, o arco de partidos se traduz numa grande heterogeneidade. A coalizão em torno de sua candidatura é enorme.
P - A nova presidente parece mais rigorosa na avaliação do episódio de punição da iraniana Sakineh Ashtiani. Definiu como “bárbaro” o castigo de apedrejamento. Pode haver mudança nas relações Brasil-Irã?
R - Ela fez, de fato, uma condenação mais dura, o Lula não chegou a isso. Mas também deu a entender que, na prática, business is business, as relações comerciais não deveriam ser afetadas pela posição adotada em matéria de direitos humanos.
P - Ela promete ao MST um tratamento político duplo. Diz que não vai permitir abusos à lei, mas também não verá a luta agrária como um caso de polícia. Na prática o sr. espera mudanças?
R - Ela diz que em seu governo não acontecerá um novo ‘Eldorado de Carajás”, e que está a favor de uma revisão dos critérios de produtividade no campo, para definir áreas que podem ser desapropriadas. Cabe perguntar: por que só para a agricultura? Por que não fazer o mesmo, então, para outros setores da economia? Para o próprio governo? Além disso, como avaliar áreas onde quem determina o resultado é o mercado?”