domingo, 28 de novembro de 2010

WikiLeaks revela espionagem dos Estados Unidos sobre a ONU e segredos do Irã

O site WikiLeaks divulgou neste domingo mais de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos enviados para mais de 250 embaixadas e consulados americanos em todo o mundo, revelando iniciativas e bastidores polêmicos sobre a política externa de Washington. Os documentos, divulgados pelos jornais The New York Times (EUA), The Guardian (Reino Unido), Le Monde (França), El País (Espanha) e pela revista Der Spiegel (Alemanha), fazem parte do maior vazamento de material diplomático da história e colocam Washington em uma situação delicada. O material revela ordens de espionagem sobre membros da ONU (hoje em dia uma instituição refém do terrorismo islâmico e da esquerda mundial) por parte do Departamento de Estado americano e informações sobre o programa de mísseis do Irã. Os papéis mostram que a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, mandou diplomatas espionarem a liderança da ONU. Entre os alvos estão o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, e representantes de Reino Unido, França, China e Rússia, países com assento permanente do Conselho de Segurança. Segundo os documentos vazados pelo WikiLeaks, Hillary ordenou que especialistas elaborassem relatórios com detalhes sobre os sistemas de comunicação utilizados pelos principais diplomatas da ONU, incluindo senhas e códigos de segurança usados em redes privadas e comerciais para as contatos oficiais da entidade. Os documentos afirmam que as principais agências de inteligência dos EUA estão envolvidas na espionagem sobre a ONU. O Serviço Secreto dos Estados Unidos, o FBI e a CIA foram acionados pelo Departamento de Estado para "serviços de coleta de informações". Outro ponto citados no documentos são os repetidos pedidos do rei Abdullah, da Arábia Saudita, às lideranças americanas para que atacassem o Irã para acabar com o programa nuclear da república fascista islâmica. Os documentos revelam que vários países árabes pressionaram os Estados Unidos para um ataque contra as instalações nucleares iranianas e expõem os bastidores das tensões sobre o programa de enriquecimento de urânio mantido pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad. O WikiLeaks também revelou que o Irã obteve acesso a um sofisticado sistema de mísseis capaz de atingir o oeste da Europa graças à ajuda da Coréia do Norte. Os foguetes são muito mais poderosos do que qualquer arma publicamente conhecida do arsenal iraniano. Os mísseis, baseados no design do foguete russo R-27, dão ao Irã a capacidade de atacar capitais no oeste europeu ou cidades russas. Desde 2006 especula-se que a Coréia do Norte poderia vender ao Irã os armamentos. A versão coreana do míssil, conhecido como BM-25, pode levar material nuclear explosivo. Embora os especialistas acreditem que o Irã ainda não tenha tecnologia o suficiente para produzir material nuclear com finalidades bélicas, especula-se que esse seja o objetivo do programa atômico iraniano. O material vazado revela que diplomatas americanos pressionaram outros países para receber os detidos da prisão em Cuba, e para isso estabeleceram "negociações". Para a Eslovênia, por exemplo, disseram que as lideranças do país só receberiam uma visita do presidente Barack Obama se recebessem um prisioneiro. Para a Bélgica, receber um prisioneiro seria uma "via de baixo custo para obter maior proeminência na Europa". Segundo o WikiLeaks, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) receberam das autoridades iranianas plantas apenas parciais das obras da usina secreta de Qom. A atitude elevou ainda mais as suspeitas de que o complexo deva ser usado pelo Irã para a produção de armas nucleares. Os documentos revelam que embaixadores da União Européia concordaram em boicotar a posse do fascista islâmico Mahmoud Ahmadinejad como presidente do Irã. Nos documentos, diplomatas americanos descrevem os esforços falhos dos Estados Unidos em prevenir a Síria de fornecer armas para o grupo terrorista Hezbollah, atuante no sul do Líbano, que ampliou seu arsenal significativamente desde a guerra de 2006 com Israel. Uma semana depois de Bashar al-Assad, presidente sírio, prometer não enviar mais armas para os militantes, os Estados Unidos reclamaram que a Síria continuava a armar os rebeldes.

Dilma decide criar pasta para aviação civil

A presidente eleita, Dilma Rousseff, quer remodelar o setor aéreo do País. Ela decidiu criar uma pasta específica para a área, provavelmente com status de ministério. O objetivo é abrir o capital do setor à iniciativa privada e acelerar a construção de aeroportos para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Ou seja, aquela que fez uma campanha eleitoral só acusando o seu adversário de privatista, vai agora promover uma privatização em grande volume. A Secretaria Especial de Aviação Civil cuidará de assuntos e órgãos que hoje estão sob a responsabilidade do Ministério da Defesa. Responderão à nova pasta a Infraero, estatal que administra aeroportos, e a Anac, agência reguladora do setor.

Licitação de R$ 120 milhões de publicidade apresenta indício de fraude no governo Lula

A maior licitação de publicidade deste ano do governo Lula, para escolher as agências que vão cuidar de uma verba anual de R$ 120 milhões do Ministério da Saúde, tem indícios de fraude. As notas atribuídas a 11 das 31 agências que disputavam a concorrência sofreram mudanças no meio do processo que contrariam a lei, de acordo com os advogados Paulo Boselli e Paulo Gomes de Oliveira Filho. Uma mesma agência aparece com uma nota no começo da disputa e recebe uma avaliação maior depois. A assessoria de comunicação da Saúde diz que a divergência de notas é resultado de um erro formal que não altera o resultado da disputa. O processo de licitação durou mais de seis meses.

Cerca de 40 toneladas de maconha foram apreendidas no Alemão

Cerca de 40 toneladas de maconha foram apreendidas durante a operação no Complexo do Alemão neste domingo, segundo balanço parcial da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. Além da droga, aproximadamente 50 fuzis foram apreendidos e cerca de 20 pessoas foram presas no conjunto de favelas da zona norte da capital fluminense. Conforme a secretaria, o balanço final da operação deve ser concluído apenas em dias 15 devido à grande quantidade de materiais apreendidos que chegam às delegacias para contagem. Ou seja, boa parte dessa droga recolhida nas delegacias em poucas horas estará nas mãos dos drogados, por meio de policiais que são reconhecidos como os "mais probos" do País.

A opinião de Reinaldo Azevedo sobre a farsa da ocupação da favela do Alemão

Como vocês estão cansados de saber a esta altura, a polícia entrou no Complexo do Alemão praticamente sem resistência. Bandido é bandido, mas não é burro. Resistir ao aparato que reúne PM (Bope), PF e Forças Armadas seria suicídio coletivo. Muita droga foi apreendida. Não se sabe ao certo o número de presos até agora, mas não são muitos. Também é pequena a apreensão de armas, dado o arsenal já exibido pelos bandidos. A ocupação não rende um filme de ação, algo como Tropa de Elite 3. Acabou sendo chocha. Melhor assim em certo sentido. Do contrário, haveria muitas mortes: de bandidos, de militares e também de moradores. Depois de cantar o Hino Nacional, o Hino da Proclamação da República, o Hino à Bandeira e o Hino da Independência, a gente pode começar a pensar. Esse desdobramento não é acidental. Desde o cerco ao complexo, as forças de segurança negociam com a bandidagem. O, como é mesmo?, “mediador social” (ou coisa assim) José Júnior, da ONG AfroReggae, foi uma das pessoas que fizeram o meio-de-campo. A “ocupação” só foi decidida depois de um acordo. Ficou estabelecido que as forças de segurança “invadiriam” a área sem resistência. Os bandidos ofereceram a passividade, e o Estado lhes deu o direito de tentar fugir. A região é gigantesca. Bem poucos trazem estampado no corpo a marca “sou bandido”, a exemplo de um tal Leandro Sedano, 20 anos. Ele mandou tatuar três vezes o nome de “Fernandinho Bera Mar” (sic) nos braços; numa das mãos, um folha de maconha; nas costas, a expressão “eu cheiro”. Ou seja: Leandro é um Zé Mané. O tráfico não confiaria a ele um papelote de cocaína para vender - ele cheiraria o pó… A polícia não tem o retrato de todos os traficantes, e ninguém  pode ser preso se estiver em casa, assistindo ao confronto Corinthians X Fluminense… É claro que era preciso ocupar o Complexo do Alemão — aliás, é preciso levar Estado a todas as favelas do Rio. No que concerne à entrada no morro propriamente, o certo é isso que se vem fazendo agora, não o que se vinha fazendo antes. Essa política é, sim, desdobramento da anterior (aquela que não prendia ninguém), mas pelo avesso. As conseqüências negativas da escolha anterior forçaram a ação de emergência — embora esperada há pelo menos 20 anos pelos trabalhadores, que são reféns do narcotráfico, e pelo conjunto dos cariocas, que não suportavam mais ter sua rotina abalada pelos traficantes. Pensando a coisa toda só por suas conseqüências, talvez se possa dizer que há males que vêm para bem — se vierem. O que quero dizer? Feita a ocupação, é preciso fazer o trabalho de investigação para prender os traficantes, O QUE NÃO FOI FEITO ATÉ AGORA NAS 13 FAVELAS PACIFICADAS. Em 11 delas, o tráfico opera normalmente. Mudou a logística, mudou o comportamento dos traficantes, direitos mínimos são garantidos pela Polícia, mas o comércio do bagulho segue normalmente. Soldados do tráfico, tornados desnecessários nas favelas aonde chegaram as UPPs, haviam se deslocado para as favelas nas quais a polícia ainda não está presente. Pedem que, nos meus textos, eu dê tempo ao tempo. Ora, claro que sim! Só estou chamando a atenção para uma evidência: caso se repita no Alemão o que aconteceu nas 13 favelas já “pacificadas”, o tráfico será “civilizado”, e quase ninguém será preso, com uma apreensão de armas pequena, dado o arsenal da bandidagem. E a isso não se pode chamar exatamente “combater” o tráfico. Fala-se na apreensão de até 20 toneladas de maconha só no Alemão! É um troço fabuloso! Dado o andar anterior da carruagem, toda essa mercadoria logo seria posta para circular, financiando esse ramo da economia que, estima-se, emprega 16 mil pessoas só no Rio de Janeiro. Como se nota, estavam certos todos aqueles que se perguntavam indignados: “Mas por que a polícia e as Forças Armadas não sobem os morros e tomam as fortalezas do tráfico?” Pois é… Por quê? Que bom que o tenham feito agora! Os próximos dias e meses dirão até onde se preparou um espetáculo para turistas — como turística era a política anterior. Sem investigação, prisões em massa e o devido processo legal, nada feito!

Polícia do Rio de Janeiro prende cúpula do tráfico do Jacarezinho

O chefe do tráfico do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro, conhecido como Lambari, foi detido pelo Batalhão do Méier na tarde deste domingo.  Sandra Sapatão, que também controla parte do tráfico na comunidade, e o gerente Neguinho também foram levados pelos policiais. Eles estavam em uma casa na estrada Ademar Bibiano, que é um dos acessos ao complexo do Alemão. A operação no Complexo do Alemão faz parte da reação da polícia à onda de violência que tomou conta do Rio de Janeiro na última semana, quando dezenas de carros foram incendiadas em vários pontos do Rio de Janeiro e houve ataques a policiais. A ação dos criminosos foi vista pelo governo estadual como uma resposta às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas nos dois últimos anos em comunidades antes dominadas pelo tráfico. Pura mentira, cineminha do governador Sérgio Cabral, para vender para uma mídia acrítica.

Polícia apreende sete toneladas de maconha no Complexo do Alemão

Chegou por volta das 17 horas deste domingo na base montada pela polícia no Complexo do Alemão um caminhão repleto de drogas apreendidas no conjunto de favelas. Os policiais calcularam a apreensão em 7 toneladas de maconha e cerca de 200 quilos de cocaína. As drogas estavam em uma casa perto do Areal, a primeira área do Alemão conquistada neste domingo. O conjunto de favelas na zona norte do Rio foi invadido na manhã por policiais e soldados das Forças Armadas, em uma operação contra a onde de ataques ocorrida no Estado desde o último domingo. A operação foi toda combinadinha com os bandidos traficantes terroristas, no sábado, por intermédio de um dirigente de ong petista, o Afroreggae. A combinação era a seguinte: vocês se escondem ou fogem, recolhem as armas, e o aparato de segurança entra, dando a impressão de eficácia do setor público. Em poucos dias, saem os policiais e os traficantes voltam a vender cocaína e outras drogas novamente. Mais cedo, policiais do 12º Batalhão já haviam apresentado outra apreensão de drogas e armas dos traficantes que dominavam a área. No total, eles apreenderam 500 quilos de maconha, 50 gramas de crack e cocaína, três granadas com alto poder de destruição, dois fuzis, munições e rádios-comunicadores. Esta apreensão foi feita no Largo dos Coqueiros.

Disque-Denúncia no Rio de Janeiro recebeu quase 3 mil ligações esta semana

O Disque-Denúncia recebeu 2.773 ligações de acordo com o último balanço divulgado neste domingo de toda a semana de ataques produzidos pelos traficantes terroristas no Rio de Janeiro. Só neste domingo de ocupação no Complexo do Alemão, conjunto de favelas na zona norte da cidade, foram recebidas 405 denúncias. Metade delas, 210, tiveram relação com a ocupação da favela Vila Cruzeiro, vizinha ao Complexo do Alemão. A Polícia Militar tem pedido à população que denuncie os criminosos pelos meios de comunicação. Foi por meio das ligações ao Disque-Denúncia que a polícia achou, por exemplo, a "mansão" do chefe do tráfico da comunidade e começou a investigar a fuga de criminosos por tubulações de esgoto. O delegado Rodrigo Oliveira, da Polícia Civil, pediu a ajuda da população para encontrar os criminosos mais cedo. "Nós não temos a pretensão de achar que temos todas as informações. Por isso, pedimos a ajuda da comunidade, a ajuda da população, para conseguirmos chegar até eles”, disse ele.

Assassino do jornalista Tim Lopes é preso no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro

O traficante Eliseu Felício de Souza, o Zeu, foi preso na tarde deste domingo no Complexo do Alemão, conjunto de favelas localizado na zona norte do Rio de Janeiro. Condenado em 2002 pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, ele estava foragido desde julho de 2007, quando obteve permissão para visitar a família e fugiu. É isso que é insuportável no Brasil. Mesmo com um crime infame como o cometido por esse celerado, a lei penal brasileira permitiu que a Justiça o liberasse para ver a família e fugir. A lei precisa mudar, criminoso que comete crime hediondo, infame, deve receber pena perpétua, sem possibilidade de progressão da pena, e sem regime de visita privativa. De acordo com a polícia, Zeu foi encontrado em casa e não resistiu à prisão. Segundo a polícia, moradores da favela estão ajudando os agentes de segurança a identificar e localizar os criminosos. A operação policial no Complexo do Alemão pode durar meses, de acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte. "Desde o começo dissemos que não resolveriamos tudo no mesmo dia. Temos um trabalho muito longo pela frente. Estamos verificando todas as possibilidades de encontrar pessoal e material. Nós precisamos checar tudo e agora é hora de fazer isso". Mário Sérgio afirmou ainda que a população não assistirá mais à "procissão do mal", citando as imagens de dezenas de criminosos fugindo da favela da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão, exibidas na quinta-feira. "Hoje nós temos a certeza de que quando o Estado quer ele pode", acrescentou. Bobagem, porque aquelas centenas de bandidos armados vistos pela televisão estão ainda na favela do Alemão ou fugiram, e permanecerão no crime.l O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), destacou neste domingo a união de forças para combater o tráfico no Rio de Janeiro, mas lembrou que "esse trabalho é de médio e longo prazos". Tim Lopes desapareceu em 2 de junho de 2002 na Vila Cruzeiro, depois de ser reconhecido e capturado por traficantes ligados a Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, quando fazia reportagem sobre um baile funk onde haveria consumo de drogas e sexo explícito. O jornalista foi levado para o morro da Grota, também no complexo do Alemão, onde foi esquartejado e queimado em pneus --método conhecido como "micro-ondas" e usado para apagar vestígios da morte. Zeu foi acusado de ser o responsável por queimar o corpo do jornalista.

Homem morre espancado por suspeita de estupro na zona norte de São Paulo

Um homem morreu na manhã deste domingo após ser espancado no meio da rua na zona norte de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, as pessoas envolvidas na agressão acusavam a vítima de estupro de três meninas. A agressão ocorreu por volta das 10 horas na rua Ushikichi Kamiya, no bairro Parque Casa de Pedra, na região do Jaçanã. Testemunhas contaram que pelo menos 15 pessoas participaram da agressão. Além de socos e pontapés, foram usados pedaços de madeira e uma faca durante a agressão. A vítima foi encontrada caída no chão, desacordada, com ferimentos na cabeça e no tórax. Ninguém foi detido. É, começou, a população está iniciando o processo de Justiça pelas próprias mãos.

Suíços aprovam em referendo a deportação de criminosos estrangeiros

Os suíços foram às urnas neste domingo para decidir se os estrangeiros que cometerem crimes no país deverão ser deportados automaticamente. Os defensores da proposta do Partido do Povo Suíço (SVP), de direita, diz que os imigrantes são responsáveis por grande parte dos delitos cometidos dentro das fronteiras nacionais e deveriam consequentemente perder a permissão de residir no país. Segundo estimativas divulgadas neste domingo, 53% do eleitorado votou a favor da proposta do SVP. Os opositores da nova lei argumentam que ela não irá reduzir a criminalidade, mas apenas permitir a deportação de muita gente que passou toda sua vida na Suíça. As taxas de criminalidade no país são relativamente baixas se comparadas a outros Estados europeus. Alguns analistas estimam que o número de crimes violentos esteja, de fato, diminuindo na Suíça. No entanto, nas penitenciárias do país, aproximadamente 70% dos detentos têm nacionalidade estrangeira, sendo que a cota de imigrantes entre a população é de 23%. Analistas de estatísticas sobre criminalidade advertem da instrumentalização política desses dados. Para eles, boa parte dos detentos estrangeiros são imigrantes que passaram muito pouco tempo no país e já estão, de qualquer forma, prestes a serem deportados. Os críticos da proposta também apontam que o perfil dos criminosos na Suíça não é diferente do conhecido no resto do mundo: homens, jovens, de baixa renda, desempregados, com má formação escolar e profissional e poucas possibilidades de melhorar a própria situação. O que acontece é que, na Suíça, esse perfil é bem mais recorrente entre a população estrangeira. Para os opositores da proposta de deportação, isso só prova a urgência de medidas de integração que permitam aos imigrantes melhorar suas chances no país e impeçam que eles caiam na criminalidade. Os defensores da deportação automática insistem, contudo, que o estrangeiro que praticar uma contravenção no país não deverá ter o direito de ficar. "Na Suíça, temos dois tipos de estrangeiros", argumenta Patrick Freudiger, do SVP: "Os que quiserem trabalhar e respeitarem as nossas leis são bem-vindos; os que cometerem crimes e não quiserem trabalhar deveriam ir embora".
Como o número de estrangeiros está aumentando entre a população suíça, esse ponto de vista tem angariado cada vez mais adeptos. O governo suíço recomendou aos eleitores que rejeitassem a nova lei, afirmando que a deportação automática (e não caso a caso, com revisão pela Justiça) está em desacordo com o direito internacional. Como alternativa, o governo sugeriu que todos os culpados por crimes graves possam ser deportados com o aval de um promotor público. Essa proposta, contudo, não teve grande respaldo popular. Muitos simpatizantes da mesma a consideram fraca ou difusa. Enquanto isso, os opositores de ambas as propostas de deportação – a do partido de direita e a alternativa proposta pelo governo – alegam que a lei suíça já prevê a deportação de criminosos estrangeiros e argumentam que a nova legislação passa dos limites. Isso porque a nova lei endossa a deportação até mesmo em caso de crimes de menor importância, como furto, tráfico de drogas em pequenas quantidades ou abuso de benefícios sociais. E o que é pior, dizem: essas leis poderiam ser aplicadas às gerações de filhos e netos de famílias de imigrantes que nasceram na Suíça e nunca viveram em outro país do mundo. Para analistas políticos, essa votação reflete os medos da população perante a globalização e a imigração, em vez de veicular um quadro claro sobre a criminalidade real.

Brasilianista diz que "PT mudou a ponto de ficar quase irreconhecível"

A cientista política Wendy Hunter, professora da Universidade de Austin, Texas (EUA), acaba de escrever um livro sobre as transformações por que passou o PT entre 1989 e 2009. Para ela, o partido "mudou a ponto de ficar quase irreconhecível". Além de diferenças que ela chama de mais óbvias, como a moderação ideológica do PT e as alianças que o partido atualmente faz ("inimagináveis há 20 anos"), Wendy Hunter menciona a própria candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República, uma "novata" na legenda. Para ela, o presidente Lula teve papel central na condução das mudanças, mas Wendy Hunter não vê as alas radicais conquistando mais espaço no governo Dilma: "O PT está bem firme nas mãos dos moderados". Diz ela: "O PT mudou a ponto de ficar quase irreconhecível em relação ao que era na década de 1980. Um dos primeiros e mais óbvios aspectos diz respeito à moderação ideológica do partido, que pode ser percebida não apenas nos seus programas mas também em suas políticas de governo. A expansão eleitoral do PT em todas as esferas de governo foi extraordinária. O PT cresceu lenta e consistentemente. Este último ponto é importante porque muitos partidos de esquerda na América Latina tiveram um crescimento espetacular seguido de uma queda tão rápida quanto a ascensão. As alianças que o PT faz hoje seriam inimagináveis há 20 anos. A flexibilização do compromisso de fazer alianças apenas com partidos de esquerda foi impressionante, mesmo num país conhecido pelas coligações oportunistas. Tome como exemplo os dois últimos vice-presidentes: José Alencar (PL) e Michel Temer (PMDB). Aliás, a atual posição do PT em relação ao PMDB, em comparação com a distância que outrora mantinha, mostra bem o quanto um processo de 'normalização' ocorreu com o partido. Basta lembrar que a história teria sido diferente se os 4,7% obtidos por Ulysses Guimarães em 1989 tivessem ido para Lula". Wendy Hunter afirma que a eleição de Dilma Rousseff faz parte desse pacote de mudanças: "Sim, é um ponto importante a ser levado em consideração o tipo de candidato que o PT lança atualmente. O simples fato de que a candidata à Presidência neste ano foi alguém que ingressou no partido há pouco tempo é testemunha dessas mudanças. Além disso, há diversos candidatos que não vieram do sindicalismo ou dos movimentos sociais, por exemplo. Antes, regras internas determinavam que os candidatos deveriam ou ser fundadores do PT ou ter participado das redes sociais do partido. Isso mudou muito". Wendy Hunter aponta Lula como tendo um papel preponderante no processo de transformação do PT: "Lula teve um papel central na administração e na promoção de mudanças no PT. Transformações programáticas que partidos fazem - por exemplo, o afastamento do socialismo e a aproximação do mercado - precisam encontrar apoio não só no eleitorado mas também dentro da própria legenda. Lula foi figura crucial ao encorajar o partido a ouvir mais o eleitorado e suas aspirações, sobretudo após a derrota de 1994 para Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e as muitas mudanças econômicas positivas que ocorreram na era FHC. Ao mesmo tempo, Lula foi sensível às lutas e às dinâmicas internas do PT e soube conduzi-las de forma a apoiar um caminho moderado. Felipe González, na Espanha, e Nelson Mandela, na África do Sul, podem ser vistos de forma semelhante". Wendy Hunter também não acredita que Lula vá ficar calado após sair do poder: "Não creio que ele vá simplesmente se aposentar e ficar calado. Tampouco acredito que vá se envolver com assuntos menores da administração e do novo governo. Acho que Lula terá um papel crucial na mediação dos conflitos que podem surgir entre o partido e o governo Dilma. Lula tem muito mais força pessoal do que Dilma, e a relação que ele tem com o PT e suas várias correntes é muito mais profunda. Mas é importante destacar que Dilma terá a sua cota de desafios políticos à frente. O fato de que a oposição controla tantos Estados, alguns muito importantes, será uma fonte de desafios. Teremos que ver como ela lidará com essa oposição. Sabíamos muito mais sobre Lula e seu estilo de negociação política antes de ele chegar ao poder do que sabemos agora sobre Dilma".

Polícia encontrou um conjunto de casas que servia como hotel do tráfico, paiol e laboratório de refino de drogas

O chefe do Estado Maior da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Álvaro Garcia, afirmou que, apesar de a tomada do Complexo do Alemão ter se concretizado em apenas uma hora, a ocupação deve durar mais alguns dias. "O tráfico está completamente alijado. É uma questão de tempo e de momento para prender os outros chefes do tráfico", assegurou o coronel Álvaro Garcia. Através de denúncia anônima, a polícia encontrou na tarde deste domingo um conjunto de três casas que era utilizado por traficantes na favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão. Uma servia como hotel do tráfico. A outra era um paiol onde foram encontrados fuzis, metralhadoras e coletes do Exército. A terceira era um laboratório de refino de cocaína e continha animais silvestres, como tucano, papagaio e arara.

Dilma deve aumentar a cota de gaúchos nos ministérios

Depois da confirmação do atual diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, como presidente do Banco Central, e da garantia da permanência no cargo do Secretário do Tesouro Nacional, o trotskista Arno Augustin, aumentam as especulações sobre uma boa cota de gaúchos no ministério ou em funções importantes na administração da petista Dilma Roussef. Entre os nomes estão os dos deputados federais reeleitos Mendes Ribeiro Filho (PMDB), Maria do Rosário (PT), Manuela D'Ávila (PCdoB) e Beto Albuquerque (PSB). As especulações dão conta da permanência nos cargos de outros dois gaúchos: os ministros da Defesa, Nelson Jobim (PMDB) e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel (PT). E da possibilidade de Alessandro Teixeira, presidente da Associação Brasileira de Promoção das Exportações (Apex) ser indicado para um ministério. Além do Ministério da Defesa, onde é forte a chance de permanência de Nelson Jobim, na cota de Lula, o PMDB ainda quer os minis´terios de Minas e Energia, para o senador reeleito Edison Lobão, e Cidades, para Moreira Franco. O partido almeja ainda permanecer na Agricultura e nas Comunicações, abocanhar Transportes e, se possível, a Integração Nacional.

Exército bloqueia os 44 acessos ao Complexo do Alemão para evitar fuga de bandidos

O comandante da Brigada Paraquedista do Rio de Janeiro, coronel Marcelo Araripe, que está participando com 800 homens da ocupação do Complexo do Alemão, disse que as tropas do Exército fizeram neste domingo o bloqueio dos 44 pontos de acesso ao conjunto de favelas da região, com apoio dos veículos blindados da Marinha e do Exército. Os blindados fazem o patrulhamento ao longo de todo o perímetro e a tropa já fez a apreensão de armas e drogas e prendeu alguns bandidos. Segundo ele, é importante manter a revista de todo pessoal com acesso ao morro para evitar a fuga de bandidos que ainda estejam no Alemão.

Horas antes de divulgar dados secretos, Wikileaks sofre ataque de hackers

O site Wikileaks, especializado na publicação de documentos confidenciais, disse neste domingo ser vítima de um ataque cibernético, horas antes da provável divulgação de dados secretos do governo americano. "Nós estamos agora sob um ataque de rejeição de servidores massivamente distribuído", afirmou o Wikileaks por meio de seu perfil no serviço de microblogging Twitter. Segundo o comunicado, mesmo que o Wikileaks saia do ar, jornais de diversos países irão publicar informações trocadas entre embaixadas dos Estados Unidos, supostamente obtidas pelo site. Os jornais citados pelo Wikileaks são El Pais (Espanha), Le Monde (França), Der Spiegel (Alemanha), The Guardian (Grã-Bretanha) e The New York Times (Estados Unidos). O fundador do Wikileaks, o australiano Julian Assange, disse neste domingo a jornalistas que o material a ser divulgado cobre essencialmente "todos os assuntos importantes em todos os países do mundo". Para ele, o governo dos Estados Unidos tem medo de ter que prestar esclarecimentos em relação aos documentos que serão vazados. Em julho, mais de 70 mil documentos secretos sobre o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Afeganistão foram divulgados pelo site. Entre as informações divulgadas, algumas eram relativas ao chefe da rede terrorista Al-Qaeda, Osama Bin Laden. Já em outubro, mais dados confidenciais divulgados pelo Wikileaks indicavam que os Estados Unidos praticaram no Iraque execuções sumárias, crimes de guerra e se omitiram diante de denúncias de tortura praticada por autoridades iraquianas depois da invasão do país, em 2003. Os Estados Unidos já pediram que o Wikileaks não divulgue quaisquer informações confidenciais, alegando que elas podem colocar funcionários do governo em perigo e alertando para possíveis violações da lei. O jornalista Simon Hoggart, do Guardian, disse que as informações do Wikileaks devem incluir opiniões desagradáveis do governo americano em relação ao primeiro-ministro britânico, David Cameron. "Certamente haverá algum constrangimento para o ex-primeiro-ministro Gordon Brown, mas ainda mais para David Cameron, que não era muito bem visto pelo governo de Barack Obama ou pelo embaixador dos Estados Unidos na Grã-Bretanha". As suspeitas deste último vazamento de informações recaem novamente sobre o analista de inteligência do Exército americano Bradley Manning, que já havia sido preso em junho passado sob acusação de entregar dados confidenciais ao Wikileaks. O fundador do Wikileaks está sendo processado por estupro na Suécia. Ele nega as acusações e se diz vítima de uma campanha de difamação orquestrada por opositores do site. As informações do Wikileaks também devem atingir o governo Lula.