sábado, 8 de janeiro de 2011

Telebrás irá remunerar empresas pelo uso de cabos de fibra ótica

A Telebrás irá remunerar estatais, empresas privadas e governos locais pelo uso dos cerca de 30 mil quilômetros de cabos de fibra ótica para garantir acesso à banda larga a todos País. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reuniu-se nesta sexta-feira com a presidente Dilma Rousseff para discutir o Plano Nacional de Banda Larga. Ele disse que ainda não há uma estimativa de custo, mas que as definições serão tomadas até abril, quando o plano deverá estar pronto. Entre as empresas que serão remuneradas estão a Petrobras e Eletrobras, que detêm ampla rede de cabos espalhada pelo País. Paulo Bernardo disse que uma das idéias do governo é negociar com as empresas a redução do custo da internet para a classe média, em torno de R$ 100,00. "Acho caro. Há uma estratégia equivocada das empresas de trabalhar para fornecer para menos pessoas com serviços mais caros. Tem que haver uma inflexão nisso, massificar, ganhar na escala", disse ele, após a reunião.

Jobim defende anistia e diz apoiar Comissão da Verdade

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu nesta sexta-feira a anistia dos crimes cometidos durante o período da ditadura, seja por militares ou militantes de esquerda. Em entrevista ao programa "Bom dia Ministro", da estatal EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Jobim disse que apóia a criação da comissão para apurar a "verdade" do que ocorreu na ditadura. O ministro, porém, criticou a abertura de processos criminais para investigar ações cometidas na época, inclusive no que diz respeito ao desaparecimento de terroristas no Araguaia. "O conhecimento da verdade tem todo apoio do ministro da Defesa e de toda estrutura do Ministério da Defesa. O que não temos e não podemos ter, levando em conta a decisão do Supremo Tribunal Federal em relação à Lei da Anistia, é a pretensão da retaliação deste passado", afirmou ele. Segundo Jobim, os processos criminais que possam atingir os eventuais envolvidos na ditadura estão encobertos pela Lei da Anistia.

Lobão reclama que licenciamento ambiental volta a emperrar projetos de energia

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta sexta-feira que existem mais de 30 pendências ambientais emperrando projetos de energia no País. O principal deles, a construção da hidrelétrica de Belo Monte, pode atrasar em um ano caso não consiga até fevereiro a autorização do Ibama para iniciar o canteiro de obras. Segundo Lobão, há um atraso médio na concessão de licenças ambientais entre 8 a 12 meses. Mas, no caso de Belo Monte, se as obras não se iniciarem antes do período chuvoso, que começa em abril, será necessário esperar quase um ano para que se tenha uma nova "janela hidrológica". As obras das linhas de transmissão do complexo do Rio Madeira, em Rondônia, (onde estão sendo construídas as usinas de Santo Antonio e Jirau) também estão atrasadas por conta de licenciamento ambiental. O ministro disse que os entraves ambientais foram o tema da sua primeira reunião com a presidente Dilma Rousseff desde que assumiu a pasta de Minas e Energia.

Governo enterra projeto de regulação da mídia

O governo federal enterrou o projeto de regulação da mídia elaborado pelo petista ex-ministro Franklin Martins. Após encontro com a presidente Dilma Rousseff no Planalto, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse em tom diplomático e político que há outras prioridades para serem tocadas, como o projeto de banda larga, que pretende apresentar até o final de abril. "A banda larga vai ter prioridade e premência porque vamos discutir também o plano geral de metas de universalização", afirmou ele. Pela tradição de Brasília, um governo "enterra" um projeto quando não estipula prazo para envio ao Congresso nem classifica a proposta como prioridade na agenda. Na entrevista, Paulo Bernardo disse que é preciso um "exame detalhado" do projeto para a possibilidade de abrir uma discussão ainda no âmbito do governo. Ele relatou que recebeu nesta semana de ex-assessores de Franklin Martins a proposta: "Preciso olhar, fazer um exame detalhado da matéria. Certamente vamos ter que olhar cada ponto. Todos sabem que tem discussões de caráter econômico, regulação entre setores, disputas. Tem discussões relativas aos direitos dos usuários, tem questões que dizem respeito à própria democracia. Vamos examinar tudo e ver como vamos encaminhar".

Culto público ao nazismo em Blumenau, Santa Catarina

Blumenau, em Santa Catarina, sempre foi considerada uma cidade com forte presença do nazismo. Agora, uma turista na cidade deu-se ao trabalho de fotografar a cervejaria Eisenbahn (a fábrica e o bar). As fotos foram publicadas no site do jornalista Osias Wurman e mostram a fábrica e bar da cervejaria Eisenbahn, pertencente ao grupo Nova Schin, em Blumenau. O quadro de segurança (e a suástica) se encontram dentro da cervejaria, no setor onde são apresentados os tipos de cervejas ao cliente. Diz a turista: "Envio as fotos aos senhores, apenas para conhecimento, para que repassem para quem tem autoridade para tomar as medidas necessárias, se for o caso. O endereço da cervejaria é Rua Bahia, 5181, Blumenau - SC". Na placa do meio, na coluna da direita, amplia a foto para constatar a presença da suástica, símbolo nazista.

Empresa israelense cria injeção indolor

Uma empresa de Israel desenvolveu o sistema ViaDerm Drug Delivery é um aplicador indolor que não erra o alvo. Em vez de injetar o medicamento diretamente na corrente sanguínea ou através da camada externa da pele (epiderme), o sistema cria microcanais na epiderme que difundem o medicamento até a derme. Lá, ele entra no sistema sanguíneo através dos vasos capilares. O aparelho é muito importante para tratamentos como da diabetes que obriga o uso de aplicações diárias de injeções.

Sarkozy diz que existe "plano perverso de depuração religiosa" no Oriente Médio

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, denunciou nesta sexta-feira um "plano particularmente perverso de depuração religiosa no Oriente Médio", após o atentado que, no dia 31 de dezembro, resultou na morte de 23 pessoas no Egito e na perseguição de outras comunidades cristãs na região. "Não podemos tolerar o que cada vez se parece mais com um plano particularmente perverso de depuração religiosa no Oriente Médio", declarou Sarkozy em discurso de ano novo perante as autoridades religiosas da França. O presidente francês fez referência ao atentado em Alexandria, mas também às bombas lançadas no dia anterior nas casas de cristãos de Bagdá e ao atentado dois meses antes na catedral síria da capital iraquiana, ação que resultou em 46 mortos, incluindo dois padres e sete policiais. O presidente pediu que se levassem as ameaças a sério e que se protejam nas celebrações natalinas dessa comunidade. "Os direitos que estão garantidos em nossa casa a todas as religiões devem ser reciprocamente garantidos em outros países", acrescentou.