segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

''Estado'' está sob censura há 549 dias

Desde 29 de janeiro de 2010, o jornal O Estado de S. Paulo aguarda definição judicial sobre o processo que o impede de divulgar informações a respeito da Operação Boi Barrica, pela qual a Polícia Federal investigou a atuação do empresário Fernando Sarney. A pedido do empresário, que é filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o jornal foi proibido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, em 31 de julho de 2009, de noticiar as investigações da Polícia Federal relacionadas com essa operação. No dia 18 de dezembro de 2009, Fernando Sarney entrou com pedido de desistência da ação, mas o Estado não aceitou o arquivamento do caso. Em 29 de janeiro, o jornal apresentou ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal manifestação em que sustenta a preferência pelo prosseguimento da ação, para que o mérito seja julgado.

Aeroporto de Congonhas vira cemitério de aviões abandonados

O aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do Brasil, abriga atualmente nove aviões abandonados da Vasp em uma área de três campos de futebol. A empresa parou de voar em 2005 e seu patrimônio está sendo deteriorado pela ação do tempo e pelas brigas judiciais. A Vasp tem 119 aeronaves abandonadas no País, estacionadas em aeroporto de dez Estados e no Distrito Federal. De acordo com o Marlos Augusto Melek, juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, focos de dengue já foram encontrados nas asas desses aviões. No caso dos jatos da Vasp, já foram realizados três leilões, porém sem nenhum licitante. Deste forma, a estratégia passou a ser desmontar a aeronave e vender as suas peças, mais baratas e fáceis de serem colocadas no mercado. O objetivo da Justiça é retirar os aviões de todos os aeroportos até o fim de 2011. O Aeroporto de Congonhas também serve de cemitério para aeronaves da Varig que estão estacionadas em seu pátio, perto do local onde estão os aviões da Vasp, conforme pode ser visto na imagem abaixo do Google Earth.


Exibir mapa ampliado