domingo, 20 de fevereiro de 2011

O desrespeito petista com a história da resistência à ditadura e fofocalhadas petistas

Jornalista Audálio Dantas
Dois blogs revelam, neste final de semana, a que ponto de comprometimento moral chegou o petismo no poder.  O primeiro blog, o do jornalista Ricardo Noblat, publicou neste sábado a seguinte nota: "Pense num absurdo, em algo totalmente inverossímel, num completo desrespeito aos que querem contar a nossa história e à memória de quem tombou na luta pela redemocratização do País. Pois foi isso que sentiu na pele esta semana o jornalista Audálio Dantas ao procurar o Arquivo Nacional, em Brasília, para poder finalizar o livro que está escrevendo sobre o seu colega Vladimir Herzog, o Vlado, torturado e morto nos porões do DOI-CODI durante a ditadura militar (1964-1985). Vlado já tinha sofrido duas mortes anteriores: o assassinato propriamente dito por agentes do Estado quando estava preso e o IPM (Inquérito Policial Militar) que responsabilizou Vlado pela sua própria morte, concluindo pelo suicídio. Esta semana, pode-se dizer que, por sua omissão, o Ministério da Justiça, agora responsável pelo Arquivo Nacional, matou Vladimir Herzog pela terceira vez, impedindo o acesso à sua história. Muitos dos que foram perseguidos naquela época, presos e torturados, estão hoje no governo central, mas nem todos que chegaram ao poder têm consciência e sensibilidade para exercer o papel que lhes coube pelo destino. É este, com certeza, o caso de Flávio Caetano, um sujeito que não conheço, chefe de gabinete do ministro da Justiça, meu velho ex-amigo José Eduardo Cardoso, por quem eu tinha muito respeito. Digo ex-amigo pelos fatos acontecidos ao longo da última semana, que relatarei a seguir. Na segunda-feira, Audalio Dantas me contou as dificuldades que estava encontrando para pesquisar documentos sobre o antigo Serviço Nacional de Informações (o famigerado SNI) no Arquivo Nacional, e pediu ajuda para falar com alguém no Ministério da Justiça. Explique-se: um dos primeiros decretos baixados pela presidente Dilma Rousseff, o de nº 7430, de 17 de janeiro de 2011, determina a transferência do Arquivo Nacional e do Conselho Nacional de Arquivos da Casa Civil da Presidência da República para o Ministério da Justiça. Por se tratar de quem se trata, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na época do crime praticado contra Vlado, que denunciou o assassinato, profissional dos mais premiados e respeitados do país, com 57 anos de carreira _ provavelmente mais do que os nobres Cardoso e Caetano têm de idade _, encaminhei a Audálio o telefone do gabinete do ministro da Justiça. E lhe recomendei que falasse diretamente com José Eduardo Cardoso, explicando a ele as absurdas dificuldades que estava encontrando no Arquivo Nacional para fazer o seu trabalho. Foi muita ingenuidade minha, claro. A secretária do ministro, de nome Rose, certamente sem ter a menor idéia de quem é Audálio Dantas e de quem foi Vladimir Herzog, decidiu burocraticamente passar o caso para o tal chefe de gabinete, Flávio Caetano, que estava “em reunião com o ministro”, garantindo que ele entraria em contato mais tarde. Até aí, faz parte do jogo. Chefe de gabinete é para isso mesmo. Serve para fazer a triagem das demandas que chegam ao ministro, e não devem ser poucas. Acontece que, pelo jeito, Flávio Caetano também nunca ouviu falar de Audálio e Herzog. Tanto é que, depois de mais uma dezena de telefonemas, sem conseguir ser atendido pela excelência maior nem pelo chefe de gabinete, o jornalista-escritor resolveu encaminhar este e-mail ao Ministério da Justiça: “Prezado Senhor Flávio Caetano -  Provavelmente o senhor não me conhece, por isso apresento-me: sou Adálio Dantas, jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e da Federação Nacional dos Jornalistas, ex-deputado federal. Tentei vários contatos telefônicos com o senhor, sem resultado. Por isso envio-lhe esta mensagem. Estou concluindo (com prazo para entregar à Editora Record) livro sobre o Caso Herzog, do qual fui parte. Necessitando de informações sobre o assunto, procurei, no último dia 10, o Arquivo Nacional - Coordenação Regional de Brasília, que mantém a guarda dos papéis do Serviço Nacional de Informações. Depois de me identificar, preenchi fichas de solicitação, tomando o cuidado de acrescentar informações adicionais sobre o caso, hoje referência histórica. Como dispunha apenas de uma cópia de procuração que foi dada pela viúva de Herzog, Clarice, datada de agosto de 2010, disseram-me que era necessário documento original, com data mais recente. Já estava para buscar outra procuração quando recebi (dia 14/02) ofício em que se exige, além da procuração: - Certidão de óbito de Vladimir Herzog; - Certidão de casamento.
Considero que, em se tratando de caso histórico, de amplo conhecimento, e quando se sabe que a União foi responsabilizada na Justiça pelo assassinato de Herzog, tais exigências são absurdas e até desrespeitosas. Que atestado de óbito terá a viúva para mostrar? O que foi lavrado com base no laudo do médico Harry Shibata, que servia ao DOI-CODI e confessou tê-lo assinado sem ver o corpo? E que certidão de casamento terá Clarice Herzog juntado à ação que impetrou contra a União pela morte do marido? E se a pesquisa fosse sobre o ex-deputado Rubens Paiva, quem forneceria o atestado de óbito? Desse jeito, ninguém conseguirá saber sobre ele no Arquivo Nacional.Gostaria de discutir mais a questão que envolve, parece, deliberada dificultação de pesquisa. Ou, no mínimo, desconhecimento histórico por parte desse órgão público. Faço questão que essas informações cheguem ao conhecimento do ministro José Eduardo Cardoso, que deve conhecer minha história. No aguardo de uma resposta, Atenciosamente, Audálio Dantas”.
Vladimir Herzog
Aí termina a transcrição da história feira por Ricardo Noblat em seu blog. Um link recomenda a leitura do restante do caso direto no blog de Ricardo Kotscho. Não leio nunca o blog de Kotscho, mas nesta situação específica, por se tratar de assunto envolvendo Audálio Dantas e Vladimir Herzog, acionei o link. A história é digna dos melhores enredos kafkianos sobre o submundo da nomenklatura petista. Antes de irmos ao termos de Ricardo Kotscho, o "delfim" da "famiglia" que atuava na redação de O Estado de S. Paulo na década de 70, sob o comando de Clóvis Rossi e Raul Martins, é preciso relembrar - por incrível que pareça - quem é Audálio Dantas. Sim, ele era o presidente do Sindicato dos Jornalista de São Paulo no fatídico mês de outubro de 1975, quando a repressa militar prendeu Valdimir Herzog e o levou para a masmorra da Oban (Operação Bandeirantes), que funcionava nos porões da delegacia de polícia da rua Tutóia, no bairro paulistano do Paraíso. Ricardo Kotscho morava em um apartamento nesse bairro. Audálio Dantas entrou vivo na Oban no dia 24 de outubro, e saiu morto menos de 24 horas depois, no dia 25 de outubro. A sua morte despertou uma indignação brutal, como nunca se tinha visto igual durante a ditadura militar. Todos os jornalistas em São Paulo pararam de trabalhar, e se declararam em vigília no Sindicato dos Jornalistas. Audálio Dantas portou-se com uma dignidade e uma estatura fantástica nesses momentos. Hoje, pode-se declarar, sem qualquer sombra de dúvida, que aquele foi o momento símbolo em que acabou a ditadura, porque o desejo de liberdade ultrapassou o medo. Com a morte de Vladimir Herzog, não havia mais o que infringrir medo nos cidadãos. Pois é um homem desta dimensão, e desta importância na história brasileira, como Audálio Dantas, que tem seus passos barrados por um borrabosta petista qualquer no Ministério da Justiça, com plena ciência e concordância do ministro da Justiça, o "porquinho" José Eduardo Cardoso. Logo após as eleições, a presidente eleita Dilma Rousseff tinha se referido a ele, Antonio Palocci e o presidente do partido, José Eduardo Dutra, como seus "três porquinhos". Por alguma razão premonitória, o editor de Videversus, jornalista Vitor Vieira, decidiu que, toda vez que aparecesse o nome de qualquer um deles, pespegaria ao personagem o apelido dilmista de "porquinho". Pois José Eduardo Cardoso rapidamente fez juz ao apelido, e está cometendo uma gigantesca "porcada" com Audálio Dantas, todos os jornalistas brasileiros, a história do País e o povo do nosso Brasil. Ricardo Kotscho não é um tipo qualquer. É um graduado membro da "nomenklatura" petista. Foi porta-voz da Presidência da República de Lula. É do tipo que não pede licença para abrir portas no "Kremlin". Pois este potentado da "nomenklatura" teve barrada a sua tentativa, e tão irritado ficou ao bater com o nariz na porta do "porquinho" José Eduardo Cardoso, que declarou no seu texto ter rompido a amizade, pelo que considerou a gravidade da situação. Ele não deixou claro se grave foi a dificuldade criada para a pesquisa de Audálio Dantas ou a falta de um retorno ao telefone de parte do "porquinho" José Eduardo Cardoso. Leiam o texto do já não tão hierarquizado membro da "nomenklatura" petista, Ricardo Kotscho: "No momento em que escrevo este texto, no final da tarde de sábado, dia 19/02, Audálio continua esperando uma resposta. Na melhor das hipóteses, suas informações não chegaram às mãos do ministro José Eduardo Cardoso. Não tenho como saber porque também não consegui falar com o ministro. Na sexta-feira à tarde, depois de ler o e-mail acima que Audálio enviou ao chefe de gabinete, sem receber retorno, liguei para o gabinete do ministro. A secretária que me atendeu, provavelmente a mesma que recebeu as ligações de Audálio Dantas, já ia me despachando direto para a assessoria de imprensa do ministério. Fui bem educado: “Minha senhora, eu não quero entrevistar o ministro. Eu preciso falar com ele pessoalmente sobre um caso grave e urgente do qual ele deve tomar conhecimento”. Só aí ela permitiu que eu soletrasse meu sobrenome, respondeu-me que sabia quem eu era, pediu os números dos meus telefones e, imaginei, cuidou de passar a ligação para o ministro. Minutos de silêncio depois, a secretária voltou para me dizer, sem muita convicção, que o ministro estava ocupado e me ligaria em seguida. Também estou esperando até agora. Na hierarquia da falta de respeito pela própria função que exerce, o menos responsável nesta história é o funcionário de nome Raines, que se apresentou como historiador ao atender (ou melhor, deixou de atender) Audálio Dantas. A sua superiora, Maria Esperança de Resende, coordenadora-geral da Coordenação Regional do Arquivo Nacional no Distrito Federal, é quem assina o absurdo pedido de documentos. Alguém superior a ela a colocou lá sem perguntar se as suas qualificações eram adequadas ao seu pomposo cargo no comando do Arquivo Nacional. Talvez o jeito mais simples e barato de resolver este problema seja baixar outro decreto presidencial e devolver o Arquivo Nacional à Casa Civil da Presidência da República, como era antes, já que o Ministério da Justiça não parece muito interessado no assunto nem preocupado com o seu funcionamento. Das duas uma: ou Cardoso está muito mal assessorado ou não entendeu ainda quais são os seus compromissos e responsabilidades no Ministério da Justiça do governo de Dilma Rousseff, a presidente da República que, ao contrário de Vladimir Herzog, conseguiu sobreviver às torturas na ditadura militar". Quem pensa que já viu tudo nessa história escabrosa perpetrada pelo "porquinho" José Eduardo Cardoso e seus asseclas no Ministério da Justiça, está enganado. O membro da "nomenklatura" petista Ricardo Kotscho deixou que fossem postados comentários ao seu texto, em seu blog, que insinuam claramente, ligações suspeitas do "porquinho" José Eduardo Cardoso com o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. Para uma parcela da "nomenklatura" petista, Daniel Dantas é a própria encarnação da "besta". Já para outra metade, ele é um bom companheiro de viagem. Como Ricardo Kotscho não deve deixar que seja postado qualquer tipo de comentário em seu blog, supõe-se que ali estão publicados porque tiveram a liberação expressa dele. Leia os comentários abaixo e confira:
16 comentários para “A terceira morte de Vlado Herzog”
marcus benedictusdisse:19/02/2011 às 19:49
Ricardo, Determinadas coisas do governo Ptista, infelizmente se esbarra com conceitos enraizados em uma poça de lama que, para agradar grupos minoritários quer possui algum poder ou é ameaçador por possuir uma força. Não é a primeira vez quer isso acontece. Os maiores segredos continuam arquivados nos porões da ditadura que ainda funcionam para determinados casos principalmente os mais pesados como o assassinato do Vlad em 1975. São pantomimas que o governo Ptista fez para não quebrar a imagem factoide de um partido que se diz sempre de esquerda, apesar estar na situação, Existem determinados posicionamentos que é policamente correto com relação a estre pequeno grupo, mas que se dane ser politicamente incorreto para a população. Não cantam e decantam que é transparencia, que todos os brasileiros tem o acesso aos arquivos da ditadura? Esta aí a prova de que não passa de uma estórinha. Dilma demonstra que quer isso, pois foi vítima mas, seu caso é água com açucar em relação ao Vlad. Por outro lado, estas posturas de “BIG BOSS” que o ministro demonstra ter não é pontual, é uma coisa perene seja em que posição de governo esteja. É o famoso sai de banda, “diz que fui tomar um café”, em fim, o mais comum e absurdo é dizer que fulano está em reunião. Isso se chama “CAGAÇO” deste ministro, de seu assessor em futucar a titica embalssamada pois pode despertar a maldição da mumia. Só que hoje, a múmia está sentada na cadeira de ministro da Justiça dando um péssimo exemplo, dando um péssimo sinal de que realmente sua indicação foi politica.
Absurdo a realidade conclusiva do que se fala e do como se age. Este ponto ditadura, DOI CODI e outros aparelhos de tortura ainda é um TABU que o governo carrega. E olha que tem torturado militando no governo. Mas quem tem #%$@ tem medo!!!
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targinosilvadisse:19/02/2011 às 20:04
Quer conhecer o vilão de lhe o bastão na mão.
(Ditado popular – longe de achar que o ministro é um vilão – sentido figurado)
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Tweets that mention A terceira morte de Vlado Herzog | Balaio do Kotscho -- Topsy.comdisse:19/02/2011 às 20:05
[...] This post was mentioned on Twitter by Jose Roberto Toledo, Fabrício Santos, Paulo Ricardo, Daniel Bramatti, Marcelo Semer and others. Marcelo Semer said: RT @zerotoledo: Paulada @balaiodokotscho: A terceira morte de Vlado Herzog http://bit.ly/hlDVVe [...]
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carlos dóriadisse:19/02/2011 às 20:27
Caro Ricardo, não consigo ler por inteiro seus textos pois agora parecem anúncios dentro do mesmo que impedem que isso aconteça. Isso só ocorre com o seu blog. abç carlos dória
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Paulo VIdisse:19/02/2011 às 20:37
Endosso o que o Carlos disse.
victor ugodisse:19/02/2011 às 20:35
Kotscho, o PHA tem sérias preocupações em relação ao ministro da Justiça (diz ser indicação de DDantas). depois do seu relato acima, passaremos a observá-lo. vamos ver para que lado o ilustre ministro vai tender. pode ser até uma falha na comunicação com os seus subordinados. estamos de plantão.
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Paulo VIdisse:19/02/2011 às 20:41
Prezado Ricardo
Se você for assim com seus amigos que estão no poder, como foi com o Cardoso, você vai se desvenciliar de vários supostos amigos.
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Raul Mendonça disse:19/02/2011 às 20:46
Vivemos em um periodo de muitas contradições onde o que está na moda parece ser o bom. E como assuntos como este que não parecem ser assim para a grande maioria, de importancia relevante, onde muitos preferem as noticias de momento dessas que mostram a melhor roupa que fulano ou ciclano utilizou em festas, as melhores noites, os melhores lugares onde se pode através da alegria esfuziante se libertar e se livrar de estresses cotidianos, deixam de lado coisas que são parte da história de um país, coisas que estão diretamente ligadas a nossa liberdade de expressão e de se conhecer os reais fatos que levaram esse ou aquele a perderem inclusive sua vida a beneficio de muitos. Não é de se espantar que nesse periodo de transformações profundas que estamos inseridos fatos como este aconteçam. O lixo só pode se interessar pelo lixo, imaginar que o lixo vai promover o crescimento do ser humano através da boa informação é tratar as coisas ainda como crianças que não sabem o que fazer diante daquilo que o adulto já é capaz de compreender.
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Enio Barroso Filhodisse:19/02/2011 às 20:57
Caro Kotscho - É bom lembrar a esses burocratas de plantão da canção do João Bosco e Aldir Blanc – O Bêbado e a Equilibrista – que foi o hino da campanha pela Anistia, do porque AINDA “…choram Marias e Clarices no solo do Brasil…” A “equilibrista” dessa história me parece ser a secretária, quanto ao “bêbado” não tenho dúvidas que se trata do “chefete da p.rra do gabinete” !!! É O PORRE DO PODER !!! Quando eu digo que tem que acabar com certos tipos de “assessores” tenho ou não tenho razão ? Não sabem nada das razões pelas quais HOJE somos governo !!! Não conhecem nada da nossa história !!! MAS SEMPRE CONHECEM ALGUÉM QUE CONHECE UM POUCO !!! Com um “currículumzinho” arranjado (ou suspeito) e uma “puxaçãozinha do saco certo” viram até “chefes de gabinete” !!! Eu conheço vários assim !!! Nuca ouvi falar desse Flávio Caetano !!! No PT pelo menos nunca soube de sua existência e olhe que eu conheço todos…ou quase todos !!! Diferente do Zé Eduardo Cardozo, meu amigo e companheiro. Não quero crer que partiu dele essa lambança. Sei que é dos melhores quadros do PT. Eu o conheci quando ele era ainda assessor do Pedro Dalari quando Secretário de Governo da Luíza Erundina na Prefeitura de São PAulo. Depois assumiu a Secretaria. É competente e é do bem !!! Porém eu prefiro me juntar a voce Ricardo Kotscho e ao grande e querido amigo ( que nunca foi do PT !!! ) Audálio Dantas E DECLARAR SUSPENSA A MINHA AMIZADE AO ENTÃO MINISTRO DA JUSTIÇA até que os documentos necessários para o livro histórico do Audálio, que como voce bem disse “é parte daquela e de toda a nossa história” sejam a ele encaminhados !!! E COM UM PÚBLICO E SONORO PEDIDO DE DESCULPAS !!!
Em nome do “Vlado” !!! Em nome da Clarice Herzog !!! Em nome do Audálio !!! Em nome do Kotscho !!! Em nome de mim que estou no PT antes da chegada do hoje Ministro !!! E em nome de todo o Brasil que sofreu as dores da ditadura militar e assassina com suas “nuvens lá do mata-borrão do céu chupando manchas torturadas ” !!! Caso contrário o Ministro Zé Eduardo Cardozo vai arrumar um “rabo de foguete” comigo e com quem mais eu conheço dentro do PT !!! “…Mas sei, que uma dor Assim pungente Não há de ser inutilmente
A esperança…  Dança na corda bamba De sombrinha E em cada passo Dessa linha Pode se machucar… Azar! A esperança equilibrista
Sabe que o show De todo artista Tem que continuar…” FIQUEM ESPERTOS !!!
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SIQUEIRA.............disse:19/02/2011 às 21:16
Companheiro Ricardo, quando aparecer um candidato, mesmo que a vereador se comprometendo a acabar pelo menos a uns oitenta por cento da burocracia que existe em nosso país,nos orgãos públicos, tenha certeza que este será um otimo candidato a presidente do nosso querido país, pois nesse mundo globalizado não haverá espaço no futuro para profissionais incopetentes mesmo em países de comunistas fechados, um dia a net chegará lá e a incopetencia denunciará a razão, ai a ignorancia dará lugar a competencia, e aonde houver incopetencia o competente reinará.
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Regina Angela disse:19/02/2011 às 21:21
Ricardo, se você, que tem as credenciais, os prêmios, a capacidade e a honestidade que tem, não consegue nem falar com as pessoas que poderiam dar uma solução ao caso, imagine nós, os pobres mortais, se precisarmos contar com qualquer coisa que venha dessa corja que está no poder, cuja única coisa que quer, é conseguir um cargo e dar uma banana a sua própria estória e ao país. Mas, não desista não, pois precisamos de pessoas com seu caráter e integridade.
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ubiratan costa disse:19/02/2011 às 21:23
Quando eles chegam ao poder tudo muda. Cansei destes revolucionários, comunistas, sindicalistas, esses bandos não passam de oportunista
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glaisson disse:19/02/2011 às 21:27
Deve haver algum mal entendido. Nao acredito que o ministro dessa maneira. De qualquer forma esta devendo uma explicacao, nao apenas ao Kotscho e ao Audalio Dantas, mas a todos os que conhecen a historia de vladimir Herzog. Aguardemos, pois. O fato tambem e que em Brasilia ta cheio de deslumbrados que se acham os tais por estarem no governo, esquecendo que o governo do PT tem que ser diferente. Cabe aos titulares dos ministerios enquadrarem essas figuras. E corrente em Brasilia que o tratamento dado aos servidores federais pelas novas chefias, desde a posse de Lula, e caracterizado, muitas vezes, pela arrogancia e o autoritarismo, e que isso inclusive teria influenciado nos resultados eleitorais de 2010, em que Dilma ganhou por pouco do candidato da direto no Distrito Federal. Ta na hora de acabar com isso. Sou petista ha 31 anos e nao aceito esse tipo de conduta.
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WIdmark disse:19/02/2011 às 21:38
Um telefonema do Daniel Valente Dantas para o senhor José Eduardo Cardoso seria LINHA DIRETA. Uma pena que tenhamos um ministro da jUStiça comprometido, não com a justiça, perdido e desinformado, mas aqui diz tudo: ” a presidente da República que, ao contrário de Vladimir Herzog, conseguiu sobreviver às torturas na ditadura militar”.
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Tânia Gonçalves disse:19/02/2011 às 21:48
Algumas pessoas não podem ter dinheiro e poder.
As fracas de caráter é claro. Por que algumas fazem tanta questão de “trabalhar” para o governo? Se fossem tão qualificadas talvez ganhassem mais trabalhando numa instituição privada. É certo que não apareceriam na mídia tantas vezes. Mas e o “EGO” e o “STATUS” e os bons “RELACIONAMENTOS”? Com raras excessões esses são os seres que habitam a esplanada dos ministérios (com minúsculas mesmo). É exercendo esses cargos que dão poder que eles se sentem bem. São uns inseguros que precisam da proximidade do poder para se sentir gente. Eles precisam urgente de terapia, mas com psiquiatra porque o caso é grave.
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Zé Boquinha disse:19/02/2011 às 21:51
Ai ai ai… Tá me parecendo, torço para estar errado, que Kotscho quer voltar para a Folha… É dia sim, outro também, de críticas para um governo que apenas começa. O Balaio começa a cheirar mal…