terça-feira, 15 de março de 2011

Juiz dá mais prazo para defesa de pilotos americanos do jatinho Legacy

A Justiça Federal de Mato Grosso estendeu em uma semana o prazo para que os advogados dos pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino enviem os depoimentos das testemunhas de defesa arroladas nos Estados Unidos. A mudança da data limite, que venceria nesta terça-feira, atendeu a um pedido da defesa, que queria mais tempo para concluir a tradução das declarações juramentadas das testemunhas. A decisão é do juiz Murilo Mendes, de Sinop (cidade localizada a 500 quilômetros de Cuiabá). Lepore e Paladino são réus no processo que apura o crime de "atentado contra a segurança do transporte aéreo" no episódio da colisão entre um jato Legacy, que os americanos pilotavam, e um Boeing da Gol, em setembro de 2006. Entre as sete testemunhas, duas estavam no jato no momento da colisão e as demais são profissionais da aviação escolhidos para fornecer referências sobre a qualificação profissional dos réus. Estão mantidos para os dias 30 e 31 deste mês os depoimentos dos pilotos. Eles serão ouvidos por meio de videoconferência. O Boeing da Gol que fazia o vôo 1907 ia de Manaus (AM) para o Rio de Janeiro com previsão de fazer uma escala em Brasília. Ao sobrevoar a região Norte do País, foi atingido pelo Legacy da empresa americana ExcelAire. Os destroços do Boeing caíram em uma mata fechada, a cerca de 200 quilômetros do município de Peixoto de Azevedo (MT). Mesmo avariado, o Legacy, que transportava sete pessoas, conseguiu pousar em segurança em uma base na serra do Cachimbo (PA).

Polícia Federal pede para prorrogar inquérito do caso Erenice pela quarta vez

A Polícia Federal pediu, pela quarta vez, a prorrogação do inquérito que investiga suposta prática de tráfico de influência  na Casa Civil durante a gestão da ex-ministra petista Erenice Guerra. O pedido foi feito ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região no início da noite de segunda-feira. O inquérito foi instalado em setembro do ano passado. Outros três pedidos de prorrogação já tinham sido feitos, em outubro e  novembro de 2010 e em janeiro deste ano. A ex-ministra é investigada por supostamente participar de um esquema para beneficiar empresas privadas que teriam contratos com a Capital Assessoria e Consultoria, empresa na qual atuavam seus dois filhos. A ministra petista acabou deixando o governo por conta do escândalo. Segundo a Polícia Federal, o novo pedido de prorrogação se deve à necessidade de tomada de depoimentos pendentes e de perícias. Uma das hipóteses sobre a perícia é a análise de dados dos computadores da Casa Civil, entre eles o que era usado pela ministra. O advogado de Erenice, Sebastião Tojal, disse que nunca teve acesso a relatórios sobre o conteúdo dos arquivos nos computadores, o que poderia significar que a perícia nas máquinas ainda não foi realizada. Desde que o inquérito foi instalado, em 14 de setembro do ano passado, dois dias antes de Erenice pedir demissão da Casa Civil, os agentes federais já haviam interrogado cerca de 30 envolvidos nas denúncias de tráfico de influência. Erenice foi secretária-executiva da Casa Civil e braço direito da então ministra Dilma Rousseff. Com a saída de Dilma para disputar a Presidência, ela assumiu o comando da Casa Civil. A comissão de sindicância interna instalada na Casa Civil em 18 de outubro do ano passado para apurar denúncias de supostos atos de tráfico de influência durante a gestão da ex-ministra Erenice Guerra chegou ao fim sem sugerir punição a ex-servidores.

Boeing 747-8 Intercontinental conclui teste final de simulação

Boeing 747-8 Intercontinental
A Boeing concluiu teste final de desafio no primeiro jato comercial 747-8 Intercontinental. Os dois dias de testes terminaram na noite do último domingo. "A equipe continua a fazer um ótimo trabalho para colocar o 747-8 Intercontinental no ar", disse Elizabeth Lund, vice-presidente e gerente geral do programa 747: "Quando a aeronave levantar vôo será um grande dia para a equipe". O teste de simulação reproduz condições de vôo para testar os sistemas e garantir que a aeronave esteja pronta para voar. Durante o procedimento, os pilotos de teste da Boeing puseram a aeronave à prova.

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Israel construirá cerca em fronteira com Jordânia

Israel construirá uma cerca em sua fronteira com a Jordânia para impedir a imigração ilegal, anunciou nesta terça-feira o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O chefe do governo israelense afirmou que deu instruções ao Exército para que inicie o planejamento da cerca, que tentará impedir a passagem de imigrantes sem permissão procedentes de países africanos. "Teremos que construir uma cerca também no leste, porque se bloquearmos uma fronteira eles poderão entrar pela Jordânia", disse o premiê em uma conferência na cidade de Eilat (sul de Israel), após visitar a cerca que o Exército está levantando na fronteira com o Egito. Netanyahu disse que a imigração ilegal "muda a configuração da população e rouba postos de trabalho dos israelenses, ameaçando alterar o caráter judeu e democrático do Estado": "Temos que frear o fluxo de infiltração para proteger nosso futuro", afirmou o primeiro-ministro israelense.

Fluxo de grãos até Paranaguá segue afetado por danos na BR-277

O fluxo de soja, milho e outras mercadorias para o segundo maior porto brasileiro, o de Paranaguá (PR), continuou praticamente paralisado nesta terça-feira, devido ao estrago causado pelas fortes chuvas do final de semana na rodovia e na ferrovia de acesso ao porto. Os carregamentos de navios com soja, farelo de soja e milho foram retomados na manhã desta terça-feira, após as chuvas terem interrompido a atividade nesta madrugada, segundo fonte do porto. "Nós temos três navios atracados e carregando soja, milho e farelo de soja", disse o porta-voz do porto: "Estimamos que há quantidade suficiente de grãos armazenados em silos públicos e privados do porto para carregar esses três navios e os quatro outros que estão esperando no corredor de exportação". Os três navios sendo carregados vão levar 160 mil toneladas de grãos. A capacidade de armazenamento do porto está completa, com cerca de 1,5 milhão de toneladas de grãos em silos e armazéns. Com o tempo seco, o porto pode carregar 100 mil toneladas de grãos por dia, mas conseguiu carregar apenas 25 mil toneladas nas últimas 24 horas, devido às chuvas. Existem 22 navios na fila para carregar grãos, principalmente soja, farelo e milho. As chuvas do final de semana na rodovia BR-277, que desce pela Serra do Mar em direção ao porto, causaram estragos nas pontes da estrada, disse a Polícia Rodoviária Federal nesta terça-feira. Os problemas com as pontes se concentram na região litorânea, entre os km 29 e 12, segundo a Ecovia, concessionária da rodovia. "As duas pistas da descida ao porto foram afetadas por um deslizamento de terra e apenas uma das duas pistas que vinham do porto está apta para tráfego, portanto o percurso está lento, com o tráfego subindo e descendo alternadamente em uma única pista", disse uma fonte da polícia. Caminhões de grãos estão começando a ser liberados aos poucos para passar pela via trafegável, mas a movimentação continua lenta devido à capacidade limitada da rodovia.
Cerca de 70 por cento dos grãos chegam ao porto sendo transportados por caminhões. Estima-se que mais de mil cheguem por dia, normalmente. O porto recebe os outros 30 por cento de grãos por meio da ferrovia da América Latina Logística. A ferrovia também está paralisada desde sexta-feira, devido às pesadas chuvas: "Esperamos que cargas de soja e milho comecem a fluir novamente na quarta-feira", disse um representante da empresa. "Temos cargas de farelo da Bunge e da ADM em espera".

Desembargador é aposentado pelo CNJ por favorecer escritório de advocacia

O desembargador Antônio Fernando Guimarães, do Tribunal Regional do Trabalho de Belo Horizonte, foi aposentado de maneira compulsória pelo Conselho Nacional de Justiça após ser acusado pelo Ministério Público Federal de favorecer o escritório de advocacia Vilhena & Vilhena, que atuava no tribunal. Em troca, o desembargador mora há 10 anos em um apartamento de luxo pagando apenas R$ 200,00 de aluguel. Uma série de fatos que indicavam o tráfico de influência e a obtenção de vantagem financeira indevida de Antônio Fernando Guimarães foram apresentados pelo relator do processo no Conselho Nacional de Justiça. O apartamento onde Guimarães mora há 10 anos tem 380 metros quadrados, fica no bairro de Lourdes, um dos mais caros de Belo Horizonte, e pertence ao dono do escritório de advocacia. O aluguel deveria custar em torno de R$ 6 mil. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, Guimarães, enquanto corregedor do TRT mineiro, analisou nove reclamações promovidas pelo escritório de advocacia, que alegavam erros ou vícios nas decisões judiciais proferidas por outros magistrados. O desembargador não apenas julgou procedente todos os pedidos, como alterou o mérito das determinações, em claro desvio funcional, conforme o Conselho Nacional de Justiça. O CNJ encaminhou cópia do processo à OAB e à Receita Federal para investigação de sonegação de impostos e possíveis irregularidades praticadas por advogados. No mesmo processo, o CNJ absolveu o desembargador Ricardo Antonio Mohallem, também do TRT de Belo Horizonte, acusado de ter cometido infração disciplinar ao permitir que um dos servidores de seu gabinete, cujo pai é advogado do escritório Vilhena & Vilhena, elaborasse as decisões em algumas causas movidas pela banca. Durante a sessão no Conselho Nacional de Justiça os conselheiros manifestaram indignação com os fatos apurados. "Nunca vi um processo que desmascarasse a magistratura brasileira como este", disse a ministra Eliana Calmon, corregedora Nacional de Justiça, que considerou "um câncer nacional" a influência dos escritórios de advocacia nos tribunais.

Camâra aprova R$ 968 milhões para merenda e transporte escolar

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira a Medida Provisória (MP) 508, que concede crédito extraordinário de R$ 968 milhões ao Ministério da Educação. Os recursos serão usados nos programas nacionais de apoio ao transporte escolar e de alimentação escolar. A MP, que segue agora à apreciação do Senado Federal, foi aprovada simbolicamente por acordo entre as lideranças partidárias. De acordo com a exposição de motivos da MP, o programa de transporte escolar beneficia cerca de 5 milhões de estudantes da zona rural, da educação básica, que não teriam outra condição de comparecer às escolas e cerca de 47 milhões de estudantes, que são atendidos com a merenda escolar.

Morre em bombardeio mais um chefe das Farc procurado por tráfico de cocaína

Um chefe das Farc (organização terrorista e traficante de cocaína),acusado de enviar cocaína aos cartéis mexicanos e cuja extradição era pedida pelos Estados Unidos, morreu em um ataque militar no sul da Colômbia, o que foi considerado pelo governo como mais um passo para enfraquecer os terroristas. A morte de Oliver Solarte, integrante da Frente 48 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, aconteceu na segunda-feira perto do município de San Miguel, no departamento de Putumayo, próximo à fronteira com o Equador, disse o presidente colombiano, Juan Manuel Santos. "Esse bandido era uma pessoa muito importante dentro das Farc, comandava todo o narcotráfico e o tráfico de armas do Bloco Sul das Farc", afirmou o presidente. Ele acrescentou: "Tinha contatos com os cartéis do México em seu trabalho de traficar drogas e de conseguir financiamento para este grupo terrorista. É um golpe muito importante às Farc, vão caindo um atrás do outro, não vamos baixar a guarda".

Sonda da Nasa chega à órbita de Mercúrio mais de seis anos após lançamento

Mais de seis anos depois de ter sido lançada da Terra, a sonda espacial norte-americana Messenger deve começar nesta quinta-feira a orbitar Mercúrio, no primeiro contato com o pequeno planeta rochoso desde 1975. Os astrônomos estão interessados em Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, porque ele é rochoso como a Terra, e não gasoso, como Júpiter. Existem muitas dessas esferas rochosas em torno de estrelas fora do nosso sistema solar, o que significa que Mercúrio poderia oferecer pistas sobre outros mundos, segundo nota divulgada pela Nasa. "Agora que tantos novos planetas são descobertos ao redor de estrelas em outros sistemas solares, precisamos saber os efeitos do desgaste espacial em superfícies rochosas, para que possamos interpretar os dados telescópicos e de outras formas de sensoriamento remoto que obtemos de outros mundos rochosos ou poeirentos", disse Ann Sprague, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, que está envolvida no projeto. O Messenger partiu em 3 de agosto de 2004, e desde então fica "dançando" entre a Terra, a Lua e Mercúrio propriamente dito, em um complexo movimento que o impede de ser atraído pelo campo gravitacional do Sol. Na noite de quinta-feira, a sonda começará sua missão de um ano de duração em torno de Mercúrio, orbitando-o uma vez a cada 12 horas e preenchendo lacunas visuais deixadas pela última sonda que esteve lá, a Mariner 10, em 1974-75. A nave, com dois painéis solares para alimentação e um guarda-sol para mantê-lo fresco o suficiente para operar, vai estudar a história geológica, o campo magnético, a composição da superfície e outros mistérios desse planeta tão pouco conhecido. Quando a missão terminar, a nave vai cair na superfície do planeta. Com um diâmetro ligeiramente maior que o da Lua (cerca de 4.800 quilômetros), Mercúrio deveria ser todo sólido, até o núcleo. Mas a presença de um campo magnético sugere que ele é parcialmente derretido por dentro.
Há décadas os cientistas precisam se contentar com as fotos feitas pela Mariner 10, de um só lado do planeta, além de observações terrestres e dados obtidos a partir de Marte e de meteoritos. No caminho até Mercúrio, o Messenger conseguiu tirar muitas fotos que tinham escapado à Mariner, e restam agora apenas cerca de 5 por cento do planeta por mapear, principalmente nos polos. A sonda tentará captá-los.

Tropas de Muamar Kadahfi assumem controle de Ajdabiya

O vice-ministro líbio das Relações Exteriores, Khaled Kaaim, informou na noite desta terça-feira que a cidade de Ajdabiya, no leste da Líbia, está "sob o controle" das forças de Muammar Kadafi, desmentindo um comunicado dos rebeldes. "Confirmo que Ajdabiya está sob nosso controle e que as forças leais ao governo se dirigem a Bengazi", o bastião rebelde no leste do país, disse Kaaim. A TV líbia já havia noticiado a queda de Ajdabiya nas mãos das forças do coronel Kadafi, mas a informação foi desmentida pelos rebeldes. "Ajdabiya segue nas mãos dos revolucionários", declarou Khaled El Sayeh, porta-voz do Conselho Nacional Líbio, órgão dirigente da oposição, após a notícia na TV estatal. Impulsionada pela derrocada dos presidentes da Tunísia e do Egito, e pelas transmissões da emissora de televisão Al Jazeera, que tem entre seus comentaristas o principal clérigo do Irmandade Muçulmano egípcia (esta organização islâmica é a mãe de todas as organizações terroristas islâmicas), a  população da Líbia iniciou protestos contra o ditador Muamar Kadahfi, que comanda o país desde 1969. As manifestações começaram a tomar vulto no dia 17 de fevereiro e, em poucos dias, ao menos a capital Trípoli e as cidades de Benghazi e Tobruk já haviam se tornado palco de confrontos entre manifestantes e o exército. Parece que o "amigo", "líder" e "chefe" de Lula irá se manter no poder.

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Rio Grande do Sul tem recorde de criação de vagas para fevereiro

O saldo líquido de empregos criados com carteira assinada no Rio Grande do Sul em fevereiro foi de 20.380, um crescimento de 0,85% em relação a janeiro. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta terça-feira. O resultado no Estado foi o melhor para o mês de fevereiro da série histórica do Caged, que começou em 1992. A região Sul gerou 59.095 postos de empregos formais, também um resultado recorde para o mês de fevereiro e o segundo melhor da série histórica do Caged. No Estado, o setor que mais criou oportunidades no mês passado foi a indústria da transformação, com 10.792 novos empregos. Serviços foi o responsável pela criação de outras 6.346 vagas. O setor agropecuário gerou apenas 1279 postos.

José Agripino assume presidência do DEM dizendo que partido "não abriga oportunista"

Em seu discurso como novo presidente do DEM, o senador José Agripino Maia (RN) reafirmou as bandeiras do partido como legenda de oposição. Em um recado ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), José Agripino disse que "ninguém se abriga por oportunismo numa legenda de oposição", por isso é necessário ter convicções oposicionistas para integrar o partido. "O que eu defendo, eleito por vocês presidente do partido, é que nós coloquemos o sentimento partidário e as idéias do partido acima de interesses pessoais", disse ele. O nome do prefeito paulistano não foi mencionado em nenhum dos discursos da convenção nacional do DEM que elegeu Agripino novo presidente da sigla. O líder do partido no Senado, Demóstenes Torres (GO), foi o único a mencionar a possibilidade de alguns filiados deixarem o partido junto com Kassab, mas sem citar o nome do prefeito. "José Agripino é o nome capaz de fazer com que aquelas pessoas que desejam sair do partido possam ainda ficar. Não queremos de forma alguma ter uma posição radical, ter posição de imposição partidária", afirmou. Em um afago à senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que ameaça deixar o DEM junto com o grupo de Kassab, José Agripino defendeu a preservação do meio ambiente aliada ao desenvolvimento. A senadora é presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) e defensora do agronegócio no Congresso. "Defendo que a defesa do meio ambiente conviva com o desenvolvimento. Isso é modernidade, que tem que ser bandeira do Democratas", afirmou ele. José Agripino disse que aceitou a "missão" de comandar o DEM depois que as duas alas divergentes do partido fizeram sucessivos apelos para que ficasse no controle da agremiação em um mandato-tampão até setembro, quando o DEM elegerá um novo presidente. O grupo do ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC), ligado a Kassab, travou uma disputa interna com o grupo do ex-presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), que quase levou à implosão da sigla.

Conselho de medicina determina interdição de IML em Recife

O Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco) determinou nesta terça-feira a interdição do setor de necropsia (exame para determinar a causa da morte) do Instituto de Medicina Legal de Recife. O conselho alegou falta de condições de trabalho. Na última sexta-feira, os funcionários do setor iniciaram uma operação padrão para reivindicar melhorias em salários e na infraestrutura do local. Três dias depois, o Cremepe fez uma visita técnica ao local e detectou irregularidades na estrutura do IML, como infiltrações, macas quebradas e falta de iluminação adequada, e nas condições de trabalho médico. A partir da próxima sexta-feira, os corpos que se encontram no IML de Recife serão liberados como "causa indeterminada de morte", sem passar por necropsia. Na manhã desta terça-feira, cerca de 40 corpos esperavam a liberação do IML. "Não há palavras para descrever o que vimos ontem no IML. Os direitos humanos não se encerram junto com a morte", afirmou, em nota, o presidente do Cremepe, André Longo.

Ministro Carlos Lupi diz que Brasil poderá ganhar com tragédia no Japão

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse nesta terça-feira que o Brasil poderá ganhar mais do que ter prejuízo com a tragédia que ocorreu no Japão. De acordo com Lupi, em um momento inicial poderá haver perdas de empregos em setores como minérios e siderurgia, por conta da queda na demanda por esses produtos pela indústria japonesa. Mas isso seria compensado mais tarde com o aumento da importação de outros produtos. "O Brasil vai acabar, apesar de não desejarmos essa tragédia para ninguém, não tendo prejuízo, até ganhando com isso", afirmou ele. Segundo o ministro, haverá grande demanda por produtos brasileiros durante a reconstrução de cidades japonesas, como alimentos. "Ao mesmo tempo que vai ter o efeito negativo em alguns setores de minérios, vai ter um efeito de melhorar outros setores de exportação para reconstruir um novo Japão. Perde por um lado e ganha para outro, mas a média acho que será positiva", afirmou.

Pedido de vista adia julgamento da Castelo de Areia no STJ

Com o julgamento empatado em 1 a 1, o ministro Celso Limongi, do Superior Tribunal de Justiça, pediu vista nesta terça-feira e adiou a análise da validade das gravações telefônicas da operação Castelo de Areia da Polícia Federal. A suspensão ocorreu após o ministro Og Fernandes votar pela legalidade das escutas e defender a liberação das investigações que estão paradas desde janeiro de 2010. A operação envolve políticos, agentes públicos e construtoras. Esse é o segundo pedido de vista do caso. O outro ocorreu em setembro do ano passado. Os ministros analisam habeas corpus apresentado pela defesa da Construtora Camargo Corrêa que pede a anulação das escutas. O argumento é que as interceptações da Polícia Federal começaram a partir de uma denúncia anônima, o que seria ilegal. O ministro Og Fernandes considerou a operação legal. Segundo ele, as ações da Polícia Federal começaram com uma denúncia anônima, mas antes da quebra do sigilo telefônico foram realizadas diligências e uma pesquisa no banco de dados da corporação. A análise do material da Polícia Federal identificou o doleiro apontado na denúncia anônima que estaria atuando no mercado negro de moeda estrangeira e provavelmente realizando uma lavagem de dinheiro. A ligação estaria na delação premiada do doleiro Marco Antônio Cursini oferecida em outra operação da Polícia Federal. Para Og Fernandes, as escutas e as provas que dela surgiram não podem ser consideradas ilegais. "Não tenho dúvidas da rigidez das investigações. A autoridade policial efetivamente efetuou diligências preliminares, tal qual preceituaram este tribunal e o Supremo. Havia delação premiada meses antes da delação apócrifa. Afasto a nulidade inicial". O ministro divergiu da relatora do caso, ministra Maria Tereza de Assis Moura. Ela defendeu a ilegalidade das interceptações que motivaram as ações da Castelo de Areia. O voto da ministra, na prática, pode anular toda a operação. Ainda restam dois votos. Após o voto de Og Fernandes, a relatora voltou a defender a nulidade das gravações da Castelo de Areia. "Eu não dou a quebra de sigilo telefônico como boa. Ela foi genérica, indiscriminada, atingindo toda e qualquer pessoa e não pode ser ponto de partida. E como delação premiada e invocada como fundamento para a primeira quebra. Lá na frente, numa justificativa é mencionada que haveria uma delação premiada que acaba sendo descoberta que não estava nos autos. Eu não admiti". Og Fernandes disse que sem as interceptações não seria possível avançar nas investigações. "Não vislumbro na decisão judicial que originou o acesso aos dados cadastrais a mácula apontada pelos ilustres defensores. Não havia outros meios menos gravosos ou invasivos para colocar as provas", disse ele. As medidas da Operação Castelo de Areia foram suspensas em janeiro de 2010 pelo então presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Cesar Asfor Rocha. O ministro entendeu que seria melhor travar os desdobramentos da operação até a decisão final sobre a validade das provas. Argumentou que o processo contra as empreiteiras causaria "efeitos particularmente lesivos, por submetê-los a processo penal aparentemente eivado de insanáveis vícios". Esse inquérito da Polícia Federal apura fraudes em concorrências, superfaturamento de contratos e pagamentos de propina, além do uso do dinheiro arrecadado pelo esquema para irrigar o caixa de partidos e mais de 200 políticos.

Medicamentos podem ter aumento de 3,54% a 6,01%

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) confirmou que a partir do dia 31 de março fabricantes de medicamentos poderão reajustar os preços entre 3,54% e 6,01%. Estão sujeitos a esse percentual todos os produtos com exceção dos fitoterápicos, homeopáticos e dos que têm grande concorrência, como a aspirina. O percentual de 3,54% vale para medicamentos com menor participação de genéricos. O de 6,01%, equivalente à inflação acumulada no último ano, é para os que têm maior participação dos genéricos.

Dilma diz que infraestrutura para Copa-2014 chegará a R$ 33 bilhões

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira que os investimentos em infraestrutura para a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil chegarão a R$ 33 bilhões. "São recursos destinados à modernização e construção de aeroportos, portos, melhorias no transporte urbano, na segurança e na saúde", disse ela na coluna semanal "Conversa com a Presidente". Os aeroportos são justamente o principal motivo de preocupação dos organizadores do Mundial para o sucesso do evento. Considerados ultrapassados, os terminais brasileiros foram citados até por Pelé como possíveis motivos de "vergonha" para o Brasil na Copa, e a Fifa já disse que espera uma resposta do governo brasileiro. Mesmo admitindo que não se trata de uma tarefa fácil, a presidente procurou afastar as preocupações quanto a um despreparo para receber o Mundial. "Lembro que durante a Copa das Confederações, realizada na África do Sul apenas um ano antes da Copa do Mundo, dizia-se que o país não conseguiria realizar as obras necessárias a tempo. No entanto, o Mundial foi considerado um sucesso". Dilma também projetou a criação de 330 mil novos empregos e 400 mil temporários com a edição da Copa, que deve atrair 600 mil turistas ao Brasil.

Consolidação em siderurgia deve crescer até 25% em 2011

As transações de fusões e aquisições no setor de siderurgia devem subir entre 15% e 25% em 2011, após somarem US$ 10,7 bilhões no ano passado, segundo previsão da consultoria PwC. A empresa divulgou nesta terça-feira levantamento "Metals Deals" em que traça um panorama mais favorável para consolidação este ano, mas ainda longe do forte nível registrado em 2007 e 2008. "Em 2011, creio que veremos um valor maior que em 2010 (para transações de fusões e aquisições), aproximando-se do número de 2008", afirmou o líder global de metalurgia da PwC, Jim Forbes, a jornalistas. Segundo ele, incluindo negócios na área de mineração que fazem parte da cadeia de metalurgia, o valor das transações registradas em 2010 foi de US$ 27 bilhões, um avanço de 78% sobre o saldo do ano anterior.

Japão impõe zona de restrição aérea sobre usina nuclear

O Ministério dos Transportes do Japão afirmou nesta terça-feira que impôs uma zona de exclusão aérea sobre a área de 30 quilômetros em torno da usina nuclear de Fukushima Daiichi, danificada pelo terremoto do último dia 11. O porta-voz do ministério, Hiroaki Katsuma, disse que a decisão foi tomada diante dos temores de que as partículas radioativas libertadas pelos reatores do complexo na atmosfera poderiam entrar nas aeronaves e contaminar seus ocupantes. As partículas poderiam ainda ser levadas pelo avião a lugares distantes de Fukushima, espalhando a radiação. A zona de exclusão aérea não se aplica aos helicópteros, utilizados nesta terça-feira para jogar água no reator 2, que sofreu uma explosão nesta segunda-feira. A explosão ocorreu perto de uma piscina de supressão, que remove calor debaixo de um reservatório do reator, afirmou a proprietária da usina, a Tokyo Electric Power Co. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) diz que a explosão "pode ter afetado a integridade de sua câmara primária de contenção".

Dilma está preocupada com efeitos da crise nuclear no Brasil

A presidente Dilma Rousseff está "extremamente preocupada" com a crise nuclear japonesa provocada pelo terremoto e tsunami da última sexta-feira. A informação é do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência. "A presidente está extremamente preocupada com os efeitos, inclusive aqui sobre a nossa política, toda essa questão da energia atômica, nuclear. Temos que, com responsabilidade, olhar isso. A presidente está o tempo todo acompanhando as informações e tomando as providências que forem necessárias", afirmou Gilberto Carvalho, após participar, com a presidente e outros 13 ministros, da primeira reunião do Fórum de Direito e Cidadania, no Palácio do Planalto. Apesar da preocupação expressa pela presidente, o ministro afirma que o governo mantém cautela em relação a eventuais medidas a serem tomadas pelo governo brasileiro em sua política de energia nuclear. "Faltam elementos ainda da questão nuclear para que tenhamos uma constatação. Nós ainda estamos observando, não se sabe ainda a extensão da questão japonesa. Só depois de ter uma análise mais profunda pode se pensar nas influências que o evento japonês tem sobre a nossa política nuclear", disse.

Medo de radiação causa pânico e provoca fuga de Tóquio

Muitas pessoas pessoas deixaram Tóquio nesta terça-feira e moradores permaneceram dentro de casa pelo temor de que a radiação de uma usina nuclear atingida pelo terremoto de sexta-feira afete a capital. A usina nuclear de Fukushima, afetada pelo tremor, fica 240 quilômetros a norte de Tóquio. Autoridades disseram que a radiação na capital do país estava dez vezes acima do normal à noite, mas que não seria o suficiente para prejudicar a saúde. Apesar disso, moradores e turistas decidiram deixar a cidade. Várias empresas retiraram seus funcionários de Tóquio, visitantes reduziram o período de férias e companhias aéreas cancelaram vôos. A Administração de Aviação dos Estados Unidos informou que se prepara para redirecionar rotas caso a crise nuclear se agrave. Aqueles que permaneceram na capital japonesa decidiram estocar alimentos e outros suprimentos, temendo os efeitos da radiação, que causou pânico na cidade de 12 milhões de habitantes. No principal aeroporto da cidade, centenas de pessoas se enfileiravam, muitas delas com crianças, para embarcar em vôos deixando o país. "Não estou tão preocupado com um outro terremoto. É a radiação que me assusta", disse Masashi Yoshida, enquanto segurava a filha de cinco anos no aeroporto de Haneda. Muitas lojas de supermercados da cidade já não tinham mais arroz, um produto essencial no Japão, e as prateleiras que continham pão e macarrão instantâneo estavam vazias.

Ministro da Justiça rebate Exército e diz que instalação da Comissão da Verdade é um "dever"

O ministro da Justiça, o "porquinho" José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça-feira que a criação da Comissão da Verdade é um "dever do Estado brasileiro" e rebateu as críticas do comando do Exército, que já se mostrou contrário ao projeto de lei para criar o grupo. "A Comissão da Verdade, que se discute hoje no Congresso Nacional, é um dever do Estado brasileiro também como a comissão de anistia. O direito ao esclarecimento de fatos é um compromisso histórico, democrático, que tem que estar respaldado na lei. Quem quiser resistir à busca da verdade, o fará nos termos da expressão democrática que hoje nós vivemos. O que eu posso dizer é que a sociedade brasileira hoje quer a verdade", disse o "porquinho" José Eduardo Cardozo. O Exército encaminhou documento ao Ministério da Defesa afirmando que a comissão "poderá provocar tensões e sérias desavenças ao trazer fatos superados à nova discussão". O ministro da Justiça participou na manhã desta terça-feira da homenagem a seis mulheres que foram perseguidas durante a ditadura militar (1964-1985). Entre elas, Maria Thereza Goulart, viúva do ex-presidente João Goulart (1961-1964), deposto pelos militares. Todas elas já foram anistiadas pelo governo brasileiro. Entre as homenageadas estavam ex-companheiras de prisão da presidente Dilma Rousseff. Uma das dirigentes da VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares), Dilma ficou presa de fevereiro de 1970 até o final de 1972. "Eu compartilhei com a presidente Dilma uma cela no presídio Tiradentes, e o mesmo beliche, ela embaixo e eu em cima", lembrou Sônia Hipólito, militante da UNE (União Nacional dos Estudantes) durante a ditadura. "Quando ela chegou no presídio, a gente já viu que ela era discreta e competente. Eu confio inteiramente que ela vai ser uma grande presidente para nós", disse Rose Nogueira, ex-militante da ALN (Ação Libertadora Nacional) e também ex-companheira de prisão de Dilma.

STJ tranca ação penal contra presidente da Câmara de Brasília

O Superior Tribunal de Justiça mandou trancar a ação penal contra o deputado distrital Cabo Patrício (PT), acusado de incitamento à indisciplina, de lesão corporal leve consumada e tentada, de ameaça e de dano qualificado durante movimento reivindicatório na época em que ele era cabo da Polícia Militar do Distrito Federal. A assembléia da categoria aconteceu em 2001 e contou com cerca de 1.500 policiais e bombeiros militares. O cabo e mais dois policiais foram denunciados por incitar os manifestantes presentes à indisciplina e à prática dos crimes militares de motim, insubordinação e perturbação de serviço ou meio de comunicação, instigando-os a radicalizarem, invadindo quartéis e a usarem armas contra os policiais e bombeiros militares que não aderissem ao movimento. Após a eleição de Patrício para deputado distrital, em 2006, houve um desmembramento, seguindo a ação, somente em relação a ele, para o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Na ocasião, o relator determinou o prosseguimento da ação por dano qualificado, desconsiderando a anistia concedida por lei aos policiais e bombeiros punidos por participar de movimentos reivindicatórios por melhorias de vencimentos e de condições de trabalho. No habeas corpus enviado ao Superior Tribunal de Justiça, a defesa alegou que a conclusão de que o crime de dano qualificado não guarda relação com a realização do movimento grevista não deve prevalecer, pois tal delito é um desdobramento dos atos contínuos realizados durante o movimento de reivindicação por melhorias de vencimentos e de condições de trabalho ocorrido em 2001, abrangido, portanto, pela anistia. Para o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, relator do processo no Superior Tribunal de Justiça, todas as condutas ocorreram em um só contexto e estavam intimamente relacionadas ao movimento reivindicatório, sendo um verdadeiro prolongamento umas das outras, por isso que deve sucumbir o pleito condenatório diante da anistia concedida.

Embraer adquire empresa de radares por R$ 28,5 milhões

A fabricante de aviões Embraer anunciou nesta terça-feira a aquisição de 64,7% do capital social da Orbisat da Amazônia. Após a aquisição, a empresa será partida em duas: uma empresa com foco em radares, com faturamento projetado de R$ 50 milhões e 150 empregados, sob controle da Embraer, e outra que deve ficar nas mãos dos antigos proprietários. A divisão de radares da Orbisat visa atender os segmentos de vigilância aérea, terrestre e marítima. No comunicado oficial ao mercado, a Embraer informou que essa empresa trabalha com o Exército no desenvolvimento de um sistema de vigilância para a Amazônia. A transação ainda precisa passar pelo crivo do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e demais autoridades competentes. As vendas de equipamento de defesa, concentradas em aviões, somaram R$ 1,2 bilhão na carteira da Embraer no ano passado. Com a compra da Orbisat e a negociação pelo controle da empresa de eletrônica Atech, a Embraer visa diversificar seu portfólio de produtos militares e de segurança.

Ex-ministro que usou avião da FAB é absolvido

Ronaldo Sardenberg, ex-ministro do governo de Fernando Henrique Cardoso, e atual presidente da Anatel,  foi absolvido pela Justiça Federal de Brasília em ação que pedia a devolução de dinheiro que o governo federal gastou para pagar viagens e hospedagem suas para Fernando de Noronha. As viagens aconteceram quando Sardenberg era ministro de Ciência e Tecnologia do governo Fernando Henrique Cardoso, de 1996 a 1998. Ele fez uso privado de aviões da Força Aérea Brasileira e ficou hospedado no Hotel de Trânsito de Oficiais em Fernando de Noronha. A ação foi movida em 2008 pelo Ministério Público Federal e pedia que o ex-ministro devolvesse o dinheiro que teria sido gasto com as viagens. Na decisão, o juiz substituto da 14ª Vara Federal, Roberto Luchi Demo, diz que era uma "praxe" o uso da estrutura da Aeronáutica por parte de ministros à época. Segundo ele, as aeronaves eram usadas "por questões de conveniência do serviço e segurança, haja vista especificidades das funções de determinadas autoridades". Por isso, o ministro entendeu que não havia "má-fé" nas viagens de Sardenberg. O magistrado admite, porém, que, a princípio, ele não poderia ter feito viagens com aeronaves do governo. "Por mais que sejamos levados pela força dos argumentos a entender que os motivos apresentados pelo réu não justificam o uso da aeronave, a verdade é que a administração vinha chancelando esse posicionamento". Sardenberg não quis comentar a decisão. Ele já havia sido absolvido pelo Supremo Tribunal Federal de ação movida também pelo Ministério Público em que pedia também a perda de direitos políticos e de cargo público. Sua defesa foi feita pela Advocacia-Geral da União.

Eike Batista diz que valorização do real não representa problema para EBX

O bilionário brasileiro Eike Batista, cujos investimentos abrangem setores que vão da mineração ao petróleo e à construção de navios, não considera que o real forte seja um problema para o Grupo EBX. "Para nós isso não importa", declarou Eike Batista, em entrevista à Dow Jones. Segundo ele, o real forte permite ao Brasil importar os equipamentos industriais de que precisa para tornar-se mais eficiente. Ele citou como exemplo o fato de a própria EBX ter se beneficiado da força do real para comprar equipamentos importados com mais facilidade. O real valorizou-se cerca de 45% ante o dólar nos últimos dois anos, o que afeta o setor de exportações do País. Nos últimos meses, o real estabilizou-se em torno de R$ 1,65 por dólar e as autoridades monetárias empenham-se em conter uma valorização maior da moeda. Eike Batista declarou-se "nada preocupado" com o nível atual do real e salientou que o País pode lidar muito bem com a flutuação do câmbio, uma vez que "o mercado interno representa 90% da economia do Brasil".

Governo federal admite armação contra Yeda Crusius ao aceitar devolução das estradas pedagiadas gaúchas

O governador do Rio Grande do Sul, o peremptório petista Tarso Genro, anunciará a qualquer momento que o governo federal da petista Dilma Rousseff decidiu aceitar as estradas pedagiadas devolvidas ao Dnit pelo governo Yeda Crusius (PSDB). A decisão já foi tomada. O caso comprova que o governo federal do PT criou propositalmente uma dificuldade para o governo de Yeda Crusius, com fins eleitoreiros, mesmo sabendo que causaria enormes prejuízos à economia do Rio Grande do Sul e aos moradores do Estado.