domingo, 1 de maio de 2011

Dilma está com pneumonia leve

A presidente Dilma Rousseff está com uma pneumonia leve. O diagnóstico foi confirmado pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, seu médico particular. Dilma Rousseff chegou no sábado a São Paulo e passou por exames no hospital Sírio-Libanês. Neste domingo ela passou por nova avaliação. Segundo Kalil, ela foi medicada com antibióticos e liberada. “A presidente está bem. Ela já tinha uma avaliação agendada para a próxima semana, mas como começou a se sentir febril e decidiu adiantar os exames”, explicou o cardiologista. Segundo ele, Dilma poderá trabalhar normalmente nesta segunda-feira: “Ela fez todos os exames e está tomando antibióticos. Estará bem para trabalhar”. Embora a bandeira do Palácio do Alvorada tenha permanecido no domingo arriada, em um sinal de que a presidente não estava no Distrito Federal, a assessoria de plantão da Presidência afirmou, em um primeiro momento, que ela continuava em Brasília. Depois, no entanto, o secretário de Imprensa da Presidência, José Ramos, confirmou que a presidente estava em São Paulo. Dilma apresenta sinais de gripe desde a volta da viagem a China. Para se recuperar, ela evitou expediente no Palácio do Planalto. Na sexta-feira, passou o dia inteiro na residência oficial sem receber autoridades. Mas ela não havia dito que tinha tomado a vacina da gripe?

Exército esgota capacidade de atuar como “empreiteiro” em obras federais

A Engenharia do Exército está com sua capacidade de emprego no limite e a Força não tem mais condições de atender a qualquer novo pedido de ajuda do Palácio do Planalto. A “empreiteira” Exército atende preferencialmente a projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e trabalha hoje nas obras de sete aeroportos, três rodovias e na transposição do Rio São Francisco, não tendo mais como ajudar na infraestrutura dos estádios da Copa. “Toda a nossa capacidade operativa está completamente empenhada”, disse ao Estado o chefe interino do Departamento de Engenharia e Construção do Exército, general Joaquim Brandão. “Não tenho reserva”, completou, sobre a falta de pessoal e equipamentos. Segundo o general, “se houver alguma emergência ou urgência”, o Exército terá de “parar alguma obra para atender à necessidade premente”. Os 12 batalhões de Engenharia e Construção e os 12 batalhões de Engenharia de Combate estão envolvidos em 40 projetos, o que dá um total de 50 obras espalhadas pelo Brasil. No total, a engenharia do Exército conta 10 mil homens (750 permanentemente envolvidos com a missão brasileira no Haiti). Por causa das atuais limitações, o Exército não pode atender o pedido do Planalto e do governo do Espírito Santo para que a Força se envolvesse com a construção do terminal do aeroporto de Vitória. Apesar da capacidade esgotada, a Força não pretende aumentar o corpo de oficiais da Arma da Engenharia (o número de militares que trabalham nessa área “está dimensionado para o que o Exército precisa”, diz o general). O Exército faz as obras, executa um trabalho de adestramento do seu pessoal para as emergências e ainda prepara jovens que estão prestando o serviço militar para trabalhar na construção civil, quando deixarem a tropa. “Fazendo esse trabalho social, a empresa privada já recebe esse homens prontos”, disse o general, acrescentando que 50% das obras que o Exército está executando são do Programa de Aceleração Econômica (PAC). Segundo o general, entre as 50 obras em andamento, algumas são de difícil execução.

Robô submarino encontra memória de caixa-preta do Airbus A330 da Air France

O BEA (escritório francês que investiga a segurança na aviação civil francesa) informou neste domingo que localizou e identificou o módulo de memória de uma caixa-preta que registrou os dados do vôo 447 da Air France, feito por um Airbus A330 que caiu no oceano Atlântico em 2009, durante o trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris. Os 228 ocupantes morreram. O aparelho foi encontrado pelo robô submarino Remora 6000 e contém os registros de todas as informações do vôo. Na última quarta-feira a agência já havia anunciado o encontro do chassi da caixa-preta, mas sem o módulo de memória. De acordo com o comunicado do BEA, o módulo foi localizado às 7 horas (horário de Brasília) deste domingo e recuperado às 13h40. Os investigadores esperam que as duas caixas-pretas (uma com os dados do vôo e outra com o registro da conversa da cabine) possam determinar o que causou o acidente com o Airbus A330. O primeiro mergulho do robô em busca dos destroços do Airbus A330, localizados no começo deste mês, foi realizado na manhã do dia 26 e durou mais de 12 horas. O navio francês Ile de Sein, responsável pela operação de resgate, está na área do acidente na costa brasileira. De acordo com o BEA, 68 pessoas estão a bordo do navio, incluindo a tripulação. Entre eles estão nove operadores do robô submarino, técnicos da empresa americana Phoenix International, proprietária dos equipamentos, e membros do BEA. A Força Aérea Brasileira confirmou o resgate do FDR (Flight Data Recorder) e informou que o coronel Luís Cláudio Lupoli está a bordo do navio.

Seis aterros sanitários estão interditados em São Paulo

Com a interdição do depósito de lixo de Itararé, no sudoeste paulista, a 237 quilômetros da capital, na última quinta-feira, subiu para seis o número de aterros sanitários fechados pelos agentes da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) no Estado de São Paulo por falta de condições de operação. No caso de Itararé, a companhia considerou o aterro inadequado por falta de impermeabilização do solo, sistema para liberação de gases e tratamento do chorume. O local vinha recebendo 30 toneladas de lixo por dia. A prefeitura informou ter posto em funcionamento um novo aterro municipal que atende às exigências ambientais. Também foram interditados desde o início deste ano os aterros públicos das cidades de Marília, Oriente, Juquiá e Pirapozinho, todas no interior de São Paulo. Já na Grande São Paulo, a Cetesb mantém interditado o aterro sanitário de Itaquaquecetuba, que sofreu um deslizamento de terra seguido de explosão.

Livros aprovados pelo MEC criticam Fernando Henrique Cardoso e elogiam Lula

Livros didáticos aprovados pelo Ministério da Educação para alunos do ensino fundamental trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Lula da Silva (PT). Uma das exigências do MEC para aprovar os livros é que não haja doutrinação política nas obras utilizadas. O livro "História e Vida Integrada", por exemplo, enumera problemas do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações. Já o item "Tudo pela reeleição" cita denúncias de compra de votos no Congresso para a aprovação da emenda que permitiu a recondução do tucano à Presidência. O fim da gestão Fernando Henrique Cardoso aparece no tópico "Um projeto não concluído", que lista dados negativos do governo tucano. Por fim, diz que "um aspecto pode ser levantado como positivo", citando melhorias na educação e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Já em relação ao governo Lula (2003-2010), o livro cita a "festa popular" da posse e diz que o petista "inovou no estilo de governar" ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O escândalo do Mensalão do PT é citado ao lado de uma série de dados positivos.

Arquivos do SNI dizem que Dilma participou de grupo armado após entrada em vigor da Lei de Anistia

Arquivos do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão de inteligência da ditadura militar brasileira, indicam que a presidente Dilma Rousseff participou de um grupo armado após a promulgação da Lei de Anistia. Segundo publicou neste domingo o jornal "Folha de S. Paulo", o relatório de 1980 inclui os nomes de Dilma e de seu então marido Carlos Franklin Paixão de Araújo na lista de participantes de uma reunião secreta da Junta de Coordenação Revolucionária (JCR) na cidade de Registro (São Paulo). O encontro teria ocorrido em novembro de 1979, meses depois da promulgação da Lei de Anistia, e tinha como objetivo coordenar a atuação do grupo junto a várias organizações similares da América Latina. Segundo o jornal, um resumo do relatório consta de um certificado emitido em 2000 pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a pedido da própria Dilma, que o utilizou em um processo de indenização contra o estado de São Paulo pela tortura que sofreu quando foi presa política da ditadura. A presidente, que na década de 1970 militou nos movimentos de esquerda Comando de Libertação Nacional (Colina) e VAR-Palmares, recebeu uma indenização de R$ 22 mil. Em uma nota de resposta dirigida ao jornal, a Presidência negou a participação de Dilma na reunião e sua atuação como militante da JCR. "Temos a informar que a presidenta não participou da referida reunião de Registro (1979) e desconhece a organização citada", declarou o Executivo, que não explicou por que até agora não havia corrigido o resumo do relatório presente no certificado da Abin. No dia 7 de setembro de 1979, Dilma Rousseff estava em São Borja, junto com Carlos Araújo, na data em que Leonel Brizola voltou do seu exílio no Exterior imposto pela ditadura militar. Na noite desse dia, ela confraternizou no bar do hotel local com Neusa Brizola, junto com um grupo de amigas. Dilma e Carlos Araujo estavam militando no então recém refundado PTB de Leonel Brizola. Em São Paulo, dirigentes da seção local do PTB tinham certeza de que o partido refundado por Brizola estava sofrendo um "entrismo" de parte de pessoal das antigas organizações da luta armada. Essa se certeza se prendia ao deslocamento, do Rio de Janeiro para São Paulo, do ex-terrorista e ex-exilado Alfredo Sirkis (autor do livro "Os carbornários", sobre a luta armada empreendida por parte da esquerda na década de 60 e início dos anos 70).