domingo, 12 de junho de 2011

Rio Grande do Sul registra a menor taxa de vacinação de gripe A no Sul

O Estado do Rio Grande do Sul, onde foram registrados os dois únicos casos de morte por gripe A (H1N1) neste ano, vacinou menos de um terço da quantidade de pessoas imunizadas no ano passado. Neste ano, a campanha atingiu cerca de 78% do público-alvo no Rio Grande do Sul, o menor índice verificado nas regiões Sul e Sudeste. Na opinião do secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, Ciro Simoni, porém, a situação "ainda está sob controle". Ele afirmou que as cidades gaúchas ainda dispõem da vacina e que solicitou ao ministério um lote extra, de 100 mil doses, para imunizar doentes crônicos, que não integram o público-alvo da campanha. Diferentemente de 2010, ano seguinte à pandemia da doença, quando houve uma campanha específica para proteger a população do vírus H1N1, só os grupos imunizados contra a gripe comum (gestantes, bebês, idosos, indígenas e profissionais de saúde) receberam a vacina para o tipo A neste ano. No ano passado, cerca de 5 milhões de pessoas foram vacinadas no Rio Grande do Sul, e não houve registro de contaminação no Estado. Neste ano, o número caiu para 1,5 milhão. Para Marilina Bercini, chefe da vigilância epidemiológica do Estado, as baixas temperaturas registradas na região favorecem a proliferação dos vírus da gripe.

Ditador Chávez se recupera de cirurgia de emergência e deve passar mais dias em Cuba

O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, se recupera de uma cirurgia emergencial realizada na sexta-feira, em Cuba, e deve passar mais alguns dias no país até que esteja em condições de voltar a Caracas de maneira segura. A informação foi dada pelo chanceler venezuelano Nicolás Maduro. Chávez foi operado na sexta-feira de emergência por um problema na pélvis. Segundo Maduro, o presidente, que estava se recuperando de um problema no joelho, foi submetido a exames e decidiu ser operado em Havana, ponto final de uma viagem que também o levou ao Brasil e ao Equador. "Foram feitos os exames diagnósticos, que revelaram a existência de um abscesso pélvico", afirmou Maduro ao canal estatal de TV, lendo um comunicado. Chávez começou a sentir dores durante uma reunião de trabalho entre Venezuela e Cuba. "O procedimento médico foi realizado na manhã de sexta-feira, 10 de junho, na cidade de Havana, com resultados satisfatórios para a saúde do comandante Hugo Chávez, que está iniciando o processo de recuperação", acrescentou a nota oficial.

Datafollha diz que aprovação de Dilma resiste à inflação e crise

A crise que levou à demissão do ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e a alta da inflação não tiveram impacto negativo na aprovação do governo Dilma Rousseff. Mas a imagem pessoal da presidente foi afetada. Houve ainda uma piora generalizada nas expectativas com a economia, principalmente em relação à inflação. Pesquisa Datafolha realizada nos dias 9 e 10 de junho mostra que 49% dos entrevistados consideram Dilma como ótima ou boa. No último levantamento, de março, eram 47%. O levantamento revela também que a maioria dos brasileiros quer que o ex-presidente Lula opine nas decisões de Dilma. A margem de erro da pesquisa, que ouviu 2.188 pessoas em todo o País, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Passeata de apoio a bombeiros registra mais de 30 mil presentes em Copacabana

Passeata em Copacabana
O protesto dos bombeiros realizado na orla da praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, neste domingo, atingiu mais de 30 mil participantes, de acordo com informações da tenente-coronel Claudia Lovain, comandante do 19º BPM (Copacabana). Ainda segundo a comandante da PM, 150 policiais trabalharam no policiamento, espalhados ao longo da orla, mas não houve registro de confusão no evento. Milhares de pessoas compareceram à manifestação para apoiar os bombeiros, que pedem melhores salários e anistia dos agentes que haviam sido presos. Os integrantes da corporação também aproveitaram o evento para agradecer o apoio da população. "A passeata superou todas as expectativas, é indescritível. Nunca vimos nada assim. A partir desta segunda-feira vamos começar a conversar, para decidir os próximos passos", disse o capitão Lauro Botto, do Corpo de Bombeiros. A marcha dos bombeiros durou cerca de 3 horas. Os manifestantes chegaram ao Posto 6 da Orla de Copacabana por volta das 14h30, onde cantaram o hino nacional. "Eles são nossos heróis, tínhamos que estar aqui", disse a dona de casa Hyna Carvalho, acompanhada do marido e da filha. Muitos moradores da orla de Copacabana atenderam aos pedidos dos bombeiros e penduraram bandeiras vermelhas em suas janelas. O sargento Erik, do Centro de Suprimentos e Manutenção dos bombeiros, encontrou na passeata o amigo sargento Marcio Ferreira, do mesmo batalhão. Márcio estava preso no quartel de Charitas, em Niterói. Na emoção do encontro, Erik mostrou um adereço: um falso braço amputado. Ele explicou: "Podem amputar a mão do bombeiro, mas seu coração continuará batendo", disse ele. O bombeiro argentino Mathias Montecchia chegou há uma semana no Rio de Janeiro para apoiar os bombeiros durante os últimos protestos. Exibindo seu contracheque, ele conta que ganha 7 mil pesos em seu país, o que equivale a cerca de R$ 2.700,00. "Eu vim apoiar, não é possível um herói ganhar o que eles ganham. Na Argentina eu ganho muito mais", disse. A manifestação começou a reunir público por volta das 9 horas, concentrado em frente ao hotel Copacabana Palace. A marcha teve início depois que representantes dos bombeiros libertados na última sexta-feira e seus familiares soltaram centenas de balões vermelhos na Praia de Copacabana, representando vidas salvas por meio do trabalho na corporação. Essa foi a primeira grande manifestação pública contra o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e seu governicho populista. Mas, por trás do motim dos bombeiros do Rio de Janeiro está o grupelho PSOL, que tem um programa comunista revolucionário.

CNC, uma empresa que descobriu a mina de ouro

A empresa CNC Solution faturou sem licitação mais um contrato para digitalizar documentos, na Receita Federal. Com base em “registro de ata de preços”, e de valor sempre espantoso: R$ 34 milhões. O contrato com a Receita foi fechado pela CNC no final da vigência da tal “ata de preços”, que expira em doze dias. Nesta segunda-feira, em outro pregão, sempre no Ministério da Fazenda, a empresa tenta abiscoitar mais uma  “ata de preços” e seguir faturando contratos sem licitação.