domingo, 7 de agosto de 2011

Banco Central Europeu decide relançar programa para mercado de dívida

Após uma reunião de emergência neste domingo, o Banco Central Europeu decidiu relançar seu programa de compra de títulos da dívida, mas não especificou os países cujos bônus soberanos pretende comprar. "O Banco Central Europeu irá implementar ativamente seu Programa de Mercados de Dívida", disse o conselho da instituição em comunicado. Segundo analistas de mercado, os beneficiários devem ser Itália e Espanha, que vêm tentando evitar colapsos financeiros como os que levaram Grécia, Irlanda e Portugal a buscar pacotes de socorro da União Européia. O programa pode dar impulso aos bônus italianos e espanhóis, levando a uma redução das taxas de retorno (yields), que vêm ameaçando os orçamentos dos dois países. O Banco Central Europeu também elogiou o compromisso dos governos da Itália e da Espanha para reduzir seus déficits e acelerar a consolidação fiscal. Ora, está evidente que a decisão de financiar a compra de títulos desses países leva a mais endividamento, e mais comprometimento fiscal dos respectivos países.

Ex-secretária Mariza Abreu critica condução da educação pelo PT no País e Rio Grande do Sul

Mariza Abreu, ex-secretária da Educação do Rio Grande do Sul, no governo de Yeda Crusius (PSDB), e consultora de carreira da Câmara dos Deputados (recém aposentada), avisa que os governos do PT estão conduzindo a educação pública no Brasil a uma situação crítica. Mariza Abreu alerta que o sindicato pelêgo do magistério público gaúcho, o Cpers, lançou um campanha que indica o grau de deterioração das relações, com o seguinte slogan: "Tarso, pague o piso ou a educação pára". Conforme ela, o Cpers também marcou um dia de paralisação dos professores na data da posse da nova diretoria, no próximo dia 19 de agosto. Marisa Abreu usa informações dos próprios sites dos sindicatos pelêgos da educação pública no País para informar que já são seis greves neste ano iniciadas a partir da "aprovação" da Lei do Piso Nacional pelo Supremo Tribunal Federal, o que aconteceu em abril: Rio de Janeiro, Sergipe, Ceará, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Norte. Mas, ela diz ter informações de que greves também ocorreram no Piauí e Maranhão. Conforme Mariza Abreu, no dia 3 de agosto, a greve dos professores do Rio de Janeiro já durava dois meses. Em Santa Catarina, a greve foi encerrada no dia 18 de julho, após 62 dias de duração. No Rio Grande do Norte, a greve se encerrou no dia 20 de julho, após 80 dias de duração. Em Minas Gerais a greve começou no dia 8 de junho, e persiste até agora. Mariza Abreu comenta: "É assim que o governo federal do PT, com a lei do piso nacional do magistério, está contribuindo para qualificar a escola pública no Brasil".

Bolsa de Tel Aviv registra perdas de quase 7%

A Bolsa de Tel Aviv fechou neste domingo com perdas próximas a 7%, depois de suspender suas operações mais cedo para acalmar a forte queda da abertura, em reação ao rebaixamento da dívida americana pela agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor's). O pregão na Bolsa de Tel Aviv chegou a ser suspenso para acalmar os ânimos dos investidores neste domingo depois de registrar uma queda superior a 6% do índice TA-100. A bolsa mais importante de Israel registrou perdas de 6,81% em suas ações gerais e conversíveis. O valor mais afetado foi o do índice TA-Insurance, que caiu 9,74 pontos, enquanto o seletivo TA-25 recuava 6,99% e o TA-100 retrocedia 7,31%. Como a semana útil em Israel começa no domingo, o mercado financeiro de Tel Aviv foi o primeiro a sofrer o impacto do inédito rebaixamento da dívida pública dos Estados Unidos, após a S&P revisar para baixo na sexta-feira a nota do país de AAA (máxima) para AA+. O mercado israelense de valores aumentou suas perdas neste domingo depois de passar por sua pior semana desde 2008, com oito pregões consecutivos de queda, em um contexto de baixas generalizadas no mercado global.

S&P vê chance forte de novo rebaixamento no rating dos Estados Unidos

O diretor-gerente da agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor's), John Chambers, afirmou neste domingo que existe uma em três chances de haver um novo rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos nos próximos seis meses a dois anos. "Temos uma perspectiva negativa, de seis meses a 24 meses", disse ele. "E se a posição fiscal dos Estados Unidos se deteriorar mais, ou se a contenção política se tornar mais arraigada, isso pode levar a um rebaixamento. A perspectiva indica pelo menos uma em três chances de rebaixamento nesse período". Chambers disse que levará algum tempo para que os Estados Unidos recuperem a nota máxima de crédito "AAA". "Exigiria uma estabilização da dívida como parte da economia e um eventual declínio. E exigiria, eu acho, maior habilidade para obter consenso em Washington do que vemos hoje", acrescentou. A agência de classificação de risco S&P rebaixou a nota da dívida americana para AA+ devido aos riscos políticos e ao peso da dívida americana em relação ao PIB. A agência decidiu anunciar a decisão na sexta-feira à noite, depois do fechamento do mercado, para dar tempo dos investidores se acalmarem durante o fim de semana. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos acusou na sexta-feira a agência de classificação de risco S&P de ter cometido um erro de US$ 2 trilhões em seus cálculos para rebaixar pela primeira vez na história a nota da dívida americana de "AAA" a "AA+". Segundo a versão do Tesouro, este recebeu a análise da agência de classificação de crédito na tarde de sexta-feira e alertou a S&P de um erro que elevava as projeções do déficit futuro em US$ 2 trilhões. A agência trabalhava com um cenário em que a dívida chegaria a 93% do PIB em dez anos, mas, pelos cálculos atuais de agência do Congresso, a relação seria de 85%, diferença de US$ 2 trilhões (quase o PIB brasileiro em 2010). "Uma opinião com falha de US$ 2 trilhões fala por si só", disse integrante do Tesouro. Em entrevista à "CNN, John Chambers, admitiu que houve um erro, dizendo: "Nós concordamos com a posição do Tesouro e nossos números refletem isso". Mas Chambers acrescentou que o erro não faz diferença na classificação de risco do país porque não muda o fato de que a dívida vai crescer em relação ao PIB na próxima década.

Bancos separam R$ 64 bilhões contra a onda de calotes

Os juros mais altos e a inflação corroendo a renda fizeram a inadimplência no Brasil bater recorde histórico. Só os três maiores bancos privados registraram, em seus balanços, no fim do primeiro semestre, calote de R$ 64,9 bilhões. Os empréstimos com atraso superior a 14 dias no Itaú Unibanco, Bradesco e Santander avançaram 17% ante junho de 2010. Com a lenta recuperação econômica dos Estados Unidos e o aprofundamento da crise na Europa, especialistas prevêem piora no mercado de crédito, que pode levar o calote para R$ 75 bilhões.

Novo ministro da Defesa reúne comandantes militares no sábado a tarde para transmitir aparência de tranquilidade na caserna

O governo da petista Dilma Rousseff não quis esperar para demonstrar ao País que não existe crise militar, segundo se supõe a partir da reunião extraordinária que o novo ministro da Defesa realizou no sábado com os comandantes das tres Forças. É claro que buscou demonstrar isto em um sábado à tarde porque teme que uma possível crise política e militar poderia ocorrer com a mudança de ministro e a escolha de um nome comprometido com as piores causas da política externa anterior de Lula. O recém-nomeado ministro da Defesa, Celso Amorim, disse no sábado que “não vai "reinventar a roda" no comando do ministério. Ele foi anunciado como ministro na quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff e toma posse nesta segunda-feira. A declaração de Amorim foi transmitida pela assessoria do ministério após a primeira reunião do ministro com os comandantes do Exército, Enzo Peri; da Aeronáutica, Juniti Saito; da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto; e com o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, José Carlos De Nardi. O encontro durou cerca de uma hora e 45 minutos e aconteceu no Palácio do Planalto. Antes da reunião, o ministro almoçou com Dilma no Palácio da Alvorada. A presidente transmitiu a ele as primeiras orientações sobre a condução da pasta. A reunião com os chefes militares no Planalto serviu para que a cúpula das Forças Armadas se apresentasse ao novo ministro.

Agricultura vira cabide de emprego da cúpula do PMDB

O ministro da Agricultura, Wagner "Baleia" Rossi, transformou uma empresa pública, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em um cabide de empregos para acomodar parentes de líderes políticos de seu partido, o PMDB. O loteamento começou quando Rossi dirigiu a estatal, de junho de 2007 a março de 2010. Ele deu ordem para mais do que quadruplicar o número de assessores especiais do gabinete do presidente, de 6 para 26 postos. Muitos cargos somente foram preenchidos, porém, depois que o presidente Lula escolheu Rossi para o comando da Agricultura, o ministério ao qual a Conab responde. Neste ano, já no governo de Dilma Rousseff, foram definidas 21 nomeações. Algumas contratações foram assinadas de próprio punho pelo ministro, homem de confiança do vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB. Receberam cargos, entre outros, um filho de Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado; a ex-mulher do deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do partido na Câmara; um neto do deputado federal Mauro Benevides (CE); e um sobrinho de Orestes Quércia, ex-governador e ex-presidente do PMDB de São Paulo, que morreu no ano passado. Adriano Quércia trabalhou com o filho de Wagner Rossi, Baleia Rossi, antes de se abrigar na Conab. Foi o deputado estadual Baleia Rossi quem sucedeu Quércia no comando do PMDB paulista. Funcionários antigos da Conab disseram que nunca viram Adriano por lá, nem o neto de Benevides, Matheus. Ambos dizem que trabalham normalmente. Os funcionários da Conab indicados pelo PMDB recebem salários de R$ 7,8 mil a R$ 10 mil por mês. Há menos de 15 dias, outro apadrinhado peemedebista atirou a Conab no centro de um escândalo. Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), acusou a estatal de ser um reduto de "bandidos". Ele era diretor financeiro da Conab e foi demitido após autorizar o pagamento de uma dívida do ministério com uma empresa registrada em nome de laranjas, de acordo com reportagem da revista "Veja". Jucazinho, como é conhecido em Brasília, alega que saiu por não ter concordado em participar de um esquema de recolhimento de propinas no ministério. A crise na Agricultura se agravou pouco depois que a presidente Dilma fez demissões em massa no Ministério dos Transportes para afastar funcionários envolvidos com irregularidades no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).  A associação de servidores da Conab alertou o Palácio do Planalto para a ocupação política da empresa seguidas vezes neste ano. O PMDB tem hoje três dos seis mais importantes cargos da Conab. O presidente da estatal, Evangevaldo dos Santos, é da cota do PTB, outro aliado do governo Dilma. O PT controla uma diretoria.

O esdrúxulo método de Tarso Genro para escolher conselheiros para o Tribunal de Contas

O governador do Rio Grande do Sul, o petista Tarso Genro, mandou investigar a "moral" do deputado estadual trabalhista Adroaldo Loureiro, que indicará para uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, conforme divulgado pela colunista Rosane Oliveira, do jornal Zero Hora. Ou seja, Tarso Genro está "atestando" a "moral" de Adroaldo Loureiro. Agora ficam no ar várias perguntas: a) quem "investigou" a vida do deputado Adroaldo Loureiro?; b) com autorização de quem (parlamentar tem foro privilegiado, e só pode ser investigado com autorização da Assembléia Legislativa)?; c) quem deu a Tarso Genro os poderes para investigar e atestar a "conduta moral" de um parlamentar gaúcho?; d) cadê o processo resultante da investigação da "conduta moral" do deputado estadual trabalhista Adroaldo Loureiro? Os gaúchos querem e precisam conhecer o resultado dessa investigação. Valendo esse critério esdrúxulo imposto por Tarso Genro, sem qualquer amparo legal, ficam no ar outras perguntas: a) quem investigará a "moral" do secretário geral de governo, o petista Estilac Xavier, que será "indicado" pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul para a segunda vaga aberta no Tribunal de Contas do Estado?; b) quem autorizará a investigação da "moral" de Estilac Xavier?; c) quem executará a investigação da "moral" de Estilac Xavier?; d) quando será divulgado e disponibilizado o processo-dossiê de investigação da "moral" do indicado Estilac Xavier, candidato in pectore de Tarso Genro?

Prefeito de São Borja nega desvio de verbas

O prefeito de São Borja (RS), Mariovane Weis, também presidente da Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul), negou na sexta-feira a ocorrência de desvios de verbas federais da saúde em sua prefeitura, conforme denúncia apresentada por uma reportagem na RBS TV. Mariovane Weis diz que não recebeu qualquer notificação da Justiça Federal. "Tenho certeza dos meus atos. Sempre agi de forma correta", afirma o prefeito de São Borja. Segundo o Ministério Público Federal, a prefeitura teria contratado os serviços da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos de Passo Fundo (Cooperpasso) entre os anos de 2005 e 2006 sem licitação, além de superfaturado o serviço dos profissionais e desviado os recursos enviados pelo Ministério da Sáude. Weis explica que, nesse período, realizou a contratação emergencial de uma cooperativa de saúde para atender as demandas das 14 equipes de saúde da família (PSF) que atuam no município. De acordo com ele, a medida teve como objetivo garantir atendimento médico e suporte de saúde a população de São Borja. Mariovane Weis é mais uma das lideranças políticas que vêm sendo atacadas nas últimas semanas por inquéritos políciais, que servem a interesses políticos. Ele comandou, como presidente da Famurs, a mais vigorosa reação dos prefeitos e dos partidos à Operação Cartola, que atingiu prefeituras e políticos. Nessa operação, um dos atingidos é presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Filho, prefeito de Osório. Na operação polícial que atingiu a prefeitura de Gramado, outro dos atingidos é o presidente do PP gaúcho, Pedro Bertolucci, ex-prefeito da cidade. Mais operações político-policiais são esperadas, nas quais serão desmoralizados previamente mais políticos que chegarão esgualepados e sem chances eleitorais ao pleito do próximo ano. Essa estratégia do PT e de Tarso Genro já é conhecida.

Procuradorador-Geral da República denuncia deputado José Otávio Germano como chefe de quadrilha do caso Detran

José Otávio Germano
Denunciado no Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha, peculato e dispensa de licitação sem amparo legal, o deputado federal gaúcho José Otávio Germano (PP) é apontado pela Procuradoria-Geral da República como o comandante do esquema que teria desviado R$ 44 milhões do Detran do Rio Grande do Sul. Nas 858 páginas do inquérito que embasou a denúncia, a Procuradoria-Geral da República afirma que a ação do parlamentar foi de "fundamental importância para o sucesso da empreitada criminosa". Somente na última semana o Supremo liberou o acesso aos autos. Conforme a denúncia, as fraudes tiveram início em 2003, tão logo o deputado federal José Otávio Germano assumiu a Secretaria de Segurança, no governo do peemedebista Germano Rigotto. A maior parte das provas, porém, foi reunida a partir de 2007, após a eleição de Yeda Crusius (PSDB). A Procuradoria-Geral da República classifica esta como sendo a segunda fase do esquema. Entre os indícios coletados na investigação estão relatórios da Receita Federal sobre a movimentação financeira do deputado federal José Otávio Germano. De 2005 a 2007, ele teria movimentado R$ 2,59 milhões em suas contas bancárias, um montante quase quatro vezes superior aos rendimentos tributáveis obtidos por ele no mesmo período. Segundo a denúncia, só em 2007, José Otávio Germano teria movimentado R$ 1,2 milhão, valor cinco vezes maior do que o total recebido no ano em salários da Câmara dos Deputados. Para o procurador-geral Roberto Gurgel, o fluxo de dinheiro nas contas indica que José Otávio Germano teria sido beneficiado pelas fraudes, "recebendo parte das verbas desviadas". José Antonio Paganella Boschi, advogado que atua na defesa do deputado federal José Otávio Germano, reage: "A denúncia ainda não foi admitida pelo Supremo. Só que o deputado foi investigado ilegalmente. Estou juntando à defesa um documento da Polícia Federal no qual o deputado é descrito como um dos alvos da Operação Rodin, sem que houvesse autorização do Supremo para que ele fosse investigado. Portanto, todas as provas são ilícitas". Para Paganella Boschi, a Procuradoria da República quebrou o sigilo fiscal do deputado federal José Otávio Germano sem ter autorização legal do Supremo para isso.

Crise de corrupção no governo não altera aprovação de Dilma em pesquisa

Após sete meses de governo, a presidente Dilma Rousseff (PT) mantém um nível de avaliação estável, segundo nova pesquisa Datafolha. O levantamento mostra que as medidas recentes para conter a atividade econômica e o crédito ao consumidor, além de denúncias de corrupção em seu ministério, não afetaram a percepção dos brasileiros sobre o desempenho da presidente. Segundo a pesquisa, realizada entre os dias 2 e 5 de agosto, o governo da petista é considerado ótimo ou bom por 48% dos brasileiros com 16 anos ou mais. É um índice similar ao verificado em levantamentos feitos em junho (49%) e março (47%) passados. Nem mesmo a demissão de diversos colaboradores suspeitos de atos de corrupção e tráfico de influência em seu governo afetaram a avaliação da presidente. A fatia dos que consideram a gestão de Dilma regular é de 39%, variação positiva de um ponto sobre a marca de julho (38%). Em março, foi de 34%. Consideram o governo Dilma Rousseff ruim ou péssimo 11% dos brasileiros, ante 10% em junho e 7% em março. Na pesquisa atual, 3% não souberam avaliar a presidência da petista. Entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, Dilma tem um nível de ótimo e bom menor (43%) do que a média (48%) e do que entre as demais faixas de idade. No grupo formado pelos menos escolarizados, que estudaram até o ensino fundamental (52%), o índice dos que avaliam o governo da petista como ótimo ou bom é, proporcionalmente, maior do que entre aqueles que possuem ensino médio (45%) e superior (44%). Na análise por renda, ela também é melhor avaliada por aqueles que têm renda mensal de até cinco salários mínimos (49%) do que entre os brasileiros que têm renda familiar de mais de 10 salários mínimos por mês (44%). No interior, 51% avaliam a gestão Dilma como ótima ou boa, fatia proporcionalmente maior do que nas regiões metropolitanas (44%). A nota atribuída ao governo de Dilma também se mantém estável: era de 6,9 em março, foi a 6,8 em julho e agora fica em 6,7.

PPS quer que ministro peemdebista "Baleia" Rossi volte à Câmara para explicar novas suspeitas

O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PPS-PR), anunciou que o partido vai pedir a convocação do ministro peemedebista Wagner "Baleia" Rossi (Agricultura) à Câmara para explicar as acusações de que o lobista Júlio Fróes trabalhava em um escritório dentro da Comissão de Licitação do ministério. O partido deverá pedir também investigação de funcionários de confiança do ministro e estuda entrar com uma representação no Ministério Público Federal contra os membros da Comissão de Licitação, por crimes previstos na Lei de Licitações. As denúncias de que Fróes favoreceu empresas em licitações do Ministério da Agricultura foram feitas pela revista "Veja" cuja edição está nas bancas. Wagner "Baleia" Rossi compareceu a audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara, na última quarta-feira, quando negou irregularidades em pagamentos feitos pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).