sábado, 13 de agosto de 2011

PTB assedia peemedebistas destituídos por grupo de Michel Temer em São Paulo

O PTB assedia os peemedebistas de 120 cidades paulistas que foram destituídos do comando partidário local pelo grupo do vice-presidente Michel Temer. Para atrair os dissidentes, a maioria ligada a Orestes Quércia (morto em 2010), os petebistas filiaram um dos mais fiéis assessores do governador, Ademar Merlin, que agora apoia a organização da sigla no Interior paulista. Na tentativa de impedir a saída de Andréia Quércia do partido, aliados de Michel Temer decidiram elegê-la presidente do "PMDB Jovem" da capital. Hoje, a filha de Quércia está instalada na Coordenadoria de Juventude do governo de Geraldo Alckmin e também é cortejada pelo PTB.

Venda de imóveis no Brasil desaba no primeiro semestre

Algumas das maiores construtoras do Brasil venderam menos imóveis novos no primeiro semestre deste ano que no mesmo período de 2010, conforme os balanços divulgados nos últimos dias. A Rossi foi a que teve o maior percentual de redução (26%), seguida por Gafisa (22,1%), Cyrela (10,6%) e MRV (0,6%). A Tecnisa não informou os dados referentes a número de unidades. Por isso as ações da Rossi, Gafisa e Cyrela lideraram as baixas do Ibovespa, o principal índice da Bolsa do país. Por causa da valorização imobiliária dos últimos 12 meses, que fez o preço do metro quadrado novo em bairros como Perdizes, zona oeste da capital paulista, saltar 65%, essa queda de unidades comercializadas não representou, para as companhias, redução do valor das vendas contratadas. Mas é sinal de que a explosão imobiliária perdeu ritmo.

Revista The Economist diz que, sem reformas, América Latina pode virar refém do mundo exterior

Uma reportagem publicada na edição desta semana da revista "The Economist" afirma que os países da América Latina precisam acelerar o ritmo das suas reformas estruturais para evitar que a região se torne "refém do mundo exterior". "O quanto mais os países - principalmente os sul-americanos - adiam suas reformas estruturais, mais eles se tornam reféns do mundo exterior", diz o texto, que faz referência à dependência da região em relação à China, principal comprador de matérias-primas latino-americanas. Segundo a revista, um dos principais entraves da região é a falta de investimentos. A reportagem afirma que as economias latino-americanas estão se aproveitando do alto preço internacional das commodities - que gera riqueza na região - para gastar mais com importações e fomentar o aumento do consumo, em vez de investir dinheiro na economia. A "The Economist" diz que, ao contrário de outros países e regiões emergentes, os latino-americanos não poupam, investem ou aumentam a eficiência da sua economia no ritmo desejado. A revista cita um estudo da consultoria McKinsey, que afirma que a produtividade dos trabalhadores cresceu apenas 1,4% na região entre 1991 e 2009, comparado com 3,9% na Coréia do Sul e 8,4% na China. Outro dado citado pela reportagem, da consultoria Macquarie Capital, mostra que o Brasil só investe 18,5% do seu Produto Nacional Bruto, comparado com o índice de 49% na China. Isso ocorre, segundo a "The Economist", "devido a baixos índices de poupança, altas taxas de juros e tarifas de proteção em entradas que tornam os investimentos mais caros". A "The Economist" 'afirma que a América Latina tem respondido bem às crises recentes, com a economia crescendo em média 6% no ano passado. Este ano, há previsões de um índice de até 5%. No entanto, a turbulência nas bolsas mundiais na última semana jogou um balde de água fria nas previsões mais animadoras. A revista afirma que a região tem armas para se proteger dos efeitos da crise econômica, mas diz que os governos precisam fazer mais do que têm feito. Entre as medidas citadas está mais agilidade na hora de endurecer a política fiscal e reduzir o déficit público. Um dos entraves para isso é de natureza política, por causa das demandas sociais de cada país.

Wagner Rossi, o colecionador de problemas

Matéria da revista Veja, edição que está nas bancas: "O ministro Wagner Rossi, da Agricultura, gastou a semana passada tentando convencer a presidente Dilma Rousseff e o Brasil inteiro de que não tinha ligações com as interferências do lobista Júlio Fróes nos negócios da pasta que comanda, como havia sido revelado por VEJA. Apesar da demissão de Milton Ortolan, segundo na hierarquia e seu braço direito há 25 anos, e das provas de que Fróes tinha sala dentro da Comissão de Licitações da Agricultura, Rossi posava de marido traído. Chamado ao Congresso para dar explicações, disse que Ortolan era ingênuo, e que ele, como ministro, não podia controlar a portaria do ministério para impedir a entrada de Fróes. Sobreviveu uma semana, mas vai precisar de muito mais do que frases de efeito se quiser continuar na cadeira de ministro. A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado mostra que Wagner Rossi, paulistano de 68 anos, é um colecionador de problemas, um daqueles políticos que costumam deixar um rastro de histórias esquisitas por onde passam. A primeira história relatada por VEJA remonta ao tempo em que Rossi presidia a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, vinculada ao ministério da Agricultura. No final de 2007, a estatal doou 100 toneladas de feijão para a prefeitura de João Pessoa, então comandada por Ricardo Coutinho, do PSB, hoje governador da Paraíba. O feijão deveria ser distribuído entre famílias de baixa renda, mas como havia uma eleição municipal em 2008, o prefeito decidiu guardar parte do estoque. Funcionário da Conab há 25 anos, Walter Bastos de Moura descobriu a irregularidade e a denunciou diretamente a Wagner Rossi, em abril de 2008. Rossi prometeu tomar providências. Como nada aconteceu, Walter Bastos passou a vigiar a mercadoria estocada. Em setembro, a poucos dias da eleição, ele recebeu a informação de que o feijão seria enfim distribuído e acionou a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral. Para evitar o flagrante, diz ele, a prefeitura decidiu sumir com as provas e despejou 8 toneladas de feijão no aterro sanitário de João Pessoa. A cena do lixão inundado por grãos foi registrada em vídeo. A história chegou a ser explorada como denúncia contra o prefeito, mas era muito mais grave: tratava-se de um flagrante do uso político da Conab para favorecer aliados do governo federal. Num acesso de sinceridade, o ex-presidente da empresa Alexandre Magno Franco de Aguiar, que sucedeu Rossi na empresa e hoje é seu assessor especial no ministério, confessou a VEJA que o próprio Rossi usou o expediente de distribuir alimentos para conseguir votos, inclusive para favorecer eleitoralmente o filho, Baleia Rossi, deputado estadual e presidente do diretório do PMDB de São Paulo. Já no cargo de ministro da Agricultura, para o qual foi nomeado em março de 2010 por Lula, Rossi não tardou a implantar seu método de lidar com a coisa pública. Em 8 de dezembro do ano passado, a Comissão de Licitação do Ministério da Agricultura estava reunida para abrir as propostas técnicas de quatro empresas que disputavam um contrato para prestar serviços de comunicação à pasta. Um dos representantes de empresas ali presente fez uma denúncia grave. Disse, em alto e bom som, que aquilo era um jogo de cartas marcadas e que já estava acertado um “pagamento de 2 milhões de reais ao oitavo andar”. No oitavo andar, fica o gabinete do ministro. O presidente da Comissão de Licitação, Israel Leonardo Batista, disse que registraria a acusação em ata e a encaminharia à Polícia Federal. Não demorou para que fosse chamado à sala da então coordenadora de logística do ministério, Karla Carvalho, onde recebeu a ordem de não tomar nenhuma atitude. Karla já era, na época, figura de confiança de Rossi. De lá para cá, só subiu na hierarquia da pasta. Até a semana passada, era a poderosa secretária-executiva do ministério. Trabalhava diretamente com Milton Ortolan, demitido horas após a última edição de VEJA chegar às bancas com as revelações sobre Júlio Fróes".

Socialite petista Marta Suplicy diz que se sente "ultrajada" com denúncias de corrupção no Ministério do Turismo

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) disse n sexta-feira que se sente "ultrajada" com o envolvimento do seu nome nas denúncias de irregularidades no Ministério do Turismo, alvo de uma operação da Polícia Federal. Um ex-assessor da socialite Marta Suplicy, Mario Moyses, que ingressou no ministério na gestão dela, foi um dos 36 presos da Operação Voucher. "O que tem que ficar claro é que eu saí em maio de 2008 do ministério e fui fazer uma campanha. Não fiquei com ligação no ministério, não fiquei telefonando para o ministério. Eu me sinto ultrajada de ter sido colocada nessa história com a qual eu não tenho nenhuma participação", afirmou a senadora, ao chegar a um encontro do PT na periferia da capital paulista. A socialite Marta Suplicy elogiou o ex-assessor, que atuou também na coordenação da sua campanha eleitoral. "O Mário foi muito correto quando trabalhou comigo", disse Marta Suplicy. Ela descartou que a prisão de Mario Moyses possa prejudicar seus planos de ser a candidata do PT à refeitura de São Paulo em 2012: "Eu não vejo porquê. Sobre a minha gestão no ministério não existe nenhuma acusação. Depois de 2008, quando eu saí, eu não posso me responsabilizar. Não vejo como isso vai afetar, a não ser por manobras perversas. Não tem nenhuma acusação à minha gestão".

Governo Dilma deixará servidores sem aumento real de salário

O ajuste fiscal prometido pelo governo para enfrentar a crise mundial vai passar também pelo salário dos servidores. Dirigentes das principais estatais (Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Infraero e Petrobras) já foram orientados a negar reajuste salarial com ganhos acima da inflação aos seus empregados, tanto em 2011 quanto em 2012. Nas campanhas salariais, a proposta será apenas a reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os funcionários públicos também não terão aumento. Mas os investimentos do Programa Nacional de Aceleração (PAC) serão mantidos e o objetivo do Executivo é acelerar as obras para garantir os empregos. Segundo fontes da equipe econômica, apesar da calmaria nos mercados, há ainda muita apreensão sobre os desdobramentos da crise e eventuais impactos para o Brasil. Apesar da pressão dos sindicatos das categorias por aumentos reais significativos, já que o INPC nos últimos 12 meses até julho já acumulava alta de 6,87%, técnicos da equipe econômica afirmam que o governo vai "comprar a briga", mesmo sabendo que poderá haver custos com eventuais paralisações.

Gol tem prejuízo de R$ 359 milhões

Com custos mais altos, como petróleo e mão de obra, redução no preço de tarifas e forte competitividade, a Gol encerrou o segundo trimestre com prejuízo de R$ 358,7 milhões, quase seis vezes a mais do que o resultado negativo do mesmo período de 2010, de R$ 51,9 milhões. O desempenho também ficou abaixo do apresentado nos três primeiros meses do ano, quando a companhia teve lucro de R$ 110,5 milhões. "A recuperação ocorrerá em razão da nossa capacidade de reduzir custos", afirmou o fundador e presidente da companhia, Constantino de Oliveira Junior. A empresa anunciou diminuição de cerca de R$ 650 milhões nas despesas. As medidas, que vão do aumento da eficiência ao crescimento na utilização da frota, terão impacto completo nos 12 meses de 2012. A Gol informou que não prevê corte de emprego. No primeiro trimestre, havia fechado 1.100 postos para reduzir custos. Sobre a crise financeira internacional, Oliveira Junior considera que ela não irá afetar a demanda interna do setor aéreo. A empresa prevê crescimento de 12% a 18% no mercado doméstico em 2011.

Navio turco deixa o Estado depois de dois anos no Porto de Rio Grande

Após dois anos atracado no porto de Rio Grande (RS), o navio Düden começou a ser rebocado na manhã de sexta-feira para a Turquia, onde será restaurado. Em novembro de 2009, o graneleiro turco pegou fogo na costa gaúcha, próximo de Tramandaí, no litoral norte. Às 8 horas, a longa espera para desafogar o espaço no cais público do terminal acabou. As amarras foram soltas e lentamente o Düden começou a ser puxado por três rebocadores, um de alto-mar e outros dois menores, usados apenas na manobra. Nos primeiros 800 metros, as duas embarcações de apoio começaram a puxar o graneleiro pela popa. Em seguida, o navio foi manobrado, em uma parte mais larga do canal, para que completasse de frente a saída dos Molhes da Barra. A operação vinha sendo planejada há dois meses e esteve a cargo do novo proprietário do navio, um empresário brasileiro que adquiriu o Düden em um leilão, por R$ 1,7 milhão. A velocidade média da viagem é de 10 km/h e a expectativa é de que o translado até a Turquia dure entre 40 e 50 dias. Em novembro de 2009, o navio Düden seguia para Rosário, na Argentina, quando pegou fogo a 260 quilômetros de Tramandaí. Um tripulante turco morreu e 22 marujos ficaram feridos no incidente. Os sobreviventes foram resgatados por um bote e um helicóptero da Marinha e trazidos até Rio Grande. O navio foi rebocado até o porto gaúcho, onde ficou atracado desde então.

Rio Grande do Sul tem mais três novos casos de gripe A confirmados em 2011, incluindo mais uma morte

O Rio Grande do Sul teve confirmada na sexta-feira mais uma morte por gripe A em 2011. Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde, trata-se de um homem de 24 anos, residente em Gravataí, portador de Síndrome de Down e distúrbio metabólico. Os outros dois casos foram confirmados, mas os pacientes evoluem bem. São de um homem de 71 anos, residente em São Jerônimo, que esteve hospitalizado em Porto Alegre e já teve alta; e de uma menina de 5 meses, residente e internada em Porto Alegre. Em 2011, até o momento, o Rio Grande do Sul registra a notificação de 1.201 casos suspeitos, dos quais 94 foram confirmados. São 13 óbitos até agora.

Vice-cônsul de Portugal tem prisão preventiva decretada por suspeita de golpe na Cúria Metropolitana de Porto Alegre

A 10ª Vara Criminal de Porto Alegre, à pedido da Polícia Civil, decretou a prisão preventiva do ex-vice cônsul de Portugal, Adelino Pinto. Segundo o delegado da 1ª Delegacia de Polícia Civil, Paulo César Jardim, a medida foi adotada há uma semana. O pedido se baseia no fato da polícia ter procurado, mas não encontrado o ex-vice cônsul. Além disso, ele ainda estaria com grande parte do dinheiro repassado pela Igreja Católica. A polícia ainda busca informações sobre o paradeiro dele. A pedido da polícia civil gaúcha, o governo de Portugal já revogou a condição diplomática ex-vice cônsul. Com isso ele poderia ser investigado e até mesmo preso para responder na Justiça comum em Porto Alegre. A ordem judicial para prisão será encaminhada ao Ministério das Relações Exteriores, Interpol e Polícia Federal. O vice-cônsul de Portugal em Porto Alegre, Adelino Pinto, é investigado no Brasil por suspeita de desvio de cerca de R$ 2,5 milhões da arquidiocese da capital gaúcha. Ele estaria em Portugal desde abril, e teria viajado semanas após a divulgação do caso. Dados bancários comprovam que Adelino enviou dinheiro para uma conta particular. Os passos do ex-vice cônsul foram rastreados. Veja os passos do golpe que desviou o dinherio da Cúria Metropolitana: "21/12/2010 — assinatura do primeiro termo de compromisso; 28/12/2010 — remessa para conta no Bilbao Adelino - R$ 1,3 milhão; 28/12/2010 — cheque depositado na conta de Adelino Pinto no Banrisul - R$ 350 mil; 28/12/2010 — cheque depositado na conta de Adelino no Banrisul - R$ 50 mil; 05/01/2011 — assina segundo termo de compromisso; 06/01/2011 — remessa para conta no banco Bilbao de Adelino - R$ 275 mil; 14/01/2011 — remessa para conta de Adelino no Banco Bilbao - R$ 300 mil; 02/03/2011 — saque em caixa Leblon/RJ - R$ 47 mil; 04/03/2011 — saque e depósito no Leblon em conta de terceiro - R$ 100 mil; 29/03/2011 — último saque e depósito no Leblon em conta de terceiro - R$ 100 mil. Tudo isso alcança um total de R$ 2,522 milhões.

Blairo Maggi vai plantar soja na Argentina

O empresário e senador Blairo Maggi, um dos maiores produtores de soja do mundo, resolveu expandir seus negócios para a Argentina. No ano passado, seu grupo, o André Maggi (AMaggi), abriu um escritório no país, e em abril deste ano começou a operar como exportadora do grão. Agora, avança mais um passo: vai começar a plantar soja em solo argentino. O grupo deve começar o cultivo em uma área arrendada de 5 mil hectares. Mas, segundo informações que circulam no mercado argentino, o objetivo seria chegar aos 30 mil hectares nos próximos anos. No Brasil, o grupo tem uma produção média anual de 400 mil toneladas de soja, 300 mil toneladas de milho e 20 mil toneladas de algodão. Para Blairo Maggi, o negócio se justifica porque a Argentina é o terceiro maior país produtor de soja do planeta, atrás dos Estados Unidos e do Brasil, e um dos principais players no mercado mundial do agronegócio. Mas ele negou que o grupo tenha sido atraído pelos gastos menores. Segundo o empresário, "há uma grande diferença no custo operacional, que é menor em solo argentino". Mas, quando se leva em conta outros custos, como o de arrendamento da terra, os gastos praticamente se equivalem.

Dilma considera inaceitável vazamento de fotos

A presidente Dilma Rousseff considerou inaceitável o vazamento de fotos dos presos na Operação Voucher, que investiga um suposto esquema de desvio de verbas no Ministério do Turismo. As imagens foram publicadas em um jornal do Amapá na sexta-feira e mostram alguns dos detidos sem camisa, segurando placas com seus nomes. Entre os presos que aparecem nas fotos está o secretário-executivo do ministério, Frederico Silva da Costa, e o ex-presidente da Embratur, o petista Mário Moysés. Segundo a assessoria de imprensa do Planalto, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) pediu ao Supremo Tribunal Federal que o Conselho Nacional de Justiça tome providências em relação à divulgação das fotos.

OSX vai participar da licitação das 21 sondas da Petrobras

A OSX, empresa de construção e arrendamento de plataformas do grupo de Eike Batista, já preparou a proposta para participar da licitação de 21 sondas para a Petrobras. O presidente da empresa, Luiz Eduardo Carneiro, não quis comentar se as propostas já foram entregues ou não, alegando questão comercial. "O que importa é que temos interesse em participar, vamos ter capacidade e vamos ser bastante competitivos", afirmou ele. Luiz Eduardo Carneiro disse pretender entrar em todas as licitações no mercado nacional possível, contanto que não atrapalhem o cronograma da petroleira de Eike Batista, a OGX, que terá prioridade no estaleiro que está sendo construído pela OSX no Porto do Açu. "Com o recurso que vamos ter na mão, com o estaleiro com esse nível de tecnologia, a nossa intenção é pegar uma fatia do mercado nacional que está vindo aí e é bastante volumoso", disse Carneiro.

Secretário do Ministério do Turismo e mais três deixam prisão no Amapá

Ao menos quatro dos 16 presos na Operação Voucher que tiveram o habeas corpus concedido na sexta-feira pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região já deixaram a prisão em Macapá (AP). Entre os presos que tiveram o pedido de soltura aceita está o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico da Costa, número dois na hierarquia da pasta. A decisão foi condicionada ao pagamento de 200 salários mínimos, o equivalente a R$ 109 mil. Deixaram a prisão na noite de sexta-feira Colbert Martins, secretário no Ministério do Turismo, o empresário Dalmo Queiroz, o diretor-jurídico da ONG Ibrasi, Jorge Fukuda, e a servidora do ministério Glaucia Matos. Além dos quatro que já deixaram a prisão, também tiveram a liberdade concedida Frederico da Costa, Luiz Gustavo Machado, Maria Helena Necchi, Luciano Costa, José Carlos da Silva Jr., Katiana Pupo, Sandro Saad e Leonardo Gomes. Segundo a decisão, Moyses, Silva Jr., Gomes e Fukuda deveriam pagar uma fiança de R$ 109 mil e Machado e Saad, R$ 160 mil. Outras que tiveram o pedido de soltura aceita foram as servidoras Kérrima Carvalho, Freda Azevedo e Kátia da Silva, que deverão se afastar do cargo.

José Dirceu critica "exagero" da Polícia Federal e uso de algemas

O ex-ministro José Dirceu disse nesta sexta-feira, em Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte), que houve "exagero" da Polícia Federal na Operação Voucher e afirmou já ter sido vítima disso. "Não sou contra e não poderia ser, como cidadão, que a Polícia Federal investigue. Sou contra prisões desnecessárias, o uso ilegal de algemas, a exposição desnecessária, o pré-julgamento e o linchamento, até porque fui vítima disso, não que se combata a corrupção", disse ele. Demitido na primeira gestão Lula por envolvimento no Mensalão do PT, o ex-ministro da Casa Civil foi denunciado e será julgado no Supremo Tribunal Federal sob acusação de ser um dos articuladores do esquema de pagamento de políticos aliados do governo.

Paraguai cria equipe para buscar vítimas da ditadura Stroessner

O governo paraguaio anunciou na sexta-feira a criação do Time Nacional de Antropologia para a busca e identificação de mortos e desaparecidos durante a ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989). O organismo será integrado por representantes dos ministérios de Interior, Exteriores, Obras Públicas, Defesa, Saúde, Justiça e Cultura, assim como da Procuradoria nacional e da Defensoria Pública. "O Governo Nacional considera prioritário este compromisso com a cidadania como uma das medidas fundamentais de reparação frente às violações dos direitos humanos cometidas no período 1954-1989, a partir do relatório da Comissão Verdade e Justiça", disse um comunicado da presidência. Em seu relatório final de agosto de 2008, o organismo denunciou que pelo menos 59 pessoas foram executadas e outras 336 desapareceram durante a ditadura de Stroessner. "A coordenação da equipe estará a cargo da Direção Geral de Verdade, Justiça e Reparação da Defensoria Pública", afirmou o comunicado, detalhando o decreto do presidente Fernando Lugo.

Conselho Nacional de Justiça diz que País tem 42 juízes sob escolta policial

Informações colhidas pelo Conselho Nacional de Justiça revelam que apenas 42 juízes brasileiros estão sob escolta policial, sendo que pelo menos 69 já foram ameaçados e 13 vivem em "situação de risco". De acordo com a corregedora do conselho, ministra Eliana Calmon, o Judiciário está "cochilando" em garantir a segurança desses magistrados. No início da tarde de sexta-feira, ela havia dito que pelo menos 87 juízes vivem sob ameaça no Brasil. Posteriormente porém, o CNJ encaminhou à imprensa os números detalhados, separando entre "ameaçados", "sujeitos à situação de risco" e aqueles de fato "escoltados". "Temos cochilado um pouco nas medidas de segurança dos juízes. Não se pode, por exemplo, ter uma vara tão forte e rigorosa, como a da magistrada assassinada, com um único juiz responsável", disse Eliana Calmon.

Crise faz gestora de recursos GWI fechar fundos para resgates

Primeira vítima no Brasil dos efeitos da crise deste ano, a gestora de recursos GWI anunciou na sexta-feira o fechamento de seus fundos para resgates e aplicações. A administradora dos fundos, a BNY Mellon, informou em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários que tomou a decisão para "evitar prejuízos ao conjunto de cotistas" sob gestão da GWI. Quando um fundo se aproxima da insolvência, ele normalmente é fechado para evitar resgates em massa e prejuízos maiores aos últimos investidores a sacar seus recursos. Em assembléia marcada para o próximo dia 26, os cotistas decidirão o futuro de oito fundos, se mantêm, liquidam ou mudam o gestor. Uma das carteiras da gestora, o GWI Private, perdeu 99% só neste mês, segundo levantamento da Economática com dados até o dia 8. No mesmo período, o seu patrimônio líquido derreteu de R$ 181 milhões para R$ 1,9 milhão, de acordo com dados coletados no site da Comissão de Valores Imobiliários. O GWI Private era voltado a investidores qualificados, com aplicação mínima de R$ 10 milhões, e possuía apenas seis cotistas. Mas o prejuízo é generalizado. O patrimônio dos nove fundos da GWI registrados na CVM passou de R$ 1,87 bilhão, em 1º de agosto, para R$ 114 milhões no dia 8. Mas apenas sete cotistas saíram até o anúncio do congelamento dos fundos, totalizando 750 na última segunda-feira. A maioria dos fundos da GWI é alavancada, ou seja, o valor das operações pode superar o patrimônio líquido. Esse mecanismo potencializa os lucros, mas também as perdas. No caso do GWI Private, a alavancagem poderia superar o patrimônio líquido em até 200%. A CVM informou que até o momento não há registro de que os limites de alavancagem dos fundos, previstos no regulamento, tenham sido ultrapassados. Na crise de 2008, o GWI, fundado por Mu Hak You para atender à comunidade coreana no Brasil, também congelou fundos após registrar fortes perdas. Mas os cotistas decidiram manter o coreano no comando e, cerca de um mês após o fechamento, os fundos foram reabertos para novas aplicações. As perdas também têm origem na exposição ao mercado de derivativos e na concentração em ativos de poucos emissores. O GWI detinha pelo menos 5% das ações da indústria de alimentos Marfrig, dona da marca Seara e, para desmontar posições arriscadas, derrubou os papéis da empresa. Só na última segunda-feira, a queda foi de 25%. Na semana, a ação perdeu 27,8%. No caso do GWI Private, a concentração em ações da Marfrig era evidente: a posição do fundo em papéis dessa empresa representava 91% do patrimônio líquido no final de julho. Também estão impossibilitados de fazer aplicações e resgates os cotistas dos fundos GWI Classic, GWI Dividendos, GWI FIC de FIA, GWI Funcionários, GWI High Growth, GWI Leverage, GWI Pipes e GWI Small e Mid Caps. Começou o estouro da boiada.

Polícia Civil do Rio de Janeiro dispensa Polícia Federal e vai investigar morte de juíza

A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro comunicou no fim da tarde de sexta-feira que as investigações sobre a morte da juíza Patrícia Acioli, executada na noite de quinta-feira em Niterói, serão feitas exclusivamente pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil. Segundo a secretaria, a Polícia Federal ofereceu ajuda para apurar o caso, mas ela foi dispensada pelo governo fluminense. É inacreditável, os próprios serão investigados por eles mesmos.

Presidente do PMDB defende candidatura de Sérgio Cabral ao Planalto

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), disse nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, que o governador do Estado, o peemedebista Sérgio Cabral, está preparado para suceder Dilma Rousseff como presidente já em 2014. Raupp disse que o PMDB tem uma "parceria sadia" com o PT, mas que o partido deve estar preparado para disputar a Presidência. "Quando o Sérgio Cabral se elegeu governador, eu disse a ele, ainda no Senado, se você conseguir resolver o problema da violência no Rio de Janeiro, será presidente da República. E ele está resolvendo", afirmou Raupp, em referência à política de instalar Unidades de Polícia Pacificadora nas favelas. Segundo Raupp, ele aconselhou o governador a viajar mais pelo Brasil para se tornar mais conhecido no cenário nacional.

Estado natal de Pedro Novais é campeão de convênios com Turismo

O Maranhão, estado de origem do ministro Pedro Novais (Turismo), foi o campeão dos convênios publicados pela pasta este ano. Alvo de operação da Polícia Federal que desmontou esquema de fraudes na execução de convênios, o ministério repassou o total de R$ 66,7 milhões para o Maranhão de janeiro a julho de 2011, a maioria do dinheiro usada para obras locais de infraestrutura e mobilidade urbana. Levantamento do site Contas Abertas, com dados do Portal da Transparência do Ministério do Planejamento, mostra que o Maranhão ficou à frente de 24 Estados, entre eles São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No convênio mais caro com o Maranhão, foram repassados R$ 20 milhões para a implantação da primeira etapa da via expressa da cidade de São Luís, no trecho entre os bairros Renascenca-Santa Eulália-Cohafuma. Há outro convênio de R$ 8,5 milhões para "pavimentação asfáltica" do município e R$ 4,8 milhões para implantação de um "complexo turístico" na cidade de Imperatriz (MA). Segundo o site, dos 42 convênios publicados este ano com o Maranhão, 12 são para pavimentação asfáltica, sem relação direta com atividades turísticas. Outros 10 foram para a construção e reforma de praças públicas, 9 para "urbanização" e um para a construção de uma ponte no município de Barra do Corda (MA).

Para Dilma, governo que permite corrupção é ineficiente

A presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista à revista "Carta Capital" que o governo que se deixa capturar pela corrupção é "altamente ineficiente". "Por uma questão não só de ética e moral, mas de eficiência, você é obrigado a tomar providência", afirmou Dilma. Sobre as acusações de corrupção que atingiram o seu governo, a presidente disse que suas decisões para afastar os envolvidos não foram pautadas pela mídia: "Nem na história do Transportes, nem no caso da Agricultura ou de qualquer outro caso que por ventura ocorra, não temos o princípio de ficar julgando as pessoas". Segundo ela, isso não significa que o governo não dá importância à imprensa: "Agora, não vou gastar nisso todo o meu tempo, que é político". Na entrevista, Dilma também minimizou a reação dos militares à indicação de Celso Amorim para o Ministério da Defesa: "Não estamos mais na época das vivandeiras". Para a presidente, o episódio que culminou na saída de Nelson Jobim é página virada: "Nem na época da monarquia o rei era insubstituível, havia aquela história dos dois corpos do rei, o divino e o humano. O rei morreu, viva o novo rei". Ela ainda disse que ficou perplexa com decisão da agência Standard & Poor´s de rebaixar a nota da dívida dos Estados Unidos: "Não houve nenhuma grande alteração, a não ser política, que justificasse".

Dilma receberá lideranças do PSD na próxima semana

Em uma manifestação de apoio à criação do PSD, a presidente Dilma Rousseff irá receber na próxima quinta-feira as lideranças do novo partido. A sigla, criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, enfrenta dificuldades para cumprir os requisitos e obter registro no Tribunal Superior Eleitoral. O encontro, marcado para as 8 horas, deve ser um café da manhã no Planalto ou no Palácio da Alvorada. A agenda foi acertada na tarde desta sexta-feira entre Kassab e Dilma, que se reuniram por cerca de uma hora no Palácio do Planalto. Apesar do encontro com Dilma, Kassab voltou a afirmar que seu partido surge como uma "força política independente" e não é governista.

Tribunal declara inconstitucional parte da reforma da saúde dos Estados Unidos

Um tribunal federal dos Estados Unidos considerou inconstitucional parte da reforma da saúde do governo do presidente Barack Obama, promulgada em 2010, que torna obrigatório o seguro de saúde para todas as pessoas no país. O Tribunal de Apelações do 11º Circuito Federal, em Atlanta (Geórgia), entendeu que o Congresso "não pode obrigar que os indivíduos entrem em contrato com companhias seguradoras privadas para a compra de um produto caro do momento que nascem até a morte". A reforma encarou a oposição de setores conservadores e, após sua promulgação, foi alvo de inúmeros processos na Justiça, iniciados por grupos privados e pelos governos de mais de 20 Estados americanos. O ponto mais controverso é o chamado "mandato universal" que requer que todas as pessoas tenham algum tipo de seguro médico ou paguem uma multa caso não o tenham. A Casa Branca afirmou que discorda da decisão proferida contra a reforma do setor de saúde e que tem confiança de que o resultado não vai continuar assim.

Tropas seguem para o Piauí após greve da polícia local

O Ministério da Justiça determinou o envio de tropas da Força Nacional para o Piauí devido à greve dos policiais deflagrada há dois dias. Os agentes, que embarcaram para Teresina nesta sexta-feira pela manhã, ficarão no Estado até o fim da greve. O pedido do envio das tropas foi feito pelo governador do Estado, Wilson Martins, durante reunião com representantes da Justiça, Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, na quinta-feira. O objetivo é o de garantir a segurança da população. São 340 agentes em greve entre policiais civis, policiais militares, bombeiros militares e agentes penitenciários.

Mercadante diz que 25 empresas querem produzir tablet no País

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que o ministério já recebeu sinalização de 25 empresas que estariam interessadas em produzir tablets (computadores portáteis em formato de prancheta) no Brasil. Nove já estariam "praticamente licenciadas", nas palavras do ministro. Entre as empresas citadas por Mercadante estão nacionais e estrangeiras, como Motorola, Samsung, Positivo, Semp Toshiba, Itautec e Apple. O governo tem estudado incentivos fiscais e políticas para atrair a produção local. Para receber os benefícios, as empresas têm que se comprometer a um conteúdo nacional de 20% no início da produção; 80% em três anos, e apresentar o projeto ao ministério.

Guido Mantega diz que Brasil quer entrar em fundo latino-americano

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta sexta-feira que o Conselho de Economia e Finanças da União de Nações Sul-americanas (Unasul) discutiu mecanismos de defesa contra os efeitos da crise mundial que podem ser incrementados neste momento, caso necessário. "Preferimos fortalecer as instituições já existentes, porque é muito mais difícil criar novas estruturas. Vamos usar as instituições que estão criadas, como o Fundo Latino-Americano de Reservas (Flar)", citou Mantega: "O Brasil tem intenção de ingressar no Flar, mas temos que avaliar as condições". Segundo o ministro, o organismo fará um road show no Brasil, para que "possamos ver se podemos entrar no Flar". Mantega afirmou que é preciso verificar quais são os direitos e as obrigações para ingresso no Flar. Além disso, é necessário ter a aprovação do Congresso Nacional. O fundo, de acordo com o ministro, está aberto à adesão de sócios. Mantega não mencionou, porém, com quanto o Brasil contribuiria para entrar no fundo. O ministro explicou que o Flar estabelece duas possibilidades de cotas: uma menor, de aproximadamente US$ 150 milhões, e outra maior, de US$ 500 milhões, para ser integralizado ao longo do tempo. Atualmente, o Flar é composto por Bolívia, Colômbia, Peru, Costa Rica, Equador, Uruguai e Venezuela.

Ministro Haddad diz que Lula acha que PT precisa passar por renovação

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira que o ex-presidente Lula acredita que o PT precisa passar por um processo de renovação. Haddad, que é um dos pré-candidatos do partido à prefeitura de São Paulo e tem o apoio de Lula, complementou dizendo que o ex-presidente acha que o PT precisa se aproximar de camadas da sociedade que se afastaram do partido e alargar seus horizontes, mas evitou dizer que é o candidato preferido do ex-presidente. É óbvio que Haddad está querendo dizer que ele é a renovação. O PT tem outros aspirantes à disputa, entre eles a ex-prefeita e senadora socialista Marta Suplicy.

Governo deve decidir na próxima semana isenção para telecomunicações

Uma reunião interministerial deve decidir nos próximos dias sobre a isenção de impostos como PIS, Cofins e IPI para o setor de telecomunicações, que deve ser incluída no plano de política industrial do governo, denominado Brasil Maior. A medida ajudaria a impulsionar o Plano Nacional de Banda Larga, segundo o petista gaúcho Cezar Alvarez, secretário-executivo do Ministério das Comunicações. O secretário-executivo afirmou ainda que o objetivo é antecipar investimentos no setor de telecomunicações. "A idéia é construir um mecanismo elástico que premie, que antecipe para amanhã essa intenção do investimento para daqui a dois, três anos. Essa é a nossa necessidade", declarou. Segundo Alvarez, as novas medidas com as isenções de tributos para o setor de telecomunicações devem ser anunciadas em 20 dias dentro do plano Brasil Maior.

Egito envia milhares de soldados contra islamitas

O Exército do Egito enviou milhares de soldados para a Península do Sinai, como parte de uma ampla operação contra militantes da Irmandade Muçulmana, inspirados na rede terrorista Al-Qaeda, disseram dois oficiais militares graduados nesta sexta-feira. Os soldados, apoiados por veículos blindados, se concentraram na cidade de El-Arish, no norte do Sinai, que será usada como centro das operações contra as cidades de Rafah e Sheikh Zawiyed, no Sinai central. Segundo a junta militar que governa o Egito, extremistas inspirados na Al-Qaeda estão cada vez mais ativos no Sinai desde a queda do ex-presidente Hosni Mubarak em fevereiro. As autoridades egípcias culpam os terroristas pelas explosões em gasodutos que cruzam o Sinai, e que levam gás para Israel e a Jordânia, bem como por ataques contra patrulhas da polícia e do exército na desértica península. No incidente mais sangrento, centenas de extremistas mascarados e armados com propulsores de granadas e armas automáticas atacaram uma delegacia da polícia em El-Arish, onde mataram cinco pessoas e feriram outras 28. Entre 2004 e 2006, uma série de ataques a bomba no balneário de Sharm el-Sheikh matou 120 pessoas, em grande parte turistas. Terroristas islâmicos da Irmandade Muçulmana foram responsabilizados pelos ataques.

Ministério Público Federal conclui inquérito e envia caso de deputada federal ao STF

O Ministério Público Federal no Amapá encerrou nesta sexta-feira o inquérito sobre o esquema de corrupção no Ministério do Turismo. Segundo Celso Leal, procurador da República, os envolvidos serão denunciados nos próximos dias e a suspeita sobre a participação da deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) será enviada ao Supremo Tribunal Federal. "A investigação está concluída e os autos agora serão remetidos ao Supremo para analisar o caso da deputada", afirmou ele. O nome da deputada aparece em pelo menos quatro depoimentos como destinatária do dinheiro. Ela tem foro privilegiado no Supremo e somente a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, tem prerrogativa para investigá-la na área criminal. Com o encerramento do inquérito, o Ministério Público Federal consegue impedir que todo o inquérito seja enviado ao Supremo, o que prejudicaria a denúncia sobre os demais envolvidos. O Supremo e a Procuradoria Geral da República vão receber todos os autos, mas apenas para analisar o envolvimento de Fátima Pelaes.

BNDES apura se a crise tem afetado o investimento das empresas


O BNDES vai fazer um estudo nas próximas semanas para descobrir o motivo da queda no número de consultas e desembolsos e aprovações feitas ao banco no primeiro semestre de 2011. A intenção, segundo o presidente da entidade, Luciano Coutinho, é saber se a crise mundial está afetando os planos de investimento de empresas brasileiras. A afirmação de Coutinho foi feita durante o anúncio, na tarde desta sexta-feira, do lucro de R$ 5,3 bilhões no primeiro semestre deste ano. O resultado foi 47,8% maior que o do primeiro semestre de 2010 e o "melhor historicamente do banco", afirmou Coutinho. Os principais fatores do resultado foram o crescimento de 119,6% no resultado de participação societárias, chegando a R$ 2,5 bilhões, e a reversão da previsão de risco de crédito, obtida em parte pela melhoria da classificação de risco de crédito de empresas com que o banco tem negócios.

Ex-governador Jaime Lerner é condenado a três anos e meio de prisão


Jaime Lerner, ex-governador do Paraná, foi condenado a três anos e seis meses de detenção, mais multa, pelo crime de dispensa ilegal de licitação na construção de estradas em seu Estado. A decisão, do Superior Tribunal de Justiça, também negou habeas corpus ao ex-governador. Lerner foi condenado em razão de um aditivo contratual que estendeu a concessão obtida pela empresa Caminhos do Paraná S/A em 80 quilômetros, incluindo trechos da BR-476 e PR-427 não previstos na licitação original. A rodovia federal estava delegada ao Estado do Paraná por meio de convênio. Segundo a denúncia, o aditivo teria sido iniciado por proposta da empresa para o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. Essa proposta teria sido protocolada no DER (Departamento de Estradas de Rodagem) do Paraná um dia antes da assinatura do termo aditivo. Todo o trâmite teria ocorrido em "tempo recorde". A condenação remete à segunda gestão de Lerner no governo paranaense. Eleito em 1994 pelo PDT, o governador foi à reeleição pelo PFL (hoje DEM). Obteve êxito e ocupou o cargo até 2002. Antes, havia sido prefeito nomeado de Curitiba pela antiga Arena por duas vezes, em 1971 e 1979. Em 1988, se elegeu pela terceira vez, já no PDT. Urbanista renomado, Lerner foi o único brasileiro a constar na lista dos 25 pensadores mais influentes da revista "Times", em 2010. É também consultor das Nações Unidas para assuntos de urbanismo.

Justiça manda soltar presos na Operação Voucher


O juiz federal Carlos Olavo, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, concedeu liminar para soltar pelo menos duas das 18 pessoas que continuavam presas na operação Voucher da Polícia Federal, que investiga desvios em convênio do Ministério do Turismo. A Justiça deferiu pedidos de habeas corpus apresentados pelos advogados de Colbert Martins, secretário no Ministério do Turismo, e Dalmo Queiroz, sócio de uma das empresas investigadas. Na última quarta-feira, a Polícia Federal já havia liberado 18 dos presos na operação, após prestarem depoimento. Todos os presos liberados haviam sido alvo de prisão temporária. Deflagrada na terça-feira, a Operação Voucher prendeu um total de 36 pessoas, em São Paulo, Brasília, Curitiba e Macapá. Ao todo 38 mandados de prisão foram  expedidos na ação que envolveu 200 policiais.

Caixa Econômica Federal começa a investigar funcionários que teriam ajudado ONG


A Caixa Econômica Federal abriu procedimento para apurar a participação de funcionários do banco com ajuda à ONG acusada de desvio de recursos públicos. Relatório da Polícia Federal sobre a Operação Voucher afirma que funcionários da Caixa Econômica Federal auxiliaram os suspeitos a maquiarem as justificativas para comprovar as despesas do convênio. Em nota, a Caixa informou que "abriu procedimento interno de apuração para averiguar notícias (...), no que diz respeito à suposta conduta irregular de dois de seus empregados". A Caixa Econômica Federal diz ter todo interesse na completa apuração do caso e solicitou à Polícia Federal acesso oficial ao processo.