domingo, 21 de agosto de 2011

Papa oficializa Rio de Janeiro como sede de Jornada Mundial da Juventude

Uma semana de eventos da Igreja para os jovens e com os jovens, assim o papa João Paulo II determinou que fosse a Jornada Mundial da Juventude, criada por ele em 1985 com a intenção de reunir milhares de rapazes e moças do mundo todo para viver a fé católica, em meio a mensagens de esperança e amizade, em um clima de oração e alegria. A primeira Jornada Mundial da Juventude levou a Roma milhares de participantes, em 1986, um sucesso que se repetiria nos anos seguintes, nas reuniões convocadas a cada dois ou três anos em cidades da Europa, América, Ásia e Oceania, com 12 celebrações até esta de Madri. No total, já são 26 Jornadas Mundiais da Juventude, pois nos intervalos são convocadas jornadas locais ou regionais, por iniciativa de dioceses de todo o mundo. João Paulo II participou das nove primeiras reuniões, até 2002, quando viajou a Toronto, no Canadá, apesar de já estar velho e muito doente. Em 2005, Bento XVI compareceu à JMJ de Colônia, na Alemanha. Mais de um milhão de jovens cantaram e rezaram com Joseph Ratzinger que, por coincidência, fazia ao país natal sua primeira viagem internacional, em agosto, após ter sido eleito papa em abril. Três anos depois, ele presidiu a 23ª JMJ em Sydney, na Austrália. No encerramento, convocou, para 2011, o encontro de Madri. O papa mantém a tradição, ao anunciar agora que a próxima JMJ será realizada no Rio de Janeiro.

Acabou a ditadura de Muamma Gaddafhi na Líbia, centenas de milhares festejam na Praça Verde

Povo líbio festeja derrubada de Gaddhafi
Centenas de milhares de líbios festejavam na noite deste domingo, na Praça Verde, no centro de Tripoli, a derrocada final da ditadura do coronel Muammar Gaddafhi, que durou 42 anos. Depois de intensos combates nas ruas de Tripoli, com mais de mil mortos e centenas de feridos, as tropas rebeldes eliminaram toda e qualquer resistência dos soldados fiéis ao antigo regime. O procurador do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno-Ocampo, confirmou já nesta segunda-feira a prisão de Seif al-Islam, um dos filhos do ditador líbio, Muammar Gaddafi, que tem contra si um mandado de prisão do TPI (Tribunal Penal Internacional para crimes contra a Humanidade cometidos na Líbia". "Recebi informações confidenciais segundo as quais ele foi preso", declarou Moreno-Ocampo. Também neste domingo Mohammed al-Gaddafi, o filho mais velho do ditador líbio, Muammar Gaddafi, havia se entregado às forças rebeldes, disse o líder do Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio, Mustapha Abdelkhalil. Nas últimas horas de domingo, o ditador Muammar Gaddhafi, no esteror de seu regime, havia feito um apelo patético para que partidários saiam às ruas para combater os rebeldes, que estavam próximos do centro da capital, para "salvar Trípoli". "Bela Trípoli, eles vão entrar em uma cidade destruída. Imãs nas mesquitas, vocês precisam sair agora e marchar. Vão agora com suas armas. Todos vocês. Não deve haver medo", disse o ditador Muammar Gaddafi. Temo que, se não agirmos, os insurgentes vão queimar Trípoli", disse ele em uma mensagem em áudio transmitida pela TV estatal: "Não teremos mais água, comida, eletricidade ou liberdade". Em sua segunda transmissão de áudio em 24 horas, Gaddafi chamou os rebeldes de ratos. "Estou ordenando que abram os depósitos de armas", disse Gaddafi: "Conclamo todos os líbios a aderirem a essa luta. Aqueles que tiverem medo podem dar suas armas às suas mães ou irmãs. Vamos lá, estou com vocês até o fim. Estou em Trípoli. Vamos vencer".

Mendes Ribeiro Filho convida Caio Rocha e Francisco Turra para o Ministério da Agricultura

O deputado federal Mendes Ribeiro Filho tomará posse como ministro da Agricultura nesta terça-feira, às 11 horas. "Se precisar, terá mudanças. Há coisas para corrigir e o outro que chegar depois de mim vai ter coisas para corrigir. Pretendo impor meu ritmo, minha equipe de trabalho. Vou imprimir mudanças e se eu tiver que fazê-las, vou ter que tirar alguém", afirmou. A primeira mudança será a nomeação do atual coordenador da bancada do PMDB na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Caio Rocha, como assessor especial. Caio Rocha é funcionário de carreira da Emater do Rio Grande do Sul e já chegou a secretário de Estado da Agricultura. Mendes Ribeiro Filho também convidou para compor a sua equipe um outro gaúcho, Francisco Turra, atual executivo chefe da União Brasileira de Avicultura, que reúne os exportadores brasileiros de frangos. Francisco Turra também já foi ministro da Agricultura. O novo ministro disse que não vai promover investigações na pasta: "Todos os órgãos que quiserem fazer investigações, trabalho ligado a controle, terão toda a liberdade". Mendes Ribeiro Filho afirmou que está fazendo um estudo sobre a pasta que vai assumir e pretende finalizar o levantamento sobre as principais questões do ministério "no menor prazo possível". O ministro também negou que vá extinguir a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), após denúncias de que o ex titular da pasta teria loteado o órgão. A proposta de extinção da Conab foi feita pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), a senadora Kátia Abreu (ex-DEM-TO). O novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB), brincou na sexta-feira sobre a possibilidade de encontrar problemas no ministério, em crise após denúncias de corrupção: "Se não fosse para encontrar pepino no Ministério da Agricultura, não encontraria em nenhum outro lugar". Já começou a ser notado que ele gosta de parecer alegre, como ao ter dito que pretende ser um distribuidor de "felicidade". A mídia do centro do País está com uma lupa estendida sobre a sua vida, e não perderá qualquer oportunidade. Mendes Ribeiro Filho dificilmente saberia distinguir um pé de cenoura de um pé de soja. E isto não vai ajudá-lo no Ministério da Agricultura. De qualquer maneira, a sua passagem pelo Ministério da Agricultura, se for calma e bem sucedida (tem tudo para alcançar este objetivo, principalmente em época de crise econômica mundial, quando o complexo produtor primário se tornará ainda mais importante para a economia brasileira), ajudará Mendes Ribeiro Filho a pavimentar a sua pretensão de sair candidato ao governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Parte do PMDB aconselha ministro Pedro Novais a entregar ministério

O ministro do Turismo, Pedro Novais, foi aconselhado na semana passada por colegas do PMDB a entregar o cargo para evitar desgastes ao partido diante da série de denúncias que atingem a pasta. Esse grupo avalia que Pedro Novais já foi tragado pelos escândalos e que o fato de não contar com apoio do Palácio do Planalto (até hoje não foi recebido pela presidente Dilma Rousseff em audiência) tornam sua situação irreversível. "Para ter um ministério sem força e fraco é melhor que entregue o cargo", afirmou o deputado federal Genecias Noronha (PMDB-CE). Entre os caciques do partido na Câmara a avaliação é de que o ministro só não entregou a carta de exoneração ainda a pedido do líder do partido, Henrique Alves (RN), um dos fiadores da indicação de Novais para o ministério. Novais tem afirmado a interlocutores que vai seguir o que o partido determinar. Terça-feira é considerada uma data decisiva para a permanência do ministro no cargo. Ele será ouvido pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado. Os senadores costumam ser mais duros que os deputados nos seus questionamentos. Além disso, na Câmara o ministro estava acompanhado do "padrinho" Henrique Alves.

Ex-deputado chama de "criminoso" vazamento de foto sem camisa

Afastado do cargo de secretário do Ministério do Turismo, o ex-deputado Colbert Martins (PMDB-BA) chamou de "criminoso" o vazamento de sua foto sem camisa, em um presídio do Amapá, e disse que a Polícia Federal passou do limite por "expor indevidamente" os presos na Operação Voucher. Ele foi preso em São Paulo, em 9 de agosto, e levado a Macapá (AP), onde ocorre a investigação que vincula o ministério à ONG Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável). Ela é pivô do esquema de desvio investigado pela PF por meio de convênios do ministério. Ao ser transferido para o presídio na capital do Amapá, ele e outros presos foram fotografados sem camisa, com sua identificação. "A fotografia vazou de uma forma criminosa para um jornal de Macapá e trouxe um constrangimento importante a mim e à minha família. O tratamento não deveria ter sido esse", disse o ex-deputado, que cobrou a punição do responsável pelo vazamento. Antes de pousar em Macapá, o avião da PF fez uma escala em Brasília para o embarque de outros suspeitos detidos. "O uso de algemas foi absolutamente ineficaz e desnecessário. Não discuto as normas, mas a exposição: na hora em que você sobe no avião, tem fotografia; desce do avião em Brasília, tem fotografia; sobe de novo, tem fotografia", contou.

OAB pede saída do ministro do Turismo

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, defendeu neste domingo o afastamento do cargo do ministro do Turismo, Pedro Novais. Ele comparou as denúncias de corrupção no ministério às que atingiram e derrubaram outros ministros como dos Transportes e da Agricultura. "Há um comprometimento muito forte do ministro do Turismo com a estrutura do ministério que está contaminado. O ideal seria que ele se afastasse do cargo", disse. No sábado foi revelado que uma emenda do então deputado federal Pedro Novais vai beneficiar uma empreiteira-fantasma no município de Barra do Corda (MA). Ele destinou R$ 1 milhão para a construção de uma ponte na cidade sem potencial turístico. O município recebeu mais verba do que cidades como Jijoca de Jericoacoara, destino conhecido internacionalmente. O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), também pediu no sábado que o ministro do Turismo deixe o cargo. "A situação de Pedro Novais é insustentável. Se ele se der ao respeito, deve entregar o cargo já", afirmou. Segundo Bueno, o ministro "confessou sua incompetência ao afirmar, em audiência na Câmara, que haviam irregularidades nos convênios de sua pasta. E pior, admitiu que não fez nada para sanar a roubalheira". O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Alves (RN), um dos fiadores da indicação de Novais para o Turismo, disse que a saída do cargo "é uma decisão do ministro", mas que considera não haver envolvimento dele com as denúncias de corrupção.

Promotoria apura incentivo a empresa que emprestou jato a Rossi

O Ministério Público de Uberaba (MG) abriu inquérito para investigar possíveis irregularidades na concessão de incentivos fiscais e imobiliários da prefeitura à empresa Ourofino Agronegócio, com sede em Cravinhos (cidade localizada a 292 quilômetros de São Paulo). A suspeita é que Ricardo Saud, ex-diretor da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, possa ter oferecido vantagens à Ourofino por ter sido sócio dos donos em um outro negócio do grupo. Saud foi secretário de Desenvolvimento Econômico na cidade e participou das negociações para a instalação de duas unidades da Ourofino em Uberaba. A Ourofino é a dona do jatinho usado pelo ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi para viagens.

Ministro das Cidades teria oferecido mensalinho

O ministro Mário Negromonte (Cidades) teria ofertado um "mensalinho" de R$ 30 mil para deputados do seu partido, o PP, em troca de apoio interno, segundo reportagem da revista "Veja" desta semana. O PP está rachado na Câmara entre os grupos do ministro e a ala que assumiu a liderança da bancada, emplacando o nome de Aguinaldo Ribeiro (PB). De acordo com a "Veja", um grupo de parlamentares do PP levou a informação da oferta à ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). A assessoria de Ideli negou no sábado ter recebido qualquer acusação. A indicação de Negromonte para o governo Dilma desagradou uma parcela do partido, que apoiava a manutenção de seu antecessor, Márcio Fortes, no cargo. Negromonte negou ter ofertado dinheiro e disse que a informação parte de Fortes.

Estados Unidos anunciam falência de mais três bancos

Órgãos reguladores do sistema financeiro dos Estados Unidos fecharam três bancos na sexta-feira: um no estado da Flórida, um na Geórgia e outro em Illinois. Com isso, o total de falências de bancos no país sobe para 68 desde o começo deste ano. Na mesma altura do ano passado, já haviam sido anunciadas 110 falências de bancos. O Escritório de Controle da Moeda fechou o Lydian Private Bank, sediado em Palm Beach (é a quinta maior falência de banco nos Estados Unidos neste ano e a décima a ocorrer na Flórida). O mesmo órgão fechou o First Southern National Bank, sediado em Statesboro, o que elevou o número de falências de bancos na Geórgia a 17 neste ano. Já o First Choice Bank, sediado em Geneva, foi fechado pelo Departamento de Regulamentação Financeira e Profissional de Illinois e será assumido pelo Inland Bank & Trust, sediado em Oak Brook, no mesmo Estado, é a sétima falência de banco no Illinois neste ano. O Lydian Private Bank será assumido pelo Sabadell United Bank e o First Southern pelo Heritage Bank of the South, subsidiária do Heritage Financial Group. A Federal Deposit Insurance Corp (FDIC) estima que o custo das três falências para o Fundo de Seguro de Depósitos será de US$ 363,8 milhões.

Pedro Novais liberou R$ 1 milhão para uma empresa-fantasma

Recursos assegurados pelo ministro Pedro Novais (Turismo) para uma obra no Maranhão beneficiaram uma cidade sem nenhuma vocação turística e uma empreiteira fantasma, cuja sede fica em um conjunto habitacional na periferia de São Luís, a capital do Estado. No ano passado, quando exercia o mandato de deputado federal, Novais apresentou emenda ao Orçamento da União para destinar R$ 1 milhão do Ministério do Turismo à construção de uma ponte em Barra do Corda (município localizado a 450 quilômetros ao sul de São Luís). O ministério comandado por Novais foi alvo da Operação Voucher, da Polícia Federal, por suspeitas de desvios de recurso.

Gravações mostram Ideli negociando cargos no DNIT

Gravações da polícia mostram que, quando estava no Ministério da Pesca, a ministra petista Ideli Salvatti negociou cargos no DNIT e lutou para manter um dirigente acusado de irregularidades. As conversas foram com o presidente local do PR, ex-deputado Nelson Goetten, hoje preso por o pedofilia. Ideli ligou para o celular do ex-deputado, que estava sendo monitorado pela Polícia Civil, com autorização da Justiça. Ela defendia um administrador acuado por denúncias de irregularidades e com a cadeira disputada por outros petistas de Santa Catarina. Segundo um integrane do PR, depois que virou ministra, Ideli dividia com Goetten o controle dos projetos do DNIT em Santa Catarina. O ex-deputado sempre teve acesso ao seu gabinete e a tratava como amiga. Eles estavam juntos, como mostra a gravação da polícia, para enfrentar a articulação capitaneada pelo ex-deputado Claudio Vignatti, rival de Ideli no PT estadual e até então o número dois na Secretaria de Relações Institucionais, que pleiteava no Planalto o posto de João José dos Santos. Em grampos de conversas com outros interlocutores, Goetten tratava do assunto sem cerimônias. “Vão ter que passar por cima de mim e da Ideli, cara!”, diz o ex-deputado para seu secretário Sérgio Faust. Segundo ele, a indicação era fruto de um acerto entre PT e PR. “Eu avisei o Luis Sérgio (então ministro de Relações Institucionais): se romperem o acordo, nem o capeta vai me fazer sentar com o PT de novo”, afirmou Goetten. A reportagem é da Revista IstoÉ.

Delegada pede prisão do delator Durval Barbosa por pedofilia em Brasília

Delator do esquema do Mensalão de Brasília, Durval Barbosa teve a prisão preventiva pedida na sexta-feira pela delegada Adriana Oliveira, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente do Distrito Federal. Ele é acusado de obstruir a investigação, coagir testemunhas e prestar informações falsas em um processo que responde por pedofilia. A Justiça do Distrito Federal vai analisar o pedido de prisão nesta segunda-feira. A polícia também pediu a prisão preventiva da mulher de Durval, Kelly Cristina Melchior de Souza Barbosa Rodrigues, e a prisão temporária de Cleuza Bento Rodrigues, empregada da família. O ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal e a mulher são investigados a partir de uma denúncia da ex-mulher de Durval, que os acusa de abusar sexualmente de duas crianças. Os laudos dos psicólogos da 1ª Vara da Infância e da Juventude concluíram que houve abuso. Além de alegarem que é um "pai exemplar", os advogados de defesa de Durval dizem que o pivô do escândalo que derrubou o ex-governador José Roberto Arruda faz parte de um plano de vingança da ex-mulher de Durval em razão da separação do casal.

Tribunal de Justiça negou pedido de proteção policial a juíza morta no Rio de Janeiro

Um processo administrativo revela que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou, em 2009, escolta para a juíza Patrícia Acioli, diferentemente do que a instituição tem afirmado desde que a magistrada foi assassinada, há dez dias. A recusa aconteceu em fevereiro de 2009, e está documentada em despacho da magistrada Sandra Kayat, no qual ela determina o arquivamento do pedido de escolta "por não vislumbrar a necessidade de adoção de qualquer medida extraordinária de segurança". De acordo com o despacho, a decisão de negar a escolta foi do então presidente do Tribunal de Justiça e atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Luiz Zveiter. Depois do assassinato da juíza, Zveiter declarou que a escolta da juíza foi retirada em 2007, quando ele ainda não era presidente do Tribunal de Justiça, e a pedido da própria magistrada. Zveiter afirmou que não tinha havido nenhum pedido de escolta para a juíza durante sua gestão como presidente do Tribunal de Justiça. Ele ocupou o cargo entre 2009 e o início deste ano. A comprovação de que o Tribunal de Justiça negou a escolta foi descoberta pelo advogado de defesa da família da juíza, Técio Lins e Silva. O despacho consta de um processo administrativo iniciado em 2008. O processo está no arquivo central do Tribunal de Justiça. Lins e Silva afirmou que pedirá o desarquivamento do processo nesta segunda-feira, para conhecer seu teor. Para o advogado, o despacho põe por terra a tentativa do Tribunal de Justiça de "tapar o sol com a peneira e atribuir a culpa pelo assassinato à vítima".

Foguete lançado da faixa de Gaza mata civil israelense

Um civil israelense foi morto no sábado à noite após ser atingido por um foguete do tipo Grad lançado a partir da faixa de Gaza em direção à cidade de Beersheva, no Neguev (sul), segundo os serviços de emergência israelenses. O homem não resistiu aos ferimentos em sua chegada ao hospital de Beersheva. Sete foguetes Grad foram disparados sobre a região. Uma casa e um carro foram diretamente atingidos. O foguete também feriu gravemente outras três pessoas. Também no sábado, duas crianças ficaram levemente feridas após o lançamento de quatro foguetes contra a cidade israelense de Ofakim. O braço armado do grupo terrorista islâmico Hamas na faixa de Gaza reivindicou a ação em um comunicado. "Disparamos quatro foguetes Grad contra a localidade sionista de Ofakim. É a nossa resposta aos crimes de ocupação sionista depois da morte de 15 mártires e dezenas de feridos em Gaza", afirmaram as Brigadas Ezedin Al Qasam. Mais de 40 foguetes Qassam, Grad e morteiros foram lançados de Gaza contra Israel desde a noite da quinta-feira. Israel prometeu ampliar a retaliação à série de atentados que deixou oito israelenses mortos perto da fronteira com o Egito.

Turismo exonera quatro servidores investigados pela Polícia Federal

O ministro Pedro Novais exonerou, na sexta-feira, quatro servidores investigados na Operação Voucher da Polícia Federal. Todos eles tinham cargos comissionados no ministério. Os servidores que deixaram a pasta são Antônio dos Santos Júnior, Freda Azevedo Dias, Kátia Terezinha Patrício da Silva e Kérima Silva Carvalho. Júnior havia sido prevo temporariamente. Freda, Kátia e Kérima constam na lista de presos preventivos da operação. Segundo nota divulgada pelo ministério, Novais enviou ainda um ofício à ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) solicitando a exoneração de Francisca Regina Magalhães Cavalcante. Atualmente, Francisca é diretora do Departamento de Qualificação, Certificação e Produção Associada ao Turismo. A Operação Voucher, deflagrada no último dia 9 pela Polícia Federal, investiga um suposto esquema de desvios relacionados a convênio firmado entre a ONG Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável) e o Ministério do Turismo para capacitação profissional no Amapá.

PSDB filia 93 sindicalistas para fortalecer "nucleo social" em Minas Gerais

Com críticas à "tentativa de aparelhamento de todo o movimento sindical" pelo governo petista, o PSDB filiou no sábado 93 sindicalistas ao diretório mineiro e anunciou que até o fim do ano terá criado o seu núcleo nacional sindical. A iniciativa faz parte de um esforço nacional do partido de se abrir para os movimentos sociais e melhorar sua comunicação com a sociedade. Essa vem sendo desde 2006 uma autocrítica que faz o partido, especialmente por meio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador Aécio Neves (MG). O partido agora busca transformar isso em ação. O presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), disse que o partido estará "ativo" junto aos setores sociais. "Em menos de dois meses vamos criar novas secretarias, renovar as existentes em uma modelagem que vai considerar todas as forças sociais e essa necessidade, que o Aécio Neves defende, que o Fernando Henrique defende e que o PSDB novo deseja, de ser um partido ligado à sociedade, que quebre a distância entre a liderança partidária e a sociedade. Que não seja apenas um partido parlamentar, mas um partido plural", disse ele. Só chega a essa constatação comm 30 anos de atraso. E chega de maneira atrasada, fisiológica, aparelhista.

Com US$ 1,2 bilhão, empresa novata investe no pré-sal

Com mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,6 bilhão) em caixa, a Barra Energia, embora ainda novata no mercado, já mostra grande apetite no pré-sal. A empresa acertou a compra de mais uma participação em um bloco na bacia de Santos, na promissora fronteira exploratória de petróleo localizada em águas ultraprofundas. O negócio deve ser anunciado em até três semanas. A Barra finaliza também negociação para obter uma fatia em outro bloco do pré-sal. Renato Bertani, diretor-executivo da empresa, explica que áreas no pré-sal e em campos no mar com grande potencial estão no foco da Barra. Ele não descarta interesse em blocos terrestres, desde que tenham volume de reservas que compense o investimento. Os novos negócios confirmam a entrada da Barra de forma incisiva no mercado. A empresa, criada no ano passado, chega impulsionada por US$ 1,2 bilhão (R$ 1,92 bilhão) bancados quase que integralmente pelos fundos de investimento americanos First Reserve Corporation e Riverstone Holdings. Já são dois blocos no pré-sal, com a perspectiva de aquisição de um terceiro nas próximas semanas. No mês passado, a Barra havia adquirido 10% de participação no bloco BM-S-8, operado pela Petrobras. O negócio, cujo valor não foi revelado, foi fechado com a Shell. A portuguesa Galp e a Queiroz Galvão Óleo e Gás, que também obteve 10% da Shell, são as outras sócias do ativo. "Queremos nos posicionar como uma megaindependente", afirma Bertani. Enquanto aguarda a definição de novos leilões de blocos com potencial de exploração de petróleo e gás, a Barra segue atenta às oportunidades do mercado. Segundo Bertani, são observados vários blocos até que a empresa decida fazer uma oferta. "Com os recursos que temos, dá para participar dos leilões. Ao mesmo tempo, monitoramos possibilidades de negócios no mercado", comenta o executivo. A Barra Energia foi criada em maio de 2010. É presidida por João Carlos de Luca, ex-Petrobras, que comanda o IBP e já dirigiu a Repsol Brasil. Como braço direito, De Luca tem Bertani, que já comandou a Petrobras America, subsidiária da estatal nos Estados Unidos. Atualmente, a Barra tem 17 funcionários, dos quais a maior parte já passou pela Petrobras. A estimativa é que, dentro de um ano, o número de empregados dobre.

Amazonas pede intervenção em Oi e Embratel

Após coletar queixas contra a Oi e a Embratel nas dez maiores cidades do Estado, fora da capital, a Assembléia Legislativa do Amazonas irá pedir que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) intervenha na gestão das operadoras no Estado. O pedido será apresentado ao presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, nos próximos dias, por deputados, pelos presidentes do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas, pelo procurador-geral do Estado e por representantes dos prefeitos. Por três meses, uma comissão da Assembléia reuniu indícios de que as teles estariam descumprindo metas de universalização do serviço de telefonia fixa e os compromissos de melhoria de serviços firmados com a Anatel. O presidente da comissão, deputado Chico Preto (PP), entregará o relatório das audiências e vídeos com 45 horas de gravações a Sardenberg, nesta terça-feira. A Anatel admite que a manutenção dos equipamentos é precária na Amazônia.

Câmara Municipal de Campinas cassa o mandato do prefeito Dr. Hélio

A Câmara Municipal de Campinas cassou o mandato do prefeito Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), no final da madrugada de sábado, após mais de 44 horas ininterruptas de julgamento. Dr. Hélio foi cassado por 32 votos a 1. O único voto contrário foi do vereador Sérgio Benassi (PCdoB). Com a queda do Dr. Hélio, quem assume é o vice-prefeito, Demétrio Vilagra (PT), acusado de ter recebido propina de empresários investigados pelo Ministério Público. Vilagra chegou a ser preso. O julgamento começou às 9 horas da manhã da quinta-feira. Às 10 horas foi iniciada a leitura do processo, que tinha mais de mil páginas. Até pouco depois da meia noite de sábado, os vereadores se revezaram na leitura do processo. Até pouco depois da 1 horas foi feita a leitura do relatório final, recomendando a cassação do prefeito. Entre 1h22 e 4h55, os vereadores revezaram-se na tribuna, para justificar seus votos. Depois, a Mesa concedeu 15 minutos para que o prefeito ou seu representante fizesse sua defesa. De acordo com o regimento, ele teria direito a duas horas para se defender. Passado esse período, os vereadores votaram o pedido de impeachment do prefeito. A votação da primeira acusação aconteceu às 5h20, e isso já bastaria para cassar o mandato do prefeito. Cinco minutos depois, também pelo placar de 32 a 1, o prefeito era condenado pelas outras duas acusações. O relatório final da Comissão Processante, apresentado na última terça-feira, apontava as seguintes acusações contra o Dr. Hélio: omissão do prefeito em relação às infrações político-administrativas e atos de corrupção praticados por integrantes do primeiro escalão da administração na Sanasa, irresponsabilidade legal e política de Santos na defesa de bens no caso de parcelamento de solo e comportamento incompatível com a dignidade e decoro de seu cargo ao ignorar tráfico de influência na liberação de alvarás para instalação de antenas de celulares. A defesa do Dr. Hélio deve levar o caso à Justiça. O vereador Artur Orsi, autor do pedido de impeachment contra o ex-prefeito Dr. Hélio na Câmara Municipal, afirmou que a tendência é que o mesmo pedido seja feito contra o petista Vilagra.