sábado, 15 de outubro de 2011

Cinto de segurança inflável é a invenção do ano nos Estados Unidos

Criado inicialmente para os passageiros do banco traseiro, o cinto de segurança inflável foi eleito nos Estados Unidos a inovação do ano em segurança veicular. O acessório, desenvolvido pela Ford, combina atributos do cinto tradicional e do airbag para oferecer proteção extra em caso de acidente, já que as bolsas de ar frontal são uma exclusividade de quem vai sentado nos assentos da frente. De acordo com a montadora, o novo sistema pode reduzir as lesões na cabeça, no pescoço e no tórax, principalmente de crianças e idosos, mais vulneráveis a esse tipo de ferimento. Os cintos infláveis já estão disponíveis para o modelo Explorer desde o ano passado. Atualmente, 40% dos compradores do utilitário esportivo, a maioria pais de família, optaram pelo acessório de segurança. Em breve a tecnologia também será oferecida para outros veículos e mercados na qual a Ford atua. O Brasil é um dos candidatos.

Fifa diz que história de corrupção no Ministério do Esporte não poderia ter vindo em pior momento

Alguns dos principais funcionários da Fifa temem que a nova polêmica que supostamente envolve o ministro do Esporte, Orlando Silva, complique de vez as negociações finais sobre o formato da Copa do Mundo no Brasil. A revelação feita pela revista Veja sobre a susposta corrupção envolvendo o ministro eclodiu no pior momento possível para a Fifa, que no sábado mesmo já foi informada do caso. A partir deste domingo, uma delegação brasileira de peso desembarca em Zurique para iniciar os trâmites finais para a decisão sobre os locais de jogos, legislações e relação entre poder público, CBF e Fifa. “Verdade ou mentira, essa história não poderia ter vindo em pior momento”, afirmou um alto funcionário da cúpula da Fifa, que pediu anonimato. “Se já estávamos preocupados com o andar do processo, agora o cenário pode ser ainda mais difícil”, disse. O temor da Fifa, que também enfrenta polêmicas internas de corrupção, é de que todas as decisões que estão pendentes do governo acabem sendo adiadas diante da fragilização do principal interlocutor entre o Palácio do Planalto e Zurique, o próprio Ministério do Esporte. Nas últimas semanas, os diversos escândalos de corrupção no governo já haviam sido alvo de comentários e preocupações dentro da Fifa. A cúpula da entidade alerta que não tem qualquer posição sobre a veracidade das denúncias e insiste que “todos são inocentes até que se prove o contrário”. Mas o que a entidade teme é que o assunto crie distúrbios em relação ao trabalho que deve ser feito. Há poucos dias, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, criticou os organizadores brasileiros. Em um evento em Moscou, pediu que os russos “não repitam” os erros do Brasil ao organizar a Copa de 2018. Na terça-feira, em Zurique, o comitê da Fifa encarregado da Copa de 2014 se reúne para chancelar decisões críticas sobre os locais das partidas, estádios e local de abertura do Mundial. O anúncio oficial será divulgado no final da semana. Nos bastidores, uma série de compromissos legais entre o Brasil e a entidade serão alvo de negociações.

Militante do PCdoB acusa: Orlando Silva recebeu dinheiro de esquema fraudulento na garagem do Ministério do Esporte

As coisas ficaram definitivamente complicadas para o comunista sem multidões Orlando Silva, ministro do Esporte e homem-chave na organização da Copa de 2014. A presidente Dilma Rousseff pode prestar um favor à moralidade pública e à competição com um único ato: a demissão de Silva. Será uma decisão tardia. Deveria ter sido demitido por Lula. Jamais deveria ter sido reconduzido por ela própria. Vocês se lembram daquele imbróglio envolvendo o PCdoB e ONGs de fachada que recebiam uma bolada do Programa Segundo Tempo e não prestavam serviço nenhum? Alguns militantes do partido foram presos. Entre eles, estava o policial militar João Dias Ferreira. Em entrevista à revista Veja desta semana, ele dá detalhes de como funcionava (funciona ainda?) um esquema instalado dentro do Ministério do Esporte que pode ter desviado R$ 40 milhões em 8 anos. Mas isso ainda é muito pouco. O chefe do rolo, ele garante, é o próprio Orlando Silva. João Dias afirma que, quando secretário-executivo do Ministério (o titular era Agnelo Queiroz, do PT, atual governador do Distrito Federal), O MINISTRO RECEBEU PESSOALMENTE SOMAS DE DINHEIRO NA GARAGEM DO MINISTÉRIO. Ele diz que, na gestão Agnelo, que também se beneficiava da maracutaia, o programa Segundo Tempo já funcionava como caixa dois do PCdoB. A roubalheira era simples e eficiente. As ONGs só recebiam o dinheiro mediante uma taxa previamente negociada, que podia chegar a 20% do valor dos convênios. O PCdoB indicava tudo: de “fornecedores” a pessoas encarregadas de dar notas fiscais frias para justificar despesas fictícias. O próprio João Dias, amigão de Agnelo, controlava duas entidades, que receberam R$ 3 milhões. Segundo o inquérito, dois terços desse dinheiro desapareceram. Quando foram presos, os militantes do PCdoB deram algumas pistas sobre o funcionamento do esquema. João Dias ficou de bico calado. Agora decidiu falar. Ele dá o nome do homem que fazia a coleta e levava dinheiro para o ministério, inclusive para o agora ministro. Trata-se de Célio Soares Pereira, que também fala a VEJA. O relato sobre uma ocorrência de 2008 impressiona: “Eu recolhi dinheiro com representantes de quatro entidades aqui do Distrito Federal que recebiam verba do Segundo Tempo e entreguei ao ministro, dentro da garagem, em uma caixa de papelão. Eram maços de notas R$ 50,00 e R$ 100,00″. A lua de mel do policial com o ministério e a cúpula comunista começou a acabar em 2008, quando passaram a surgir denúncias de irregularidades no Segundo Tempo. Ele afirma que o ministério, emparedado pelas suspeitas, o deixou ao léu: “Eu tinha servido aos interesses deles e, de repente, quando se viram em situação complicada, resolveram me abandonar. Tinham me prometido que não ia ter nenhum problema com as prestações de contas". O policial diz que chegou a ir fardado ao ministério, mais de uma vez, para cobrar uma solução, sob pena de contar tudo. No auge da confusão, ele se reuniu com o próprio Orlando Silva: “O Orlando me prometeu que ia dar um jeito de solucionar e que tudo ia ficar bem”. O ministro, por meio de nota, confirma ter se encontrado com o policial. Diz que o recebeu em audiência, mas nega que soubesse dos desvios ou de cobrança de propina: “É uma imputação falsa, descabida e despropositada. Acionarei judicialmente os caluniadores”. Na matéria, entre outras coisas, João Dias revela que repassou, em 2006, R$ 1 milhão da dinheirama para a campanha presidencial de Lula. Dinheiro dos impostos. Dinheiro dos pobres. O policial afirma que, numa das idas ao ministério para tentar resolver seus problemas, foi recebido pelo secretário nacional de Esporte Educacional, Júlio Cesar Filgueira, também do PCdoB: “Eu fui lá armado e dei umas pancadas nele. Dei várias coronhadas e ainda virei a mesa em cima dele. Eles me traíram”. Filgueira admite o encontro, mas nega ter apanhado. O fato é que ele conseguiu parte do que queria com ou sem os sopapos.

CVM investiga ‘movimentação atípica’ no mercado futuro de taxa de juros

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu investigação para apurar “movimentações atípicas” no mercado futuro de juros na semana de 31 de agosto, na qual o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual, para 12% ao ano. O movimento surpreendeu a maioria dos investidores e analistas. A CVM não entrou em detalhes sobre a investigação. Informou apenas que “o contrato futuro de taxa de juros é um valor mobiliário, negociado em bolsa, cujo acompanhamento está na competência da CVM”: “A autarquia acompanha regularmente a movimentação deste mercado e não comenta investigações em curso". A CVM não informou se é a primeira vez que abre investigação especificamente nesse segmento de mercado. De qualquer forma, um possível vazamento de informação de um órgão do governo não seria enquadrado na autarquia como um caso de “informação privilegiada” (insider information), um crime tipificado contra o mercado, que pode levar à prisão dos envolvidos. Neste caso, se forem confirmados os indícios de irregularidades, será aberto um “processo sancionador” contra as pessoas e/ou instituições envolvidas. Tecnicamente, o processo abordará a chamada “prática não equitativa”, quando um agente do mercado obtém condições favoráveis em detrimento de outros. “Prática não equitativa” é enquadrada como infração grave e leva à aplicação de multas, em caso de condenação. Os acusados seriam os beneficiários do suposto ganho irregular. Em tese, conhecimento antecipado de um movimento no juro básico poderia levar a ganhos em aplicações no mercado futuro. Segundo fontes de mercado, dificilmente uma investigação como esta será concluída em menos de seis meses, por causa das dificuldades para que se prove uma irregularidade do gênero. As operações sob investigação ocorreram no mercado de opções de taxas de juros, com vencimento entre outubro de 2011 e janeiro de 2012. Um operador explicou que, em caso de aposta certeira (sobretudo quando uma decisão surpreende, como a do Banco Central em agosto), os "vencedores" podem ganhar alguns milhões de reais. A CVM informou que investigações como essa podem ter duas origens: as operações atípicas podem ser detectadas pelos próprios funcionários da autarquia ou podem ter origem na denúncia de algum participante do mercado. Essa investigação tem o potencial de abalar a República.

Incra responde por 11% das multas do Ibama por destruição de floresta e falta de licença

Nem o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) escapou das multas aplicadas pelos fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará. Só este ano, de acordo com o órgão ambiental, elas já somam R$ 42,8 milhões e representam 11% do total aplicado em todo o País. As multas resultam de programas de assentamento da reforma agrária criados sem licenciamento do Ibama e de desmatamento da floresta nas referidas áreas. “O Ibama é absolutamente independente e nunca esteve tão atuante. Caso contrário, não teria conseguido reduzir o desmatamento em toda a Amazônia”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, observando que o número de multas, de uma maneira geral, tem crescido no País, nos últimos anos. Para o pesquisador Paulo Amaral, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), as multas que o Ibama aplica ao Incra são quase simbólicas e não têm força para deter o desmatamento. Como ambos são órgãos federais, as autuações viram uma batalha judicial interminável, afirmou Paulo Amaral, acrescentando que sequer 1% das multas são pagas. Presidente do Incra, Celso Lisboa de Lacerda admitiu que, invariavelmente, o órgão recorre das multas aplicadas pelo Ibama e afirmou que, desde 2008, há um “estoque de milhões” delas.

Moradores de Pinheiros fazem justa reclamação contra albergue e são chamados de nazistas por promotor!

Do site do jornalista Reinaldo Azevedo: "Este senhor violou a Constituição! Lei nele! Ou: TODO CIDADÃO TEM O DIREITO DE FICAR DE BOCA FECHADA! Logo, todo brasileiro terá o direito de nascer com uma mordaça na boca, a menos que faça parte de um dos oprimidos de manual. Por que digo isso? A Prefeitura de São Paulo decidiu transferir um albergue de Pinheiros, bairro de classe média de São Paulo (com alguns bolsões localizados de pobreza), para uma área mais residencial, na rua Cardeal Arcoverde. Um grupo de moradores do bairro resolveu se mobilizar contra a decisão e entregou ao Ministério Público Estadual um abaixo-assinado com 1,2 mil assinaturas. Pra quê!?!?!? Mal sabiam que estavam caindo numa armadilha! Sabem o que fez promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes? Não só indeferiu o pedido (até aí, tudo bem!) como associou os manifestantes a “higienistas do Terceiro Reich”. Foi explícito: “É de causar inveja a qualquer higienista social do Terceiro Reich a demonstração de tal insensibilidade”. Suas palavras já são absurdas e persecutórias o bastante. Mas ele não parou por aí: encaminhou o nome de seis síndicos que assinaram a petição para a Delegacia de Polícia Especializada em Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). É o fim do mundo! Ribeiro Lopes agride um princípio básico do estado de direito, que é encaminhar petições ao poder público. Santo Deus! É um dos direitos estabelecidos na famosa Primeira Emenda da Constituição Americana, citada mundo afora como exemplo de democracia. Também a Brasileira assegura essa prerrogativa aos cidadãos. Não só isso: o promotor joga no lixo o Artigo 5º da Constituição, que assegura a liberdade de expressão. Numa democracia que se levasse mais sério, punido seria Ribeiro Lopes, não aqueles que estão tendo cerceado o seu direito de se manifestar. Seja lá o nome técnico que tenha o seu comportamento, trata-se de uma manifestação óbvia de abuso de autoridade e de violação do direito constitucional dos cidadãos. No texto encaminhando ao Ministério Público, os reclamantes alegam que haverá constrangimento ao comércio, que há o risco de deterioração do bairro e afirmam que crianças e idosos já foram atacados por cachorros nas imediações do atual albergue. SERÁ ISSO TUDO MERA MANIFESTAÇÃO DE PRECONCEITO? Pensemos - Bairros costumam rejeitar albergues; cidades costumam reagir mal a presídios ou a casas que abrigam menores infratores. Será que isso tudo é só preconceito? Não haveria aí a expressão de um problema real, que afeta mesmo a vida das pessoas? Alguém ignora que o poder público costuma fazer tais instalações e depois deixar que os cidadãos de bem se virem com as conseqüências? Pensemos no caso dos moradores de rua. Boa parte deles leva consigo um carrinho ou algo assim, onde carregam alguns pertences. Os albergues não têm como fazer a guarda desse material, que costuma ser largados no passeio público. Ninguém ignora os problemas de alcoolismo desse grupo social. O promotor pode pesquisar um pouco e vai constatar que muitos, talvez a maioria, têm problemas psíquicos graves — é a comunidade mais atingida pelo crack. Isso tudo implica, obviamente, distúrbios e ameaça à segurança. Diga-me cá, doutor Lopes, as pessoas precisam gostar disso? Só “neonazistas” reagiriam? Tenha paciência! Isso não é preconceito, não, é fato! Dou um outro exemplo, o dos presídios. Junto com as cadeias, costumam chegar os familiares dos presos. Sem ter onde se instalar, não é raro que dêem início a construções irregulares, que logo viram favelas. Quem quiser saber do que falo vá até a pequena Itirapina, no interior de São Paulo. Sabe o que se passa, doutor Lopes? O poder público instala essas instituições, mas não assegura o bem-estar das pessoas potencialmente prejudicadas por essa escolha. Reagir mal à presença de albergues ou presídios significa reagir mal à óbvia degradação social que eles trazem: não porque aquelas pessoas sejam um mal em si, mas porque as ações são tomadas pela metade. É claro que essas pessoas têm de ser abrigadas em algum lugar, com dignidade. Mas que se faça, então, o serviço completo para não prejudicar ninguém. Não é a regra. Mas volto ao ponto - Estendi-me um pouco sobre o mérito da reação dos moradores para dar conta do absurdo da decisão do promotor, que comete, de resto, entendo, crime de calúnia ao sugerir que os que reclamam estão cometendo crime de racismo. O texto do promotor está coalhado de alusões ao suposto mau-caratismo dos ricos. Classifica a reação dos moradores de “fúria pequeno-burguesa” e lembra a polêmica sobre a estação de Metrô em Higienópolis, uma invenção da imprensa esquerdopata; conheço a coisa em detalhes porque moro aqui. Escreve o promotor: “Não faz muito tempo, parcelas da mesma aristocracia amaldiçoando a chega do Metrô em Higienópolis (…) Agora é a vez do albergue de Pinheiros. Se não fizemos nada, um dia impedirão que chegue água, energia elétrica, asfalto a outros bairros da cidade”. “Aristocracia”, “fúria pequeno-burguesa”… Isso é vocabulário de militante político, não de promotor. Só os regimes totalitários fascistas e comunistas tentaram tirar dos indivíduos até mesmo o direito de reclamar. O doutor Lopes tem perfil para trabalhar na Stasi, a onipresente polícia política da Alemanha Oriental. É uma pena que aquele paraíso já não exista mais… Procurem, senhores signatários da petição, um bom advogado. O promotor os ofendeu gravemente e foi muito além da sua competência funcional. Ele não tem o direito de lhes cassar o direito de reclamar; ele não tem o direito de acusá-los de crime de racismo se racismo não há; ele não tem o direito de julgar! PS - Li a reportagem no Estadão. O viés, claro!, é favorável ao promotor e contra os moradores. Não se ouviu um só jurista para lembrar o óbvio: a Constituição assegura o direito de enviar petições ao Poder Público. Os leitores do Estadão que moram em Pinheiros devem saber que têm o direito de ficar de boca fechada… A antiga alma liberal do Estadão deve ter se revirado no túmulo. Já foi o tempo em que uma agressão a um direito individual essencial passaria não só como coisa normal; ela parece também apreciável.

Advogados querem recorrer contra julgamento por e-mail

O Conselho Federal da OAB quer ir ao Conselho Nacional de Justiça contra a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo de julgar processos por e-mail. Uma resolução do tribunal autoriza desde o dia 24 de setembro a realização de julgamentos virtuais. Ainda estão sendo feitos ajustes para pôr em prática a medida, mas os primeiros julgamentos devem ocorrer ainda neste mês. O presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante, disse considerar que a decisão fere a Constituição, que determina que todos os julgamentos sejam públicos. “É um precedente muito grave que pode fazer com que os tribunais julguem às escondidas”, disse: “Medidas dessa natureza se adequam muito mais a um Estado não democrático de direito". Os desembargadores paulistas atualmente se manifestam sempre em sessões públicas. No julgamento virtual, eles deixariam de se reunir e votariam em e-mails para os colegas. Os votos e a decisão final seriam publicados depois no Diário Oficial. A resolução do Tribunal de Justiça permite que o sistema seja usado para julgar recursos em qualquer tipo de ação, mesmo em processos criminais. Os advogados das partes podem recusar o novo modelo e terão até dez dias para se manifestar, conforme a resolução. O presidente da OAB disse que vai consultar a seção da entidade em São Paulo e teme que o modelo paulista seja reproduzido em outros lugares: “Embora seja na Justiça de São Paulo, pode se espraiar para todo o Brasil".

Piauí e Ceará brigam na Justiça por “faixa de Gaza” do Nordeste

O governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), decidiu levar ao Supremo Tribunal Federal uma disputa territorial que o Estado trava com o Ceará desde o fim do século 19. Em uma ação civil ordinária apresentada em agosto, o Piauí reivindica área de 2.821 quilômetros quadrados que ficou conhecida como “faixa de Gaza do Nordeste” em razão de imprecisões nas divisas entre os Estados. O litígio tem origem num decreto imperial de 1880, assinado por dom Pedro 2º. A norma formaliza uma troca de terras na qual o Ceará cedeu parte de seu litoral e ganhou um pedaço do Piauí. O traçado estabelecido pelo decreto, no entanto, sempre foi contestado e não se sabe a que Estado pertence uma área que abrange parcialmente 12 municípios do Ceará e oito do Piauí. Na ação judicial, o governo piauiense diz que a área de litígio virou “terra sem lei”, onde as polícias do Estado não podem atuar. Sem respaldo legal, os governos dos dois Estados evitam investir na região. Não há estradas em 80% do território e a população tem dificuldades para obter água potável, de acordo com informações do IBGE. No Supremo, o Piauí pede que seja considerado o traçado do decreto imperial. Já o Ceará, comandado por Cid Gomes (PSB), se apega aos dados do IBGE, que considera cearense ao menos parte da população que vive na área.

Novo sistema de marcação de consultas em hospitais de Porto Alegre começa nesta segunda-feira

O novo sistema online de marcação de consultas especializadas para hospitais de Porto Alegre vai entrar em operação nesta segunda-feira. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, com a marcação online, cada cidade vai poder cadastrar a demanda reprimida, elencar as principais emergências e também criar uma lista de espera. As consultas marcadas a partir desta segunda-feira só serão atendidas a partir do mês de novembro.

Governo petista gaúcho quer transformar área da Colônia Penal Agrícola em assentamento do MST

Um convênio entre as secretarias da Segurança Pública e do Desenvolvimento Rural pretende transformar uma área da Colônia Penal Agrícola, em Charqueadas, em assentamento da organização terrorista clandestina MST. Na colônia já estão acampadas cerca de 20 famílias de sem-terra que deverão ser instaladas definitivamente no local. De acordo com o secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, o projeto em andamento pretende transformar 300 dos 520 hectares em assentamento. A decisão do governo petista do governador Tarso Genro, ex-ministro da Justiça (que dizia não faltar dinheiro para presídios, e agora está fechando um deles) é criticada pela Justiça. Conforme o juiz da Vara de Execuções Criminais, Sidinei Brzuska, a área, que pertence ao Estado, poderia abrigar novos presídios. "É uma área em que houve uma sugestão do Poder Judiciário para que neste local fossem construídas três unidades prisionais. E nós temos um sério problema em Charqueadas, na PEJ (Penitenciária Estadual do Jacuí), porque ela está rodeada por uma vila e não tem mais condições de funcionar no local em que se encontra", afirmou o juiz. Destinada a presos que cumprem pena em regime semiaberto, a Colônia Penal Agrícola conta com 250 apenados.

Lençol de lixo hospitalar dos Estados Unidos é revendido no Brasil, e "reexportado" para Angola

Lençóis com nomes de hospitais dos Estados Unidos, semelhantes aos encontrados nesta semana pela Receita Federal no porto de Suape e classificados como lixo hospitalar, são vendidos por quilo em Santa Cruz do Capibaribe, cidade localizada a 205 quilômetros de Recife, em Pernambuco. A Receita Federal apreendeu dois contêineres, nas terça e na quinta-feiras últimas, com 46 toneladas de resíduos hospitalares originários dos Estados Unidos que eram descritos em documentos como "tecido de algodão com defeito". Nos compartimentos, no entanto, foram encontrados lençóis manchados de sangue e seringas, entre outros. O material é proibido de entrar no Brasil e oferece risco à saúde. Especialistas dizem que lençóis só podem ser reaproveitados após rigoroso processo de esterilização. Neste ano, a mesma importadora já havia trazido para Pernambuco outros seis carregamentos, que não foram retidos na fiscalização. A reportagem do jornal Folha de S. Paulo esteve na quinta-feira na cidade do agreste pernambucano para onde seriam levados os detritos importados apreendidos. Lá, comprou na loja de tecidos e retalhos Império do Forro de Bolso, sem se identificar, nove lençóis. Três peças têm nomes de hospitais ou entidades americanas impressos no tecido. Uma tem a mesma origem de parte do material apreendido no porto, o Hospital Central Services Cooperative. No total, a reportagem do jornal Folha de S. Paulo comprou 4,1 kg de lençóis, a R$ 10,00 o quilo. Funcionários da loja alegaram "problemas no sistema" para não entregar nota fiscal nem recibo. Depois de conversarem ao celular, eles fecharam o local. A loja fica em uma das principais avenidas de Santa Cruz do Capibaribe, cidade com 87,5 mil habitantes em 2010, segundo o IBGE. Os lençóis e fronhas estavam amontoados no chão. Tecidos para fazer forros de bolso eram vendidos a R$ 8,75 o quilo. Várias peças das roupas de cama tinham manchas. Um dos lençóis comprados pelo jornal Folha de S. Paulo trazia a inscrição "Baltimore Washington Medical Center University of Mariland Medical System". Outro tem inscrição dizendo que não pode ser vendida: "Property - not for sale". Entre os lençóis sem inscrição, quatro têm etiquetas do fabricante. Dois deles são da americana Medline Industries Inc. Há lençóis fabricados em outros países. Após verificar a mercadoria, às 11h20, a reportagem do jornal Folha de S. Paulo voltou à loja, mas ela continuava fechada. À tarde, ninguém atendeu ao telefone. A Hospital Central Services Cooperative é uma empresa não lucrativa (ong) cujo site pode ser acessado no endereço http://www.hcsc.org. Diz seu site: "HCSC-Laundry & Linen Services - Hospital Central Services Cooperative, Inc. (HCSC) - Laundry is the largest not-for-profit Healthcare linen rental provider in the United States! We currently provide linen rental services to over 450 healthcare facilities in Pennsylvania, New Jersey, New York, Maryland and Washington, DC, through our textile processing plants located in Allentown and Kingston, PA; Asbury Park and Camden, NJ; and Baltimore, MD. As a not-for-profit corporation organized as a federal Subchapter T Cooperative, HCSC-Laundry is also committed to treating every sales dollar spent as an investment in the assets of it's member hospitals. Quite simply, a partnership with HCSC-Laundry is an investment for the future". Resumindo: trata-se de uma organização americana não-lucrativa que presta serviços a hospitaris de uma larga região atlântica dos Estados Unidos. É a popular ONG. Diz mais o site da ONG americana: "About HCSC - For nearly 40 years, Hospital Central Services has been dedicated to providing highly cost-efficient and effective healthcare-related programs and services to its constituency of healthcare institutions. Healthcare facilities of many sizes utilize HCSC’s diverse programs and services, which are designed to ensure quality and save participants valuable time and resources. Whether an organization is involved in all of our services, or in only one or two, it is provided with access to quality, cost-effective programs and services, and excellent customer service and communications. In every case, HCSC works with the healthcare provider as a partner, providing innovative solutions to ever-changing challenges in the industry". E tem mais: "Welcome from the President - Quality combined with cost savings are the driving forces of our organization. Each day, our employees continue in their efforts to promote our mission of providing programs and services at quality and cost levels that will help our providers meet the constantly-changing challenges of the healthcare industry. Hospital Central Services, Inc. & Affiliates (HCSC) was founded in 1968 when a group of prominent Lehigh Valley (PA) business and civic leaders determined that a shared laundry service would benefit the residents of the surrounding areas by eliminating duplication of costs and services. The area's first centralized healthcare laundry facility opened in 1970, serving 10 area hospitals. Throughout the years, our goal has always been the same: complete customer satisfaction. Leading the way are our dedicated group of 1,400+ employees, and our 150+ volunteer board and committee members. Thanks to their generous donation of time and talent over the last two decades, HCSC has seen our membership base expand to over 450 healthcare facilities in the mid-Atlantic region, who utilize many of the programs and services offered through our laundry and linen services, group purchasing and blood banking divisions. We are glad that you have joined us on the web, and we invite you to e-mail us with any comments or suggestions that you may have in order to help us improve our website. Our site is maintained by a committee made up of public relations and information systems departments, as well as representatives from each HCSC business unit. The site is updated regularly, so that our customers - past, present, and future - are assured of getting information in a timely manner. In the coming years, HCSC will continue in its endeavors to preserve and strengthen our relationships with our customers, employees and community organizations in this rapidly changing world... because while our directions may change, opportunities remain, and we will continue our pursuit of being the best. J. Michael Lee, DBA, FACHE President-CEO". A Receita Federal aguarda a chegada de mais 14 contêineres dos Estados Unidos encomendados pela mesma confecção de Santa Cruz do Capibaribe que importou 46 toneladas de lixo hospitalar retidas nesta semana no porto de Suape, no Estado de Pernambuco. De acordo com o inspetor chefe da alfândega da Receita Federal local, Carlos Eduardo Oliveira, os contêineres estão em um navio e deverão chegar em uma semana. O conteúdo dos contêineres ainda é desconhecido. De acordo com o inspetor chefe, a empresa exportadora pode fazer essa declaração até cinco dias antes de o navio atracar em seu destino. A confecção responsável pela importação, chamada Na Intimidade, adquiriu neste ano oito contêineres dos Estados Unidos. Os dois últimos carregamentos foram apreendidos após a Receita Federal desconfiar do valor da nota. Aos inspecionar, descobriu se tratar de lixo hospitalar. Oliveira disse que não poderia confirmar se foi a Forro de Bolso -onde a Folha adquiriu os lençóis- que importou as 46 toneladas de lixo hospitalar dos EUA. Mas disse que a descrição das peças compradas pela Folha na loja de tecidos se assemelha com as que estão retidas em no porto de Suape desde o início da semana. A University of Maryland Medical Center (Centro Médico da Universidade de Maryland) divulgou nota dizendo: "Nós pagamos várias empresas para processar e lidar com os resíduos do hospital. Esperamos que nossos fornecedores cumpram as leis sobre o descarte desses itens. Estamos interessados em saber mais informações sobre esse caso assim que houver detalhes disponíveis". A NYC Health and Hospitals Corp (Corporação de Saúde e Hospitais da Cidade de Nova York) também disse não ter conhecimento sobre o caso do lixo hospitalar. O dono original da Forro de Bolso é Altair Teixeira Moura, que fundou as lojas Forrosão dos Retalhos. Ele é um "importador" desde 2001. Em 2009, após se afastar da empresa antiga, ele fundou uma outra, chamada Na Intimidade, e também passou a "importar" lixo hospitalar americano. Ele vende bolsos para a indústria textil colocar nos jeans produzidos no Brasil, nos shorts e bermudas. E também fazem exportações para Angola. As peças contaminadas que vêm dos hospitais norte-americanos são lavadas na "fábrica" em Santa Cruz do Capibaribe. A água contaminada é despejada na rede da cidade, e é a agua que a população vai beber depois, inclusive a de Recife. Veja no mapa a localização da ong norte-americana que envia lixo hospitalar para o Brasil:
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