domingo, 13 de novembro de 2011

Dilma espera explicações "consistentes" de Carlos Lupi sobre a viagem ao Maranhão

A presidente Dilma Rousseff espera que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, dê explicações "consistentes" sobre as circunstâncias de sua viagem ao Maranhão, em dezembro de 2009. Na avaliação de integrantes da equipe da presidente, a assessoria de Carlos Lupi deu uma resposta superficial à reportagem da revista "Veja", segundo a qual o ministro usou um avião alugado por um empresário para agenda oficial dentro do Estado. Segundo a revista, Carlos Lupi fez uma viagem oficial ao Estado do Maranhão em dezembro de 2009 a bordo de um avião disponibilizado pelo empresário Adair Meira, que controla duas ONGs beneficiárias de convênios no valor de R$ 10,4 milhões com o Ministério. As ONGs de Adair Meira são investigadas por desvio de dinheiro nos convênios com a pasta. No sábado, o Ministério do Trabalho divulgou uma nota atribuindo ao PDT a responsabilidade pelo avião usado em sua viagem, acrescentando que Carlos Lupi cumpriu "agendas oficiais e partidárias". O Ministério não esclareceu, porém, de quem era o avião usado para deslocamentos dentro do Maranhão, nem se Meira participou de sua comitiva. Na opinião de integrantes do Palácio do Planalto, o esclarecimento não foi satisfatório e a sobrevivência de Lupi depende de como reagirá às denúncias de que tem sido alvo.

Caos na saúde, Sindicato Médico encontra leitos vazios na UTI do HPS, e pacientes esperando vaga

Em uma vistoria de surpresa realizada neste domingo, em pleno feriadão, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) constatou que existem leitos vazios na UTI Clínica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre (HPS), enquanto pacientes em estado grave continuam aguardando vaga, internado na emergência do hospital. "Pelo menos dois pacientes são mantidos na sala de politraumatizados quando deveriam ocupar duas vagas da UTI", reclama o presidente do Sindicato Médico, Paulo Argollo Mendes. Um desses pacientes, um senhor de 64 anos, está há mais de dois dias na emergência, entubado. De acordo com o Sindicato, a razão apresentada pela direção do hospital para não ocorrer a transferência do paciente seria a falta de técnicos de enfermagem. O médico Paulo Argollo Mendes já avisou: vai se reunir nesta segunda-feira com o Ministério Público Estadual para pedir providências urgentes que supram a necessidade de pessoal na instituição. Neste domingo, um técnico da UTI Clínica teria sido deslocado para a de trauma, o que reduziu o atendimento a três técnicos para cada sete pacientes na UTI Clínica, que não pode receber mais doentes se não tiver mais profissionais. O Sindicato havia denunciado que uma circular interna, da última sexta-feira, determinara a desativação de leitos da UTI Clínica. Depois, a Secretaria Municipal de Saúde emitiu nova circular, reforçando que o HPS atenderá prioritariamente traumas. O Sindicato reclama que a decisão de restringir a internação não foi comunicada aos demais hospitais, que também registram quadro de extrema superlotação. A situação da saúde no Rio Grande do Sul é extremamente caótica, catastrófica. Faltam leitos hospitalares, especialmente os de UTI (aí se incluindos as UTIs neonatais). É evidente a necessidade de emergencial de instalação de no mínimo dois hospitais de campanha em Porto Alegre, e outro na região da Serra gaúcha, enquanto não são reativados hospitais fechados há anos, que se encontra sem solução.

Frota de 17 navios tenta controlar mancha após vazamento no Rio de Janeiro

A Chevron Brasil informou neste domingo que continua trabalhando para controlar a mancha de óleo que vazou nas proximidades do Campo Frade, situado a 370 quilômetros a nordeste da costa do Rio de Janeiro. O derramento foi causado por um acidente, revelado na última quinta-feira. Segundo a empresa, uma frota de 17 navios de apoio, da empresa e cedidos por companhias do setor que atuam na Bacia de Campos, trabalham na operação de controle da mancha. "A frota está trabalhando ininterruptamente no suporte à operação, que inclui a utilização de bóias de contenção, skimmers e técnicas de recuperação", disse a multinacional Chevron. "A empresa colocou sua equipe global de resposta a emergências ambientais em ação para dar suporte à operação e continua trabalhando com os os órgãos governamentais e os parceiros da indústria", acrescentou a Chevron. Baseado em estimativas realizadas por meio de sobrevoos da área, o volume total de óleo na superfície, segundo a empresa, continua estimado entre 64 a 104 metros cúbicos ou entre 404 a 650 barris. A mancha encontra-se a 120 quilômetros da costa. As atividades de perfuração no Frade continuam paralisadas.

Presidente da Itália designa Mario Monti como líder da coalizão encarregada de resgatar o país

O presidente da República da Itália, Giorgio Napolitano, encarregou o economista Mario Monti, ex-comissário da União Européia, para a formação de um novo governo que ponha fim à crise da dívida, que deixou a Itália à beira da quebra. Monti, de 68 anos, substituirá Berlusconi na liderança do país, anunciou neste domingo a presidência. A decisão foi tomada após uma série de reuniões com os líderes políticos de todos os partidos para a formação de um novo governo de emergência que conte com o consenso da maioria das forças políticas. A nomeação de Monti deverá ser ratificada com um voto de confiança do Parlamento. Com Monti, que foi durante dez anos comissário europeu, a Itália deverá pôr fim à fase de instabilidade financeira e aliviar as tensões de mercado em relação aos rumos do país. O economista, conhecido por seu rigor e pragmatismo, deverá completar em poucos dias a lista de ministros, a maioria tecnocratas, para obter o apoio do Parlamento e impulsionar as medidas acordadas com a União Européia para reduzir a colossal dívida pública e reaquecer uma economia cronicamente estagnada. Após sua designação, Monti afirmou que o país "pode vencer a crise através do esforço coletivo". Ele advertiu, no entanto, que a Itália deve ser antes de tudo um elemento de "força e não de debilidade" da União Européia.

Cães localizam 70 quilos de pasta de cocaína no alto da Favela da Rocinha

Pelo menos 70 pacotes de pasta base de cocaína, cada um com cerca de um quilo, foram apreendidos na parte alta da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na tarde deste domingo. A polícia ocupou o morro na madrugada deste domingo para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A pasta foi localizada pelos cachorros do Batalhão de Ações com Cães, que farejaram ainda dezenas de tabletes de maconha escondidos dentro de balões de borracha, para disfarçar o cheiro. “Nas ações com nossos cães, a produtividade é de 95%. Nada escapa do nariz deles”, disse, orgulhoso, o comandante do batalhão, tenente-coronel Marcelo Nogueira, dando todo o crédito à cadela Brita, da raça pastor alemão, que foi a que mais trabalhou na operação, localizando boa parte da droga. Ao todo, foram apreendidos 112 quilos e 537 trouxinhas de maconha, 70 quilos de pasta base, 3.086 sacolés e 355 papelotes de cocaína e 1.519 pedras de crack. Também foram encontrados 12 fuzis, uma metralhadora antiaérea (capaz de derrubar um helicóptero), uma submetralhadora, uma espingarda calibre 12, duas granadas e três pistolas, vários carregadores de fuzis e pistolas, além de 10 mil cartuchos de diversos calibres e miras telescópicas, para realizar tiros a longa distância. Policiais também localizaram uma picape, bem como 31 motos. Uma farda do Exército, uma camisa da Polícia Civil e uma capa para colete à prova de balas, além de três machados e material para enfermagem também foram apreendidos. Também foram apreendidos 21 mil CDs e DVDs piratas, 14 máquinas caça-níqueis, 4,5 mil peças de vestuário, cem pares de tênis e 1,3 mil brinquedos, tudo falsificado, ou vendido de forma irregular. Por volta das 16h30m deste domingo, policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegaram ao 23º BPM trazendo equipamentos apreendidos de uma central clandestina de TV a cabo. O chefe do Estado Maior Operacional da PM, coronel Pinheiro Neto, disse que, nos próximos 60 dias, pelo menos, as forças policiais passarão “um pente fino”, na Rocinha, a procura de armas e drogas, como preparativo para a instalação da UPP. Localizada entre os bairros da Gávea e de São Conrado, a Rocinha tem, atualmente, 69,3 mil moradores, segundo dados do Censo 2010, que ocupam uma área de 864.052 metros quadrados.

Emirates fecha o maior pedido de aviões com a Boeing, de 18 bilhões de dólares

A companhia aérea Emirates fechou neste domingo o maior pedido de aeronaves da história da Boeing ao comprar 50 unidades do modelo 777-300, por 18 bilhões de dólares. O acordo prevê opções para que a empresa adquira mais 20 unidades, o que elevaria o pedido para um total de US$ 26 bilhões. Com a transação, a Emirates alcança uma frota de 95 aeronaves 777-300 e se firma no posto de maior cliente da Boeing. O diretor comercial da Boeing, James Albaugh, afirmou que o pedido vai ajudar a sustentar milhares de empregos nos Estados Unidos. Os modelos, com previsão de entrega para 2015, têm capacidade para 365 passageiros e podem voar cerca de 14 mil quilômetros. O negócio foi anunciado no primeiro dia da feira de aviação de Dubai, que vai até o dia 17. A expectativa é que a Qatar Airways anuncie no evento um pedido de US$ 6,5 bilhões por 55 aeronaves da Airbus.

Deputado estadual gaúcho morre em acidente de trânsito

Morreu em um acidente de trânsito, neste domingo, o deputado estadual José Franscisco Gorski, de 54 anos, do PP gaúcho. Ele dirigia durante a madrugada um Fiat Linea na BR-287, perto da cidade de Santiago (a 441 quilômetros de Porto Alegre), quando perdeu o controle e bateu em árvores. Outras duas pessoas estavam no automóvel e sobreviveram: a mulher dele, que permanece internada, e o filho, de três anos, que não se machucou. Conhecido como Chicão, o deputado era engenheiro civil e estava em seu primeiro mandato no Legislativo gaúcho. Em Santiago, foi duas vezes prefeito e vice por um mandato. Ele será enterrado na cidade nesta segunda-feira.

Manifestantes do "Ocupa POA" desmontam acampamento

Manifestantes do grupo "Ocupa POA" deixaram na manhã deste domingo o largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, onde estavam acampados havia dois dias. Os participantes tinham decidido montar na cidade um movimento de protesto similar a outros existentes em várias partes do mundo. O mais célebre é o de Nova York, o "Ocupe Wall Street", que protesta contra o sistema financeiro. Na sexta-feira os manifestantes gaúchos armaram cerca de 20 barracos no largo Glênio Peres, uma das partes mais movimentadas da cidade. Montaram um varal e penduraram cartazetes com uma série de mensagens de protesto, contra "bandidos de toga", a usina de Belo Monte e o capitalismo. Alguns dos lemas são "questione tudo" e "o povo unido não precisa de partido". Ou seja, algo hippie associado a anarquismo primitivo. Os manifestantes não aguentaram os ventos da primavera gaúcha e desmontaram suas barracas.

Prisão de neonazista soa alerta de terrorismo de direita na Alemanha

A descoberta na casa de uma militante neonazista de uma arma usada para matar nove estrangeiros faz as autoridades da Alemanha temerem a existência de um "terrorismo de extrema-direita" no país. A polícia descobriu a pistola calibre 7,5 milímetros em Zwickau, em meio às ruínas do apartamento de Beate Z., de 36 anos, que provocou a explosão de sua casa antes de se entregar à Justiça. Na casa de Beate Z. a polícia também prendeu neste domingo Holger G, de 37 anos que, segundo as investigações, pertence a um grupo chamado "Clandestinidade Nacional-Socialista". A investigação está a cargo da promotoria federal antiterrorismo. Beate Z. era procurada em função de uma investigação sobre um ataque a mão armada em 4 de novembro, em Iena. Os autores do ataque, Uwe B. e Uwe M., velhos conhecidos de Beate Z. em ambientes neonazistas, foram encontrados mortos pouco depois e os investigadores pensaram que se tratava de um suicídio. Em seu veículo encontraram a arma de uma policial morta com uma bala na cabeça em 2007, outro crime não resolvido. "Este caso mostra que restam extremistas de direita dispostos a fazer uso da violência na Alemanha", lamentou o chefe da bancada parlamentar social-democrata (SPD, oposição), Thomas Oppermann. Vários jornais falam de uma possível "Facção do Exército Pardo", referindo-se ao grupo armado de extrema-esquerda "Facção do Exército Vermelho" que, dos anos 70 aos 90, causou a morte de mais de 30 pessoas na Alemanha.

Após ocupação da Rocinha, 13 armas são apreendidas

Após as forças de segurança ocuparem a favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, 13 armas (12 fuzis e uma metralhadora) foram apreendidas neste domingo. Um homem foi preso. A ocupação da Rocinha e do Vidigal ocorreu durante a madrugada e não houve confronto com os traficantes, que mais uma vez, avisados pelo governo, fugiram antes. A Polícia Militar deve permanecer na Rocinha até a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), a 19ª do Rio de Janeiro. A favela é uma das maiores do Rio de Janeiro, e sua pacificação é considerada chave para a política de segurança da gestão do governador populista Sérgio Cabral (PMDB). As armas apreendidas na favela foram encontradas Bope (Policiais do Batalhão de Operações Especiais) e estavam enterradas na mata, no alto da comunidade. Uma granada também foi apreendida. Um suposto traficante, identificado por Igor, foi preso durante a operação de ocupação da Rocinha na madrugada deste domingo. Igor, de 29 anos, era foragido da polícia e foi preso nas proximidades da escola de samba da Rocinha. Ele estava visivelmente drogado. Foi preso saindo da Rocinha por um dos principais acessos em uma moto, conduzida por um homem. O bandido foi atendido na ambulância do Corpo de Bombeiros e encaminhado para a 14ª DP (Leblon), onde foi constatado que ele estava foragido desde 2004 do sistema penitenciário. Os acessos à Rocinha foram bloqueados por volta das 2h30, e a polícia começou a ocupar a favela por volta das 4 horas. Foram ocupadas as favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu. Às 6 horas a área estava sob controle da polícia, sem disparo de um único tiro. O governo disponibilizou 160 policiais federais, 194 fuzileiros navais, 46 policiais rodoviários federais, além de 18 blindados da Marinha. Na quarta-feira passada, foi preso Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, de 35 anos, chefe do tráfico na Rocinha. O governo quer saber quem seriam os policiais que, segundo Nem disse em depoimento informal à Polícia Federal, recebiam propina de cerca de R$ 500 mil por mês. O traficante disse que faturava, em média, R$ 1 milhão por mês com o tráfico e que metade era distribuída para policiais.

Rui Falcão defende Agnelo Queiroz e chama opositores de canalhas

O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), chamou de canalhas e caluniadores os opositores do governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz. Ao discursar para a juventude petista, na noite de sábado, durante o 2º Congresso Nacional da Juventude do PT, Rui Falcão afirmou que os adversários do petista Agnelo Queiroz tentam atingir o PT. E concluiu: "Quero cumprimentar aqueles que votaram em Agnelo para acabar com aquela corja". O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Patrício (PT), arquivou na quinta-feira os cinco pedidos de impeachment apresentados pela oposição contra o governador petista. Patrício é correligionário de Agnelo no PT. Além disso, foi eleito presidente da Câmara com ampla maioria, graças à base governista, que tem 19 dos 24 deputados distritais. Os pedidos se baseavam em irregularidades que ocorreram no Ministério do Esporte, quando Agnelo era ministro. Ele é investigado no Superior Tribunal de Justiça por conta de suspeitas de participação no desvio de dinheiro por meio de ONGs. Além disso, a oposição pediu a queda de Agnelo por conta do depoimento dado pelo lobista Daniel Tavares à deputada Celina Leão (PSD), no qual acusa o governador de receber propina. Agnelo confirma que recebeu R$ 5.000,00 de Tavares, mas afirma que foi um pagamento de empréstimo.

Empresa ferroviária sucateou 1.354 quilômetros de cabos de energia de alto valor

A Ferroban (Ferrovia Bandeirantes S.A.), concessionária que assumiu a malha paulista da Rede Ferroviária Federal na privatização de 1998, transformou 1.354 quilômetros de cabos de energia de alto valor de mercado (de materiais como alumínio e cobre) em sucata. A malha paulista é controlada hoje pela ALL (América Latina Logística). A história revela um roteiro de descontrole e abandono de importante patrimônio de uso público. Esses cabos de energia faziam parte da chamada rede aérea, o sistema que servia ao suprimento de eletricidade para as locomotivas elétricas usadas no transporte ferroviário de passageiros em São Paulo. Essa é a mesma infraestrutura que ainda hoje funciona na capital. Em 1971, esse mesmo sistema construído e operado pela então Fepasa (Ferrovia Paulista S.A.) transportava 13 milhões de passageiros por ano no Estado. Com o desmonte do sistema, o transporte ferroviário de passageiros no território paulista inviabilizou-se de vez. Estima-se que mais de 80 locomotivas elétricas estejam largadas e sendo consumidas pelo tempo em pátios Estado afora. Esses mesmos equipamentos foram postos à venda como sucata em leilão suspenso recentemente pelo Ministério dos Transportes. A Rede Ferroviária Federal informou que os cabos recuperados após o corte foram a leilão, já como sucata, em 27 de junho de 2002. A venda gerou receita de R$ 12,090 milhões, R$ 16,1 milhões abaixo do cálculo feito pela Rede. Em 2003, a RFFSA ajuizou uma ação em que pedia indenização de R$ 28 milhões à Ferroban, hoje ALL. A ação ainda corre na Justiça.

Taiwanesa Foxconn terá BNDES e Eike como sócios

O BNDES será sócio da nova fábrica da Foxconn no Brasil e já assinou com os empresários Terry Gou e Eike Batista um acordo de confidencialidade para montagem da engenharia societária e financeira do negócio. A primeira etapa do investimento seria de US$ 4 bilhões, dos US$ 12 bilhões anunciados pelo empresário taiwanês, destinados à instalação de uma fábrica de telas para televisores. O empresário brasileiro Eike Batista se comprometeu a entrar com US$ 500 milhões na sociedade. Já o BNDES pode bancar até 30% do negócio, US$ 1,2 bilhão. O presidente-executivo da taiwanesa Foxconn, Terry Gou, quer entrar somente com a sua tecnologia no capital da empresa. O governo contratou uma consultoria para avaliar o valor da tecnologia e ainda espera convencer o empresário a entrar também com capital. Isso é o que se chama "negócio da China". No Palácio do Planalto, a avaliação é que há 70% de chances de o negócio se concretizar. No mercado, ainda há dúvidas por causa das exigências que a Foxconn deve fazer para se instalar no País, como incentivos fiscais e facilidades de construção ainda não negociados.

Gravataí empossará prefeito que ficará no lugar da prefeita cassada do PT

Está confirmada para estaa segunda-feira, às 18 horas, a eleição indireta dos novos prefeitos e vice do município de Gravataí, no Rio Grande do Sul. A única chapa inscrita inclui Acimar Silva, PMDB, e Fernando Pinho, DEM. Uma coligação de seis Partidos (PMDB, PTB, PV, PSB, PP e DEM) apóia os nomes. A transmissão de cargo foi marcada para terça-feira na prefeitura. O atual prefeito, Nadir Rocha, que ficou 30 dias no cargo, até a eleição definitiva do novo prefeito, voltará para a Câmara Municipal. O impeachment da ex-prefeita Rita Sanco, do PT, foi a mais devastadora derrota política do partido no Rio Grande do Sul. Ela foi cassada por malfeitorias. A nova administração prometeu revelar os resultados das auditorias já verificadas. O governador Tarso Genro e o deputado Daniel Bordignon, líder da bancada do PT na Assembléia, e ex-prefeito da cidade, onde ele diz que é um "mito", não conseguiram evitar a derrota, apesar de todas as pressões. O PT dominava a política local há 14 anos. Gravataí tem 155 mil eleitores, é sede da GM, localiza-se a 15 quilômetros de Porto Alegre e é o quarto maior PIB do Estado. Seu orçamento anual é de R$ 400 milhões, mas os novos gestores acham que ele poderia ser 50% maior, não fosse a incompetência gerencial do PT.

Presidente da OAB nacional é acusado de receber R$ 1,5 milhão em salário ilegal

O presidente nacional da OAB, Ophir Filgueiras Cavalcante Júnior, é acusado de receber licença remunerada indevida de R$ 20 mil mensais do Estado do Pará. A ação civil pública foi proposta na semana passada por dois advogados paraenses em meio a uma crise entre a OAB nacional e a seccional do Pará, que está sob intervenção. Um dos autores da ação, Eduardo Imbiriba de Castro, é conselheiro da seccional. Segundo os acusadores, Ophir Cavalcante, que é paraense, está em licença remunerada do Estado há 13 anos, o que não seria permitido pela legislação estadual, mas advoga para clientes privados e empresas estatais. Eles querem que Cavalcante devolva ao Estado os benefícios acumulados, que somariam cerca de R$ 1,5 milhão. Cavalcante é procurador do Estado do Pará. De acordo com os autores da ação, ele tirou a primeira licença remunerada em fevereiro de 1998 para ser vice-presidente da OAB-PA. Em 2001, elegeu-se presidente da seccional, e a Procuradoria prorrogou o benefício por mais três anos. Reeleito em 2004, a licença remunerada foi renovada. O fato se repetiu em 2007, quando Cavalcante se elegeu diretor do Conselho Federal da OAB, e outra vez em 2010, quando se tornou presidente nacional da entidade. Segundo os autores da ação, a lei autoriza o benefício para mandatos em sindicatos, associações de classe, federações e confederações. Alegam que a OAB não é órgão de representação classista dos procuradores. Além disso, a lei só permitiria uma prorrogação do benefício. Em 23 de outubro, o Conselho Federal da OAB afastou o presidente e os quatro membros da diretoria da seccional do Pará após acusações sobre a venda irregular de terreno da OAB em Altamira. A OAB, que já foi uma instituição importante para a redemocratização do País, tornou-se uma entidade tomada por corporações públicas. A corporação pública foi privatizada por corporações de advogados do aparelho de Estado.

Quadrinista Frank Miller diz que movimento Occupy é "lixo"

O norte-americano Frank Miller, um dos mais importantes autores de HQ (histórias em quadrinhos) em todo o mundo, atacou o movimento Occupy em seu blog. O movimento Occupy Wall Street (Ocupe Wall Street) mobiliza Nova York há quase dois meses e acontece em mais de 2.300 cidades no mundo, incluindo São Paulo e agora Porto Alegre, com acampamentos e ações críticos ao sistema financeiro. O lema do movimento é "Injustiças perpetradas por 1% da população afetam os outros 99%: nós". "Todo mundo tem sido muito educado a respeito dessa maluquice", escreveu o autor de histórias como "Sin City" e "Demolidor". "O Occupy não é nada além de um bando de estúpidos, ladrões e estupradores, uma massa desgovernada alimentada por uma nostalgia da época de Woodstock e uma moral falsa e podre. Esses palhaços só vão prejudicar a América". disse ele. O artista ainda chama os integrantes dos protestos de "crianças mimadas" que deveriam "parar de atrapalhar os trabalhadores e ir procurar emprego": "Esse não é um levante popular. Isso é lixo. Em nome da decência, voltem para casa com seus pais, seus perdedores". Ele ainda sugere que os manifestantes se alistem no Exército norte-americano: "Talvez coloque alguns de vocês em forma"." Nos comentários, fãs se dividem. "Eu era seu maior fã. Agora você morreu pra mim", diz um deles.

Pesquisa indica que maioria dos alunos da USP é a favor da polícia militar no campus

Um levantamento feito pelo Datafolha aponta que 58% dos alunos da Universidade de São Paulo (USP) são a favor da presença da Polícia Militar na Cidade Universítária. O convênio firmado entre a instituição e a Polícia Militar há dois meses é o principal argumento dos manifestantes maconheiros que invadiram a reitoria na semana passada. Aliás, 73% ficaram irritados com essa invasão dos maconheiros. Na Faculdade de Economia e Administração (FEA), onde estudava o jovem que morreu baleado em maio deste ano, 72% apóiam a policia militar. A aprovação também é majoritária na Escola Politécnica (86%) e na Faculdade de Medicina (73%). A ECA (Escola de Comunicação e Artes) é a única que parece dividida: 47% a favor e 42% contra. A pesquisa também indica que 79% dos estudantes têm medo de andar pelo campus à noite. Um a cada dez aluno afirma ter sido vítima de violência, e 31% dos casos ocorreram após a intensificação do policiamento na Cidade Universitária.