quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Procurador-geral avisa que investigação do Mensalão do PT continua mesmo depois de terminado julgamento em curso. Há mais coisa! Lula é acusado de favorecer banco

O fim do processo do Mensalão do PT no plenário do Supremo Tribunal Federal significará a conclusão de apenas uma etapa do julgamento do mensalão. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse na terça-feira que pretende destravar outras frentes de investigação após o veredicto sobre os réus julgados pelos ministros do Supremo. O término do julgamento está previsto para o fim de outubro. “Do contexto da ação penal 470 surgiram diversas outras ações, em São Paulo, Minas Gerais e algumas coisas na Procuradoria-Geral da República. Assim que terminar esse julgamento, haverá um esforço para dar andamento a essas ações”, disse Gurgel, no intervalo da sessão plenária no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A denúncia central do mensalão do PT resultou em outro inquérito que tramita no próprio Supremo. O procedimento tem o número 2.474 e corre em segredo de Justiça. Com 77 volumes, está na fase de investigação policial e ainda não resultou em denúncia por parte do procurador-geral. O inquérito é um desdobramento da ação penal 470, e foi aberto para apurar novos sacadores de dinheiro das empresas de Marcos Valério, considerado o operador do mensalão. As mesmas suspeitas levaram o Ministério Público Federal em Brasília a acionar na Justiça Federal, por improbidade administrativa, o ex-presidente Lula. Segundo a denúncia do MP, de 2011, Lula favoreceu o BMG e buscou a “autopromoção” quando enviou cartas a aposentados e pensionistas oferecendo crédito consignado. O ex-ministro da Previdência Amir Lando também é réu no processo. A denúncia principal do mensalão resultou em mais 45 processos que tramitam no próprio Supremo (como é o caso do inquérito nº 2.474), na Justiça Federal no Distrito Federal e em quatro Estados — Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo — e no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo. São mais 80 réus, que ficaram fora da denúncia formulada pela Procuradoria Geral da República e que passaram a ser investigados pelo Ministério Público em outras instâncias. Somados os 38 acusados que começaram a ser julgados pelo Supremo em agosto, o Mensalão do PT tem 118 réus País afora.

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