sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dilma taxa carro importado para proteger indústria brasileira, mas compra 12 Ford Edge blindados do Canadá

Menos de três meses depois de aumentar em 30% o imposto sobre produtos industrializados (IPI) dos carros fabricados fora de Mercosul e México, em medida para desestimular as importações e incentivar a indústria automotiva nacional, o governo de Dilma Rousseff comprou 12 Ford Edge para a frota do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que, entre outras atribuições, faz a escolta da própria presidente. O modelo é fabricado no Canadá e foi atingido pela majoração do IPI, além de pagar 35% de taxa de importação. Mais recentemente, o governo Dilma intensificou o viés "nacionalista" de sua política automotiva ao ensaiar o rompimento do acordo automotivo com o México, que garante taxa aduaneira zero entre os dois países. Dez entre os 12 Edge adquiridos pelo governo são blindados e custaram ao GSI R$ 155 mil cada um. Dois não contam com blindagem, e saíram por R$ 105 mil cada. O valor total da compra foi de R$ 1,76 milhão.

Dificuldade com certidões negativas trava negócios no Brasil

A ineficiência do sistema de registro e cruzamento de dados dos órgãos públicos dificulta a vida dos empresários que pretendem participar de licitações para vender bens ou serviços ao governo. É que, para entrar em concorrências desse tipo, as companhias precisam apresentar diversas certidões de regularidade (certidões negativas) em âmbito tributário, previdenciário e trabalhista. Frequentemente, a demora para atualização do banco de dados, principalmente da Receita Federal, pode gerar pendências antigas, já quitadas, mas que não foram retiradas dos arquivos. O problema ocorre pela demora da atualização do banco de dados, tanto para a retirada de pendências já quitadas como para que débitos verificados em fiscalizações nas empresas sejam incluídos no sistema. A Receita Federal afirmou que haverá melhora do sistema com a implantação efetiva da Redesim (Rede Nacional para a Simplifcação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios).

Presidente alemão renuncia devido a escândalos

O presidente da Alemanha, Christian Wulff, que detém um cargo principalmente honorífico, anunciou sua renúncia nesta sexta-feira, após cerca de dois meses como protagonista de vários escândalos na imprensa local. Um sucessor deve ser eleito em uma sessão especial do parlamento, dentro de 30 dias, conforme a legislação. Na quinta-feira, promotores haviam solicitado ao parlamento a suspensão da imunidade de Wulff, um ação sem precedentes contra um presidente alemão. Eles declararam que havia uma "suspeita inicial" de que Wulff agiu de maneira inapropriada ao aceitar vantagens de um produtor de cinema. "A Alemanha precisa de um presidente que conte com um amplo respaldo da população", disse o presidente, em Berlim, num breve comunicado sobre a renúncia. Afirmando que as investigações devem provar sua inocência, Wulff garantiu que sempre procedeu de "forma honrada" no exercício de suas funções, tanto como presidente da Alemanha quanto no cargo de governador. Ele rejeitou as informações publicadas na imprensa alemã e declarou que as notícias veiculadas pelos meios de comunicação "feriram a minha mulher e a mim". Desde meados de dezembro Wulff havia se tornado personagem frequente das páginas de jornal da imprensa alemã, mas como protagonista de diversos escândalos. O estopim ocorreu com a revelação de que havia recebido um grande empréstimo de um amigo rico de sua mulher, quando ainda era governador da Baixa Saxônia. As pressões para a renúncia de Wulff aumentaram principalmente após o escândalo envolvendo o jornal "Bild", um dos mais importantes da Alemanha. O caso aconteceu em 12 de dezembro, quando o "Bild", considerado a publicação mais poderosa da Europa, com 12 milhões de leitores, informou a Wulff que publicaria uma notícia sobre a obtenção da parte dele de um empréstimo em condições muito vantajosas da mulher do empresário Egon Geerkens. Wulff teria ligado imediatamente ao acionista majoritário da editora do "Bild", Friede Springer, e ao presidente da diretoria do grupo, Mathias Döpfner, para pedir a intervenção de ambos e impedir a publicação da notícia. Ao ter o pedido negado, Wulff deixou uma mensagem de voz irritada no telefone celular de Kai Diekmann, diretor de redação do jornal, com a ameaça de processar o repórter responsável. Diversos jornais alemães, como o "Financial Times Deutschland", o "Hamburger Abendblatt" e o "Süddeutsche Zeitung", concordaram em destacar a ingenuidade de Wulff e em afirmar que uma pessoa que agiu de tal maneira não pode continuar como presidente. Mais do que as condições de obtenção do crédito, a imprensa critica o fato de, em fevereiro de 2010, no Parlamento regional da Baixa-Saxônia, Wulff ter negado manter relações com os empresários. Pouco antes do Natal, Wulff pediu desculpas e seu porta-voz reafirmou o compromisso do governante com a liberdade de imprensa. A chanceler alemã Angela Merkel, que havia apoiado a indicação de Wulff em 2010, anunciou que os partidos da coalizão governista vão buscar um candidato de consenso em negociações com a oposição para apontar o sucessor.

Inchaço da Infraero desafia concessionárias de aeroportos

As empresas privadas que assumirão a administração de aeroportos brasileiros terão de lidar com um quadro de pessoal que foi multiplicado nos últimos anos pelos governos petistas. Dados e documentos oficiais apontam excessos de funcionários e baixa produtividade da mão de obra no setor. Um estudo vê ainda sinais de "inchaço" na burocracia da estatal Infraero, responsável pela infraestrutura aeroportuária do país. O número de empregados da empresa teve expansão de no mínimo 63% desde o início do governo Lula, passando de 8,1 mil para 13,3 mil ao final de 2010. Os balanços de 2011, ainda não divulgados, deverão mostrar um contingente de 13,9 mil contratados, distribuídos entre os 67 aeroportos e as funções administrativas, sem contar os terceirizados. Trata-se de um crescimento só superado, entre os setores sob exploração das estatais federais, pela Petrobras e suas subsidiárias. Como comparação, o aumento do funcionalismo civil dos ministérios, motivo de críticas à gestão do PT, ficou em 17% no mesmo período. A Infraero disse que o número de empregados cresceu devido ao aumento no total de passageiros da aviação civil e à quantidade de projetos de ampliação.

Presidente alemão vai renunciar

O presidente alemão Christian Wulff deve anunciar nesta sexta-feira sua saída do cargo, conforme a agência de notícias alemã DPA, com base em "fontes bem informadas". Wulff já anunciou que faria uma declaração em Berlim. Também está previsto uma declaração da chanceler Angela Merkel. A chanceler, que tinha uma reunião marcada com o colega Mario Monti, já cancelou sua visita à Itália, que foi postergada, conforme a assessoria de imprensa do governo alemão. Desde meados de dezembro, Wulff, 52, é alvo de críticas da imprensa local, em meio a acusações de que tentou acobertar um caso de crédito privado obtido pela esposa de um amigo industrial, quando ainda era chefe do governo regional da Baixa Saxônia. Não há uma semana em não apareça um novo caso do mesmo tipo. O presidente alemão sempre rejeitou as acusações e em janeiro chegou a recusar a hipótese de uma renúncia. Na Alemanha, as funções do presidente são essencialmente honoríficas, mas ele deve ser uma autoridade moral. Imagina se essa ética vigorasse no Brasil...... não sobrava um, meu irmão.

Governo da petista Dilma aprova R$ 2 milhões para ONG de Galvão Bueno

Uma organização não governamental ligada ao narrador Galvão Bueno aprovou um projeto de R$ 2,2 milhões no Ministério do Esporte. O governo da petista Dilma Rousseff autorizou a Associação Beneficente Galvão Bueno a captar o valor em doações e patrocínios por meio da Lei de Incentivo Fiscal. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira. O dinheiro é destinado ao projeto chamado "Escola de Formação de Pilotos". Dois filhos de Galvão, Cacá e Popó, são pilotos de automobilismo, antiga paixão do narrador da Rede Globo. Galvão Bueno disse que vai pedir o cancelamento do projeto nos próximos dias: "Nenhuma medida no sentido de implementá-lo será adotada". Galvão é presidente de honra da associação que leva seu sobrenome e sua mãe, Mildred Galvão Bueno, a presidente efetiva. A ONG tem sede em Londrina (PR), onde Galvão montou residência. A entidade recebeu o aval do ministério para se beneficiar da lei de incentivo. Por meio dela, o governo federal abre mão de arrecadar impostos devidos por empresas (1%) e pessoas físicas (6%) em troca do uso do recurso como patrocínio esportivo. Ou seja, o dinheiro que deveria parar nos cofres públicos vai para ações ligadas ao esporte. No caso de Galvão Buenos, o valor de captação pode chegar a exatos R$ 2.191.696,96. O processo de aprovação do projeto no Ministério do Esporte durou três meses. A ONG fez o pedido em 15 de setembro de 2011. Em 20 de dezembro houve a aprovação, e a decisão foi publicada na quinta-feira. Quem assina é o comunista Ricardo Capelli, ex-presidente da União Nacional dos Estudantes e presidente da comissão que analisa projetos. A ONG tem até 31 de dezembro para arrecadar os recursos. "O Galvão não tem nada com isso, ele é presidente de honra. A gente exerce o trabalho da melhor maneira possível", disse sua mãe Mildred. Galvão Bueno participa de eventos da ONG. O site da entidade o mostra em "feijoadas solidárias". Os filhos pilotos e artistas, como Zezé Di Camargo, aparecem em fotos nos encontros da instituição. A ONG, fundada em 2003, tem como objetivo, segundo o site, "a convivência familiar bem-sucedida". Diz reunir "profissionais liberais (especialmente da área médica) e empresários em torno da liderança do sr. Galvão Bueno, reconhecido comunicador da área esportiva, e sua mãe, sra. Mildred Galvão Bueno". Não é mesmo uma maravilha, a ONG é dedicada à "convivência familiar bem-sucedida" e leva dinheiro público para isso. Sem dúvida, ela é bem sucedida, com o auxílio dos comunistas. Que coisa mais triste este País..... Depois Galvão Bueno incensa o governo nas telinhas da Rede Globo e ninguém sabe a razão. Está explicado...