sexta-feira, 23 de março de 2012

Mobilização em Mato Grosso contesta Lei do Pantanal

Cientistas e integrantes de mais de 50 ongs entregaram uma representação ao Ministério Público Estadual em Cuiabá contestando a constitucionalidade da lei estadual n.º 8830, de 2008, que versa sobre a gestão dos recursos da Bacia do Alto Paraguai. O ato é parte de uma estratégia para impedir o avanço do projeto de lei 750/2011, de autoria do senador Blairo Maggi (PR-MT). Segundo pesquisadores, o projeto de Maggi é “a lei estadual piorada”. Entre os pontos polêmicos da proposta do senador está a suspensão, por cinco anos, da pesca profissional nessa região. “A lei estadual peca porque omite totalmente essas populações que vivem na região. O projeto de lei de Maggi não omite, mas coloca em risco a atividade principal de várias comunidades tradicionais pantaneiras”, diz a ecóloga Solange Ikeda, da Universidade do Estado de Mato Grosso. Maggi afirma que está tentando combater a diminuição dos estoques pesqueiros e proteger a fauna e flora daquela região. “Sei o que todo pescador sabe. Há 20 anos eu ia ao Pantanal pescar e tinha uma quantidade de peixes enorme à disposição. A população foi diminuindo e o tamanho, também. A intenção é chamar as universidades, os pesquisadores e chegar a um consenso do que pode ser feito”, disse ele. A professora Solange chama a atenção dos parâmetros para o estabelecimento de áreas de preservação permanente (APPs) ao longo de rios. A verdade é a seguinte: nessa Blairo Maggi tem razão.

"Wall Street Journal" afirma que Brasil ganha primeiro round da guerra cambial

“Placar: Brasil 1, investidores 0". Com esse título começa uma reportagem no site do “Wall Street Journal” segundo a qual as medidas para conter a apreciação do real estão fazendo efeito no mercado. Com o título “Brasil ganha o round 1 da guerra cambial”, o “Wall Street Journal” explica que os ganhos que os investidores costumavam ter com uma das operações mais atrativas para estrangeiros no País foram solapados depois que o governo passou a adotar medidas contra a alta do real. Investidores internacionais tomam empréstimos em moeda de países desenvolvidos, pagando juros baixos, trazem o dinheiro ao Brasil e compram títulos públicos em reais, com um retorno atualmente de 9,75% ao ano. Nessa operação, ganha-se com a diferença dos juros e a variação do câmbio. No último trimestre do ano passado, esse tipo de operação gerava ganhos de 5,2% aos investidores, segundo o “Wall Street Journal”. Neste ano, no entanto, o ganho baixou para 2%. No México, a mesma operação gera 7,9% atualmente. Além das medidas cambiais (compra de dólares à vista e no mercado futuro pelo Banco Central e aumento do IOF pelo Ministério da Fazenda), a desaceleração maior que o esperado da economia brasileira também é apontada por analistas como um fator da redução da entrada de dólares no País. Mas, se ao baixar o juro básico, os títulos públicos atrelados à Selic ficam menos atraentes, nem por isso os investidores estrangeiros deixam de comprar papéis brasileiros. A diferença é que, agora, eles aplicam em títulos atrelados à inflação. É que eles acreditam que a queda dos juros vai gerar aumento de preços no País.

Governos do Ceará e Rio de Janeiro decretam luto por morte de Chico Anysio

Os governos do Ceará e do Rio de Janeiro lamentaram a morte de Chico Anysio na tarde desta sexta-feira e decretaram luto oficial de três dias. O humorista nasceu em Maranguape, na região metropolitana de Fortaleza, mas viveu na capital fluminense desde os oito anos de idade. Em nota, o prefeito do Rio Eduardo Paes parabenizou o trabalho de Chico Anysio, a quem se referiu como "gênio do humor". "O Brasil se despede hoje do mestre em criar tipos memoráveis, Chico Anysio foi responsável por algo extraordinário, encher de sorrisos o povo brasileiro. Com a morte, a nossa cidade perde o seu maior representante na arte de fazer rir". Já Cid Gomes, governador do Ceará, citou Chico como um inspirador que "criou escola" e fez do Estado um "celeiro de grandes humoristas". A Prefeitura de Maranguape, cidade natal de Chico Anysio, também lamentou a morte do humorista.

Professor preso por vender drogas a alunos em São Paulo

Moacyr Moura Júnior, de 29 anos, professor de Português, foi preso nesta sexta-feira em flagrante quando vendia drogas para alunos da Escola Estadual Paulo Zillo, em Lençóis Paulista (SP). Ele era professor substituto na escola. Com o acusado, a polícia apreendeu 300 gramas de cocaína. "A nossa investigação durou 20 dias, estudantes relataram às mães que um homem oferecia drogas no portão da escola", disse Luiz Cláudio Massa, de 45 anos, delegado titular da cidade. O professor também é suspeito de ter oferecido drogas para os estudantes da Escola Estadual Antonieta Malatrazzi, onde também dava aulas. "Mães de alunos dessa escola foram as primeiras que se queixaram", afirma o policial. Acusado de pertencer ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Moura Júnior, que cursou o Magistério, já foi condenado por tráfico de drogas. "Ele é ex-presidiário, saiu da cadeia faz um ano, alegou que tinha dívidas por conta da primeira prisão e voltou a traficar", conta o delegado, que ironizou o curso feito pelo professor: "Ele fez um cursinho rápido para ser professor substituto". O policial também não escondeu sua indignação pela contratação de Moura Júnior: "A Secretaria da Educação deveria exigir antecedentes criminais, como é que um bandido, recém saído da cadeia, é contratado para dar aulas?"

Promessa de Lula para transposição das águas do rio São Francisco não é cumprida e custa mais R$ 3,4 bilhões

Vencido o prazo original em que a transposição das águas do Rio São Francisco deveria estar pronta e funcionando no semiárido nordestino, a obra registrou aumento de R$ 3,4 bilhões (ou 71%) em seus custos em relação à previsão inicial, segundo a mais recente estimativa feita pelo Ministério da Integração Nacional. Desde o início do governo Dilma Rousseff, o custo total da obra pulou de R$ 4,8 bilhões para R$ 8,2 bilhões. O ex-presidente Lula previa inaugurar a obra em 2010. Isso significa que, se a transposição fosse uma aplicação financeira, teria rendido 65% acima da inflação do período. A alta foi de 8,2% entre dezembro de 2010 e março de 2012.A construção de cerca de 600 quilômetros de canais de concreto que desviarão parte das águas do rio ainda deve consumir mais 45 meses.

Senador do PMDB desanca Dilma, diz que ela "quer ganhar no grito"

Um dos objetivos da nova equipe de coordenação política de Dilma Rousseff é atrair dissidentes do PMDB. No Senado, um dos líderes do grupo peemedebista não alinhado ao Planalto, Jarbas Vasconcelos, de 69 anos, ainda não se sensibilizou. "A base é muito grande para uma pessoa (Dilma) que não tem jogo de cintura e quer ganhar sempre no grito e na Vasconcelos. Sua casa, em Brasília, é uma das sedes das reuniões de oito senadores peemedebistas anti-Planalto - Eduardo Braga (AM) como líder muda algo? - Jarbas Vasconcelos - Não muda muita coisa. Mas não é uma troca de seis por meia dúzia tirar Romero Jucá e colocar Eduardo Braga. É preciso apenas ter sequência. - Os dissidentes do PMDB votarão a favor do governo? - Não. - A presidente não tem buscado mais ética na política? - Quando Dilma tomou aquelas providências no Ministério dos Transportes, eu imaginei que ela ia dar continuidade. Mas ela não fez faxina coisa nenhuma. Lula deve ter gritado, a base fisiológica deve ter passado o recibo. Ela escondeu a vassoura atrás da porta. - Não houve limpeza? - Foi a mídia que levou o governo ao estrangulamento e às demissões dos ministros. Não foi um processo modelado e executado por ela. - O sr. acha então que a presidente está longe de romper com as práticas de fisiologismo e clientelismo? - Acho. Acho que é um governo perdido. Lula foi eleito há nove anos com duas bandeiras. Moralidade e reformas. Nem fez reformas e não inventou a corrupção no Brasil, mas botou a mão em cima dos corruptos. Criou uma grande base de apoio e inventou Dilma. E Dilma não tem os atributos que são de Lula -malícia e carisma. Lula tinha paciência. Ela, não. É uma pessoa muito arrogante. Lula até engolia sapo e depois até vomitava. Não tem jogo de cintura. Quer ganhar no grito, quer ganhar com cara feia. - O que Dilma deveria fazer? - Se quiser conversar com o grupo da gente, eu converso. Agora, eu não posso conversar para ser um aliado do governo, para votar com o governo. Eu quero saber o que é que ela vai fazer. Porque nós estamos com quase 15 meses de governo e o país é completamente medíocre. - É uma presidente medíocre? - Capenga. Não duvido das boas intenções de Dilma. Acho que ela tem uma ojeriza ao mal feito, mas convive com o mal feito. - Mas o sr. acha que a presidente se disporá a falar com quem faz tantas críticas assim? - Pela prática dela, não. Porque ela passa recibo. Ela se irrita com as pessoas, com os fatos, com editoriais dos jornais, com reportagens. Grita com os auxiliares. Como é que você pode ter uma equipe que você comanda no grito e no mau humor? Não pode.

Ministro da Defesa terá que dar explicações sobre decisão de punir militares da reserva

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou convite ao ministro Celso Amorim (Defesa) para esclarecer a decisão de punir os militares da reserva que assinaram em fevereiro o manifesto “Alerta à Nação”, com críticas à presidente Dilma Rousseff. No último dia 6, Amorim afirmou que os comandantes das três Forças haviam sido orientados a punir os militares da reserva. Ele ressaltou também que os militares precisam respeitar a autoridade civil, pois isso é parte da democracia. A audiência, que ainda não foi marcada, foi proposta pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Para ele, a nota dos militares inativos “não caracteriza insubordinação nem crime, retratando tão somente opiniões políticas e conceito de cunho ideológico, com respaldo legal”. O deputado afirma que a atitude do ministro “é flagrantemente contrária aos princípios democráticos que o governo prega”.

Corinthians formaliza demissão de Adriano por justa causa

O Corinthians formalizou a demissão do atacante Adriano por justa causa na tarde desta sexta-feira e depositou na conta do jogador R$ 90 mil referentes à salários e encargos trabalhistas. Esta foi a maneira que o clube encontrou de se resguardar juridicamente caso não seja possível um acordo amigável com o advogado do atleta e o caso vá parar na Justiça. O Corinthians considerou a data de demissão de Adriano como 12 de março, dia do anúncio da dispensa do atleta pelo site oficial do clube. O depósito de R$ 90 mil, referentes a salários, 13º e férias, foi feito na quinta-feira à tarde, porque era o prazo limite para pagamentos de rescisões trabalhistas. O Corinthians fez isso mesmo sabendo que dificilmente a Justiça trabalhista dará ganho de causa ao clube. Mas, se quisesse alegar justa causa, deveria fazê-lo em até dez dias. Ao longo de sua passagem pelo Corinthians, Adriano faltou a diversos sessões de fisioterapia e a treinos e foi notificado formalmente. Isso daria base para a alegação de justa causa. Esta é apenas uma pequena parte da rescisão contratual do atleta com o Corinthians. Faltam os valores referentes aos direitos de imagem. A soma toda deve chegar a R$ 1 milhão. Adriano, porém, pede bem mais que isso.