domingo, 22 de abril de 2012

Morre ator que se enforcou por acidente em encenação da Paixão de Cristo

Depois de 17 dias internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Itapeva (SP), no interior de São Paulo, o ator Tiago Klimeck, de 27 anos, morreu no fim da tarde deste domingo. A morte do ator, ocorrida às 17h15, foi anunciada pelo hospital em um breve comunicado de apenas duas linhas. Na mensagem, a Santa Casa envia "à família e amigos os nossos sentimentos". Apesar das lesões cerebrais, um exame realizado quinta-feira apontou que o ator tinha atividade cerebral e até mexeu um braço, o que deu esperanças à família. Um cunhado chegou a dizer que a família acreditava na recuperação de Klimeck, cujo drama começou no último dia 6, Sexta-Feira Santa, na cidade de Itararé (SP). Ele interpretava Judas Iscariotes durante uma encenação da Paixão de Cristo e saltou de uma cadeira que imitava uma pedra, simulando o enforcamento do personagem. Segundo a Polícia Civil de Itararé, o cordão do colete de segurança estaria frouxo e subiu ao pescoço quando ele saltou, asfixiando-o. O ator ficou pendurado e desmaiado durante quatro minutos. Somente após esse tempo é que o restante do elenco e espectadores perceberam que não se tratava de uma simulação e foram socorrê-lo. Uma equipe do Samu levou Klimeck para a Santa Casa de Itararé, de onde ele foi transferido para a Santa Casa de Itapeva na manhã de Sábado de Aleluia. Desde então, ele ficou internado em estado gravíssimo e, em coma profundo, respirava com a ajuda de aparelhos. Antes do exame de quinta-feira passada, uma tomografia revelou que o ator tinha lesões no cérebro, causadas pela falta de oxigênio no cérebro.

Entidades e ex-ministros criticam briga no Supremo

Dirigentes de entidades jurídicas e ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal criticaram as trocas de ataques entre Cezar Peluso e Joaquim Barbosa. O presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), Nelson Calandra, disse que os ataques mútuos pela imprensa foram "totalmente inadequados". Ele atribuiu o caso ao estresse dos ministros. "O Supremo tem trabalhado no limite de seus integrantes, discutindo temas extremamente polêmicos, com divisões políticas e religiosas. O estresse bate em todas as portas", afirmou. Calandra disse não ter fundamento a afirmação de Barbosa de que Peluso manipulou julgamentos. Para o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, essa "é uma acusação muito séria" e disse considerar Peluso "honrado e de bem". "Não tenho elementos para avaliar, mas nunca ouvi falar disso e custa a crer que tenha acontecido", disse. Cavalcante chamou de chocante e "lamentável em todos os aspectos" a briga entre os ministros. "A OAB conclama que sejam baixadas as armas. Ninguém precisa ser amigo de ninguém, mas divergências não devem ser tratadas na imprensa", afirmou. O ex-ministro Carlos Velloso afirmou que Peluso nunca manipulou julgamentos nem violou o regimento. "O Joaquim se excedeu muito", afirmou. Velloso disse que é preciso encontrar na corte "um bombeiro conciliador" para esfriar os ânimos dos magistrados: "Alguém tem que pacificá-los. Ambos são juízes testados, homens honestos, não há razão para arroubos". O ministro aposentado Ilmar Galvão disse que "está havendo uma desavença muito desagradável e desgastante" na corte.

Justiça manda USP devolver R$ 1 milhão doado por família de banqueiro

A Justiça paulista determinou que a USP devolva o R$ 1 milhão que a família do banqueiro Pedro Conde (1922-2003) doou à Faculdade de Direito do largo São Francisco. O dinheiro foi usado para reformas feitas na escola. O pedido de devolução foi feito pela própria família, após a faculdade barrar as homenagens pela doação. O auditório da faculdade reformado com o dinheiro da doação chegou a ser batizado com o nome do banqueiro. Estava ainda prevista a instalação na escola de um quadro com o retrato de Pedro Conde. A família alega que as homenagens eram uma contrapartida obrigatória à doação. Os recursos bancaram também a reforma de banheiros. A doação foi feita em 2009, quando o atual reitor da USP, João Grandino Rodas, era diretor da faculdade. A doação foi aprovada pela congregação (órgão que representa todos os segmentos da escola). Um ano depois, com uma nova direção na faculdade e sob pressão de estudantes, o órgão recuou, alegando que não sabia da obrigação de "batismo" do auditório. Segundo o juiz Jayme Martins de Oliveira Neto, os doadores não foram informados que a homenagem dependia do aval da congregação. "Toda essa dinâmica revela indisfarçável descumprimento do encargo (compromisso)" da universidade, escreveu o juiz na sentença. A família pediu também indenização por danos morais, mas o juiz rejeitou o pedido.

Cachoeira pode ser o "laranja" dos "laranjas"

O bicheiro Carlos Cachoeira pode ser o “cérebro”, mas dificilmente seus negócios prosperariam nas mãos dos “subs”, interlocutores que parecem atores de chanchada, deslocados em gabinetes oficiais. Por trás do poder do “chefão” estariam máfias da Ásia, Espanha e da Itália – esta ainda sob implacável perseguição judicial. Estudo do Instituto Brasileiro Giovani Falconi – homenagem ao célebre juiz antimáfia – derruba a teoria de que o goiano age sozinho, controlando milhões. O IBGF lembra que o Cartel de Cali deu R$ 6 milhões ao então presidente Ernesto Samper, através de um “arrecadador” oculto. O modus operandi das máfias inclui a coleta de lixo, jogo eletrônico e construção civil. Cachoeira tinha parceiro coreano na loteria do Rio de Janeiro. A subcontratação de “laranjas” oficializa o dinheiro, redirecionado ao financiamento de campanhas políticas, corrompendo o poder decisório. Escolhido pelo PTB para integrar a CPI de Cachoeira, Silvio Costa (PE) prevê: “Se antes era uma loucura, agora, com internet, o bicho pega”. (Claudio Humberto)

Verba indenizatória é gasta em posto de gasolina ligado a Cachoeira

Do jornal O Globo - Um posto de gasolina, em Goiânia, que financiou a campanha do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), depois de receber indiretamente recursos da Delta Construções via empresas de fachada, também foi usado pelo senador e por dois deputados para justificar altos gastos com combustíveis. O Posto T-10 foi acusado pela Polícia Federal de receber recursos das empresas de fachada Brava Construções e Alberto & Pantoja, ligadas a Carlinhos Cachoeira. As duas, por sua vez, receberam repasses da Delta Construções. O estabelecimento fez doações para campanhas eleitorais ao mesmo tempo em que forneceu a parlamentares notas fiscais para reembolso do Congresso, a título de verba indenizatória, que totalizam R$ 381,5 mil. O valor é referente a pagamentos dos últimos três anos. Do total, R$ 133 mil foram apresentados pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Os gastos do senador goiano tornaram o posto um dos 20 maiores prestadores de serviço do Senado Federal desde abril de 2009, mês em que começou a ser divulgado o inteiro teor das notas fiscais entregues pelos senadores. Nas eleições de 2010, Demóstenes recebeu doação de R$ 32,6 mil do posto, dinheiro que teria como origem a Construtora Delta, no entendimento da Polícia Federal. As relações de Demóstenes com o posto vão além da doação e dos gastos com a verba indenizatória. Em 2010, o senador também apresentou notas fiscais do posto para prestar contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de R$ 165,3 mil que teriam sido gastos na sua campanha. Na Câmara dos Deputados, dois parlamentares apresentaram as maiores notas com grandes valores do posto desde 2009, ano em que a Câmara também começou a detalhar em seu portal a destinação da verba extra para o exercício do cargo: Jovair Arantes (PTB-GO) apresentou notas do Posto T-10 que totalizam R$ 140,4 mil e Sandro Mabel (PMDB-GO) apresentou notas que somam R$ 103,8 mil.

Polícia Federal diz que senador Demóstenes Torres tratou com prefeito de Anápolis para que empreiteira recebesse pagamento

Três diálogos captados pela Polícia Federal indicam que o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) negociou para que a prefeitura de Anápolis (GO) pagasse R$ 20 milhões à empreiteira Delta. Tratava-se de dívida que, anteriormente, pertencia à Queiroz Galvão e que, segundo os áudios, foi "comprada" pela Delta por R$ 4,5 milhões. A prefeitura confirma a negociação, mas diz que a dívida ainda não foi paga. O dinheiro se referia ao contrato de recolhimento do lixo, que já foi feito pela Queiroz Galvão e hoje está sob responsabilidade da Delta. As conversas são usadas pela Procuradoria-Geral da República para apontar indícios de que Demóstenes seria "sócio oculto" da Delta. Em diálogo gravado em 9 de julho de 2011, Demóstenes relatou a Cachoeira detalhes da reunião com o prefeito de Anápolis, Antonio Gomide (PT). Demóstenes disse a Cachoeira que o prefeito concordava em pagar 50% por meio de precatórios e negociar os outros 50% da dívida. O senador afirmou que, em contrapartida, Gomide disse que queria "por mês tanto, que eu tô no fim da minha gestão e preciso ganhar a eleição". Cachoeira responde: "Ele só quer graça". Na mesma conversa, Demóstenes diz a Cachoeira que o prefeito havia marcado um encontro com Claudio Abreu, então diretor da Delta no Centro-Oeste. "Ele pediu pro Claudio voltar a falar com ele de novo", disse Demóstenes. Em outro diálogo, gravado três dias depois, Claudio Abreu conversou com Cachoeira e deu a entender que o prefeito pediu propina. Abreu relatou a Cachoeira ter dito a Antonio Gomide: "Não dou conta de dar 10 mil procê, Antônio". O prefeito diz que os "10 mil" referiam-se a "asfalto" e que nunca falou sobre o assunto da dívida com Demóstenes. No mesmo diálogo, Claudio Abreu relata a Cachoeira ter feito uma proposta ao prefeito: "Vamos combinar de encontrar com o Demóstenes? Vamos nós três tratar disso?". "Uai, pode marcar, não tem problema não, pode marcar", teria respondido o prefeito. Abreu relatou ainda a Cachoeira que o prefeito estaria reclamando, pois não teria condições de pagar a dívida.

Prefeito petista Ary Vanazzi às voltas com nova crise no Hospital Centenário, morte de novo paciente provoca demissão do diretor técnico

Do site do jornalista Políbio Braga: "A crise na administração do Hospital Centenário, São Leopoldo,cujo fechamento foi pedido pelo Sindicato Médico do RS e negado por decisão da Justiça, chegou ao seu ponto de ebulição neste final de semana com a demissão inesperada do diretor Técnico, o médico Breno Milman, que não conseguiu suportar a desordem produzida pelo controlador, a prefeitura de São Leopoldo. As precárias condições do hospital e a malversação de recursos da instituição, foram denunciadas pelo diretor Clínico, Carlos Arpini, que acabou sendo esfaqueado depois das suas primeiras entrevistas. O diretor Breno Milmann pediu demissão depois da morte do paciente Alessio Machado, de 66 anos, que sfria de insuficiência cardíaca e faleceu no sábado, após esperar durante quatro dias por uma transferência. O Simers denunciou que Alessio Machado foi mantido em um ambiente provisório que não conta com recursos de UTI. O Sindicato Médico vai exigir que o Ministério Público faça alguma coisa. O caso do Hospital Centenário não é de fechamento, como pede o Simers, mas de intervenção imediata. Aliás, o próprio prefeito petista Ary Vanazzi, investigado por uma série de pesadas denúncias no âmbito da Operação Cosa Nostra, responsável em último caso pela desordem no Hospital Centenário, não tem mais condição alguma de permanecer no cargo. Isto só não aconteceu ainda porque ele e o seu partido, o PT, controlam a Câmara de Vereadores (11 dos 13 vereadores) e são amparados pelo governo estadual, que controla a Polícia Civil, e o governo Federal. São Leopoldo está dominada por quadrilhas de malfeitores, um dos quais foi preso na quinta-feira, apontado como responsável por ameaças de morte a adversários do prefeito Vanazi e da sua cunhada, a deputada estadual petista Ana Afonso".

Egito interrompe exportação de gás para Israel

O Egito anunciou neste domingo que irá interromper o fornecimento de gás para Israel. A holding Egas e a autoridade geral egípcia do petróleo "anularam na quinta-feira seu contrato com a companhia egípcia East Mediterranean, que exportava gás a Israel, já que a companhia não respeitou as condições estipuladas pelo contrato", afirmou Mohammed Chuaib, presidente da Egas. De acordo com Shoeb, Israel não tem feito o pagamento pelo gás há meses. A venda de gás a Israel, assinada em um acordo de paz com o Egito em 1979, sempre foi controversa no país mais populoso do mundo árabe. As entregas de gás a Israel, acordadas durante o governo Mubarak, têm sido alvo de críticas no Egito. Israel gera 40% de sua eletricidade com gás natural, e o Egito fornece 43% de seu abastecimento. O governo israelense declarou que a decisão foi "ilegal e feita de má fé" e acusou o Egito de não fornecer as quantidades de gás previstas no contrato. A disputa agora passará por uma arbitragem internacional. O Egito, sob domínio da organização nazista e terrorista Irmandade Muçulmana, caminha aceleradamente para o rompimento das relações diplomáticas com Israel e para uma nova guerra contra os israelenses.

Tucano chama ministro petista Padilha de "falastrão" e rebate críticas a José Serra

O presidente do PSDB-SP, Pedro Tobias, rebateu neste domingo as críticas feitas no sábado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), ao pré-candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra. "O ministro Padilha deveria ocupar mais seu tempo para cuidar da Saúde, que está um caos em todo o Brasil, ao invés de fazer campanha eleitoral. Ele é mesmo um falastrão. Antes de abrir a boca para falar do Serra, o melhor ministro da Saúde que o País teve, Padilha precisa explicar a propina de R$ 200 mil que seu assessor direto recebeu de hospitais federais no Rio de Janeiro". Ao lado do pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, o ministro da Saúde criticou a atuação do tucano José Serra na pasta (no governo de Fernando Henrique Cardoso de 1998 a 2002). "Nosso principal adversário ainda sai falando que tudo o que acontece na saúde do País foi ele que fez. Ele olha para a saúde com um retrovisor de 12, 13, 14 anos atrás", afirmou em debate com profissionais da saúde. De acordo com reportagem da revista "Veja" de março, o assessor especial de Padilha (Saúde) até dezembro, Edson Pereira Oliveira, admitiu ter recebido R$ 200 mil de propina para pagamento de dívida de campanha. Segundo a publicação, Oliveira afirma que passou, desde então, a ser alvo de chantagem de um grupo de parlamentares do Rio de Janeiro que teriam o objetivo de manter um esquema de corrupção em órgãos de saúde do Estado.Na ocasião, Padilha afirmou que só soube da história ao ser procurado pela revista e que pediu investigação à Polícia Federal.