domingo, 24 de junho de 2012

Governo de Fortunatti é réu em processo milionário por descumprimento de contrato na área do lixo

A prefeitura do governo de Porto Alegre, do prefeito José Fortunatti (PDT), é ré no processo nº 001/1.12.0142014-9 que tramita na 8ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da capital gaúcha. O autor, Norman Mabilde Dullius, por meio dos advogados Aldo Leão Ferreira Filho e Isabel Chiapin, aponta que o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) descumpriu o contrato, cujo objeto é a prestação de serviço de aterro sanitário em uma área particular, imóvel esse localizado na Zona Norte de Porto Alegre, de propriedade da família Dullius. Conforme consta no referido processo, ingressado na Justiça do Rio Grande do Sul em 21 de junho de 2012, o demandante Norman Mabilde Dullius é proprietário do imóvel localizado a rua Sérgio Jungbluth Dieterich, 1.100, antiga rua Joaquim Silveira, 2040, em Porto Alegre, decorrente da sucessão de seu pai, Severo Christóvão Dullius. O imóvel, que possui 288.893,63 metros quadrados de área, tem ainda por titulares a sua mãe, viúva de Severo Christóvão Dullius, e dois irmãos da mesma família. O processo nº 001/1.12.0142014-9 envolve 150 milhões de reais. Certamente a maior ação que tramita na Justiça do Brasil, em se tratando de aterro sanitário público construído em cima de um imóvel particular. Esse terreno é o mesmo do qual o prefeito José Fortunatti quer retirar mais de 200 mil toneladas de lixo, escavando o seu solo em profundidade de até seis metros, para remoção de lixo, e após aterramento, para construção da continuidade da Avenida Severo Dullius, que corre paralela com a pista do aeroporto Salgado Filho. Também é o mesmo terreno no qual o prefeito José Fortunatti pretende construir uma usina de queima de lixo para a produção de energia.

Deputado federal Ronaldo Zulke será o candidato do PT em São Leopoldo

A convenção do PT de São Leopoldo neste domingo reservou uma reviravolta no cenário eleitoral da cidade. Pré-candidato do partido à prefeitura, o ex-secretário Paulo Borba renunciou à possibilidade de concorrer. Por ampla maioria, foi aprovado o nome do deputado federal Ronaldo Zulke como candidato à sucessão do prefeito Ary Vanazzi, também do PT. Borba foi vitimado pelas denúncias de corrupção em órgãos públicos de São Leopoldo, investigadas pela polícia. Líderes do PT consideraram que o nome do ex-secretário ficou excessivamente desgastado em função das suspeitas. Também citado no inquérito da Polícia Civil, para a executiva municipal o deputado federal Ronaldo Zulke teria sido menos atingido pelas denúncias. Ex-vereador de São Leopoldo, ex-deputado estadual e no segundo mandato na Câmara dos Deputados, Zulke é visto pelo PT como o candidato mais viável do partido.

Nota do governo Dilma informa que Brasil não intervirá nos assuntos internos do Paraguai

O Brasil não intervirá nos assuntos internos do Paraguai, apesar de rejeitar a destituição sumária do presidente Fernando Lugo, afirmou neste domingo o assessor para política externa do governo brasileiro, o clone de chanceler Marco Aurélio "Top Top" Garcia, acrescentando que é preciso deixar que a crise "decante". O assessor "descartou a possibilidade de que o Brasil ou os demais países do Mercosul - Argentina e Uruguai - intervenham nas questões internas do Paraguai", informou uma nota da Agência Brasil, neste domingo. Segundo Marco Aurélio "Top Top" Garcia, é "impossível' qualquer reversão do que foi decidido pelo Congresso paraguaio", acrescentou a nota.

Petista réu do Mensalão do PT é lançado como candidato e chora durante discurso

Um dos réus do Mensalão do PT, o deputado federal João Paulo Cunha, irá disputar neste ano a eleição para prefeitura de Osasco pelo PT. Emocionado durante o discurso de lançamento da candidatura no sábado, João Paulo Cunha disse que a campanha será uma “chance de recuperar a honra”. “Nessa campanha queria que cada de um de vocês me ajudasse para pedir para o povo a chance de recuperar a minha honra”, disse. O parlamentar contou ainda que a mãe era empregada doméstica e que ele trabalhava desde os 9 anos enchendo potes de detergente para ela vender. Além do PT, o deputado é apoiado por outros 20 partidos, entre eles o DEM.

Brasiguaios vão pedir a Dilma que reconheça novo presidente

Representantes dos seis mil agricultores e produtores rurais brasileiros que moram no Paraguai (chamados de brasiguaios) vão solicitar que a presidente Dilma Rousseff aceite o governo do novo presidente paraguaio, Federico Franco. No sábado, em nota, o Itamaraty informou que "o governo brasileiro condena o rito sumário de destituição do mandatário do Paraguai", decidido em 22 de junho, em que não foi adequadamente assegurado o amplo direito de defesa de Fernando Lugo. "O Brasil considera que o procedimento adotado compromete pilar fundamental da democracia, condição essencial para a integração regional", destacou o Itamaraty, no documento publicado. A estratégia dos brasiguaios é, inicialmente, solicitar ao cônsul brasileiro em Ciudad del Este, embaixador Flávio Roberto Bonzanini, que envie o pedido de reconhecimento de Franco à presidente Dilma. O próximo passo será dado nesta segunda-feira, quando um grupo pretende ir a Assunção para ratificar o apelo na embaixada brasileira.

Chávez suspende envio de petróleo ao Paraguai e retira embaixador em Assunção

O ditador da Venezuela ordenou a retirada de seu embaixador em Assunção e a suspensão de envio de petróleo ao Paraguai em resposta à deposição do ex-presidente, o bispo priápico Fernando Lugo, manobra qualificada pela maioria dos países da região governados por esquerdopatas como um golpe de Estado. Essa é a primeira sanção comercial que o Paraguai enfrenta desde a aprovação do impeachment "relâmpago", julgado em pouco mais de 24 horas, no Parlamento paraguaio na sexta-feira. "Vamos retirar o envio de petróleo. Não apoiaremos para nada esse golpe. A partir deste instante, ministro Rafael Ramirez, que cesse o envio de petróleo a esse país", afirmou Chávez, durante uma cerimônia do dia do Exército venezuelano, neste domingo. "Nós não reconhecemos a outro presidente que não seja Fernando Lugo", disse. "Isso foi um golpe de Estado, mas a burguesia que deseja voltar a governar, disse que não foi. Para eles, não há leis", acrescentou o ditador caribenho.

Venezuela ordena retirada de embaixador no Paraguai

O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, determinou a retirada de seu embaixador no Paraguai neste domingo e suspendeu os embarques de petróleo ao país como forma de protestar contra o impeachment e deposição constitucional e democrático de Fernando Lugo. "Ordenei a retirada de nosso embaixador em Assunção e vamos também paralisar os embarques de petróleo", disse Chávez: "Lamentamos, mas não vamos apoiar nada deste golpe".

Mensalão deve interferir em pleito, diz Álvaro Dias

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou neste domingo que o julgamento dos réus do Mensalão do PT, previsto para iniciar no dia 1º de agosto, deve interferir no resultado das eleições municipais, em razão da "importância nacional" de São Paulo e da presença recorrente do ex-presidente Lula no epicentro do mensalão, no pleito local. "Certamente, a influência não ocorrerá em municípios menores, onde se discutem programas locais. Mas essa é uma eleição nacionalizada pela sua importância. Pela presença aqui do ex-presidente, que está no epicentro do mensalão, não há como não verificar a hipótese de influência eleitoral", afirmou o senador, durante evento que oficializou a candidatura de José Serra à Prefeitura da capital paulista.

Israel diz esperar que Egito cumpra do acordo de paz

O primeiro-ministro de Israel disse esperar que a paz do país com o Egito continue intacta após a eleição de um presidente muçulmano. A país estava apreensivo com a possibilidade de um integrante da Irmandade Muçulmana assumir o governo no país vizinho, já que o grupo não reconhece Israel formalmente. "Israel espera continuar a cooperação com o governo egípcio de acordo com o tratado de paz entre os dois países, que é interesse dos dois povos e contribui para a estabilidade regional", disse o premiê israelense Benjamin Netanyahu em nota neste domingo. A Irmandade Muçulmana do Egito disse que manteria o acordo de paz, assinado em 1979, mas que reivindicaria mudanças nele. Esse é o primeiro passo para o rompimento do tratado, que é o que verdadeiramente os terroristas nazistas da Irmandade Muçulmana procuram.

Mohammed Mursi é o primeiro presidente democraticamente eleito da história do Egito

Mohammed Mursi, da organização terrorista e nazista Irmandade Muçulmana, discursou na noite deste domingo como o primeiro presidente eleito da história do Egito, prometendo ser "um presidente para todos os egípcios". Em seu pronunciamento histórico, Mursi agradeceu aos mais de 900 "mártires" da Revolução de 25 de Janeiro, que morreram durante os confrontos e protestos que pediam a renúncia de Hosni Mubarak, que governou o país por quase três décadas. Ele preferiu saudar os revolucionários e agradecer a Deus, repetidas vezes, e não comentou a decisão dos militares de expandir seus poderes na semana passada, esvaziando o cargo do presidente. Além disso, Mursi não se pronunciou sobre a decisão da Suprema Corte de dissolver o Parlamento, também na semana passada. "Para todos os meus irmãos, minha tribo, minha família, falo a você hoje com o agradecimentio a Deus que chegamos a este período histórico. Agradeço a todos os egípcios que pagaram com suas lágrimas, sangue e sacrifícios. Sem esses sacrifícios eu não poderia estar aqui como o primeiro presidente eleito da história do Egito". "Temos que saudar a todos que regaram a árvore da liberdade com seu sangue", disse. Horas depois de reiterar seu slogan de campanha, "o islã é a solução", Mursil, agora já como novo presidente, disse que "Deus é o nosso guia para o caminho certo". Ele vai tentar impor a lei islâmica no Egito, a sharia, e converter o país em uma nova ditadura, desta vez religiosa. A Irmandade Muçulmana é a organização mãe da Al Qaeda e outras de cunho terrorista, que foi aliada do nazismo de Hitler durante a 2ª Guerra Mundial. A Irmandade Muçulmana vai romper o tratado de paz com Israel e buscar uma nova guerra.

Wambert Di Lorenzo séra candidato do PSDB em Porto Alegre

O PSDB escolheu o professor universitário Wambert Di Lorenzo como candidato do partido à prefeitura de Porto Alegre em convenção realizada neste domingo em um dos auditórios da Câmara de Vereadores. Na corrida eleitoral deste ano ele terá apoio do PRP e vai disputar o cargo com outros seis concorrentes. Também estão no páreo José Fortunati (PDT, PMDB, PP, PTB, PPS, PMN, PRTB, PRB, PT do B e DEM), candidato à reeleição, Manuela D''Ávila (PC do B, PSB, PSD, PSC e PHS), Adão Villaverde (PT, PV, PTC e PPL), Roberto Robaina (PSOL), Érico Correa (PSTU) e Jocelin Azambuja (PSL e PSDC). Di Lorenzo foi presidente da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH) durante o governo de Yeda Crusius (2007 a 2010) e contou com o apoio da ex-governadora para superar o deputado federal e presidente estadual do PSDB, deputado federal Nelson Marchezan Júnior. A escolha foi à votação e o resultado foi apertado, de 56 votos a 53. Mas, representou uma rotunda derrota de Marchezan, que mesmo sendo o presidente estadual do partido, não conseguiu se impor na capital. Na campanha, Di Lorenzo promete se apresentar como único candidato de oposição e mostrará ao eleitor de Porto Alegre que Fortunati, Manuela e Villaverde são de partidos que estão nos governos estadual e federal e são do mesmo espectro político-ideológico: "Aqui o José Serra ganhou no primeiro e no segundo turno da eleição presidencial de 2010. Vamos mostrar que as gestões de nosso partido são mais eficientes".

Deputado tentou tirar vantagem em licitações dos Correios na Bahia

O deputado da Bahia, João Carlos Bacelar (PR), é acusado de querer se beneficiar com licitações dos Correios no estado. Em conversas gravadas por sua ex-mulher, Isabela Suarez, o parlamentar desejava comprar agências da estatal e, para isso, contaria com a ajuda do então diretor da empresa no estado, Jackson Jaques, que havia sido indicado por ele para o cargo. A tarefa de Jaques seria informar as agências mais lucrativas para Bacelar investir: “O superintendente do Correio era indicação do João. Na época, o Correio de fato licitou algumas agências para serem compradas. Como a superintendência era indicação dele, o cara chegaria e facilitaria, apresentaria ‘essas são as que rendem mais, então entre na licitação nessas e nessas aqui’, relatou Isabela. Segundo os Correios, entre 2009 e este ano foram licitadas 83 agências na Bahia, metade delas em Salvador. A empresa não confirmou, no entanto, se o então diretor era indicado por Bacelar e evitou comentar as declarações de Isabela Suarez.