quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Fenabrave apontou queda de 1,5% nos primeiros 14 dias do mês na venda de veículos no País

As vendas de automóveis e comerciais leves caíram 1,5% nos primeiros 14 dias (10 dias úteis) de agosto na comparação com o mesmo período do mês anterior, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Faltando um dia para a metade do mês, o total de emplacamentos foi de 154.924, uma média diária de 15.492 automóveis e comerciais leves em agosto. No mesmo período de julho, as vendas somaram 157.232. Nos primeiros 14 dias de junho, o resultado havia sido de 160.049 unidades. No acumulado do ano, os emplacamentos somam 2.139.142 unidades. A Fiat liderou até o dia 14, com 37.219 emplacamentos. O resultado significa uma queda de 0,4% sobre igual intervalo de julho e alta de 7,9% ante junho. A montadora chegou a 24,02% das vendas no mercado nacional. Logo atrás aparecem a Volkswagen, com queda de 0,8% sobre os primeiros 14 dias de julho (34.108 unidades), e a General Motors, com alta de 11,1% sobre o mesmo período de julho (30.209 unidades).

Greve de fiscais da Receita Federal causa lotação no porto de Rio Grande

Com mais de 90% do espaço ocupado, o pátio automotivo do porto de Rio Grande, no sul do Estado, reflete a greve dos auditores fiscais da Receita Federal. Dos 9,133 mil carros parados no estacionamento, mais da metade aguarda liberação para poder serem levados às revendas. Os outros veículos já foram nacionalizados e apenas esperam transporte. Segundo a Superintendência do Porto, não há previsão de novo desembarque de automóveis. O início de movimento da greve dos servidores ocorreu em março.

Estado de Nova York cita sete bancos no caso Libor

O Estado de Nova York e o de Connecticut citaram sete bancos, entre eles JPMorgan Chase e Barclays, em meio ao processo de investigação sobre o escândalo de manipulações da taxa Libor. Os outros bancos citados nas últimas semanas são: Citi, UBS, HSBC, RBS e Deutsche Bank. Até o momento, as autoridades apenas pediram a documentação dessas entidades e seus executivos ainda não foram convocados para depor. Os Estados de Nova York e Connecticut, junto a outros entes regionais norte-americanos, buscam determinar se as tentativas de manipulação das taxas interbancárias Libor e Euribor entre 2005 e 2009 provocaram perdas para algum cidadão local. O escândalo estourou em 27 de junho, quando o Barclays revelou que pagaria 360 milhões de euros (450 milhões de dólares) para por fim à investigações dos reguladores britânicos e norte-americanos sobre a manipulação das taxas. Em julho, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, classificou de "muito preocupante" o escândalo das manipulações das taxas e disse que ela minava a confiança no sistema financeiro. "A Libor é uma referência fundamental para muitos contratos financeiros", disse Bernanke.

Relator pede representação contra advogados, mas ministros negam

Os ministros do Supremo Tribunal Federal rejeitaram nesta quarta-feira, por nove votos a dois, pedido do relator do processo do Mensalão do PT, Joaquim Barbosa, para que a corte encaminhasse representação à OAB contra os advogados Antonio Sérgio de Moraes Pitombo, Leonardo Magalhães e Conrado Almeida Gontijo, que defendem três réus do Mensalão do PT. O ministro Joaquim Barbosa se irritou com preliminares apresentadas pelos três advogados para que fosse declarado impedido de votar no processo do Mensalão do PT. Por unanimidade, os ministros decidiram que Joaquim Barbosa não deve ser declarado "suspeito" e afastado da relatoria do processo do Mensalão do PT. Eles derrubaram as preliminares que pediam o afastamento do ministro do julgamento. Segundo Barbosa, as preliminares são frutos de “ataques pessoais” feitos contra ele. O ministro destacou que os advogados levantaram dúvida quanto à sua imparcialidade na condução do processo como relator. “Afirmam que eu teria agido de forma parcial no processo, proferindo decisões de forma midiática. Ultrapassam o limite da deselegância e da falta de lealdade que se exige de todos os atores do processo, se aproximando da pura ofensa pessoal", afirmou o ministro, segundo o qual os pedidos dos advogados beiram "à má fé". “Nada mais contrastante com a vontade do legislador que o processo se fizesse às luzes do dia e não em conchavo de bastidores. Por todas essas razões eu sugiro encaminhar à corte representar junto à Ordem dos Advogados do Brasil contra esses advogados: Antonio Sérgio de Moraes Pitombo, Leonardo Magalhães Avelar, Conrado Almeida”, afirmou Joaquim Barbosa. Diante das críticas do relator, o advogado Sérgio Moraes Pitombo pediu para se pronunciar. O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, consultou Joaquim Barbosa se Pitombo poderia falar. “Não defiro porque sua excelência teve oportunidade de sustentações orais. Escondeu do grande público as ofensas que fez a mim”, respondeu o relator. Mesmo assim, o advogado subiu à tribuna para dizer que não quis ofender o ministro. "Jamais houve intenção de ofender o relator”, afirmou Pitombo. "Pode não ter agredido a mim, mas agrediu essa corte, este País", respondeu Barbosa, em tom elevado. O ministro Carlos Ayres Britto, então, passou a palavra ao ministro revisor do processo, Ricardo Lewandowski, para que se pronunciasse a respeito do assunto. Lewandowski votou pela derrubada das preliminares dos advogados que pediam que Joaquim Barbosa fosse declarado suspeito no processo do mensalão, mas se posicionou contra apresentar representação contra os advogados.

PSDB cumprimenta Dilma por privatização de rodovias e ferrovias

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), divulgou nota nesta quarta-feira em que "cumprimenta" a presidente Dilma Rousseff por ter "por ter aderido ao programa de privatizações", segundo ele, "há anos desenvolvido pelo partido". Mais cedo, Dilma lançou no Palácio do Planalto o Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias, para repassar à iniciativa privada a construção, operação e exploração de estradas e linhas de trem para alavancar os investimentos em infraestrutura no País, previstos em R$ 133 bilhões nos próximos 25 anos. Oficialmente, a medida é classificada como concessão dos serviços públicos. Durante e após o evento, a presidente usou também o termo "parceria" e disse que, com o programa, está "tentando consertar alguns equívocos cometidos na privatização das ferrovias". Na nota, Guerra diz que o PSDB lamenta o "atraso" das medidas, mas que "esta mudança de rumo adotada pelo governo significa avanços para o País".

STF volta a rejeitar inclusão de Lula como réu no processo do Mensalão do PT

O Supremo Tribunal Federal voltou a rejeitar nesta quarta-feira a inclusão do ex-presidente Lula como um dos réus do processo do Mensalão do PT. O pedido foi feito em uma questão preliminar (questionamentos a serem analisados pelo tribunal antes dos votos de cada ministros) pelo advogado de defesa de Roberto Jefferson. o gaúcho Luiz Francisco Correa Barbosa. O ministro-relator do processo, Joaquim Barbosa, negou o pedido, argumentando que o tribunal não tem competência para incluir um réu no processo. “O pedido para que o Supremo Tribunal Federal denuncie o ex-presidente da República é juridicamente impossível”, afirmou o relator, ministro Joaquim Barbosa. O revisor do processo do Mensalão do PT, ministro Ricardo Lewandowski, acompanhou o relator. "O titular da ação penal é o Ministério Público Federal. Mesmo que quiséssemos, não poderíamos denunciar o ex-presidente", afirmou. O presidente da corte, Ayres Britto, declarou rejeitada a preliminar sem consultar os demais ministros. Isso porque, inicialmente, Britto afirmou que o ministro que se opusesse ao relator e ao revisor em qualquer questionamento, poderia argumentar - e ninguém o fez.

Governo vai conceder mais de 17 mil quilômetros de rodovias e ferrovias para a iniciativa privada

O governo anunciou nesta quarta-feira o Programa de Investimentos em Logística para rodovias e ferrovias com o objetivo de estimular uma maior participação da iniciativa privada nos investimentos de infraestrutura no País. Serão privatizados 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias. Os investimentos, nos próximos 25 anos, vão somar R$ 133 bilhões, sendo que R$ 79,5 bilhões serão investidos nos primeiros cinco anos. Para as rodovias, o total investido será R$ 42 bilhões e para as ferrovias, o programa de investimentos soma R$ 91 bilhões. Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, estão previstas a duplicação dos principais trechos rodoviários do País e a expansão da malha ferroviária brasileira. “Temos a convicção de que o o imperativo para o desenvolvimento acelerado do país é a disponibilização de uma ampla e moderna rede de infraestrutura logística eficiente e a prática de tarifas módicas, custos de operações de transportes baratos”, disse Passos.

Governo vai fazer parcerias público-privadas para estimular setor ferroviário

O modelo que será adotado para estimular o crescimento do setor ferroviário no País será a parceria público-privada. O governo vai contratar a construção, manutenção e a operação da ferrovia. A Valec, empresa pública de ferrovias, vai comprar a capacidade integral do transporte das ferrovias e fazer a oferta pública dessa capacidade, assegurando o direito de passagem dos trens em todas as malhas, buscando a modicidade tarifária. A venda de capacidade será feita a usuários que quiserem transportar carga própria, a operadores ferroviários independentes e a concessionários de transporte ferroviário que podem adquirir parte da capacidade das ferrovias. O modelo de concessão das rodovias prevê investimentos concentrados nos primeiros cinco anos em duplicações, contornos, travessias e obras de arte. A seleção do concessionário será pela menor tarifa de pedágio.

Rodovia será concedida para quem oferecer menor pedágio

O modelo de privatização de rodovias anunciado nesta quarta-feira pelo governo petista de Dilma Rousseff terá investimentos concentrados nos cinco primeiros anos de concessão e a condição para seleção do concessionário é oferecer a menor tarifa de pedágio. O pedágio começará a ser cobrado do usuário quando 10% das obras estiverem concluídas e não será permitido cobrança no tráfego urbano. As condições foram apresentadas pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, durante a cerimônia de anúncio do Programa de Investimentos em Logística para rodovias e ferrovias, com o objetivo de estimular uma maior participação da iniciativa privada nos investimentos de infraestrutura no País. O financiamento das rodovias prevê Taxa de Juros de Longo Prazo somada à mais uma taxa, que pode variar em até 1,5%. A carência será de até três anos e a amortização de até 20 anos. O grau de alavancagem poderá variar de 65% a 80%, equivale quanto o interessado no empreendimento pode comprometer do capital. Nas próximas semanas serão anunciadas também privatizações de portos e aeroportos.

Morre o flautista Altamiro Carrilho, um dos mais importantes musicos brasileiros

Morreu na manhã desta quarta-feira o flautista Altamiro Carrilho, um dos mais importantes músicos brasileiros. Ele tinha 87 anos e esteve internado quase um mês no Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro, para tratamento de um câncer no pulmão. Teve alta, mas segunda-feira voltou a passar mal e foi levado para a Clínica Enio Serra, onde veio a falecer. Nascido em 21 de dezembro de 1924 na cidade fluminense de Santo Antonio de Pádua, Altamiro Carrilho foi um dos maiores divulgadores do choro brasileiro, no País e no Exterior. Ele fez shows em 48 países. Em seu Dicionário MPB, o historiador Ricardo Cravo Albin define Carrilho com “uma lenda viva do choro”. Virtuose na flauta transversal, o músico gravou, ao longo da carreira iniciada na década de 40, mais de cem discos e foi autor de cerca de 200 composições do gênero que o consagrou, entre elas Bem Brasil, Cheio de Moral, Flauta Chorona e Canarinho Teimoso.

Saída de dólares supera entrada em US$ 1,17 bilhão em agosto

Após fechar o mês de julho com resultado positivo de US$ 942 milhões, o fluxo cambial, registro da entrada e saída de dólares do País, apresenta saldo negativo de US$ 1,177 bilhão neste mês até o último dia 10, informou o Banco Central nesta quarta-feira. No mesmo período de oito dias úteis de agosto do ano passado, o fluxo cambial registrava saldo positivo de US$ 7,841 bilhões. O saldo negativo resulta tanto do segmento comercial (operações relacionadas a exportações e importações) quanto do financeiro (investimentos em títulos, ações, remessas de lucros e dividendos ao exterior, entre outras operações). A maior saída líquida (descontada a entrada), no entanto, ocorreu no fluxo comercial (US$ 1,001 bilhão). O fluxo financeiro registrou saldo negativo de US$ 176 milhões, neste mês, até o dia 10. De janeiro até 10 de agosto, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 22,709 bilhões, ante US$ 63,5 bilhões de igual período do ano passado.O segmento financeiro acumula saldo positivo de US$ 3,975 bilhões e o comercial, US$ 18,734 bilhões.

Maioria das rodovias e ferrovias concedida deve ficar pronta em cinco anos

Dos 7,5 mil quilômetros de rodovias federais que serão concedidos à iniciativa privada, 5,7 mil quilômetros deverão estar prontos cinco anos depois da assinatura dos contratos. O investimento nesse prazo é R$ 23,5 bilhões e R$18,5 bilhões serão investidos pela iniciativa privada em 20 anos. A assinatura dos contratos de concessão da BR-116 está prevista para março do ano que vem, e a da BR-040, para abril de 2013. As demais concessões, divididas em sete lotes, devem ter o leilão realizado em abril do ano que vem e o contrato de concessão assinado entre maio e julho. De acordo com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, a obrigação de um aporte maior de investimentos nos primeiros anos da concessão é uma das principais diferenças do pacote anunciado nesta quarta-feira pelo governo em comparação ao modelo usado atualmente para conceder rodovias à iniciativa privada. Outra novidade, segundo ele, é a proibição de cobrança do pedágio antes de 10% das obras de duplicação da rodovia estarem concluídos. “Isso são aspectos de avanço. Vamos levar em consideração toda a experiência que tivemos até agora com as concessões que já realizamos”, disse Passos. No caso das ferrovias, o total de 10 mil quilômetros anunciados nesta quarta-feira para serem construídos devem estar prontos cinco anos depois da assinatura dos contratos, previsto para acontecer entre julho e setembro do próximo ano. Segundo ele, algumas ferrovias já têm estudos avançados, como o Ferroanel de São Paulo.

Bandeira olímpica é levada para comunidade carioca no Complexo do Alemão

A bandeira olímpica que chegou há dois dias no Rio de Janeiro percorreu três regiões da cidade nesta quarta-feira. O local escolhido para apresentar o símbolo ao público foi a Praça do Conhecimento, na favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, zona norte. A celebração contou com a participação dos medalhistas olímpicos Esquiva e Yamaguchi Falcão, do gari Renato Sorriso (que participou da apresentação da cidade no encerramento das Olimpíadas de Londres), do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e do governador do Estado, Sérgio Cabral. O Complexo do Alemão foi ocupado há pouco mais de dois anos pelas Forças Armadas, após décadas de dominação por facções de tráfico de drogas.

Falta de mão de obra em ciência e tecnologia é o "calcanhar de aquiles" do Brasil

O déficit de profissionais brasileiros com conhecimento na área de ciência e tecnologia é o “calcanhar de aquiles” do desenvolvimento do País, na avaliação de especialistas ouvidos na abertura do 1º Congresso Internacional do Centro Celso Furtado que tem como tema A Crise e os Desafios para um Novo Ciclo do Desenvolvimento. De acordo com a professora Tania Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a falta de profissionais qualificados no mercado desafia a transição do Brasil para a sociedade do conhecimento. Principalmente, porque a migração implica mudanças no atual modelo industrial e de educação: "Essa mudança desafia, sobretudo, a fragilidade e a insuficiência do sistema de educação, ciência tecnologia". O economista e professor da Universidade Jawaharlal Nehru, de Nova Deli, na Índia, Deepak Nayyar, destacou que a grande diferença entre o desenvolvimento das nações asiáticas e as da América Latina é o investimento em tecnologia. Para o indiano, porém, além de investir nessa área, o Brasil precisa enfrentar a desigualdades de renda e a pobreza. Diante da crise econômica, a população (o mercado interno), na avaliação de Nayyar, é o grande ativo dos países em desenvolvimento: "Se estes alcançarem um o estado de bem-estar social, o céu é o limite. Do contrário, o mundo será mais do mesmo".

Aposentados e pensionistas protestam em frente ao Palácio do Planalto

Manifestantes se posicionaram neta quarta-feira em frente ao Palácio do Planalto para cobrar o fim do fator previdenciário e a aprovação do Projeto de Lei 4.434/2008 que recompõe perdas salariais dos benefícios. O ato foi organizado por associações de aposentados e pensionistas. Os manifestantes chegaram ao palácio por volta de 17h20, romperam a barreira de grades montada na Praça dos Três Poderes e interditaram a rua em frente ao prédio. O trânsito foi bloqueado em parte da Esplanada dos Ministérios e o fluxo desviado para vias alternativas. De acordo com a Polícia Militar, cerca de mil pessoas participam do protesto. O grupo carrega faixas com críticas à presidenta Dilma Rousseff e com pedidos de mudança da regra que fixa as aposentadorias, o chamado fator previdenciário. Servidores do Ministério Público da União e do Poder Judiciário, em greve há quase dois meses, também se juntaram à manifestação. Seguranças da Presidência da República e a Polícia Militar acompanham a manifestação. Homens do Batalhão de Choque foram recebidos com vaias e estão posicionados na rampa e nas vias de acesso ao Palácio do Planalto.

TIM acata proibição de cobrança por ligação interrompida proposta pela Anatel

A TIM Celular, por meio de nota, manifestou sua concordância com a proposta feita pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de proibir as operadoras de telefonia móvel de cobrar pela segunda chamada em caso de a primeira ter sido interrompida. Conforme a proposta da Anatel, se o usuário fizer uma nova chamada em no máximo dois minutos, do mesmo aparelho e para o mesmo destino, a cobrança deverá ser feita como se a ligação não tivesse sido interrompida. "A empresa buscará se antecipar, iniciando já na próxima semana o processo de implementação da nova solução em seis estados da Região Nordeste", disse o vice-presidente de Assuntos Regulatórios e Institucionais da TIM, Mario Girasole. A proposta da Anatel segue nesta quinta-feira para consulta pública. Durante um período de dez dias, as empresas e a população poderão se pronunciar sobre a mudança. De acordo com a agência, dentro de um mês a nova regulamentação deverá estar em vigor. A medida valerá para todos os planos de todas as operadoras, tanto para chamadas para celular como para telefones fixos, independentemente dos motivos das interrupções dos telefonemas.

Jazida petrolífera de Carcará é descoberta extremamente significativa, afirma diretor da Petrobras

Embora tenha se esquivado a detalhar a potencialidade da área de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos, cuja descoberta foi confirmada oficialmente na noite de segunda-feira pela Petrobras, o diretor de Exploração e Produção (E&P) da companhia, José Formigli, admitiu aos jornalistas que trata-se de “uma descoberta extremamente importante e significativa”. Formigli disse que a partir da confirmação da importância da descoberta, a Petrobras vai agora revestir o poço e aprofundar as perfurações para buscar o fim do óleo. “Quatrocentos metros são muita coisa e o óleo é de muito boa qualidade, mas não adianta a coluna ter 400 metros se não apresentar uma boa permeabilidade”, disse. O diretor da Petrobras citou o caso do campo gigante de Marlim, na Bacia de Campos, com seus 100 metros a 120 metros de coluna, para justificar a prudência com que a empresa e seus sócios no empreendimento vem tratando a descoberta. "Marlim tem 100 a 120 metros de coluna, mas precisamos lembrar que uma coluna de petróleo tem três dimensões. E especificamente no caso de Marlim temos um alongamento do campo sensacional. Por isso Marlin é o que é, um dos maiores campos de petróleo do País. Mas sem dúvida que Carcará é algo muito grande”, enfatizou. Segundo nota divulgada na noite de segunda-feira pela Petrobras, os novos dados obtidos com a continuação da perfuração do poço de Carcará, localizado no bloco Bacia Marítima de Santos 8 (BM-S-8) em águas ultraprofundas, no pré-sal da Bacia de Santos, confirmaram a potencialidade e a importância da jazida. A descoberta já havia sido anunciada preliminarmente pela Petrobras no dia 20 de março deste ano e está localizada a 232 quilômetros do litoral do Estado de São Paulo, em lâmina d'água de 2.027 metros. Segundo as informações divulgadas pela Petrobras, foram coletadas novas amostras de óleo até a profundidade de 6.131 metros, que comprovaram a boa qualidade do petróleo (cerca de 31º API), em reservatório carbonáticos de excelentes características de porosidade e permeabilidade. “Embora o poço ainda esteja em fase de perfuração dentro de uma zona de óleo a 6.213 metros de profundidade, já está confirmada uma coluna superior a 400 metros de petróleo, caracterizada principalmente por reservatórios contínuos e conectados”, diz nota da estatal. A Petrobras é operadora do consórcio (66%) em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção (10%).

Fernando Henrique Cardoso apóia Dilma na greve dos servidores

A direção do PT começou a mostrar preocupação com a onda de greves no governo federal e as consequências que deverão ter no resultado das eleições municipais de outubro. O receio de que as paralisações prejudiquem os candidatos do partido já foi levado à presidente Dilma Rousseff pelo presidente da legenda, Rui Falcão, segundo petistas. Um dirigente do PT disse que o tema da greve está presente nas eleições, principalmente nas grandes cidades, onde partidos como o PSTU e o PSOL têm quadros dirigentes nos sindicatos e bases fortes. Estes partidos aproveitam as greves para atacar o PT e dizer que, no governo, a legenda de Lula comporta-se como as outras, recusando-se a negociar com os dirigentes dos servidores públicos. A preocupação no PT cresceu um pouco mais depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou publicamente apoio à forma como a presidente Dilma Rousseff tem enfrentado a onda de greves. Na terça-feira o ex-presidente disse que Dilma foi obrigada a endurecer com o servidores em greve: "Não vejo como ela não pudesse enrijecer. O governo enfrenta dificuldades financeiras e sua situação é distinta do período governado por Lula. A presidente Dilma está num momento de dificuldade financeira e fiscal e muita pressão dos funcionários que se habituaram no governo Lula, que tinha mais folga orçamentária, a receber aumentos". Alguns dirigentes petistas viram na atitude de Fernando Henrique Cardoso não um ato de solidariedade à presidente, mas uma forma de provocação ao partido.

Soninha denuncia esquema de propinas na Câmara dos Vereadores

A candidata do PPS à prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, denunciou nesta quarta-feira um suposto esquema na Câmara Municipal da capital paulista de receber propina para aprovar projetos na casa. A ex-vereadora contou um episódio em que um político prometera 120 cargos na prefeitura a um parlamentar em troca de votos. Ela não quis revelar o nome do vereador a quem foi feia a oferta. "Claro que dá pra comprar vereador. Já soube que fulano estava pedindo 120 cargos diversos na prefeitura", disse Soninha. Ela revelou também que as negociações ocorriam diretamente em forma de dinheiro. "Nenhum projeto passa na Câmara sem passar por acordo prévio. Tudo é acordo. Cada projeto aprovado foi acordado antes numa reunião com um colégio de líderes. Na pior das hipóteses, essa troca é feita em forma de dinheiro", explicou. Soninha insinuou que o esquema de pagamento de propina ocorreu na Câmara sob a conivência do atual prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM). "Quando o governo tem muita facilidade em aprovar projeto, acende a luz amarela". Ela acusou o prefeito de ser menos proativo no combate à corrupção. A candidata também sinalizou que vai implantar, se eleita prefeita, o pedágio urbano. Ela argumentou que se trata de uma medida para coibir o uso "supérfluo" de automóveis. O sistema seria instalado para controlar o fluxo de carros no centro da cidade e custaria ao motorista cerca de R$ 3,00 diários. "É uma das medidas para coibir o uso supérfluo de automóveis. Para mim, poderia ser até a taxa do ônibus, R$ 3,00. Não proíbe ninguém de circular e tem a vantagem adicional de arrecadar recursos para o transporte público. Seria uma coisa muito bem vinda porque diminuiria a tarifa de ônibus", afirmou a candidata do PPS. Outra medida defendida por ela para solucionar problemas do trânsito é a construção de estacionamentos próximos às estações do Metrô. Soninha criticou Kassab, que propõe criar bolsões subterrâneos na região central. "Não temos espaços e não vai haver. Precisamos escalonar e restringir o tráfego de veículos. Muitas vezes o uso do carro é abusivo, indevido e compulsivo", disse.

Suspeita de ser sócia de empresa fantasma rompe silêncio na CPI

A empresária Roseli Pantoja, levada à CPI do Cachoeira por suspeitas de ser sócia de empresas fantasmas utilizadas pelo grupo do suposto contraventor, quebrou o roteiro de depoentes que preferiram ficar em silêncio na comissão e afirmou nesta quarta-feira que seu nome foi usado indevidamente. "Eu não trouxe advogado, estou aqui sozinha. O que tenho a dizer a vocês é que meu nome foi usado", disse a empresária. "Eu não tenho nada, não tenho nenhum envolvimento com essa quadrilha. Eu sei somente que meu nome foi usado e estou aqui para esclarecer o que eu puder", acrescentou. Roseli foi convidada a falar após o ex-presidente do Departamento de Trânsito (Detran) de Goiás, Edivaldo Cardoso de Paula, apontado como possível braço de Cachoeira dentro do governo goiano, anunciar que ficaria em silêncio. Logo de antemão, a empresária afirmou que seu CPF e a grafia de seu nome não batiam com o que constava no requerimento de convocação. Dados da CPI e da Polícia Federal apontam Rosely Pantoja, com "y", como sócia de empresas que teriam sido utilizadas pela organização. A empresária que compareceu à CPI afirmou que seu nome é escrito com "i" no final. O relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), afirmou que a discrepância indica que o nome de Roseli pode ter sido utilizado para criar um novo CPF, esse sim utilizado para constituir empresas fantasmas destinadas à lavagem de dinheiro. "Eles pegam nomes, cruzam com outros CPFs dão alguma margem de veracidade na medida em que pegam um nome parecido com uma diferença pequena... uma letra do nome... e põem o endereço que essa pessoa morou. É uma forma de configurar que é uma empresa fantasma da organização criminosa", explicou o relator. Roseli contou aos integrantes da CPI que assinou uma procuração, no início do ano passado, dando plenos poderes a Gilmar Carvalho Moraes, que à época era seu marido, para abrir uma pequena empresa, uma loja. Moraes também é citado nas investigações como sócio de outra empresa usada no esquema de Cachoeira. A empresária, que afirmou morar em uma região do entorno de Brasília e possuir pouca renda, o que a impediu de contratar um advogado, disse desconhecer que a procuração tenha sido usada pelo marido para criar diversas empresas que teriam sido usadas para lavagem de dinheiro, dentre elas a Alberto e Pantoja, que teria recebido recursos da Delta, segundo a Polícia Federal. Também negou conhecer qualquer integrante do grupo de Cachoeira. Por outro lado, Roseli afirmou que Moraes usou a procuração para fazer empréstimos e passar cheques sem fundo, o que motivou o fim do casamento de 13 anos. Questionada, a empresária afirmou ainda ser "possível" que ela tenha assinado algum documento ou papel em branco a pedido de seu ex-marido, que também poderiam ter sido usados para a criação das empresas, segundo suspeitas de integrantes da CPI.

Lula defende posição de Dilma em greve de servidores

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta a posição do governo da presidente Dilma Rousseff em relação à greve dos servidores federais. Na opinião de Lula, nem sempre é possível atender todas as reivindicações do funcionalismo público. "O governo tem de trabalhar com o dinheiro disponível. As pessoas, de vez em quando, precisam compreender que o governo não tem todo o dinheiro que a gente quando está fora pensa que tem. O dinheiro é limitado", disse o ex-presidente, após participar de uma sessão de fotos com candidatos a prefeito do PT e de partidos aliados. Lula reconheceu que a greve é um direito dos trabalhadores, mas lembrou que o governo federal também tem o direito de atender ou não as reivindicações. "O governo nem sempre pode atender aquilo que as pessoas querem", disse. Segundo Lula, Dilma está sensível às demandas da categoria. "A presidenta Dilma tem sensibilidade. Ela vive a angústia de não poder atender o que as pessoas precisam porque o dinheiro é curto", comentou. O ex-presidente lembrou o episódio de 2004, quando não pode reajustar o salário mínimo. "Eu fiquei muito magoado, muito chateado comigo mesmo", recordou. Lula ressaltou ainda que além das limitações financeiras, Dilma também tem outras demandas a atender, como de investir em infraestrutura. "Penso que a Dilma tem vontade de atender as pessoas, mas ela tem limitações orçamentárias, ela tem outras coisas para fazer: ela tem investimento em infraestrutura, que é importante para melhorar a vida do povo", destacou. O ex-presidente afirmou que o governo federal está disposto a dialogar com os grevistas, mas ponderou que a prioridade da atual administração é com os mais pobres. "Ela (Dilma) quer ajudar as pessoas mais pobres, que não tem salário, e as pessoas precisam compreender isso", disse. Lula ainda afirmou que Dilma está se esforçando para resolver essas questões e que ela "vai acertar aquilo que puder acertar". Lula também lembrou da crise financeira mundial. "As pessoas só precisam compreender que o mundo vive uma crise de grande repercussão, as coisas estão difíceis na Europa e nos Estados Unidos, e o Brasil, embora seja um País que sofre menos a crise, também está envolvido numa política globalizada", considerou.

A sete meses da entrega, Maracanã está 62% pronto

As obras do Maracanã, estádio que vai sediar a final da Copa do Mundo e a abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro, completaram dois anos na última sexta-feira. Com 62% do caminho andado, o projeto já não se pode dar ao luxo de atrasos. Restam apenas sete meses até o prazo de entrega do estádio, para que ele possa ser usado na Copa das Confederações, em 2013. Até lá, todas as etapas da obras estão rigorosamente planejadas, afirma Miriam Gleitzmann, gerente de projetos na Empresa Municipal de Obras Públicas (Emop). De acordo com Miriam, toda a estrutura metálica do estádio será concluída até o fim de agosto, e em novembro haverá o que os engenheiros chamam de "big lift": todo o telhado do estádio será erguido ao longo de uma semana. A decisão de demolir a cobertura original e substituí-la por uma cobertura de lona tensionada, tomada por motivos estruturais, encareceu a obra de 20% a 30%, afirma Miriam. Inaugurado para a Copa do Mundo de 1950, o Maracanã havia passado por uma reforma geral recente para abrigar os Jogos Panamericanos de 2007.

Defesa de assessor admite quatro saques do "valerioduto"

A defesa de José Luiz Alves, ex-chefe de gabinete do ex-ministro Anderson Adauto, admitiu que ele realizou quatro saques de recursos do valerioduto, mas negou a prática de lavagem de dinheiro. O advogado Roberto Pagliuso afirmou que Alves agiu por ordem do chefe e que para eles a origem do dinheiro era o PT e não algum esquema criminoso. "O ministro solicitou a ele sacar recursos no Banco Rural para saldar dívidas de campanha. A origem era o PT", disse o defensor. Segundo o advogado, os recursos sacados por Alves somaram R$ 200 mil e serviram para saldar dívidas remanescentes da campanha de Adauto para deputado federal em 2002.

Brasileiros são linchados e queimados vivos na Bolívia

Dois brasileiros que teriam matado a tiros três bolivianos na segunda-feira foram retirados da delegacia, da cidade de San Matías, na fronteira da Bolívia com o Brasil, espancados e queimados vivos na terça-feira por um grupo de cerca de 400 pessoas, informaram autoridades da cidade. Os brasileiros mortos foram Rafael Max Diez, de 27 anos, acusado de ter feito os disparos, e Jefferson Castro de Lima, de 22 anos. "Os brasileiros dispararam contra um grupo de cinco pessoas, das quais três morreram e uma ficou gravemente ferida", disse o vice-governador de San Matías, Matías Gil. Segundo ele, há indícios de que o crime foi motivado pelo acerto de contas da venda de motocicletas, aparentemente roubadas. Matias Gil disse que os brasileiros são presidiários que fugiram de prisões brasileiras e que se refugiaram em San Matias. "A fúria foi incontrolável, a polícia não pôde opor nenhuma resistência. Os policiais não quiseram entregar os detidos e a fúria da multidão apenas aumentou", disse o comandante policial da região, o coronel Lily Cortez. O fiscal Isabelino Gómez disse que a multidão era formada por 400 pessoas e invadiu a delegacia armada com facões, paus, pedras e coquetéis Molotov. O prefeito de San Matías, Carlos Velarde, disse que a polícia fez disparos para tentar deter a multidão. Segundo ele, nos últimos tempos San Matías, que fica na fronteira com o Brasil, virou um local de refúgio para delinquentes vindos do Estado do Mato Grosso. San Matías fica na província de Santa Cruz. "Vamos identificar os responsáveis pelo linchamento e processá-los", disse Cortez. Sergio Ramos, um boliviano sobrevivente do tiroteio da segunda-feira, relatou nesta quarta-feira à emissora de televisão Red Uno de Santa Cruz que um grupo de bolivianos e brasileiros bebia cerveja e fazia piadas, quando Max Diez sacou o revólver e começou a atirar nos outros. "Eu só me salvei porque fingi estar morto", disse Ramos. Ele levou um tiro no braço. "O linchamento foi uma barbaridade, mas as pessoas por aqui estão cansadas de tanta violência e insegurança, nenhuma autoridade toma conta desse município. Aqui os delinquentes fazem o que querem", disse o vereador Claudio Rojas. Segundo ele, os corpos dos dois brasileiros linchados foram entregues à polícia do Mato Grosso à meia noite da terça-feira. San Matías é um município na fronteira com 15 mil habitantes, onde são frequentes acertos de contas entre quadrilhas de traficantes de drogas e ladrões de automóveis, tanto bolivianos quanto brasileiros. O município é um dos principais locais de saída da cocaína boliviana para o Brasil, via Mato Grosso. Paulo Gomes, porta-voz da Polícia Federal brasileira no Estado de Mato Grosso, diz que automóveis e motos são roubados no Brasil e trocados por cocaína na Bolívia.

Haddad reage a pergunta sobre Mensalão do PT e aponta corrupção na equipe de Kassab

O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, apontou "um debate sobre corrupção" na gestão de Gilberto Kassab (PSD), um dia após seu adversário tucano, José Serra, trazer o julgamento do Mensalão do PT à campanha municipal e dizer que nenhum integrante de sua campanha "precisa responder pela honra junto ao Supremo Tribunal Federal". "Existe um debate sobre a corrupção na cidade de São Paulo, nós temos vários secretários municipais que estão respondendo a processos de improbidade", reagiu o petista nesta quarta-feira, após debate com membros do Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo. "Temos que discutir a transparência na gestão pública com tranquilidade, não podemos nos omitir diante do que nós estamos assistindo em nenhum nível de governo", afirmou. O petista ressalvou que o debate sobre a ética na política deve ser permanente, mas não pode ser o único, "pois há outros problemas importantes na cidade".

Governo tem até R$ 14 bilhões para negociar com servidores

O governo Dilma deve apresentar nos próximos dias propostas de reajustes salariais aos servidores públicos que somam entre 12 bilhões e 14 bilhões de reais, segundo disse uma alta fonte do governo envolvida das negociações. Esse valor inclui as propostas já apresentadas pelo governo para os servidores da educação e os técnicos administrativos, cujo reajustes podem consumir cerca de 6 bilhões de reais do orçamento de 2013. Mas esse valor de 6 bilhões de reais pode aumentar, porque nesta quarta-feira o governo pretendia apresentar uma nova proposta aos técnicos administrativos das universidades federais, segundo a fonte do Ministério do Planejamento. De acordo com cálculos dos sindicalistas, para atender minimamente as reivindicações de todas as categorias seriam necessários entre 18 bilhões e 20 bilhões de reais. O Ministério do Planejamento comanda as negociações com os sindicalistas até o dia 31, quando terá que enviar ao Congresso o projeto de Lei Orçamentária prevendo quais categorias terão aumento salarial.

Defesa de Duda Mendonça diz que recebeu dinheiro no Exterior por ordem do PT

A defesa dos últimos réus da ação penal do Mensalão do PT, Duda Mendonça, publicitário responsável pela campanha de Lula em 2002, e sua sócia Zilmar Fernandes, afirmou que o recebimento de parte dos 11 milhões de reais cobrados pela campanha ocorreu em conta no Exterior por decisão do PT. Os advogados também negaram que os recursos eram ilícitos. Os advogados Luciano Feldens e Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay (aquele que estava na mesma festa do ministro Dias Toffoli na madrugada da última sexta-feira para sábado passado em Brasília), fizeram a defesa conjunta de Duda e Zilmar, acusados pelo Ministério Público Federal de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os valores, de acordo com a defesa, eram pagamento por serviços prestados durante a campanha, parte deles para saldar compromissos com fornecedores de Duda. Os dois advogados criticaram a inclusão de Duda e Zilmar na lista de 38 réus da ação penal, uma vez que eles tinham com o PT um crédito lícito, de um trabalho realizado na campanha. "Os dois saem da campanha com um haver de 11 milhões de reais", disse Feldens, citando que parte do pagamento foi feito por meio de saques no Banco Rural e em conta no Exterior. "Ele (Duda) só podia receber lá, era pegar ou largar", afirmou. Feldens citou o ex-presidente Lula em duas ocasiões. Ao iniciar a fala, lembrou a campanha vitoriosa de 2002 à Presidência, da qual Duda participou como publicitário. Disse ainda que compreendia o porquê do ex-presidente ter ficado fora da ação penal, mas que Duda e Zilmar teriam ainda menos relação com o suposto esquema. Kakay falou do viés político do julgamento do Mensalão do PT, e criticou a acusação formulada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Atacou também o privilégio dado ao procurador, que entra com os ministros do Supremo no julgamento e senta à direita do presidente da Corte. Gurgel pediu a condenação de 36 dos 38 réus da ação penal.

77% dos usuários de planos de saúde têm queixas do atendimento

Um estudo divulgado nesta quarta-feira pela Associação Paulista de Medicina aponta que 77% dos usuários de planos de saúde no Estado de São Paulo já enfrentaram problemas no atendimento. Entre os que procuraram um pronto-socorro, 72% têm queixas. A entidade, que cobra melhor remuneração dos médicos por parte das operadoras, lançou um serviço telefônico gratuito de orientação e denúncia, em parceria com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. O serviço atenderá reclamações de todo o País pelo número 0800-2004200. Além de esclarecimentos, a idèia da Associação Paulista de Medicina é formar um banco de dados mais preciso sobre a situação da rede de atendimento dos planos. No estudo com 804 usuários paulistas, 64% tiveram problemas na consulta, a maior parte por causa da demora no agendamento. Entre os que reclamaram do atendimento em pronto-socorro, 67% apontaram superlotação nos hospitais e 51% da demora para serem atendidos. A entidade anunciou uma paralisação do atendimento a alguns planos no próximo dia 6.

PT é acusado de grampear servidores para atacar PSB

A demissão de ocupantes de cargos de confiança ligados ao PT da prefeitura de Belo Horizonte se tornou motivo de troca de ataques entre integrantes das campanhas do prefeito Marcio Lacerda (PSB) e do ex-ministro petista Patrus Ananias. Depois de o PT apresentar representação ao Ministério Público Estadual acusando o socialista de usar a máquina para assediar funcionários, nesta quarta-feira foi a vez de o candidato a vice de Lacerda, deputado estadual Délio Malheiros (PV), de acusar a direção petista de usar "gravações clandestinas" como provas do suposto assédio. Segundo Malheiros, dois funcionários que permanecem em seus cargos alegaram que foram procurados por um servidor para saber se haviam sido coagidas a aderirem à candidatura à reeleição do prefeito. "Essas pessoas foram grampeadas e disseram que foram induzidas, com perguntas dirigidas", afirmou Malheiros. Segundo o deputado, os dois funcionários foram procurados por advogados da campanha de Lacerda porque nas denúncias apresentadas pelo PT ao Ministério Público Eleitoral e à Justiça Eleitoral há declarações "editadas" dos dois. "Usaram métodos stalinistas. Grampearam servidores sem as pessoas saberem", disparou Malheiros, que é advogado e afirmou ainda estarem "em estudo" possíveis medidas judiciais que a campanha pretende adotar. Na terça-feira, o atual vice-prefeito e presidente do diretório do PT em Belo Horizonte, Roberto Carvalho, procurou o MPE acusando Lacerda de ter demitido 241 ocupantes de cargos comissionados, "99% petistas", porque, procurados por suas chefias imediatas, teriam se recusado a aderir à campanha socialista.

Servidores do judiciário federal entram em greve no Rio Grande do Sul

Servidores da Justiça Federal, Eleitoral e Militar começaram greve por tempo indeterminado no Rio Grande do Sul. A categoria pede reajuste salarial. A diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal, Mara Weber, ressaltou que os impactos devem ser sentidos a partir desta quinta-feira. "A gente vai ter varas restringindo horário de atendimento, suspensão de prazos, restrição no atendimento aos usuários. A gente sempre vai ter plantão", afirmou. Delegados da Polícia Federal paralisaram atividades nesta quarta-feira e realizaram assembleia que pode decidir por greve.

RGE anuncia investimentos de R$ 810 milhões até 2014 no Rio Grande do Sul

A CPFL energia, empresa que controla a distribuidora Rio Grande Energia (RGE) anunciou, na tarde desta quarta-feira, no Palácio Piratini, um investimento de R$ 810 milhões até 2014 para modernização e reforço da rede nos 262 municípios de sua área de concessão, bem como em ações voltadas à eficiência energética e meio ambiente. Segundo a direção da empresa, nesse valor estão incluídos R$ 280 milhões relativos à eletrificação rural. Os investimentos gerais são divididos em 16 regiões: Serra (R$ 63,1 milhões) Vale dos Vinhedos (R$ 56,5 milhões), Lagoa Vermelha (R$ 36,3 milhões), Nova Prata (R$ 61,4 milhões), Erechim (R$ 82,7 milhões), Passo Fundo (R$ 19,4 milhões), Frederico Westphalen (R$ 56 milhões), Palmeira das Missões (R$ 25,4 milhões), Cruz Alta (R$ 11,3 milhões), Três Passos (R$ 61,4 milhões), Santa Rosa (R$ 31,5 milhões), Santo Ângelo (R$ 39,7 milhões), Vacaria (R$ 49,9 milhões), Canela (R$ 40,1 milhões), Taquara (R$ 40,3 milhões), Gravataí (R$ 23,7 milhões). A empresa pretende investir também em automação de rede de distribuição, substituição de equipamentos, reforma, ampliação e manutenção de subestações e linhas de trasmissão, renovação da frota de veículos e manutenção e modernização do sistema de tecnologia de informação da concessionária. Além dos recursos nas redes de concessão, a RGE estará investindo, até 2014, R$ 28 milhões em projetos de eficiência energética em 100 prédios públicos (delegacias, prefeituras e hospitais) e em 300 escolas públicas. A RGE é a distribuidora de energia elétrica da região norte-nordeste do Estado do Rio Grande do Sul. A empresa atende 262 municípios gaúchos, em uma área que representa 34% do território do Estado. Desde 2006 a RGE passou a fazer parte integralmente do grupo CPFL Energia, um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro.

Oposição deve usar condenação de mensaleiros contra o governo petista

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse nesta terça-feira que, caso haja condenação dos réus no processo do Mensalão do PT, a oposição usará o fato contra o governo petista. Isso porque, para Alvaro Dias, as provas apresentadas pelo procurador geral da república, Roberto Gurgel, são suficientes para o Supremo Tribunal Federal condenar os acusados. Alvaro Dias chegou a criticar os advogados que atuam no processo e que dizem que “as provas são insuficientes”. "Querem que a prova seja um documento escrito e assinado pelo criminoso dizendo: ‘eu desviei dos cofres públicos tantos reais’”, afirmou. Para ele, o julgamento deve acontecer de forma técnica, sem interferência partidária ou das eleições 2012. "Estão usando as costas largas das campanhas eleitorais para justificar os desvios dos recursos. Sabemos que elas foram destinadas também para o enriquecimento ilícito de pessoas", explicou o senador em referência a tentativa de transformar o Mensalão em crime eleitoral. "Espero que o julgamento do mensalão, que é histórico, possa ser o marco de um novo rumo para o Brasil", concluiu.

Câmara vai discutir com ministros a formação de médicos no Brasil

A Câmara dos Deputados vai realizar uma audiência pública a fim de pedir esclarecimento dos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Aloizio Mercadante (Educação) sobre a formação dos médicos no País. A Comissão de Educação e Cultura será responsável pelo evento. O debate vai girar em torno da residência médica e das condições de atendimento aos pacientes nos hospitais universitários. “Alunos de Medicina em todo o Brasil enfrentam dificuldades para utilizar os hospitais universitários públicos, que se encontram em estado precário. Faltam remédios, equipamentos, professores e, às vezes, falta até o próprio hospital dentro da universidade”, disse o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), autor do requerimento para a audiência, aprovado na última semana.

FGC eleva rombo e propõe "perdão" de 49% na dívida do Cruzeiro do Sul

Após 60 dias de intervenção, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) fez uma série de ajustes patrimoniais no Banco Cruzeiro do Sul e elevou o rombo contábil, inicialmente calculado em R$ 1,3 bilhão, para R$ 3,110 bilhões. O valor inclui o recálculo das provisões para cobrir calote e processos judiciais, além de créditos consignados fictícios. Com esse rombo, o patrimônio do banco, que era de R$ 1,15 bilhão, fica negativo em R$ 2,23 bilhões. Para cobrir o "buraco", o Fundo Garantidor propõe uma "socialização" dos prejuízos, em que os investidores que compraram títulos do banco aceitem perder, em média, 49,3% do que esperavam receber. A oferta, que será formalizada nesta quarta-feira, está condicionada a uma adesão de 90% dos credores e que apareça um comprador para o Cruzeiro do Sul. Se não ocorrer, o Fundo Garantidor vai recomendar ao Banco Central a liquidação do Cruzeiro do Sul no próximo dia 12 de setembro.